Chloë Grace Moretz enfrenta “cura gay” em trailer de drama indie que venceu o Festival de Sundance
A produtora indie FilmRise Releasing divulgou fotos e o trailer de “The Miseducation of Cameron Post”, drama vencedor do Festival de Sundance 2018. Estrelado por Chloë Grace Moretz (“Carry, a Estranha”), o longa conta a história de uma jovem adolescente lésbica que é pega beijando a rainha do baile de formatura por sua tia ultra-conservadora, e é enviada, contra sua vontade, para uma espécie de centro de recuperação para jovens gays. O livro de Emily M. Danforth, em que a trama se baseia, é ainda mais chocante porque a garota tem apenas 14 anos – enquanto Moretz já está com 21 na vida real. A história segue com as amizades que ela faz no “campo de concentração light” disfarçado de centro de reeducação, e sua atitude de desafio contra a repressão daquele lugar. Dirigido por Desiree Akhavan (“Appropriate Behavior”), o longa também inclui em seu elenco Sasha Lane (“Docinho da América”), Forrest Goodluck (“O Regresso”), Owen Campbell (“Como Você É”), Melanie Ehrlich (série “The OA”) e os adultos Jennifer Ehle (“Cinquenta Tons de Liberdade”) e John Gallagher Jr. (“Rua Cloverfield, 10”) como um ex-gay que virou pastor e dirige o lugar. Não é a primeira vez que uma história do gênero é contada no cinema. Há quase 20 anos, “But I’m A Cheerleader” (1999) foi pioneira em denunciar os centros de “cura gay” dos Estados Unidos, mas era uma comédia. Neste ano, também chegará aos cinemas “Boy Erased”, baseado em fatos reais. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, “The Miseducation of Cameron Post” tem estreia marcada para 3 de agosto nos Estados Unidos. E até agora não possui previsão para o Brasil.
Animação “sem diretor” O Parque dos Sonhos ganha primeiro trailer dublado
A Paramount divulgou o primeiro trailer da animação “O Parque dos Sonhos” (Wonder Park), que conta a história de um parque de diversões onde a imaginação de June, uma menina de 12 anos, ganha vida. Escrito pela dupla Josh Appelbaum e André Nemec (de “As Tartarugas Ninja”), o longa curiosamente não teve o nome do diretor divulgado. Isto porque Dylan Brown, animador de “Os Incríveis” e diretor do curta “Festa-Sauro Rex” (da franquia “Toy Story”), foi dispensado da função após surgirem denúncias de comportamento inapropriado. David Feiss (das séries animadas “A Vaca e o Frango” e “Eu Sou o Máximo”) teria assumido a direção, mas o estúdio não fez anúncio oficial. E este não foi o único contratempo da produção, que trocou um dos dubladores, Jeffrey Tambor, após ele ser demitido da série “Transparent” sob acusações de assédio. As vozes remanescentes são dubladas em inglês por Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”), Matthew Broderick (o eterno Ferris Bueller de “Curtindo a Vida Adoidado”), Mila Kunis (“Perfeita É a Mãe”), Kenan Thompson (da série “Kenan & Kel”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”), Norbert Leo Butz (série “Bloodline”), Ken Hudson Campbell (“Cruzeiro das Loucas”), o apresentador John Oliver e a menina Brianna Denski (“Desejo e Esperança”) como June. Mas a prévia é dublada em português. Mais que dublada, é “lida”, já que uma narração insistente repete exatamente as palavras escritas em português na tela. Vale comparar abaixo com a versão original, em inglês, onde o reforço redundante é dispensado – aparentemente, as crianças americanas sabem ler. A estreia está marcada para março de 2019 no Brasil, e logo em seguida o filme vai virar uma série no canal pago Nickelodeon.
