Dave Bautista protesta contra a demissão do diretor de Guardiões da Galáxia
Os fãs não são os únicos a protestarem contra a demissão de James Gunn de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. O ator Dave Bautista, intérprete do herói Drax, também decidiu se manifestar nas redes sociais contra o que considerou uma injustiça da Disney. James Gunn foi demitido na sexta (20/7) pelo presidente do estúdio, Alan Horn, após campanha da extrema direita dos Estados Unidos, que denunciou antigos tuítes ofensivos do diretor com “piadas” de dez anos atrás sobre pedofilia e estupro. Horn classificou as mensagens como “indefensáveis”: “As atitudes ofensivas e as declarações de James no Twitter são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio e nós cortamos relações com ele”. Integrante proeminente da franquia “Guardiões da Galáxia”, Dave Bautista discorda. “Eu tenho mais a dizer, mas por enquanto tudo o que digo é isso… James Gunn é uma das pessoas mais amorosas, carinhosas, de boa índole que eu já conheci. Ele é gentil e se importa com pessoas e animais. Ele cometeu erros. Todos nós cometemos. NÃO acho certo o que está acontecendo com ele”, escreveu o ator. Ele ecoa o sentimento dos fãs, que criaram uma hashtag em defesa do cineasta (#JamesGunnDidNothingWrong) e um abaixo-assinado para sua recontratação, que reuniu quase 100 mil apoiadores em 48 horas. O próprio James Gunn se manifestou após a demissão, por meio de uma nota em que se diz arrependido: “Minhas palavras de quase uma década atrás eram, na época, esforços infelizes e fracassados de ser provocativo. Me arrependi delas há muito tempo, não apenas por serem idiotas, nada engraçadas, insensíveis e certamente nada provocativas, mas também por não refletirem a pessoa que sou hoje ou que tenho sido há algum tempo”. O pedido de desculpas de Gunn se encerra mostrando resignação com a decisão da Disney: “Independentemente de quanto tempo passou, eu entendo e aceito as decisões tomadas hoje. Mesmo muitos anos depois, assumo total responsabilidade pela maneira como me portei. (…) Para todos na indústria e além dela, eu ofereço minhas mais profundas desculpas. Amor para todos vocês”. Baustista, porém, aponta que a questão é mais ampla que o caso específico de Gunn. Ao ser questionado por um seguidor se filmaria “Guardiões da Galáxia Vol. 3” com outro diretor, ele apontou que a demissão do diretor é maior que o filme, pois foi resultado de um “ataque cibernazista” (cybernazi). “O que aconteceu é muito maior que ‘Guardiões da Galáxia’, James Gunn, eu mesmo, Disney etc. Isto foi um ataque cibernazista bem-sucedido. A menos que comecemos a nos unir para enfrentar essa bosta, estejam as pessoas ofendidas ou não… vai ficar muito pior. E isto pode acontecer a qualquer pessoa”, declarou. Fato. Personalidades da extrema direita americana estão comemorando a vitória contra quem consideravam um “inimigo” do presidente Trump. Além disso, a demissão validou Mike Cernovich, um dos responsáveis por resgatar as “piadas”. Defensor dos “direitos dos homens”, ele é um dos maiores difusores de “fake news” e teorias de conspiração dos Estados Unidos, e também lançou campanha para que o FBI analise o material disponibilizado para prender Gunn por crimes de pedofilia. Como a tática deu resultado, Cernovich agora vasculha tuítes antigos de outros “inimigos”. Os comediantes Patton Oswalt (“Agents of SHIELD”) e Michael Ian Black (“Wet Hot American Summer: Ten Years Later”) já foram intimidados pelo fã de Trump. Ele começou a postar tuítes controversos dos dois artistas, escritos há vários anos atrás. Detalhe relevante: se Cernovich não tem piadas de estupro em sua timeline, possui uma condenação criminal. Ele foi acusado por estupro em 2003, mas fechou um acordo para ser condenado “apenas” por agressão e cumpriu uma pena de serviços comunitários. Ao responder um dos ataques, Michael Ian Black lembrou do fato: “Há uma diferença qualitativa entre um comediante que faz piadas – mesmo piadas ofensivas (eu) – e alguém acusado de estupro em 2003 (você)”. I will have more to say but for right now all I will say is this..