Série da Arlequina ganha trailer violento
A HBO Max divulgou o pôster e o terceiro trailer da 3ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada adulta da Arlequina. E se trata do trailer mais impróprio de todos, com violência sanguinária e muitos palavrões em inglês. O vídeo traz Harley e Ivy (a Hera Venenosa) em namoro assumido, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da segunda de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. Os novos episódios vão estrear em 28 de julho nos EUA, mas não há data confirmada para o Brasil. As duas primeiras temporadas demoraram a ser disponibilizadas no serviço nacional da HBO Max.
“As Meninas Superpoderosas” e “A Mansão Foster para Amigos Imaginários” vão ganhar reboot
O Cartoon Netflix prepara o reboot de dois de seus conteúdos originais mais famosos: “As Meninas Superpoderosas” e “A Mansão Foster para Amigos Imaginários”. Os projetos estão sendo desenvolvidos por Craig McCracken, criador de ambas as séries, que voltará à função de produtor das novas atrações. Mas enquanto os próximos episódios de “As Meninas Superpoderosas” voltarão a trazer Florzinha, Lindinha e Docinho enfrentando novos e antigos inimigos, praticamente como uma sequência, “A Mansão Foster para Amigos Imaginários” sofrerá um reboot tradicional, com um novo elenco de amigos imaginários, descritos pelo Cartoon Network como “tão bobos e brincalhões quanto o grupo original”. Lançada em 1998, “As Meninas Superpoderosas” ganhou dois prêmios Emmy e inúmeras consagrações ao longo de seis temporadas. Mas não está há muito tempo fora do ar, porque após seu final original em 2004 voltou numa segunda série recente, exibida de 2016 a 2020. “A Mansão Foster para Amigos Imaginários” também foi premiada no Emmy – venceu seis troféus – e durou igualmente seis temporadas, entre 2004 e 2009. Mas não teve continuação até o momento. As duas séries originais estão disponíveis no catálogo da HBO Max. Já os novos episódios estão sendo produzidos pelos estúdios Hanna-Barbera da Europa e não tem previsão de estreia.
“Sem Maturidade para Isso” é cancelada após três temporadas
A HBO Max anunciou o cancelamento da animação “Sem Maturidade para Isso” (Close Enough) depois de três temporadas. A série era criação de J.G. Quintel, autor de “Apenas um Show” (Regular Show), que foi uma das produções de maior sucesso do Cartoon Network. A trama tinha uma pegada adulta, com direito à piadas sujas e referências sexuais, e acompanhava um casal que precisa lidar com a difícil experiência de viver como adultos, enquanto tentam criar uma filha pequena e passam por mudanças de perspectivas aos 30 anos de idade. Lançada em julho de 2020, a animação atingiu impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas acabou vítima da guerra dos streamings. É que a produção foi feita originalmente para a HBO Max americana, mas fechou um acordo para ser distribuída pela Netflix no mercado internacional. A Netflix não divulgou e pouca gente viu. De fato, a Netflix nem disponibilizou a última temporada. “Estamos muito orgulhosos da série e gratos pelo criador JG Quintel e seus parceiros no Cartoon Network Studios, que tornaram ‘Sem Maturidade para Isso’ uma produção favorita dos fãs instantaneamente”, disse um comunicado envergonhado da HBO Max. Veja abaixo o trailer dublado do lançamento de “Sem Maturidade para Isso”.
