Academia Britânica também adia sua premiação de cinema para abril de 2021
Depois do Oscar, o BAFTA Awards também mudou as datas de sua premiação de cinema de 2021. A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas anunciou que seu próximo evento vai acontecer em 11 de abril – exatamente duas semanas antes do Oscar, que acontecerá em 25 de abril de 2021. Em comunicado divulgado nesta segunda (15/6), A Academia Britânica disse que a mudança “reconhece o impacto da pandemia global e acomoda um período mais prolongado de elegibilidade”. E resume-se a informar que “mais detalhes sobre a cerimônia serão anunciados no final do ano”. A premiação do BAFTA costuma preceder o Oscar em alguns dias. Neste ano, o evento britânico aconteceu em 2 de fevereiro, enquanto o Oscar foi realizado em 9 de fevereiro. Além de premiar os melhores do cinema, o BAFTA também reconhece os melhores da TV em uma cerimônia diferente. A celebração televisiva de 2020 estava prevista para o mês passado, mas foi adiada para 31 de julho e deverá acontecer com apresentadores e indicados isolados socialmente, participando do evento por meio de videoconferência. As indicações ao prêmio televisivo, que destacaram “Chernobyl”, foram reveladas no início de junho. Confira aqui.
Oscar é adiado para abril de 2021
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou o adiamento da 93ª cerimônia do Oscar. Originalmente prevista para acontecer em 28 de fevereiro, ela agora será realizada em 25 de abril de 2021. Além disso, o período de elegibilidade ao Oscar para longas-metragens – que começou em 1º de janeiro e expiraria em 31 de dezembro de 2020 – foi estendido para 28 de fevereiro de 2021. As mudanças refletem tempos incomuns, devido à pandemia de coronavírus, mas não são inéditas. O Oscar já tinha sido adiado três vezes anteriormente – devido às inundações de Los Angeles em 1938, após o assassinato do Dr. Martin Luther King, Jr. em 1968 e após a tentativa de assassinato do Presidente Ronald Reagan em 1981. Já janela de elegibilidade tinha sido estendida para além do período tradicional de 12 meses apenas uma vez, no 6º Oscar. Na ocasião, a cerimônia de março de 1934 foi precedida por uma janela de elegibilidade de 17 meses, de 1º de agosto de 1932 a 31 de dezembro de 1933, para o ajuste do calendário – de modo que o período de elegibilidade pudesse ser o ano anterior a cada cerimônia, de 1 de janeiro a 31 de dezembro, dali em diante. Em um comunicado, a Academia indicou que o evento ainda será realizado no Dolby Theatre em Hollywood e terá transmissão ao vivo pela rede ABC nos EUA, numa aparente rejeição da possibilidade de uma premiação pré-gravada ou com participação virtual dos indicados. Outras mudanças de datas também foram anunciadas. O prazo de inscrição para o Oscar para as categorias gerais – entre elas, Melhor Filme, Trilha Sonora e Canção Original – irá até 15 de janeiro de 2021. O prazo de inscrição para as categorias especiais – Melhor Animação, Documentário, Filme Internacional e curtas – é 1º de dezembro de 2020. Entre 1 e 5 de fevereiro, comitês especializados da Academia farão votações preliminares para reduzir o número de indicados nas categorias especiais, como Documentário e Filme Internacional, entre outras. O resultado dessa peneira será conhecido no dia 9 de fevereiro. De 5 a 10 de março, os vários candidatos de todas as categorias passarão por uma votação preliminar que determinará a lista oficial de indicações ao Oscar. Os nomes dos indicados serão divulgados em 15 de março. A votação final será realizada de 15 a 20 de abril, para a entrega do Oscar aos vencedores em 25 de abril. Os organizadores da premiação também anunciaram que o Governors Awards da Academia, um jantar de gala, geralmente realizado na segunda semana de novembro, no qual a organização, há 11 anos, apresenta Oscars honorários, não ocorrerá neste outono. “Informações adicionais sobre a cerimônia e seleção de homenageados serão fornecidas posteriormente”, disse a Academia em comunicado, sugerindo que os homenageados ainda podem ser escolhidos e celebrados