Intérprete de Jar Jar Binks sugere ter pensado em suicídio após bullying dos fãs de Star Wars
O ator Ahmed Best, que ficou mais conhecido por viver Jar Jar Binks em “Star Wars: A Ameaça Fantasma”, postou uma mensagem nas redes sociais em que sugeriu ter até pensado em suicídio após o bullying que sofreu por sua participação na saga. “Ano que vem vai fazer 20 anos que eu enfrentei críticas que ainda afetam minha carreira hoje. Este foi o lugar em que quase encerrei minha vida. Ainda é difícil falar nisso. Eu sobrevivi e agora este garoto é o meu presente”, escreveu o ator nas redes sociais em foto ao lado do filho. Mesmo sem citar “Star Wars”, o filme lançado em 1999 vai completar duas décadas exatamente ano que vem. O personagem Jar Jar Binks foi destacado pelo marketing da divulgação do retorno da franquia no final dos anos 1990, mas, após o lançamento do filme, passou a ser odiado e até ridicularizado por muitos fãs de “Star Wars”. Nos últimos anos, o ódio dos fãs de “Star Wars” aumentou ainda mais, a ponto de fazer duas atrizes da saga atual, Daisy Ridley e Kelly Marie Tran, a saírem das redes sociais. 20 years next year I faced a media backlash that still affects my career today. This was the place I almost ended my life. It’s still hard to talk about. I survived and now this little guy is my gift for survival. Would this be a good story for my solo show? Lemme know. pic.twitter.com/NvVnImoJ7N — Ahmed BEst (@ahmedbest) July 3, 2018
Diretor de Doutor Estranho se recusa a regravar piloto da série baseada em Expresso do Amanhã
O cineasta Scott Derrickson (diretor de “Doutor Estranho”) recusou-se a regravar cenas do piloto de “Snowpiercer”, série baseada no filme “Expresso do Amanhã”, após mudanças ordenadas pelo novo showrunner, Graeme Mason. Em uma mensagem postada em seu Twitter, ele elogiou o trabalho do showrunner anterior e disse que não refilmaria o piloto, por considerá-lo um de seus melhores trabalhos. “O roteiro de 72 páginas do piloto de ‘Snowpiercer’, escrito por Josh Friedman, é o melhor que eu já li”, ele escreveu. “O piloto que dirigi a partir daquele script pode ter sido meu melhor trabalho. O novo showrunner tem uma visão radicalmente diferente para a série. Estou renunciando à minha opção de dirigir estas refilmagens extremas”. Friedman saiu da “Snowpiercer” em janeiro e foi substituído pelo co-criador de “Orphan Black”, Graeme Mason. Diferenças criativas foram apontadas como motivos para o afastamento. Canal e produtor não entraram em acordo sobre a continuação da história após a trama do piloto. Friedman também escreveu “Guerra dos Mundos” (2005), a série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles” (2008-2009) e está envolvido com as continuações de “Avatar” (2009). A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma dos quadrinhos de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette e do filme do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho. A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa o próprio movimento do trem sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação inclui Jennifer Connelly (“Noé”), Mickey Sumner (“Mistress America”), Daveed Diggs (série “The Get Down”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”) e Alison Wright (série “The Americans”). The 72-page Snowpiercer TV pilot script by @Josh_Friedman is the best I’ve ever read. The feature-length pilot I made from that script may be my best work. The new show runner has a radically different vision for the show. I am forgoing my option to direct the extreme reshoots. — Scott Derrickson (@scottderrickson) June 29, 2018
Jurassic World lidera bilheterias e já devora quase US$ 1 bilhão em todo o mundo