Diretor argentino defende-se da acusação de fazer pornografia infantil para a Netflix
Incluído no catálogo da Netflix, o suspense sexual argentino “Desejarás o Noivo da Sua Irmã” precisou ser defendido por seu diretor, após causar polêmica entre o público conservador dos Estados Unidos. Alguns espectadores acusaram a produção de veicular pornografia infantil, por conta de sua primeira cena. A sequência que provocou reações envolve uma adolescente experimentando um orgasmo de forma inconsciente, depois de assistir a um filme de cowboy de John Ford com uma amiga e usar uma almofada entre as pernas para fingir andar a cavalo – o que vira um ato de masturbação. Sua irmã, que observou a “brincadeira”, interpreta que ela simplesmente “passou mal”. A comentarista conservadora Megan Fox escreveu um post no blog da PJ Media dizendo que ela havia reportado a Netflix ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas. “A Netflix está violando a lei com a distribuição de pornografia infantil, porque a criança em questão está claramente envolvida no ato sexual da masturbação”, escreveu ela, “e isso excede o requisito mínimo de ser meramente sugestivo”. Os grupos de pressão conservadores têm usado as redes sociais para pedir à Netflix que tire o filme de seu catálogo e ameaçando boicotar o serviço de streaming caso isso não aconteça. Diante da polêmica, o diretor Diego Kaplan divulgou um comunicado defendendo seu suspense e contestando a categorização. Ele ainda disse ao site Indiewire que as filmagens das cenas foram feitas “sob a cuidadosa vigilância das mães das meninas” e nenhuma das garotas estava ciente do que elas estavam representando. Elas foram apenas orientadas a imitar o caubói. E há filmagens dos bastidores para comprovar. Para completar, a garota está vestida durante toda a cena e a insinuação do orgasmo é obtida por meio de artifícios como câmera lenta e closes no rosto ofegante da garotinha. Para ele, a polêmica está apenas na cabeça de certos espectadores, que veem o que querem ver, dependendo do “seu nível de depravação” – palavras do diretor. O filme foi lançado na Argentina em 2017, sob o título original “Desearás Al Hombre de Tu Hermana”, e chegou ao catálogo internacional da Netflix em dezembro, com classificação indicativa de 18 anos. Como de costume, a companhia não se posicionou sobre a controvérsia. Esta não é a primeira vez que a Netflix sofre ataques de grupos conservadores. Outros militantes norte-americanos da moral e dos bons costumes fizeram a mesma ameaça de boicote contra o serviço por causa da série “13 Reasons Why” e até a animação brasileira, ainda inédita, “Super Drags”. A plataforma também enfrentou grupos políticos em vários países por conta de sua programação internacional, como petistas que apelaram ao mesmo pedido de boicote da direita por conta da série “O Mecanismo”. Em todos os casos, a Netflix capitalizou as polêmicas como propagandas de seus produtos e aumentou ainda mais sua audiência, sem ceder às pressões. Confira abaixo a íntegra do comunicado do diretor Diego Kaplan: “‘Desejarás o Noivo da Sua Irmã’ é um filme. Quando você vê um tubarão devorando uma mulher em um filme, ninguém pensa que a mulher realmente morreu ou que o tubarão era real. Nós trabalhamos com um mundo de ficção; e, para mim, antes de ser um diretor, eu sou um pai. É claro que a cena do filme foi gravada usando um truque, no qual as meninas estavam copiando uma cena de caubói de um filme de John Ford. Elas nunca entenderam o que estavam fazendo, elas simplesmente copiaram o que viram na tela. Nenhum adulto interagiu com as meninas além do diretor de atuação infantil. Tudo foi feito sob a vigilância cuidadosa das mães das meninas. Como eu sabia que a cena poderia causar certa polêmica, existe uma gravação dos bastidores da filmagem de toda a cena. Tudo acontece dentro da cabeça do espectador, e como você acha que a cena foi filmada vai depender do seu nível de depravação.”