Estreias: “Sintonia” e mais séries pra maratonar no fim de semana
A volta de “Sintonia” é o principal destaque da programação da Netflix nesta semana, que também traz produções das franquias “Resident Evil” e “Kung Fu Panda”. Por sinal, a série animada do Panda é uma das atrações recomendadas para as crianças aproveitarem nas férias. Mas os adultos dispõem de mais novidades, a começar por uma produção russa da Globoplay proibidíssima para menores, sobre o mundo das camgirls. Tem também Lucy Hale caçando serial killer na HBO Max e uma seleção de desenhos. Preste atenção: três das quatro séries animadas disponibilizadas não são para as crianças. Confira abaixo as 10 séries mais interessantes da semana, com trailers e mais detalhes. | SINTONIA # 3 | NETFLIX A série brasileira mais vista da Netflix volta a acompanhar os destinos de três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da fé religiosa. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes. Na 3ª temporada, MC Doni (Jottapê) se torna cada vez mais popular, Rita (Bruna Mascarenhas) se engaja na política e Nando (Christian Malheiros), foragido desde o desfecho da temporada passada, vê o cerco fechar a sua volta. A atração é produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, e escrita por Guilherme Quintella (também roteirista de “Insânia”). | RESIDENT EVIL: A SÉRIE # 1 | NETFLIX A primeira série live-action passada no universo dos jogos da Capcom é uma das adaptações mais fieis, apesar de apresentar uma história inédita na franquia, centrada nas filhas do vilão Albert Wesker, personagem do game original de 1996, que manipula os eventos por trás da saga. Mas vale apontar que a produção dividiu opiniões, dando saudades dos filmes estrelados por Milla Jovovich. A trama se desenvolve em duas cronologias paralelas. Uma parte é história de origem e acompanha as irmãs Jade e Billie Wesker aos 14 anos, quando se mudam para New Raccoon City e descobrem que o pai pode estar escondendo segredos sombrios capazes de destruir o mundo. Já a segunda parte se passa em Londres, 15 anos depois, quando o apocalipse de Wesker reduziu a população da Terra a menos de 15 milhões de habitantes – e a mais de 6 bilhões de monstros: pessoas e animais infectados pelo T-vírus. É neste mundo que Jade, agora com 30 anos, luta para sobreviver, enquanto é assombrada por segredos do passado que envolvem a irmã e o pai. Destaque do elenco, Lance Reddick, que integrou as séries “Lost”, “Fringe” e a franquia “John Wick”, é o primeiro ator negro a interpretar Albert Wesker, enquanto Ella Balinska (“As Panteras”) e Tamara Smart (de “Clube do Terror”) vivem as versões adulta e adolescente de Jade. | RAGDOLL # 1 | HBO MAX A nova série de Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”) é um produção britânica de suspense. Muito suspense. Desenvolvida pelo roteirista-produtor Freddy Syborn (“Fluentes no Amor”), a atração gira em torno da investigação do assassinato de seis pessoas, que foram esquartejadas e costuradas na forma de um corpo grotesco – apelidado de “Ragdoll” (boneca de retalhos na tradução). Para complicar, o assassino provoca a polícia enviando uma lista de suas próximas vítimas. E o nome de um dos detetives encarregados do caso, Nathan Rose, é uma delas. Hale interpreta a nova recruta da unidade policial, a detetive Emily Baxter, que vai trabalha no caso com o detetive Nathan Rose (Henry Lloyd-Hughes, o Sherlock de “Os Irregulares de Baker Street”, da Netflix). | HAPPY END # 1 | GLOBOPLAY A série russa é a melhor surpresa da semana. Chegou sem alarde com conteúdo ousadíssimo e totalmente impróprio para menores. A trama acompanha uma jovem que decide viver como camgirl em acordo com seu namorado especialista em TI. Mas suas expectativas logo entram em colisão, conforme o comércio do sexo começa a evoluir e abrir um novo mundo para a garota. Com muita nudez, mas também humor e um enredo envolvente, a série é uma criação do cineasta Evgeniy Sangadzhiev (“Deixando o Afeganistão”) e destaca em seu elenco a corajosa Lena Tronina, já conhecida das produções de streaming por “Montanha da Morte: O Incidente na Passagem Dyatlov” (HBO Max). | UM PASSO DE CADA VEZ | APPLE TV+ A produção infantil acompanha um menino com perna postiça, que após estudar a vida inteira em casa, tem que ir para a escola. Desenvolvida por Matt Fleckenstein, criador de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn” e roteirista de “iCarly”, a série é inspirada no livro de memórias do esquiador paralímpico Josh Sundquist. A trama apresenta Josh (interpretado por Logan Marmino) como uma criança 12 anos de idade, três anos depois de perder a perna para um câncer. | UMA ADVOGADA EXTRAORDINÁRIA # 1 | NETFLIX Já imaginou como seria “The Good Doctor” se a série fosse com advogados? Pois a nova produção sul-coreana da Netflix gira em torno de Woo Young-woo, uma advogada com transtorno do espectro autista (TEA), recém contratada por um grande escritório de advocacia. Ela tem um QI altíssimo de 164, memória excepcional e uma maneira criativa de pensar, mas sofre com baixa inteligência emocional e poucas habilidades sociais. Como resultado, muitos a enxergam como uma pessoa esquisita, gerando alguns entraves em sua vida. O papel da advogada Woo é desempenhado por Park Eun-bin, uma conhecida atriz de doramas que brilhou recentemente na série de época “O Rei de Porcelana” (The King’s Affection), também disponível na Netflix. | SOLAR OPPOSITES # 3 | STAR+ Desenvolvida por Justin Roiland (co-criador de “Rick & Morty”), a