Jason Bateman e Jude Law vão estrelar nova série da Netflix
Os atores Jason Bateman (“Ozark”) e Jude Law (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) vão estrelar e produzir a minissérie “Black Rabbit”, desenvolvida para a Netflix. Segundo o site Deadline, Bateman também deve dirigir a atração. Detalhes sobre a trama ainda não foram divulgados. Sabe-se apenas que a série foi criada pelo roteirista Zach Baylin, indicado ao Oscar pelo roteiro de “King Richard: Criando Campeãs” (2021). O projeto ainda tem detalhes em negociação, mas deverá marcar uma nova parceria de Bateman com a Netflix, depois do sucesso de “Ozark”. “Black Rabbit” ainda não possui previsão de estreia. Atualmente, Jason Bateman está envolvido em um filme sobre a vida de Sonny Vaccaro, executivo da marca Nike. O projeto, sem data de estreia, será dirigido por Ben Affleck (“Argo”). Jude Law, por sua vez, vai interpretar o Capitão Gancho no filme “Peter Pan e Wendy”, dirigido por David Lowery (“A Lenda do Cavaleiro Verde”), que estreia em 2023.
Chefão da Marvel aprova James Gunn na DC: “Serei o primeiro da fila”
O poderoso produtor Kevin Feige, responsável pelo Universo Cinematográfico da Marvel, elogiou a recente contratação do cineasta James Gunn (“Guardões da Galáxia”) para exercer uma função similar a dele na DC. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, Feige disse que será o primeiro da fila para comprar um ingresso para os filmes produzidos por Gunn. “Eu falo com James quase todos os dias. Temos uma coisa maravilhosa chamada ‘Especial de Natal dos Guardiões da Galáxia’ saindo. Temos uma coisa maravilhosa chamada ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’ que será lançada em maio”, disse Feige, quando questionado se havia falado com o diretor após a sua contração pela DC. “Não sei como ele terá tempo para trabalhar na DC antes de maio, mas, quando ele tiver tempo, ficarei muito animado. Eu serei o primeiro da fila.” James Gunn dirigiu os dois primeiros filmes dos “Guardiões da Galáxia” para a Marvel. Mas ele foi despedido em 2018, após uma polêmica envolvendo algumas piadas que fez anos atrás. Na época, a DC aproveitou a oportunidade para contratá-lo para comandar a continuação de “Esquadrão Suicida”. Ao ver que havia perdido o cineasta por causa de uma campanha de cancelamento da extrema direita, a Marvel voltou atrás e o recontratou para dirigir “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. Apesar de ter aceitado o retorno, Gunn formou laços na DC. O filme dele, “O Esquadrão Suicida”, teve 90% de aprovação no Rotten Tomattoes, uma rara unanimidade positiva num universo bombardeado por críticas negativas. Ele também criou a série do “Pacificador”, que se tornou um dos maiores sucessos do serviço de streaming HBO Max. Tudo isso culminou na notícia divulgada na última terça (25/10), de que Gunn e o produtor Peter Safran (também de “O Esquadrão Suicida”) irão substituir o executivo Walter Hamada no comando da DC Films a partir de novembro. Vale lembrar que Feige, inclusive, visitou Gunn no set de “O Esquadrão Suicida”, ocasião em que o diretor comentou que a rivalidade entre as duas empresas só existia na cabeça dos fãs. O “Especial de Natal dos Guardiões da Galáxia” estreia no dia 25 de dezembro, no serviço de streaming Disney+. Já “Guardiões da Galáxia Vol. 3” chega aos cinemas em 5 de maio de 2023.