Uma semana após sua estreia na América do Norte, “Jurassic World: Reino Ameaçado” já soma quase US$ 1 bilhão em todo o mundo. O fenômeno é explicado pela estratégia do estúdio Universal, que distribuiu o longa primeiro no mercado internacional. Assim, na verdade, o filme está prestes a completar um mês em cartaz em diversos países, embora ainda seja novidade para o público americano, que continua lotando os cinemas para assisti-lo – apesar das críticas negativas. Em seu segundo fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, o longa arrecadou mais US$ 60m (milhões). Com isso, atingiu US$ 264,8m no mercado doméstico e US$ 932,3m mundialmente. A marca do bilhão deve ser ultrapassada no próximo fim de semana, tornando “Jurassic World: Reino Ameaçado” o terceiro a atingir o valor em 2018, após “Pantera Negra” (que fechou sua bilheteria em USS 1,3b) e “Vingadores: Guerra Infinita” (US$ 2b). A animação “Os Incríveis 2” também permaneceu forte em sua terceira semana em cartaz, mantendo o 2º lugar com mais US$ 45,5m. A produção passa dos US$ 439,7m apenas no mercado norte-americano e está com US$ 646,8m em todo o mundo. As principais novidades da semana nos cinemas dos Estados Unidos, o thriller “Sicario: Soldado” e a comédia “Tio Drew”, ficaram na 3ª e 4ª posição, respectivamente com US$ 19 e 15 milhões. No caso da continuação de “Sicario”, o valor foi maior que o da abertura do primeiro filme (US$ 12m em sua abertura ampla em 2015). Confira abaixo os rendimentos dos demais filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para ler sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Jurassic World: Reino Ameaçado Fim de semana: US$ 60m Total EUA e Canadá: US$ 264,7m Total Mundo: US$ 932,3m 2. Os Incríveis 2 Fim de semana: US$ 45,5m Total EUA e Canadá: US$ 439,7m Total Mundo: US$ 646,8m 3. Sicário: Dia do Soldado Fim de semana: US$ 19m Total EUA e Canadá: 19m Total Mundo: 27,4m 4. Tio Drew Fim de semana: US$ 15,5m Total EUA e Canadá: US$ 15,5m Total Mundo: US$ 15,5m 5. Oito Mulheres e um Segredo Fim de semana: US$ 8m Total EUA e Canadá: US$ 114m Total Mundo: US$ 209,7m 6. Te Peguei! Fim de semana: US$ 5,6m Total EUA e Canadá: US$ 40,81m Total Mundo: US$ 48,2m 7. Deadpool 2 Fim de semana: US$ 3,4m Total EUA e Canadá: US$ 310,3m Total Mundo: US$ 719m 8. Sanju Fim de semana: US$ 2,5m Total EUA e Canadá: US$ 2,5m Total Mundo: US$ 24,7m 9. Han Solo: Uma História Star Wars Fim de semana: US$ 2,2m Total EUA e Canadá: US$ 207,2m Total Mundo: US$ 368,8m 10. Won’t You Be My Neighbor? Fim de semana: US$ 2,2m Total EUA e Canadá: US$ 7,4m Total Mundo: US$ 7,4m
Série baseada na franquia distópica Uma Noite de Crime ganha primeiro trailer
O canal pago USA Network divulgou o primeiro trailer de “The Purge”, série que adapta a franquia cinematográfica lançada no Brasil como “Uma Noite de Crime” e “12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição” (no terceiro longa). O criador, roteirista e diretor dos filmes, James DeMonaco, contou que a ideia da 1ª temporada com 10 episódios é mostrar “uma coisa que você não consegue fazer nos filmes: explicar a complexidade das nuances que levam alguém a cometer um ato terrível”. Situado em uma América alternativa, governada por um partido político totalitário, a série vai seguir vários personagens aparentemente não relacionados que vivem em uma cidade pequena. À medida que o relógio gira, cada personagem é forçado a lidar com o passado enquanto descobrem até onde são capazes de chegar para sobreviver à noite do Purge, em que todo o crime é permitido. O elenco inclui Gabriel Chavarria (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), Jessica Garza (série “Six”), Hannah Emily Anderson (“Jogos Mortais: Jigsaw”), Lili Simmons (série “Banshee”), Amanda Warren (“Três Anúncios Para um Crime”), Colin Woodell (série “The Originals”), Lee Tergesen (série “Defiance”), William Baldwin (série “MacGyver”), Fiona Dourif (“A Maldição de Chucky”) e Reed Diamond (série “Designated Survivor”). “The Purge” estreia no dia 4 de setembro nos Estados Unidos. Além desta produção, a Blumhouse Television também prepara uma minissérie dramática estrelada por Russell Crowe e sob comando do cineasta Tom McCarthy (“Spotlight”) sobre o escândalo de assédio sexual envolvendo o fundador da Fox News, que será exibida no canal pago Showtime.