atração animada acompanha uma família alienígena que escapou da explosão de seu mundo e vive refugiada nos subúrbios dos EUA, divididos entre achar que a Terra é horrível e impressionante. Enquanto dois deles só veem a poluição, o consumismo grosseiro e a fragilidade humana, os outros dois amam os seres humanos e toda a sua TV, junk food e coisas divertidas. O elenco de vozes destaca o próprio Roiland, Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Mary Mack (dubladora de “Golan the Insatiable”) e Sean Giambrone (“The Goldberg”) como os alienígenas, além de vários astros famosos como coadjuvantes, entre eles Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”), Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”), Amanda Leighton (“This Is Us”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Echo Kellum (“Arrow”) e Jason Mantzoukas (“The Good Place”). A série já está renovada para a 4ª temporada. | BIRDGIRL # 2 | HBO MAX A série animada do Adult Swim chega à 2ª temporada explorando situações cada vez mais surreais. Reciclagem adulta de personagens dos anos 1960 da produtora Hanna-Barbera, a trama acompanha as modernas aventuras empresariais da Birdgirl (ou Garota Pássaro), personagem que era uma simples coadjuvante, introduzida num episódio de 1967 do desenho do “Homem-Pássaro” (Birdman). O visual é o mesmo da época, concebido pelo mestre Alex Toth, que também criou Space Ghost e, claro, o Homem-Pássaro. Quase esquecida, a heroína foi resgatada numa das primeiras paródias do Adult Swim, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman, Attorney at Law), lançada em 2000, que mostrava o Homem-Pássaro como advogado. “Birdgirl” é um spin-off daquela série, que acompanha Judy Ken Sebben, a Birdgirl, após assumir o controle da empresa de seu falecido pai. Só que o trabalho de CEO se transforma numa luta contra o mal. Isto porque a empresa que ela assume tem uma agenda maligna, obtendo seu lucro de desmatamento de florestas, envenenamento de populações e de altas tarifas de hospitais infantis. Diante do problema, Birdgirl resolve juntar um novo grupo de super-heróis para enfrentar sua mais importante missão: acabar com tudo o que a torna rica. A série foi desenvolvida por Erik Ritcher e Michael Ouweleen, criadores de “Harvey, o Advogado”, e destaca um trabalho brilhante de Paget Brewster (a Emily Prentiss de “Criminal Minds”) como a voz da heroína. | FARZAR # 1 | NETFLIX A nova série animada adulta de ficção científica não poupa violência, robôs, alienígenas bizarros, piadas sexuais, genitália, escatologia e um mundo em guerra, onde o grande herói é na verdade um aproveitador interessado no poder. Na trama, após libertar o planeta Farzar do malvado alienígena Bazarack, o egoísta guerreiro Renzo casou-se com a rainha idosa daquele mundo para se tornar o novo Czar. Anos depois, quando o planeta fica novamente sob ataque de alienígenas devoradores de gente, seu filho ingênuo e menos brilhante, Príncipe Fichael, acredita que deve seguir a tradição e liderar a resistência. Só que ao liderar uma equipe contra a invasão, Fichael começa a descobrir que nem tudo é o que parece e ele pode estar vivendo uma mentira. “Farzar” é uma criação da dupla Roger Black e Waco O’Guin, criadores das divertidamente infames “Brickleberry” e “Paradise PD” (esta também lançada na Netflix). | KUNG FU PANDA: O CAVALEIRO DRAGÃO # 1 | NETFLIX A primeira série baseada na franquia de cinema traz o comediante Jack Black (“Jumanji: Próxima Fase”) de volta ao papel-título, após dublar o panda Po em três filmes e também em curtas. O último trabalho do ator na animação tinha sido em 2016, no longa “Kung Fu Panda 3”. A trama é uma nova aventura com personagens inéditos. Para evitar que um misterioso par de doninhas roube uma coleção de quatro armas poderosas, que podem destruir o mundo, Po se alia a uma ursa britânica (dublada em inglês pela cantora Rita Ora) e embarca em uma jornada ao redor do mundo atrás de redenção e justiça.
Diretor de “Gremlins” acusa Baby Yoda de ser cópia de Gizmo
O cineasta Joe Dante, criador de “Gremlins”, acusou a série “The Mandalorian” de roubar e copiar “descaradamente” seu personagem Gizmo na criação de Grogu, o Baby Yoda. Em entrevista ao jornal americano San Francisco Chronicle, ele lembrou que Gizmo “é essencialmente como um bebê”. E aí fuzilou: “O que me leva, é claro, ao assunto de Baby Yoda, que é completamente roubado e copiado. Descaradamente, eu pensaria.” Dante, porém, não pensa em processo, já a franquia está ligada ao produtor Steven Spielberg e o roteirista Chris Columbus (o diretor de “Esqueceram de Mim”). Como os fãs sabem, o “Gremlins” original contava a história de Billy Peltzer (Zach Galligan), que ganha um novo bichinho de estimação, um mogwai fofinho chamado Gizmo, sem imaginar que, se não seguisse as regras de como tratá-lo, poderia liberar no mundo verdadeiras pestinhas monstruosas. O filme chegou aos cinemas em 1984 e fez tanto sucesso que ganhou uma continuação, “Gremlins 2: A Nova Geração”, em 1990. Agora, a franquia está prestes a ganhar uma série animada, com supervisão de Dante. A trama vai voltar no tempo para mostrar o Sr. Wing – o vovô chinês interpretado nos filmes por Keye Luke – em sua infância na Xangai dos anos 1920, onde encontra pela primeira vez o amigável Gizmo. Produzida pela Warner Bros. Animation em parceria com a Amblin Television (de Steven Spielberg) para a HBO Max, a série terá 10 episódios com aproximadamente 30 minutos de duração e ainda não tem previsão de lançamento.