Mulher de Polanski é convidada a integrar Academia do Oscar e rejeita acusando hipocrisia
A atriz francesa Emmanuelle Seigner rejeitou o convite para se tornar membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Ela considerou a proposta “hipócrita” e “ofensiva”, por ter sido feita apenas dois meses depois da expulsão de seu marido, o diretor Roman Polanski. “Esta proposta é a gota que preenche o copo da minha relativa discrição”, reclamou Seigner, em carta aberta publicada neste domingo pelo jornal francês Le Journal du Dimanche. “A Academia americana de Artes e Ciências Cinematográficas propõe que me junte na companhia de outras atrizes, em nome de uma feminização necessária. Quem pode pensar que eu não me preocupe com a igualdade entre homens e mulheres?”, escreveu Emmanuelle. “Fui feminista desde sempre, mas como vou agir como se não soubesse que a Academia, há algumas semanas, expulsou o meu marido, Roman Polanski, para ficar bem com os tempos atuais. A mesma Academia que o premiou com um Oscar de Melhor Diretor por ‘O Pianista’, em 2003. Amnésia curiosa!”, acrescentou. “Esta Academia provavelmente pensa que sou uma atriz arrivista, sem carácter, para esquecer que sou casada há 29 anos com um dos maiores cineastas. Eu o amo, é meu marido, pai dos meus filhos. Rejeitam-no como a um pária e alguns acadêmicos invisíveis pensam que eu poderia ‘subir as escadas da glória’ nas costas dele? Hipocrisia insuportável!”, criticou. Taxando a proposta de “ofensiva”, a atriz garante ser “a única que pode dar conta de até que ponto ele [Polanski] lamenta o que aconteceu há quarenta anos”. Primeiro porque “foi sempre um pai de família e um marido excepcional”, e, além disso, porque ela mais que do ninguém sabe o quanto Polanski “lamenta” o que aconteceu em 1977 com a modelo Samantha Geimer, então menor. Na época, Polanski ficou preso por 42 dias na Califórnia, por abuso confesso de uma menor de 13 anos, e escapou para a França, seu país natal, quando obteve liberdade provisória. Desde então, luta na justiça americana para que o período preso seja considerado sentença cumprida, já que era parte de um acordo original com a promotoria, que o juiz do caso pretendia rejeitar – o que motivou sua fuga. Ele não pode sair da França sob pena de enfrentar processo de extradição, o que já aconteceu na Suíça em 2009, quando chegou a ficar dois meses detido, e mais recentemente na Polônia, onde o caso foi resolvido sem que ele fosse preso. Isto não o impediu ser premiado com o Oscar por “O Pianista”. “Tenho a impressão de que, desde os nazistas na sua infância até estes últimos anos, Roman foi condenado a fugir de forma perpétua sem a menor vontade”, acrescentou Seigner, que ainda recordou que Polanski criou “personagens femininas inesquecíveis” que foram interpretadas por atrizes como Sharon Tate, Catherine Deneuve, Mia Farrow, Faye Dunaway, Nastassja Kinski e Sigourney Weaver. “É uma hipocrisia insuportável”, concluiu. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 55 anos, também reclamou da hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, Geimer escreveu em seu blog pessoal.
Zac Efron é acusado de “apropriação cultural” por foto com dreadlocks
O ator Zac Efron (“Baywatch”) postou uma foto em seu Instagram apresentando um novo visual, que dividiu opiniões. A imagem traz Efron com dreadlocks no cabelo. “Apenas por diversão”, ele escreveu na legenda. A postagem, que já teve mais de 1,4 milhão de curtidas, rendeu quase 17 mil comentários, com muitos usuários acusando o ator de “apropriação cultural”. “Honestamente, ele pode ter dread, mas não deve ser algo por ‘diversão’. Deveria ser porque ele conhece a significância cultural e está se juntando à cultura ao virar rastafari”, escreveu um usuário. “Vocês devem perceber que os dreadlocks têm uma importância cultural e religiosa. Então, não é apenas arrumar o cabelo”. Uma garota retrucou o comentário anterior. “Mas Kim Kardashian e o seu clã têm trancinhas e tudo bem? Apropriação cultural é quando alguém tira sarro de uma cultura. Não há nada de errado em tentar algo novo… além disso, dreads possuem diversos significados no seu lugar de origem”. Outro ainda ironizou: “Não temos nada mais importante para nos preocupar que os cabelos de alguém???” A “guerra de comentários” que começou na foto segue crescendo, mas o ator ainda não se pronunciou sobre o assunto. Just for fun ? Uma publicação compartilhada por Zac Efron (@zacefron) em 5 de Jul, 2018 às 10:24 PDT
Famosos pedem boicote a Cocielo e fazem campanha contra piadas racistas
