Porta dos Fundos ridiculariza Lava-Jato e sofre rejeição maciça no YouTube
O grupo humorístico Porta dos Fundos achou que era uma boa ideia fazer piada com a suposta parcialidade da Polícia Federal na condução da operação Lava-Jato. Gravou em seu canal no YouTube um vídeo em que mostra um delator, interpretado por Fábio Porchat, contando podres de políticos do PSDB para um agente federal desinteressado, vivido por Gregório Duvivier. No esquete, enquanto mal-feitos do governo de Fernando Henrique Cardoso são ignorados, o rabisco de um prato com lula, numa conta de restaurante francês, vira prova irrefutável para deflagrar a prisão de Lula. Houve quem considerasse engraçado, mas a maioria torceu o nariz, fazendo com que o vídeo, intitulado “Delação”, ganhasse mais dislikes do que likes – 450 mil contra e 257 mil favoráveis. Trata-se de um fato inédito na trajetória do grupo. Vale reconhecer que o Porta dos Fundos já usou humor para parodiar o governo de Dilma Roussef, mas enquanto é fácil rir da presidente mais impopular do Brasil, a reação do público demonstra que é bem mais difícil aceitar a ridicularização do trabalho da Lava-Jato. A polarização reitera pesquisas de opinião pública, que demonstram o apoio da populução às investigações: 66,3% dos brasileiros acreditam que a Lava-Jato é positiva para o país (segundo o Instituto Paraná) e 62% acreditam na culpa de Lula nos casos de corrupção investigados (Instituto Datafolha). O fato é que o vídeo teve repercussão, rendeu respostas na internet e chegou a quase 4 milhões de pageviews em 48 horas, muito acima da média do canal. Para se ter ideia, o vídeo mais popular do Porta dos Fundos no mês passado foi visto 2,6 milhões de vezes. Entretanto, se serviu de chamariz, o conteúdo “polêmico” trouxe comentários indesejáveis, que realçam um visível descompasso entre a classe artística, movida a patrocínio estatal e lei de incentivo fiscal, e a população que paga impostos. Vários comentários na página do vídeo lembram que o Porta dos Fundos recebeu autorização do governo para captar R$ 7,5 milhões em incentivo fiscal para rodar seu filme, algo que pode virar fator de desgaste para o grupo, ainda mais se entre seus patrocinadores aparecerem empresas estatais. o
Elisabeth Moss vai se juntar a Gwendoline Christie na 2ª temporada de Top of the Lake
A atriz Elisabeth Moss foi oficialmente confirmada na 2ª temporada de “Top of the Lake”. A produção era originalmente uma minissérie que ela estrelou em 2013. Na produção, ela vai voltar a trabalhar com a cineasta neozelandesa Jane Campion (“O Brilho de uma Paixão”), criadora da série, e com a primeira novidade anunciada do elenco, a atriz inglesa Gwendoline Christie (série “Game of Thrones”). “Estou animada de retornar à Austrália para trabalhar com Jane e explorar essa maravilhosa personagem. Mal posso esperar para que o público veja onde levaremos a jornada de Robin”, declarou a atriz, em comunicado. Moss venceu um Globo de Ouro em 2014 por sua performance como a detetive policial Robin Griffin, que investiga o desaparecimento de uma menina de 12 anos numa comunidade do interior da Nova Zelândia. A nova temporada irá mostrar a personagem trabalhando num novo caso, quatro anos após os eventos da trama original. Christie também se manifestou no comunicado sobre a produção da 2ª temporada: “Jane Campion tem sido uma das principais influências criativas da minha vida e eu não poderia me sentir mais privilegiada por estar trabalhando na próxima etapa deste seu drama único e apaixonante, ao lado da brilhante Elisabeth Moss”. A previsão de estreia da atração é apenas para 2017.