Revival de “Beavis & Butt-head” ganha trailer
A Paramount+ divulgou o pôster e o trailer do revival de “Beavis & Butt-head”, que traz a volta da icônica dupla da MTV dos anos 1990. Lançado em 1993, “Beavis e Butt-Head” teve grande impacto na cultura pop, ao trazer dois adolescentes roqueiros comentando clipes de bandas da época. A série durou sete temporadas e foi exibida até 1997 na MTV. Acabou saindo do ar quando o consumo de clipes – e a própria MTV – começou a declinar. Mas voltou para uma temporada adicional no final de 2011, buscando se reinventar, algo que a MTV também tem tentado sem sucesso nos últimos anos. Além da série, os personagens ganharam dois filmes, “Beavis e Butt-Head Detonam a América” em 1996 e o recém-lançado “Beavis & Butt-head Do the Universe”, disponibilizado nesta semana em streaming. O criador da série original, Mike Judge, continua a frente da atração. Ele retorna como diretor, roteirista e dublador dos personagens. A estreia do revival – também conhecido como 9ª temporada – está marcada para 4 de agosto nos EUA.
Emmy: Marvel soma 19 indicações e Chadwick Boseman vai disputar prêmio póstumo
O MCU, sigla em inglês que identifica o Universo Cinematográfico da Marvel, obteve 19 indicações em seu segundo ano de presença no Emmy, divididas entre “Cavaleiro da Lua” (oito indicações), “Loki” (seis), “What If…?” (três) e “Gavião Arqueiro” (dois). A relação foi revelada nesta terça-feira (12/7) pela Academia de Televisão. Mas uma indicação chama mais atenção que qualquer outra: o falecido ator Chadwick Boseman vai disputar postumamente o Emmy de Melhor Dublagem por seu último trabalho, como a voz de T’Challa na primeira série animada do Marvel Studios, “What If…?”. Falecido em agosto de 2020, aos 43 anos, ele também disputou o Oscar de Melhor Ator após a morte, pelo filme “A Voz Suprema do Blues” (2020). Boseman vai enfrentar na categoria o outro único ator do MCU indicado ao Emmy 2022: F. Murray Abraham, que deu voz ao deus Khonshu em “Cavaleiro da Lua”. As demais nomeações da Marvel foram todas técnicas – ou, como prefere a Academia de Televisão, criativas – , como dublês, fotografia, figurino, etc. O desempenho é bastante inferior ao do ano passado, quando o MCU conquistou 28 indicações e, graças a “WandaVision”, apareceu em categorias de prestígio como Melhor Minissérie, Ator, Atriz e Atriz Coadjuvante.
Novo trailer da Arlequina recria cena do filme “Coringa”
A HBO Max divulgou um novo trailer da 3ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada adulta da Arlequina. Completamente diferente da prévia anterior, o vídeo traz Harley e Ivy (a Hera Venenosa) em namoro assumido, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da segunda de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Mas a Arlequina não é a única a passar por uma crise de consciência. Até o Coringa surge transformado, querendo virar prefeito de Gotham e fazendo pedidos de desculpas. Sua participação também inclui referências ao filme “Coringa”, com direito à dancinha feita numa escadaria. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a série animada reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. Os novos episódios vão estrear em 28 de julho nos EUA, mas não há data confirmada para o Brasil. As duas primeiras temporadas demoraram a ser disponibilizadas no serviço nacional da HBO Max.