O tuíte racista de Júlio Cocielo, que tem mais de 16 milhões de seguidores no seu canal no YouTube, uniu diversas celebridades para cobrar conscientização dos ditos “influenciadores digitais”, e exigir boicote contra comediantes racistas. No sábado (30/7), durante o jogo entre as seleções da França e da Argentina, pela Copa do Mundo, Cocielo escreveu no Twitter sobre o principal jogador francês: “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia hein”. O post contra o rapaz negro, que está doando todo o dinheiro recebido na Copa para causas sociais, acabou inspirando internautas a conferir o passado do comediante, e resgataram tuítes de “piadas” que falavam até em exterminar negros. Cocielo pediu desculpas. Mas isso não aliviou sua situação. Ele
Diretor de Aftershock será investigado pela justiça chilena por abuso sexual
A Promotoria chilena confirmou nesta terça (3/7) que abriu uma investigação de abuso sexual contra o diretor de cinema Nicolás López, após as denúncias de oito mulheres divulgadas em uma revista local. Manuel Guerra, promotor da região Metropolitana, disse ao jornal La Tercera que “pelo que aparece na revista, existem dois casos que podem virar crime de abuso sexual, mas isso será determinado pela diligências que forem realizadas”. Guerra explicou que a Promotoria irá assessorar as vítimas, cujo depoimento “será muito relevante no momento de determinar a configuração ou não do que for indagado”. Em declarações à publicação, a atriz e cantora chilena Daniela Ginestar disse que, após um jantar, López mostrou-lhe um vídeo dele fazendo sexo com uma atriz famosa, deixando implícito de que ela deveria fazer o mesmo para conseguir trabalho. Depois, López masturbou-se na frente dela. Outro caso foi relatado pela modelo Bernardita Cruz, que afirmou ter sido apalpada por López em 2012 após o cineasta ter feito comentários sobre os seus seios. A atriz María Vidaurre denunciou o fato mais grave, ao afirmar que em 2015 foi chamada por López para um teste na casa do diretor e que ele a jogou na cama e tentou estuprá-la. López fez sucesso no cinema chileno e chegou a Hollywood por meio do cineasta Eli Roth. Roth dirigiu “O Albergue” (2005) e estrelou “Bastardos Inglórios” (2009). Ele também aceitou estrelar “Aftershock”, trabalho mais famoso de López, que teve até participação de Selena Gomez. A boa repercussão desse filme fez Roth retribuir ao chileno com um convite para escrever “Bata Antes de Entrar”, um remake do cult “Death Game” (1977), que ele dirigiu. Depois disso, o chileno também fechou um acordo de produção com a Netflix, que o serviço de streaming anunciou que será revisto. Diante da repercussão, López pediu desculpas em um vídeo e negou ser um abusador, o que irritou ainda mais a denunciantes e os movimentos dos direitos da mulher. Nos últimos meses, o Chile tem sido cenário de uma versão nacional do #MeToo, que tomou força com maciços protestos contra a violência e as desigualdades. Como resultado desse movimento, em abril a Justiça chilena abriu uma investigação por abuso sexual contra o diretor Herval Abreu, conhecido como o “czar” das novelas chilenas.
Guy Pearce revela ter sofrido assédio de Kevin Spacey em Los Angeles: Cidade Proibida
O ator australiano Guy Pearce se juntou à lista de homens que denunciaram Kevin Spacey por assédio sexual. Falando a um programa da TV australiana, Pearce revelou que sua experiência com Spacey, durante as filmagens do cultuado “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997) foi “um pouco complicada”. Ele contou que Spacey era “cheio de mãos-bobas”. “Felizmente, eu tinha 29 anos quando atuamos juntos, e não 14”, comentou, referindo-se a suposta preferência do ator por garotos mais jovens. “Kevin Spacey é um ótimo ator. Um tremendo ator, na verdade. É difícil falar sobre isso no momento”, completou Pearce. Em “Los Angeles: Cidade Proibida”, Pearce e Spacey interpretavam dois policiais que perseguiam um serial killer. Pearce era o novato Ed Exley, visto como o “menino de ouro” do departamento de polícia, enquanto Spacey era o corrupto Jack Vincennes. Spacey se viu envolto com denúncias de assédio no final de 2017, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) afirmou ter sido molestado pelo colega quando ainda era menor de idade. Desde então, diversas denúncias semelhantes surgiram contra Spacey, inclusive no set da série “House of Cards”. Como consequência, ele foi demitido da série, que estrelava para a Netflix, e foi apagado e substituído no filme “Todo o Dinheiro do Mundo”. A nova denúncia vem à tona quando o último filme estrelado por Spacey está prestes a chegar ao cinema. “Billionaire Boys Club” foi filmado em 2016 e traz Spacey como trapaceiro que se aproveita de jovens ingênuos com sonhos de fortuna. A estreia está marcada para 3 de agosto nos Estados Unidos.
