Teaser apresenta série animada de Groot
A Marvel divulgou um novo pôster e o primeiro teser de “I Am Groot”, série sobre o personagem Groot, de “Guardiões da Galáxias”. A série é formada por cinco curtas-metragens estrelados pelo herói em sua fase de Baby Groot, contracenando com outros personagens novos e incomuns. Assim como nos filmes, a voz de Groot é providenciada por Vin Diesel, sob muito tratamento computadorizado, e o cineasta James Gunn assina a produção. O personagem também será visto neste ano num especial de Natal programado para dezembro na Disney+, antes de aparecer em “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, com lançamento marcado para abril de 2023. “I Am Groot” estreia na plataforma Disney+ no dia 10 de agosto.
Moon Girl and Devil Dinosaur: Nova série animada da Marvel ganha primeira prévia
A Marvel divulgou o pôster a primeira prévia de sua nova série animada, “Moon Girl and Devil Dinosaur”, durante a Comic-Con Internacional. O vídeo é uma cena completa da atração, que destaca a dificuldade da nova heroína para fazer seu dinossauro se comportar enquanto combate o crime, resultando em trapalhada ao tentar impedir um roubo. Anunciada em 2019, a animação vai acompanhar as aventuras de Lunella Lafayette (dublada por Diamond White, da série “Empire”), uma garota brilhante de 13 anos, e seu o Tiranossauro de estimação (voz de Fred Tatasciore, o Drax de “What If?”). Depois que Lunella — acidentalmente — traz o dinossauro para a cidade de Nova York, por meio de um vórtice temporal, a dupla passa a trabalhar para proteger as ruas da cidade que nunca dorme. Desenvolvida por Jeffrey M. Howard e Kate Kondell (ambos de “Phineas e Ferb, O Filme: Candace Contra o Universo”), a animação também conta com dublagens de Laurence Fishburne (“Matrix”), Alfre Woodard (“Luke Cage”), Libe Barer (“Sneaky Pete”), (Alison Brie (“GLOW”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”), Maya Hawke (“Stranger Things”), Jennifer Hudson (“Respect”), Cobie Smulders (“Homem-Aranha: Longe de Casa”), Wesley Snipes (“Blade”), Andy Cohen (“Love Connection”), Cliff “Method Man” Smith (“Power Book II: Ghost”), Craig Robinson (“Killing It”), Asia Kate Dillon (“Billions”), Michael Cimino (“Love, Victor”), Sasheer Zamata (“Woke”), Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”) e Gary Anthony Williams (“Pit Stop”). A série é a segunda animação baseada em personagens da Marvel criada especificamente para o Disney Channel. A primeira foi a atração derivada do longa “Operação Big Hero”. A estreia está marcada para 2023.
Alan Grant: Criador de vilões e histórias clássicas de Batman morre aos 73 anos
O artista britânico Alan Grant, roteirista dos quadrinhos de Batman e Juiz Dredd, morreu aos 73 anos na quinta-feira (21/7). O anúncio foi feito por sua esposa, Susan Grant, no Facebook, sem revelar a causa da morte. Nascido em Bristol, na Inglaterra, Grant cresceu na Escócia e começou a carreira como jornalista aos 18 anos, escrevendo para o jornal local Dundee Daily Courier. Ele passou a trabalhar como editor na empresa de revistas IPC nos anos 1970, onde sua dedicação à revista em quadrinhos “2000 AD” transformou o título num sucesso de vendas e transformou a marca num selo com várias publicações. Neste trabalho, formou uma grande amizade e parceria lendária com o roteirista John Wagner, o criador de Juiz Dredd. Os dois começaram a escrever juntos histórias para a publicação, que transformaram o Juiz Dredd no carro-chefe da “2000 AD” e num dos maiores ícones dos quadrinhos britânicos. As histórias de Grant e Wagner fizeram tanto sucesso que chamaram atenção do outro lado do Atlântico. A dupla foi contratada para escrever para a DC Comics. Seu primeiro título foi a série limitada “Outcasts”, lançada em 1987, seguida por histórias do Batman em 1988. Grant e Wagner introduziram o Ventríloquo em sua primeira história de Batman e o Caça-Ratos (Ratcatcher) em sua terceira. Mas depois de uma dúzia de edições, Grant passou a assinar as histórias sozinho, tornando-se um dos principais escritores de Batman até o final dos anos 1990. Nesta fase, criou o assassino Victor Zsasz, Jeremiah Arkham, Amídala e Anarquia (Anarky), entre outros vilões antológicos. Apesar da separação em Batman, a dupla voltou a trabalhar junta na minissérie “The Last American” da (hoje extinta) Epic Comics, no crossover de Batman e Judge Dredd publicado em 1991 e em “The Bogie Man”, sobre um doente mental escocês que acredita ser todos os personagens vividos por Humphrey Bogart no cinema. Esta minissérie independente de 1989 acabou virando um telefilme em 1992. Entre os projetos paralelos, Grant seguiu escrevendo histórias de vários personagens da DC nos anos 2000, como Lobo, LEGION (um spin-off da Legião dos Super-Heróis) e o Demônio, voltando a Batman para lançar um novo título, “Batman: A Sombra do Morcego”, além de ter sido um dos principais escritores do crossover “A Queda do Morcego” (Knight Fall no original), o mais longo arco já publicado nas revistas do herói, que deixou Batman temporariamente numa cadeira de rodas e durou aproximadamente 2 anos. O roteirista americano Tom King, que também escreveu histórias do Batman, lamentou a morte do colega nas redes sociais: “Arrasado com o falecimento de Alan Grant. Lobo, LEGION, Batman — suas histórias questionavam o que os quadrinhos de super-heróis poderiam ser e fazer: eram ríspidos, friamente cínicos e, no entanto, estranhamente — e maravilhosamente — continham uma poderosa e calorosa corrente de esperança. Grande escritor. RIP”. A editora 2000 AD também se manifestou em homenagem ao talento perdido. “Grant foi um dos melhores escritores de sua geração, combinando um olhar afiado para diálogo e a sátira política com uma profunda empatia que fazia seus personagens parecerem incrivelmente humanos e realistas. Através de seu trabalho, ele teve uma influência profunda e duradoura na 2000 AD e na indústria de quadrinhos”. Já a DC preferiu postar o vídeo de uma homenagem feita durante a Comic-Con Internacional, num painel do qual participavam artistas da editora, que dedicaram um minuto de aplausos aos feitos de Grant. Alan Grant will always be remembered as a comic book icon. Today, #SDCC salutes the DC trailblazer with a standing ovation, led by @TomTaylorMade, @TomKingTK, and @Bruno_Redondo_F. pic.twitter.com/8mi5dT1G4y — DC (@DCComics) July 21, 2022
“Resident Alien” é renovada para 3ª temporada
O canal pago americano Syfy renovou “Resident Alien” para sua 3ª temporada. Após três anos de muitos cancelamentos e raras renovações, o canal reverteu o curso graças a “Resident Alien”, que se revelou um hit. A atração é uma das poucas séries originais ainda em produção no canal e mantém uma das maiores audiências de sua programação desde seu lançamento. A primeira metade da 2ª temporada teve uma média de 2,3 milhões de espectadores por episódio, contando reprises e gravações digitais após uma semana de exibição, de acordo com dados da Nielsen. O Syfy ainda diz que, somando todas as plataformas, a audiência do programa cresce para quase 11 milhões de espectadores. A adaptação dos quadrinhos de mesmo nome da Dark Horse Comics traz o ator Alan Tudyk (o Sr. Ninguém da série “Patrulha do Destino”) no papel-título da produção. Criada por Chris Sheridan (roteirista-produtor de “Uma Família da Pesada”), a série acompanha um extraterrestre que cai em uma pequena cidade do Colorado, onde assume o corpo de um médico recluso, que foi assassinado. Tudo o que ele quer é ser deixado em paz enquanto aguarda um resgate que nunca vem. Mas as circunstâncias o forçam a sair de seu esconderijo remoto para resolver crimes como médico legista – e a questionar se a raça humana merece ser salva ou destruída. Publicados desde 2012, os quadrinhos do escritor Peter Hogan e do desenhista Steve Parkhouse já renderam seis minisséries completas – inclusive com a conclusão da história. A 1ª temporada da série já foi lançada no Brasil, e encontra-se disponível na plataforma de streaming Star+. Veja abaixo o trailer de “Resident Alien”.
Mauricio de Sousa prepara mais 15 produções ligadas à “Turma da Mônica”
Após o lançamento de “Turma da Mônica: A Série” nesta quinta (21/7) na Globoplay, a Mauricio de Sousa Produções anunciou que está trabalhando mais 15 produções, entre filmes e séries, ambientadas no universo das criações do autor de quadrinhos. Além do já anunciado filme live-action de “Chico Bento”, previsto para 2023, da série de animação adulta do “Astronauta” e da recentemente revelada atração live-action de “Franjinha e Milena em Busca da Ciência” para a HBO Max, Marcos Saraiva, produtor-executivo do núcleo audiovisual da MSP, disse que há cinco filmes centrados na “Turma do Penadinho”, que anteriormente estavam engavetados por conta da pandemia, uma série inspirada pela graphic novel “Jeremias: Pele”, um projeto de “Piteco” e uma produção animada chamada “Vamos Brincar”, voltada para crianças de três a cinco anos, que estreará em outubro no canal pago Gloob. O executivo também anunciou, para tristeza dos fãs, que “Turma da Mônica: A Série” marca a despedida do atual elenco de intérpretes. Mas os personagens voltarão em breve em quatro filmes da “Turma da Mônica Jovem”, com novos atores na faixa dos 20 anos. Segundo Saraiva, eles já foram escolhidos, embora ainda não tenham sido anunciados. As revelações foram feitas ao jornal Folha de S. Paulo, que adiantou que o primeiro longa da “Turma da Mônica Jovem” já vai estrear em 2023, com os próximos programados para chegar às telas nos anos seguintes, até 2026. De acordo com Saraiva, a troca dos atores se deu porque, além de não querer esperar até que as crianças de “Laços” e “Lições” crescessem o suficiente para interpretar a “Turma da Mônica Jovem”, o estúdio não quer vincular personagens a atores, como a Marvel fez com “Os Vingadores”, por exemplo. O modelo é “Batman”. “Reproduzir o modelo da Marvel seria um risco”, disse Saraiva, listando o alto cachê que os atores podem cobrar conforme ficarem famosos e o problema que causaria um ou outro se recusar a seguir interpretando o papel – o que, lá fora, já ameaçou a continuidade de franquias, como os próprios Vingadores. É pelo mesmo motivo que daqui a dois ou três anos a própria “Turma da Mônica” clássica, em sua versão infantil, deve passar por um reboot e ganhar uma nova versão nas telas com outras crianças nos papéis principais. Saraiva ainda revelou que Mauricio de Sousa está considerando criar uma “Turma da Mônica Adulta”, primeiramente para as páginas dos quadrinhos, antes de levar o conceito para as telas.