@JamesGunn is one of the most loving,caring,good natured people I have ever met. He’s gentle and kind and cares deeply for people and animals. He’s made mistakes. We all have. Im NOT ok with what’s happening to him — Dave Bautista (@DaveBautista) July 21, 2018 What happened here is so much bigger then G3, @JamesGunn ,myself,@Disney etc. This was a #cybernazi attack that succeeded. Unless we start to unite together against this crap, whether people are offended are not! …it’s going to get much worse. And it can happen to anyone https://t.co/AMZEd0tfqb — Dave Bautista (@DaveBautista) July 22, 2018
Fãs da Marvel lançam petição e hashtag em protesto contra demissão de James Gunn
A demissão do diretor James Gunn de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” na sexta (20/7), após campanha da extrema direita dos Estados Unidos, que denunciou antigos tuítes ofensivos do diretor com “piadas” sobre pedofilia e estupro, não agradou aos fãs da Marvel. Um abaixo-assinado para sua recontratação reuniu quase 100 mil apoiadores em 48 horas. O criador da petição, Chandler Edwards, justificou a iniciativa com uma comparação. “Concordo que se alguém diz dispartes enquanto trabalha para um estúdio, o estúdio tem todo o direito de demitir esta pessoa. Mas a situação é muito diferente, já que ele fez essas piadas anos antes de trabalhar para a Disney”. Além desta petição, outras iniciativas similares estão se multiplicando. E fãs dos filmes dos “Guardiões da Galáxia” tem subido a hashtag #JamesGunnDidNothingWrong (James Gunn não fez nada errado) nas redes sociais. “Com isso, a Marvel acaba de matar sua melhor série de filmes, por causa do politicamente correto. O cara fez algumas piadas ruins que estavam tentando muito ser iradas e engraçadas, uma DÉCADA atrás. Por favor, me digam que todos vocês percebem o quanto isto é estúpido”, escreveu um internauta. Outro disse: “Imagine demitir um dos melhores diretores do MCU por causa dos tuítes que ele fez 10 ANOS ATRÁS. Enorme prejuízo por iniciativa da Disney, que de repente me fez perder o interesse em ‘Guardiões da Galáxia 3’…” “Isto é ridículo. Ok, são piadas muito difíceis. Mas você não pode demitir um diretor só [por causa] de alguém que decide vasculhar tuítes de 10 anos atrás. A Disney estava ciente de quem era James Gunn e as pessoas podem mudar. A mídia social e politicamente correta matará a todos nós. Estou muito triste”, protestou mais um. O tom se repete em vários tuítes. Por outro lado, personalidades da extrema direita americana estão comemorando a vitória. Afinal, a demissão validou Mike Cernovich, um dos responsáveis por resgatar as “piadas”. Defensor dos “direitos dos homens”, ele é um dos maiores difusores de “fake news” e teorias de conspiração dos Estados Unidos, e também lançou campanha para que o FBI analise o material disponibilizado para prender Gunn por crimes de pedofilia. James Gunn se tornou alvo da direita por suas críticas constantes ao governo de Donald Trump. Como a tática deu resultado, Cernovich agora vasculha tuítes antigos de outros “inimigos”. Os comediantes Patton Oswalt (“Agents of SHIELD”) e Michael Ian Black (“Wet Hot American Summer: Ten Years Later”) já foram intimidados pelo fã de Trump. Ele começou a postar tuítes controversos dos dois artistas, escritos há vários anos atrás. Detalhe relevante: se Cernovich não tem piadas de estupro em sua timeline, possui uma condenação criminal. Ele foi acusado por estupro em 2003, mas fechou um acordo para ser condenado “apenas” por agressão e cumpriu uma pena de serviços comunitários. Ao responder um dos ataques, Michael Ian Black lembrou do fato: “Há uma diferença qualitativa entre um comediante que faz piadas – mesmo piadas ofensivas (eu) – e alguém acusado de estupro em 2003 (você)”.