Harlan Ellison (1934–2018)
Morreu Harlan Ellison, lendário escritor de ficção científica que criou a série “Starlost – A Estrela Perdida” e assinou alguns episódios clássicos do gênero na televisão americana. Ele morreu enquanto dormia nesta quinta-feira (28/6), aos 84 anos. Ellison teve vários contos adaptados e roteiros originais escritos para a antologia “Quinta Dimensão” (The Outer Limits), tanto na versão original da série dos anos 1960 quanto na sua reencarnação dos anos 1990. Também assinou histórias de “Viagem ao Fundo do Mar”, “O Agente da UNCLE”, “Além da Imaginação”, “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run), “Babylon 5” e até mesmo um capítulo de “A Noviça Voadora” – porque era apaixonado por Sally Field, a estrela da série. Mas seu trabalho mais celebrado é sem dúvida o roteiro para “The City on the Edge of Forever”, de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek). Penúltimo episódio da 1ª temporada da “Star Trek” clássica, a trama venceu o prêmio Hugo, dedicado aos melhores textos da ficção científica, e o WGA Award (do Sindicato dos Roteiristas) como Melhor Episódio de Série Dramática de 1967. A história gira em torno de uma viagem no tempo, quando a tripulação da Enterprise tenta impedir o Capitão Kirk (William Shatner) de mudar a História para salvar uma ativista (Joan Collins) dos anos 1930 por quem se apaixonou. O roteiro original, porém, foi reescrito por Gene Roddenberry, criador de “Star Trek”, e outros editores de texto da produção, porque a história de Ellison era muito cara para o orçamento televisivo. Em resposta, Ellison submeteu seu roteiro original ao Hugo e ao WGA, ignorando as “contribuições” dos demais. E foi seu texto original que acabou reconhecido. Por conta disso, Ellison e Roddenberry ficaram sem se falar durante anos, especialmente após o criador de “Star Trek” mentir que o roteiro do escritor transformava o engenheiro-chefe Scotty (James Doohan) em traficante de drogas. Não foi a única vez que Ellison teve problemas com produtores. O que deu origem a um hábito curioso. Quando não ficava satisfeito com a forma como seu trabalho era tratado, ele exigia que seu nome fosse substituído nos créditos pelo pseudônimo “Cornwainer Bird”. E fez isso com freqüência. Inclusive na série canadense “Starlost”, sua única criação televisiva, estrelada por Keir Dulea (o astro de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”) em 1974. Ele também tinha fama de intratável, e isso desde que foi expulso da Universidade Estadual de Ohio por dar um soco em um professor que havia criticado sua escrita, em 1953. Uma das anedotas mais citadas de sua biografia lembra que, logo ao chegar no seu primeiro dia de trabalho na Disney, que foi seu primeiro emprego em Hollywood em 1962, Ellison brincou que adoraria fazer um filme pornográfico com os personagens das animações do estúdio. Roy Disney o ouviu e o demitiu no local, antes de entrar no prédio. Ellison também enviou 213 tijolos pelo correiro – e à cobrar – para uma editora que lhe deu calote e um bicho morto para outra empresa que publicava seus livros. Durante um discurso de 1969 em uma convenção de ficção científica do Texas, ele se referiu ao Corpo de Cadetes da universidade local como “a próxima geração de nazistas da América”. E também foi acusado de agredir o autor e crítico Charles Platt durante uma cerimônia de premiação da Nebula Awards. Outro de seus hábitos favoritos era abrir processos. Ele processou a CBS por direitos a uma percentagem dos lucros com seu episódio de “Jornada nas Estrelas” e recebeu uma quantia não revelada num acordo em 2009. Também acionou na justiça a rede ABC por plágio cometido com a série “Future Cop” (1977) e até James Cameron por plágio em “O Exterminador do Futuro” (1984). Graças a esse temperamento, só foi contratado para escrever um único roteiro de cinema, “Confidências de Hollywood” (1966), adaptação de um romance sobre um ator arrogante que se torna ainda mais insuportável ao ser indicado ao Oscar. Mas teve um de seus livros transformados em filme, a sci-fi distópica “O Menino e seu Cachorro”, estrelada pelo jovem Don Johnson em 1975. A obra, por sinal, está para ganhar remake. Mesmo com todas essas confusões, muitos produtores de sci-fi reconheciam seu talento e o empregaram como consultor criativo, trabalho que exerceu em algumas séries cultuadas, como “O Sexto Sentido” (1972), o remake de “Além da Imaginação” (1985–1989) e “Babylon 5” (1994-1998). Ellison chegou a aparecer em três episódios de “Babylon 5”. E foi considerado famoso o suficiente para ganhar uma versão animada num episódio de “Os Simpsons”, exibido em 2014.
