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    Diretor de Aftershock será investigado pela justiça chilena por abuso sexual

    3 de julho de 2018 /

    A Promotoria chilena confirmou nesta terça (3/7) que abriu uma investigação de abuso sexual contra o diretor de cinema Nicolás López, após as denúncias de oito mulheres divulgadas em uma revista local. Manuel Guerra, promotor da região Metropolitana, disse ao jornal La Tercera que “pelo que aparece na revista, existem dois casos que podem virar crime de abuso sexual, mas isso será determinado pela diligências que forem realizadas”. Guerra explicou que a Promotoria irá assessorar as vítimas, cujo depoimento “será muito relevante no momento de determinar a configuração ou não do que for indagado”. Em declarações à publicação, a atriz e cantora chilena Daniela Ginestar disse que, após um jantar, López mostrou-lhe um vídeo dele fazendo sexo com uma atriz famosa, deixando implícito de que ela deveria fazer o mesmo para conseguir trabalho. Depois, López masturbou-se na frente dela. Outro caso foi relatado pela modelo Bernardita Cruz, que afirmou ter sido apalpada por López em 2012 após o cineasta ter feito comentários sobre os seus seios. A atriz María Vidaurre denunciou o fato mais grave, ao afirmar que em 2015 foi chamada por López para um teste na casa do diretor e que ele a jogou na cama e tentou estuprá-la. López fez sucesso no cinema chileno e chegou a Hollywood por meio do cineasta Eli Roth. Roth dirigiu “O Albergue” (2005) e estrelou “Bastardos Inglórios” (2009). Ele também aceitou estrelar “Aftershock”, trabalho mais famoso de López, que teve até participação de Selena Gomez. A boa repercussão desse filme fez Roth retribuir ao chileno com um convite para escrever “Bata Antes de Entrar”, um remake do cult “Death Game” (1977), que ele dirigiu. Depois disso, o chileno também fechou um acordo de produção com a Netflix, que o serviço de streaming anunciou que será revisto. Diante da repercussão, López pediu desculpas em um vídeo e negou ser um abusador, o que irritou ainda mais a denunciantes e os movimentos dos direitos da mulher. Nos últimos meses, o Chile tem sido cenário de uma versão nacional do #MeToo, que tomou força com maciços protestos contra a violência e as desigualdades. Como resultado desse movimento, em abril a Justiça chilena abriu uma investigação por abuso sexual contra o diretor Herval Abreu, conhecido como o “czar” das novelas chilenas.

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    Guy Pearce revela ter sofrido assédio de Kevin Spacey em Los Angeles: Cidade Proibida

    3 de julho de 2018 /

    O ator australiano Guy Pearce se juntou à lista de homens que denunciaram Kevin Spacey por assédio sexual. Falando a um programa da TV australiana, Pearce revelou que sua experiência com Spacey, durante as filmagens do cultuado “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997) foi “um pouco complicada”. Ele contou que Spacey era “cheio de mãos-bobas”. “Felizmente, eu tinha 29 anos quando atuamos juntos, e não 14”, comentou, referindo-se a suposta preferência do ator por garotos mais jovens. “Kevin Spacey é um ótimo ator. Um tremendo ator, na verdade. É difícil falar sobre isso no momento”, completou Pearce. Em “Los Angeles: Cidade Proibida”, Pearce e Spacey interpretavam dois policiais que perseguiam um serial killer. Pearce era o novato Ed Exley, visto como o “menino de ouro” do departamento de polícia, enquanto Spacey era o corrupto Jack Vincennes. Spacey se viu envolto com denúncias de assédio no final de 2017, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) afirmou ter sido molestado pelo colega quando ainda era menor de idade. Desde então, diversas denúncias semelhantes surgiram contra Spacey, inclusive no set da série “House of Cards”. Como consequência, ele foi demitido da série, que estrelava para a Netflix, e foi apagado e substituído no filme “Todo o Dinheiro do Mundo”. A nova denúncia vem à tona quando o último filme estrelado por Spacey está prestes a chegar ao cinema. “Billionaire Boys Club” foi filmado em 2016 e traz Spacey como trapaceiro que se aproveita de jovens ingênuos com sonhos de fortuna. A estreia está marcada para 3 de agosto nos Estados Unidos.

