Rosaly Papadopol (1956 – 2020)
A atriz Rosaly Papadopol morreu na madrugada desta quarta-feira (16/12), em um hospital de São Paulo, após batalha contra um câncer no baço, aos 64 anos. Ela lutava há aproximadamente dois anos contra o câncer, que era bastante agressivo. Em suas redes sociais, chegou a publicar registros do tratamento e da queda de cabelo. Rosaly iniciou sua vida artística em 1975 no teatro, atuando inclusive no musical “Saudades do Brasil”, ao lado de Elis Regina. A maior parte da carreira foi sobre os palcos. Mas ela apareceu em diversas novelas e até em filmes. Sua estreia nas telas aconteceu em 1978, na novela “Salário Mínimo”, da TV Tupi, e no filme “As Amantes Latinas”, de Luiz Castellini. Ela também integrou o elenco de “Éramos Seis” (1994) e “Dona Anja” (1996), no SBT. Na Globo, trabalhou nas novelas “Porto dos Milagres” (2001), “Agora é Que São Elas” (2003), “Bang Bang” (2005), “Belíssima” (2005), “Pé na Jaca” (2006) e “Malhação” (2009), além da série “Minha Nada Mole Vida” (2006). Seus destaques cinematográficos ainda incluem “Nasce uma Mulher” (1985), de Roberto Santos, “Anjos da Noite” (1987), de Wilson Barros, “Lua Cheia” (1989), de Alain Fresnot, “O Príncipe” (2002), de Ugo Giorgetti, e “Bellini e a Esfinge” (2002), de Roberto Santucci. Seu último trabalho foi em 2018, quando fez uma participação especial nos dois primeiros episódios da série “Samantha!”, da Netflix.
Jonas Mello (1937 – 2020)
O ator Jonas Mello, que participou de várias novelas e filmes clássicos, morreu na tarde de quarta (18/11), aos 83 anos, em seu apartamento no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo. As informações foram confirmadas em uma publicação no Facebook do artista, feita por um amigo. A causa da morte, porém, ainda não foi divulgada. “Hoje infelizmente Jonas se foi, para tristeza de muitos. Fui seu amigo mais próximo nos últimos dez anos, pois me tornei seu ajudante para que entrasse no mundo digital, para que não ficasse parado no tempo. Tive o prazer de incluir ele no Facebook e ajudá-lo com seus e-mails”, escreveu Edson Brandão. Josefina Rodrigues de Mello, irmã do artista, disse à Agência Record que ele tinha uma rotina ativa e vivia sozinho. “Ele dirigia, fazia as compras, caminhava pelo bairro e estava bem para um senhor de 83 anos”, contou. Segundo ela, na tarde de ontem o ator ligou para um primo após passar mal. O parente foi até a casa e o encontrou morto na cama. O paulistano Jonas Mello estreou na TV em 1969, com “A Cabana do Pai Tomás”, da TV Globo, pouco depois de começar a carreira cinematográfica com “Hitler IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula, clássico do cinema marginal. No cinema, também atuou em “Um Anjo Mau” (1971), de Roberto Santos, “Nenê Bandalho” (1971), de Emilio Fontana, “A Carne” (1975) e “Passaporte para o Inferno” (1976), ambos de J. Marreco, e “Que Estranha Forma de Amar” (1977), do autor de novelas da Tupi Geraldo Vietri, além de produções mais recentes como “O Cangaceiro” (1997), de Anibal Massaini Neto, e o premiado “Um Céu de Estrelas” (1996), de Tata Amaral. Nos anos 1970, também fez novelas da Tupi e da Record, como “Os Inocentes”, “Os Deuses Estão Mortos”, “O Tempo Não Apaga” e “Sol Amarelo”, chegando a viver os papéis-títulos de “Meu Rico Português”, “Os Apóstolos de Judas” e “João Brasileiro, o Bom Baiano”, entre 1975 e 1978. Com a implosão da Tupi em 1980, Jonas foi para a Globo, onde continuou sua carreira de sucesso. Em dois anos de contrato, fez nada menos que cinco novelas, “Os Gigantes”, “Chega Mais”, “Coração Alado”, “Baila Comigo” e “Terras do Sem-Fim”. Mas, acostumado a ser protagonista, preferiu trocar papéis de coadjuvantes nas produções da emissora carioca por desempenhos mais destacados em produções paulistas do SBT, Band, Gazeta e TV Cultura. Sem exclusividade, ainda encaixou “Partido Alto”, da Globo, e o fenômeno “Dona Beja”, da Manchete, entre uma série de projetos de diversos canais. A carreira itinerante lhe permitiu atuar em “O Outro”, “Bambolê”, “Barriga de Aluguel” e “Vila Madalena” na Globo, “Mandacaru” na Manchete, “Dona Anja”, “Amor e Ódio” e “Canavial de Paixões” no SBT, “Estrela de Fogo” e “A Escrava Isaura”, na Record, entre muitos outros trabalhos. Seus últimos papéis o levaram de volta à Globo, com participações em “O Astro”, “Salve Jorge” e “Flor do Caribe”. Esta novela de 2013, por sinal, é atualmente reprisada na emissora. A Record emitiu uma nota de pesar: “Expressamos nossas condolências aos familiares, amigos e admiradores do talento deste profissional que ajudou a escrever a história da televisão brasileira.”