Estreias: “Stranger Things” é a série mais esperada da semana
Todas as atenções desta sexta (1/7) estão voltadas para o final de “Stranger Things”. Como acaba a temporada, quem morre, quantas vezes vai tocar Kate Bush? Os fãs estão ansiosos pelas respostas a estas e outras perguntas, prontos para maratonar as quatro horas derradeiras da atração na Netflix, antes de ver o que mais está disponível nesta semana. E há ótimas opções, como a nova temporada de “Only Murders on the Building”, maior sucesso da Star+, e a estreia de “A Lista Terminal”, thriller de ação estrelado por Chris Pratt. Sem esquecer que não estamos listando “The Boys”, mas a série segue arrepiando semanalmente na Amazon. Confira abaixo 9 sugestões para assistir depois da 1ª e absoluta de todas neste fim de semana. | STRANGER THINGS # 4/2 | NETFLIX Depois de quebrar recordes e virar a maior audiência entre todas as séries em inglês da Netflix, “Stranger Things” retorna para os instantes finais de sua temporada, jogando muita expectativa sobre o aguardado confronto entre Onze (ou Eleven, em inglês) e Vecna. Será a luta da super-heroína contra o monstro, como a própria Onze (Millie Bobby Brown) sugeriu no começo da história. Com Kate Bush de volta à trilha sonora, os episódios finais reunirão os jovens protagonistas e conduzirão a um novo mergulho no Mundo Invertido. Mas os detalhes são propositalmente vagos. Entre as descrições adiantadas, o cineasta Shawn Levy (“O Projeto Adam”), produtor e diretor da série, definiu o desfecho como um “soco bem no coração”, enquanto o ator Joseph Quinn, intérprete de Eddie Munson, soltou a palavra “carnificina” e os irmãos Duffer, criadores da atração, confirmaram uma “contagem de corpos” – deixando os fãs preocupados com o destino de seus personagens favoritos, numa temporada que deu uma guinada forte rumo ao terror. Embora restem só mais dois capítulos para completar a história, eles terão tamanho de filmes. O 8º capítulo se estende por cerca de 1 hora e 25 minutos, enquanto o 9º e derradeiro tem quase 2 horas e meia de duração. São, portanto, quase quatro horas de muita tensão. | ONLY MURDERS ON THE BUILDING # 2 | STAR+ A série de comédia traz Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais, que resolvem criar um podcast ao se depararem em seu prédio com um mistério igual aos que amam assistir – o que, por azar, também os transforma nos principais suspeitos do crime. A trama continua na 2ª temporada, quando os três se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, ao mesmo tempo em que surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. Para completar, a trama ainda passa a contar com novas e variadas participações especiais, incluindo a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a atração é a primeira série da carreira do veterano comediante de e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place” – encerrada em 2012 no Disney Channel. | ATLANTA # 3 | STAR+ A premiada criação de Donald Glover retorna após um hiato de quatro anos com uma significativa mudança de locação, passando a acompanhar as confusões de seus personagens pela Europa. A trama gira em torno de Earn (Donald Glover) e seu primo Paper Boy (Brian Tyree Henry), um rapper em ascensão, enquanto navegam pelo mundo da música. Nos novos episódios, eles vão embarcar numa turnê pela Europa, junto dos amigos Darius (Lakeith Stanfield) e Van (Zazie Beetz), tentando se ajustar ao sucesso inesperado. Curiosamente, a vida real espelha o sucesso da ficção, já que o elenco se tornou bastante popular após a estreia em 2016. Desde então, Danny Glover tornou-se ocupadíssimo com filmes, músicas e outros projetos, enquanto Brian Tyree Henry fez “Brinquedo Assassino” e “Corra!”, Zazie Beetz apareceu em “Deadpool 2” e “Coringa”, e Lakeith Stanfield até foi indicado ao Oscar em 2021 por “Judas e o Messias Negro”. A temporada é a penúltima da série. Glover decidiu encerrar seu acordo geral com o canal pago FX para firmar um novo contrato milionário com a Amazon. Por conta disso, as duas temporadas finais foram gravadas simultaneamente, visando dar um encerramento adequado à produção e facilitar a vida dos fãs, que não precisarão esperar anos pelos capítulos finais. | A LISTA TERMINAL # 1 | AMAZON PRIME VIDEO A produção que marca a volta de Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) ao universo das séries – sete anos após o fim de “Parks and Recreation” e o começo de sua bem-sucedida carreira cinematográfica – é um thriller à moda antiga, em que um homem armado faz justiça contra o sistema. Só que seus seis episódios renderiam um filme mediano de duas horas, com a vantagem de eliminar o excesso patriótico e a ideologia embutida de extrema direita. “A Lista Terminal” é baseado no livro de mesmo nome de Jack Carr, foi desenvolvida como série por David DiGilio (criador