Compositor do último Missão Impossível assume a trilha de Viúva Negra
O adiamento da estreia de “Viúva Negra” está permitindo à Marvel fazer ajustes na pós-produção do longa, como se pode observar por uma grande mudança na equipe criativa. Segundo o Film Music Report, o estúdio trocou o compositor da trilha sonora do filme. Em vez do premiado Alexandre Desplat, vencedor do Oscar por seu trabalho em “A Forma da Água” (2017) e “O Grande Hotel Budapeste” (2014), o escocês Lorne Balfe irá assinar a trilha da produção. Recentemente, ele foi responsável pela música de “Missão Impossível: Efeito Fallout”, “Esquadrão 6” e “Bad Boys Para Sempre”. A razão para a troca não foi informada. A trama de “Viúva Negra” acompanha Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (“As Trapaceiras”) e direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), e sua estreia estava marcada para 30 de abril, antes de ser adiada indefinidamente pela crise sanitária.
Stargirl: Fotos revelam visual de Henry Thomas como o herói Dr. Meia-Noite
A figurinista Laura Jean Shannon publicou no Instagram duas fotos dos bastidores de “Stargirl”, que revelam o traje do Dr. Meia-Noite, um dos heróis da Era de Ouro que aparecerão na trama. O visual do personagem, interpretado por Henry Thomas (“The Haunting of Hill House”), é bastante fiel às publicações da DC Comics. A participação do herói clássico da Sociedade da Justiça, dos anos 1940, deve-se à ligação da heroína principal com os os primeiros quadrinhos da DC Comics. Isto porque, apesar de ser uma criação do final dos anos 1990, Stargirl é a culminação do legado de dois personagens bastante antigos. Quem liga as duas eras é um ajudante de super-herói, que vários anos após se aposentar se torna o padrasto de Courtney Whitmore, a Stargirl. Criado em 1941 por Jerry Siegel, um dos autores de Superman, Listrado (Stripesy) era o parceiro adulto de Sideral (Star-Spangled Kid). Os dois foram uma apropriação da ideia do Capitão América e Bucky, heróis patrióticos que os antecederam. Inspirados a combater nazistas, também usavam uniformes com listras e estrelas. Mas, curiosamente, Sideral seria o equivalente a Bucky, um adolescente mirrado. Apesar disso, era o protagonista das histórias, enquanto seu ajudante era o adulto Listrado. Essa inversão acabou sendo seu maior diferencial. Décadas mais tarde, já adulto, Sideral mudou seu nome para Celestial (Skyman), passando a liderar o grupo de heróis Corporação Infinito (Infinity Inc) até ser morto em 1988. Enquanto isso, seu ex-parceiro Pat Dugan se aposentou e se casou com a mãe de uma adolescente irritante. E a jovem resolveu virar heroína e assumir a identidade do antigo parceiro do padrasto, Sideral, só para aborrecê-lo. Vendo que ela ia se dar mal, Dugan resolveu retomar a carreira de herói, criando um uniforme robótico e assumindo a identidade de F.A.I.X.A. para acompanhar e tentar proteger a heroína amadora. O que, na prática, resultou num revival repaginado da parceria original entre Sideral e Listrado. Mas essa história em quadrinhos ainda destaca outro herói clássico. Depois de um tempo atuando como Sideral, Courtney recebeu de presente o cetro poderoso de Starman (na verdade, do filho do Starman dos anos 1940), que também decidiu se aposentar. E foi só a partir daí que ela assumiu a identidade de Stargirl, em homenagem ao dono do cetro original, e ingressou na Sociedade da Justiça da América – o grupo mais antigo de super-heróis da DC, anterior à Liga da Justiça. A série vai “simplificar” essa história ao combinar Sideral e Starman na mesma pessoa. Ou melhor, a trama vai chamar o Sideral de Starman, simplesmente. Assim, na cronologia da série, Pat Dugan foi parceiro de Starman e Courtney Whitmore resolveu virar Stargirl desde o começo. Deu para entender? Muita gente não gostou, porque isso tira créditos de