antes ou mesmo durante a cerimônia do Oscar. Da mesma forma, a apresentação dos Prêmios Científicos e Técnicos da Academia, programada para o próximo sábado (20/6) em Beverly Hills, foi adiada para uma data posterior ainda a ser determinada. Para completar, a Academia ainda anunciou que o Museu de Cinema da Academia, esperado há muito tempo, será apresentado a um público selecionado com uma festa de gala na véspera do Oscar, em 17 de abril, e será aberto ao público alguns dias após a premiação, em 30 de abril. “Por mais de um século, os filmes desempenharam um papel importante nos confortando, inspirando e entretendo nos tempos mais sombrios”, disseram o presidente da Academia, David Rubin, e a CEO da entidade, Dawn Hudson, no comunicado. “Eles certamente tem feito isso este ano. Nossa esperança, ao estender o período de elegibilidade e a data de entrega de nossos prêmios, é proporcionar a flexibilidade que os cineastas precisam para terminar e lançar seus filmes sem serem penalizados por algo além do controle de qualquer um. Este próximo Oscar e a abertura de nossa o novo museu marcarão um momento histórico, reunindo fãs de cinema ao redor do mundo para se unirem através do cinema”. Karey Burke, presidente da ABC Entertainment, acrescentou: “Nos encontramos em território desconhecido neste ano e continuaremos a trabalhar com nossos parceiros na Academia para garantir que o evento do próximo ano seja seguro e comemorativo, e que também capte a emoção da abertura do Museu de Cinema da Academia.”
MTV Movie & TV Awards de 2020 é adiado por tempo indeterminado
A MTV decidiu adiar a edição deste ano do MTV Movie & TV Awards por tempo indeterminado, devido à pandemia de coronavírus. A emissora também descartou realizar o evento de forma virtual, preferindo esperar para reunir artistas e público diante de suas câmeras. Embora a MTV não tenha revelado uma data ou plano relativo ao Movie & TV Awards, o evento do ano passado foi gravado em Los Angeles em 15 de junho e transmitido em 17 de junho no canal. Durante a maior parte de sua existência, a premiação de filmes era conhecida como MTV Movie Awards e aproveitava o início da primavera nas bilheterias do verão. Em 2017, o nome foi alterado para MTV Movie & TV Awards e passou a incluir categorias de séries. Em 2018, a MTV mudou o programa para junho, a fim de capitalizar a temporada de campanhas do Emmy e os primeiros blockbusters do verão norte-americano. No ano passado, as indicações foram anunciadas em 14 de maio e os vencedores incluíram “Vingadores: Ultimato” como Melhor Filme e “Game of Thrones” como Melhor Série.
Meu Nome É Bagdá: Filme brasileiro é destaque de festival online espanhol
Depois de conquistar o prêmio de Melhor Filme do Júri Internacional na Mostra Generation 14plus do Festival de Berlin deste ano, “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Sousa, foi selecionado para o Films de Dones, o mais importante festival espanhol dedicado a produções dirigidas por mulheres. A trama de “Meu Nome É Bagdá” gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Ela é a única menina a frequentar a pista de skate do bairro. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela se aproxima de Vanessa (Nick Batista), conhecem outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão cinematográfica mudou de ponto de vista para absorver os crescentes questionamentos de gênero. O filme é o único representante do Brasil na mostra principal do evento, que é composta por 16 títulos, vindos de países como Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda e a Turquia. Considerado um dos mais prestigiosos eventos europeus em sua categoria, o festival foi criado na cidade Barcelona em 1993 e sua 28ª edição acontece até 14 de junho de forma digital, por conta da pandemia do covid-19. A programação do Films de Dones 2020 encontra-se disponível no Filmin, uma das plataformas de filmes mais vistas na Espanha e a segunda com maior crescimento na atualidade, depois da Netflix. Clique aqui para acesso direto ao festival online. E veja abaixo o “trailer” do evento.
