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    Academia barra Hamilton do Oscar 2021

    9 de janeiro de 2021 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos tomou uma decisão polêmica e barrou a versão filmada do musical “Hamilton”, um dos maiores sucessos da plataforma Disney+ (Disney Plus), da disputa do Oscar 2021. Mesmo estando apto a concorrer em outras premiações do cinema, como o Globo de Ouro e o SAG Awards, a gravação do espetáculo da Broadway foi desqualificada pela Academia sem maiores explicações, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. “Hamilton” tem sua elegibilidade questionada desde o ano passado, por ser uma espécie de registro documental de apresentações da peça da Broadway. Segundo alguns, a produção seria incompatível com uma regra de 1997 válida para curtas e documentários, que descarta “trabalhos sem edição de registros de performance”. Esta regra foi introduzida após peças filmadas aparecerem na premiação do cinema, como “Otelo” (1965), “Give ‘Em Hell, Harry” (1974) e “O Homem na Caixa de Vidro” (1975). O detalhe é que “Hamilton” tem trabalho de edição. Não é um simples registro, pois compila três dias de performances diferentes, com o teatro fechado, realizadas especificamente para o filme. Por conta disso, o THR apurou que o Comitê de Regras e Prêmios da Academia optou por excluir a obra com base em outra regra, recém-introduzida, e que teria o objetivo oposto: de facilitar a disputa de lançamentos exclusivos de streaming durante a pandemia. A regra diz que “Até novo aviso e somente nesta edição do Oscar, filmes disponíveis em serviços de streaming estarão qualificados para concorrer ao prêmio. O comitê de regras da Academia vai avaliar todas as questões envolvendo regras e elegibilidade”. Teria sido a segunda parte, sobre o poder do comitê para decidir com base em seus critérios pessoais, que teria barrado o filme. Não há explicações sobre quais critérios impediram a inclusão entre os candidatos. “Hamilton” foi aceito na disputa de várias outras premiações de cinema e é favorito ao Globo de Ouro de Melhor Filme Musical (ou de Comédia), assim como o elenco nas categorias de atuação. Já o SAG Awards, prêmio do Sindicato dos Atores, curiosamente caracterizou “Hamilton” como um filme para TV, qualificando-o a concorrer nas categorias destinadas a telefilmes e minisséries. Vale lembrar que a Disney desembolsou U$ 75 milhões pelos direitos de exibição do longa e pretendia lançá-lo no cinema, mas acabou disponibilizando-o em sua plataforma de streaming por causa da pandemia. “Hamilton” tornou-se um dos conteúdos mais assistidos da Disney Plus. Veja abaixo o trailer da produção.

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    Grammy adia premiação para data do SAG Awards, que se diz “extremamente desapontado”

    6 de janeiro de 2021 /

    Por conta da pandemia de coronavírus, o Grammy anunciou na noite de terça (5/1) uma mudança em sua data de cerimônia, que foi adiada de 31 de janeiro para o dia 14 de março. O problema é que, nesta data, já estava agendada a cerimônia do SAG Awards, premiação do Sindicato dos Atores (SAG-Aftra) dos EUA. Diante da alteração, a organização do SAG, que já havia planejado a cerimônia com antecedência, emitiu um comunicado se dizendo decepcionada com o Grammy. “Estamos extremamente desapontados ao saber da data conflitante, 14 de março, anunciada hoje para a transmissão do Grammy Awards deste ano”, disse a organização do evento. “Anunciamos a data do SAG Awards em julho passado com a intenção de dar a maior consideração possível para outras premiações se programarem com antecedência. Esperamos a mesma consideração de organizações irmãs em todo o setor”, disseram. O sindicato dos atores já entrou em contato com a Academia das Gravações sobre a situação, e as conversas estão em andamento. “O SAG Awards reconheceu atuações de destaque no ano passado. Faremos novamente um show espetacular que cumpre essa missão”, disse a organização do evento. “Nossas duas organizações, SAG-AFTRA e a Recording Academy, compartilham membros e trabalham juntas de forma eficaz para defender artistas em muitas áreas. Em um ambiente que é cada vez mais desafiador para programas de premiação televisionados, também temos um interesse mútuo em mostrar com sucesso a arte e o talento de nossos respectivos membros. Estamos em contato com a Recording Academy e continuaremos a trabalhar com nossas organizações irmãs para encontrar maneiras de tornar a temporada de premiações deste ano a mais bem-sucedida possível”.