Jerry Siegel, autor que é simbolo da luta pelo reconhecimento do trabalho dos criadores de quadrinhos. Afinal, Sideral é mais importante que Starman na origem de Stargirl. Além da jovem Brec Bassinger (“Medo Profundo: O Segundo Ataque”) no papel-título, o elenco destaca Luke Wilson (do clássico “Legalmente Loira”) como Pat Dugan/Listrado, Amy Smart (“Efeito Borboleta”) como Barbara Whitmore, a mãe da heroína, Joel McHale (“Community”) como Starman, Brian Stapf (“Valor”) como Pantera e Lou Ferrigno Jr. (“S.W.A.T.”) como Homem-Hora e o citado Henry Thomas como Dr. Meia-Noite. A lista ainda inclui Joy Osmanski (“Santa Clarita Diet”), Neil Hopkins (“Matador”) e Nelson Lee (“Blade: The Series”) como os supervilões Tigresa, Mestre dos Esportes e Rei Dragão, integrantes da Sociedade da Injustiça. A produção foi desenvolvida por Geoff Johns, co-criador da série “The Flash”, e que também é, justamente, o autor de quadrinhos que criou Stargirl para a DC. A estreia está marcada para 19 de maio nos EUA, primeiro na plataforma DC Universe e logo em seguida na rede The CW. Ver essa foto no Instagram Some behind the scenes looks on the set of Stargirl. LJ and ACD Sarah will always visit the set for the start of filming to “establish” characters, like Doctor Midnite Golden Era seen here. Meaning that she ensures that each character is dressed and styled to her exact vision, and that is what will remain the standard for the rest of the season! #dc #dcuniverse #dcustargirl #stargirl #cdg #cdglocal892 #cwstargirl Uma publicação compartilhada por Team LJ Supersuits (@ljsupersuits) em 27 de Mar, 2020 às 3:53 PDT
The Walking Dead: Veja abertura completa do último episódio, que introduz nova personagem
O canal pago AMC divulgou a abertura completa do próximo episódio de “The Walking Dead”, que foi o último finalizado antes da suspensão da produção devido à pandemia de coronavírus. A prévia introduz uma nova personagem, que finalmente se apresenta após ser vislumbrada no capítulo passado. A atriz porto-riquenha Paola Lázaro (“Máquina Mortífera”) vive a Princesa, que faz parte dos quadrinhos de Robert Kirkman. O nome verdadeiro da Princesa é Juanita Sanchez. Introduzida na edição 171 da revista original, ele é uma jovem sobrevivente que foi encontrada acidentalmente pelo grupo de Michonne em uma viagem de reconhecimento até a Commonwealth, comunidade ainda não introduzida na série. Ela ganhou seu apelido ao decidir se auto-proclamar “Princesa de Pittsburgh”, por ser a única pessoa viva por lá. Como a Princesa passou um ano completamente sozinha, isso acabou afetando seu comportamento. Em suas primeiras histórias, ela aparece sempre excessivamente animada, feliz por apenas ter com quem conversar, o que acaba se tornando um fardo. Na adaptação da série, ela é encontrada por um grupo diferente, formado por Ezequiel (Khary Payton), Eugene (Josh McDermitt) e Yumiko (Eleanor Matsuura). Nos quadrinhos, Ezequiel já estava morto nesta fase. Na história original, a aparição de Juanita marca uma mudança narrativa na trama. Ela surge após a guerra dos Sussurradores e em meio à jornada que introduz os sobreviventes à comunidade mais avançada da saga. É possível imaginar que a série esteja avançando rapidamente para chegar na fase da Commonwealth, que deve ter relação com o spin-off “The Walking Dead: World Beyond”, cujo trailer mostrou uma comunidade protegida e avançada que poderia muito bem ser esse local. Intitulado “The Tower”, o próximo capítulo era originalmente o penúltimo da 10ª temporada, mas agora fechará a trama. Segundo o AMC, o capítulo que encerraria o ano será exibido mais tarde em 2020, como um episódio especial, após autorização para retomada dos trabalhos no departamento de pós-produção. “The Tower” vai ao ar no próximo domingo (5/4). “The Walking Dead” é exibida no Brasil pelo canal pago Fox.