O Pálido Olho Azul: Teaser introduz terror gótico estrelado por Christian Bale
A Netflix divulgou o teaser legendado de “O Pálido Olho Azul”, terror gótico que marca a terceira parceria entre o ator Christian Bale e o diretor Scott Cooper – após o thriller “Tudo por Justiça” (2013) e o western “Hostis” (2017). Baseado no livro homônimo de Louis Bayard, o filme gira em torno de uma série de assassinatos na Academia Militar de West Point em 1830. Bale tem o papel de um detetive veterano que investiga os crimes, e para isso conta com a ajuda do jovem cadete Poe, que mais tarde se tornaria mundialmente famoso como escritor, Edgar Allan Poe. Harry Melling, conhecido como o Dudley Dursley da saga “Harry Potter”, vive Poe e o resto do elenco inclui Gillian Anderson (“The Crown”), Lucy Boynton (“Bohemian Rhapsody”), Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”), Toby Jones (“First Cow”), Timothy Spall (também de “Harry Potter”), Harry Lawtey (“Industry”), Simon McBurney (“Carnival Row”), Hadley Robinson (“Moxie”), Joey Brooks (“A Grande Jogada”), Brennan Cook (“Encounter”), Gideon Glick (“The Marvelous Mrs. Maisel”), Fred Hechinger (“The White Lotus”), Matt Helm (“The Tragedy of Macbeth”), Steven Maier (“The Plot Against America”), Charlie Tahan (“Ozark”) e o veterano Robert Duvall (“O Juiz”). A estreia está marcada para 6 de janeiro.
Ator de “Adão Negro” vai estrelar série inspirada em “Beijos que Matam”
O ator Aldis Hodge (o Gavião Negro de “Adão Negro”) vai estrelar e produzir a série “Alex Cross”, baseada na famosa franquia literária do autor James Patterson e desenvolvida para o serviço de streaming Amazon Prime Video. Nos livros de Patterson, Alex Cross é um detetive e psicólogo forense, excepcionalmente capaz de penetrar na psique de assassinos e suas vítimas. Ele é um pai amoroso, mas também obstinado ao ponto de ficar obsessivo quando caça assassinos, especialmente aquele responsável pela morte da sua esposa. O personagem já foi interpretado por Morgan Freeman nos filmes “Beijos que Matam” (1997) e “Na Teia da Aranha” (2001), e por Tyler Perry em “A Sombra do Inimigo” (2012). A série “Alex Cross” foi criada por Ben Watkins (“Burn Notice: Operação Miami”), que vai produzir e atuar como showrunner da atração. O escritor James Patterson também vai produzir a série. “James Patterson está entre os melhores em cativar o público com seus romances inegavelmente fascinantes e estamos confiantes de que, com a visão artística de Ben Watkins, Cross fará o mesmo por nossos clientes globais”, disse Vernon Sanders, chefe da divisão televisiva da Amazon Studios. “Estamos orgulhosos de trabalhar com James e Ben ao lado da Paramount Television, Skydance e o extremamente talentoso Aldis Hodge, que sabemos que fará um trabalho excepcional ao dar vida a Alex Cross.” “Alex Cross” ainda não tem previsão de estreia. Aldis Hodge tem diversos projetos encaminhados, entre eles a ficção científica “Parallel” e o romance “Marmalade”, ambos sem previsão de estreia.
Jack Ryan revive a Guerra Fria no trailer da 3ª temporada
A Amazon Prime Video divulgou o trailer da 3ª temporada de “Jack Ryan”, que traz o personagem-título, vivido por John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”), revivendo a Guerra Fria. Foragido e caçado pela própria CIA, Jack Ryan conta com apenas um punhado de aliados para impedir o plano de ex-soviéticos rebeldes, que pretendem trazer de volta a União Soviética com um ataque nuclear na Europa – uma intenção que os EUA não tem como confirmar nem podem insinuar. Além de Krasinski, a produção também conta com Wendell Pierce (“The Wire”) e Michael Kelly (“House of Cards”) como os aliados do espião. O título completo da atração é “Tom Clancy’s Jack Ryan”, mas ironicamente a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem nos anos 1990. As histórias acompanham o começo da carreira de Ryan na CIA em situações originais concebidas pelo primeiro showrunner, Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”), em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). A produção é da Platinum Dunes, empresa de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), e atualmente a série é comandada por Vaun Wilmott (criador de “Dominion”). Os novos episódios estreiam em 21 de dezembro e a série já se encontra renovada para a 4ª temporada.