Roteirista de Tropa de Elite vai trabalhar na série de José Padilha sobre a Operação Lava-Jato
Ex-capitão do BOPE e comentarista de segurança pública da TV Globo há seis anos, Rodrigo Pimentel vai trocar a televisão brasileira pela produção de séries americanas. Ele irá trabalhar no novo projeto do diretor José Padilha, ajudando a escrever o roteiro de uma série sobre a Operação Lava-Jato. Segundo adiantou a coluna Radar, do site da revista Veja, o projeto seria para o Netflix. O serviço de streaming já possuiu uma relação profissional com Padilha, inaugurada com a bem-sucedida série “Narcos”, produzida pelo cineasta brasileiro. Rodrigo Pimentel também já foi parceiro de outros trabalhos de Padilha, tendo aparecido no documentário “Ônibus 174” (2002), do qual se tornou produtor associado, e escrito o livro “Elite da Tropa”, que inspirou o filme “Tropa de Elite” (2007). Ele também coescreveu, com Padilha e Bruno Mantovani, o roteiro do longa de 2007 e a história de sua continuação, “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro” (2010). Muitos acreditam, inclusive, que ele seja a inspiração do lendário Capitão Nascimento.
José Padilha vai fazer série americana sobre a Lava-Jato
O cineasta José Padilha quer transformar a Operação Lava-Jato numa série policial americana. O diretor, que se especializou em filmes e séries sobre crime e corrupção, vê na investigação sobre as entranhas da política brasileira todos os ingredientes de uma série envolvente, com apelo internacional. Ao contrário de Wagner Moura, que estrelou os dois “Tropa de Elite” e a série “Narcos”, produções comandadas por Padilha, o diretor acredita que a Lava-Jato “não tem viés político nenhum”. Enquanto Moura defende que a politização da investigação ameaça a democracia, Padilha diz que, ao contrário, são os roubos cometidos em nome de um partido que fraudam o processo democrático. “Toda vez que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSDB também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia”, ele resumiu, em entrevista à revista Veja. Padilha, que vive nos Estados Unidos com a mulher e o filho de 12 anos, contou à Veja que seu projeto sobre a Lava-Jato será baseada em um livro ainda inédito, composto por entrevistas com os envolvidos no escândalo. “O objetivo é narrar a operação policial em si e mostrar inúmeros detalhes esclarecedores que a própria imprensa desconhece”, ele adiantou. Como a série será uma produção internacional, ela terá título em inglês. Padilha trabalha com o nome provisório de “Jet Wash”, mas isso deve mudar, já que, nos Estados Unidos, a tradução literal não faz sentido. Lá, lava-jato é Car Wash – título de uma famosa comédia dos anos 1970. Atualmente, Padilha prepara a 2ª temporada de “Narcos” para o Netflix e desenvolve uma atração sobre a história das gangues das prisões americanas, intitulada “The Brand”, para o canal pago Showtime. Além disso, vaidirigir o filme de ação “Entebbe”, sobre uma operação histórica de combate contra o terrorismo.
Gotham é renovada para sua 3ª temporada
A rede americana Fox renovou a série “Gotham”, baseada nos quadrinhos de Batman, para sua 3ª temporada. O comunicado foi feito por David Madden, presidente da Fox, que aproveitou a ocasião para elogiar a equipe do programa. “É preciso uma equipe muito especial para contar os contos de Gotham”, afirmou Madden. Além de citar os produtores, que “honraram a mitologia de Gotham e a trouxeram à vida com profundidade, emoção e drama memoráveis”, o presidente da Fox também elogiou o “elenco incrivelmente talentoso”, que “redefiniu esses personagens icônicos para uma nova geração”. “Nós não poderíamos estar mais orgulhosos deste programa”, concluiu sua louvação. Com uma média de 4,5 milhões de telespectadores ao vivo, a produção não está estourando a audiência, mas tem um público fiel que pontua bem na escala demográfica mais visada pelos anunciantes. Foram encomendados mais 22 episódios para a 3ª temporada, que começarão a ser exibidos entre setembro e novembro nos EUA. Desenvolvida por Bruno Heller (criador da série “The Mentalist”), a atração explora o começo da carreira do futuro Comissário Gordon (Ben McKenzie, visto anteriormente em “Southland”), quando ele ainda era um detetive novato da polícia de Gotham City. O elenco ainda conta com David Mazouz (série “Touch”) Sean Pertwee (“Dog Soldiers”), Robin Lord Taylor (“A Outra Terra”), Donal Logue (série “Vikings”), Camren Bicondova (“No Ritmo do Passinho”), Cory Michael Smith (“Carol”) e Morena Baccarin (“Deadpool”).