Marcos Manzano (1959 – 2020)
O ator e empresário Marcos Manzano, criador do Clube das Mulheres no Brasil, morreu nesta sexta (13/11), aos 61 anos. O falecimento foi anunciado nas redes sociais do Clube das Mulheres, sem informar a causa, mas seu sócio no clube indicou que ele foi submetido a uma cirurgia cardíaca e não resistiu. Ele começou a ficar conhecido ao aparecer na novela “Vale Tudo” em 1988, ao contracenar com Gloria Pires e Carlos Alberto Ricceli nos capítulos finais da trama, como um príncipe italiano. Mas foi em “De Corpo e Alma”, de Gloria Perez, que sua popularidade disparou. Na novela de 1992, o protagonista, vivido por Victor Fasano, fazia strip-tease no Clube das Mulheres e tinha a companhia do então modelo em várias cenas. As gravações promoveram a casa de strip-tease masculino fundada em 1990 em São Paulo, com Manzano consagrando-se na novela na mesma função que exercia na vida real, como apresentador e dançarino do clube. Além dos papéis nas duas novelas da Globo, ele também participou do trash “A Rota do Brilho” (1990), filme policial de baixo orçamento, em que viveu um detetive parceiro de Alexandre Frota na investigação de assassinatos de garotas de programa. A produção, que também incluía a cantora Gretchen, foi o último filme do diretor Deni Cavalcanti, que não conseguiu fazer a transição da pornochanchada para a fase de retomada do cinema nacional de qualidade. Manzano também marcou presença constante em programas da TV aberta da época, o que se estendeu até os anos 2000. Durante este período, ele chegou a lançar músicas e ser considerado um dos homens mais bonitos do Brasil por algumas mídias. Embora o auge de sua popularidade tenha passado, Manzano continuou fazendo aparições esporádicas na televisão. A última aconteceu em fevereiro passado, no humorístico “A Praça É Nossa”, do SBT. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Clube das Mulheres Oficial (@clubedasmulheres_oficial)
A Garota Invisível: Filme estrelado por Sophia Valverde ganha trailer
A Santa Rita Filmes divulgou o pôster e o trailer de “A Garota Invisível”, primeiro filme protagonizado por Sophia Valverde, a Poliana de “As Aventuras de Poliana”. Ela já tinha aparecido antes no cinema, como coadjuvante de “Como Nossos Pais” (2017), mas sua estreia como protagonista vai acontecer apenas em locação digital. A prévia, inclusive, revela várias cenas que refletem o isolamento social causado pela pandemia de coronavírus, com gravações à distância, utilizando ligações de celular e computador como conexões. Com poucas externas, é uma produção bem barata. O vídeo também é cheio de cenas já vistas em diversos filmes, apresentando uma história típica de comédias de adolescentes de Hollywood, de “A Garota de Rosa Schocking” (1986) a “Para Todos os Garotos que Já Amei” (2018). Na trama, Sophia vive a “garota invisível”, que não é a filha do Homem Invisível, apenas uma garota que ninguém nota na escola, exceto seu melhor amigo – que ela tampouco repara como ele gostaria. Um dia, vaza na internet um vídeo em que ela se declara para o garoto mais popular do colégio. Mas em vez de passar vergonha, ela se dá bem. O garoto a convida para sair, deixando a ex-namorada dele furiosa e o melhor amigo dela enciumado. O filme é dirigido por Maurício Eça (dos filmes “Carrossel”) e também inclui outros teens do SBT, como Matheus Ueta (“Carrossel”), Mharessa Fernanda (“Cúmplices de um Resgate”), Bia Jordão (“Cúmplices de um Resgate”) e Kaik Pereira (“Chiquititas”), além de Bianca Paiva (“Escola de Gênios”) e os mais novatos Clarinha Jordão e Guilherme Brumatti, intérprete do galã. “A Garota Invisível” vai estrear em 22 de dezembro nas plataformas iTunes/Apple TV, Google Play, Now, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por S A N T A R I T A Filmes (@santaritafilmes)