Warner é criticada por aproximar Johnny Depp de sua ex Amber Heard na Comic-Con
Johnny Depp causou sensação, mas também controvérsia, ao fazer uma aparição surpresa na San Diego Comic-Con como o vilão do filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”. Vestido como o personagem, ele caminhou pelo palco principal do evento declamando alguns dos ideais de Grindelwald, durante curtos dois minutos. Veja abaixo. E em meio ao cair das luzes e aplausos do público, saiu rapidamente de cena. A ideia não é original, lembrando a famosa performance de Loki com que Tom Hiddleston eletrizou a Comic-Con de 2013. Mas foi uma solução estratégica da Warner para, ao mesmo tempo, trazer o ator e evitar que fosse entrevistado. Ao sair de cena, ele não participou do painel com o resto do elenco, evitando perguntas incômodas após a desastrosa entrevista que concedeu à revista Rolling Stone. Entretanto, sua presença causou mal-estar por praticamente reuni-lo com a ex-esposa, Amber Heard, que chegou a obter ordem de restrição contra sua proximidade durante o processo de divórcio, ocasião em que Depp foi acusado de violência doméstica. A atriz participou do painel da Warner logo em seguida, como integrante do elenco de “Aquaman”. Este fato chamou atenção da jornalista Dana Schwartz, da revista Entertainment Weekly, que abriu uma longa lista de protestos no Twitter. “James Gunn é demitido e a Warner traz Johnny Depp ao palco”, ela escreveu, lembrando o que aconteceu com o diretor de “Guardiões da Galáxia” no sábado (20/7). “Como a Warner pode justificar dar um emprego para Johnny Depp quando Amber Heard é uma das estrelas de ‘Aquaman’? Eles apareceram poucos minutos um do outro. Isso faz com que eu me sinta enjoada”, acrescentou a jornalista, que ainda questionou se os dois não se encontraram nos camarins. “É inaceitável que a Warner tenha colocado Amber Heard nesta situação”. Para quem esqueceu, fotos da atriz com machucados no rosto foram publicadas na imprensa em 2016, e ela ainda levou ao tribunal um vídeo de um dos episódios violentos de Depp, em que ele surgia visivelmente bêbado e destruindo coisas. No fim da batalha judicial entre o ex-casal, os atores fizeram um acordo em que reconheciam que “nenhuma das partes fez acusações falsas em troca de ganhos financeiros”. Heard recebeu US$ 7 milhões e doou todo o dinheiro para organizações que auxiliam no combate à violência doméstica. Por conta disso, a Warner foi criticada por fãs de Harry Potter por escalar Depp na produção, mas tanto a autora J.K. Rowling quanto o diretor David Yates saíram em defesa do ator. How does WB justify employing him when Aquaman stars Amber Heard. — Dana Schwartz (@DanaSchwartzzz) 21 de julho de 2018 Were they backstage together? In the green room? It's so unacceptable that WB put Amber Heard in this position. https://t.co/iCWaRvQIL7 — Dana Schwartz (@DanaSchwartzzz) 21 de julho de 2018
Johnny Depp vira malvadão no novo trailer legendado de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
A Warner divulgou um novo pôster e o segundo trailer legendado de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, continuação da saga “Animais Fantásticos”, que por sua vez é um prólogo da franquia “Harry Potter”. A prévia traz Hogwarts de volta ao cinema, destacando o jovem professor Alvo Dumbledore, além da convocação feita pelo vilão do título para que todos os bruxos saiam das sombras e conquistem seus lugares de direito, como mestres do mundo dos trouxas. Ao explorar a ligação de Dumbledore com seu antigo aluno Newt Scamander, o trailer indica que apenas o protagonista do filme anterior será capaz de derrotar o perigoso Grindelwald. Além de Eddie Redmayne, que retoma o papel de Newt Scamander, a continuação traz de volta diversos integrantes de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, como Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Zoe Kravitz (Leta Lestrange) e Ezra Miller (Credence Barebone). Mas os destaques são mesmo para Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel de Gellert Grindelwald e Jude Law (“Sherlock Holmes”) como Dumbledore. Novamente escrito por J.K. Rowling e dirigido por David Yates, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” vai chegar aos cinemas em novembro.
Presidente da Paramount Television é demitida após supostos comentários racistas em reunião de trabalho
A executiva Amy Powell, presidente da Paramount Television, foi demitida após virem à tona acusações de comentários raciais inapropriados. A decisão foi divulgada via comunicado pelo CEO Jim Gianopulos. Segundo a nota, “diversos indivíduos” se sentiram incomodados por comentários com conteúdo racial feitos pela executiva e chegaram a reportá-la ao setor de recursos humanos da empresa. Segundo fontes ouvidas pelo site The Hollywood Reporter, a gota d’água teria acontecido durante uma reunião sobre a série baseada no filme “O Clube das Desquitadas” (o título nacional já era datado em 1996), que terá um elenco com atores negros e está sendo escrito pela roteirista Tracy Oliver (“Viagem das Garotas”). No dia 28 de junho, Tracy usou o Twitter para fazer uma reclamação, mas sem citar nomes. “Passei por uma situação hoje que realmente mostra o quanto precisamos de representantes em todos os lados. A voz de uma mulher negra não importa se quem tem o poder de tomar decisões não entende ou não quer entender o que estamos dizendo”, escreveu, antes de alfinetar o #MeToo, dizendo que o movimento feminista não tem se pronunciado por questões raciais. “Onde está o #MeToo para as merd*s raciais daqui [de Hollywood]?”