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    YouTuber Júlio Cocielo perde patrocínios após repercussão de tuíte racista

    2 de julho de 2018 /

    O YouTuber Júlio Cocielo, um dos mais populares representantes de sua geração, perdeu a maioria dos patrocinadores após um tuíte considerado racista no fim de semana. Ao mencionar o veloz craque francês de 19 anos Kylian Mbappé, ele escreveu: “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia hein.” O tuíte foi ao ar no sábado (30/1), causou repulsa generalizada e foi apagado logo em seguida, junto com um impressionante número de outros tuítes ofensivos de Cocielo – nada menos que 50 mil. A explicação para tantos “comentários infelizes” foi que na época “tinham uma interpretação totalmente diferente de hoje, um momento delicado”. A íntegra de seu comunicado pode ser lida abaixo. Exemplos do que Cocielo achava que tinha “uma interpretação totalmente diferente de hoje” incluem um tuíte de 2013, em que ele escreveu: “Gritei vai macaca pela janela e a vizinha negra bateu no portão de casa pra me dar bronca”. Outro comentário do mesmo ano abordava justamente esse tipo de problema com uma solução exemplar: “O Brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas. Mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros”. O momento é realmente delicado para manifestações racistas, que deixam de valer a pena para os comediantes quando empresas de peso buscam estabelecer exemplos de responsabilidade social. Como a rede americana ABC, que decidiu cancelar “Roseanne”, sua série de maior audiência, justamente devido a um tuíte racista da protagonista e criadora da atração, a comediante Roseanne Barr. No caso de Cocielo, o comediante se viu pressionado por seus patrocinadores – empresas como Adidas, McDonald’s e Coca-Cola, patrocinadoras oficiais da Fifa, além de Submarino, Itaú, Tic-Tac e Foster. Algumas dessas empresas emitiram comunicados oficiais. A Adidas afirmou que, por repudiar “todo e qualquer tipo de discriminação, decidiu suspender a parceria com o youtuber Júlio Cocielo”. A Coca-Cola afirmou que não pretende ter mais ligação com Cocielo e completou: “O respeito à diversidade é um dos principais valores da nossa companhia, em nossas campanhas celebramos as diferenças e promovemos a união. Manifestações preconceituosas não são toleradas. Repudiamos qualquer forma de racismo, machismo, misoginia ou homofobia”. O site Submarino também afirmou que “repudia veementemente qualquer manifestação racista e que tomará as providências necessárias”. E o Itaú, que exibiu até sábado um vídeo para a Copa com Cocielo, comunicou que o youtuber “não faz mais parte” de qualquer ação publicitária” e “repudia toda e qualquer forma de discriminação e preconceito. Esperamos que o respeito à diversidade sempre prevaleça”. Além disso, o banco também tirou do ar a peça publicitária com o YouTuber. O jovem que dava seus primeiros passos como ator, após estrelar “Internet – O Filme” e “Os Penetras 2” no ano passado, acabou virando a maior vítima de si mesmo. Mas vale lembrar que não foi o primeiro YouTuber a revoltar o público com piadas irresponsáveis. O mais popular de todos, Whindersson Nunes, também causou com piadas machistas, ao desdenhar uma campanha feminista em vídeo de 2014 e num tuíte, que descreveu estupro como “uma palavra muito forte, vamos chamar de sexo sem aviso prévio”. Veja a íntegra do post que originou a polêmica e aquele em que Júlio Cocielo se desculpa: sobre tudo que tá rolando pic.twitter.com/siQUpz8tC9 — júlio cocielo (@cocielo) June 30, 2018

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    Novas acusações de agressão sexual podem render prisão perpétua a Harvey Weinstein