Game Halo vai virar série do diretor de Planeta dos Macacos
A série baseada no game “Halo”, desenvolvida há praticamente uma década pela Amblin, produtora de Steven Spielberg, vai finalmente sair do papel. O canal pago Showtime assumiu o projeto e anunciou a produção de dez episódios. Será a primeira superprodução sci-fi do canal. O projeto tem roteiro de Kyle Killen (criador das séries “Lone Star”, “Awake” e “Mind Games”, todas canceladas na 1ª temporada) e inclui entre seus produtores outro cineasta, Rupert Wyatt, diretor de “Planeta dos Macacos: A Origem”, que vai comandar alguns episódios. A trama vai se inspirar no jogo original, lançado em 2001, e ainda não tem previsão para a estreia. Os games da franquia “Halo” são focados na luta da humanidade contra uma aliança alienígena e já renderam uma websérie em 2014, “Halo: Nightfall”, estrelada por Mike Coulter (o Luke Cage). Este projeto visava inaugurar um serviço de streaming da Microsoft, incorporado ao Xbox, que nunca foi adiante. O envolvimento de Spielberg é ainda anterior e data de 2009, quando ele considerou produzir um filme de “Halo”, após uma iniciativa de Peter Jackson (“O Senhor dos Anéis”) e Neill Blomkamp (“Elysium”) encontrar dificuldades para sair do papel. Diante da complexidade da trama, Spielberg passou a negociar a transformação do projeto em série e as conversas com o próprio canal Showtime começaram há pelo menos quatro anos.
Novo trailer apresenta O Predador “supremo” da famosa franquia sci-fi
A Fox divulgou o pôster e o segundo trailer de “O Predador”, resgate da franquia de alienígenas caçadores de humanos que foi sucesso nos anos 1980. A prévia mostra que a criatura vista nos primeiros filmes e no começo do novo vídeo é basicamente amadora perto do Predador “supremo” (ultimate) que aparece no meio da ação. Este novo monstro vitaminado, por sinal, dá uma surra no Predador comum, antes de partir pra cima de uma tropa de elite militar e dos civis pegos no meio da caçada. O filme é estrelado por Boyd Holbrook (“Logan”), Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Sterling K. Brown (série “This Is Us”), Yvonne Strahovski (série “The Handmaid’s Tale”), Alfie Allen (série “Game of Thrones”), Trevante Rhodes (“Moonlight”), Keegan-Michael Key (“Tinha Que Ser Ele?”), Thomas Jane (série “The Expanse”) e Augusto Aguilera (série “Chasing Life”). O roteiro é de Fred Dekker (“RoboCop 3”) e, para quem não lembra, o trabalho marcará a volta do diretor Shane Black (“Homem de Ferro 3”) à franquia. Ele participou como ator, num papel secundário, do filme original de 1987. A estreia do novo “Predador” está marcada para 13 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Deanna Lund (1937 – 2018)
Morreu a atriz Deanna Lund, que ficou conhecida pela cultuada série dos anos 1960 “Terra de Gigantes”. Ela faleceu na sexta (22/6) em sua casa em Century City, de câncer, aos 81 anos. Deanna Lund começou a carreira como garota do clima, anunciando as temperaturas num noticiário de Miami, antes de buscar o estrelato em Hollywood. Mas precisou fazer muita figuração, como a “garota de biquini” de “Confidências de Hollywood” (1966), um robô em “A Máquina de Fazer Bikini” (1965), a ruiva gostosa em dois filmes de Elvis Presley, “No Paraíso do Havaí” (1966) e “Minhas Três Noivas” (1966), uma stripper lésbica em “Tony Rome” (1967), com Frank Sinatra, e até uma capanga do Charada na série “Batman” (em 1967), antes de virar protagonista de “Terra de Gigantes”. Quarta e última série sci-fi de Irwin Allen, após “Perdidos no Espaço”, “Viagem ao Fundo do Mar” e “Túnel do Tempo”, “Terra de Gigantes” foi ao ar em 1968 e rendeu 51 episódios, exibidos em duas temporadas, até 1970. Mas parece ter sido muito