de “Traveler”) e conta com direção do cineasta Antoine Fuqua, que já trabalhou com Pratt em “Sete Homens e um Destino” (2016). Na trama, o ator vive James Reece, um Navy SEAL que volta para casa após uma missão traumática – seu pelotão caiu numa emboscada inimiga e todos, menos ele, foram assassinados. Conforme tenta se readaptar à vida normal, ele percebe que suas memórias sobre o incidente são conflituosas e começa a buscar evidências de uma suposta conspiração do governo que possa estar tentando incriminá-lo pelo massacre. Logo, seu objetivo se transforma em vingança. O elenco “de cinema” também destaca Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como a esposa de Reece, Taylor Kitsch (“John Carter”) como um ex-SEAL, melhor amigo e aliado do protagonista, Constance Wu (“As Golpistas”) como uma correspondente de guerra sem medo de riscos e o australiano Jai Courtney (o Bumerangue do Esquadrão Suicida) como principal antagonista, além de Jeanne Tripplehorn (“Criminal Minds”), JD Pardo (“Mayans MC”), LaMonica Garrett (“1883”), Stephen Bishop (“Run the World”), Sean Gunn (“Guardiões da Galáxia”) e Patrick Schwarzenegger (“Sol da Meia-Noite”), que é cunhado de Pratt. | THE WALKING DEAD: WORLD BEYOND # 2 | AMAZON PRIME VIDEO A 2ª e derradeira temporada da série derivada de “The Walking Dead” acelera a ação e apresenta a maior ameaça já vista neste universo compartilhado: a Milícia da República Cívica, capaz de destruir comunidades fortificadas ao se fingir de aliada, enquanto busca a cura para a epidemia zumbi. A trama se conecta com a série principal ao revelar o retorno de Jadis (Pollyanna McIntosh), vista pela última vez levando Rick (Andrew Lincoln) de helicóptero para paradeiro desconhecido. Embora os episódios tragam mais perguntas que respostas, a história tem consequências importantes e abre o universo dos zumbis para novas tramas. Além disso, seus personagens devem reaparecer em outras séries da franquia. O elenco destaca Alexa Mansour (“Amizade Desfeita 2: Dark Web”), Aliyah Royale (de “The Red Line”), Nicolas Cantu (visto em “The Good Place”), Hal Cumpston (que estrelou e escreveu o drama indie australiano “Bilched”), Annet Mahendru (a Nina de “The Americans”), o galã Nico Tortorella (da série “Younger”) e a veterana Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”) como líder da Milícia da República Cívica (CRM, na sigla em inglês). | EL REFUGIO # 1 | STARZPLAY Série de ficção-científica chilena com astros mexicanos e produção do premiado cineasta Pablo Larraín (“Spencer”), “El Refugio” valoriza seu pequeno orçamento com uma abordagem de suspense psicológico. Quando fenômenos inexplicáveis começam a acontecer, uma família isolada numa fazenda passa a ficar cada vez mais convencida que está atravessando um evento apocalíptico. A causa, porém, é apresentada em tom de mistério como nos filmes de M. Night Shyamalan. Criada por Julio Rojas (do podcast “Paciente 63”) e Enrique Videla (“La Jauría”), a série destaca Alberto Guerra (“Narcos: México”), Ana Claudia Talancón (“O Crime do Padre Amaro”), Zuria Vega (“A Vingança das Juanas”), Alfredo Castro (“O Clube”) e Diego Escalona (“A Sorte de Loli”), entre outros. | AS CRÔNICAS DE CUCU # 1 | HBO MAX A série de comédia familiar conta a história de imigrantes da República Dominicana que tentam se estabelecer em Miami nos anos 1980, acompanhando o novo emprego do pai, um executivo em ascensão de uma companhia aérea que atende a Flórida e o Caribe. Tudo é narrado pela filha caçula como um flashback de sua infância, ao estilo de produções da TV aberta como “Anos Incríveis”, “Fresh Off the Boat”, “Todo Mundo Odeia o Chris” e “Os Goldbergs”. Mas se a premissa é conhecida, a produção compensa a falta de inovação com personagens envolventes, especialmente as filhas, que descobrem o intrincado mundo das tribos escolares – onde todos se parecem com Madonna, inclusive os meninos – ao se mudarem para os EUA. Criada por Claudia Forestieri (roteirista de “Selena: A Série”), a produção tem um título bem melhor em inglês: “Gordita Chronicles”, que merecia uma tradução mais próxima. O elenco destaca Juan Javier Cardenas (o Dante de “The Walking Dead”) e Diana Maria Riva (“Disque Amiga para Matar”) como os pais, Savannah Nicole Ruiz (“Gentefied”) como a irmã e a estreante Olivia Gonçalves como a Cucu/Gordita do título. | QUEENS # 1 | STAR+ A produção musical “Queens” pode ser considerada um contraponto dramático e afro-americano para “Girls5eva”, mas enquanto a comédia das cantoras brancas foi renovada, o drama das artistas negras durou uma única temporada. A produção gira em torno de quatro ex-integrantes de um grupo vocal feminino que teve curta carreira após estourar nos anos 1990. Convidadas a se apresentarem juntas novamente num grande evento, elas decidem retomar a parceria, mesmo que suas vidas estejam