“Nancy Drew” vai acabar na 4ª temporada
A rede americana The CW anunciou que a vindoura 4ª temporada de “Nancy Drew”, que está atualmente em produção, será a última da série. O cancelamento é consequência da venda do canal para um rede de pequenas emissoras, Nexstar, que pretende mudar toda sua programação, apostando em séries mais baratas para um público mais velho. A notícia foi comunicada ao elenco na tarde desta quarta (26/10), no set da produção em Vancouver, no Canadá. Os showrunners de “Nancy Drew”, Noga Landau e Melinda Hsu Taylor, manifestaram-se rapidamente com um comunicado em conjunto, prometendo dar uma conclusão significativa para a série. “Estamos muito honrados e orgulhosos por ter dado vida à icônica determinação, individualidade e resiliência de Nancy Drew em uma colaboração de anos com incríveis talentos criativos tanto na frente das câmeras quanto nos bastidores, também por nossos parceiros de estúdio e rede. Nossos corações estão cheios de gratidão, sabendo que somos capazes de encerrar este capítulo com intencionalidade, inclusão e bondade – e, claro, com muitas reviravoltas investigativas, sustos sobrenaturais e romances ao longo do caminho. Somos especialmente gratos à nossa maravilhosa comunidade de fãs, cuja conexão com nossos temas e histórias significou o mundo para nós. A 4ª temporada será uma recompensa digna e ressonante por seu amor e apoio contínuos.” A atriz Kennedy McMann, que interpreta Nancy Drew, acrescentou: “Foi o maior prazer começar minha carreira como uma pequena parte do legado infinito de Nancy Drew. Que privilégio andar no lugar dela por tanto tempo, ser inspirado por ela e crescer com ela. Eu gostaria que nossos incríveis fãs pudessem sentir o coração e a paixão de nossa equipe, que sempre esteve presente dentro e fora da tela, dia após dia, desde o início da série. Vocês são tão parte desse programa incrível como nós somos. Obrigado, obrigado, obrigado por cada gota de paixão e bondade que vocês compartilharam comigo e uns com os outros integrantes do elenco.” A 4ª temporada só deve começar a ser exibida na midseason, durante o começo de 2023, mas a data específica de estreia ainda não foi anunciada. Combinando o clima de “Supernatural” e “Scooby-Doo”, a série reinventou a franquia quase centenária da detetive mirim (criada na literatura infantil em 1930) como uma série de terror adolescente. Sua exibição representava um dos maiores sucessos produzidos pelo CBS Studios para a CW – que antes de ser vendida era uma joint venture da CBS e da Warner (as letras C e W de seu nome). O elenco também destaca Scott Wolf (da série clássica dos anos 1990 “O Quinteto/Party of Five”), Maddison Jaizani (“Into the Badlands”), Alex Saxon (“Os Fosters”), Leah Lewis (“Charmed”), Tunji Kasim (“Florence: Quem é Essa Mulher?”), Riley Smith (“Frequency”) e Alvina August (“Siren”). O cancelamento se segue à decisão de não renovar o spin-off da série, “Tom Swift”, que foi descartado após a exibição de apenas cinco episódios em junho passado. “Nancy Drew” chega ao Brasil pela plataforma Globoplay, que também vai disponibilizar os últimos capítulos.
