Robôs se rebelam no trailer legendado da 2ª temporada de Westworld
Com três semanas de atraso, a HBO Brasil disponibilizou a versão legendada do trailer da 2ª temporada de “Westworld”, que foi exibido nos Estados Unidos em 4 de fevereiro, durante o intervalo do Super Bowl. A prévia contrapõe um discurso de rebelião de Dolores (Evan Rachel Wood) com cenas de matadouro, em que uma manada de touros robóticos ataca os seguranças das instalações do parque futurista. O vídeo ainda revela as voltas de Maeve (Thandie Newton), Bernard (Jeffrey Wright), Teddy (James Marsden), Clementine (Angela Sarafyan), do Homem de Preto (Ed Harris), do pai de Dolores (Louis Herthum), até de Logan (Ben Barnes), que parecia ter saído da história. E, ao final, anuncia a data de estreia dos novos episódios. A 2ª temporada estreia em 22 de abril.
Ator de Planeta dos Macacos: A Guerra vai estrelar série baseada no filme Uma Noite de Crime
O ator Gabriel Chavarria (um dos principais humanos de “Planeta dos Macacos: A Guerra”) e a atriz Jessica Garza (série “Six”) vão estrelar a série “The Purge”, baseada na franquia distópica homônima – lançada no Brasil como “Uma Noite de Crime” e “12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição” (no terceiro longa). A produção está a cargo do estúdio Blumhouse, responsável por inúmeros sucessos de terror – só no ano passado, “Fragmentado” e “Corra!” – , que produziu os três filmes da franquia. Segundo o site The Hollywood Reporter, Chavarria nem precisou fazer teste, sendo considerado a primeira escolha para o papel, após estrelar o drama “Lowriders”, produzido pela Blumhouse. Ele vai interpretar Miguel, um marine que, após receber uma carta enigmática da irmã, retorna na noite do expurgo, preparado para enfrentar a violência das ruas e proteger sua família. Já Garza viverá Penelope, integrante de uma seita de adoradores do expurgo que é selecionada para ser sacrificada, mas passa a questionar sua fá quando é exposta à realidade da violência sancionada pelo governo. Com dez episódios, a série é uma criação do diretor e roteirista James DeMonaco, responsável por “The Purge” também no cinema, e será exibida nos EUA por dois canais diferentes, USA e SyFy, por enquanto sem previsão de estreia.
Remake de Fahrenheit 451 com Michael B. Jordan ganha primeiro trailer
A HBO divulgou o primeiro trailer do remake do clássico sci-fi “Fahrenheit 451”. A prévia mostra livros queimando e o trabalho dos bombeiros – que não é o esperado – , com ênfase na doutrinação de crianças sobre a importância de acabar com a cultura. A tensão crescente deságua no relacionamento entre o bombeiro vivido por Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) e seu chefe, interpretado por Michael Shannon (“O Homem de Aço”). Baseado na influente trama distópica do escritor Ray Bradbury, originalmente publicada em 1953, que virou um filme cultuado de François Truffaut em 1966, “Fahrenheit 451” se num futuro totalitário, em que as pessoas sofrem lavagem cerebral de programas de televisão idiotizantes e são proibidas de ler. Nesta sociedade, o trabalho do corpo de bombeiros é um dos mais importantes, responsável por incendiar bibliotecas e qualquer resquício de cultura antiquada. O nome da obra se refere à temperatura (451 em graus fahrenheit) da queima dos livros. Enquanto no filme europeu todos os personagens eram brancos, a nova versão segue o bombeiro negro Montag (papel de Jordan), que passa a questionar a motivação dos subversivos para esconder livros. O elenco também inclui Laura Harrier (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) como Millie, a mulher de Montag, cuja imersão nas mídias sociais e consumismo resultam num casamento distante, e Sofia Boutella (“A Múmia”) como Clarisse, uma apaixonada por literatura que desperta dúvidas no protagonista sobre o seu próprio trabalho. O filme da HBO tem roteiro e direção de Ramin Bahrani (“A Qualquer Preço” e “99 Casas”) e estreia em maio.