mais, graças às inúmeras reprises na televisão. A trama se passava no futuro, mais precisamente em 1983, quando a tecnologia seria tão avançado que os voos internacionais aconteceriam em naves espaciais. Durante um voo de rotina para Londres, a nave Spindrift atravessa uma estranha tempestade e vai parar em outro planeta, exatamente igual à Terra, mas com uma pequena – na verdade, enorme – diferença: seus habitantes eram gigantes. Deanne Lund interpretava um dos “pequeninos” da nave, a passageira Valerie Scott, uma festeira egoísta, que se vê precisando lutar pela sobrevivência num mundo hostil com a ajuda dos pilotos e outros passageiros. A série era extremamente cara para a época, graças aos acessórios gigantes usados na cenografia. “‘Terra de Gigantes’ não era uma série de atores. Sempre fomos ofuscados pelos efeitos especiais”, disse a atriz num livro sobre estrelas dos anos 1960, publicado em 2001. Apesar disso, Valerie foi seu principal trabalho como atriz. Ao final de “Terra de Gigantes”, ela fez um punhado de participações em séries clássicas, como “Os Waltons” e “O Incrível Hulk”, coadjuvou nos filmes “Um Trapalhão Mandando Brasa” (1980), dirigido e estrelado por Jerry Lewis, e “Um Homem Destemido” (1985), dirigido e estrelado por Burt Reynolds, até finalmente desaparecer numa dezena de produções trash. Mesmo assim, era sempre lembrada para participar de convenções pelo papel em “Terra de Gigantes”, que lhe rendeu mais que recordações. No ano em que a série foi cancelada, Deanne se casou com um colega do elenco, Don Matheson, que interpretava outro “pequenino” em “Terra de Gigantes”, o magnata Mark Wilson. Embora o casamento tenha durado 10 anos, encerrado com um divórcio em 1980, os dois permaneceram próximos até a morte do ator, em 2014. “Eles conversavam várias vezes ao dia, riam e levavam nozes uns para os outros e viviam do outro lado da rua ou há poucos quarteirões nos últimos 35 anos”, disse filha do casal, a também atriz Michele Matheson (“Três Formas de Amar”), ao site The Hollywood Reporter. A ligação de Lund com a série clássica também se estendeu à literatura. Ela escreveu um romance em 1992, “Valerie in Giantland”, que contava o que teria acontecido com sua personagem, após 10 anos na “Terra dos Gigantes”.
Jurassic World estreia com US$ 150 milhões nos EUA e vira 3ª maior bilheteria mundial de 2018
Única estreia ampla da América do Norte, “Jurassic World: Reino Ameaçado” abriu em 1º lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá, com uma arrecadação de blockbuster: US$ 150m (milhões). Como a estratégia da Universal foi priorizar o lançamento internacional, o filme chegou ao mercado doméstico com sucesso consolidado no exterior, após faturar US$ 561m em duas semanas. Assim, somado ao impacto norte-americano, a continuação de “Jurassic World” já contabiliza US$ 711,5m nos cinemas de todo o mundo. E, com isso, virou a 3ª maior bilheteria mundial de 2018, ultrapassando “Deadpool 2”, que atingiu os US$ 700 milhões neste fim de semana. À sua frente, estão apenas mais dois filmes de super-heróis: “Pantera Negra” (USS 1,3b) e “Vingadores: Guerra Infinita” (US$ 2b). Entretanto, apesar do desempenho grandioso, o novo “Jurassic World” não superou seu antecessor, que abriu com US$ 208,8m na América do Norte. Nem conseguiu agradar à crítica, sendo considerado medíocre, com 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes – contra 71% do primeiro filme. Leia a crítica da Pipoca Moderna aqui. Em sua segunda semana em cartaz, “Os Incríveis 2” caiu para o 2º lugar, mas manteve uma boa procura, conquistando US$ 80 milhões, após quebrar o recorde de melhor estreia de um filme de animação. Ao longo de 10 dias, a produção da Pixar somou