Atriz de Scream Queens será mutante telepata na série The Gifted
A atriz Skyler Samuels, estrela da 1ª temporada de “Scream Queens”, entrou no elenco da série “The Gifted”, que se passa no universo dos filmes e quadrinhos dos X-Men. O papel de Samuels será recorrente e importante na trama. O nome da personagem está sendo guardado em sigilo, o que provavelmente significa que se trata de uma heroína conhecida da Marvel. Apesar do segredo, seus poderes foram revelados: trata-se de uma mutante telepata, que possui um passado misterioso. O fato de a atriz ser loira fez muita gente imaginar Emma Frost, vivida por January Jones em “X-Men: Primeira Classe” (2011). Porém, há também as clones da personagem, conhecidas como as irmãs Stepford, em especial Esme Cuckoo, que foi responsável por matar Emma e morreu/ressuscitou várias vezes nos quadrinhos. Criada por Matt Nix (série “Burn Notice”), a atração começou recentemente a incorporar os Farejadores, mutantes que sofreram lavagem cerebral e são usados para caçar outros mutantes, e a nova telepata pode ser um deles. Além da personagem de Samuels, “The Gifted” vai introduzir dois outros mutantes conhecidos dos quadrinhos, os irmãos Andreas (o estreante Paul Cooper) e Andrea von Strucker (da vindoura “The Marvelous Mrs. Maisel”). Vale lembrar que o nome da família central da trama é Strucker. Nos quadrinhos, o Strucker mais famoso é o Barão von Strucker, inimigo do Capitão América, vivido por Thomas Kretschmann em “Vingadores: Era de Ultron” (2015). Andreas e Andrea são seus filhos gêmeos, que tiveram os genes manipulados para ganhar superpoderes. No próximo capítulo, Reed Strucker (Stephen Moyer, de “True Blood”) conhecerá um segredo de sua família, que provavelmente tem a ver com os gêmeos. Intitulado “threat of eXtinction”, o episódio vai ao ar na noite de segunda (20/11) na Fox, tanto nos EUA quanto no Brasil.
Agents of SHIELD revela cena com alienígenas e pôster da 5ª temporada
A Marvel divulgou uma cena e um novo pôster da 5ª temporada de Agents of SHIELD, com direito a ataque de criatura alienígena, armas de raios e fuga dos protagonistas pelos corredores de uma nave espacial. A sinopse oficial não fornece detalhes sobre os alienígenas. Diz apenas que, dando sequência ao cliffhanger da temporada passada, Coulson (Clark Gregg) acorda a bordo de uma nave e descobre que alguns, mas não todos, de seus agentes foram levados junto com ele para o espaço. Ao entrar em contato com outras pessoas na nave, eles descobrem que algo está terrivelmente errado, pois os demais acreditam que eles irão salvá-los. Apesar da falta de explicações, os monstros são parecidos com a Ninhada (the Brood), criada por Chris Claremont e Dave Cockrum numa história dos X-Men de 1982. Além disso, a série também terá aparições dos krees, outra raça alienígena, criada por Stan Lee e Jack Kirby nas páginas do Quarteto Fantástico em 1967, além de novos personagens humanos e inumanos, que tiveram suas fotos e descrições apresentadas anteriormente. Os novos personagens são Deke (Jeff Ward, da série “Channel Zero”), um sobrevivente que ajuda as pessoas por um preço, Tess (Eve Harlow, de “The 100”), uma mulher autossuficiente e esperançosa, que lida com circunstâncias desesperadoras, Flint (Coy Stewart, de “Bella and the Bulldogs”), um inumano capaz de controlar pedras, e Grill (Pruitt Taylor Vince, de “Heroes: Reborn”), sujeito mal-humorado que não tem ilusões sobre o mundo em que vive. A 5ª temporada de “Agents of SHIELD” estreia no dia 1º de dezembro pela rede ABC nos Estados Unidos, com a exibição de um episódio duplo de duas horas de duração. No Brasil, a série faz parte da programação do canal pago Sony.