Netflix renova Locke & Key para 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série de terror “Locke & Key” para a 2ª temporada. Além de um post no Twitter (veja abaixo), a notícia foi confirmada por um comunicado oficial. “Estamos entusiasmados por continuar a jornada de ‘Locke & Key’ ao lado de todos os nossos incríveis colaboradores”, disseram os co-showrunners Carlton Cuse e Meredith Averill no texto oficial, divulgado nesta segunda-feira (30/3). “Somos gratos à Netflix por todo o seu apoio, especialmente neste momento difícil, e esperamos trazer a você o emocionante próximo capítulo da nossa história”. O anúncio foi apenas uma formalidade, porque Cuse e Averill já trabalhavam nos roteiros da 2ª temporada desde a estreia da série em fevereiro passado, devido à repercussão da produção. Excessivamente bem divulgada em comparação a outros conteúdos da plataforma, a série se tornou um sucesso evidente na Netflix, após fracassar em sua tentativa de ser aprovada em outros canais. A estreia aconteceu após a produção sofrer quase uma década de rejeições. Vale lembrar que a Fox foi a primeira a se interessar pelos quadrinhos de Joe Hill (o filho de Stephen King) que inspiram a série. O canal encomendou sua adaptação em 2011 – para Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas de “Star Trek” e criadores da série “Fringe”) e Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”) – , mas não aprovou o piloto, dirigido pelo cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”), por lembrar muito a 1ª temporada de “American Horror Story” – aprovada na ocasião. O produtor Carlton Cuse (de “Lost” e “Bates Motel”) se envolveu com o material durante o desenvolvimento de um segundo piloto para a Hulu. Na época, a falta de entusiasmo daquela plataforma chegou a surpreender o mercado, já que o diretor do piloto era ninguém menos que Andy Muschietti, de “It: A Coisa”, e o projeto tinha em seu elenco três jovens atores daquele filme. Com a recusa do piloto de Muschietti, Cuse e Hill decidiram assumir a produção e levá-la para a Netflix. Muschietti continuou creditado como produtor, mas sem dirigir nenhum episódio. E apenas o menino Jackson Robert Scott, intérprete do pequeno Georgie em “It: A Coisa”, foi aproveitado do elenco que tinha sido reunido para a Hulu. Além dele, a série acabou levando para as telas Connor Jessup (“Falling Sky”), Emilia Jones (“Utopia”) e Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”) como a família central da trama – naquela que é terceira encarnação do casting, desde o início do projeto. “Locke & Key” acompanha uma mãe (Stachfield) e seus três filhos que se mudam para a antiga casa da família após o brutal assassinato do pai. No local, eles são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a atormentá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Como curiosidade, a intérprete de Dodge é uma atriz canadense de pais brasileiros, Laisla de Oliveira, que também apareceu em “The Gifted” e estrelou o terror “Campo do Medo” (2019) na Netflix. A data de retorno da série não está definida, uma vez que toda as produções estão paralisadas devido à pandemia de coronavírus. Essa é a chave de Locke & Key que eu queria: A QUE CONFIRMA A SEGUNDA TEMPORADAAAAAAA pic.twitter.com/hMDArAfYRC — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) March 30, 2020
Panini libera versões digitais de mangás e quadrinhos da Marvel de graça
A editora Panini disponibilizou na sexta (27/3) uma seleção digital de mangás famosos e quadrinhos da Marvel de graça. Entre os mangás, há títulos populares, como “Bleach”, que já ganhou até filme live-action, “One Piece”, “Tokyou Ghoul”, “Ore Monogatari” e “Assassination Classroom”, entre outros. A maioria teve os primeiros volumes liberados para os consumidores, sem qualquer cobrança, nas plataformas Kindle, Kobo, Google Play Livros e Apple iBooks. A lista de quadrinhos da Marvel, por sua vez, inclui volumes encadernados, como “Coleção Histórica X-Men vol. 1”, “Os Vingadores: Tempo Esgotado vol. 1” e “Deadpool Clássico vol. 1”. A iniciativa visa oferecer mais uma opção de entretenimento durante o período de isolamento social em razão da pandemia de coronavírus.