    2 de julho de 2018 /

    O procurador-geral do distrito de Manhattan anunciou nesta segunda-feira (2/7) novas acusações criminais contra o produtor de cinema Harvey Weinstein, que se somam a seu processo por estupro e atos sexuais, iniciado em maio. As denúncias incluem abuso sexual predatório e envolvem uma terceira mulher, além das duas mencionadas em processos anteriores, que o acusa de forçá-la a realizar sexo oral. Caso seja condenado, Weinstein, que está em liberdade por pagamento de fiança de US$ 1 milhão, pode pegar de 10 anos até prisão perpétua. “Esses indiciamentos são resultado da coragem extraordinária exibida pelas sobreviventes que decidiriam ir adiante”, disse o procurador distrital Cyrus Vance Jr. em comunicado. “A nossa investigação continua.” Embora o caso penal envolva apenas duas mulheres, mais de cem já afirmaram terem sido assediadas sexualmente por Weinstein ao largo de várias décadas. As acusações foram iniciadas por reportagens do jornal New York Times e da revista The New Yorker em outubro do ano passado, que converteram o antes todo-poderoso produtor cinema no catalisador do movimento #MeToo e num dos maiores predadores sexuais da história recente dos Estados Unidos. Mas Weinstein se diz inocente e seu advogado, Ben Brafman, já definiu sua estratégia, ao afirmar que todas as relações foram consentidas. Os promotores de Nova York não divulgaram o nome de nenhuma das mulheres que acusam Weinstein de assédio sexual nos documentos judiciais. Além do processo criminal, o produtor também enfrenta um processo civil por agressão sexual, movido por outras mulheres, que cobram indenizações milionárias.

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    Diretor chileno de Aftershock é acusado de assédio e abuso sexual por oito mulheres

    1 de julho de 2018 /

    O cineasta chileno Nicolás López, que dirigiu o filme de terremoto “Aftershock” (2012) e escreveu o suspense extremo “Bata Antes de Entrar” (2015), foi acusado de assédio e abuso sexual por oito mulheres. Os casos foram revelados pela revista chilena El Mercúrio. As acusadoras são mulheres bem conhecidas no Chile e duas delas trabalharam com ele no cinema. Segundo a publicação, a atriz e cantora chilena Daniela Ginestar disse que, após um jantar, López mostrou-lhe um vídeo dele fazendo sexo com uma atriz famosa, deixando implícito de que ela deveria fazer o mesmo para conseguir trabalho. Depois, López masturbou-se na frente dela. Outro caso foi relatado pela modelo Bernardita Cruz, que afirmou ter sido apalpada por López em 2012 após o cineasta ter feito comentários sobre os seus seios. A atriz María Vidaurre denunciou o fato mais grave, ao afirmar que em 2015 foi chamada por López para um teste na casa do diretor e que ele a jogou na cama e tentou estuprá-la. López fez sucesso no cinema chileno e chegou a Hollywood por meio do cineasta Eli Roth. Roth dirigiu “O Albergue” (2005) e estrelou “Bastardos Inglórios” (2009). Ele também aceitou estrelar “Aftershock”, trabalho mais famoso do diretor, que teve até participação de Selena Gomez. A boa repercussão desse filme fez Roth retribuir ao chileno com um convite para escrever “Bata Antes de Entrar”, um remake do cult “Death Game” (1977), que ele dirigiu.

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    Trump confunde crítica negativa do diretor David Lynch com elogio e retuíta

    26 de junho de 2018 /

    O presidente Donald Trump resolveu retuitar em sua página pessoal um suposto elogio do diretor David Lynch, criador da série “Twin Peaks” e de vários clássicos do cinema. O detalhe é que não foi realmente um elogio, mas uma crítica negativa, que a matéria do site de extrema direita retuitada por Trump não soube captar. E após verificar a confusão, o próprio Lynch foi às redes sociais deixar claro o que quis dizer. Em entrevista publicada no sábado (22/6), o diretor disse ao jornal The Guardian que Trump poderia entrar para história não pelas ações humanitárias, mas, sim, por impedir diversos projetos que poderiam ser úteis para os Estados Unidos. “Ele pode se tornar um dos maiores presidentes da história, porque ele tem impedido tanta coisa. Ninguém é capaz de combater esse cara de maneira inteligente”, disse Lynch. “Nossos chamados líderes não podem levar o país adiante. Não podem fazer nada”, opinou o cineasta. O site Breitbart News exaltou a frase “Ele pode se tornar um dos maiores presidentes da história” como elogio e o texto entrou na lista dos tuítes de Trump. “A frase que percorreu o mundo foi tirada um pouco de contexto e precisa de uma explicação”, escreveu o diretor como resposta em seu Facebook. “Infelizmente, se você continuar o que está fazendo, não terá a chance de ser um dos grandes presidentes da história. Isso parece muito ruim para você – e para o seu país. Você está causando sofrimento e divisão”. Ele continuou. “Não é tarde para redirecionar o barco. Mire nosso barco em um futuro brilhante para todos. Você pode unir o país. Sob uma liderança amorosa, ninguém perde — todos vencem. Espero que pense sobre isso e carregue no coração. Tudo o que você tem que fazer é tratar as pessoas como você gostaria de ser tratado.” Veja o texto original completo abaixo. “Director David Lynch: Trump Could Go Down as One of the Greatest Presidents” https://t.co/AcgnIZNh6e — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 25, 2018