“Deadpool” entra na Disney+ e Ryan Reynolds aponta desenhos mais traumatizantes
A plataforma Disney+ anunciou que vai incluir os filmes de “Deadpool” e “Logan” em seu catálogo norte-americano. Eles serão também os primeiros filmes com classificação “R” (proibidos para menores de 17 anos nos EUA) disponibilizados pelo serviço, que desde seu lançamento em novembro de 2019 matinha uma linha estritamente “familiar” – isto é, infantil. E como Ryan Reynolds, o Deadpool, não perde a chance de fazer uma piada às custas da Disney, ele foi ao Twitter lembrar que, apesar disso, há desenhos clássicos da empresa capazes de traumatizar mais as crianças que a violência, nudez e palavrões de seus filmes. “Devemos anunciar que ‘Logan’ e ‘Deadpool’ em breve serão os primeiros filmes com classificação ‘R’ na Disney+. Mas todos sabemos que alguns filmes da Disney já deviam ser classificados como ‘R’ por trauma irreversível”, ele escreveu na rede social. E deu exemplos. Junto com a mensagem, ele publicação quatro avisos falsos da MPA (a Associação responsável pela indicação etária), apontando uma reclassificação “R” para quatro clássicos da Disney. O primeiro é “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937). “Classificado como ‘R’ para invasão à força de propriedade, poliandria e tenho certeza que aqueles diamantes não são livres de crueldade”, diz o texto em vermelho. Em seguida, vem uma notificação para o filme “O Meu Melhor Companheiro” (1957): “Classificado como ‘R’ por induzir ao choro desesperado pelo assassinato do cachorro do título. Além disso, abuso de ursos.” “O Rei Leão” (1994) também aparece com um notificação que diz: “Classificado como ‘R’ por fratricídio, maus tratos, muito possivelmente amor entre meios-irmãos ou pelo menos beijos entre primos. Sério.” E no topo da lista, o desenho animado que chegou a realmente causar furor na época de seu lançamento – e ainda hoje traumatiza crianças – , “Bambi” (1942). “Classificado como ‘R’ pelo assassinato à sangue frio de uma mãe veado, capaz de causar traumas pela vida inteira”. Confira o tuite original abaixo. We’re supposed to announce Logan and Deadpool will soon be the first R-rated movies on Disney+. But we all know some Disney movies should already be rated R for irreversible trauma. pic.twitter.com/FoIbiwKhiG — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) July 21, 2022
Assassinato de Daniella Perez e Turma da Mônica são principais séries da semana
A programação de séries destaca duas atrações brasileiras. Tanto a atração documental sobre o assassinato de Daniella Perez quando a adaptação da Turma da Mônica estreiam em streaming nesta quinta (21/7). Há também uma série de true crime argentina, comédias sobrenaturais sul-coreanas e diferentes produções americanas – a maioria, disponível a partir de sexta. Confira abaixo as 10 melhores novidades entre as séries de streaming, numa seleção de lançamentos para acompanhar nesta semana. | PACTO BRUTAL: O ASSASSINATO DA DANIELLA PEREZ | HBO MAX A série documental de cinco episódios sobre o caso da atriz Daniella Perez, que foi assassinada em 1992, traz depoimentos doloridos da mãe da atriz, a autora Gloria Perez, do marido dela, Raul Gazolla, além de amigos – até Roberto Carlos! – e especialistas que estiveram envolvidos nas investigações. A morte brutal da estrela da Globo foi um dos crimes mais célebres do Brasil e em mais de um sentido, já que os envolvidos eram celebridades conhecidas. Maior estrela da telenovela “De Corpo e Alma”, escrita por sua mãe, Daniella foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. Seu corpo foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de arma branca. Segundo o processo, a motivação do crime foi o fato de Guilherme acreditar que seu papel na novela estava diminuindo por culpa da atriz. “Eu sempre quis contar essa história da forma como ela aconteceu. A Dani estava bem na carreira. A vida parecida uma estrada linda, aberta. A gente só via coisas boas no horizonte. Mas, de repente, tudo isso explodiu. Foi sugado. A verdade é uma só, as versões são muitas”, resume Gloria Perez, cujo relato norteia a narrativa. Ela gravou mais de 20 horas de depoimento para a série documental e, segundo relatos, a equipe de bastidores chorou durante as gravações. Com