Joss Whedon curte comentários negativos sobre vilão de Liga da Justiça no Twitter
O diretor Joss Whedon, que refez parcialmente as filmagens da “Liga da Justiça”, concorda com as críticas negativas disparadas contra o vilão do filme. Ele “curtiu” vários tuítes que criticavam Lobo da Estepe (Ciaran Hinds), entre eles o da jornalista Joanna Robinson, da revista Vanity Fair, que comparou o novo vilão cinematográfico da DC com Malekith, vivido por Christopher Eccleston em “Thor: O Mundo Sombrio” (2013). “Lobo da Estepe, de ‘Liga da Justiça’, é o pior vilão de filme de quadrinhos de todos os tempos e nem mesmo Malekith, o maldito, chega perto”, ela escreveu. O cineasta curtiu o comentário. Ele também aprovou outro post, em que ela lista os melhores vilões das adaptações de quadrinhos, incluindo o Coringa de Heath Ledger, o Loki de Tom Hiddleston, o Zod de Terence Stamp e o Magneto de Ian McKellen. Mas não ficou nisso. Um usuário do Twitter postou que Lobo da Estepe lembrava Tim Curry na fantasia juvenil “A Lenda”, de 1985. Robinson concordou e Whedon curtiu. Joss Whedon compartilha os créditos do roteiro de “Liga da Justiça” com Chris Terrio (“Batman vs. Superman”), além de ter refeito diversas cenas dirigidas por Zack Snyder. Mas o vilão já existia quando ele entrou no filme em maio. A crítica americana considerou Lobo da Estepe o ponto mais frágil da produção, que também teve efeitos visuais considerados fracos para o gênero. Os “likes” de Whedon são exemplos de críticas sutis, mas não deixam de lembrar a reação de Josh Trank na véspera da estreia de “Quarteto Fantástico”. Diante das avaliações negativas, o diretor criticou explicitamente a Fox por mudar todo o seu filme, mas apagou tudo logo em seguida, após uma provável dura do estúdio. Trank não falou mais nada à respeito da adulteração de seu longa-metragem, perdeu produções que desenvolvia e está desde 2015 sem dirigir nenhum filme.
Supergirl tem crossover inesperado com Smallville
A série “Supergirl” teve um crossover inesperado em seu episódio desta semana, que contou com a “participação” de uma personagem sumida desde o final de “Smallville” (2001–2011), primeira atração do universo televisivo da DC Comics exibida pela rede CW nos Estados Unidos. Intitulado “Midvale”, nome da cidade natal das irmãs adotivas Kara (Melissa Benoist) e Alex (Chyler Leigh), o episódio é um longo flashback sobre as adolescências das protagonistas, com direito à trilha da época – Gwen Stefani e The Eames Era. O que inicia em clima de comédia de John Hughes não demora para virar um suspense ao estilo de “Riverdale”, com as irmãs resolvendo seu primeiro caso juntas, o assassinato do colega de aula favorito, enquanto criam laços de família. O detalhe é que a investigação precisa de um hacker capaz de quebrar a encriptação de imagens de um laptop. E Chloe Sullivan, amiga do “primo” Clark Kent, é citada nominalmente. Embora não apareça em cena, ela envia emails e é graças à sua habilidade com o computador que a identidade do assassino vem à tona na hora certa, impedindo que Alex se tornasse a próxima vítima. Para azar dos produtores, o timing foi um pouco infeliz, já que Allison Mack, a intérprete de Chloe, foi acusada recentemente de liderar uma seita de escravas sexuais. Mas esta não foi a única ligação do episódio com “Smallville”. A atriz Erica Durance, intérprete de Lois Lane na série clássica, fez uma aparição física na história. Importante registrar que a participação de Durance em “Supergirl” é um pouco confusa, já que ela entrou na atual temporada como substituta da atriz que interpretava a mãe biológica da heroína e isto nunca ficou muito claro nos episódios. Para complicar ainda mais, sua presença em “Midvale” se deu com outra identidade, assumida pelo Caçador de Marte (David Harewood) para convencer a adolescente Kara (Izabela Vidovic) a não usar seus poderes na escola. Na trama, o marciano é contatado pela mãe adotiva de Kara (vivida por Helen Slater, a Supergirl dos anos 1980) e assume a aparência da mãe biológica da jovem, num encontro-surpresa, em que diz ser uma agente do FBI. O detalhe final de confusão referencial fica por conta do nome que Durance usa na cena: Noel Neill, primeira atriz a interpretar Lois Lane no cinema. Assim, Erica Durance acabou referenciando Lois Lane no episódio de “Smallville” de “Supergirl”. Há também uma citação de humor negro à “South Park”. Escrito por Caitlin Parrish (do drama indie “The View from Town”), “Midvale” foi ao ar na segunda-feira (13/11) e está sendo considerado um dos melhores episódios de toda a série “Supergirl”. Ele chega ao Brasil em duas semanas, pelo canal pago Warner. Confira abaixo o trailer e um vídeo dos bastidores de “Midvale”, comentado pelos produtores da atração.