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    Terry Crews revela que foi cortado de Os Mercenários 4 por ter feito denúncia de assédio sexual

    26 de junho de 2018 /

    O ator Terry Crews afirmou que foi cortado do projeto de “Os Mercenários 4” devido à sua denúncia de assédio sexual contra seu ex-agente. A revelação foi feita ao Senado americano nesta terça-feira (26/6), onde Crews prestou testemunho para um comitê encarregado de investigar os escândalos de abuso sexual em Hollywood. No ano passado, Terry Crews revelou que o agente Adam Venit agarrou seus genitais durante uma festa em 2016. Ele chegou a denunciar o caso, mas as autoridades não deram prosseguimento porque o crime teria prescrito. Então, decidiu abrir um processo civil contra Venit e sua agência, a WME. Crews contou ao Comitê Judiciário do Senado que Avi Lerner, produtor de “Os Mercenários”, ligou para seu empresário e pediu para que ele desistisse da ação contra o ex-agente Adam Venit para aparecer no novo longa. “Simplesmente porque esse mesmo produtor está sob sua própria investigação. Abusadores protegem abusadores, e essa foi uma coisa que eu tinha que decidir, se eu ia traçar esse limite. Vou ser uma parte disso ou vou me posicionar?”, ele comentou, ressaltando que preferiu manter o processo. No ano passado, Lerner foi processado por assédio sexual, ambiente hostil de trabalho e discriminação de gênero por uma mulher. Na época, ele classificou as acusações como “mentiras”. O ator foi chamado para testemunhar em uma audiência que visa produzir novas medidas de proteções às vítimas nas leis federais americanas. Ele relatou que os crimes sexuais sempre foram um problema na indústria cinematográfica. “Hollywood definitivamente tem sido um local problemático, simplesmente porque muitas pessoas veem isso como um sonho. E o que acontece é que alguém tem poder sobre esses sonhos”, explicou Crews. “E você é levado a acreditar que esse tipo de comportamento é esperado, que faz parte do trabalho, que assédio, abuso e até estupro fazem parte do seu trabalho”. Ele ainda afirmou que não tinha planos de denunciar o incidente, pois duvidava que a polícia fosse levá-lo a sério. “Eu provavelmente iria virar piada na delegacia. Um ano depois, quando o movimento #MeToo engrenou, senti que era seguro denunciar. Quando sofre uma violência, você fica atrás das linhas inimigas, tentando encontrar uma saída. Você está tentando encontrar uma forma de se manter seguro. Ninguém vai te ajudar. Ninguém vai acreditar em você”. Desde que falou publicamente sobre o caso, Crews disse ter sido contatado por vários outros homens que tiveram experiências semelhantes e não se sentiram à vontade para denunciar. “O que acontece é que você vai para uma lista negra, sua carreira fica em perigo. Depois disso, ninguém quer trabalhar com você”. O astro da série “Brooklyn Nine-Nine” revelou o caso de assédio no Twitter, dentro da campanha #MeToo, após as primeiras denúncias de atrizes contra Harvey Weinstein. “Tudo isso que está acontecendo com Harvey Weinstein está me dando DEPT (desordem de estresse pós-traumático). Por quê? Porque esse tipo de coisa aconteceu comigo”, ele tuitou. Mais tarde, ele disse no programa “Good Morning America” ​​que “nunca se sentiu mais emasculado, mais objetivado” do que quando o agente agarrou seus genitais.