Maisa Silva se despede oficialmente do SBT
A atriz e apresentadora Maisa Silva se despediu oficialmente do SBT com a última edição do “Programa da Maisa”, que apesar de ter sido gravado há algum tempo, foi ao ar neste sábado (31/10). Maisa antecipou a exibição nas redes sociais avisando que os fãs veriam “fortes emoções” e ela “toda remelenta, porém com mascara de cílios intacta”, porque fez a maquiagem já se preparando “pro choro”. Durante o programa, ela recebeu homenagens de Raul Gil, que a lançou aos três anos de idade na TV, e de Silvia Abravanel, apresentadora do “Bom Dia & Cia”, representando a família de seu patrão desde os cinco anos de idade, Sílvio Santos. Com os olhos cheios de lágrima, Maisa agradeceu ao SBT por ser a sua segunda casa. “Eu vim mais para cá do que para escola. É muito difícil ir embora, mas ir embora daqui feliz e saber que tenho apoio de tanta gente que entendeu o que é melhor para mim nesse momento, é uma felicidade”, contou. A estrelinha também recebeu a visita-surpresa do cantor Luan Santana, de quem é fã, e participou do quadro “Cadeira da Verdade” para responder perguntas de Celso Portiolli, Fê Paes Leme, Pabllo Vittar e Hugo Gloss. Perguntada o que aprendeu nesses anos todos à frente da televisão, ela respondeu: “Tudo o que eu sei sobre comunicação”. Em seu Instagram, Maisa completou: “O encerramento de um ciclo muito lindo e importante na minha vida. Estou realizada, é isso que posso dizer”. Ela ainda postou fotos dos bastidores do último programa, escrevendo ao lado: “Que sensação de missão cumprida, realização e gratidão”. Para completar, comentou o fim da relação com o SBT, que chamou de “experiência maravilhosa”. “Levo daqui as melhores coisas da vida, ensinamentos nobres e uma coisa que nenhum dinheiro pode comprar: uma família. Obrigada família SBT por esses 13 anos”. No SBT, ela também apresentou, ainda criança, os programas “Sábado Animado”, “Domingo Animado” e “Bom Dia & Cia”, além de ter dividido o quadro “Pergunte à Maisa” com Silvio Santos, no “Programa Silvio Santos”, onde chamou atenção pela espontaneidade. A transformação em atriz aconteceu em 2011, quando interpretou Valéria Ferreira no remake da novela “Carrossel”. Ela estreou no cinema no primeiro filme derivado da produção, “Carrossel: O Filme”, em 2015, e participou também da sequência, “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”. Em 2016 fez sua segunda novela, “Carinha de Anjo”, e no mesmo ano publicou seu primeiro livro, “Sinceramente Maisa”, que contava sua trajetória. Mas aos poucos sua carreira ficou maior que o SBT. Ela lançou mais dois livros e voltou ao cinema em “Tudo Por um Popstar” (2017), “Cinderela Pop” (2018) e “Ela Disse, Ele Disse” (2019). A partir de agora, Maisa vai desenvolver trabalhos na Netflix. E é agora mesmo, a partir de terça (3/11), quando ela começa a apresentar o “festival digital” Tudum, mediando a participação de estrelas da Netflix por videoconferência. Além disso, já filmou seu próximo filme, a comédia “Um Pai no Meio do Caminho”, que será seu primeiro longa realizado para a plataforma de streaming. Ver essa foto no Instagram OBRIGADA! Que sensação de missão cumprida, realização e gratidão. Foram 85 programas feitos com muita dedicação, amor e carinho. Não consigo colocar em palavras