direção de Tatiana Issa (“Dzi Croquettes”) e Guto Barra (“Yves Saint-Laurent: My Marrakesh”), que também assina o roteiro, o projeto foi idealizado por Issa, que começou a carreira como atriz e era próxima de Daniella. Em 1992, ano do assassinato, ela atuava na novela “Deus nos Acuda” com Gazolla. | TURMA DA MÔNICA: A SÉRIE | GLOBOPLAY Continuação dos filmes da “Turma da Mônica”, a série volta a reunir os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Milena (Emilly Nayara), que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. Só que os personagens não são mais crianças – com Mônica e Magali descobrindo o batom – , mas, segundo Cebolinha, também não viraram ainda adolescentes. Quem vem para atualizar o mundinho deles é Carminha Frufru (Luiza Gattai, que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), uma menina mais ligada nas expectativas da sociedade, que “chega chegando” no bairro do Limoeiro. E junto com ela vem um mistério, com direito à referência de uma cena famosa do terror “Carrie, a Estranha” (1976) – em versão de banho de lama, em vez de sangue. A atração é comandada por Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta ainda com os personagens Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), e Feitoso Araújo, o Capitão Feio, encarnado por Fernando Caruso (“Vai que Cola”). | MARÍA MARTA, O ASSASSINATO NO COUNTRY CLUBE | HBO MAX Atração do filão true crime, a série dramatiza o caso da argentina María Marta García Belsunce, achada morta pelo marido no banheiro de sua casa, num condomínio de luxo de Buenos Aires, em 2002. O que a princípio parecia um acidente doméstico, tornou-se um dos crimes mais emblemáticos da história da Argentina. A investigação já foi narrada na série documental “Quem Matou María Marta?”, lançada em 2020 na Netflix. Já a versão com atores inclui duas personagens que fazem um blog para ajudar o acusado – e o espectador a se situar na trama. Já que, quando todos acham que o crime foi resolvido, surgem novas dúvidas. A série foi desenvolvida por Martín Méndez (“Maradona: Conquista de um Sonho”), dirigida por Daniela Goggi (“A Linha Vermelha do Destino”) e destaca em seu elenco Laura Novoa e Jorge Marrale (ambos de “Papa Francisco, Conquistando Corações”), como María Marta e seu marido, além de Mike Amigorena (“Limbo… Até eu Decidir”), Nicolás Francella (“A Grande Dama de Cinema”), Carlos Belloso (“A Odisseia dos Tontos”), Muriel Santa Ana (“Mamãe Foi Viajar”), Valeria Lois (“Muito Louca”), Guillermo Arengo (“Santa Evita”) e Ana Celentano (“Farol das Orcas”). | ANIMAL KINGDOM 6 | HBO MAX Uma das 10 séries mais assistidas da TV paga americana, a trama chega a sua 6ª e última temporada após perder alguns integrantes importantes de seu elenco nos últimos dois anos. Inspirada no filme “Reino Animal” (2010), de David Michôd, a série acompanhando a rotina de uma família de criminosos, que no começo era comandada pela matriarca Smurf (a veterana Ellen Barkin). Para compensar a saída trágica de cena dos personagens de Barkin e de Scott Speedman, a 4ª temporada ainda acrescentou Emily Deschanel em seu primeiro papel desde o fim de “Bones” (onde viveu a personagem-título por 12 temporadas). Mas ela também não sobreviveu ao conflito intenso da trama criminal, que chega ao fim com a família Cody disputando o legado de Smurf. David Michôd, que escreveu e dirigiu o filme original, participa da produção, mas o projeto é do roteirista Jonathan Lisco (de “Southland”), com supervisão de John Wells (responsável também pelo remake de “Shameless”). | VIRGIN RIVER 4 | NETFLIX O sucesso romântico do streaming, estrelado por Martin Henderson (ex-“Grey’s Anatomy”) e Alexandra Breckenridge (ex-“American Horror Story”), chega a sua 4ª temporada grávido, mas sem a menor pressa de dar à luz. Criada por Sue Tenney (que também criou “A Bruxa do Bem” e escreveu “Sétimo Céu”), a série conta a história de Mel Monroe (Breckenridge), uma jovem que vai trabalhar como parteira e enfermeira na cidade-título do seriado. Em pouco tempo, ela se adapta ao novo lar e se reconcilia consigo mesma, e neste processo encontra o amor com um morador local, Jack (Henderson). Mas como essa novela tem que durar vários capítulos, esse amor é marcado por inevitáveis idas e vindas e uma passagem de