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    Netflix renova Cara Gente Branca para a 3ª temporada

    22 de junho de 2018 /

    A Netflix publicou no Twitter o anúncio da renovação de “Cara Gente Branca” (Dear White People) para a 3ª temporada. Veja abaixo. Baseada no aclamado filme independente de mesmo nome, a série satiriza a “América pós-racial” ao retratar a vida de estudantes negros em uma conceituada universidade predominantemente branca. A atração faz um questionamento extensivo do racismo no mundo moderno, sem poupar sequer o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. A série foi criada pelo diretor e roteirista Justin Simien, responsável pelo longa original, premiado no Festival de Sundance de 2014, e além de explorar questões de raça, também discute classes sociais e sexualidade. Com mais 10 episódios, a atração retorna em 2019. Venho em nome da Ordem do X, passar a mensagem: Cara Gente Branca retornará à Netflix para uma terceira temporada. Boa noite. — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) 22 de junho de 2018

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    Mauricio de Sousa se diz surpreso com polêmica despertada pelo filme com atores da Turma da Mônica

    21 de junho de 2018 /

    O primeiro filme com atores da Turma da Mônica só vai estrear em 2019, mas já virou polêmica nas redes sociais. Usuários do Twitter acusam o longa “Turma da Mônica: Laços” de embranquecer o personagem Cascão com a escalação de Gabriel Moura, de 9 anos, que não cabelo liso e não é negro. “Eu fiquei meio ‘assim’ (surpreso) quando vi esta repercussão porque, nas histórias em quadrinhos, nunca deixamos essa posição clara. Cascão nunca foi desenhado negro”, disse seu criador, Mauricio de Sousa, ao jornal Extra. “Nós temos o Jeremias e outros personagens que são decididamente negros. Cascão, não. Isso foi surpresa para mim.” O público esperava um garoto com cabelo crespo, aparado e negro. No entanto, o cartunista defendeu a escolha do ator. “A seleção foi fruto de um trabalho meticuloso. E, por incrível que pareça, deu um resultado tão bacana que ficamos mais do que satisfeitos. Eles incorporaram os personagens tão bem, brincavam como eles”, afirmou. Ele confirma que houve “algumas concessões”, mas que foi fruto da diferença entre desenho e realidade. “Chegamos à conclusão, por exemplo, de que o cabelo do Cascão não deveria ser igual ao cabelo do desenho. Encontramos no Rio de Janeiro um menino que era o próprio Cascão na gesticulação, no jeito, no físico e no corpo: aquela perninha magrinha, a esperteza e tudo mais”, diz. A produção do filme selecionou o elenco infantil entre mais de 5 mil candidatos, e Mauricio acompanhou as etapas e opinou sobre os candidatos. “A seleção foi fruto de um trabalho meticuloso. E, por incrível que pareça, deu um resultado tão bacana que ficamos mais do que satisfeitos”, concluiu. Para encerrar o assunto, basta olhar os desenhos de Mauricio, que nunca desenhou Cascão com cor diferente de Mônica, Cebolinha e Magali, desde que o criou em 1961. E isto é, na verdade, um dado muito positivo, pois o personagem é em sua essência considerado sujo, por odiar banho. Fica até estranho o povo politicamente correto cobrar uma versão que propagaria preconceito, numa analogia horrível entre pele escura e sujeira.

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    Ricardo Darin refuta fama de “Harvey Weinstein argentino” após acusações de duas atrizes