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    Globo de Ouro gera polêmica por classificar Minari como Filme Estrangeiro

    24 de dezembro de 2020 /

    A Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, responsável pelo Globo de Ouro, tornou-se alvo de protestos de vários integrantes da indústria do cinema dos EUA ao classificar o filme americano “Minari”, vencedor do Festival de Sundance deste ano, na disputa de Melhor Filme Estrangeiro. O longa de Lee Isaac Chung estrelado por Steven Yeun (“The Walking Dead”) é uma produção americana, filmada nos EUA por um cineasta americano, que acompanha a luta de uma família de imigrantes sul-coreanos para atingir o sonho americano. “’Minari’ é o melhor filme e o filme mais americano que vi este ano”, tuitou Phil Yu, do popular site Angry Asian Man, puxando o protesto. “Isso é uma besteira completa.” Yu foi um dos primeiros a manifestar sua indignação após a seleção dos filmes estrangeiros do Globo de Ouro ser divulgada. Outra foi a cineasta Lulu Wang, que enfrentou o mesmo problema no ano passado quando seu filme “A Despedida” (The Farewell) foi classificado como Filme Estrangeiro no Globo de Ouro. “Eu não vi um filme mais americano do que ‘Minari’ este ano”, tuitou Wang. “É uma história sobre uma família de imigrantes, NA América, perseguindo o sonho americano. Nós realmente precisamos mudar essas regras antiquadas que caracterizam os americanos apenas como base em porcentagem de diálogos em inglês.” As regras de elegibilidade do Globo de Ouro declaram que qualquer filme com pelo menos 50% de diálogos em outros idiomas entra na categoria Língua Estrangeira. Grande parte de “Minari” é falado em coreano, mas há muitos diálogos em inglês, numa história completamente americana. Outros filmes com menos diálogos em inglês já foram considerados americanos anteriormente pelo Globo de Ouro, o que levou alguns comentários a sugerir racismo da parte dos organizadores do evento. Harry Shum Jr (“Caçadores de Sombras”), por exemplo, reparou que “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, teve apenas 30% de diálogos em inglês, comparados aos textos em alemão e francês e italiano da produção, e não foi considerado Estrangeiro pelo Globo de Ouro. “’Minari’ é um filme americano”, concluiu ele, na comparação. Além disso, “Babel”, de Alejandro Iñárritu , que incluía cinco idiomas diferentes, também foi considerado americano pelo Globo de Ouro em 2007. E não se pode esquecer que o recente “Me Chame pelo Seu Nome” inclui uma quantia considerável de conversas italianas, foi filmado na Itália e tem diretor italiano, mas também foi considerado americano pelo Globo de Ouro em 2018. O roteirista-produtor Phil Lord (“Anjos da Lei”) foi direto ao ponto no Twitter: “A questão, em relação a ‘Minari’ e o Globo de Ouro, não é um descuido. É uma escolha. As regras poderiam e deveriam ter mudado depois do ano passado [por causa de ‘A Despedida’]. Este ano, muitas pessoas argumentaram que ‘Minari’ é um filme americano. Esta é uma decisão cuidadosamente considerada, deliberada e preconceituosa”. Ele acrescentou: “Eu simplesmente não consigo ver porque QUALQUER filme em qualquer idioma seria desqualificado de competir nas categorias de melhor filme. Qual é a razão? ” Daniel Dae Kim (“Hawaii Cinco-0”) escreveu que colocar ‘Minari’ na categoria de Melhor Filme Estrangeiro era o “equivalente, em cinema, a ser xingado ‘volte para seu país’, quando esse país é na verdade os EUA”. Ming Na Wen (“The Mandalorian”) também não ficou feliz. “Isso me irrita em muitos níveis. PAREM COM ESTA ESTUPIDEZ!!”, ela escreveu. “Um filme como ‘Minari’ é o mais americano possível!!! Corrija isso, Globo de Ouro. Especialmente em 2020.” “Só para constar, ‘Minari’ é um filme americano escrito e dirigido por um cineasta americano que se passa na América com um ator principal americano e produzido por uma produtora americana”, tuitou Simu Liu, intérprete de Shang Chi, o Mestre do Kung Fu da Marvel. “… E sem dar spoiler, é uma BELA história de uma família de imigrantes tentando construir uma vida a partir do zero. O que poderia ser mais americano do que isso?” Andrew Phung (“Kim Convenience”) tuitou: “Um lembrete triste e decepcionante de que um filme sobre o sonho americano, ambientado na América, estrelado por um americano, dirigido por um americano e produzido por uma empresa americana, é de alguma forma estrangeiro”. Min Jin Lee, autor de Pachinko, que atualmente está sendo desenvolvido como uma série da Apple, acresentou: “’Minari’ é um filme americano sobre novos americanos. Todos na América, exceto os indígenas, vieram de outro lugar por escolha ou força. A língua inglesa não é uma língua nativa. Chega dessa bobagem sobre os asiático-americanos serem permanentemente estrangeiros. Terminei.” A Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood ainda não se manifestou sobre a polêmica. Veja abaixo o trailer de “Minari”.