tempo muito muito lenta. O casal já enfrentou inúmeras reviravoltas e o terceiro ano terminou com Mel grávida. No entanto, a trama deixou em dúvida quem é o pai da criança, situação que deve causar mais tensão até ser resolvida na nova temporada. Não sem antes apresentar novas complicações, porque a série foi renovada para o quinto ano e precisa continuar prendendo a atenção até o final feliz. | VENDA SUA CASA ASSOMBRADA | NETFLIX O terrir sobrenatural sul-coreano gira em torno de Hong Ji A, uma mulher que herdou de sua mãe a capacidade de realizar exorcismos e a Imobiliária Daebak. Um dia, ela cruza com um vigarista especializado em exorcismos fraudulentos, que lhe faz uma proposta: vender casas assombradas por espíritos vingativos a preços baixos, após uma limpeza espiritual, e assim faturar com o que ninguém lucraria, porque nenhuma outra corretora possui os talentos de Hong Ji A. O elenco destaca Jang Na-ra (“Oh My Baby”) e Jung Yong-hwa (“Golpe de Sorte”). | ALQUIMIA DAS ALMAS | NETFLIX A comédia de fantasia combina drama de época, romance, intrigas políticas, artes marciais e bruxaria. Passada num país fictício da era feudal, acompanha uma feiticeira e guerreira poderosa presa no corpo de uma mulher frágil, que para sobreviver se torna serva de um jovem lorde incompreendido, a quem ensina a lutar. Extremamente bem-sucedida na Coreia do Sul, a produção traz a marca das irmãs Hong, criadoras de vários K-Dramas de romance e fantasia, como “Hotel del Luna”, “A Korean Odyssey” e “Master’s Sun”. O elenco traz Jung So-Min (“Porque Esta é a Minha Primeira Vida”) e Lee Jae-Wook (“Memórias de Alhambra”) nos papéis principais. | TRYING 3 | APPLE TV+ A primeira série britânica da Apple TV+ é uma dramédia sobre adoção. Rafe Spall (“Jurassic World 2: Reino Ameaçado”) e Esther Smith (“Cuckoo”) vivem um casal que não consegue conceber filhos e resolve adotar duas crianças. Mas existem obstáculos que podem ser intransponíveis. Mesmo quando tudo parece tudo resolvido, novas ameaças burocráticas surgem na 3ª temporada. Além de suas interações com a equipe responsável pelo sistema de adoção, os episódios mostram os amigos disfuncionais, família maluca e vidas caóticas do casal. Criada por Andy Wolton (“O Incrível Mundo de Gumball”), “Trying” ainda destaca em seu elenco a atriz Imelda Staunton (da franquia “Harry Potter” e da série “The Crown”) como uma excêntrica assistente social. | JURASSIC WORLD: ACAMPAMENTO JURÁSSICO 5 | NETFLIX A última aventura da série – e até onde se sabe da franquia – derivada de “Jurassic World” acompanha os personagens em sua derradeira tentativa de fuga. Afinal, escapar da Ilha Nublar não foi o fim da aventura, apenas uma mudança de nível, acumulando mais ataques de dinossauros e… robôs! A série iniciou em meio aos acontecimentos do filme “Jurassic World” de 2015 e acompanha um grupo de seis adolescentes que se veem perdidos em meio à fuga dos dinossauros no parque temático. Mas conforme a ação continua, os jovens acabam testemunhando segredos de bastidores e experiências genéticas de uma empresa rival em ilhas vizinhas, lideradas pelo pai de um deles. E tudo se conecta com os filmes, culminando na trama de “Jurassic World: Domínio”. A animação foi desenvolvida por Scott Kreamer (“Kung Fu Panda: Lendas do Dragão Guerreiro”) e Lane Lueras (“Star vs. As Forças do Mal”), e conta com produção de Steven Spielberg e Colin Trevorrow, respectivamente diretores de “Jurassic Park” (1993) e “Jurassic World” (2015). | PRIMAL 2 | HBO MAX A série pré-histórica, altamente estilizada, é a nova criação animada de Genndy Tartakovsky, pai de “O Laboratório de Dexter” e “Samurai Jack”, além de diretor de “Star Wars: Clone Wars” e “Hotel Transilvânia”. Mas, diferente das atrações anteriores, a produção é adulta e inclui muita violência. Os personagens centrais são um Neanderthal e um Tiranossauro (chamados Spear e Fang nos créditos) que lutam para sobreviver contra a fauna e as pessoas perigosas que vivem em seu mundo anacrônico. Embora muito diferentes, eles compartilham uma jornada de “amigos”, após serem unidos pela mesma tragédia – ambos tiveram as famílias mortas por criaturas selvagens. A 2ª temporada chega após a produção vencer cinco prêmios no Emmy, incluindo Melhor Série Animada no ano passado.