James Franco vai viver o Homem-Múltiplo em filme solo do herói dos X-Men
A Fox definiu mais uma produção do universo dos X-Men. Segundo o site Deadline, o estúdio está desenvolvendo um longa do Homem-Múltiplo, que será estrelado por James Franco. Nos quadrinhos, o personagem já integrou tanto os X-Men quanto o grupo X-Force, que tem introdução prevista na trama de “Deadpool 2” e também deverá ganhar um filme próprio. Capaz de gerar duplicatas infinitas de si mesmo, Jamie Madrox, o Homem-Múltiplo foi concebido em 1975 pelo recém-falecido roteirista Len Wein, que também criou Wolverine e o Monstro do Pântano. Curiosamente, ele apareceu pela primeira vez numa história do Quarteto Fantástico, mas logo foi parar no universo mutante da Marvel. O ponto alto de sua trajetória aconteceu no começo do século 21, quando ganhou revista própria e mostrou a extensão de seus poderes, enviando duplicatas para estudar diferentes técnicas, que aprendia instantaneamente ao absorvê-las de volta em seu corpo. Foi também neste período que ele abriu uma agência de detetives e passou a apresentar sintomas de esquizofrenia. O roteiro está sendo escrito por Allan Heinberg, criador da série “The Catch” e roteirista de “Mulher-Maravilha”, e ainda não há diretor definido. O filme solo não será a primeira aparição de Madrox no universo cinematográfico dos X-Men. O personagem já deu as caras em “X-Men: O Confronto Final”, vivido pelo ator Eric Dane (da série “The Last Ship”). Vale lembrar que James Franco tem experiência em interpretar mais de uma versão de si mesmo. Atualmente, ele vive irmãos gêmeos na série “The Deuce”, da HBO.
Rotten Tomatoes esconde nota baixa de Liga da Justiça até véspera da estreia
Muito se discute sobre a influência do site agregador de críticas Rotten Tomatoes no resultado das bilheterias do cinema. Até Martin Scorsese achou que valia a pena escrever sobre o assunto e, no auge do verão, alguns executivos de Hollywood chegaram a vociferar contra as notas obtidas por seus filmes, culpando o Rotten Tomatoes pelos fracassos de blockbusters. Mas nunca se tinha visto uma ação tão controversa quanto a manobra feita em torno da liberação da avaliação de “Liga da Justiça”. O site só publicou a média conquistada pelo filme nesta quinta (16/11), um dia antes da estreia nos EUA e após a pré-venda de ingressos bombar. Esta decisão também evitou que a crítica internacional fosse “contaminada” pela nota do site, permitindo vendas recordes no exterior – o filme quebrou o recorde de bilheteria de estreia no Brasil. O detalhe é que, quando o véu levantou, a nota revelada foi muito baixa: apenas 40% de aprovação geral e míseros 28% entre a crítica especializada – aquela que não é geek. O número reflete o tom das críticas, que apontavam que “Liga da Justiça” é melhor que “Batman vs. Superman” (27%), mas longe de ser maravilhoso (Marvel, em inglês). Em termos de comparação, o filme pior avaliado da Marvel no Rotten Tomatoes é “Thor: O Mundo Sombrio” (2013), que tem 66% de aprovação. Oficialmente, a demora em