BAFTA: Chernobyl lidera indicações ao prêmio da TV britânica
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) revelou a lista dos indicados a seu prêmio anual de TV. Anunciada na manhã de quinta-feira (4/6), as indicações ao BAFTA TV demarcaram uma grande preferência por “Chernobyl”, da HBO, que lidera com folga a relação, concorrendo em 14 categorias, incluindo Melhor Minissérie, Ator (Jared Harris) e Ator Coadjuvante (Stellan Skarsgard). “Chernobyl” recebeu exatamente o dobro de indicações da segunda série mais bem cotada, “The Crown”, da Netflix, nomeada a sete prêmios. Logo em seguida, aparecem a comédia “Fleabag” e o drama “Giri/Haji”, empatadas com seis indicações cada. As duas são coproduções da BBC com plataformas de streaming, respectivamente a Amazon e (novamente) a Netflix. As indicações de “The Crown” incluíram Melhor Série de Drama, Ator Coadjuvante (Josh O’Conner) e Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter), enquanto “Fleabag” emplacou Phoebe Waller-Bridge e Sian Clifford na mesma categoria – Melhor Atriz em Comédia. Entre as séries com múltiplas indicações também aparecem “His Dark Materials” e “The Virtues”, em cinco categorias, e “Killing Eve”, “Sex Education” e “Top Boy” em quatro. A cerimônia de premiação do BAFTA TV ocorreria na primavera britânica, mas foi adiada devido à pandemia de coronavírus. Os prêmios agora serão anunciados em dois fins de semana, com a entrega dos troféus técnicos no dia 17 de julho e prêmios principais em 31 de julho, com apresentação do comediante Richard Ayoade (“The IT Crowd”). Seguindo as restrições em vigor no Reino Unido, as duas cerimônias serão realizadas em estúdio fechado, sem plateia, com apresentadores socialmente distantes e com os indicados agradecendo seus prêmios de casa, via videochamadas. Veja abaixo os indicados nas categorias principais do BAFTA TV. Melhor Série de Drama The Crown The End Of The F***Ing World Gentleman Jack Giri/Haji Melhor Série de Comédia Catastrophe Derry Girls Fleabag Stath Lets Flats Melhor Minissérie A Confession Chernobyl The Victim The Virtues Melhor Telefilme Brexit: The Uncivil War Elizabeth Is Missing The Left Behind Responsible Child Melhor Série International Euphoria Succession Inacreditável (Unbelievable) Olhos que Condenam (When They See Us) Melhor Ator em Drama Callum Turner, The Capture Jared Harris, Chernobyl Stephen Graham, The Virtues Takehiro Hira, Giri/Haji Melhor Atriz em Drama Glenda Jackson, Elizabeth Is Missing Jodie Comer, Killing Eve Samantha Morton, I Am Kirsty Suranne Jones, Gentleman Jack Melhor Ator em Comédia Guz Khan, Man Like Mobeen Jamie Demetriou, Stath Lets Flats Ncuti Gatwa, Sex Education Youssef Kerkour, Home Melhor Atriz em Comédia Gbemisola Ikumelo, Famalam Phoebe Waller-Bridge, Fleabag Sarah Kendall, Frayed Sian Clifford, Fleabag Melhor Ator Coadjuvante Joe Absolom, A Confession Josh O’Connor, The Crown Stellan Skarsgard, Chernobyl Will Sharpe, Giri/Haji Melhor Atriz em Drama Helen Behan, The Virtues Helena Bonham Carter, The Crown Jasmine Jobson, Top Boy Naomi Ackie, The End Of The F***Ing World
Chatô – O Rei do Brasil e Socorro Virei uma Garota são premiados em festival de cinema da Rússia