Personagens da Turma da Mônica deixam de ser crianças no trailer da série
A Globoplay divulgou o pôster e o trailer da série live-action da “Turma da Mônica”. A prévia destaca que os personagens não são mais crianças, com Mônica e Magali descobrindo o batom. Mas, segundo Cebolinha, eles ainda não viraram adolescentes. O trailer também inclui referência a uma cena famosa do terror “Carrie, a Estranha” (1976) ao anunciar que a trama terá um mistério. Só que em vez de sangue de porco, o banho na vítima da vez é de lama. A atração é comandada por Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta com os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). Além disso, Milena (Emilly Nayara), que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições”, está sendo considerada como quinta integrante da Turma, conforme mostra o pôster oficial. As gravações também aconteceram nas mesmas locações dos filmes, em Poços de Caldas, Minas Gerais. Entre as novidades estão as chegadas de Carminha, vivida por Luiza Gattai (que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), sua mãe Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), e Feitoso Araújo, o Capitão Feio, encarnado por Fernando Caruso (“Vai que Cola”). Intitulada “Turma da Mônica – A Série”, a atração vai chegar à plataforma de streaming Globoplay já nesta quinta-feira, 21 de julho.
“Homem-Aranha” volta aos cinemas com cenas inéditas em setembro
A Sony Pictures anunciou as datas de estreia da versão estendida de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” em todo o mundo. No Brasil, o blockbuster vai voltar aos cinemas no feriado de 7 de setembro. O relançamento do filme com cenas inéditas comemora dois aniversários do Homem-Aranha: os 60 anos da criação do herói nos quadrinhos e os 20 anos de seu primeiro filme. A edição estendida ganhou o subtítulo em inglês de “The More Fun Stuff Version” (A Versão com Mais Coisas Divertidas, em tradução literal) e será lançada em 2 de setembro nos Estados Unidos e no Canadá. Veja abaixo o anúncio oficial, com participação dos três Homens-Aranhas do cinema – Tobey Maguire, Andrew Garfield e Tom Holland. Swinging soon to a theater near you! Check out the global releases for #SpiderManNoWayHome – The More Fun Stuff Version and save the date! 🕸 📆 pic.twitter.com/IUTIzTwHbB — Spider-Man: No Way Home (@SpiderManMovie) July 19, 2022
Terminam filmagens de “Besouro Azul”
Mais um filme de super-heróis encerrou sua produção. O ator Xolo Maridueña (o Miguel Diaz de “Cobra Kai”) revelou em seu Instagram o término das filmagens de “Besouro Azul”, publicando uma foto da comemoração, em que recebe um abraço e um beijo do diretor Ángel Manuel Soto (premiado no Festival de Sundance pelo drama indie “Twelve”). “Obrigado a todo o elenco e equipe que tornaram isso possível. Estou tão orgulhoso do que todos realizaram e ainda mais orgulhoso de nos chamar de família”, ele escreveu ao lado da imagem, acrescentando um obrigado especial ao diretor “por confiar em mim para dar vida a Jaime”. Ángel Manuel Soto confirmou o final dos trabalhos em seu Stories, chamando “Besouro Azul” de “o filme mais difícil da minha carreira”. A produção também conta com Susan Sarandon (“Thema e Louise”) e a brasileira Bruna Marquezine (“Maldivas”), que nesta semana divulgou uma foto dos bastidores – que não podia ter divulgado e que foi rapidamente deletada (tarde demais), após de se espalhar pela internet (acima). Marquezine também acrescentou um coração azul em forma de emoji ao post original de Maridueña. E ele respondeu: “Minha favorita, Penny”, fazendo referência à personagem da atriz. “Besouro Azul” é o primeiro filme de super-herói latino feito nos EUA. A produção é centrada na terceira e mais recente versão do Besouro Azul nos quadrinhos: Jaime Reyes, jovem que ganha superpoderes ao encontrar uma tecnologia alienígena. Ao se fundir à sua espinha, o traje tecnológico extraterrestre possibilita ao adolescente do Texas aumentar sua velocidade e sua força, além de materializar armas, asas e escudos. Só que a Inteligência Artificial que acompanha a roupa quer usar essa tecnologia para ajudar uma invasão da Terra. O personagem foi criado por Keith Giffen, John Rogers e Cully Hamner em 2006 na saga “Crise Infinita”. Desde então, ele ingressou nos Titãs e apareceu na série animada da Justiça Jovem. A versão de cinema foi escrita por Gareth Dunnet-Alcocer (do remake de “Miss Bala”) e tem estreia prevista para 17 de agosto de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xolo Mariduena (@xolo_mariduena)
Cena pós-créditos de “Ms. Marvel” foi feita por diretora de “As Marvels”
A cena pós-créditos da 1ª temporada de “Ms. Marvel” não foi gravada pelos diretores da série, a dupla Bilall Fallah e Adil El Arbi (de “Bad Boys para Sempre”). Em entrevista ao site ComicBook, El Arbi revelou que o momento em que Carol Danvers (Brie Larson) aparece no quarto de Kamala Khan (Iman Vellani) foi realizada por Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”), que vai dirigir “As Marvels”. “Ela também não sabia que estava dirigindo aquela cena para ser incluída na nossa série. É meio assim que Kevin Feige opera. Todo mundo trabalha separadamente, e sempre há momentos em que fazemos coisas que não sabemos onde vão parar. Ele sempre nos diz a mesma coisa: ‘Só se foque nisso'”, comentou. El Arbi revelou que ele e seu parceiro de direção perguntaram continuamente para Feige, durante as filmagens, se Carol Danvers/Capitã Marvel poderia fazer uma aparição na série. “Ele sempre nos dizia: ‘Não se preocupe com isso, vocês vão ver’. Só descobrimos tudo quando estávamos editando a versão final do episódio. Do nada, depois dos créditos, ela aparecia”, completou. Logo após esta cena, um texto avisa para não deixar dúvidas sobre o gancho: “Ms. Marvel voltará em em ‘As Marvels'”. Além do retorno de Brie Larson como Carol Danvers/Capitã Marvel e Iman Vellani como Kamala Khan/Ms. Marvel, “As Marvels” também contará com Samuel L. Jackson repetindo seu papel de Nick Fury e Teyonah Parris como a Monica Rambeau de “WandaVision”. O filme tem roteiro de Megan McDonnell (da equipe de “WandaVision”) e estreia marcada apenas para 27 julho de 2023 no Brasil. O último episódio da 1ª temporada de “Ms. Marvel” foi disponibilizado na quarta passada (13/7) na Disney+.