. Veja abaixo. O conteúdo dos comentários feitos pela executiva não foram divulgados. No entanto, o THR afirma que ela teria feito generalizações sobre mulheres negras que causaram mal-estar, fazendo com que algumas pessoas da reunião se sentissem ofendidas. Inicialmente, Amy receberia uma punição disciplinar. Porém, a Paramount decidiu demiti-la. “Após dias conduzindo uma investigação, falando com as pessoas envolvidas, com o RH e o nosso time de representantes legais, chegamos à essa conclusão e decidimos terminar nosso contrato com Amy”, diz o comunicado oficial. A demissão acontece cerca de um mês após Jonathan Friedland, diretor de comunicação da Netlifx, ter o contrato com a plataforma encerrado por uso de termos racistas numa reunião. Amy Powell nega as acusações e diz que pretende provar que foi injustiçada. “Não há nenhuma verdade na alegação de que eu fiz comentários insensíveis em um ambiente profissional – ou em qualquer situação – os fatos serão divulgados e eu serei inocentada”, disse, em nota à imprensa. Fontes do THR afirmam que ela pretende processar o estúdio. Contratada para lançar a divisão televisiva da Paramount em 2013, Amy Powell tirou do papel diversas séries bem-sucedidas, como “13 Reasons Why” na Netflix, “The Alienist” na TNT, “Escola do Rock” na Nickelodeon e a vindoura “Jack Ryan” na Amazon, que já foi renovada antes da estreia. Had a moment today that REALLY pointed out why we need representation across the board. A black female voice doesn't matter if the decision makers don't understand nor even want to understand what you're saying. Where's the #metoo for race shit out here? — Tracy Y. Oliver (@TracyYOliver) June 28, 2018
Disney demite diretor de Guardiões da Galáxia após escândalo no Twitter
A campanha da extrema direita pela demissão de James Gunn, diretor da franquia “Guardiões da Galáxia”, deu certo. Horas após o início da pressão sobre a Disney, com reproduções de piadas extremamente ofensivas sobre pedofilia e estupro, retiradas de um antigo blogue e de velhos tuítes de Gunn, o presidente do estúdio anunciou a demissão do cineasta. “As atitudes ofensivas e comentários descobertos no Twitter de James são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio, por isso encerramos nossos negócios com ele”, disse Alan Horn, chefão da Disney, em comunicado oficial. Os tuítes ultrajantes foram trazidas à tona por apoiadores da extrema direita do atual presidente dos Estados Unidos, que querem provar que existe uma “conspiração operando em Hollywood” contra Trump. “A Disney terá um dia interessante na San Diego Comic-Con, onde James Gunn está programado para falar”, escreveu Mike Cernovich, um dos responsáveis por resgatar as “piadas”. Defensor dos “direitos dos homens”, ele é um dos maiores difusores de “fake news” e teorias de conspiração dos Estados Unidos, e chegou a pedir que o FBI analisasse o material disponibilizado para prender Gunn por crimes de pedofilia. O ataque também inclui ofensiva do perfil do filme “An Open Secret” (2014), documentário sobre suposto cartel de pedófilos de Hollywood, de onde saiu um falso acusador de Bryan Singer, que caiu em contradição após mentir descaradamente, levando-o a perder seu próprio advogado e ter sua acusação descartada na Justiça. Este perfil disponibilizou os contatos profissionais do cineasta, inclusive na Disney, para que grupos de pressão pudessem prejudicá-lo. Considerado um dos grandes “inimigos” de Trump em Hollywood, James Gunn se viu na condição de vidraça e tentou de se defender. “Muitas pessoas que acompanharam a minha carreira sabem que eu me via como um provocador. Eu fazia filmes e contava piadas ultrajantes e que abordavam temas tabus”, ele escreveu, abrindo uma série de tuítes sobre a polêmica (veja aqui os originais). “Não é uma questão de dizer que hoje sou melhor. Mas eu sou muito, muito diferente do que eu era anos atrás. Hoje, tento conectar meu trabalho com amor e menos raiva”, continuou. O diretor também lembrou que já tinha se desculpado pelas piadas antigas: “Eu sinceramente me arrependi e falei sério”. “Enfim, essa é a verdade completamente honesta: eu costumava fazer muitas piadas ofensivas. Não faço mais. Não culpo meu antigo eu por isso, mas gosto mais de mim mesmo e me sinto como um ser humano e criador mais completo hoje em dia. Amo a todos vocês”, concluiu. O pedido de desculpas não foi considerado suficiente e a Disney demonstrou novamente que não tolera comportamento ofensivo de seus funcionários, meses após a presidente do canal do estúdio, a rede ABC, cancelar “Roseanne”, líder de audiência em 2018, por comentários racistas da protagonista e criadora da série no Twitter. Tuítes ofensivos também têm custado caro a YouTubers brasileiros. A perda é bastante significativa para a Marvel, uma vez que os “Guardiões da Galáxia” de Gunn foram a maior influência na mudança de tom dos filmes do estúdio, que abraçaram de vez a comédia após o sucesso do primeiro lançamento do grupo espacial. Ilustres desconhecidos até mesmo dos fãs dos quadrinhos, os Guardiões surpreenderam com desempenho de blockbuster no cinema e abriram caminho para a Marvel explorar seus heróis espaciais. Gunn estava atualmente trabalhando no roteiro de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, final de sua trilogia original. Mas ele também deveria “herdar” os rumos do universo cinematográfico da companhia, após a despedida dos irmãos Russo em “Vingadores 4”. Presidente do estúdio, Kevin Feige chegou a afirmar que a próxima fase dos filmes dos super-heróis se passaria no espaço e teria supervisão de Gunn. Agora, Feige precisará reconsiderar seus planos, a começar por definir um novo diretor e roteirista para “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que deverá encerrar a atual fase de produções da Marvel. Por conta da polêmica, o diretor não irá aparecer na San Diego Comic-Con. Ele não tinha presença confirmada num painel da Disney como os representantes da direita insistiram em seus ataques – só um detalhezinho de fake news – , simplesmente porque a Disney não faz parte do evento deste ano. Mas poderia surgir como convidado da Sony para divulgar um terror que está produzindo, além do remake da série “Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch). Ainda não se sabe como a Sony irá lidar com esses projetos.