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    Festival de Brasília premia documentário de Roraima

    22 de dezembro de 2020 /

    A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) anunciou os vencedores do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O prêmio de Melhor Filme foi para “Por Onde Anda Makunaíma?”, de Rodrigo Séllos. Primeira produção de Roraima a participar da competição, o documentário entrelaça as figuras de Macunaíma, personagem literário de Mario de Andrade, e de Makunaima, mito consolidado entre indígenas, para resgatar a história e denunciar o risco de extinção dos povos originários do Brasil. Sua vitória também ressalta o predomínio de documentários na programação. Dos seis filmes em competição, cinco eram documentários. Sintomaticamente, o prêmio do Júri Popular (o Prêmio do Público) elegeu a única ficção selecionada para a competição: “Longe do Paraíso”, do baiano Orlando Senna. Pela falta de concorrentes de ficção, não houve premiações para categorias de atuações, além de reconhecimentos em diversas áreas técnicas. O festival, que geralmente distribui 12 troféus Candangos (do júri) para a competição oficial de longas, este ano ofertou apenas três. Além do prêmio de Melhor Filme, houve ainda um Prêmio Especial para o documentário carioca “Ivan, o TerrirVel”, de Mario Abbade, e o Prêmio Especial de Montagem para Marta Luz, pelo documentário “A Luz de Mário Carneiro”. A disputa de Melhor Curta ainda rendeu um troféu para “República”, segundo trabalho de direção da atriz Grace Passô (“Temporada”), que retrata conflitos éticos e sociais em meio à pandemia de covid-19. Neste ano, em que Brasília completa 60 anos, o festival também ganhou uma categoria para prestigiar a capital. O documentário “Candango: Memórias do Festival”, de Lino Meireles, que conta a história do evento, foi destaque na modalidade pela escolha do júri e do público. A edição deste ano ocorreu de forma virtual, com exibição dos filmes pela televisão, no Canal Brasil, e na plataforma de streaming Canais Globo. A premiação foi transmitida pelo Canal no Youtube da Secec. Ainda de forma atípica, todos os filmes que participaram do festival deste ano foram premiados em dinheiro. A Secec distribuiu o total de R$ 400 mil para 30 obras selecionadas. Na Mostra Oficial, longas receberam R$ 30 mil e os curtas, R$ 15 mil. Já a Mostra Brasília, pagou R$ 15 mil aos longas e R$ 5 mil aos curtas.

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    Bacurau é eleito Melhor Filme Internacional do ano pelos críticos de Nova York

    18 de dezembro de 2020 /

    Depois de Barack Obama, o New York Film Critics Circle, associação de críticos de cinema residentes de Nova York, também incluiu “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, em sua lista anual de melhores do ano. O longa brasileiro foi eleito o Melhor Filme Estrangeiro de 2020 pela crítica nova-iorquina. “Acho que em 40 anos só dois outros brasileiros receberam esse prêmio, ‘Pixote’, do Babenco, e ‘Cidade de Deus’, do Meirelles. Grato”, escreveu Kleber Mendonça Filho, comemorando a referência nas redes sociais. “E o New York Film Critics Circle premiou agora há pouco ‘Bacurau’ como melhor filme estrangeiro. Outros filmes brasileiros já ganharam na história, ‘Pixote’ e ‘Cidade’ de Deus”, ecoou Juliano Dornelles. A premiação de “Bacurau”, originalmente exibido em 2019 no Brasil, reflete o fato dele ter sido lançado nos EUA apenas neste ano. O fenômeno de popularidade entre a crítica americana lembra “Cidade de Deus”. Os dois filmes compartilham o fato de terem sido ignorados pelo comitê que escolhe o candidato brasileiro a uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar. Em vez de “Bacurau”, a Academia Brasileira de Cinema (ABC) selecionou “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, no ano passado. Mas “Bacurau” pode repetir “Cidade de Deus” e aparecer no Oscar mesmo assim, indicado a categorias técnicas em 2021. Uma seguidora de Dornelles chegou a lembrar dessa possibilidade, escrevendo após a notícia: “Parabéns!!!!!!!! Rumo ao Oscar agora”. New York Film Critics Circle, BACURAU Melhor Filme Estrangeiro. Acho que em 40 anos só dois outros brasileiros receberam esse prêmio, PIXOTE do Babenco e CIDADE DE DEUS do Meirelles. Grato. https://t.co/tvQXeJG0mV — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) December 18, 2020 E o New York Film Critics Circle premiou agora há pouco BACURAU como melhor filme estrangeiro. Outros filmes brasileiros já ganharam na história, Pixote e Cidade de Deus.⚡️⚡️⚡️ — Juliano Dornelles (@jdornelles) December 18, 2020

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    Atores de Os 7 de Chicago são eleitos Elenco do Ano pelo Gotham Awards