    20 de junho de 2018 /

    O ator argentino Ricardo Darín, acusado de maus-tratos pelas atrizes Valeria Bertuccelli e Érica Rivas, rompeu o silêncio para se defender. Apesar de confirmar os desentendimentos, ele afirmou que isso não devia ser atrelado às denúncias de assédio e violência sexual, que se espalham pela cobertura da indústria do entretenimento atual. “Estou chocado e devastado. Estou atônito. E tentando entender como as coisas aconteceram e por que elas foram se transformando em outras”, disse o astro de “Relatos Selvagens” a uma jornalista do programa de TV “Los Ángeles de la Mañana”, que o abordou no aeroporto de Buenos Ayres na segunda-feira (18/6), quando o ator desembarcou de Mendonza, onde apresentou a peça “Escenas de la Vida Conyugal”. Na semana passada, Valeria Bertuccelli revelou, em outro programa de TV argentino, que abandou o elenco original da mesma peça em 2014, por causa de Darín. “Ele me tratou de uma maneira que não se trata uma colega de trabalho”, desabafou a atriz. “Fiquei muito mal, cheguei a desmaiar. Muitas vezes coisas do gênero acontecem, e sempre busco resolvê-las da melhor maneira: conversando. Mas o que aconteceu foi gravíssimo”, completou, sem entrar em detalhes. Valeria disse que resolveu deixar a peça, fechando um acordo com equipe, elenco e assessoria de imprensa de que o motivo divulgado seria uma proposta de um filme a ser feito por ela. Mas não foi isso que foi publicado na imprensa na época. “Inventaram que eu havia me apaixonado por Ricardo, e que o que eu sentia era tão forte que só havia contado a meu marido, que teria me tirado imediatamente da obra. Foi cruel.” Esta denúncia foi suficiente para resgatar boatos de desentendimentos com Érica Rivas, com quem Darín filmou “La Cordillera” (2017) no ano passado. Houve até quem dissesse que Rivas teria ido à polícia denunciar o ator, que desmentiu. Darín reconheceu que ele e Rivas tiveram “uma grande discussão”, mas acreditava que isso tinha sido superado. “É um momento de hipersensibilidade social, e aproveitar-se desta conjuntura para colocar esses episódios como uma questão de violência de gênero é muito perverso e não me parece casual. É algo muito infantil. Não sei o que comentar. Com Érica (Rivas), tivemos uma grande discussão em determinado momento. Encaminhei um pedido de desculpas a ela, que não foi aceito. Gostaria de falar com ela”, disse o ator. “É doloroso porque é muito difícil se defender quando tudo vai ser mal interpretado”, continuou Darín. “Me colocaram no grupo dos indesejáveis. Dos que maltratam, são agressivos, violadores em série. Houve uma publicação americana que falou em ‘Harvey Weinstein argentino'”. Com voz embargada, ele comentou que estava “sujo no mundo inteiro”. “Nunca vou conseguir limpar meu nome e uma reputação construída durante toda uma vida”, lamentou, dizendo que sentia “chocado e ferido”. Mas não quis dar sua versão para os acontecimentos. “Adoraria pode falar, mas não posso fazê-lo agora. Preciso ser inteligente. Tenho que cuidar da minha família. Isso não envolve somente a mim, mas também minha mulher, que é uma grande defensora dos direitos das mulheres, minha filha, minhas amigas”, concluiu. Para completar, Florencia Bas, mulher de Darín, compartilhou em seu perfil numa rede social a carta de outra atriz, Vanesa Weinberg, que se queixou de como foi difícil trabalhar com Bertucelli. Weinberg chamou Bertuccelli de “rainha do desrespeito” e disse que se ela quiser “paz interior” terá de se desculpar com muita gente.

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    Cineastas e produtores repudiam a Fox após apoio da Fox News à política imigratória de Trump

    19 de junho de 2018 /

    Quatro importantes produtores e cineastas da Fox resolveram protestar contra o canal de notícias do grupo, a Fox News, após o apoio dado por seus comentaristas à política imigratória do governo Trump, que separa crianças de seus pais. Foram diversos comentários, mas duas comentaristas mais conservadoras chamaram atenção por frases consideradas insensíveis, que alguns usuários das redes sociais compararam à propaganda nazista. No domingo (17/6), a comentarista Ann Coulter descreveu as crianças imigrantes detidas como “atores mirins lamentando e chorando” e alertou Donald Trump para não ceder: “Não caia nisto, Sr. Presidente”. Um dia depois, foi a vez de Laura Ingraham descrever os centros de detenção usados para abrigar as crianças separadas como “basicamente acampamentos de verão”. O criador da animação “Uma Família da Pesada” (Family Guy) e da série “Orville”, Seth MacFarlane, disse no Twitter que estava “envergonhado” de trabalhar para a Fox porque o estúdio pertence à mesma companhia que a Fox News. Steve Levitan, co-criador da série de comédia vencedora do Emmy “Modern Family”, se assumiu “com nojo” da Fox, afirmando que considerava “montar sua lojinha em outro lugar” após seu contrato com o estúdio expirar no próximo ano. O diretor de “Missão Madrinha de Casamento” e “Caça-Fantasmas”, Paul Feig, disse que, apesar de amar os funcionários nas divisões de cinema e TV da Fox, “não consigo perdoar o apoio que sua divisão de notícias promove para políticas e ações imorais e abusivas tomadas por este governo atual em relação a crianças imigrantes”. E o cineasta Judd Apatow, diretor de “Descompensada” e produtor de séries como “Girls”, “Crashing” e “Love”, dirigiu-se aos funcionários da Fox para se manifestarem. “Imaginem se fossem os seus filhos. Quem tem um filme, série de TV, evento esportivo, programa de notícias na Fox? Como vocês conseguem permanecer em silêncio quando eles promovem estas políticas?”, tuitou. Milhares de anônimos das redes sociais também se manifestaram de forma ruidosa, fazendo com que a hashtag #BoycottLaura, sobre o programa de Laura Ingraham na Fox News, voltasse a virar um dos principais tópicos do Twitter. É a segunda vez que ela desperta a ira da opinião pública neste ano. Em abril, a comentarista chegou a ser afastada após – justamente – uma ameaça de boicote a seus patrocinadores, por zombar de um estudante sobrevivente do massacre de Parkland, que defendia maior controle de armas nos Estados Unidos.