Eternos: Produção dos efeitos visuais não foi interrompida
A empresa Scanline VFX, responsável pelos efeitos visuais do filme “Eternos”, da Marvel, anunciou que todos os seus 650 colaboradores, espalhados em sete escritórios ao redor do mundo, conseguiram se organizar para trabalhar remotamente durante a pandemia de coronavírus, e com isso a etapa de pós-produção não será interrompida. Em comunicado, a Scanline afirmou que todos projetos que estavam em desenvolvimento, como “Eternos”, continuarão conforme planejado. Mais que isso: a empresa informou que também está aberta a novas comissões. “Se você precisa de colaboradores confiáveis neste momento, não hesite em falar conosco”, diz o texto. A boa notícia chega após vários filmes e séries anunciarem que, apesar de terem finalizado suas gravações, não tinham equipe para trabalhar nos efeitos visuais. Até a série “The Walking Dead” revelou que o último episódio de sua 10ª – e atual – temporada precisaria ser adiado para o final do ano por falta de pós-produção. A diretora Chloé Zhao finalizou as filmagens principais de “Eternos”, mas isso não significa que, após a inclusão dos efeitos visuais, o filme esteja pronto para ser lançado. Possíveis refilmagens, sem esquecer de outras etapas da pós-produção, como edição e mixagem de som, gravação da trilha a montagem também são obstáculos em tempos de quarentena. Apesar disso, o longa estrelado por Angelina Jolie, Kit Harington e companhia segue marcado para 29 de outubro no Brasil, enquanto outros filmes de super-heróis, como “Viúva Negra”, da Marvel, e “Mulher-Maravilha 1984”, da DC, tiveram suas estreias recentemente adiadas. pic.twitter.com/at4MuN9gfe — Scanline VFX (@Scanline_VFX) March 24, 2020
Mulher-Maravilha 1984 ganha pôster com nova data de estreia
A diretora Patty Jenkins divulgou um novo pôster animado de “Mulher-Maravilha 1984” no Twitter. O cartaz vem acompanhado por uma mensagem da cineasta que registra a nova data de estreia do filme, prevista para “tempos melhores” em agosto. Previsto para 4 de junho no Brasil, o filme teve sua data alterada em apenas dois meses, com relocação para 13 de agosto, tanto no Brasil quanto nos EUA. Apesar de poucos detalhes sobre enredo de “Mulher-Maravilha 1984” terem sido revelados até o momento, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord. Além deles, Gal Gadot voltará a viver a heroína e Chris Pine retorna como o aviador Steve Trevor. Veja abaixo também a versão estática do cartaz, que anuncia a nova data da estreia. We made Wonder Woman 1984 for the big screen and I believe in the power of cinema. In these terrible times, when theater owners are struggling as so many are, we are excited to re-date our film to August 14th 2020 in a theater near you, and pray for better times for all by then pic.twitter.com/85ykQ8x6NE — Patty Jenkins (@PattyJenks) March 24, 2020
Turma da Mônica homenageia Albert Uderzo nas redes sociais
A Turma da Mônica homenageou o quadrinista francês Albert Urdezo, criador do personagem Asterix, falecido na terça-feira (23/3), com uma ilustração emocionada nas redes sociais. No desenho postado no Instagram nesta quinta, Mônica, Cebolinha e Bidu aparecem com o semblante triste em frente à lápide de Urdezo, vestindo roupas e chapeis característicos dos personagens Asterix e Obelix. A legenda acrescenta: “O mundo ficou mais triste. Pela primeira vez, aquela famosa aldeia gaulesa não terá uma festa para marcar o fim da aventura. Mas, mesmo assim, por tantas histórias inesquecíveis, nós, fãs, temos muito a agradecer… Por Uderzo!” Urdezo faleceu aos 92 anos dormindo em casa, em um ataque cardíaco não relacionado ao coronavírus. Segundo a família, ele estava muito cansado há várias semanas. Ver essa foto no Instagram O mundo ficou mais triste. Pela primeira vez, aquela famosa aldeia gaulesa não terá uma festa para marcar o fim da aventura. Mas, mesmo assim, por tantas histórias inesquecíveis, nós, fãs, temos muito a agradecer… Por Uderzo! Uma publicação compartilhada por Turma da Mônica (@turmadamonica) em 25 de Mar, 2020 às 11:41 PDT