tudo o que vocês significam pra mim, mas espero que saibam que os levo comigo pra onde for. O programa da maisa veio num momento inesperado, quando eu nem sabia se estava preparada e ele me fez aprender muito e acreditar em mim. Doeu me despedir sem abraçar vocês, mas foi o que pudemos fazer diante dessa situação na qual nos arriscamos, mesmo com todo cuidado, pra colocar um sorriso no rosto de cada pessoa que ligava a TV aos sábados. Agradeço ao público que nos abraçou, aos convidados que pisaram nesse palco e a todos que fizeram esse programa acontecer. Que experiência maravilhosa, levo daqui as melhores coisas da vida, ensinamentos nobres e uma coisa que nenhum dinheiro pode comprar: uma família. Obrigada familia SBT por esses 13 anos, obrigada familia programadamaisa por esses 2 anos de muita loucura do bem. Amo vocês. Com amor, +A. Uma publicação compartilhada por +A (@maisa) em 31 de Out, 2020 às 3:49 PDT
Maisa Silva anuncia saída do SBT para “se reinventar”
Funcionária do SBT desde 2007, Maisa Silva decidiu não renovar seu contrato e está de saída do canal de Silvio Santos. Ela publicou um vídeo em seu canal no YouTube no qual fala sobre a decisão, comentando sua história na emissora, o convite para apresentar programas infantis, sua evolução como atriz e a vontade de se reinventar. Ela agradeceu principalmente a Silvio Santos por todo o apoio que teve ao longo dos 13 anos em que passou na emissora, além de citar a importância de Raul Gil em sua carreira. “O Silvio fez tanta coisa por mim, que vocês não têm nem noção. De auxiliar minha família porque eles não sabiam como cuidar da minha carreira. Meus pais nunca tiveram nada a ver com esse meio artístico. O Silvio ajudou para não cair em nenhuma pegadinha, em nenhum contrato que seria ruim”, disse. No vídeo, a apresentadora afirma que a decisão não tem nenhuma relação com problemas com a emissora, mas com a necessidade de sair da “zona de conforto”. “Preferi fazer este vídeo com calma, explicando, para que não existam ‘picuinhas’, motivos e coisinhas que não são verdade. Não tem nenhum motivo negativo para esse meu desligamento, apenas essa sensação de que eu preciso sair da minha zona de conforto, me reinventar, e porque têm coisas muito legais que vocês vão ficar orgulhosos”, disse. O SBT também emitiu um comunicado oficial para informar que “após 13 anos de emissora, a apresentadora Maisa comunicou a emissora sobre a não renovação de seu contrato, que vence em outubro”. Segundo o canal, “foi uma decisão muito difícil, mas a apresentadora sai pela porta da frente e com imensa gratidão a toda a família Abravanel e todos os profissionais que participaram de sua jornada durante esse período onde cresceu e se desenvolveu como artista, apresentadora e influenciadora”. Como a separação foi amigável, e a apresentadora deve continuar aparecendo em atrações do SBT. Ela é embaixadora virtual do Teleton e tem uma boa relação com outros contratados do canal, além de ser muito querida por profissionais de bastidores. “Sua parceria com a emissora continua através do Teleton e participações especiais nos programas da casa, como ‘Programa Silvio Santos’, ‘Domingo Legal’, projetos digitais, entre outros”, diz o comunicado do SBT. “Será o início de um novo ciclo na vida de Maisa. A diretoria e todos os colegas do SBT desejam à apresentadora ainda mais sucesso e realizações em seus novos caminhos.” A partir do próximo mês, Maisa pretende fazer intercâmbio e se dedicar a novos desafios profissionais, como produções da Netflix que está desenvolvendo. Ela