    17 de dezembro de 2020 /

    Os atores de “Os 7 de Chicago” receberão uma homenagem especial do Gotham Awards. O evento indie, que geralmente abre a temporada de premiação cinematográfica dos EUA, escolheu os intérpretes da produção da Netflix como o Melhor Elenco do ano. O IFP (Independent Filmmaker Project), responsável pela premiação, decidiu incluir o novo troféu no evento para destacar “as performances de um grupo dinâmico e notável e celebrar seu esforço coletivo e contribuições para a narrativa do filme”. “Para o nosso 30º aniversário, estamos orgulhosos de apresentar uma nova homenagem, reconhecendo a excelência em um elenco coletivo”, disse o diretor executivo do IFP, Jeffrey Sharp, em um comunicado à imprensa. “A partir deste ano e nos anos que virão, procuraremos celebrar um filme que demonstra a natureza colaborativa de uma performance em grupo e o efeito que tem na elevação de cada indivíduo e da história geral. Cada membro do elenco de ‘Os 7 de Chicago’ oferece uma performance intrincada e poderosa, e temos o prazer de celebrá-los e sua conquista cumulativa.” O filme da Netflix, escrito e dirigido por Aaron Sorkin, dramatiza os eventos que se seguiram a protestos na convenção democrata de 1968 em Chicago e o julgamento que se seguiu, de sete manifestantes contrários à Guerra do Vietnã, e seu elenco é mesmo impressionante. Inclui Sacha Baron Cohen (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”), Eddie Redmayne (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Jeremy Strong (“Succession”), Alex Sharp (“As Trapaceiras”), John Carroll Lynch (“Fome de Poder”), Danny Flaherty (“The Americans”), Noah Robbins (“Evil”), Yahya Abdul-Mateen II (“Watchmen”), Joseph Gordon-Levitt (“Power”), Frank Langella (“Kidding”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Michael Keaton (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”) e Kelvin Harrison Jr. (“Ondas”), Caitlin Fitzgerald (“Masters of Sex”), Alice Kremelberg (“Orange Is the New Black”), Ben Shenkman (“Billions”) e John Doman (“Gotham”). A 30ª edição do Gotham Awards vai acontecer em 11 de janeiro num formato híbrido, como o Emmy Awards, com os apresentadores num palco e os indicados em participação online. O evento também vai homenagear o ator Chadwick Boseman, a atriz Viola Davis e os diretores Steve McQueen e Ryan Murphy. Entre os indicados, “First Cow”, de Kelly Reichardt, se destaca com quatro indicações, mas até o filme brasileiro “Bacurau” está concorrendo a prêmio, na categoria de Melhor Filme Internacional.

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    Druk – Mais uma Rodada vence prêmio de Melhor Filme Europeu do ano

    12 de dezembro de 2020 /

    A Academia Europeia de Cinema (EFA, na sigla em inglês) consagrou “Druk – Mais uma Rodada” (Another Round), novo longa do diretor Thomas Vinterberg, como Melhor Filme Europeu do ano. Grande vencedor da cerimônia de premiação, que aconteceu de forma virtual na tarde deste sábado (12/12), “Druk – Mais uma Rodada” conquistou todos os quatro troféus a que concorria, incluindo ainda Melhor Direção, Roteiro (também de Vinterberg) e Ator (Mads Mikkelsen). O cineasta dinamarquês é um velho frequentador da premiação. Ele já tinha sido consagrado com o Prêmio Descoberta (da Crítica) em 1998 por um de seus primeiros longas, “Festa de Família”, e vencido o troféu de Roteiro por “A Caça”, em 2012. Mas é a primeira vez que leva o troféu principal dos European Awards, bem como o reconhecimento por ter feito a Melhor Direção do ano. Já Mads Mikkelsen venceu seu prêmio após bater na trave três vezes anteriormente. Ele chegou a ser considerado favorito por “A Caça”, após ser premiado no Festival de Cannes pelo papel, mas precisou fazer nova parceria com Vinterberg para ter seu talento reconhecido pela Academia. Um dos filmes mais elogiados de 2020, “Druk – Mais uma Rodada” também já tinha sido premiado no Festival de Londres, San Sebastian e Ghent. A trama gira em torno de Martin, interpretado por Mikkelsen, um tutor, marido e pai que já foi brilhante, mas se tornou apenas uma sombra de si mesmo após embarcar numa jornada alcoólica para testar uma teoria. A 33ª edição da premiação europeia também destacou a alemã Paula Beer como Melhor Atriz por seu trabalho em “Undine”, três anos após sua primeira indicação (por “Frantz”). Comandado pelo apresentador de TV alemão Steven Gätjen, que apresentou os prêmios em Berlim, com participação remota dos indicados, o evento ainda definiu a produção francesa “Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol, como Melhor Comédia do ano, “Collective”, de Alexander Nanau, como Melhor Documentário, e “Josep”, de Aurel, como a Melhor Animação. A maioria dos premiados pela EFA ainda é inédita no Brasil, mas os assinantes da Netflix conhecem bem pelo menos um dos títulos: o terror espanhol “O Poço”, vencedor da categoria de Efeitos Visuais e que deu muito o que falar quando foi lançado em streaming no começo do ano. Veja abaixo a lista completa dos vencedores. Melhor Filme Europeu “Druk – Mais uma Rodada” Melhor Diretor Europeu Thomas Vinterberg, “Druk – Mais uma Rodada” Melhor Ator Europeu Mads Mikkelsen, “Druk – Mais uma Rodada” Melhor Atriz Europeia Paula Beer, “Undine” Melhor Roteirista Europeu Thomas Vinterberg & Tobias Lindholm, “Druk – Mais uma Rodada” Melhor Comédia Europeia “Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol Melhor Animação Europeia “Josep”, de Aurel Melhor Documentário Europeu “Collective”, de Alexander Nanau Melhor Curta Europeu “All Cats Are Grey In The Dark”, de Lasse Linder Melhor Fotografia Europeia Matteo Cocco, de “A Vida Solitária de Antonio Ligabue” Melhor Edição Europeia Maria Fantastica Valmori, “Il Varco – Once More Unto the Breach” Melhor Desenho de Produção Europeu Cristina Casali, “The Personal History Of David Copperfield” Melhor Figurino Europeu Ursula Patzak, “A Vida Solitária de Antonio Ligabue” Melhor Cabelo e Maquiagem Europeus Yolanda Pina, Felix Terrero, Nacho Diaz, “La Trinchera Infinita” Melhor Trilha Sonora Europeia Dascha Dauenhauer, “Berlin Alexanderplatz” Melhor Som Europeu Yolande Decarsin, “Pequena Garota” Melhores Efeitos Visuais Europeus Inaki Madariaga, “O Poço” Prêmio EFA para Narrativa Inovadora Mark Cousins, “Women Make Film: A New Road Movie Through Cinema” Descoberta Europeia – Prêmio da Crítica Carlo Sironi, “Sole” Prêmio de Coprodução Eurimages Luis Urbano