Pantera Negra mantém liderança nas bilheterias e já soma US$ 700 milhões em dez dias
Líder incontestável das bilheterias da América do Norte, “Pantera Negra” atingiu nova marca expressiva ao somar US$ 108M (milhões) nos últimos três dias, valor que representa a segunda maior arrecadação de uma segunda semana em cartaz em todos os tempos – perde apenas para “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 149,2M em dezembro de 2015). A queda de rendimento desde a estreia foi de apenas 47%, uma das menores já registradas entre os blockbusters americanos. O ímpeto é tanto que, em apenas dez dias, o filme já atingiu US$ 400M no mercado doméstico e US$ 704M em todo o mundo. E ainda não estreou na China. Apenas um lançamento faturou mais que isso pelo mesmo período: “Star Wars: O Despertar da Força”. Um detalhe curioso na amostragem das bilheterias da América do Norte é que o público da segunda semana de “Pantera Negra” foi formado em sua maioria por espectadores brancos, após negros liderarem a compra de ingressos da estreia. Latinos e asiáticos também representam fatias expressivas, o que torna o público da produção o mais diversificado entre todos os filmes de super-heróis. Das três estreias da semana na América do Norte, a comédia “A Noite do Jogo” foi a que se deu melhor, abrindo em 2º lugar, ainda que com apenas 16% do faturamento do líder. O dado mais interessante da produção é que ela se tornou uma das comédias rasgadas mais bem-avaliadas dos últimos anos. Conquistou 83% de aprovação da crítica na média apurada pelo Rotten Tomatoes, interrompendo um longo período de comédias “podres” na avaliação do site. A estreia no Brasil está prevista apenas para 10 de maio. Com aprovação ainda maior, a sci-fi “Aniquilação” não se saiu tão bem entre o público. Recebida por elogios rasgados da crítica, o novo filme de Alex Garland, diretor de “Ex Machina”, atingiu 87% no Rotten Tomatoes, mas abriu em 4º lugar, com apenas US$ 11M. E a avaliação do CinemaScore (pesquisa entre os espectadores) foi medíocre, rendendo nota C – o que dificulta a expectativa de um boca-a-boca consistente. Isto ajuda a explicar o temor da Paramount, que decidiu realizar um lançamento em menos salas e com uma janela menor, negociando-o com a Netflix para o mercado internacional. O lançamento em streaming já acontece em 12 de março. A terceira estreia foi “Todo Dia”, que tombou em 9º lugar, com faturamento de US$ 3,1M. O fiasco de bilheteria veio acompanhado por 50% de aprovação da crítica – literalmente medíocre. Trata-se do segundo romance impossível do diretor Michael Sucsy, após “Para Sempre” (2012). Desta vez, com o detalhe de acompanhar uma menor de idade que se apaixona por uma “alma”, que muda de corpo todos os dias. A ideia doentia vem de um best-seller adolescente, que segue a linha apelativa aberta por “Crepúsculo” de colocar garotas em relações abusivas com justificativas fantasiosas. Chega no Brasil em 25 de maio. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 108M Total EUA: US$ 400M Total Mundo: US$ 704M 2. A Noite do Jogo Fim de semana: US$ 16,6M Total EUA: US$ 16,6M Total Mundo: US$ 21,8M 3. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 12,5M Total EUA: US$ 71,2M Total Mundo: US$ 71,9M 4. Aniquilação Fim de semana: US$ 11M Total EUA: US$ 11M Total Mundo: US$ 11M 5. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 6,9M Total EUA: US$ 89,5M Total Mundo: US$ 320,3M 6. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA: US$ 387,2M Total Mundo: US$ 915,9M 7. 15h17 – Trem para Paris Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA: US$ 32,2M Total Mundo: US$ 45,1M 8. O Rei do Show Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA: US$ 160,7M Total Mundo: US$ 348,7M 9. Todo Dia Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 10. O Homem das Cavernas Fim de semana: US$ 1,7M Total EUA: US$ 6,7M Total Mundo: US$ 6,7M
Chichezão sci-fi, The Cloverfield Paradox faz a Terra e a lógica desaparecerem