anunciar a nota foi motivada pelo lançamento de um programa do site no Facebook, “See It/Skip It”, que usou a revelação como chamariz de público. Mas muita gente lembrou da reclamação de Brett Ratner, que financiou este e outros blockbusters da Warner. Em março, ele vociferou contra o site, dizendo que “a pior coisa que temos hoje na cultura cinematográfica é o Rotten Tomatoes”, durante uma entrevista à revista Entertainment Weekly. “Agora tudo é: ‘qual sua cotação no Rotten Tomatoes?’. E isso é triste porque a cotação do Rotten Tomatoes foi muito baixa para ‘Batman vs Superman’, e isso eclipsa um filme que foi incrivelmente bem-sucedido”, afirmou, dando a entender que bilheteria justifica filme ruim. Desde então, duas coisas aconteceram. Brett Ratner virou uma das piores coisas que “temos hoje em dia na cultura cinematográfica”, após se envolver em denúncias de abuso sexual e ser afastado das produções da Warner. E o editorial do Rotten Tomatoes mudou. A Warner é dona do Rotten Tomatoes desde 2011, mas o editor original do site só saiu em julho deste ano, após as críticas ferozes de Hollywood, que culparam as notas baixas pelos fracassos de seus filmes ruins. Antes desta mudança, nunca uma nota de avaliação negativa tinha sido escondida até a véspera de lançamento de um filme. As exceções só aconteceram nas ocasiões em que os estúdios esconderam filmes da crítica, o que não foi o caso com “Liga da Justiça”. A ligação financeira do estúdio de “Liga da Justiça” com o site Rotten Tomatoes torna a decisão editorial muito controvertida.
Liga da Justiça bate recorde com maior arrecadação de estreia do cinema no Brasil
A Warner Bros. Pictures anunciou que “Liga da Justiça” bateu todos os recordes de bilheteria possíveis em sua estreia no Brasil. O longa teve sua estreia antecipada para quarta-feira (15/11), por conta do feriado da Proclamação da República, e arrecadou mais de R$ 13,1 milhões em seu primeiro dia em cartaz, com um lançamento em cerca de metade de todos os cinemas disponíveis no país – 1,5 mil salas. O valor representa a maior arrecadação de abertura de todos os tempos no Brasil, batendo o antigo líder “Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2” (2012). Com isso, caem todos os recordes menores em torno do faturamento de um filme em seu primeiro dia de exibição no país, entre eles: o maior dia de abertura de um filme de super-heróis de todos os tempos, ultrapassando “Capitão América: Guerra Civil” (2016), maior dia de abertura histórica da Warner Bros. Pictures, que antes pertencia a “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), maior dia de abertura geral de 2017, na frente de “Velozes e Furiosos 8”, e maior dia de abertura de um filme de super-heróis em 2017, batendo “Homem Aranha: De Volta ao Lar”. Por outro lado, a superprodução dirigida por Zack Snyder (“Batman vs. Superman”) e refeita por Joss Whedon (“Os Vingadores”) dividiu a crítica, que o considerou melhor apenas que “Batman vs. Superman”, vencedor de quatro Framboesas de Ouro no ano passado.