Reportagem revela detalhes tóxicos dos bastidores da “Liga da Justiça de Zack Snyder”
A revista americana Rolling Stone publicou nesta terça (19/7) uma reportagem bombástica sobre os bastidores do Snyder Cut, a versão do diretor conhecida como “Liga da Justiça de Zack Snyder”. Na apuração, a atividade online de supostos fãs de Zack Snyder para pressionar a Warner pelo lançamento – e coisas mais – é descrita como “campanha tóxica” e teria sido uma orquestração do próprio cineasta, resultando em várias atividades polêmicas. Para começar, a volumosa campanha online que convenceu a Warner a produzir uma nova versão de “Liga da Justiça” teria sido alimentada artificialmente por contas falsas e bots no Twitter. A revista teve acesso a relatórios de mídia social encomendados pela WarnerMedia. Os levantamentos mostram que 13% das contas engajadas no movimento #ReleaseTheSnyderCut eram falsas ou operadas por robôs, bem acima da proporção encontrada nas hashtags que chegam aos Assuntos do Momento do Twitter. Além disso, a publicação contatou três empresas especializadas em rastrear a autenticidade das campanhas de mídia social. Q5id e Graphika também detectaram atividades inautênticas provenientes do SnyderVerso – apelido da comunidade de fãs do diretor. E a Alethea Group descobriu que o domínio forsnydercut.com – que afirma ter feito a hashtag #ReleaseTheSnyderCut se tornar viral em maio de 2018 – foi registrado por uma pessoa que também dirigia uma agência de publicidade (hoje extinta) que dizia ser capaz de trazer “tráfego do tamanho de ‘Avatar’, barato e instantâneo para seu site”. A Rolling Stone também conversou com mais de 20 pessoas envolvidas com a versão original de “Liga da Justiça” e a maioria acredita que o diretor se dedicou a estimular e manipular a campanha. A reportagem resgata muitos detalhes da produção do filme original, incluindo os conflitos entre Snyder e executivos da Warner pela duração e tom do filme, e que motivaram a contratação de um substituto antes mesmo de Snyder se afastar devido à morte da filha. Joss Whedon recebeu a missão de fazer refilmagens extensas enquanto Snyder ainda estava à frente do longa. Com o afastamento do diretor original, Whedon ganhou carta branca para mudar quase tudo. Synder não esqueceu. Após convencer os novos chefes da então recém-criada WarnerMedia a realizar a reedição do filme para engajar seus supostos milhões de fãs na HBO Max, Snyder teria orquestrado um ataque contra os executivos que organizaram sua substituição. Segundo a Rolling Stone, uma campanha de difamação teria sido combinada com o ator Ray Fisher, que interpretou o Ciborgue em “Liga da Justiça” e acusou os produtores Geoff Johns e Jon Berg de racismo e negligência. Foram os dois que tiraram o controle criativo do filme das mãos do diretor. Procurado pela Rolling Stone, Snyder confirmou que pediu à Warner para que retirasse os nomes dos produtores de sua versão do filme, mas negou qualquer coordenação com Fisher, que também acusou Whedon de comportamento abusivo no set – nesse caso, com alegações corroboradas por Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha, entre outros. Entretanto, a revista ouviu fontes que apontam que o envolvimento de Snyder foi além de um “pedido pessoal” para cortar os créditos dos produtores. Snyder teria confrontado um executivo do departamento de pós-produção do estúdio com uma ameaça: “Vou destruí-los nas redes sociais”. À medida que as exigências de Snyder aumentavam nos bastidores – inclusive por mais dinheiro para incluir novas filmagens para sua versão da “Liga da Justiça” – uma enxurrada de ataques foram direcionados à Warner Bros. nas redes sociais. Além da exigência de demissão de executivos, vieram pedidos de boicotes e até mesmo ameaças de morte. Esses ataques de “fãs” buscaram atingir qualquer pessoa ou coisa que pudesse atrapalhar Snyder, incluindo diretores como Adam Wingard, porque o lançamento de “Godzilla vs. Kong” ofuscou o Snyder Cut na HBO Max, e filmes como “Mulher-Maravilha 1984”, porque foi escrito por Geoff Johns. Até a ex-presidente da DC Entertainment, Diane Nelson, foi assediada por elogiar o “Coringa” de Todd Phillips, porque o filme ia contra o cânone do SnyderVerso. Ela chegou a deletar a conta do Twitter, tamanha a perseguição. Um dos fatos mais terríveis aconteceu três meses antes do lançamento da “Liga da Justiça de Zack Snyder”, quando uma conta no Instagram