Star+ começa a gravar 5ª temporada de “Impuros”
A plataforma Star+ começou a gravar a 5ª temporada de “Impuros”, série criminal brasileira estrelada por Raphael Logam (“M-8: Quando a Morte Socorre a Vida”) e Rui Ricardo Diaz (“Lula, o Filho do Brasil”). O detalhe é que a 4ª temporada ainda está inédita e só deve ser lançada em 2023. Além do elenco fixo, que inclui também João Victor Silva (“Verdades Secretas”), Cyria Coentro (“Os Dias Eram Assim”) e Leandro Firmino (“Cidade de Deus”), os novos episódios trazem novidades, como Bruno Gissoni (“O Silêncio da Chuva”) e Gabriel Godoy (“Desjuntados”). O personagem de Gissone ficará no olho do furacão, entre os mundos de Morello (Diaz) e Evandro (Logam), enquanto Godoy interpretará Dr. Felipe, médico da mãe de Evandro. O ator reeditará a parceria com Logam, com quem dividiu a cena na comédia “Homens?”, do Comedy Central, disponível no Prime Video da Amazon. As novidades devem compensar a saída de André Gonçalves do elenco, após precisar ficar em prisão domiciliar por falta de pagamento de pensão alimentícia. A 3ª e mais recente temporada de “Impuros” foi lançada em agosto do ano passado. Lançada em 2018 no antigo canal Fox (hoje Star), a série é ambientada nos anos 1990 e acompanha a escalada de Evandro do Dendê (Raphael Logam, indicado ao Emmy Internacional pelo papel) ao comando do narcotráfico do Rio. A produção é da Barry Company.
Klebber Toledo e Camila Queiroz vão estrelar comédia romântica. Veja o pôster
Casados na vida real, os atores Klebber Toledo e Camila Queiroz vão estrelar uma comédia romântica da HBO Max. Intitulado “Procura-se”, o filme ganhou pôster que anuncia seu lançamento em streaming para o dia 25 de novembro. O detalhe é que a premissa do filme dos apresentadores de “Casamento às Cegas” é praticamente a mesma de outra comédia brasileira recente, “Esposa de Aluguel”, que há duas semanas é o filme internacional mais visto da Netflix. A maior diferença entre as duas tramas é a inversão do sexo dos personagens principais. Adaptação de um livro de Carina Rissi, a comédia traz Camila Queiroz como a jovem aventureira Alicia, que acaba tendo sua vida transformada após a morte de seu avô. É que a jovem só poderá receber sua herança se estiver devidamente casada. Com a exigência do avô em seu testamento, Alicia decide contratar um marido de aluguel, papel de Klebber Toledo, para que possa receber sua herança. O filme é produzido pela Framboesa Filmes e tem direção de Marcelo Antunez (“O Palestrante”).
Natasha Lyonne resolve crimes no teaser da série “Poker Face”
A plataforma americana Peacock divulgou o teaser de “Poker Face”, nova atração estrelada por Natasha Lyonne (de “Orange Is the New Black” e “Boneca Russa”), que também é a primeira série criada por Rian Johnson, o cineasta de “Star Wars: Os Últimos Jedi” e “Entre Facas e Segredos”. Além de ter concebido a série, Johnson escreveu os roteiros, dirigiu os episódios e assina a produção. Assim como “Entre Facas e Segredos”, a trama gira em torno de mistérios criminais. Mas os crimes são plurais. A curiosa detetive vivida por Natasha Lyonne tentará solucionar um assassinato diferente por episódio. Ela vive Charlie Cale, que segue em uma viagem pelas estradas dos EUA e se depara, em cada parada, com uma “galeria de personagens desonestos”, vendo-se pressionada a corrigir injustiças com seu superpoder secreto: uma “habilidade extraordinária de determinar quando alguém está mentindo”, segundo a sinopse. O elenco de suspeitos, vítimas e testemunhas inclui Simon Helberg (em sua primeira série desde o final de “The Big Bang Theory”), Jameela Jamil (“Mulher-Hulk”), Joseph Gordon-Levitt (“Super Pumped: The Battle for Uber”), Chloë Sevigny (“Os Mortos Não Morrem”), Dascha Polanco (“Orange Is the New Black”), Lil Rel Howery (“Free Guy”), Adrien Brody (“A Crônica Francesa”), Stephanie Hsu (“Maravilhosa Sra. Maisel”), Benjamin Bratt (“Star”), David Castañeda (“The Umbrella Academy”), Nicholas Cirillo (“Outer Banks”), Tim Meadows (“Os Goldbergs”), Niall Cunningham (“Life in Pieces”) e Ellen Barkin (“Animal Kingdom”). A estreia está marcada para 26 de janeiro nos EUA.