usou as redes sociais para agradecer o apoio dos fãs à decisão. “Estou recebendo mensagens muito carinhosas e, do fundo do meu coração, eu não esperava. Tive muito medo do que iam pensar, mas também segui firme com minha decisão pois tive amparo da minha família e do SBT pra seguir meus sonhos e trilhar meu caminho.” Maisa Silva literalmente cresceu na TV. Ela foi descoberta aos três anos, ao participar em 2005 de um quadro de calouros do Programa Raul Gil, então na Record. Dois anos depois, foi contratada pelo SBT, onde apresentou os programas “Sábado Animado”, “Domingo Animado” e “Bom Dia & Cia”. A apresentadora mirim também dividiu o quadro “Pergunte à Maisa” com Silvio Santos, no “Programa Silvio Santos”, onde chamou atenção pela espontaneidade. A transformação em atriz aconteceu em 2011, quando interpretou Valéria Ferreira no remake da novela “Carrossel”. Ela estreou no cinema no primeiro filme derivado da produção, “Carrossel: O Filme”, em 2015, e participou também da sequência, “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”. Em 2016 fez sua segunda novela, “Carinha de Anjo”, e no mesmo ano publicou seu primeiro livro, “Sinceramente Maisa”, que contava sua trajetória. A partir de 2017, sua carreira ficou maior que o SBT, voltando ao cinema em “Tudo Por um Popstar”. Depois de publicar mais dois livros, seguiu nas telas com “Cinderela Pop” (2018) e “Ela Disse, Ele Disse” (2019). Ela agora vai se despedir de seu programa de entrevistas no SBT, que já deve ter sido inteiramente gravado – “os últimos programas foram as mais difíceis”, disse no Twitter – e se prepara para lançar “Um Pai no Meio do Caminho”, seu primeiro longa realizado para a Netflix. Sei que estão esperando um esclarecimento da minha parte, e ele vem mais tarde através de um video. Como viram, a nota soltada pelo @SBTonline foi 100% respeitosa e veridica e fico mt feliz de vcs estarem compreendendo. Até logo, +a. — +a (@maisa) October 3, 2020
Del Rangel (1955 – 2020)
O diretor e produtor de TV Antônio “Del” Rangel morreu aos 64 anos na quinta-feira (16/7). A informação foi confirmada pela Diretoria Executiva da Fundação Padre Anchieta. Desde 2019, Rangel era diretor de programação da TV Cultura, em São Paulo. Segundo a fundação, o diretor morreu em decorrência de um infarto fulminante. Antes de comandar a TV Cultura, Del Rangel dirigiu várias novelas e séries em outros canais. Na Globo, realizou vários trabalhos nas décadas de 1980 e 1990, à frente de novelas como “Cambalacho” (1986), “O Outro” (1987) e “Bebê a Bordo” (1987), entre outras. Seu último trabalho na emissora foi em 2001, na direção da minissérie “Os Maias” em parceria com Emilio Di Biasi. Ele foi casado com a atriz Regina Duarte entre 1983 e 1995, e a dirigiu na série “Joana”, uma produção independente que foi exibida pelo SBT e pela extinta TV Manchete em 1984. A parceria com a esposa ainda rendeu o seriado “Retrato de Mulher”, na Globo, em 1993. Rangel também comandou algumas das novelas mais bem-sucedidas do SBT – “Éramos Seis” (1994), “As Pupilas do Senhor Reitor” (1994), “Sangue do Meu sangue” (1995), “Razão de Viver” (1996), “Vende-se Um Véu de Noiva” (2009), “Uma Rosa com Amor” (2010) e o fenômeno “Carrossel” (2012). Além disso, teve trabalhos desenvolvidos no teatro e no cinema. Produziu sete filmes dos Trapalhões, entre 1979 e 1983, e ainda dirigiu “O Trapalhão na Arca de Noé” (1983) e “Uma Escola Atrapalhada” (1990), ambos escritos por Renato Aragão, e o drama “Contos de Lygia” (1998), inspirado por histórias da escritora Lygia Fagundes Telles.