Pantera Negra ganha novo trailer legendado com muita ação, efeitos visuais e hip-hop
A Marvel divulgou um novo trailer legendado de “Pantera Negra”, que abre com cenas de flashback de filmes dos Vingadores, para situar o personagem no universo cinematográfico do estúdio/editora. O resto do vídeo repete a fórmula bem-sucedida do trailer anterior, com muita ação e ênfase para o visual futurista de Wakanda, a nação africana liderada pelo herói do título (Chadwick Boseman), que equilibra avanços tecnológicos e tradição tribal – com direito a uma guarda de amazonas negras – , ao som do mesmo mash-up pulsante de “BagBak”, novo rap de Vince Staples, com o clássico “The Television Will Not Be Televised”, de Gil Scott Heron, lançado em 1970, durante a era dos verdadeiros Panteras Negras. Segundo a sinopse oficial divulgada, “Pantera Negra” encontra T’Challa (Boseman) imediatamente após os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), em sua volta para a isolada e tecnologicamente desenvolvida nação africana de Wakanda para assumir seu lugar como Rei. Entretanto, quando um velho inimigo reaparece no radar, a fibra de T’Challa como Rei e Pantera Negra é testada, e ele é levado a um conflito que coloca o destino de Wakanda e do mundo todo em risco. Além de Chadwick Boseman, o elenco inclui Letitia Wright (série “Humans”) como sua irmã Shuri, Angela Bassett (“Invasão a Londres”) como sua madrasta Ramonda, Forest Whitaker (“Busca Implacável 3”) como seu mentor e guia espiritual Zuri, Daniel Kaluuya (“Corra!”) como seu melhor amigo W’Kabi, Danai Gurira (série “The Walking Dead”) como a guerreira Okoye, Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) como outra guerreira, Nakia, Martin Freeman, reprisando seu papel de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), como o oficial da ONU Everett K. Ross, além dos vilões da história: Erik Killmonger, vivido por Michel B. Jordan (“Creed”), M’Baku, interpretado por Winston Duke (série “Pessoa de Interesse”), e Ulysses Klaue, que Andy Serkis também já interpretou em “Capitão América: Guerra Civil”. “Pantera Negra” tem direção de Ryan Coogler (“Creed”) e a estreia está marcada para 15 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Liga da Justiça ocupa metade dos cinemas do Brasil em sua estreia no feriadão
“Liga da Justiça” ocupa metade de todos os cinemas disponíveis no país durante este feriadão da Proclamação da República, com um lançamento em 1,5 mil salas, mas, apesar deste impacto na concentração das bilheterias, há mais nove estreias, numa resistência limitada à ofensiva dos super-heróis. Clique nos títulos abaixo para ver os trailers de cada estreia. Filmado por Zack Snyder (“Batman vs. Superman”) e refeito por Joss Whedon (“Os Vingadores”), “Liga da Justiça” reúne pela primeira vez os principais super-heróis da DC Comics, uma façanha que a Marvel já realizou duas vezes em relação a seus ícones de quadrinhos. Por sinal, ambas dirigidas por Whedon, conhecido por sua capacidade de desenvolver personagens e inserir diálogos divertidos em suas obras. Estas características são o que há de melhor no novo longa, que nem sempre dá liga com o tom sombrio e pomposo de Snyder. O vilão e os efeitos visuais são as maiores fraquezas da produção, que aproveita o sucesso de “Mulher-Maravilha” para destacar a heroína e ainda tenta compensar os diversos problemas com boas cenas de ação – e a melhor luta já registrada numa adaptação da DC. As demais estreias são três documentários e seis produções de ficção da Europa – duas britânicas, duas italianas, uma francesa e uma portuguesa. Embora as melhores sejam as duas últimas, as britânicas medianas chegam em mais cinemas. “Uma Razão para Viver” é o típico