Polícia prende responsáveis por ataques racistas na internet contra Taís Araújo
A polícia prendeu na manhã desta quarta-feira (16/3) suspeitos de participar dos ataques de teor racista nas redes sociais contra as atrizes Taís Araújo, Sharon Menezes e Cris Vianna, e a jornalista Maria Júlia Coutinho, do Jornal Nacional. Os policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, responsáveis pela Operação Cyberstalking, cumpriram, desde a madrugada, mandados de prisão em diversos estados (Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina). De acordo com o delegado da DRCI, Alessandro Thiers, um dos líderes do grupo suspeito de cometer os ataques é um adolescente, localizado em São Paulo. Outro suspeito de cometer o crime é paranaense, mas já está preso desde 2015 pelo crime de pedofilia. Além deles, o técnico de informática Tiago Zanfolin Santos da Silva, de 26 anos, foi detido na cidade de Brumado (a 555 quilômetros de Salvador). Eles vão responder por racismo, injúria racial, ameaça, pedofilia e organização criminosa. “Os detidos tinham um papel de administradores. Eram os mentores intelectuais de centenas de grupos que envolvem milhares de integrantes. Não dá para entender a motivação deles. São pessoas que se identificam com essa causa e, na cabeça delas, estão fazendo a coisa certa”, ele disse para a imprensa. Thiers ainda elogiou a atitude de Taís Araújo e pediu que vítimas deste tipo de crime compareçam às delegacias para registrar queixa. “Identificamos no caso de injúria racial crime de ação penal privada, portanto, é necessário que a vítima compareça à delegacia para fazer a representação e assim autorizar o início das investigações. Enaltecemos a atitude de Taís Araújo, que compareceu à delegacia e registrou queixa assim que sofreu os ataques. Se Maria Julia Coutinho tivesse feito uma representação, talvez o crime contra Taís não tivesse ocorrido”, concluiu. Por meio de sua assessoria de imprensa, Taís Araújo parabenizou a ação policial. “Fico feliz que a justiça tenha sido feita. Espero que crimes dete tipo contra qualquer mulher negra não fiquem impunes”, ela declarou.
Vilão de The Walking Dead vai estrelar a 2ª temporada de The Missing
O ator inglês David Morrissey, que deixou sua marca na série “The Walking Dead” como o vilão conhecido como Governador, vai estrelar a 2ª temporada de “The Missing”, informou o site The Hollywood Reporter. Como na temporada inaugural, o novo ano vai girar em torno do desaparecimento de uma criança, mas envolverá personagens diferentes. Entretanto, ao contrário das antologias tradicionais, a série coproduzida pela rede britânica BBC e o canal pago Starz manterá pelo menos um protagonista fixo, o detetive francês aposentado Julien Baptiste (Tchéky Karyo, de “Belle e Sebastian”), especializado em casos de pessoas desaparecidas Morrissey viverá o pai da vítima. Ele e Keeley Hawes (série “Ashes to Ashes”) perderam a filha, Alice Webster, em 2003. Mas, diferente da temporada anterior, a jovem voltará crescida (vivida por Abigail Hardingham, da série “Silent Witness”), depois de muitos anos desaparecida, causando grande impacto em sua pequena comunidade. A trama vai lidar com duas linhas de tempo, mostrando os períodos do desaparecimento e do retorno da jovem, para explorar as emoções da família e as contradições que emergem no retorno de Alice. Com a chegada do detetive Baptiste, que atravessa a Europa para investigar este caso, que ele nunca esqueceu, a série pretende explorar a complexidade emocional resultante do retorno de uma criança depois de tantos desaparecida. Os irmãos Harry e Jack Williams, criadores da série e roteiristas de toda a 1ª temporada, também assinam os oito novos episódios, que novamente serão dirigidos por Ben Chanan. Aclamada pela crítica, a 1ª temporada de “The Missing” foi indicada a quatro prêmios BAFTA, dois Globos de Ouro e um Emmy. A produção da nova temporada já começou na Bélgica, mas sua data de estreia não foi anunciada.