Conheça a história real do assassino de “O Enfermeiro da Noite”
O filme “O Enfermeiro da Noite” (The Good Nurse), que estreou na Netflix nessa quinta (26/10), narra uma assustadora história real. O personagem vivido na tela por Eddie Redmayne (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) foi responsável por matar mais de 300 pessoas e conseguiu se safar por muito tempo, apesar de ter sido flagrado repetidamente pelos hospitais que o empregavam. Baseado no livro homônimo de Charles Graeber, “O Enfermeiro da Noite” foi escrito por Krysty Wilson-Cairns (roteirista da série “Penny Dreadful”) e dirigido por Tobias Lindholm (“Sequestro”), e conta a história de Charlie Cullen, enfermeiro que era considerado um bom amigo e profissional, mas usava seu trabalho hospitalar para matar impunemente, tornando-se um dos serial killers mais bem-sucedidos de todos os tempos. Chastain vive uma enfermeira com quem ele trabalhava e que, confrontada com a verdade pela polícia, arriscou tudo para conseguir provas e incriminá-lo. A trama é narrada pelo ponto de vista de Amy Loughren, uma mãe solteira com problemas cardíacos que trabalhava como enfermeira no turno da noite, junto do criminoso. Conforme é mostrado em “O Enfermeiro da Noite”, ela começou a suspeitar do seu novo colega de trabalho depois que uma série de mortes misteriosas de pacientes desencadearam uma investigação. Eventualmente, Loughren arriscou a sua vida e a segurança dos seus filhos para descobrir a verdade sobre Charlie Cullen: que ele estava injetando soro fisiológico misturado com insulina ou digoxina, para matar pacientes por overdose. Na vida real, Cullen começou sua carreira na enfermagem em 1987, no hospital Saint Barnabas Medical Center de Nova Jersey, um ano antes de matar o primeiro paciente. Como sentiu-se impune, continuou matando pacientes até deixar o hospital, quatro anos depois, quando as autoridades começaram a investigar bolsas intravenosas contaminadas. Apesar disso, ele nunca foi acusado de nenhum crime e um mês depois conseguiu outro emprego na enfermagem de outro hospital, o Hospital Warren, onde deu sequência à sua matança. Cullen cometeu seus assassinatos por mais de uma década e meia, trabalhando e matando em muitos hospitais diferentes. Sempre que suas ações eram investigadas e descobertas, os advogados e administradores do hospital decidiam demiti-lo, mas não denunciavam os crimes à polícia para evitar que fossem processados por homicídio culposo. Pelo menos cinco hospitais diferentes sabiam o que Cullen estava fazendo, mas não fizeram nada para detê-lo. E essa decisão dos hospitais de encobrir a verdade permitiu a Cullen continuar trabalhando como enfermeiro – e, consequentemente, continuar matando pacientes. Isso só mudou quando ele começou a trabalhar com Loughren, no hospital Somerset Medical Center, e ela se recusou a ignorar os atos do colega. “Assistir ao filme me deu permissão para ter orgulho de mim mesma”, disse a verdadeira Loughren à revista People. “Eu apareci como mãe. Apareci como enfermeira. Apareci como amiga. A única razão pela qual Charlie parou de matar foi por causa da minha amizade com ele.” O filme fez questão de usar os nomes reais de Loughren e Cullen e dos detetives envolvidos na investigação. Porém, todas as vítimas e suas famílias tiveram as identidades reais preservadas. A roteirista Krysty Wilson-Cairns disse à Vanity Fair que mudou os nomes das vítimas para não “revitimizá-las”. “Eu não conheci as famílias das vítimas para realmente entender quem eram essas pessoas. Então, francamente, eu me sentiria um pouco suja [se usasse as suas identidades]. E a