US$ 350,3m nos Estados Unidos e Canadá e já superou a bilheteria total do original, que fez US$ 261,4m no mercado doméstico em 2004. O 3º lugar ficou com “Oito Mulheres e Um Segredo”, com US$ 11,6 milhões, valor que o levou a ultrapassar a barreira dos US$ 100 milhões na América do Norte. Confira abaixo os rendimentos dos demais filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para ler sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Jurassic World: Reino Ameaçado Fim de semana: US$ 150m Total EUA e Canadá: US$ 150m Total Mundo: US$ 711,5m 2. Os Incríveis 2 Fim de semana: US$ 80,9m Total EUA e Canadá: US$ 350,3m Total Mundo: US$ 485m 3. Oito Mulheres e um Segredo Fim de semana: US$ 11,6m Total EUA e Canadá: 100,3m Total Mundo: 170,9m 4. Te Peguei! Fim de semana: US$ 8,2m Total EUA e Canadá: US$ 30,3m Total Mundo: US$ 31,8m 5. Deadpool 2 Fim de semana: US$ 5,2m Total EUA e Canadá: US$ 304,1m Total Mundo: US$ 707,1m 6. Han Solo: Uma História Star Wars Fim de semana: US$ 4m Total EUA e Canadá: US$ 202,1m Total Mundo: US$ 353,4m 7. Hereditário Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 35m Total Mundo: US$ 48,2m 8. Superfly Fim de semana: US$ 3,3m Total EUA e Canadá: US$ 15,2m Total Mundo: US$ 15,2m 9. Vingadores: Guerra Infinita Fim de semana: US$ 2,4m Total EUA e Canadá: US$ 669,4m Total Mundo: US$ 2b 10. Won’t You Be My Neighbor? Fim de semana: US$ 1,8m Total EUA e Canadá: US$ 4,1m Total Mundo: US$ 4,1m
Netflix divulga pela primeira vez um trailer de filme original apenas com dublagem em português
A Netflix fez algo inusitado ao divulgar o trailer de um novo filme exclusivo de ficção científica: disponibilizou apenas uma cópia dublada em português em sua página oficial do YouTube. Para uma plataforma que briga para ter produtos considerados como cinema, dignos de Oscar e do Festival de Cannes, a iniciativa parece retrocesso, já que exibir cópias dubladas é uma característica típica da programação de TV. Como efeito colateral, isso ainda dá ao lançamento uma cara de telefilme. O mais preocupante é que, nessa tentativa de popularizar seus produtos, a plataforma pode seguir um caminho já experimentado pela TV paga no Brasil. Após dublar tudo, a Fox, por exemplo, passou a cobrar mais para exibir séries sem dublagem como produtos premium em seus canais Fox+. E até o título da produção virou de telefilme, completamente diferente do original em inglês – outro vício ruim que a Netflix pegou, provavelmente contaminada pelo “mercado” nacional. “How It Ends” (Como termina, em tradução livre) virou “Próxima Parada: Apocalipse”. Dá ou não dá para imaginar a narração da rede Globo anunciando o título num comercial do “Domingo Maior”? Na trama, uma catástrofe não identificada destrói uma região dos Estados Unidos, e o pai e o marido de uma jovem isolada na região embarcam numa viagem contra o bom-senso, tropas militares e perigos variados para resgatá-la. Pense em “Monstros” (2010) sem os monstros – até onde o trailer mostra. Ou num “Cloverfield” sem Cloverfield no título. O filme é estrelado por Theo James (“Divergente”) e Forest Whitaker (“Rogue One”), respectivamente como o marido e o pai, e Kat Graham (série “The Vampire Diaries”) como a jovem que corre perigo. O elenco ainda inclui Kerry Bishé (série “Halt and Catch Fire”), Mark O’Brien (“A Chegada”), Nicole Ari Parker (“Um Natal Quase Perfeito”) e Grace Dove (“O Regresso”). O filme tem roteiro de Brooks McLaren (da vindoura continuação de “Rambo”), direção de David M. Rosenthal (“O Cara Perfeito”) e será lançado no serviço de streaming em 13 de julho. Veja abaixo também a versão original, sem dublagem de televisão, disponibilizada pela Netflix americana sem legendas, além do pôster e fotos.