Direita americana resgata piadas ofensivas de James Gunn, que se desculpa e explica o contexto
O diretor James Gunn, da franquia “Guardiões da Galáxia”, foi às redes sociais na noite desta quinta-feira (20) para se desculpar por piadas antigas com temas de estupro e pedofilia. As “piadas” de mau gosto voltaram a circular na internet recentemente após terem sido descobertos em antigos tuítes e num blogue desatualizado do diretor, agora desativado. Elas foram trazidas à tona por apoiadores da extrema direita do atual presidente dos Estados Unidos, que querem provar que existe uma “conspiração operando em Hollywood” contra Trump. “A Disney terá um dia interessante na San Diego Comic-Con, onde James Gunn está programado para falar”, escreveu Mike Cernovich, um dos responsáveis por resgatar as “piadas”. Defensor dos “direitos dos homens”, ele é um dos maiores difusores de “fake news” e teorias de conspiração dos Estados Unidos, e pede que o FBI analise o material disponibilizado para prender Gunn por crimes de pedofilia. O ataque também inclui ofensiva do perfil do filme “An Open Secret” (2014), documentário sobre suposto cartel de pedófilos de Hollywood, de onde saiu um falso acusador de Bryan Singer, que caiu em contradição após mentir descaradamente, levando-o a perder seu próprio advogado e ter sua acusação descartada na Justiça. Este perfil disponibilizou os contatos profissionais do cineasta, inclusive na Disney, para que grupos de pressão possam prejudicá-lo. Trata-se da velha tática fascista de intimidação, usada tanto pela direita quanto pela esquerda (como pode atestar Marina Silva), que visa queimar o “inimigo” com informações de fundo verdadeiro, mas tiradas de contexto. A tática inclui repetir as acusações à exaustão num trabalho de sufoco midiático para diminuir o espaço dado à qualquer tentativa de reação. Geralmente funciona, prejudicando candidaturas políticas, causando demissões e danificando carreiras profissionais de forma irreversível. O conteúdo resgatado, porém, é altamente polêmico. Em uma das postagens, que datam de 2008, Gunn escreveu: “Rir é o melhor remédio. Por isso que eu rio de pessoas com Aids”. Em outra, datada do mesmo ano, arregassou: “Acabo de fazer uma piada sobre estuprar o c* da minha amiga enquanto ela dorme”. Considerado um dos grandes “inimigos” de Trump em Hollywood, ele agora se vê na condição de vidraça e trata de se defender, sem esconder o fato de que fez mesmo “piadas ultrajantes”. “Muitas pessoas que acompanharam a minha carreira sabem que eu me via como um provocador. Eu fazia filmes e contava piadas ultrajantes e que abordavam temas tabus”, ele escreveu, abrindo uma série de tuítes sobre a polêmica (veja abaixo os originais). “Não é uma questão de dizer que hoje sou melhor. Mas eu sou muito, muito diferente do que eu era anos atrás. Hoje, tento conectar meu trabalho com amor e menos raiva”, continou. O diretor também lembrou que já tinha se desculpado pelas piadas antigas. “Eu sinceramente me arrependi e falei sério”. “Enfim, essa é a verdade completamente honesta: eu costumava fazer muitas piadas ofensivas. Não faço mais. Não culpo meu antigo eu por isso, mas gosto mais de mim mesmo e me sinto como um ser humano e criador mais completo hoje em dia. Amo a todos vocês”, concluiu. Detalhe relevante: o denunciador Mike Cernovich não tem piadas de estupro em sua timeline, mas uma acusação criminal. Ele foi acusado por estupro em 2003, mas fechou um acordo para ser condenado “apenas” por agressão e cumpriu uma pena de serviços comunitários. Disney's director Jame Gunn endorsed sex with minors in over 10,000 Tweets he deleted last night. Gunn also deleted his personal blog, where he told the story of a monkey