YouTuber Júlio Cocielo perde patrocínios após repercussão de tuíte racista
O YouTuber Júlio Cocielo, um dos mais populares representantes de sua geração, perdeu a maioria dos patrocinadores após um tuíte considerado racista no fim de semana. Ao mencionar o veloz craque francês de 19 anos Kylian Mbappé, ele escreveu: “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia hein.” O tuíte foi ao ar no sábado (30/1), causou repulsa generalizada e foi apagado logo em seguida, junto com um impressionante número de outros tuítes ofensivos de Cocielo – nada menos que 50 mil. A explicação para tantos “comentários infelizes” foi que na época “tinham uma interpretação totalmente diferente de hoje, um momento delicado”. A íntegra de seu comunicado pode ser lida abaixo. Exemplos do que Cocielo achava que tinha “uma interpretação totalmente diferente de hoje” incluem um tuíte de 2013, em que ele escreveu: “Gritei vai macaca pela janela e a vizinha negra bateu no portão de casa pra me dar bronca”. Outro comentário do mesmo ano abordava justamente esse tipo de problema com uma solução exemplar: “O Brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas. Mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros”. O momento é realmente delicado para manifestações racistas, que deixam de valer a pena para os comediantes quando empresas de peso buscam estabelecer exemplos de responsabilidade social. Como a rede americana ABC, que decidiu cancelar “Roseanne”, sua série de maior audiência, justamente devido a um tuíte racista da protagonista e criadora da atração, a comediante Roseanne Barr. No caso de Cocielo, o comediante se viu pressionado por seus patrocinadores – empresas como Adidas, McDonald’s e Coca-Cola, patrocinadoras oficiais da Fifa, além de Submarino, Itaú, Tic-Tac e Foster. Algumas dessas empresas emitiram comunicados oficiais. A Adidas afirmou que, por repudiar “todo e qualquer tipo de discriminação, decidiu suspender a parceria com o youtuber Júlio Cocielo”. A Coca-Cola afirmou que não pretende ter mais ligação com Cocielo e completou: “O respeito à diversidade é um dos principais valores da nossa companhia, em nossas campanhas celebramos as diferenças e promovemos a união. Manifestações preconceituosas não são toleradas. Repudiamos qualquer forma de racismo, machismo, misoginia ou homofobia”. O site Submarino também afirmou que “repudia veementemente qualquer manifestação racista e que tomará as providências necessárias”. E o Itaú, que exibiu até sábado um vídeo para a Copa com Cocielo, comunicou que o youtuber “não faz mais parte” de qualquer ação publicitária” e “repudia toda e qualquer forma de discriminação e preconceito. Esperamos que o respeito à diversidade sempre prevaleça”. Além disso, o banco também tirou do ar a peça publicitária com o YouTuber. O jovem que dava seus primeiros passos como ator, após estrelar “Internet – O Filme” e “Os Penetras 2” no ano passado, acabou virando a maior vítima de si mesmo. Mas vale lembrar que não foi o primeiro YouTuber a revoltar o público com piadas irresponsáveis. O mais popular de todos, Whindersson Nunes, também causou com piadas machistas, ao desdenhar uma campanha feminista em vídeo de 2014 e num tuíte, que descreveu estupro como “uma palavra muito forte, vamos chamar de sexo sem aviso prévio”. Veja a íntegra do post que originou a polêmica e aquele em que Júlio Cocielo se desculpa: sobre tudo que tá rolando pic.twitter.com/siQUpz8tC9 — júlio cocielo (@cocielo) June 30, 2018