em momentos completamente diferentes. Como curiosidade, pelos menos duas das integrantes realmente fizeram sucesso musical na década de 1990, a rapper Eve e a cantora Brandy (agora, Brandy Norwood). O resto do quarteto inclui Naturi Naughton (da série “Power”) e Nadine Velazquez (“My Name Is Earl”), e o elenco ainda destaca Pepi Sonuga (“Famous in Love”) como uma jovem cantora em ascensão. “Queens” foi criada por Zahir McGhee (roteirista de “Scandal”) e teve seu piloto dirigido pelo cineasta Tim Story (“Tom & Jerry: O Filme”). | GUARDIÕES DA MANSÃO DO TERROR # 1 | NETFLIX Espécie de “Scooby-Doo queer”, a série animada é baseada nos quadrinhos “DeadEndia”, de Hamish Steele, e gira em torno de dois funcionários adolescentes de uma casa assombrada de parque temático, que pode ser um portal para o inferno. Acompanhados por seu cachorro falante, eles enfrentam zumbis, bruxas, apresentadores de game show e outras ameaças. Apesar da premissa familiar, o conteúdo inova por sua abertura à inclusão. Voltada para crianças, a série é o primeiro programa infantil americano a trazer um menino transexual como personagem principal. E com um detalhe: ele não pode perder seu emprego no parque mal-assombrado porque fugiu de casa, após a falta de apoio da família para sua transição. | BAYMAX! # 1 | DISNEY+ A série derivada do longa animado “Operação Big Hero” (vencedor do Oscar em 2015) deixa de lado os super-heróis adolescentes do filme original para se concentrar no dia-a-dia do robô Baymax, trabalhando como um prestativo assistente pessoal nas ruas de San Fransokyo. São apenas seis episódios e bem curtos (10 minutos cada), em que Baymax abandona seu jovem dono Hiro, após ouvir gemidos de dor distantes, para buscar pessoas necessitadas e ajudá-las com seus machucados.
“Duncanville” é cancelada na 3ª temporada
A rede americana Fox anunciou o cancelamento de “Duncanville” em sua 3ª temporada. O último capítulo foi ao ar no domingo passado (26/6), mas ainda existem seis episódios inéditos, que serão disponibilizados exclusivamente na plataforma Hulu ainda neste ano. A produção animada tem uma audiência baixa, sintonizada por cerca de 641 mil telespectadores ao vivo e uma média de 0,2 pontos na demo da Nielsen. Criada pela comediante Amy Poehler (estrela de “Parks and Recriation”) e pelo casal Mike e Julie Scully, produtores de “Os Simpsons”, o desenho adulto acompanhava a peculiar vida de Duncan, um jovem medíocre de 15 anos que vive submerso em seu mundo de fantasias e sonhos com fama, dinheiro e liberdade – ainda que não saiba como chegar lá. Sempre a um passo de tomar uma decisão errada, ele conta com a ajuda da família (pai, mãe e duas irmãs) e de seu crush intermitente. “Duncanville” estreou em fevereiro de 2020 nos EUA com as vozes da própria Amy Poehler, que dubla o personagem-título, Ty Burrell (“Modern Family”), Riki Lindhome (“Entre Facas e Segredos”), Zach Cherry (“Crashing”), Yassir Lester (“Black Monday”), Betsy Sodaro (“O Halloween do Hubie”), Rashida Jones (“On the Rocks”), Joy Osmanski (“Stargirl”), Kathy Najimy (“Mudança de Hábito”) e o rapper Wiz Khalifa (“Dickinson”). A série é disponibilizada no Brasil pela plataforma Star+, que ainda não programou a estreia da 3ª temporada. Veja abaixo o trailer da atração dublado em português.
Trailer de “Harley Quinn” traz James Gunn e polêmica sexual de Batman
A HBO Max divulgou o trailer da 3ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada adulta da Arlequina. A prévia traz Harley e Ivy (a Hera Venenosa) em namoro assumido e faz algumas brincadeiras com o Esquadrão Suicida, incluindo o rapto de Amanda Waller (a chefona do Esquadrão) e uma participação de James Gunn, o diretor do último filme do grupo, que interpreta a si mesmo na produção. O vídeo também tem um trecho picante com Batman e Mulher-Gato, lembrando que as cenas da vida sexual do casal foram censuradas pela DC Comics. O co-criador do desenho, Justin Halpern, afirmou que executivos da DC vetaram uma cena de sexo oral, “recomendando” que ela fosse removida da 3ª temporada da animação. Em entrevista para a revista Variety, Halpern contou que censura foi uma exigência de marketing, “pois, segundo a DC, seria difícil vender um boneco do Batman quando ele aparece na televisão fazendo sexo oral na Mulher-Gato”, contou o produtor. “Eles me disseram ‘você absolutamente não pode fazer isso, já que heróis não fazem isso’”. O desenho não é uma criação do time das animações da DC Comics, que criou a Arlequina, mas dos três produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey. O elenco de dubladores destaca Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. Os novos episódios vão estrear em 28 de julho nos EUA, mas não há data confirmada para o Brasil. As duas primeiras temporadas demoraram a ser disponibilizadas no serviço nacional da HBO Max.