Raymundo Capetillo (1945 – 2020)
O ator mexicano Raymundo Capetillo morreu na madrugada desta segunda (13/7), aos 76 anos. Ele foi diagnosticado com covid-19 e estava internado desde o dia 4 de julho, segundo a Andi (Associação Nacional de Atores do México). Capetillo era conhecido por seus papéis em novelas, como “A Rosa dos Milagres”, transmitida pelo SBT, e “Marisol”, que ganhou uma versão brasileira, também no SBT. Mas iniciou sua carreira no cinema, numa participação em “El Despertar del Lobo” (1970), comédia de um especialista em terror, René Cardona Jr. Na verdade, fez vários filmes nos anos 1970, incluindo um capítulo de 1975 da saga de Santo (“Santo en Anónimo Mortal”), o lendário astro mascarado de lucha libre que enfrentava criminosos e criaturas das trevas. Ao assinar contrato com a Televisa em 1977, acabou se especializando em telenovelas. Ele estrelou vários sucessos do gênero, como “Viviana” (1978) “Aprendiendo a Amar” (1980), “A Fera” (1983), “Victoria” (1985), “Rosa Selvagem” (1987), “Marisol” (1996), “Manancial” (2001), “Barrera de Amor” (2005) e “A Rosa dos Milagres” (2008). Seus trabalhos mais recentes incluem participações nas séries “Mulheres Assassinas” (2008-2010) e “Como Dice el Dicho” (2012-2020). “Com a alma destroçada, recebo a notícia de que meu amado amigo de toda a vida acaba de partir. Ele começou seu voo de volta para a casa do senhor. Descanse em paz, vou sentir sua falta, meu amigo”, escreveu a amiga e atriz Laura Zapata (“A Intrusa”), que estrelou “Rosa Selvagem” com Capetillo.
Pantanal pode ganhar remake exclusivo da Globoplay
A Globo está negociando com o escritor Benedito Ruy Barbosa a produção de um remake da novela “Pantanal” para lançamento exclusivo em streaming. Segundo o blog Na Telinha, que apurou as conversas junto à emissora carioca, o projeto seria lançado em 2021 na Globoplay, com roteiro de Edmara Barbosa, filha do autor. A Comunicação da Globo informou que está conversando com Benedito Ruy Barbosa sobre projetos e “Pantanal” é um deles. Já as fontes do Na Telinha vão além e dizem que o projeto está avançado e servirá para estabelecer a Globoplay como um destino de novelas exclusivas, logo depois do lançamento de “Verdades Secretas 2”, prevista para o primeiro semestre do ano que vem. Nos bastidores do departamento de dramaturgia, a avaliação seria de que um remake de “Pantanal” atrairia novos assinantes para o Globoplay. Também seria uma forma de aproveitar os direitos da novela, originalmente exibida na extinta TV Manchete em 1990 e reprisada em 2008 pelo SBT. O remake seria mais enxuto que a novela original, que se estendeu por 223 capítulos com longas cenas de natureza dirigidas por Jayme Monjardim. A ideia é que, sem os takes de floresta, rio e bichos, o texto caiba em 50 episódios – tamanho equivalente a duas temporadas de uma série. O remake de “Pantanal” sempre esteve no radar de Benedito Ruy Barbosa, mas foi rejeitado diversas vezes pela Globo e o próprio diretor do projeto, Jayme Monjardim, chegou a dizer que não via viabilidade para uma trama desse porte na Globo e que a novela tinha uma estilística própria e datada. Benedito, em compensação, sempre discordou. Nas negociações para o remake, Benedito seria produtor e supervisor do texto de sua filha, que chegou a confessar já estar envolvida no projeto durante uma live recente. Vale lembrar que Edmara já adaptou para a rede Globo antigos sucessos de seu pai, como novas versões de “Cabocla” (2004), “Sinhá Moça” (2006) e “Paraíso” (2009).