Lançado de surpresa (na noite do Super Bowl), numa estratégia até então inédita da Netflix, “The Cloverfield Paradox” é o terceiro capítulo da saga “Cloverfield”. Enquanto o primeiro era um típico filme de monstros, que se utilizou da estética “found footage” como forma de inovar a sua narrativa, o segundo, “Rua Cloverfield, 10”, foi um thriller claustrofóbico passado quase que inteiramente em um abrigo subterrâneo. Este terceiro se assemelha ao anterior na sua ambientação, trocando o abrigo por uma estação espacial, mas apresenta um tom não só diferente como bem mais convencional que os demais. Escrito por Oren Uziel (“Anjos da Lei 2”) e dirigido por Julius Onah (“The Girl Is in Trobule”), acompanha Hamilton (Gugu Mbatha-Raw) – única personagem que ganha algum tipo de desenvolvimento dramático e história prévia –, uma cientista que precisa lidar com o trauma da perda recente dos filhos, ao mesmo tempo em que a Terra sofre com o fim iminente das suas fontes de energia – o que inicia conflitos internacionais e a possibilidade de uma guerra. Convencida pelo marido Michael (Roger Davies), ela decide fazer parte da equipe de cientistas e astronautas que, a bordo de uma estação espacial, realizará um experimento com o intuito de gerar energia suficiente para alimentar todo o planeta. O experimento, porém, dá errado e a equipe passa a presenciar estranhos acontecimentos, ao passo que a população da Terra sofre as consequências dessa falha. As referências do texto de Uziel são claras e nem um pouco originais. De “Alien – O 8º Passageiro” (1979) ele tirou a cena em que o peito de John Hurt explode com o nascimento do alien. De “2010 – O Ano Em Que Faremos Contato” e “Projeto Filadélfia” (ambos de 1984) vieram, respectivamente, o conceito de tratar os astronautas como um microcosmo da nossa sociedade, refletindo lá em cima os conflitos que acontecem aqui embaixo, e a ideia da mulher fundida à fiação da estação. JJ Abrams, produtor do longa, construiu a sua carreira em cima da nostalgia, mas é inegável que o novo “Cloverfield” exagera e tropeça em alguns aspectos básicos da narrativa. Afinal, é bastante conveniente que alguém explique o problema do paradoxo do título poucos segundos antes de o tal paradoxo acontecer, o que se mostra uma estratégia preguiçosa para avançar a trama. Além disso, existem diversas incongruências grosseiras. Numa cena, é dito que são necessárias três pessoas para desacoplar uma parte da estação espacial – o velho truque do desacoplamento manual de toda sci-fi – , mas, quando chegam lá, duas ficam observando a terceira fazer todo o trabalho sozinha. Isso sem falar como é incrível a capacidade da estação em continuar funcionando após tantas explosões, perdas de energia e peças faltando. As incongruências são muitas e atrapalham, sim, mas, ao mesmo tempo em que chuta a lógica, o filme também diverte com suas situações absurdas, como a que envolve um braço com vida própria, personagens que surgem dentro das paredes, além do desaparecimento da própria Terra. É tudo tão bizarro que se torna impossível levar a trama a sério. O diretor Julius Onah parece ter ciência disso, ao imbuir as cenas de tensão com toques de humor (além de um pouco de humor involuntário). E ainda que avance em cima de clichês, consegue manter o ritmo da narrativa em meio às viradas na história, fazendo que só ao final o espectador perceba o quanto a subtrama do marido da protagonista foi perda de tempo, por exemplo. “The Cloverfield Paradox” não é tão bom quanto os anteriores, mas, ao menos, a ideia de construir uma franquia com personagens e tons completamente diferentes a cada lançamento mantém um aspecto criativo na obra. O fato de ser o clichezão de sci-fi espacial do trio, porém, não a torna nem mais nem menos memorável. Visto isoladamente, é mais do mesmo, descartável e esquecível como uma produção feita diretamente para DVD – que, neste século 21, sai direto em streaming.