m-sturbating on a small child. He said the story made him "extremely happy."https://t.co/jYCxImDH3E — Mike Cernovich ?? (@Cernovich) July 20, 2018 And it’s over. This is potential child pornography that the FBI needs to track down. Do not look for link and I did not click. Do not risk it. This is law enforcement matter now. @Disney Hello @LAPDHQ, this is an authentic tweet that a subpoena will confirm. pic.twitter.com/0c8bBGN1Tl — Mike Cernovich ?? (@Cernovich) July 20, 2018 Major Hollywood director James Gunn @JamesGunn is clearly unfit to be in charge of many women and children working for him directs children's films, e.g. @DisneyStudios Gunn was in his 40s – this is not some immature teenager who never thought he would be famous years later https://t.co/PJ3M7vJrXr — An Open Secret (@AnOpenSecret) July 20, 2018 James Gunn – is UTA still representing him as agents? After all these tweets about child sex abuse, rape, Jews / Holocaust? You can call UTA to find out: 310-273-6700 ask for Charlie Ferraro and Jeremy Zimmer @JamesGunn https://t.co/XEIo4BzT8o — An Open Secret (@AnOpenSecret) July 20, 2018 1. Many people who have followed my career know when I started, I viewed myself as a provocateur, making movies and telling jokes that were outrageous and taboo. As I have discussed publicly many times, as I’ve developed as a person, so has my work and my humor. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018 2. It’s not to say I’m better, but I am very, very different than I was a few years ago; today I try to root my work in love and connection and less in anger. My days saying something just because it’s shocking and trying to get a reaction are over. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018 3. In the past, I have apologized for humor of mine that hurt people. I truly felt sorry and meant every word of my apologies. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018 4. For the record, when I made these shocking jokes, I wasn’t living them out. I know this is a weird statement to make, and seems obvious, but, still, here I am, saying it. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018 5. Anyway, that’s the completely honest truth: I used to make a lot of offensive jokes. I don’t anymore. I don’t blame my past self for this, but I like myself more and feel like a more full human being and creator today. Love you to you all. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018
Venda da produtora The Weinstein Company é finalizada e empresa vai mudar de nome
A venda da produtora The Weinstein Company foi finalizada nesta segunda-feira (16/7). A empresa de investimentos Lantern Capital, sediada no Texas, assumiu o estúdio falido dos irmãos Bob e Harvey Weintein por US$ 289 milhões, o equivalente R$ 1,1 bilhão. A negociação já tinha sido previamente aprovada pelo governo americano, e Andy Mitchell e Milos Brajovic, proprietários da Lantern, agora são oficialmente os substitutos de Bob e Harvey Weinstein no comando da companhia. A TWC, como era conhecida, foi à falência após as denúncias de assédio sexual e estupro contra Harvey Weinstein, reveladas por reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker em outubro do ano passado. No momento, o ex-magnata de Hollywood aguarda julgamento criminal em liberdade. A Lantern Capital vai mudar o nome enlameado da produtora para Lantern Entertainment e inicialmente cuidar da biblioteca de 277 filmes da empresa e dos processos que o escândalo de Weinstein deve desencadear. Após essa transição tumultuada, a nova Lantern Entertainment deverá contratar uma nova diretoria para passar a desenvolver novos projetos no cinema e na TV, além de retomar produções interrompidas da TWC.