maioria das pessoas não podia dar consentimento porque estava morta. Ou às vezes as famílias não sabiam. No caso de muitas vítimas de Charlie, as famílias ainda não sabem [que os parentes foram assassinados]”, disse. Wilson-Cairns também é bastante pragmática ao dizer que “não há como fazer de um filme a verdade absoluta porque ele é composto de várias perspectivas”. “Nunca pode ser um documento verdadeiro; nunca deve ser apresentado em tribunal”, apontou. Ainda assim, ela se preocupou em tratar as situações com o máximo de verossimilhança. A cena em que os detetives precisam exumar um corpo para uma autópsia, por exemplo, aconteceu de verdade. E assim como é mostrado no filme, Loughren começou a suspeitar que Cullen poderia estar por trás das misteriosas mortes dos pacientes. Ela se tornou uma informante da polícia e auxiliou numa investigação que levou seis meses para obter provas suficientes para prender Cullen em 2003. Mesmo depois de ele ter sido preso, a enfermeira foi essencial para conseguir uma confissão dele, uma vez que as evidências não eram suficientes para condená-lo. Embora seja a verdadeira heroína da história, a identidade de Loughren só foi revelada em 2014, com a publicação do livro de Charles Graeber no qual o filme se baseia. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, Jessica Chastain contou que conheceu a verdadeira Loughren, que foi fundamental para ajudá-la a interpretar seu problema de saúde. “Perguntei a ela sobre sua condição cardíaca, porque ela precisava de um transplante de coração durante esse período. E isso para mim foi o que realmente me ajudou a interpretar a personagem e entender o que significava quando eu entrei em Afib [também conhecido como fibrilação atrial], o que significava quando meu coração começava a bater em um certo nível, o que faria para minha respiração, o que faria com a temperatura da minha pele, se eu ficasse úmida – todas essas coisas eram muito importantes.” Graças aos esforços de Loughren, o assassino está atualmente cumprindo pena de prisão perpétua – 11 consecutivas, que ainda podem aumentar. Diante de todas essas condenações, a data de liberdade condicional mais próxima para ele seria 10 de junho do ano de 2388. A enfermeira convenceu Cullen a admitir que ele cometeu 29 assassinatos, mas ele eventualmente disse aos investigadores que, na verdade, matou 40 pessoas. Porém, durante a pesquisa do seu livro, Graeber descobriu que Cullen disse aos investigadores que ele “dosava” de três a quatro pessoas por semana. Especialistas apontam que, se esse número for real e for multiplicado pelos 16 anos de carreira de Cullen, o número de mortes pode ser superior a 400, o que o torna o pior serial killer da história. O assassino, que ficou conhecido como “Anjo da Morte”, concedeu uma entrevista em 2013 ao programa investigativo “60 Minutes”. Na ocasião, ele admitiu que sabia que o que estava fazendo era errado, mas também disse que não pretendia parar, caso não fosse pego. “Achei que as pessoas não estavam mais sofrendo. Então, em certo sentido, eu pensei que estava ajudando”, disse ele, mas não explicou os motivos que o levaram a começar a matar. “Não há justificativa. A única coisa que posso dizer é que me senti sobrecarregado na época. Parecia que precisava fazer alguma coisa, e fiz. E isso não é resposta para nada.” O elenco de “O Enfermeiro da Noite” ainda conta com Kim Dickens (“Fear the Walking Dead”), Noah Emmerich (“The Americans”) e Nnamdi Asomugha (“When the Street Lights Go On”). Produzido pelo cineasta Darren Aronofsky (“Mãe!”), o filme já pode ser visto na Netflix. Assista abaixo ao trailer.