Aves de Rapina tem lançamento digital no Brasil
O filme “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” chega nas plataformas Google Play e Apple TV nesta quinta (26/3) no Brasil, para compra digital, uma semana antes de ser disponibilizado em outras plataformas – como Claro, Sky e Vivo Play, a partir de 2 de abril. O lançamento digital foi acelerado devido aos fechamentos dos cinemas, como medida preventiva contra a pandemia de coronavírus. A antecipação também é uma forma da Warner tentar recuperar parte do investimento gasto em sua produção. Orçado em US$ 89,5 milhões, o longa fez apenas US$ 199,1 milhões em todo o mundo, dando um prejuízo considerável. Apesar da expectativa criada em torno do filme, ele teve um desempenho fraquíssimo na América do Norte. No Brasil, o longa chegou a liderar as bilheterias em sua estreia, mas como foi um dos últimos blockbusters lançados antes do blecaute cinematográfico, teve problemas de distribuição internacional, com cinemas chineses e de parte da Ásia fechados, comprometendo ainda mais suas finanças. Escrito por Christina Hodson (“Bumblebee”) e dirigido pela chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”), o filme introduz o grupo de heroínas conhecido como Aves de Rapina, formado por Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell, de “True Blood”), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), Cassandra Cain (Ella Jay Basco, da série “Teachers”) e até a policial Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”) na versão do cinema. Elas se juntam à vilã Arlequina (Margot Robbie, repetindo seu papel de “Esquadrão Suicida”) para enfrentar uma ameaça comum, representada pelo maligno Máscara Negra (Ewan McGregor de “Doutor Sono”).
Batwoman estreia no Brasil em abril pela HBO
A HBO anunciou que vai exibir a série “Batwoman” no Brasil. O canal pago programou a estreia da série da heroína da DC Comics para o dia 17 de abril, às 22h. Com isso, “Batwoman” se torna uma das poucas séries do Arrowverso sem transmissão no Brasil pelo canal pago Warner. Nos EUA, todas as séries derivadas de “Arrow” (que terminou em fevereiro), como “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”, são transmitidos pela rede The CW, assim como “Black Lightning” (Raio Negro), integrada nesse universo durante a “Crise nas Infinitas Terras”. Com exceção da última, disponibilizada pela Netflix no Brasil, as demais fazem parte da programação nacional do Warner Channel. A decisão de exibir “Batwoman” na HBO reflete o destino da série nos EUA, que, após passar pela TV, será disponibilizada na HBO Max, vindoura plataforma da WarnerMedia, assim como “Katy Keene” e “Doom Patrol” (Patrulha do Destino), séries baseadas em quadrinhos que também chegaram ao Brasil pelo combo HBO/Cinemax. A diferença é que as séries do Arrowverso fazem parte de um mesmo universo ficcional, frequentemente se cruzando em grandes eventos que atravessam episódios de todas as produções, normalmente exibidos na mesma semana. Foi o que aconteceu, por exemplo, no recente crossover “Crise nas Infinitas Terras”, que o Warner exibiu capenga no Brasil, sem o capítulo de “Batwoman”. Agora, o episódio da heroína chegará à HBO desconectado do começo e do final da história original, fazendo