Primeira série da Netflix feita na Índia gera polêmica política no país
“Jogos Sagrados”, a primeira série indiana da Netflix, causou polêmica em seu país de origem. Assim como aconteceu com “O Mecanismo” no Brasil, a produção gerou protestos políticos. Integrante do partido Congresso Nacional Indiano, o advogado Nikhil Bhalla entrou com uma ação na justiça para obrigar a Netflix a remover cenas da série que mencionem o ex-primeiro ministro Rajiv Gandhi, assassinado em 1991. Em uma das cenas, Gandhi é chamado de “fattu”, um termo chulo do hindi para “covarde”. O ex-primeiro ministro também aparece em “Jogos Sagrados” em cenas de arquivo, apertando a mão de líderes mundiais, enquanto um narrador o acusa de ter cedido a grupos muçulmanos em um caso envolvendo o direito ao divórcio de mulheres adeptas da religião. “O programa ‘Jogos Sagrados’ tem diálogos inapropriados, ataques políticos e mesmo discursos que são depreciativos em sua natureza e afetam a reputação do ex-primeiro ministro Rajiv Gandhi”, afirma a petição enviada à alta corte de Dehli. “Não podemos aceitar que, em nome da liberdade de expressão, se permita que qualquer coisa seja transmitida em cada lar sem se preocupar com o seu impacto na sociedade”, diz outro trecho do texto. Gandhi virou primeiro-ministro depois que sua mãe, Indira, foi assassinada em 1984, quando comandava o país. O filho dele, Rahul Gandhi, é o atual presidente do Partido do Congresso, que faz oposição ao governo de Narendra Modi. A família não tem parentesco com Mahatma Gandhi. A produção da Netflix, porém, está mais para “Narcos” que “O Mecanismo”, ao acompanhar a ascensão de um rei do crime enquanto reflete sobre acontecimentos históricos. Considerada uma das séries mais ambiciosas da Netflix em seu projeto de expansão global, “Jogos Sagrados” conta em seu elenco com algumas estrelas de Bollywood como o ator veterano Saif Ali Khan, e tem arrancado elogios da crítica internacional. Tem 86% de aprovação no site Rotten Tomatoes – um pouco menos que os 89% de “O Mecanismo”. Alheia aos protestos causados pela produção, a plataforma de streaming já está preparando outra série indiana com potencial explosivo. Trata-se de uma adaptação de “Filhos da Meia-Noite”, romance premiado de Salman Rushdie, que se ancora no realismo fantástico para contar a história da independência da Índia. Rushdie teve a morte ordenada, graças à publicação de outro livro, “Os Versos Satânicos”, que é proibido no país. Por conta dessa fatwa, que se originou no Irã, é obrigação de todo muçulmano tentar assassiná-lo onde quer que o encontre.
Harvey Weinstein admite que trocava sexo por papéis de cinema, mas advogado insiste que não foi bem isso
Poucas semanas após o início de seu processo criminal por assédio sexual, estupro e conduta inapropriada, o produtor Harvey Weinstein deu uma entrevista polêmica para a revista britânica “The Spectator”, em que admite que abusou de seu poder e que oferecia papéis em filmes em troca de sexo, mas garantiu não ser um estuprador. “Você nasceu rico e privilegiado e você era bonito”, disse Weinstein, ao entrevistador, o colunista Taki Theodoracopulos. “Eu nasci pobre, feio, judeu e tive de lutar minha vida inteira para chegar a algum lugar. Você tinha muitas garotas, nenhuma garota olhava para mim até eu virar grande em Hollywood.” “Sim, eu ofereci a elas papéis em filmes em troca de sexo, mas era assim que era e ainda é com todo mundo”, afirmou o produtor. “Mas eu nunca me forcei para cima de uma única mulher.” Apesar das falas tentarem diminuir o peso das acusações contra Weinstein, ao sugerir uma troca consensual de sexo por favor profissional, a entrevista não teve a repercussão desejada e foi rapidamente contestada pelo advogado do produtor, que emitiu um comunicado para a imprensa. No comunicado, Ben Brafman negou que o seu cliente tenha admitido a prática conhecida como “teste do sofá”, afirmando que a frase foi citada de forma equivocada. “Eu estava presente na conversa; não foi uma entrevista, foi um encontro social entre dois amigos. Harvey e Taki não discutiram o caso, e eu não permitiria que o fizessem. Falamos da velha Hollywood e o contraste com a cultura europeia. O sr. Weinstein nunca disse nada sobre trocar papéis por sexo.” De forma curiosa, o próprio Taki Theodoracopulos emitiu um comunicado, admitindo o erro. “Depois de 41 anos sem uma só retratação na ‘Spectator’, eu acredito que representei mal a conversa que tive com Harvey Weinstein. Foi um erro. Espero não ter prejudicado seu caso”. O pedido de desculpas do jornalista, entretanto, fornece um detalhe sórdido sobre o encontro, afirmando que se reuniu com Weinstein porque ele prometeu informações exclusivas e desfavoráveis sobre a atriz Asia Argento, a primeira a denunciar o produtor por estupro, e que virou alvo de uma campanha de cyberbullying nas redes sociais após o suicídio de seu namorado, o chef-celebridade Anthony Bourdain, há pouco mais de um mês. Ao saber dessa motivação, Argento desabafou no Twitter: “Eu entendo agora quem está por trás do horrível bullying dirigido contra mim e Rose McGowan. Weinstein, seu maldito monstro estuprador, ainda tentando nos prejudicar e atingir. Não por muito tempo. Você vai para a cadeia”.