Trailer anuncia data de estreia da 3ª temporada de The Expanse
O SyFy divulgou um trailer da 3ª temporada de “The Expanse”, repleto de closes de personagens e foco nos impasses da atração, que é mais cara do canal pago americano. A única novidade do vídeo é a revelação da data de estreia dos novos episódios. “The Expanse” é baseada na franquia de livros “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey, e se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e no cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre, falsamente creditado à Marte, e por um teste com arma biológica num asteroide habitado, ecoando uma conspiração interplanetária que ameaça conduzir a uma guerra entre mundos. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série é estrelada por Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Além deles, a 3ª temporada contará ainda com participação recorrente da atriz Elizabeth Mitchell (das séries “Lost” e “Revolution”) num papel descrito, por enquanto, apenas como alguém “que traz uma nova perspectiva espiritual para a série”. Pelos custos elevados, “The Expanse” foi concebida como uma série limitada de 10 episódios. Mas o sucesso obtido, especialmente entre a crítica, animou o Syfy a investir na sua continuação. A 3ª temporada estreia em 11 de abril nos Estados Unidos.
Mudo: Sci-fi do diretor de Warcraft vira produção pior avaliada da história da Netflix
A sci-fi “Mudo” (Mute), mais uma aposta do gênero feita pela Netflix, foi destruída pela crítica norte-americana. Dirigido por Duncan Jones (“Warcraft”), o longa está sendo considerada pior que “Bright”. Na verdade, muitíssimo pior, com apenas 4% de avaliação positiva na média do site Rotten Tomatoes. Trata-se da menor taxa de aprovação de uma produção original da plataforma de streaming. O detalhe é que o nível desce ainda mais quando apenas os chamados “top critics”, dos grandes jornais e revistas, são considerados. Aí, a aprovação cai para redondos 0% no Rotten Tomatoes. Um horror, no pior sentido. “Mudo” se passa no futuro próximo, daqui a 40 anos em Berlim, onde o personagem de Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), um bartender mudo e ex-amish, procura sua namorada que desapareceu, e nessa jornada acaba se envolvendo com cirurgiões americanos bastante excêntricos. Além de dirigir, Jones escreveu a trama em parceria com Michael Robert Johnson (do igualmente péssimo “Pompéia), e o elenco ainda inclui Paul Rudd (“Homem-Formiga”) de bigode e Justin Theroux (série “The Leftovers”) quase irreconhecível de peruca loira. Veja abaixo o que a crítica está maldizendo sobre o filme, disponibilizado nesta sexta (23/2) na plataforma de streaming. “Os primeiros trailers fizeram o filme parecer um neon-noir que misturava ‘Blade Runner’ e ‘O Quinto Elemento’. Mas, infelizmente, é apenas outro lixo sem frescor numa embalagem reluzente” – Chris Nashawaty, revista Entertainment Weekly “‘Mute’ é uma lição objetiva sobre a necessidade de auto-edição em ficção narrativa. Ao tentar fazer de tudo, o filme acaba sem dize quase nada” – Andy Crump, site The Playlist. “Skarsgård simplesmente ocupa espaço na tela. Se atuar fosse como fazer música, ele é barulho, uma série de sons apenas vagamente relacionados” – Charles Bramesco, jornald The Guardian. “Me pergunto o que Jones está tentando dizer com ‘Mudo’? Não se poderia imaginar que este filme genérico excessivamente congestionado de elementos provenha da mesma mente do elegante e minimalista de ‘Lunar’, que fez um uso muito melhor de tudo que não disse” – Peter Debruge, revista Variety. “Duncan Jones criou a história anos atrás. No entanto, conforme ela cresce e assume temas mais emocionais, ele não encontra o equilíbrio correto entre o sentimental e o insensível” – Kevin Crust, jornal Los Angeles Times. “Com sua chegada na Netflix neste fim de semana, seria recomendável que o serviço de streaming adicionasse mais uma categoria: ‘Caso você literalmente não tenha mais nada para assistir’” – The Wrap, do site TheWrap.
Netflix divulga pôster nacional e o primeiro trailer legendado de Aniquilação
A Netflix começou a fazer a divulgação de “Aniquilação”, filme elogiadíssimo pela crítica americana, que a Paramount não botou fé e negociou com o serviço de streaming após financiar toda a sua produção. O pôster e o primeiro trailer legendado chegam um dia antes da estreia da sci-fi nos cinemas americanos, onde terá lançamento limitado nesta sexta (23/2), antes de também virar streaming. A prévia demonstra o visual psicodélico da adaptação do livro homônimo, que inicia a trilogia literária “Southern Reach”, de Jeff VanderMeer. Na trama, cinco mulheres de campos científicos diversos embarcam numa expedição a uma região abandonada e contaminada, da qual poucos retornam, e os que retornam não sobrevivem muito tempo. Dirigido pelo britânico Alex Garland (do premiado “Ex Machina: Instinto Artificial”), o longa reúne Natalie Portman (“Thor”), Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”), Gina Rodriguez (série “Jane the Virgin”), Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) e Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) em seu elenco. “Aniquilação” chega na Netflix em 12 de março.