Beyoncé arrasa em música e clipe lançados de surpresa, mais politizada que nunca
A rainha das surpresas Beyoncé lançou um novo single, acompanhando por um novo clipe, pegando a internet desprevenida. A façanha não é tão impressionante quando a vez, em 2013, em que ela gravou um disco inteiro na surdina. Mas o vídeo explodiu feito bomba nas redes sociais. Não só pela falta de divulgação antecipada, mas pelas imagens. “Formation” é uma das músicas mais politizadas da cantora, algo vagamente aludido no discurso feminista de hits como “Flawless” e “Pretty Hurts”, mas que agora surge escancarado, com direito a imagens ilustrativas. Ela canta sobre o orgulho de sua negritude, entrando no clipe sentada sobre o capô de uma viatura da polícia de Nova Orleans, que afunda numa inundação das águas do Mississippi. O vídeo também mostra um garotinho dançando diante de uma formação da SWAT, e quando Beyoncé prega respeito às raízes negras, surge um jornal com a foto de Martin Luther King Jr. e imagens captadas em VHS, remontando danças de rua dos anos 1990, época em que o vídeo do espancamento de um negro chamado Rodney King pela polícia de Los Angeles gerou o maior levante racial já visto no país. Em uma das cenas, policias levam as mãos ao alto, em frente a um muro onde está escrito “parem de atirar em nós”. Beyoncé chama atenção para tudo isso sem perder sua pose ostentação, evocando os paparazzi que a perseguem e seu vestido Givenchy. Ela se descreve como uma negra poderosa e orgulhosa, que adora seu nariz, suas raízes sulistas e o cabelo afro da filhinha Blue Ivy – que, por sinal, participa do vídeo. E ela “arrasa”, como diz o refrão, sobre um arranjo minimalista de hip-hop, que privilegia a batida eletrônica e sua voz sobre os demais elementos da canção, favorecendo contorcionismos coreográficos bastante criativos. Já o vídeo, dirigido por Melina Matsoukas (a mesma diretora de “Pretty Hurts”), inclui cenas do documentário em curta-metragem “That B.E.A.T.”, sobre o hip-hop de New Orleans, o que pegou os diretores da obra de surpresa e ameaçou virar uma mini-polêmica no Twitter, até os produtores reconhecerem terem cedido as imagens para a cantora. Os cineastas, por sinal, são creditados na produção do vídeo.
Diretora de Guerra ao Terror vai filmar drama sobre tumultos raciais dos anos 1960
A diretora Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar por “Guerra ao Terror” (2008) e indicada por “A Hora Mais Escura” (2012), vai filmar um drama sobre os tumultos raciais de Detroit em 1967. A informação é do site Variety. Ainda sem título, o projeto será o 10º filme da cineasta e o terceiro de sua bem-sucedida parceria com o roteirista Mark Boal, que escreveu seus longas mais recentes. A trama retratará a devastadora revolta popular que tomou conta da cidade de Detroit ao longo de cinco dias, deixando 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados em 1967. Tudo começou quando a polícia resolveu fechar um bar sem licença num bairro pobre, durante uma festa de comemoração pela volta de dois soldados da Guerra do Vietnã. Ao decidir prender todo mundo, os policiais geraram ultraje e precipitaram protestos que descambaram para a violência, motivada pela questão racial – todos os 82 clientes detidos do bar eram negros. A reação do governo, enviando a guarda nacional e até tropas militares, apenas serviu para transformar a rebelião civil numa batalha campal. As filmagens devem começar na metade do ano para um lançamento em 2017, quando se comemora o 50º aniversário da rebelião. Além deste filme, Bigelow e Boal também desenvolvem “The Recruiters”, uma série sobre jihadistas para o canal pago HBO
Polícia Federal prende responsáveis pelo site pirata Mega Filmes HD
Uma operação deflagrada na manhã de quarta-feira (18/11) pela Polícia Federal resultou no fechamento e na prisão do grupo que gerenciava o site pirata Mega Filmes HD. Batizada de Barba Negra, a operação cumpriu dois mandados de prisão temporária visando desarticular uma organização criminosa especializada na prática de crimes contra os direitos autorais. O Mega Filmes HD oferecia um acervo de 150 mil filmes, documentários, séries de TV e shows de forma ilegal. Segundo a Polícia Federal, o site recebeu 60 milhões de visitas únicas mensais no primeiro semestre de 2015 — 85% originadas no Brasil e 15% de locais como Portugal e Japão. Os conteúdos eram oferecidos de forma gratuita, mas o site lucrava com a exibição de anúncios publicitários a seus visitantes. Além de ter realizado as prisões, a PF bloqueou as contas bancárias de sete suspeitos de gerenciar a página. Os investigados serão indiciados não apenas pela violação de direitos autorais, que tem uma pena de dois a quatro anos e multa, mas também por constituição de organização criminosa, que acrescenta ao delito uma pena de três a oito anos de prisão e multa.