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    Tiffany Hadish revela que Grammy queria que ela apresentasse evento de graça e pagasse seus custos

    10 de dezembro de 2020 /

    Rolou polêmica nos bastidores da premiação do Grammy (o Oscar da indústria da música). Convidada a apresentar um pré-show do evento, a comediante Tiffany Haddish revelou que não aceitou a oferta, porque a produção do evento queria que ela apresentasse três horas de programação sem receber cachê. Pior que isso, ela ainda teria que pagar seus custos com maquiagem, cabelo e figurino. “Tudo isso teria que sair do meu bolso. Eu não sei se isso significa que nunca mais serei nomeada, mas eu achei desrespeitoso”, ela desabafou em entrevista à revista Variety. A publicação buscou a Academia da Gravação para explicações. Um representante disse que “todos os anfitriões, apresentadores e atrações musicais tradicionalmente participam gratuitamente, incluindo neste ano”. A alegação é que a Academia é uma organização sem fins lucrativos. Tiffany achou desaforo. “Eu disse: ‘a exposição é maravilhosa, mas eu acho que já tenho bastante. Obrigada por me convidarem’. E ainda que eu aprecie a honra de ser nomeada, isso não está okay”, reclamou. A atriz, que está indicada ao Grammy 2021 na categoria de Melhor Álbum de Comédia – por “Black Mitzvah”, seu trabalho para a Netflix – já tinha sido indicada no ano passado por “The Last Black Unicorn”, na categoria de Melhor Álbum Falado. Diante da polêmica o chefe interino da Academia, Harvey Mason Jr, procurou pessoalmente a comediante, antes de se manifestar pelo Instagram. Em vídeo postado em sua conta pessoal, Mason, que assumiu o cargo provisoriamente em janeiro passado, disse que não sabia da oferta e da conversa. “Acabei de saber que a Academia de Gravação convidou Tiffany Haddish para apresentar a pré-cerimônia deste ano”, ele contou. “Infelizmente e sem o meu conhecimento, a profissional que trabalha para a Academia disse à Sra. Haddish que nem mesmo cobriríamos seus custos enquanto ela apresentasse este evento para nós. Para mim, isso está errado”, ele continuou. “Estou frustrado com essa decisão. Foi um lapso de julgamento, foi de mau gosto e foi desrespeitoso com a comunidade criativa – faço parte da comunidade criativa e sei como é isso, e não é certo”, acrescentou Mason, que é um veterano compositor, produtor e músico. “Felizmente, a Sra. Haddish foi gentil o suficiente para permitir que eu tivesse uma conversa com ela. Pedi desculpas a ela pessoalmente, pedi desculpas em nome da Academia e expressei a ela meu pesar e meu desagrado sobre como isso aconteceu e como foi tratado. E vou repetir: Tiffany, sentimos muito e agradecemos por me permitir falar sobre isso”. Esta não é a única polêmica da Academia neste longo 2020, que começou com a demissão da presidente da organização, Deborah Dugan, primeira mulher eleita para o cargo, defenestrada em janeiro sob acusação de má conduta. Ao sair, ela fez uma série de acusações contra a Academia, citando um comitê secreto que deixou Ed Sheeran e Ariana Grande fora da categoria de Música do Ano em 2019 após o favorecimento de outro artista por parte do conselho. Mais recentemente, a ausência de The Weeknd entre os indicados a prêmios no Grammy 2021 despertou raiva no cantor e em vários colegas que lhe deram razão, após seu disco ser consagrado como Melhor do Ano em várias premiações, alimentando novas acusações de corrupção no prêmio. A cerimônia do Grammy Awards 2021 está marcada para o dia 31 de janeiro. O comediante Trevor Noah, do “The Daily Show”, foi escolhido como anfitrião do evento e vai estrear na função. Não se sabe se ele também vai trabalhar de graça. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Harvey Mason jr. (@harveymasonjr)