Animação “Festa da Salsicha” vai virar série
O filme de animação “Festa da Salsicha” (2016) será adaptado numa série de streaming. Intitulada “Sausage Party: Foodtopia”, a atração será desenvolvida para o serviço Prime Video, da Amazon, e contará com o mesmo elenco de dubladores do cinema. Dirigido por Conrad Vernon (“Shrek”) e Greg Tiernan (série animada “Thomas e seus Amigos”), o filme original revelou o destino de salsichas e outros petiscos felizes, após serem comprados num supermercado. Achando que vão para uma festa, eles descobrem a terrível verdade ao chegarem na cozinha e verem uma batata ser “despelada” viva. O trauma aumenta mais, conforme cenouras são devoradas e outros amiguinhos sofrem torturas, levando os comestíveis ao desespero. O filme foi um sucesso de crítica (obtendo 82% de aprovação no Rotten Tomatoes) e de público (rendendo mais de US$ 140 milhões nas bilheterias). Agora, os roteiristas Seth Rogen e Evan Goldberg (ambos de “A Entrevista”) desejam repetir esse sucesso no streaming. “O cinema costumava ser a forma de arte superior à televisão, e humildemente atingimos o auge do que pode ser alcançado num filme na nossa notável obra ‘Festa da Salsicha’”, disseram Rogen e Goldberg, em um comunicado oficial bem humorado. “Mas agora que o cinema está completamente morto e a TV é o eterno rei do entretenimento, decidimos continuar as aventuras épicas de nossa equipe culinária na lendária obra-prima televisiva ‘Sausage Party: Foodtopia’. Tem toda a emoção, o dobro dos trocadilhos e o triplo do sexo de comida com comida. Em outras palavras, é exatamente o que o mundo precisa agora.” Além de Rogen, que dá voz ao protagonista Frank, o elenco de dubladores da série contará com os retornos de Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), Michael Cera (“A Grande Jogada”), David Krumholtz (“Numb3rs”) e Edward Norton (“Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe”), além de novas adições de Will Forte (“Muito Além do Ordinário”), Sam Richardson (“Um Lobo Entre Nós”), Natasha Rothwell (“Insecure”) e Yassir Lester (“Black Monday”). Rogen e Goldberg vão produzir a atração ao lado de Ariel Shaffir e Kyle Hunter (co-roteiristas do filme original e criadores da série “Future Man”), que também vão atuar como showrunners. Detalhes sobre a trama de “Sausage Party: Foodtopia” ainda não foram divulgados. Sabe-se apenas que a atração terá oito episódios, com lançamento previsto para 2024. Assista abaixo ao trailer do filme original.
Série do “Lanterna Verde” perde roteirista e terá novo herói
A série “Lanterna Verde”, em desenvolvimento desde 2019, perdeu seu roteirista e está sendo totalmente reformulada. De acordo com o site The Hollywood Reporter, Seth Grahame-Smith (“Lego Batman: O Filme”) abandonou o projeto depois de ter escrito todos os oito episódios da 1ª temporada. A saída de Grahame-Smith coincide com uma decisão da HBO Max de mudar o personagem principal da série. Anteriormente, os atores Finn Wittrock (“American Horror Story”) e Jeremy Irvine (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”) foram escalados para interpretar os heróis Guy Gardner e Alan Scott (primeiro Lanterna Verde gay dos quadrinhos), respectivamente. Entretanto, agora a série vai se focar no personagem John Stewart, um dos primeiros super-heróis negros da DC. Fontes do site afirmam que Grahame-Smith optou por deixar o projeto por causa das mudanças ocorridas dentro da HBO Max. O personagem de John Stewart havia barrado por ter sido reservado para o cinema pela DC Films, fazendo os produtores priorizarem o primeiro Lanterna Verde (Scott) e uma “multidão de outros Lanternas – dos favoritos dos quadrinhos aos heróis nunca vistos antes”. Porém, com a saída de Walter Hamada da DC Films, foi tomada