Novas acusações de agressão sexual podem render prisão perpétua a Harvey Weinstein
O procurador-geral do distrito de Manhattan anunciou nesta segunda-feira (2/7) novas acusações criminais contra o produtor de cinema Harvey Weinstein, que se somam a seu processo por estupro e atos sexuais, iniciado em maio. As denúncias incluem abuso sexual predatório e envolvem uma terceira mulher, além das duas mencionadas em processos anteriores, que o acusa de forçá-la a realizar sexo oral. Caso seja condenado, Weinstein, que está em liberdade por pagamento de fiança de US$ 1 milhão, pode pegar de 10 anos até prisão perpétua. “Esses indiciamentos são resultado da coragem extraordinária exibida pelas sobreviventes que decidiriam ir adiante”, disse o procurador distrital Cyrus Vance Jr. em comunicado. “A nossa investigação continua.” Embora o caso penal envolva apenas duas mulheres, mais de cem já afirmaram terem sido assediadas sexualmente por Weinstein ao largo de várias décadas. As acusações foram iniciadas por reportagens do jornal New York Times e da revista The New Yorker em outubro do ano passado, que converteram o antes todo-poderoso produtor cinema no catalisador do movimento #MeToo e num dos maiores predadores sexuais da história recente dos Estados Unidos. Mas Weinstein se diz inocente e seu advogado, Ben Brafman, já definiu sua estratégia, ao afirmar que todas as relações foram consentidas. Os promotores de Nova York não divulgaram o nome de nenhuma das mulheres que acusam Weinstein de assédio sexual nos documentos judiciais. Além do processo criminal, o produtor também enfrenta um processo civil por agressão sexual, movido por outras mulheres, que cobram indenizações milionárias.
Diretor chileno de Aftershock é acusado de assédio e abuso sexual por oito mulheres
O cineasta chileno Nicolás López, que dirigiu o filme de terremoto “Aftershock” (2012) e escreveu o suspense extremo “Bata Antes de Entrar” (2015), foi acusado de assédio e abuso sexual por oito mulheres. Os casos foram revelados pela revista chilena El Mercúrio. As acusadoras são mulheres bem conhecidas no Chile e duas delas trabalharam com ele no cinema. Segundo a publicação, a atriz e cantora chilena Daniela Ginestar disse que, após um jantar, López mostrou-lhe um vídeo dele fazendo sexo com uma atriz famosa, deixando implícito de que ela deveria fazer o mesmo para conseguir trabalho. Depois, López masturbou-se na frente dela. Outro caso foi relatado pela modelo Bernardita Cruz, que afirmou ter sido apalpada por López em 2012 após o cineasta ter feito comentários sobre os seus seios. A atriz María Vidaurre denunciou o fato mais grave, ao afirmar que em 2015 foi chamada por López para um teste na casa do diretor e que ele a jogou na cama e tentou estuprá-la. López fez sucesso no cinema chileno e chegou a Hollywood por meio do cineasta Eli Roth. Roth dirigiu “O Albergue” (2005) e estrelou “Bastardos Inglórios” (2009). Ele também aceitou estrelar “Aftershock”, trabalho mais famoso do diretor, que teve até participação de Selena Gomez. A boa repercussão desse filme fez Roth retribuir ao chileno com um convite para escrever “Bata Antes de Entrar”, um remake do cult “Death Game” (1977), que ele dirigiu.