melodrama de superação de doença, que traz Andrew Garfield (“Silêncio”) e Claire Foy (série “The Crown”) como marido e mulher e conta a história real de um homem brilhante e aventureiro, que fica com paralisia por conta da poliomielite. Apesar disso, ele e sua mulher se recusam a se lamentar e ajudam a mudar a vida das pessoas ao seu redor com entusiasmo e bom humor, virando símbolos da luta dos deficientes. A única novidade dessa história é que ela marca a estreia na direção do ator Andy Serkis, mais conhecido por suas interpretações digitais como o César da franquia “O Planeta dos Macacos” e o Gollum de “O Senhor dos Anéis”. “Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha” volta a trazer Judi Dench como a Rainha Victoria, 20 anos após viver a monarca em “Sua Majestade, Mrs. Brown” (1997), e este é o maior atrativo da produção, que retrata os anos finais da segunda monarca mais longeva da história da Grã-Bretanha, quando, entediada com os problemas do reino, acaba desenvolvendo uma amizade com um criado indiano, o Abdul do título. A trama também registra o retorno do diretor inglês Stephen Frears às biografias da monarquia britânica, após seu excelente trabalho à frente de “A Rainha” (2006), justamente sobre a monarca mais longeva do Reino Unido, Elizabeth II – neta de Victoria. “A Trama” é o melhor e mais relevante lançamento da semana. Quase uma década após vencer a Palma de Ouro do Festival de Cannes por “Entre os Muros da Escola” (2008), o cineasta Laurent Cantet volta a trabalhar com o roteirista Robin Campillo (diretor de “120 Batidas por Minuto”) e a colocar a juventude francesa diante de questões de identidade cultural e raça. Sua trama começa como um experimento social, reunindo estudantes do Ensino Médio num curso de escrita criativa administrado por uma escritora famosa em sua casa. Mas o grupo multicultural embute uma ameaça, representada por um jovem racista de extrema direita. As discussões são dramáticas, mas o filme também prende atenção pelo suspense, terminando como um thriller. Entretém e dá o que falar. “Colo”, de Teresa Villaverde (“Os Mutantes”), foi exibido no Festival de Berlim e é um retrato urbano, ao som de rock, sobre o mergulho de Portugal na crise econômica. Uma crise que devasta a família da trama diante do olhar da filha adolescente, que nem sequer tem dinheiro para o transporte público. Deprimente e belo como uma obra de arte. Os dois filmes italianos da programação, “Histórias de Amor que Não Pertencem a este Mundo” e “Algo de Novo” são besteiróis absolutamente descartáveis, dirigidos por duas irmãs, Francesca Comencini e Cristina Comencini, que filmam desejos e ansiedades de mulheres de uma certa idade – ser trocada por uma mulher mais jovem no primeiro filme, encontrar um homem mais jovem no segundo. Há quem veja mais nisso, há quem veja menos. Há outras coisas para ver, também. A lista de estreias da semana se completa com três documentários. O mais famoso é “Human Flow – Não Existe Lar se Não Há para Onde Ir”, do artista chinês Ai Weiwei, que registra a crise mundial dos refugiados, tem belíssima fotografia e abriu a Mostra de São Paulo 2017. “On Yoga – Arquitetura da Paz” é assinado por Heitor Dhalia (“Serra Pelada”), o que também garante acabamento de padrão internacional no registro de ensinamentos de grandes mestres de ioga. Por fim, “Maria – Não Esqueça que Venho dos Trópicos” exibe uma estrutura mais convencional, mas ao mesmo tempo o melhor tema: a revolucionária escultora brasileira Maria Martins, mestre do surrealismo que saiu dos trópicos para as principais galerias de arte moderna do mundo. A direção é do veterano Ícaro Martins (“Estrela Nua”) em parceria com Elisa Gomes (“Unhas e Outras”).