O filme “Chatô – O Rei do Brasil”, dirigido por Guilherme Fontes, venceu o Prêmio de Ouro do Festival de Cinema Echo Brics, na Rússia, voltado a produções cinematográficas do bloco conhecido como Brics – sigla de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (em inglês, South Africa). O longa brasileiro dividiu o prêmio máximo do festival com o russo “The Victory will be My Gift to You”, de Arsen Agadzhanyan. Mas não foi o único representante nacional premiado. A comédia “Socorro Virei uma Garota”, de Leandro Neri, ficou com o Prêmio de Prata, o segundo lugar da premiação, também empatado com outro título, o drama indiano “The Last Color”, do estreante Vikas Khanna. Nenhum dos concorrentes era exatamente novo, devido ao critério de inscrição, que permite a participação de títulos lançados nos últimos cinco anos. Também há limites para a quantidade de títulos que podem concorrer por cada país. Afinal, os filmes dos demais Brics raramente chegam na Rússia, tornando o evento uma espécie de première russa dos candidatos. Embora a maioria dos inscritos tivesse sido lançada no ano passado, “Chatô – O Rei do Brasil” era justamente o longa mais antigo, com estreia oficial em 2015, mas com uma trajetória de duas décadas de produção. A cinebiografia de Assis Chateaubriand quase virou lenda na história do cinema nacional por ter demorado 20 anos para ser concluída, desde que Guilherme Fontes começou a produzir o projeto, em 1995. O diretor foi acusado de irregularidade no uso de dinheiro público pela demora em concluir o filme, que a certa altura parecia não existir, chegando a ser multado em R$ 66,2 milhões. Mas a estreia no fim de 2015 mudou tudo. Elogiado pela crítica, isentado pelo Tribunal de Contas da União e bastante premiado, “Chatô” conseguiu um epílogo digno da mitologia que cerca sua produção. Diante da covid-19, o evento deste ano não foi aberto ao público em Moscou e os integrantes do júri assistiram aos longas-metragens concorrentes cada um em sua casa, para depois votar naqueles que consideravam os melhores.
Coprodução brasileira, O Traidor vence o “Oscar italiano”
A coprodução brasileira “O Traidor” (Il Traditore), que conta com a atriz Maria Fernanda Cândido em seu elenco, venceu o troféu David di Donatello, considerado o “Oscar do cinema italiano”, em cerimônia realizada na noite de sexta-feira (8/5). Dirigido pelo veterano Marco Bellocchio, o filme narra a história do mafioso Tommaso Buscetta, primeiro grande delator da máfia e que teve sua vida intimamente ligada ao Brasil, de onde foi extraditado duas vezes. “O Traidor” teve cenas filmadas no Rio, que foram produzidas pela empresa brasileira de cinema Gullane. Além do troféu de Melhor Filme, “O Traidor” venceu mais cinco prêmios, entre eles o de Melhor Direção, Melhor Ator para Pierfrancesco Favino (o intérprete de Buscetta) e melhor Ator Coadjuvante para Luigi Lo Cascio. Já o prêmio de Melhor Atriz ficou com Jasmine Trinca, pela atuação em “La Dea Fortuna”, de Ferzan Ozpetek. Os prêmios foram anunciados – mas não entregues fisicamente – durante uma cerimônia sem frescuras, realizada no horário nobre da emissora italiana RAI pelo apresentador Carlo Conti, em um estúdio vazio, com participações de artistas via videoconferência ao vivo. Até o presidente da Itália, Sergio Mattarella, enviou uma mensagem para o evento em que afirmou que “o cinema, como muitos grandes mestres italianos nos ensinaram, é a arte do sonho”. E que, “para reconstruir nosso país após a dramática epidemia, será necessário recuperar inspirações e, portanto, voltar a sonhar e fazer as pessoas sonharem”. A premiação serviu como um ritual de renascimento coletivo justamente quando as restrições locais de circulação, para contar a pandemia de coronavírus, começaram a ser eliminadas lentamente. “Meu desejo é que a comunidade cinematográfica italiana comece a trabalhar novamente”, disse Bellocchio, falando de sua casa. “Tenho 80 anos e também espero fazer mais alguns filmes”, acrescentou.