Trump confunde crítica negativa do diretor David Lynch com elogio e retuíta
O presidente Donald Trump resolveu retuitar em sua página pessoal um suposto elogio do diretor David Lynch, criador da série “Twin Peaks” e de vários clássicos do cinema. O detalhe é que não foi realmente um elogio, mas uma crítica negativa, que a matéria do site de extrema direita retuitada por Trump não soube captar. E após verificar a confusão, o próprio Lynch foi às redes sociais deixar claro o que quis dizer. Em entrevista publicada no sábado (22/6), o diretor disse ao jornal The Guardian que Trump poderia entrar para história não pelas ações humanitárias, mas, sim, por impedir diversos projetos que poderiam ser úteis para os Estados Unidos. “Ele pode se tornar um dos maiores presidentes da história, porque ele tem impedido tanta coisa. Ninguém é capaz de combater esse cara de maneira inteligente”, disse Lynch. “Nossos chamados líderes não podem levar o país adiante. Não podem fazer nada”, opinou o cineasta. O site Breitbart News exaltou a frase “Ele pode se tornar um dos maiores presidentes da história” como elogio e o texto entrou na lista dos tuítes de Trump. “A frase que percorreu o mundo foi tirada um pouco de contexto e precisa de uma explicação”, escreveu o diretor como resposta em seu Facebook. “Infelizmente, se você continuar o que está fazendo, não terá a chance de ser um dos grandes presidentes da história. Isso parece muito ruim para você – e para o seu país. Você está causando sofrimento e divisão”. Ele continuou. “Não é tarde para redirecionar o barco. Mire nosso barco em um futuro brilhante para todos. Você pode unir o país. Sob uma liderança amorosa, ninguém perde — todos vencem. Espero que pense sobre isso e carregue no coração. Tudo o que você tem que fazer é tratar as pessoas como você gostaria de ser tratado.” Veja o texto original completo abaixo. “Director David Lynch: Trump Could Go Down as One of the Greatest Presidents” https://t.co/AcgnIZNh6e — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 25, 2018
Terry Crews revela que foi cortado de Os Mercenários 4 por ter feito denúncia de assédio sexual
O ator Terry Crews afirmou que foi cortado do projeto de “Os Mercenários 4” devido à sua denúncia de assédio sexual contra seu ex-agente. A revelação foi feita ao Senado americano nesta terça-feira (26/6), onde Crews prestou testemunho para um comitê encarregado de investigar os escândalos de abuso sexual em Hollywood. No ano passado, Terry Crews revelou que o agente Adam Venit agarrou seus genitais durante uma festa em 2016. Ele chegou a denunciar o caso, mas as autoridades não deram prosseguimento porque o crime teria prescrito. Então, decidiu abrir um processo civil contra Venit e sua agência, a WME. Crews contou ao Comitê Judiciário do Senado que Avi Lerner, produtor de “Os Mercenários”, ligou para seu empresário e pediu para que ele desistisse da ação contra o ex-agente Adam Venit para aparecer no novo longa. “Simplesmente porque esse mesmo produtor está sob sua própria investigação. Abusadores protegem abusadores, e essa foi uma coisa que eu tinha que decidir, se eu ia traçar esse limite. Vou ser uma parte disso ou vou me posicionar?”, ele comentou, ressaltando que preferiu manter o processo. No ano passado, Lerner foi processado por assédio sexual, ambiente hostil de trabalho e discriminação de gênero por uma mulher. Na época, ele classificou as acusações como “mentiras”. O ator foi chamado para testemunhar em uma audiência que visa produzir novas medidas de proteções às vítimas nas leis federais americanas. Ele relatou que os crimes sexuais sempre foram um problema na indústria cinematográfica. “Hollywood definitivamente tem sido um local problemático, simplesmente porque muitas pessoas veem isso como um sonho. E o que acontece é que alguém tem poder sobre esses sonhos”, explicou Crews. “E você é levado a acreditar que esse tipo de comportamento é esperado, que faz parte do trabalho, que assédio, abuso e até estupro fazem parte do seu trabalho”. Ele ainda afirmou que não tinha planos de denunciar o incidente, pois duvidava que a polícia fosse levá-lo a sério. “Eu provavelmente iria virar piada na delegacia. Um ano depois, quando o movimento #MeToo engrenou, senti que era seguro denunciar. Quando sofre uma violência, você fica atrás das linhas inimigas, tentando encontrar uma saída. Você está tentando encontrar uma forma de se manter seguro. Ninguém vai te ajudar. Ninguém vai acreditar em você”. Desde que falou publicamente sobre o caso, Crews disse ter sido contatado por vários outros homens que tiveram experiências semelhantes e não se sentiram à vontade para denunciar. “O que acontece é que você vai para uma lista negra, sua carreira fica em perigo. Depois disso, ninguém quer trabalhar com você”. O astro da série “Brooklyn Nine-Nine” revelou o caso de assédio no Twitter, dentro da campanha #MeToo, após as primeiras denúncias de atrizes contra Harvey Weinstein. “Tudo isso que está acontecendo com Harvey Weinstein está me dando DEPT (desordem de estresse pós-traumático). Por quê? Porque esse tipo de coisa aconteceu comigo”, ele tuitou. Mais tarde, ele disse no programa “Good Morning America” que “nunca se sentiu mais emasculado, mais objetivado” do que quando o agente agarrou seus genitais.