Despachado para a Netflix, Aniquilação arranca elogios rasgados dos críticos americanos
A Paramount pode ter comemorado muito cedo o feito de passar adiante duas bombas sci-fi para a Netflix. Enquanto “The Coverfield Paradox” se provou um desastre radioativo, “Aniquilação”, que será exibido nos cinemas apenas nos Estados Unidos e por período limitado, está sendo saudado como uma obra inovadora pela crítica americana. O filme tem 89% de aprovação no site Rotten Tomatoes – que deu 17% para “The Coverfield Paradox”. Mas graças à pouca fé do estúdio, não terá um como deveria – chega nesta sexta (23/2) em duas mil salas na América do Norte – 1,4 mil a menos que a comédia “A Noite do Jogo”, também bem-avaliada (leia mais sobre isso aqui). “Aniquilação” também tinha estreia marcada para fevereiro nos cinemas brasileiros e alimentava grandes expectativas pelo elenco composto por Natalie Portman (“Thor”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”), Gina Rodriguez (série “Jane the Virgin”) e Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”). Agora vai sair direto em streaming, repetindo a sina do ótimo filme de estreia do diretor Alex Garland, “Ex Machina: Instinto Artificial” (2014), que venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais e foi indicado na categoria de Melhor Roteiro Original, e acabou menosprezado com um lançamento direto em DVD por aqui. Em entrevista ao site Collider, o diretor não escondeu seu descontentamento com a decisão do estúdio. “Fiquei decepcionado. Fizemos o filme para o cinema. Veja, não tenho nenhum problema com a tela pequena. A melhor coisa que vi recentemente foi ‘The Handmaid’s Tale’, então acho que há um potencial incrível em tal contexto, mas se você está fazendo isso você faz exatamente para essa mídia e pensa dentro desses termos. Ao menos, o filme será lançado nos cinemas nos Estados Unidos. Uma das grandes vantagens da Netflix é que atingirá muita gente e você não precisa ter aquela preocupação se as pessoas vão aparecer no fim de semana de estreia, pois se não aparecerem o filme sai em duas semanas. Tem lados positivos e negativos, mas do meu ponto de vista e dos envolvidos na produção, foi feito para ser visto na telona.” Segundo fontes do site Deadline, a Paramount tomou a decisão de negociar com a Netflix após as sessões de teste, que renderam um racha entre os produtores David Ellison e Scott Rudin. O público não reagiu bem às primeiras exibições do filme e Ellison, avaliando-o como “muito intelectual” e complicado, teria exigido mudanças no tom e no desfecho para deixá-lo mais comercial. Como Rudin ficou do lado do diretor e “Aniquilação” não foi alterado, Ellison, que vem amargando uma sequência de fracassos comerciais com “Vida”, “Baywatch” e “Tempestade: Planeta em Fúria”, praticamente desistiu do longa, após ter gastado uma fortuna para realizá-lo. As reações da crítica demonstram que ele cometeu um grande erro. “Aniquilação” era a chance de a Paramount ter um blockbuster bem-avaliado após produzir a maioria dos candidatos ao Framboesa do Ouro 2018, a premiação dos piores do ano – “Transformers: O Último Cavaleiro”, “Baywatch”, “Mãe!” e “Pai em Dose Dupla 2”. Veja uma mostra do que os críticos norte-americanos acharam do filme: “Com sua estreia ‘Ex Machina’, um estudo extraordinário de inteligência artificial e falácia humana, Garland mostrou potencial como um verdadeiro visionário de ficção científica e dá seu próximo passo com ‘Aniquilação’. Alguns espectadores vão curtir a audácia, outros poderão achá-lo o filme mais louco desde ‘Mãe!’