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    Steven Soderbergh vai produzir o Oscar 2021

    8 de dezembro de 2020 /

    O cineasta Steven Soderbergh foi um dos selecionados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para produzir a cerimônia do Oscar 2021. Ele vai trabalhar ao lado da produtora Stacey Sher, com quem já tinha colaborado em “Contágio”, “Erin Brockovich” e “Irresistível Paixão”, e Jesse Collins, um especialista de eventos de premiação televisados, que este ano comandou o Grammy. Todos são estreantes na organização do Oscar, mas Soderbergh conhece bem o evento, tendo vencido o troféu de Melhor Direção por “Traffic” em 2000. Produtora veterana, Sher não venceu, mas já foi indicada duas vezes ao Oscar de Melhor Filme, por “Erin Brockovich” e “Django Livre”. A primeira tarefa dos produtores pode ser definir se o próximo Oscar terá ou não apresentador. As duas últimas cerimônias optaram por aposentar o apresentador principal, com resultados mistos. Mas como mostrou Jimmy Kimmel à frente do Emmy em setembro passado, as cerimônias que adotam distanciamento social e participações virtuais precisam de um apresentador capaz de comandar o espetáculo, até por questão organizacional. Com sua vasta experiência na TV ao vivo, Collins será de grande ajuda na criação de um programa que promete ser como nenhum outro: um híbrido de participação presencial e virtual. “Estamos emocionados e apavorados em igual medida”, disseram Collins, Sher e Soderbergh em um comunicado. “Devido à situação extraordinária em que estamos todos, há uma oportunidade de nos concentrarmos nos filmes e nas pessoas que os fazem de uma nova maneira, e esperamos criar um programa que realmente se pareça com os filmes que todos amamos.” O presidente da Academia, David Rubin, e a CEO da Academia, Dawn Hudson, acrescentaram: “O próximo Oscar é a ocasião perfeita para inovar e rever as possibilidades da premiação. Este é um time dos sonhos que responderá diretamente a esses tempos. A Academia está animada para trabalhar com eles para realizar um evento que reflita o amor mundial pelos filmes e como eles nos conectam e nos divertem quando mais precisamos deles.” O 93º prêmio anual da Academia será exibido apenas em 25 de abril, devido aos atrasos das estreias causados ​​pela crise do coronavírus. No Brasil, a transmissão deve ficar por conta da Globo e do canal pago TNT, como nos anos anteriores.

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    MTV homenageia Chadwick Boseman em premiação de cinema e TV

    7 de dezembro de 2020 /

    A MTV colocou o bode no meio da sala. Devido à pandemia do coronavírus, a premiação anual MTV Movie & TV Awards virou uma retrospectiva que destacou os Melhores de Todos os Tempos na TV e no cinema. Quer dizer, não de todos os tempos, mas desde que a MTV surgiu, nos anos 1980, até os dias de hoje. Intitulada Greatest of All Time, a premiação virou GOAT na sigla em inglês, que significa bode em português. A cerimônia aconteceu no domingo (6/12) com apresentação da atriz Vanessa Hudgens (“A Princesa e a Plebeia”), e celebrou vários feitos fora do comum, com categorias como Dançando Até se Acabar (o nome original do troféu é um palavrão), vencida por Kevin Bacon pelo clássico “Footloose, De Zero a Herói, representado pela transformação de William Zabka como Johnny Lawrence – de vilão em “Karatê Kid” a mocinho em “Cobra Kai” – , e Beijo Apaixonado Lendário, conquistado por Sarah Michelle Gellar e Selma Blair por “Segundas Intenções”. Os vencedores foram anunciados com participação de vários astros, como Neve Campbell (“Pânico”), Lily Collins (“Emily in Paris”) e Derek Hough (juiz de “Dancing with the Stars”, a Dança do Faustão americana). E entre os premiados também se destacaram Gal Gadot com o troféu Heroína (chamado, em inglês, de She-Ro) e Kevin Hart como Gigante da Comédia – apesar de Jim Carey ser recordista do prêmio de Ator de Comédia da MTV… De todo modo, o ponto alto foi uma homenagem ao falecido Chadwick Boseman, que recebeu o troféu de Herói para Ficar na História por seu papel em “Pantera Negra”. Ele foi representado por dois colegas Vingadores, Don Cheadle (o Máquina de Combate) e Robert Downey Jr (o Homem de Ferro). Veja abaixo o vídeo da homenagem ao astro da Marvel e a lista de todos os premiados. .@RobertDowneyJr and @DonCheadle paid tribute to the late Chadwick Boseman ahead of his Hero for the Ages honor at the #MTVAwards: Greatest of All Time. ❤️ pic.twitter.com/EmE5FcPXUM — MTV (@MTV) December 7, 2020 Dançando Até se Acabar Kevin Bacon, “Footloose” (1984) Gigante da Comédia Kevin Hart Dupla Dinâmica Drew Barrymore & Adam Sandler, por “Afinado no Amor” (1998), “Como se Fosse a Primeira Vez” (2004) e “Juntos e Misturados” (2014) Rainha do Grito Jamie Lee Curtis, pela franquia “Halloween” (1978-2022) Beijo Apaixonado Lendário Sarah Michelle Gellar e Selma Blair, por “Segundas Intenções” (1999) Rompimento de Partir o Coração Jason Segel e Kristen Bell, “Ressaca de Amor” (2008) De Zero a Herói William Zabka como Johnny Lawrence, de “Karate Kid” (1984) a “Cobra Kai” (2018-2022) Heroína Gal Gadot, por “Mulher-Maravilha” (2017) Herói para Ficar na História Chadwick Boseman, por “Pantera Negra”