a decisão de recomeçar a série e construí-la em torno de John Stewart, personagem que apareceu pela primeira vez no início dos anos 1970 (inspirado no ator Sidney Poitier). Vale ressaltar que essa mudança não tem relação com a recente contratação de James Gunn e Peter Safran para comandarem as produções da DC (num papel similar aquele desenvolvido por Kevin Feige na Marvel). É que os novos chefes da DC Films só começam a desempenhar suas novas funções a partir de 1 de novembro. O produtor Marc Guggenheim (um dos roteiristas do filme do “Lanterna Verde”), que estava envolvido na série, também saiu da atração. Portanto, do time original, só quem continua envolvido no projeto é o produtor Greg Berlanti, que também escreveu o filme do “Lanterna Verde” e se tornou o mentor do Arrowverso na rede The CW. Os atores Wittrock e Irvine também teriam saído do projeto. Porém, fontes do Hollywood Reporter informam que Berlanti gostaria de trabalhar com os dois quando – e se – o projeto seguir adiante. Quando a HBO Max anunciou a produção do “Lanterna Verde” em 2019, Berlanti a descreveu como a “maior série da DC já feita”. Na ocasião, foi apontado que a série teria um orçamento estimado na faixa de US$ 120 milhões. Para se ter uma ideia, a série “A Casa do Dragão” custou menos de US$ 200 milhões. As mudanças também devem acarretar uma grande redução no orçamento, já que a HBO Max, ao passar para o comando da Warner Bros. Discovery (e do CEO David Zaslav), tem atualmente como foco principal cortar despesas. Visando uma economia estimada em US$ 3 bilhões, Zaslav já abandonou vários projetos em andamento, incluindo uma série antológica baseada nos quadrinhos “Estranhas Aventuras” (que também seria produzida por Berlanti), a série “Demimonde”, de J.J. Abrams, e o filme da “Batgirl”.
“Esposa de Aluguel” lidera ranking mundial da Netflix pela segunda semana
A comédia brasileira “Esposa de Aluguel” foi o filme de língua não inglesa mais visto da Netflix pela segunda semana seguida. O longa estrelado por Caio Castro (“Novo Mundo”) e Thati Lopes (“Diários de Intercâmbio”) somou mais 14,1 milhões de horas, ficando muito à frente do 2º lugar, o lançamento sul-coreano “Garota do Século 20”, visto durante 8 milhões de horas. Lançado em 11 de outubro, “Esposa de Aluguel” já acumula 41,4 milhões de horas de visualizações na Netflix. O sucesso internacional de “Esposa de Aluguel” reflete seu apelo de Sessão da Tarde, como uma variação moderna de “Namorada de Aluguel” (1987), que já rendeu muitas abordagens internacionais, como as fraquíssimas produções chinesa “Contract Lover” (2007) e filipina “Girlfriend for Hire” (2016). O filme traz Caio Castro como um solteirão convicto, que nunca se envolveu profundamente com nenhuma mulher além de sua mãe e das três irmãs. Mas ao saber que vai morrer, sua mãe controladora faz um último pedido: vê-lo casado. E para evitar ficar fora do testamento, o solteirão resolve contratar uma atriz (Thati Lopes) para fingir ser sua noiva. Só que ela começa a improvisar e faz tudo diferente do combinado. E para surpresa de todos, agrada em cheio a matriarca, que até entrega as chaves de um imóvel cobiçado da família para o casal. Embora a premissa seja familiar, com um final feliz sem surpresas, a trama parece incluir reviravoltas novas. Além disso, o talento de Thati Lopes para o humor já conseguiu fazer uma limonada com outra Sessão da Tarde batida, “Socorro, Virei uma Garota!”. “Esposa de Aluguel” tem roteiro de Fil Braz (“Minha Mãe é uma Peça 3”), direção de Cris D’Amato (“Pai em Dobro”) e ainda traz em seu elenco Mariana Xavier (também de “Minha Mãe é uma Peça 3”), Gabi Lopes (“A Menina que Matou os Pais”) e Danielle Winits (“Tudo Bem no Natal que Vem”). Veja o trailer abaixo.