Globo de Ouro muda regras para premiação de filmes estrangeiros
Assim como aconteceu com o Oscar, a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) também anunciou alterações temporárias nas regras para o Globo de Ouro de 2021, devido à pandemia do novo coronavírus. As mudanças se concentram na categoria dos filmes de língua estrangeira. A alteração abrange desde o período até o formato em que os filmes podem ser lançados. Agora, poderão concorrer ao prêmio filmes lançados a partir do dia 15 de março até a data que a HFPA determinar – definida a partir da reabertura dos cinemas no país de origem do filme – que forem lançados em qualquer país, sem ser necessariamente o de origem, e em qualquer formato — como em streaming, canal pago e transmissão de televisão. As novas regras temporárias exigem que: “Os filmes em língua estrangeira que tiveram exibição cinematográfica planejada para começar em seu país de origem durante o período de 15 de março até uma data a ser determinada pelo HFPA quando os cinemas naquele país geralmente reabrirem, em vez disso, podem ser lançado em qualquer país, em qualquer formato (VOD, televisão, streaming de assinatura, canal pago, etc.) e serem elegíveis para os prêmios de cinema em língua estrangeira do Globo de Ouro”. Os filmes também não precisarão ser exibidos para os membros do comitê da HFPA em uma sala de projeção como feito anteriormente. Nas novas regras, os distribuidores de filmes precisam entrar em contato com a HFPA e fornecer ao comitê de nomeações um link de exibição ou cópia em DVD do filme para que os membros vejam em casa. A data da premiação do 93º Globo de Ouro ainda não foi anunciada, mas as comediantes Tina Fey e Amy Poehler já estão confirmadas como apresentadoras da cerimônia.
Academia da Televisão muda regras para impedir que indicados ao Oscar concorram ao Emmy
Após a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas relaxar suas regras para permitir que alguns filmes lançados direto em streaming possam concorrer ao Oscar, a Academia da Televisão dos EUA estabeleceram um limite, avisando que nenhuma produção indicada ao Oscar poderá disputar o Emmy. A mudança no Emmy começa a valer em 2021 — e, ao contrário da que ocorreu nas regras do Oscar, deve ser permanente. A decisão deve ter efeito maior nas categorias de documentário, que antes mesmo da flexibilidade do Oscar já vinha produzindo nomeações duplas. A produção “O.J.: Made in America”, por exemplo, foi lançada originalmente no canal ESPN como uma série documental em sete episódios. Por isso, foi indicado a seis Emmys, incluindo na categoria de Melhor Série Documental, levando dois prêmios técnicos. Depois, a emissora reeditou o material para lançar “O.J.: Made in America” nos cinemas, como um filme de quase 8 horas de duração. Neste formato, ele disputou e venceu o Oscar de Melhor Documentário. Situações de duplas nomeações ainda ocorreram com “Ícaro” (2017), que também venceu o Oscar, além de “A 13ª Emenda” (2016), “What Happened, Miss Simone?” (2015) e “The Square” (2014), todos da Netflix. Em nota, a Academia da Televisão (antigamente chamada de Academia de Artes e Ciências Televisivas) deixou claro que apóia a decisão dos organizadores do Oscar, mas precisou estabelecer uma separação entre as duas áreas, numa mudança de regra complementar. A entidade ainda destacou que a mudança estava sendo discutida desde março, antes do agravamento da pandemia. Entretanto, como o Emmy e o Oscar acontecem em datas distantes, a possibilidade de dupla indicação ainda existe, se ela aparecer primeiro no Emmy, e depois no Oscar, como aconteceu com “O.J.: Made in America”. Neste caso, a responsabilidade de premiar um produto televisivo ficará por conta exclusiva da Academia Cinematográfica.