. É um conto completamente bizarro que deixará o público tonto em relação ao que acabou de ver, mas ainda assim é genuinamente satisfatório” – Brian Truitt, jornal USA Today. “‘Aniquilação’ é uma prova perfeita de que ele é um diretor e visionário para valer – não só por criar um mundo imersível, mas um mundo tão fascinante que você vai querer investigar repetidamente. Foi uma longa espera desde ‘Ex Machina’, mas Garland provou que valeu a pena esperar” – Eric Eisenberg, site CinemaBlend. “Em termos de tom, há muito aqui, mas nunca excessivamente exagerado ou incongruente. Existem algumas cenas particularmente sangrentas de horror corporal (uma dissecação específica é garantia de pesadelos) e o gosto de Garland por imagens delirantes garante que muitas cenas no filme deixarão uma impressão duradoura” – Benjamin Lee, jornal The Guardian. “‘Aniquilação parece fabulosamente verdejante e ameaçador, a combinação certa para um filme que deseja receber o espectador em seu mundo para abalá-lo. Trata-se de um prato refinado de carne vermelha cinematográfica – perfeitamente cozido no lado de fora, mas sangrento por dentro” – Todd McCarthy, revista The Hollywood Reporter. “Sem receio de parecer um sonho e impenetrável, mas com uma evidente essência sinistra, ‘Aniquilação’ é uma fantasmagoria de outro nível, uma meditação profunda sobre as qualidades objetivas e subjetivas da autodestruição. Uma experiência visionária com dimensão monumental, capaz de deixar Kubrick orgulhoso” – Rodrigo Perez, site The Playlist. “Uma jornada a um coração de trevas estranho, ‘Aniquilação’ parece que foi criado a partir de uma combinação de genes de ‘Apocalypse Now’, de Francis Ford Coppola, ‘O Enigma de Outro Mundo’, de John Carpenter, e ‘2001 – Uma Odisseia no Espaço’, de Stanley Kubrick, com um surrealismo tão prolongado e fascinante que fez meus olhos arder, principalmente porque eu não queria piscar para não perder nenhum momento de insanidade” – Nick Schager, site Daily Beast. “Sim, ‘Aniquilação’ é um tipo de ficção científica intelectual e complicada, mas os lançamentos do gênero nos últimos anos tem se provado ambiciosos e um filme como o de Garland também poderia ser apreciado por vários tipos de espectadores” – Molly Freeman, site ScreenRant. A Netflix disponibiliza o filme em 12 de março no Brasil.
Remake de Perdidos no Espaço ganha primeiras fotos e teaser legendado
Mais de dois anos se passaram desde que a Netflix anunciou a produção do remake de “Perdidos no Espaço”. E fora os anúncios de escalação do elenco, as gravações passaram praticamente despercebidas entre os fãs. Por isso, é grande o impacto das primeiras imagens da produção, que surgem em fotos e num teaser legendado em tom de propaganda do programa espacial do futuro. Citando os desafios da vida na Terra (com narração de Molly Parker), o vídeo mostra os integrantes da primeira família a ir ao espaço, detalhes da nave Júpiter 2, e termina com a trilha sonora clássica como música incidental, alerta de impacto e uma voz robótica avisando: “Perigo, Will Robinson!”. A última revelação é que a estreia está mais próxima que o esperado: em 13 de abril! O remake foi escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. Mas será difícil errar com “Perdidos no Espaço”, uma das séries mais amadas de todos os tempos. Para quem esqueceu, ou é muito jovem para saber, o sobrenome dos personagens da trama é uma referência ao clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na série original, criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama se passa no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. Até, eventualmente, chegar num planeta desconhecido. A nova versão da série vai trazer Toby Stephens (série “Black Sails”) como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will, a adolescente Taylor Russell (série “Falling Skies”) como Judy, Mina Sundwall (“O Plano de Maggie”) como Penny, o argentino Ignacio Serricchio (série “Bones”) como o navegador Don West e Parker Posey (“O Homem Irracional”) como a Dra. Smith. As maiores mudanças em relação ao casting original ficaram por conta da troca de sexo do vilão Dr. Smith, imortalizado por Jonathan Harris, e a inclusão de um latino (Serricchio) e uma mulher negra (Russell) na tripulação. Por sinal, Don e Judy formavam um casal na série clássica. As fotos mostram todos os personagens e adiantam a chegada num planeta inóspito, de baixa temperatura, com direito a um passeio no Chariot, o veículo espacial clássico da série. Apenas a participação do robô permanece misteriosa. Não há informação sobre como será o visual ou quem dublará sua voz metálica.