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    Variety diz que Oscar 2021 será presencial

    1 de dezembro de 2020 /

    “Não haverá Oscar ‘virtual'”, afirmou a revista Variety nesta terça (1/12), citando representantes (não nomeados) da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e da rede ABC, responsável pela transmissão de TV, que lhe garantiram que o evento de 2021 será presencial. A Academia postergou o evento em dois meses justamente para materializar uma cerimônia com a participação de todos os indicados. Geralmente realizado entre fevereiro e março, o próximo Oscar acontecerá no dia 25 de abril, devido à pandemia do coronavírus. Apesar do anúncio oficial da mudança de data, os organizadores não revelaram quais medidas de segurança será adotadas para o evento, que costuma lotar os 3,4 mil assentos do Teatro Dolby, em Los Angeles, onde tradicionalmente tem sido realizado. Além disso, a proposta de um Oscar presencial precisará levar em conta se os indicados se sentirão confortáveis para comparecer a uma plateia lotada, já que muitos integrantes da Academia são idosos e pertencem ao grupo de risco da covid-19. Entre os atores que podem disputar os prêmios, após performances elogiadas pela crítica, estão Anthony Hopkins, de 82 anos, Ellen Burstyn, 88, Sophia Loren, 86, Meryl Streep, 71, David Strathairn, 72, Yuh-Jung Youn, 73, e Gary Oldman, 62. Neste ano, o Emmy Awards aconteceu em formato híbrido. Parte da cerimônia foi presencial e os indicados receberam seus prêmios de casa, acompanhando o evento por meio de videoconferência. A transmissão neste formato foi considerada um grande sucesso.

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    Fernanda Montenegro agradece Glenn Close, mas daria o Oscar de 1999 para Cate Blanchett

    28 de novembro de 2020 /

    A atriz Fernanda Montenegro respondeu aos elogios de Glenn Close (“A Esposa”), que lamentou que a brasileira não tenha vencido o Oscar em 1999 por seu desempenho em “Central do Brasil” (1998). A estrela de 90 anos se mostrou humilde diante da declaração da artista norte-americana, dizendo que, na sua opinião, o prêmio deveria ter ficado com a australiana Cate Blanchett. “É uma avaliação dela. Eu teria dado o prêmio para a [Cate] Blanchett, porque ela fez dois papeis de Elizabeth naquele ano extraordinários. Não foi um filme, foram dois, de uma forma maravilhosa”, opinou em entrevista ao Conversa com Bial, que foi ao ar na Globo na noite de sexta-feira (27/11). “Não é que meu trabalho não seja respeitado. Não é isso, mas eu teria votado na Blanchett”, completou a atriz. Cate Blanchett concorria pelo filme “Elizabeth” (1998) e venceu o Globo de Ouro e o BAFTA (o Oscar britânico) pelo papel. Mas só fez um filme naquele ano. Ela, de fato, voltou ao papel de Elizabeth numa continuação, que entretanto só foi realizada em 2007, “Elizabeth: A Era de Ouro”, pela qual foi novamente indicada ao Oscar. Entre um e outro, a australiana venceu seu primeiro troféu da Academia, como Melhor Atriz Coadjuvante por “O Aviador” (2004). Seu Oscar de Melhor Atriz tardou, mas acabou vindo por “Blue Jasmine” (2013), de Woody Allen. Já em 1999, quem levou o troféu foi Gwyneth Paltrow por seu trabalho em “Shakespeare Apaixonado” (1998). Além de superar Fernanda Montenegro e Cate Blanchett, ela concorreu com Meryl Streep (por “Um Amor Verdadeiro”) e Emily Watson (“Hilary e Jackie”). Trata-se de uma das edições do Oscar mais controvertidas de todos os tempos, em que teria vencido a candidata mais fraca. Mas este nem foi o maior escândalo da premiação. Romance de época bem feito, mas sem importância alguma, “Shakespeare Apaixonado”, dirigido pelo inexpressivo John Madden, acabou levando o Oscar de Melhor Filme, superando, entre outros, a obra-prima de Steven Spielberg, “O Resgate do Soldado Ryan”, que não foi só o definitivamente o melhor filme de 1999, mas um dos melhores da década. A controvérsia voltou à tona nesta semana, quando Glenn Close afirmou, em uma entrevista a um programa da rede norte-americana ABC, que, na sua visão, não fez sentido Fernanda Montenegro não ter conquistado a estatueta há 21 anos. No papel mais lembrado de sua carreira, Fernanda deu vida a Dora, uma professora aposentada que trabalha como escritora de cartas para analfabetos na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Ela acaba conhecendo uma mulher e seu filho, que fica sozinho após a mãe morrer atropelada por um ônibus. A personagem, então, toma como missão levar o garoto até seu pai. Na premiação de 1999, houve outro absurdo. “Central do Brasil”, dirigido por Walter Salles, perdeu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira para o italiano “A Vida É Bela”, de Roberto Benigni.