com o nome @daniras_ilust postou uma imagem grotesca, retratando as cabeças decapitadas de Johns, do presidente da DC Films Walter Hamada e do ex-presidente da Warner Bros. Toby Emmerich. A imagem circulou rapidamente entre os devotos do SnyderVerso, que até marcaram contas de mídia social dos filhos dos executivos. Após esta postagem alarmante, a WarnerMedia ficou preocupada com a integridade de seus funcionários e encomendou em sigilo uma série de relatórios de uma empresa de segurança cibernética terceirizada para analisar a trollagem. Um relatório secreto foi produzido, que teria identificado a concentração de disparos em três contas específicas, responsáveis por espalhar “ordens” para seguidores. O estúdio se recusou a comentar as descobertas com a Rolling Stone, alegando que o problema era relativo à administração passada – tecnicamente, a WarnerMedia não existe mais, substituída pela Warner Bros. Discovery. Em sua defesa, Snyder disse que nunca manipulou as redes sociais. Ele afirma que, “se alguém” usou robôs foi a Warner Bros. “tentando alavancar minha base de fãs para reforçar os assinantes de seu novo serviço de streaming”. “Nem eu nem a minha esposa [Deborah Snyder, produtora dos filmes de Zack] falamos nada negativo sobre Johns e Berg em entrevistas ou nas redes sociais. A remoção dos nomes deles era algo importante porque este não era o filme em que eles acreditavam, que eles desenvolveram ou que ajudaram a fazer”, declarou. O diretor ainda acrescentou que, “como artista, foi recompensador finalmente ver minha visão levada à fruição” no Snyder Cut, especialmente depois de “passar por um momento tão difícil em minha vida”. “Eu me sinto grato aos fãs e à Warner por permitirem que isso acontecesse. Continuar remoendo a negatividade e os rumores não serve a ninguém”, completou. Entretanto, a campanha não terminou com o lançamento do Snyder Cut em 18 de março de 2021. O site The Wrap informou em maio que os bots podem ter levado Snyder a ganhar os primeiros prêmios de “público” do Oscar neste ano. Na votação online, “Liga da Justiça de Zack Snyder” teve uma de suas cenas lembradas como um dos momentos mais icônicos do cinema e “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, também de Snyder, venceu como filme favorito do público. A firma de consultoria Tweetbinder, que rastreia e analisa hashtags, indicou tendência de manipulação por bots nestas votações. Mas não é necessário ouvir especialistas para questionar a realidade dos fãs que pediram e adoraram o Snyder Cut. Basta verificar o desempenho de “Liga da Justiça de Zack Snyder”, que jamais entrou nas listas de produções mais vistas do streaming. De fato, o lançamento não foi destaque nem no Brasil, ausente da lista das séries e filmes mais vistos na celebração do primeiro ano da HBO Max no país. O fracasso da “Liga da Justiça” original costuma ser apontado como fator de pânico entre os executivos da empresa Time-Warner, que entraram numa negociação apressada de venda para a AT&T em novembro de 2017, mesmo mês em que o filme foi lançado. Empresa de telefonia e comunicação sem experiência com produção de conteúdo, a AT&T relançou o conglomerado de mídia como WarnerMedia em 2018 e tomou várias decisões equivocadas que acumularam uma dívida recorde e desvalorizaram seu patrimônio. Sem paciência para esperar a HBO Max decolar em meio à pandemia, e com o alto investimento em “Liga da Justiça de Zack Snyder” sem resultar na atração de mais assinantes para o serviço, a AT&T tratou de encerrar rapidamente a aventura da WarnerMedia, passando o controle da companhia para uma empresa bem menor que a própria Warner, a Discovery, que assumiu neste ano o comando da nova versão do conglomerado, batizada de Warner Bros. Discovery.
Série da Arlequina ganha trailer violento
A HBO Max divulgou o pôster e o terceiro trailer da 3ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada adulta da Arlequina. E se trata do trailer mais impróprio de todos, com violência sanguinária e muitos palavrões em inglês. O vídeo traz Harley e Ivy (a Hera Venenosa) em namoro assumido, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da segunda de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. Os novos episódios vão estrear em 28 de julho nos EUA, mas não há data confirmada para o Brasil. As duas primeiras temporadas demoraram a ser disponibilizadas no serviço nacional da HBO Max.