pouco sentido para quem não souber do que se trata. Já renovada para sua 2ª temporada, “Batwoman” tem a terceira maior audiência da CW, atrás apenas de “The Flash” e “Supernatural”, que está em sua reta final, apesar de ataques organizados da extrema direita contra a produção. Alguns blogs geeks de direita chegaram a publicar fake news a respeito do cancelamento da produção por suposta baixa audiência – dias antes da renovação antecipada – , enquanto robôs multiplicam comentários negativos nos sites IMDb e Rotten Tomatoes. O motivo da “polêmica” é que Batwoman é a primeira heroína assumidamente lésbica a ter sua própria série nos EUA. Mais que isso, a personagem é interpretada por uma atriz igualmente assumida, Ruby Rose (de “Megatubarão” e “xXx: Reativado”), e os episódios são comandados pela showrunner lésbica Caroline Dries, que foi roteirista-produtora de “The Vampire Diaries” e “Smallville”. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que Batwoman foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane surgiu 12 anos antes de Barbara Gordon, a Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. Apesar disso, esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos derivados. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há três anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão lésbica de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”). Na série “live-action”, Ruby Rose vive Kate Kane, prima de Bruce Wayne que descobre a Batcaverna e o segredo da família, e decide usar seu treinamento militar para virar a versão feminina de Batman, após o misterioso desaparecimento do herói. Um detalhe criativo da trama é que sua arquiinimiga é ninguém menos que sua irmã, tida como morta há anos, que retorna enlouquecida como Alice (Rachel Skarsten, que foi Canário Negro na série “Birds of Prey”), uma vilã obcecada por “Alice no País das Maravilhas”. Outros personagens derivados do universo de Batman que ganham destaque nos episódios são Luke, o filho do empresário Lucius Fox, e, de forma recorrente, Julia, a filha do mordomo Alfred Pennyworth – ex-namorada de Kate – , vividos, respectivamente, por Camrus Johnson (“O Sol Também É uma Estrela”) e Christina Wolfe (“The Royals”). Nos EUA, a série já teve 16 capítulos exibidos em sua temporada de estreia.
Warner adia estreia de Mulher-Maravilha 1984
A Warner Bros. anunciou nesta terça (24/3) o adiamento do filme “Mulher-Maravilha 1984”. Previsto para 4 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA, o filme teve sua data alterada em apenas dois meses, com relocação para 14 de agosto no mercado norte-americano. Ainda não há uma nova data oficial para os cinemas nacionais. “Quando aprovamos ‘Mulher-Maravilha 1984’, foi com a intenção de ser visto em tela grande, e estamos animados em anunciar que o filme chegará em agosto”, afirmou Toby Emmerich, presidente da Warner Bros Pictures. “Esperamos que o mundo esteja em um lugar mais seguro e saudável até lá”, completou o executivo, que com essa observação demonstra que a data é uma previsão sujeita a chuvas e trovoadas. Ou seja, o estúdio pode ter que repetir esse anúncio, após ser muito otimista em sua expectativa de reabertura dos cinemas. Além de “Mulher-Maravilha 1984”, a Warner também adiou as estreias da animação “Scooby! O Filme”, originalmente marcada para maio, do musical “Em um Bairro de Nova York”, agendado para junho nos cinemas americanos e do terror “Malignant”, que – atenção! – estrearia justamente em 14 de agosto na América do Norte. Pode ter havido uma simples troca de lugar com o filme da super-heroína. Estes três filmes não ganharam nova data de lançamento.