Zoe: Sci-fi romântica com Ewan McGregor e Léa Seydoux ganha imagens e trailer
A Amazon divulgou o pôster, 14 fotos e o trailer de “Zoe”, sci-fi romântica estrelada por Ewan McGregor (“Trainspotting”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). Os dois trabalham no desenvolvimento de programas de inteligência artificial voltados para relacionamentos. Após desenvolverem um algoritmo que determina a probabilidade de um relacionamento funcionar, o mais novo projeto da dupla são robôs concebidos para se tornar o par perfeito de alguém. O personagem de McGregor desenvolve um relacionamento com a funcionária interpretada por Léa Seydoux, mas tudo acaba se complicando, quando ela desconfia que também fez parte da experiência. Isto a aproxima do primeiro sintético que eles desenvolveram, vivido por Theo James (“Divergente”). O elenco também inclui Rashida Jones (“Te Peguei!”), Matthew Gray Gubler (série “Criminal Minds”), Miranda Otto (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) e a cantora Christina Aguilera (“Burlesque”). Segunda sci-fi romântica de Drake Doremus, diretor de “Equals” (2015), “Zoe” teve première mundial no Festival de Tribeca em abril e será disponibilizado em 20 de julho na plataforma Amazon Prime.
Jodie Foster negocia estrelar série baseada nos quadrinhos de Y: O Último Homem
A atriz Jodie Foster (“Elysium”) está em negociações para integrar o elenco da série baseada nos quadrinhos de “Y: O Último Homem” (Y: the Last Man). Segundo o site The Hashtag Show, a atriz é cotada para o papel de Jennifer Brown, mãe do protagonista Yorick Brown. Há anos considerada como franquia potencial, a adaptação dos quadrinhos teve seu piloto encomendado em abril pelo canal pago FX, com roteiro e produção de Michael Green (indicado ao Oscar por “Logan”). Para se ter noção, a trama quase virou filme em 2007 com direção de D.J. Caruso (“Eu Sou o Número Quatro”) e com Shia LaBeouf (“Ninfomaníaca”) no papel principal. Em 2012, voltou a ser cotado para o cinema, como o longa de estreia de Dan Trachtenberg, que acabou fazendo “Rua Cloverfield 10”. O próprio criador de “Y”, Brian K. Vaughan, trouxe o projeto para a FX há três anos, em parceria com Michael Green. Mas só agora o projeto andou. Um dos quadrinhos mais cultuados da Vertigo, a linha adulta da DC Comics, e vencedor de cinco prêmios Eisner, o Oscar dos quadrinhos, “Y: O Último Homem” teve 60 edições, publicadas entre 2002 e 2008, em que contou a história do jovem ilusionista Yorick Brown, sobrevivente de uma praga que extinguiu toda a população de machos da Terra. Ele e seu macaco Ampersand são as únicas exceções. Quando grupos de mulheres mal-intencionadas descobrem que ele é o último homem da terra, passam a caçá-lo de todas as formas possíveis. Mas ele também encontra aliadas em sua jornada, que veem em sua sobrevivência uma chance de encontrar uma cura que permita o nascimento de novos homens e, assim, impedir a extinção da humanidade. O projeto é a segunda criação de Vaughan que pode virar série. Ele também criou os quadrinhos dos Fugitivos (Runaways), transformado em atração da plataforma Hulu. Além disso, Vaughan é um roteirista experiente de séries, tendo trabalhado em “Lost” e “Under the Dome”. E Green é um dos escritores mais valorizados da atualidade por Hollywood, autor de “Logan”, “Blade Runner 2049” e “O Assassinato do Expresso Oriente”, além de cocriador da série “American Gods”. O piloto da adaptação será dirigido por Melina Matsoukas (das séries “Insecure”, “Master of None” e de clipes premiados de Beyoncé e Rihanna). E como deve ser rodado no fim de julho, o elenco precisa ser finalizado nos próximos dias.