Legends of Tomorrow enfrenta rei dos gorilas na guerra do Vietnã
A rede americana CW divulgou o trailer e as fotos do próximo episódio da série “Legends of Tomorrow”, que faz referência explícita ao filme “Kong: A Ilha da Caveira”, ao mostrar os heróis viajantes do tempo em plena guerra do Vietnã, enfrentando o rei dos gorilas. Mas não se trata de King Kong e sim do supervilão Gorilla Grodd. Intitulado “Welcome to the Jungle”, o novo capítulo da 3ª temporada vai ao ar na terça (21/11) nos Estados Unidos. “Legends of Tomorrow” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Gal Gadot fala do ultimato pela saída de Brett Ratner da produção de Mulher-Maravilha 2
Em entrevista realizada nesta quarta (15/11) para a TV americana, a atriz Gal Gadot falou de forma clara sobre o boato de que teria dado um ultimato na Warner, ameaçando não filmar “Mulher-Maravilha 2” se a produtora RatPac, do cineasta Brett Ratner, ajudasse a financiar o filme. Ele é um dos diversos profissionais de Hollywood envolvidos na avalanche de denúncias de abusos sexuais que assola a indústria do entretenimento americana. “Muito foi escrito sobre minhas opiniões e sentimentos sobre o assunto. E todos sabem como me sinto, porque não estou escondendo nada”, disse Gadot, em entrevista realizada para divulgar “Liga da Justiça” no programa matinal “Today Show”, da rede NBC. “A verdade é que tem muita gente envolvida na produção desse filme, não só eu, que ecoa este mesmo sentimento. Todo mundo sabe que isso era o correto a se fazer. Mas não havia nada que eu pudesse dizer ou ameaçar, porque a decisão já estava tomada antes dessa notícia surgir”, concluiu, referindo-se à data em que o boato começou a circular. A RatPac tinha uma parceria com a Warner e ajudou a financiar filmes premiados com o Oscar, como “Gravidade” (2013), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015) e “O Regresso” (2015), além das recentes produções de super-heróis da DC Comics, entre eles “Mulher-Maravilha” (2017). Mas assim que as várias alegações de assédio sexual contra Ratner vieram à tona, a Warner anunciou que estava cortando os laços com o produtor. Seu nome será tirado dos futuros lançamentos do estúdio e o contrato de financiamento não será renovado. Por isso, Gadot diz que “a decisão já estava tomada” antes que ela ou outros integrantes do filme pudessem pensar em dar um ultimato. Além disso, o acordo original de financiamento com a RatPac estende-se apenas até 2018 e já deixaria “Mulher-Maravilha 2” de fora, tendo em vista a data de estreia em novembro de 2019. A maior dificuldade da Warner será tirar as digitais de Ratner de “Tomb Raider”, que já foi filmado. Veja o vídeo da entrevista abaixo. O esclarecimento sobre Ratner é a última pergunta feita pela apresentadora Savannah Guthrie.
Primeiro teaser legendado de Deadpool 2 é um telecurso de pintura
A Fox divulgou o primeiro teaser legendado de “Deadpool 2”. A prévia nonsense traz o super-herói politicamente incorreto de peruca e dando aula de pintura. O vídeo tem visual de telecurso antigo, gravado em VHS, mas seu conteúdo não passaria numa TV Educativa devido às menções às drogas e frases de duplo sentido. A longa piada se estende até haver uma breve interrupção com flashes das primeiras cenas do filme inédito. Ao final, Deadpool apresenta ao público o resultado de seus rabiscos: o pôster anteriormente divulgado, em que os personagens do filme se sentam ao redor de uma mesa, esperando o peru servido pelo herói no Dia de Ação de Graças (imagem acima). Além do herói vivido por Ryan Reynolds, a continuação traz de volta os personagens Colossus (criado por computação gráfica), Negasonic Teenage Warhead (ou Míssil Adolescente Negassônico, vivida por Brianna Hildebrand), Vanessa (Morena Baccarin), Fuinha (T.J. Miller), Cega Al (Leslie Uggams) e até o taxista Dopinder (Karan Soni). Já as duas principais novidades são Cable (Josh Brolin) e Dominó (Zazie Beets). Dirigido por David Leitch (“De Volta ao Jogo”), “Deadpool 2” tem lançamento previsto para março de 2018.