Albert Uderzo (1927 – 2020)
O desenhista Albert Uderzo, criador de Asterix e Obelix ao lado de René Goscinny morreu nesta terça-feira (24/3), aos 92 anos, de ataque cardíaco. “Albert Uderzo morreu enquanto dormia em sua residência de Neuilly (nas proximidades de Paris) vítima de um ataque cardíaco, sem relação com o coronavírus. Estava muito cansado há várias semanas”, afirmou à AFP seu genro, Bernard de Choisy. Considerado o Walt Disney francês, Albert Uderzo era descendente de italianos e nasceu na pequena cidade de Fismes em 25 de abril de 1927. Quando tinha dois anos, a família se mudou para um subúrbio de Paris. E foi na capital francesa que encontrou seu grande parceiro René Goscinny, filho de um polonês e uma ucraniana, em 1951. Juntos, o desenhista e o roteirista criaram vários personagens icônicos, como o Oumpah-pah, mas nenhum fez tanto sucesso quanto o galês Asterix, herói que virou símbolo da identidade francesa. Uderzo desenhou os primeiros quadrinhos de Asterix em 1959, publicados em capítulos na revista “Pilote”. A primeira história completa, “Asterix, o Gaulês”, foi coletada num álbum em 1961, revelando a premissa que se manteria inalterada desde então. Na trama, Asterix é um baixinho bigodudo morador de um pequena aldeia na Gália, região da antiguidade que viraria a França e que resistia à ocupação romana em 50 a.C. A resistência ao poderio do império só era possível graças a uma poção mágica feita pelo druida Panoramix, que concedia superforça aos aldeões. Ao tomarem a poção, os gauleses se provam os piores inimigos de César. Menos o grandalhão barrigudo Obelix, que não pode bebê-la, porque caiu no caldeirão mágico quando criança e se tornou superforte o tempo inteiro. Apesar do protagonismo do baixinho, Uderzo não escondia que Obelix, o gorducho escudeiro do galês, era seu personagem favorito das histórias. A popularidade dos heróis gauleses se manteve irredutível ao longo dos anos, acumulando a venda de 370 milhões de exemplares de suas aventuras em todo o mundo, traduzidas para 111 idiomas e dialetos. Assim como Walt Disney, Uderzo e Goscinny conseguiram expandir o universo de suas criações para além das páginas dos quadrinhos. Ao todo, Asterix ganhou dez animações cinematográficas, a primeira em 1967 e a mais recente em 2018. Uderzo codirigiu dois dos filmes, “Asterix e Cleópatra” (1968) e “Os 12 Trabalhos de Asterix” (1976). O personagem também foi adaptado em quatro filmes live-action a partir de 1999, numa franquia iniciada com “Asterix e Obelix contra César”. Nos quatro filmes, Gérard Depardieu viveu Obelix. E, como a Disneylândia, o personagem francês ganhou um parque temático, inaugurado em 1989 em Plailly, nos arredores de Paris. Uderzo publicou 24 álbuns com Goscinny, que morreu em 1977 aos 51 anos, e, durante algum tempo, considerou encerrar a produção de novas histórias de Asterix sem a parceria do amigo, até mudar de ideia em 1980. Depois de assinar sozinho dez álbuns e completar 50 anos à frente do personagem, ele passou a permitir que outros autores, mais jovens, assumissem Asterix em 2011, mas sempre sob sua supervisão.
Arlequina destrói tudo no trailer completo da 2ª temporada da animação
A plataforma DC Universe divulgou o pôster e o trailer oficial da 2ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada da Arlequina. O vídeo traz Arlequina destruindo tudo com seu bastão, especialmente supervilões masculinos que não a respeitam, além de gritar “vagina” com enorme satisfação. A 2ª temporada foi finalizada antes da quarentena forçada pelo coronavírus e será lançada em 3 de abril nos EUA. A rapidez com que os produtores completaram os novos capítulos não tem segredo. O primeiro ano, que foi encerrado em 21 de fevereiro nos Estados Unidos, tinha sido inicialmente previsto para durar 26 episódios semanais. Mas a DC Universe decidiu dividir esse volume de episódios em dois, possibilitando que duas temporadas fossem produzidas em tempo menor. O novo desenho não é uma produção do time das animações da DC Comics, que criou a Arlequina, mas dos responsáveis pela subestimada série de comédia da DC “Powerless”, Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey. “Harley Quinn” traz Kaley Cuoco (a Penny de “The Big Bang Theory”) como voz da protagonista e conta ainda com Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e o Cara de Barro, Lake Bell (“Bless This Mess”) como Hera Venenosa, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. A série é inédita no Brasil e só deve chegar por aqui quando a Warner lançar a plataforma HBO Max no país – ainda sem previsão.