Pôsteres e vídeo revelam novo logo da série Doctor Who
A rede BBC divulgou dois pôsteres e um vídeo da nova temporada de “Doctor Who”, que introduzem o novo logotipo da atração. É isto mesmo. “Doctor Who” não terá só nova protagonista, novo showrunner e nova empresa de efeitos visuais em sua 11ª temporada (desde o revival de 2005). Terá também um novo logo, para deixar claro a natureza inovadora dos próximos episódios, que destacarão a primeira protagonista feminina da série cinquentenária. Em comunicado, a Diretora Criativa Executiva da BBC Worldwide, Rafaela Perera, afirmou: “O logotipo e as insígnias do ‘Doctor Who’ são os símbolos centrais da marca. Nosso objetivo era criar designs modernos e elegantes que estivessem ligados ao que mais amamos em ‘Doctor Who'”. O logo também está sendo lançado com uma animação de 10 segundos que apresenta a nave Tardis brilhando em um caminho que atravessa o logo. O som da animação foi criado pelo compositor britânico Matthew Herbert (curiosamente, também conhecido como Doctor Rockit). A nova temporada, estrelada por Jodie Whittaker e produzida por Chris Chibnall (ambos de “Broadchurch”), ainda não tem previsão de estreia.
Produtora de efeitos de Blade Runner 2049 vai assumir o visual da série Doctor Who
A série “Doctor Who” não terá só nova protagonista e novo showrunner em sua 11ª temporada. Terá também uma nova empresa cuidando de seus efeitos visuais. A informação veio de Louise Hastings, produtora de efeitos especiais da Milk VFX, empresa que foi responsável pelos efeitos da série desde 2005. “Foi tomada a decisão de que, com a saída do produtor Steven Moffat e o seu time da série, uma nova empresa seria chamada. Então, nós passamos o bastão para nossos amigos na Double Negative para a próxima temporada”, ela disse, em entrevista ao site Radio Times. A Double Negative, também conhecida como DNEG, foi responsável pelos efeitos de “Blade Runner 2049”, “Star Trek: Sem Fronteiras” e “Thor: Ragnarok”, para citar filmes recentes, e atualmente trabalha nos VFX de “Vingadores: Gerra Infinita”, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” e “Círculo de Fogo: A Revolta”, entre outros. A nova temporada, estrelada por Jodie Whittaker e produzida por Chris Chibnall (ambos de “Broadchurch”), ainda não tem previsão de estreia.
Comerciais da 2ª temporada de Timeless trazem novas viagens no tempo e romance
A rede NBC divulgou os comerciais da 2ª temporada de “Timeless”, que foram reunidos num único vídeo, disponibilizado abaixo. As prévias mostram que os protagonistas continuarão viajando no tempo para salvar o mundo, mas agora de forma mais romântica, com direito a um beijo entre Wyatt (Matt Lanter) e Lucy (Abigail Spencer). O romance era um pedido dos fãs, que os roteiristas resolveram atender após as campanhas de apoio que ajudaram a série a ser renovada. Afinal, “Timeless” chegou a ter seu cancelamento anunciado pela rede NBC, mas em poucas horas os fãs se mobilizaram e conseguiram uma reversão da decisão. Ao comemorar a mudança, o produtor Eric Kripke, um dos criadores de “Timeless”, escreveu no Twitter que sua equipe tinha viajado no tempo para mudar a decisão da CBS, numa referência à trama da série. Desenvolvida por Kripke (criador também de “Supernatural” e “Revolution”) e Shawn Ryan (“The Shield” e “Last Resort”), a atração acompanha um trio de viajantes do tempo que persegue um criminoso por momentos importantes da história americana. A 2ª temporada estreia em 11 de março nos Estados Unidos.