“Super-heróis” de The Flash e Legends of Tomorrow se juntam a Supergirl e Arrow contra o assédio sexual
Os super-heróis das séries da DC Comics se uniram contra o assédio sexual, num crossover que a rede CW não precisou divulgar. Além das manifestações de Melissa Benoist, estrela de “Supergirl”, Emily Bett Rickards, que vive Felicity em “Arrow”, e o próprio Arqueiro Verde Stephen Amell, os protagonistas das duas outras séries cocriadas e produzidas por Andrew Kreisberg também foram às redes sociais. Caity Lotz, que lidera o elenco de “Legends of Tomorrow” no papel de Sara Lance/Canário Branco, se juntou à luta no Twitter. “Aos bravos homens e mulheres que estão se apresentando para condenar seus abusadores… Eu acrescento minha voz ao coro de apoio”, escreveu Lotz. “Você são aqueles que estão gerando a mudança que nos permitirá trabalhar num ambiente em que somos respeitados e seguros”. E Grant Gustin, que estrela “The Flash” como o personagem-título, publicou o mesmo texto no Facebook e no Instagram, em que lamenta a situação. “Ouvir que diferentes homens, especialmente na indústria em que trabalho, tratam as mulheres como se fossem insignificantes, de forma abusiva, tanto fisicamente quanto emocionalmente, já se tornou uma situação diária. Isso não está certo. Isso não pode se tornar nosso novo normal”. Ele também se diz disposto a entrar na luta. “Quero me tornar um homem melhor, um aliado melhor”, comenta. “E especialmente quero que todas as mulheres da minha vida saibam que eu estou ouvindo, que eu fico ao seu lado e as apoio. Estou impressionado não só com todas as mulheres que falaram nestas últimas semanas, mas com todas que um dia já fizeram isso. Não consigo imaginar como foi aterrador e quanta coragem foi necessária. Estas mulheres são os verdadeiros super-heróis, e elas deveriam ser tratadas assim”. Como os demais, Lotz e Gustin não mencionam Kreisberg em nenhum momento, mas as manifestações dos astros televisivos da DC Comics acontecem poucos dias após o produtor ser suspenso pela WBTV (Warner Bros. Television) de suas funções nas quatro séries de super-heróis da rede CW, após denúncias de má conduta nos sets. O produtor foi acusado por 19 pessoas, que relataram casos de toques inapropriados, pedidos de massagens, comentários de teor sexual sobre a aparência de mulheres, além de beijos sem permissão. A declaração mais forte foi a de Melissa Benoist, a primeira a se manifestar. Num longo comunicado, ela afirmou que encabeça uma série que representa “igualdade, feminismo, empoderamento e a luta pelo que é certo”, mas que, “infelizmente, a série e a minha carreira fazem parte de uma indústria que nem sempre reflete esses sentimentos”. “Isto é de partir o coração e às vezes me faz sentir sem esperanças”, acrescentou, afirmando que as vítimas de assédio “deveriam sempre ser ouvidas”. “Quando as pessoas tem crises ou assediam os outros, elas devem sempre ser responsabilizadas — independentemente da indústria em que trabalhem ou quanto poder eles exercem”, disse ela, acrescentando que voltaria às gravações de “Supergirl” esta semana ainda mais comprometida a ser “uma parte da mudança de norma, escutando quando as pessoas falam, e recusando a aceitar um ambiente que seja menos do que um espaço seguro, respeitoso e colaborativo”. Já a intérprete de Felicity Smoak em “Arrow” criticou os homens que cometeram assédio, aqueles que viram os olhos para este tipo de comportamento e os que falam em “sexismo às avessas”, dizendo que eles são “fracos e cúmplices”. Ao mesmo tempo, ela elogiou as mulheres que vieram a público denunciar os muitos casos em Hollywood e as mulheres que as apoiaram, referindo-se a elas como as verdadeiras “heroínas”. Stephen Amell foi o único a postar um vídeo, em que expressou solidariedade a seus colegas de elenco e equipe, que teriam sido assediados. Ele também afirmou apoiar as declarações feitas pelas colegas Melissa Benoist, Emily Bett Rickards e Caity Lotz nas redes sociais, e revelou ter tido uma reunião com o elenco e a equipe de “Arrow”, em que se colocou à disposição para representar qualquer integrante da série em reuniões com a Warner sobre problemas no set de gravações. “Se você não é parte ativa da solução, então você é parte do problema”, declarou o astro. To the brave women and men who are coming forward to condemn their abusers… I add my voice to the choir of support. You are the ones ushering in change that would allow all of us to work in an environment where we are respected and safe — Caity Lotz (@caitylotz) November 13, 2017 ♥️ Uma publicação compartilhada por Grant Gustin (@grantgust) em Nov 13, 2017 às 10:04 PST