Maisa vidente? Vídeo antigo mostra que ela “previu” pandemia
Os Simpsons ganharam concorrente ao posto de vidente aleatória. A atriz Maísa Silva previu todo o perrengue que aconteceria durante a pandemia de covid-19, numa participação antiga no “Programa Eliana” do SBT quando ainda era criança. O vídeo em que Maisa dá uma de vidente mirim contagiou as redes sociais pela enorme coincidência com os fatos atuais. Ao entrar no programa da Eliana, ela chega falando sobre álcool em gel e em manter distanciamento social. “Comprei na praça de alimentação álcool gel de pêssego e de framboesa. Temos que conversar a um metro de distância”, ela afirma no vídeo, antes de se afastar da apresentadora. Eliana pergunta por que ela está se afastando e Maísa responde: “Por causa do vírus. Entendeu?”. A apresentadora ainda diz: “Daqui a pouco você vai querer entrar de máscara aqui também”. Entre os que retuitaram o vídeo, o ator Alexandre Nero foi um dos mais impressionados. “Como assim gente???? Tô chocado!!! A Maisa sabia?????”, questionou. Na verdade, o programa é de 2009 e Maísa estava preocupada com outro problema da época, a epidemia do H1N1, que acabou não sendo tão grave. Mas a reação já demonstra a preocupação da jovem em passar exemplo. Hoje, ela recomenda o distanciamento social e o uso de máscaras contra o coronavírus em seu Instagram. Veja abaixo o vídeo da “coincidência”. Como assim gente???? Tô chocado!!! A @maisa sabia????? Maisa > Simpsons pic.twitter.com/RaV0J5UR9O — Nero (@alexnero) June 14, 2020
Morte de Rafael Miguel completa um ano com assassino foragido
A morte do ator Rafael Miguel e de seus pais completou um ano nesta terça (9/6). E o assassino da família ainda está foragido. Então com 22 anos, Rafael foi assassinado por Paulo Cupertino Matias, pai de sua namorada, que não aceitava o relacionamento dele com a filha. Na ocasião, o jovem foi com seus pais, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, visitar a família da menina para falar do namoro, já que o casal se gostava muito. A Polícia Civil acredita que o homem tenha disparado 13 tiros em direção às vítimas. Depois do crime bárbaro, ele fugiu. A própria filha do criminoso quer vê-lo preso. Isabela Tibcherani, a ex-namorada do ator, disse em entrevista ao G1 que “o dano é irreparável” e cobrou justiça: “Não sei em que pé andam as investigações pois passaram-se meses e pararam de me informar, o que me levou a pensar que o caso foi deixado de lado, esquecido”. A estudante, hoje com 19 anos, contou ainda que continua no processo de recuperação e que decidiu preservar a imagem dela, que ficou bastante exposta após o crime, dando um tempo das redes sociais. A irmã de Rafael, Camilla Miguel, usou o Instagram para prestar homenagem aos pais e ao irmão. Em um vídeo emocionante, ela falou que o ator costuma aparecer para ela em sonhos: “A última vez que você apareceu em um sonho para mim não quis olhar para ninguém, então eu não sei se você está bem. Sei que tinha tantos sonhos ainda”, disse a jovem, que também relatou que a saudade da família se transformou. “É engraçado que quando eu acho que mais vou me sentir mal é quando eu sinto a presença de vocês, a vida de vocês. A raiva, o ódio e a tristeza não tomam conta, mas obviamente não significa que a gente tenha superado. Eu só sinto vocês de uma forma muito bonita e gostosa, como se estivessem aqui”, disse Camilla na rede social. Rafael Miguel ficou conhecido por um comercial feito durante sua infância, em que pedia para a mãe comprar brócolis. O sucesso do vídeo de 2004 lhe abriu as portas na TV. Com 10 anos, ele fez sua primeira novela: “Cristal” (2006), no SBT. E emendou com participações, no mesmo ano, na minissérie “JK” e na novela “Pé na Jaca”, na Globo. Ainda integrou o elenco do premiado filme “Meu Mundo em Perigo” (2007), de José Eduardo Belmonte, e de mais duas produções da Globo – o telefilme “O Natal do Menino Imperador” e a novela “Cama de Gato” (ambos de 2008) – antes de voltar para o SBT, onde foi se destacar na versão mais recente de “Chiquititas”. Lançada em 2013, a produção fez enorme sucesso e ficou no ar por dois anos, totalizando 545 capítulos.