Premiada com o Emmy, Malhação: Viva a Diferença ganha reprise na Globo
A temporada mais famosa de “Malhação”, intitulada “Viva a Diferença”, vai voltar ao ar em versão especial compacta, nesta segunda-feira (6/4) na rede Globo. Vencedora do prêmio Emmy Kids Internacional de 2018, a fase fez tanto sucesso que deu origem até a uma série derivada, “As Five”, produzida para a plataforma Globoplay. Exibida originalmente entre 2017 e 2018, “Malhação: Viva a Diferença” foi, como sugere seu título, a mais diferente das versões da novelinha eterna da Globo. Para começar, foi a primeira temporada ambientada em São Paulo. Mais importante que isso, a primeira a valorizar a amizade feminina, em vez de namorinhos, e a integrar personagem LGBTQIA+ entre as protagonistas, retratada não como alívio cômico ou vítima de preconceito, mas ao estilo gente como a gente. Outro fato inovador aconteceu após sua exibição, quando se tornou a primeira fase de “Malhação” a ganhar spin-off. Na trama, tudo começa durante uma pane no metrô paulista, em que Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Benê (Daphne Bozaski) e Tina (Ana Hikari) se veem presas no mesmo vagão em que Keyla (Gabriela Medvedovski) entra em trabalho de parto. O nascimento da criança se torna uma experiência impactante na vida das cinco garotas, que apesar de origens e personalidades distintas, tornam-se ligadas para sempre. Escrita pelo recém-falecido Bruno Lima Penido e pelo cineasta Cao Hamburger (de “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” e “Xingu”), a produção rompeu com o padrão dos draminhas românticos que vinham se alternando em “Malhação” para abordar cinco histórias paralelas, que, além de ilustrar diferentes estilos de vida, formaram um panorama multicultural capaz de refletir a amplitude do universo jovem paulistano. Os temas se aprofundaram, da gravidez na adolescência à rejeição sofrida por jovens LGBTQIA+, passando pelo preconceito racial e de doença (autismo), sem esquecer do empoderamento feminino. Isto teve impacto na audiência e reconhecimento da crítica. “Malhação” se tornou programa maduro, sem perder seu foco original no público jovem. A volta de “Malhação: Viva a Diferença” à televisão é consequência da suspensão das gravações de novos programas do núcleo de dramaturgia da Globo, como forma de prevenção contra o avanço da pandemia de coronavírus no Brasil. A emissora estava preparando a estreia de uma nova temporada, “Malhação: Transformação”, quando suspendeu a produção geral de seus trabalhos. Mas a opção pela reprise da temporada premiada também funciona como esforço de sinergia, já que antecede o lançamento da continuação da história, “As Five”. Ainda sem data oficial de estreia, “As Five” tinha previsão de lançamento no segundo semestre na Globoplay, mas a crise sanitária pode ter mudado esses planos. A trama pretende mostrar o reencontro das cinco amigas, “três anos, seis meses e dois dias” depois dos acontecimentos de “Malhação: Viva a Diferença”. Algumas mudaram de cidade, outras se casaram e o até o bebê que as juntou cresceu, mas o motivo do reencontro, segundo tem sido divulgado, será um enterro – de Mitsuko (Lina Agifu), mãe de Tina. Tina continua morando em São Paulo e virou uma produtora musical ao lado do namorado, Anderson (Juan Paiva). Quando a notícia da morte de sua mãe chega nas amigas, ela recebe apoio das quatro para superar o momento difícil. Mas logo vai ficar claro que cada uma delas também atravessa uma crise particular e cada uma vai tentar ajudar a outra. Veja abaixo uma apresentação da história original de “Malhação: Viva a Diferença”.