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    Produtora defende decisão polêmica de lançar filme estrelado por Kevin Spacey

    18 de junho de 2018 /

    A produtora Vertical Entertainment emitiu um comunicado para defender sua decisão de lançar nos cinemas o filme “Billionaire Boys Club”, último trabalho estrelado pelo ator Kevin Spacey. A participação do ator, vencedor de dois Oscars, tornou-se um fardo para a produção, após ele ser acusado por diversas pessoas de assédio e abuso sexual. As denúncias acabaram com sua carreira, levando-o a ser demitido da série “House of Cards” e ter sua atuação apagada em “Todo o Dinheiro do Mundo”, sendo substituído em refilmagens por outro ator. Ao abordar a polêmica, a produtora chamou atenção para o fato de o filme ter envolvido o trabalho de dezenas de outras pessoas, que deram duro para finalizar o produto, e que não mereciam ser penalizadas por conta do mal comportamento de uma pessoa. “Esperamos que essas alegações angustiantes relativas ao comportamento de uma pessoa – que não eram conhecidas publicamente quando o filme foi feito há quase três anos – não manchem o lançamento”, explicou a empresa em nota à imprensa. “Não toleramos o assédio sexual em qualquer nível e apoiamos totalmente as vítimas. Ao mesmo tempo, lançar este filme nos cinemas não é uma decisão fácil nem insensível, mas acreditamos em dar ao elenco, assim como centenas de membros da equipe que trabalharam duro no filme, a chance de ver seu produto final chegar ao público”, completa o curto texto. O filme foi produzido em meados de 2016, quando seus dois outros protagonistas, os jovens Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”) e Taron Egerton (“Kingsman: O Círculo Dourado”), estavam começando a chamar atenção, mas sua estratégia de aproveitar o sucesso da dupla para conseguir maior visibilidade saiu pela culatra com o excesso de visibilidade do caso de Spacey. Sem a mesma verba de Ridley Scott para refilmar “Todo o Dinheiro do Mundo”, os produtores se viram sem alternativas para recuperar o investimento. Na verdade, viram-se numa armadilha não muito diferente da experimentada pelos personagens da trama. Escrito e dirigido por James Cox (“Tudo em Família”), o longa é, ainda por cima, inspirado por um escândalo real, ao narrar como um grupo de estudantes ricos de Los Angeles se deixam engabelar por um golpista nos anos 1980, ao arquitetarem um esquema para ganhar dinheiro de forma fácil, convencendo diversos amigos a investirem em seu negócio. Até que o pilantra que os incentivou some com todo o dinheiro, deixando-os endividados e incriminados. A história virou um caso criminal famoso e não terminou nada bem para nenhum dos personagens reais. Foi tão midiático que chegou a ganhar um telefilme em 1987, estrelado por Judd Nelson, logo após estrelar “O Clube dos Cinco” – no papel agora vivido por Ansel Elgort. O próprio Judd Nelson também integra o elenco da nova versão, numa homenagem, ao lado ainda de Emma Roberts (série “Scream Queens”), Suki Waterhouse (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Cary Elwes (“Jogos Mortais”), Billie Lourd (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Jeremy Irvine (“Cavalo de Guerra”), Bokeem Woodbine (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) e Rosanna Arquette (série “Ray Donovan”). É um ótimo elenco. Mas a decisão de ir adiante com um filme que mostra Kevin Spacey abusando de imberbes autodenominados “boys” pode ser considerada indigesta demais, diante das acusações de pedofilia que pesam contra o ator – que, para se defender, resolveu se assumir homossexual, ultrajando também a comunidade LGBT+. Ficou curioso? Veja o trailer aqui. A estreia está marcada para o dia 3 de agosto.