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    Estreias de cinema destacam candidato do Brasil ao Oscar 2021

    26 de novembro de 2020 /

    Um dos efeitos colaterais da falta de lançamentos bombásticos de Hollywood durante a pandemia de coronavírus tem sido o avanço das indústrias nacionais de cinema. Com mais força no Japão, Coreia do Sul e China, onde a crise sanitária encontra-se sob maior controle, os filmes locais têm dominado a programação e as bilheterias. Este processo vem acontecendo em escala muito menor no Brasil. Os motivos variam desde a reabertura tardia das salas até os reflexos inevitáveis de outra crise – dois anos sem que os produtores tivessem acesso ao Fundo Setorial do Audiovisual para produzir novos filmes. Mesmo assim, ainda há títulos de 2019, que completaram suas jornadas em festivais e chegam ao circuito comercial para ocupar salas que não têm mais o quê exibir. Entre os destaques desta semana, estão dois longas brasileiros premiados, “Pacarrete”, grande vencedor do último festival presencial de Gramado, no ano passado, e “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, selecionado para representar o Brasil no Oscar 2021. A escolha de um documentário para concorrer à categoria de Filme Internacional da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA é inusitada, mas a inesperada participação brasileira no Oscar passado também se deu por conta de um filme do gênero – “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa. Além disso, a obra de Barbara Paz tem muitos méritos. “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” teve uma trajetória internacional premiada, vencendo, entre outros, o troféu de Melhor Documentário do Festival de Veneza do ano passado. Homenagem ao cineasta Hector Babenco, que sua parceira cineasta registra em seus últimos instantes de vida – ele morreu em 2016, depois de uma luta contra o câncer – , o filme também serve de testamento das realizações de um dos maiores cineastas do Brasil – mesmo ele sendo argentino. “Pacarrete”, por sua vez, foi recebida com aplausos de pé em Gramado. Os elogios foram direcionados especialmente à performance da atriz Marcélia Cartaxo, que venceu um Urso de Prata no Festival de Berlim no começo da carreira, por “A Hora da Estrela” (1985), e voltou a conquistar um grande prêmio, o Kikito de Melhor Atriz por seu trabalho na nova obra, dando vida à história real de uma mulher de Russas, no interior do Ceará. Bailarina e ex-professora, a personagem-título sonha em se apresentar na principal festa da cidade. Com voz estridente, grita frases desconexas pelas ruas — e é simplesmente tachada de louca pelos moradores. Mas nunca se dá por vencida, defendendo sua arte em protesto e resistência. “Todo artista precisa resistir. Viva o cinema brasileiro”, disse Marcélia Cartaxo, ao receber seu troféu no festival gaúcho – um dos oito conquistados pelo filme de Allan Deberton. A lista de lançamentos brasileiros ainda inclui dois longas de diretores estreantes: “Mulher Oceano”, de Djin Sganzerla (filha de Rogério Sganzerla e Helena Ignez), que filma a si mesma como duas mulheres, e “Boni Bonita”, de Daniel Barosa, passado às margens da cena pop-rock brasileira, com participações de Otto, Ney Matogrosso e premiado no Festim Lisboa. Já entre os poucos títulos internacionais, o destaque é o sul-coreano “Invasão Zumbi 2: Península”, continuação do terror-sensação de 2016, novamente dirigido por Yeon Sang-ho, que entretanto não repete o mesmo impacto e tensão do filme original. Confira abaixo os trailers de todos os filmes que entram em cartaz nesta quinta-feira (26/11). Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou | Brasil | 2019 Pacarrete | Brasil | 2019 Mulher Oceano | Brasil | 2019 Invasão Zumbi 2: Península | Coreia do Sul | 2020 Meu “Querido” Elfo | Rússia | 2019

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