Documentário brasileiro sobre menstruação vence o Emmy Kids Internacional
O documentário “Nosso Sangue, Nosso Corpo”, da cineasta paulistana Mariana Cobra, venceu o Emmy Kids Internacional, na categoria “factual”, em cerimônia transmitida pelas redes sociais diretamente de Cannes, na França. Para comemorar a conquista internacional, a diretora improvisou um tapete vermelho no sítio no interior de Minas Gerais onde está há duas semanas em quarentena. “Me arrumei, tomei champanhe e celebrei muito”, contou, por mensagem de WhatsApp, ao jornal O Globo. “Nosso Sangue, Nosso Corpo” reúne entrevistas de jovens entre 13 e 19 anos do Brasil, Argentina, Índia e África do Sul, falando sobre a menarca, primeiro fluxo menstrual. A diretora conta que sua personagem da África do Sul “não tinha dinheiro para comprar absorventes e, quando estava menstruada, faltava aula”, que a menina da Índia “era proibida de rezar com a família durante o período”, enquanto a argentina, única representante LGBTQIA+ da selação, “teve conflitos intensos com o próprio corpo, a ponto de desenvolver uma anorexia”, e a brasileira “escondeu o fato da família por quase um dia inteiro, envergonhada”. “Como mulher, foi muito importante dirigir um projeto que trata de um tema tão significativo e presente na rotina de corpos femininos de distintas gerações. Muito bom saber que trabalhos com assuntos tão pouco abordados estão sendo prestigiados. Isso é um sinal positivo e mostra que mudanças estão acontecendo na sociedade. Minha expectativa é que nós e as próximas gerações possam de verdade falar sobre o tema, que a menarca seja um momento conhecido e respeitado”, declarou. Especialista em trabalhos sobre o universo feminino, Mariana Cobra já filmou o curta “Remorsos” (2015), sobre violência de gênero, realizou o projeto fotográfico “Divinas”, que busca retratar a real beleza da mulher latino-americana, trabalhou na série “A Garota da Moto” e fez a websérie “Zodíaca”, com Mariana Ximenes, Fabiula Nascimento e Maria Flor, entre outras atrizes, interpretando seus respectivos signos. Seu próximo projeto será um longa sobre as pressões da maternidade. O Brasil também concorria ao Emmy Kids Internacional com a série teen “Malhação”, o reality “The Voice Kids”, ambos da Globo, e a animação “Irmão do Jorel”, do Cartoon Network, mas apenas o trabalho de Mariana Cobra, coproduzido pela Fox, foi premiado. Veja abaixo o belíssimo trailer de “Nosso Sangue, Nosso Corpo”.
Rick and Morty: Trailer revela data de estreia dos novos episódios
O Adult Swim divulgou o trailer dos novos episódios de “Rick and Morty”. Além das lutas com alienígenas típicas da série animada, a prévia anuncia a data de retorno da atração, que vai acontecer em 3 de maio nos EUA. Os novos episódios representam a segunda parte da 4ª temporada da animação. Os capítulos iniciais foram disponibilizados no Brasil pela Netflix em dezembro passado. Criada por Justin Roiland e Dan Harmon (criador também de “Community”), a série acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, que acabam tendo grande impacto na realidade de sua família – e também na cultura pop. A temporada anterior venceu o Emmy de Melhor Série Animada dos Estados Unidos. Graças ao sucesso e reconhecimento da crítica, o Adult Swim encomendou 70 episódios novos da série em 2018, dos quais apenas 5 foram lançados até agora e os próximos 5 chegam em maio.
Globo de Ouro muda regras para incluir filmes não lançados nos cinemas na premiação
A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), que organiza a premiação do Globo de Ouro, anunciou nesta quinta (26/3) que as regras para sua cerimônia de 2021 serão mudadas em decorrência da pandemia do novo coronavírus. A determinação é que, para concorrer aos prêmios, os estúdios não precisarão lançar os longas primeiro nos cinemas, podendo liberá-los inicialmente em um “formato televisivo” (serviço de streaming, canal de TV aberta ou fechada, etc.) e, mesmo assim, competir nas categorias cinematográficas. Por enquanto, a nova regra tem valor “temporário”, aplicando-se apenas a lançamentos realizados no período em que os cinemas permanecerem fechados devido à pandemia. A Associação também revogou a regra que obrigava estúdios a promover exibições especiais de filmes para os seus (por volta de 90) membros. Em vez disso, os produtores poderão enviar DVDs ou links através dos quais os membros poderão assistir às obras candidatas à premiação. O Globo de Ouro de 2021 ainda não tem data definida, mas já definiu as comediantes Tina Fey e Amy Poehler como apresentadoras. Enquanto a HFPA tomou uma decisão rapidamente, os diretores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (responsável pelo Oscar) ainda estão deliberando sobre possíveis mudanças nas regras para 2021. A Academia, claro, é um entidade muito maior, com mais de 8 mil membros.