Everett Peck (1950–2022)
O artista Everett Peck, criador do personagem de quadrinhos Duckman e da sua adaptação animada do final dos anos 1990, morreu na terça (14/6) de câncer, aos 71 anos na Califórnia. A série “Duckman: Detetive Particular” foi desenvolvida por Peck em parceria com o casal Gabor Csupo e Arlene Klasky, criadores de “Rugrats: Os Anjinhos” e “Os Thornberrys”. O desenho durou quatro temporadas, de 1994 a 1997, e foi indicado a três prêmios Emmy de Melhor Série Animada. O personagem era um pato detetive magrelo, bocudo, enfezado, mulherengo e pai solteiro, que tinha sido concebido para uma história em quadrinhos de 1990 publicada pela Dark Horse Comics. A adaptação contou com dublagem de Jason Alexander (de “Seinfeld”). “Foi uma honra dar voz à sua amada criação e uma alegria ter conhecido Everett”, tuitou Alexander em sua homenagem nesta sexta (17/6). Apesar de ser mais conhecido por sua obra autoral, Peck trabalhou com outros personagens. De fato, iniciou na animação antes mesmo de criar Duckman, tendo desenvolvido o design da série animada “Os Caça-Fantasmas” de 1986. Posteriormente, ele também concebeu o visual dos personagens de “Os Novos Caça-Fantasmas”, da adaptação do filme “Jumanji” e de “Godzilla: A Série”. Seu último desenho foi outra obra original: “Andy e o Esquilo” (Squirrel Boy), que durou duas temporadas no Cartoon Network – de 2006 a 2008. Ele também trabalhou em design publicitários para empresas como Nike e Honda.
“Astro Boy” vai ganhar nova série do criador de “Ladybug”
O famoso anime “Astro Boy” vai ganhar uma nova versão, produzida e dirigida pelo francês Thomas Astruc, criador do sucesso “Miraculous: As Aventuras de Ladybug”. Pra quem não sabe, o personagem foi criado por Osamu Tezuka, um dos maiores mangakas de todos os tempos, e publicado em mangás a partir de 1952. Mas seu grande impacto na cultura japonesa se deve à sua adaptação em anime. Lançada em 1963, a série se tornou um fenômeno global. “Astro Boy” foi um dos primeiros desenhos japoneses exibidos com sucesso no Ocidente – inclusive no Brasil – , e se destacou por um detalhe: os olhos grandes dos personagens. Graças à popularidade da série, esse detalhe passou a fazer parte da estética de todas as animações japonesas desde então. A origem do personagem-título foi concebida como uma versão sci-fi de “Pinóquio”: um robô construído por um cientista à imagem e semelhança do filho que perdera. Além disso, antes de tornar-se o herói da história, o menino-robô passa um tempo “perdido” numa espécie de circo, exatamente como na história do boneco de pau de Carlo Collodi popularizado por Walt Disney. A diferença é que o personagem acredita ser um menino de carne e osso e, mesmo depois de descobrir a sua verdadeira origem, continua agindo como tal. Isto, claro, quando não está salvando o mundo de algum dano criado pela própria humanidade ou pregando o pacifismo e ensinando respeito. A nova série deverá ser bem diferente da produção original, já que sua animação será computadorizada – como o longa-metragem lançado em 2009. Mas os temas básicos serão mantidos, com abordagens contemporâneas para expressar o impacto da internet, redes sociais e a devastação do meio-ambiente. “Demoramos vários meses para garantir os direitos e, é claro, havia muitas empresas japonesas e americanas circulando essa propriedade, mas no final (os detentores dos direitos de Tezuka) confiaram e nós, porque temos uma sensibilidade e cultura semelhantes de quadrinhos em ambos nossos países, e o que conseguimos com ‘Ladybug’ no Japão e em todo o mundo também teve um grande papel em convencê-los”, disse em comunicado Aton Soumache, presidente da Method Animation, empresa francesa que vai produzir a nova versão da série. Thomas Astruc, que se tornou um superstar com a criação de “Ladybug”, também se manifestou sobre o projeto, afirmando que “não tinha palavras para descrever o quanto Osamu Tezuka influenciou (sua) vida e (seu) trabalho”. “’Astroboy’ é uma série cult que vislumbrou o futuro como nenhuma outra propriedade. No mundo estranho em que vivemos hoje, todo mundo precisa que o Astroboy volte!” acrescentou Astruc, comparando o impacto cultural do trabalho de Tezuka ao de Victor Hugo e Jack Kirby. “’Astroboy’ desencadeou o boom dos mangás e criou a indústria do anime moderno”, resumiu. A 1ª temporada terá 52 episódios de meia-hora, mas ainda não há previsão de estreia.