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    Milhares de sites distorcem frase “bombástica” de Catherine Zeta-Jones sem a menor vergonha

    16 de junho de 2018 /

    Loucos por cliques, milhares de sites propagaram uma distorção indefensável de uma frase de Catherine Zeta-Jones, que rendeu uma profusão de manchetes sensacionalistas e uma pseudo-polêmica envolvendo a atriz neste fim de semana. Uma rápida pesquisa no Google aponta nada menos que 2 mil artigos propagando o texto inflamatório. A grande ironia é que a estrela de cinema se tornou uma Maria Antonieta moderna, segundo a caixa de reverberação das redes sociais, por conta de uma frase que, em seu contexto correto, foi bastante aplaudida. A frase que se tornou malvista é a seguinte: “Estou farta de ser humilde. Eu realmente estou. Sinto muito se sou rica. Sinto muito se sou casada com um astro de cinema. Sinto muito por não ser feia. Chega de desculpas. Basta!” A atriz teria feito esse desabafo supostamente numa entrevista realizada na sexta-feira (15/6) para o tabloide sensacionalista The Mirror. Mas tem um detalhe. O jornal que costuma informar coisas como a escalação de Megan Fox no papel de Batgirl em “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012) jamais entrevistou a atriz. Sem citar a origem, o jornal usou uma frase fora de contexto para atrair cliques. E conseguiu, dando razão em quem desacredita na imprensa sensacionalista. A versão integral da frase foi proferida em maio, durante um evento do SAG-AFTRA, o Sindicato dos Atores dos Estados Unidos. Em uma conversa de cerca de uma hora de duração, Zeta-Jones abordou o fato de ter sido muito humilde ao longo da carreira, até que a maturidade a permitiu repensar a situação e lhe empoderar para decidir seu destino e seu valor pessoal. “Eu venho de uma família de classe trabalhadora no País de Gales e trabalhei duro para chegar onde estou”, ela disse à platéia, numa descrição pessoal que não tem nada de Rainha da França. “E acho que todos nós somos vítimas da nossa humildade… Nos esquecemos do trabalho e das dificuldades que tivemos que enfrentar para chegar onde chegamos e os sacrifícios que fizemos”, ela continuou. Na conversa, Zeta-Jones apontou a importância de não deixar que o medo a detivesse quando sua carreira parou de progredir. “Você sabe o que me moldou como atriz? Ficar mais velha. É verdade, pelo simples fato de não ter mais medo”, disse ela. “Eu realmente perdi meu tesão… não na carreira, mas aqui na minha barriga. Em algum lugar do meio, fiquei assustada novamente e comecei a me questionar como atriz e minhas escolhas”, ela ponderou, explicando que chegou à conclusão de que isso se devia ao fato de ter sido destemida na juventude, mas aos poucos foi buscando aprovação e voltou a ter medo do que os outros pensavam. “À medida que amadureci como mulher, como ser humano, como mãe, como esposa, como pessoa no planeta, percebi que não estava mais com medo. Eu deixei de ficar assustada. Porque uma coisa que eu não sou mais é humilde”. “Estou farto de ser humilde”, disse ela a uma multidão que aplaudiu a frase. “Eu realmente estou. ‘Sinto muito se sou rica. Sinto muito se sou casada com um astro de cinema. Sinto muito por não ser tão feia. Chega de desculpas. Basta! Tudo o que é importante para mim agora é o meu trabalho”. Ela falava de como deixou de pedir desculpas de tudo o que construiu na vida, perdendo o medo de não ser apreciada por seu talento para lembrar que lutou muito para atingir o ponto de merecer respeito. A atriz vencedora do Oscar continuou: “Vocês sabem como é. Se não fôssemos atores, se fôssemos estrelas do esporte e ganhássemos um prêmio, nós iríamos dizer ‘P’rra, yeah! Esse foi o melhor trabalho que já fiz! Eu arrebentei!’ Mas, como somos atores, falamos ‘Oh, me desculpe e obrigado. Posso dizer obrigado?’ Não!”. “Eu fico feliz fazendo um bom trabalho em torno de pessoas boas e sem idiotas”, acrescentou. “Isso é o que eu amo e o resto da minha vida também é uma alegria porque eu tenho dois filhos lindos e um marido saudável e feliz. E está tudo bem, porque eu não vou ser humilde por isso também!” O público aprovou suas palavras com muitos aplausos, como se pode conferir no vídeo abaixo, em torno da marca de 44 minutos. Isto é contexto e esta é a verdade. O resto são os outros sites.

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