Novo Jurassic World mostra que a franquia não têm fôlego para tantas sequências
Quando “Jurassic World” saiu em 2015, a continuação disfarçada de reboot atualizou a franquia e conceitos do amado filme original de 1993 para uma nova geração. Mas a sequência tinha a obrigação de levar a franquia adiante e não condená-la à repetição eterna do esquema “dinossauros à solta, salve-se quem puder”. Pois bem. “Jurassic World: Reino Ameaçado” troca o sem sal Colin Trevorrow, do “Jurassic World” anterior, pelo muito mais talentoso J.A. Bayona na direção. Mas se “Jurassic Park” era só efeitos digitais com um fiapo de roteiro, “Reino Ameaçado” exagera em narrativas sem saber muito bem qual caminho trilhar. São mais ou menos quatro filmes diferentes misturados na mesma trama e todos mal desenvolvidos, resultando um roteiro esquizofrênico que não consegue fazer suas diferentes partes dialogarem entre si. A primeira parte é uma versão atualizada de “O Mundo Perdido: Jurassic Park”, mas com um vulcão em erupção. A ideia chega a ser bacana para os fãs incondicionais, porque juntar vulcão e dinossauros soa como algo digno de blockbuster. Mas não é bem por aí. Afinal, quando a correria de humanos, dinossauros e lava tomam conta da tela, o filme encerra o primeiro ato para dar lugar a um dos momentos mais chatos de toda a franquia. Porém, antes de implodir, essa parte do vulcão traz uma interessante discussão a respeito de direitos dos animais (algo explorado em “O Mundo Perdido”), uma nova extinção dos dinossauros e termina com uma cena emocionante, que é a melhor do filme. E, cá entre nós, apenas esse ato renderia um longa satisfatório, caso fosse devidamente desenvolvido. Seria repetitivo, mas não vergonhoso. Mas, então, vem o segundo ato, que não passa de um intervalo longo para o clímax, apenas para repetir tudo aquilo que já sabíamos e sem trazer a mínima novidade: a raça humana não aprende, quer brincar de Deus e ganhar muito dinheiro sem saber exatamente onde e como gastar. Os protagonistas, novamente interpretados por Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, não tem muito o que fazer nesse segmento, então ficam parados, falando e pensando, enquanto a trama vira um leilão de dinossauros tão divertido quanto as cenas de políticos no senado de “Star Wars: A Ameaça Fantasma”. E numa mansão estilo Bruce Wayne, onde a Batcaverna dá lugar a um laboratório/prisão. Vejam só o nível do entretenimento: saímos da ilha para uma mansão. Nesse meio tempo, entre até mesmo um clone humano na trama, que não é essa revelação tão surpreendente que os roteiristas queriam. Enfim, esse cenário logo vira um filme de terror censura livre, temática em que J.A. Bayona se sente à vontade e permite ao diretor de “O Orfanato” e “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” exercitar sua verdadeira vocação entre sombras, luzes e sustos. É o terceiro ato. Bayona acha espaço para seu toque pessoal mesmo quando demonstra o quanto “Jurassic Park” e Steven Spielberg inspiraram sua criatividade como cineasta. Mas é um tanto esquisito ver que os planos gigantescos e abertos da ilha no primeiro ato foram substituídos por um pega-pega dentro de uma mansão proporcionada por mais um dinossauro mutante (o T-Rex não é assustador o suficiente?). Os críticos que reclamaram quando Spielberg mostrou um velociraptor abrindo porta no “Jurassic Park” original, não poderiam prever que, um dia, “Reino Ameaçado” traria um dino sorrindo sarcasticamente e outro capaz de “lê” uma placa (vai saber) sobre vazamento de gás de modo a correr tão rápido quanto Tom Cruise antes de ser consumido pelo impacto e o fogo. O ato final dentro de “Reino Ameaçado” é um gancho safado para mais uma sequência. É uma reviravolta tão inesperada quanto esdrúxula, porque o filme não conduz a trama para esse um clímax, que lembra outra franquia com animais, indicando um futuro diferente, mas que não garante a empolgação desejada. Pelo contrário, a ideia de um “Planeta dos Dinossauros” causa estranheza, desconfiança e a sensação de que tentaram inovar, mas sem a mínima certeza do que estavam fazendo. De positivo, Chris Pratt e Bryce Dallas Howard apresentam seus personagens de forma mais humana e vulnerável neste longa. O tema clássico de John Williams continua lindo, embora toque com vontade mesmo só nos créditos finais e conduzido aqui pelo mestre Michael Giacchino. Os efeitos visuais e sonoros também permanecem incríveis, como já eram desde o início dos anos 1990. A conclusão é que, na verdade, “Jurassic Park” não nasceu para ter tantas sequências. No máximo, uma continuação. Mas, diferente de “Alien” e “O Exterminador do Futuro”, o público parece correr para os cinemas cada vez que um novo longa é lançado. Mesmo que repita praticamente a mesma história de sempre, filme atrás de filme. E qualquer tentativa de sair disso apenas se mostra uma alternativa ainda pior.