Zilda Cardoso (1936 – 2019)
A atriz Zilda Cardoso, a eterna Catifunda de inúmeros programas humorísticos, morreu aos 83 anos. Ela morava sozinha e foi encontrada morta em sua cama, na manhã desta sexta-feira (20/12), pela diarista que cuidava de sua casa no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Zilda se tornou indissociável da Catifunda, após interpretar a personagem por meio século em vários programas humorísticos como “Praça da Alegria”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “A Praça É Nossa”. Com forte sotaque da zona leste paulistana, Catifunda trazia sempre um charuto na mão e saudava os colegas com a expressão “Saravá!”. Mas a personagem não foi a primeira incursão de Zilda no humor. Ela estreou na TV em 1962, substituindo a atriz Eloísa Mafalda em um programa humorístico. No ano seguinte, conquistou o famoso (na época) Troféu Roquete Pinto na categoria Melhor Teleatriz Humorística. E logo ganhou seu próprio programa, “Zilda 23 Polegadas”, exibido entre 1962 e 1964 na TV Paulista. Após essa rápida ascensão, chamou atenção do produtor Manoel da Nóbrega, que a convidou a participar de seu programa “A Praça da Alegria”, na antiga TV Record (antes da Igreja Universal). Foi então que estourou com a Catifunda, a partir de 1964. Paralelamente, Zilda virou atriz de novelas, atuando em “Quatro Homens Juntos” (1965), “Mãos ao Ar” (1966) e “Meu Adorável Mendigo” (1973) na Record. Também estrelou dois filmes de Mazzaropi, “O Lamparina” (1964) e “Meu Japão Brasileiro” (1965), além de duas chanchadas tardias, “Golias Contra o Homem das Bolinhas” (1969), com Ronald Golias e Carlos Alberto da Nóbrega, e “Se Meu Dólar Falasse” (1970), com Dercy Gonçalves e Grande Otelo. Ela passou os anos 1980 no “A Praça É Nossa”, do SBT, indo para a Globo em 1990, como aluna da “Escolinha do Professor Raimundo”. A mudança foi bastante produtiva, pois a levou ainda a aparcer na série “Delegacia de Mulheres” e roubara cena na novela “Meu Bem, Meu Mal” como Elza, enfermeira de Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte). Mas, apesar do sucesso da personagem, não foi convidada para novos papéis, despedindo-se uma década depois com uma pequena aparição num episódio de “Você Decide”. Recentemente, a Globo resgatou a “Escolinha”, substituindo todos os atores clássicos. Na nova versão, quem vive a personagem Catifunda é a humorista Dani Calabresa, que lamentou a morte de Zilda no Instagram. “Eu sinto que tenho uma ligação muito especial com ela”, declarou emocionada em um vídeo. “Eu fico muito honrada, muito feliz, de poder fazer a personagem que eu amava na TV, de ter essa personagem emprestada.”
Charles Gutemberg (1962 – 2019)
O humorista Charles Gutemberg, mais conhecido como Rapadura, morreu na tarde desta terça-feira (26/11) em Jundiaí, aos 57 anos de idade. Ex-artista de circo, ele se tornou famoso ao participar dos programas “A Praça é Nossa” e “Dedé e o Comando Maluco”, do SBT. De acordo com as informações, ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em um hospital no interior de São Paulo. O humorista passou por uma cirurgia de intestino, mas devido a complicações do processo, precisou permanecer internado e veio a falecer nesta tarde. O sobrinho do humorista, Alisson Bruno, publicou uma mensagem em seu Instagram lamentando a morte do tio. “Acabei de perder meu tio. Para sempre vou ter amar”, escreveu. Uma mensagem publicada no perfil do humorista já havia adiantado que o estado de saúde era delicado: “Infelizmente o estado da saúde do Rapadura é grave. Ele continua na UTI, continuem orando por ele”, disse o texto. O portal da RedeTV! conversou por telefone com Marcelo Beny, o Bananinha, que era parceiro de trabalho de Rapadura e explicou como o estado de saúde do colega se agravou após ele passar pela operação. “Ele fez um cirurgia no intestino, na semana passada. Ai ele começou a se recuperar, mas estava sentindo dores. O médico disse que ele precisaria passar por uma nova operação pois tinha vazado alguma coisa”, explicou Benny. “Depois da segunda cirurgia, ele não conseguiu se recuperar do quadro de infecção e precisou fazer hemodiálise, mas eles tiveram que parar no meio porque ele não estava aguentando. Depois disso a família foi comunicada que não tinha muito mais o que fazer”, finalizou. O hospital informou em nota que o paciente teve falência de múltiplos órgãos em decorrência de cirurgia no aparelho digestivo. Charles Guttenberg estreou em “A Praça é Nossa” em 2004, junto de Dedé Santana. No ano seguinte, foi trabalhar com o colega em “Dedé e o Comando Maluco”, que fez grande sucesso ao ser transmitido aos domingos no SBT. No programa, ele vivia o Cabo Rapadura, irmão de Bananinha, interpretado por Marcelo Beny.