Henry Cavill pede desculpas por entrevista em que reclama do clima criado pelo movimento #MeToo
O ator Henry Cavill teve que se desculpar após a repercussão negativa de uma entrevista polêmica à versão australiana da revista GQ, em que criticou o clima criado pelo movimento contra o assédio sexual #MeToo. Na entrevista, o intérprete do Superman, que volta aos cinemas em duas semanas no elenco de “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, chegou a dizer que não flertava mais com mulheres por “ter medo de ser chamado de estuprador”. Entre alguns dos comentários em que demonstrou insatisfação com as mudanças nas relações sociais entre homens e mulheres, ele assumiu-se “antiquado”, exaltou a “caça” às mulheres e se disse dificuldades para lidar com as exigências femininas atuais. “As coisas tem que mudar, claro. Mas tem algo maravilhoso sobre um homem caçando uma mulher… Eu acho que uma mulher deve ser paquerada e caçada, mas talvez eu seja antiquado por pensar assim”, afirmou ele. “Mas é muito difícil fazer isso se há algumas regras impostas. Porque então é assim: ‘Bem, eu não quero ir lá e conversar com ela, porque eu vou ser chamado de estuprador ou algo do tipo’. Então você fica tipo ‘Esqueça, eu vou ligar para a minha ex-namorada então, e insistir em um relacionamento que nunca realmente funcionou'”. Mas nem isso é possível, ele alega. “Agora? Agora você não pode insistir com alguém além do ‘não’. É tipo, ‘ok, tudo bem’. Mas então elas dizem, ‘Ah, por que você desistiu?’. ‘Bem, porque eu não queria ir para a cadeia?'”. Desde a publicação da revista, o ator vinha sendo altamente criticado nas redes sociais. Um dos tuítes com maior repercussão foi escrito pela ativista contra o assédio sexual Helen Price no Twitter, em uma publicação que teve 42 mil curtidas. “Isso é absurdo. Se Henry Cavill não quer ser chamado de estuprador, então tudo que ele tem que fazer é… não estuprar ninguém. A ginástica mental que alguns homens estão fazendo para se colocarem na posição de ‘vítimas’ do #MeToo é insana”, ela escreveu. Com a polêmica pegando fogo, Cavill correu para jogar água, ainda que sem reduzir muito a fumaceira. Em comunicado, ele culpa “liberdades editoriais” pelas citações, supostamente tiradas de seu contexto original. “Tendo visto a reação a uma reportagem, em especial em relação sobre os meus sentimentos sobre namorar e o movimento #MeToo, e eu gostaria apenas de me desculpar sobre qualquer confusão e mal-entendido que isso possa ter gerado. Ser insensível não era de forma alguma a minha intenção”, escreveu o ator. “Essa experiência me ensinou uma lição valiosa sobre o contexto e a nuance das liberdades editoriais. Eu espero poder esclarecer a minha posição no futuro em relação a um assunto que é tão importante e que eu apoio de todo o meu coração”, completou.
Continuação de Animais Fantásticos ganha mais de 20 fotos
A Warner divulgou 21 fotos de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, segundo prólogo das aventuras de “Harry Potter”. As imagens registram diversos personagens vistos no primeiro filme, “Animais Fantásticos e Onde Vivem”, mas também destaca a versão mais jovem do professor Alvo Dumbledore, interpretada por Jude Law, que vai fazer sua estreia na continuação. Mas ele não será o único personagem conhecido que ganhará versão rejuvenescida. Uma das imagens o mostra ao lado do ator Joshua Shea (da série “The Royals”) encarnando uma versão adolescente de Newt Scamander, herói de “Animais Fantásticos” interpretado por Eddie Redmayne na versão adulta. A foto sugere um flashback que deve revelar porque o magizoologista foi expulso de Hogwarts. O primeiro filme mencionou que Dumbledore foi o único a defender Newt após “um incidente com uma criatura mágica”. “Os Crimes de Grindelwald” é o segundo de planejados cinco filmes da saga “Animais Fantásticos”, todos escritos por J.K. Rowling, a criadora do universo “Harry Potter”. David Yates, que dirige todos os filmes da saga desde “Harry Potter e a Ordem da Fênix” (2007), também retorna à sua função. A estreia está marcada para 15 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Mais mulheres acusam Luc Besson de agressões sexuais
O famoso diretor e produtor francês Luc Besson, de “O Quinto Elemento”, “Lucy” e “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, foi alvo de novas acusações de agressões sexuais. Depois de uma denúncia de estupro apresentada por uma atriz em maio, várias mulheres denunciaram ao site de notícias francês Mediapart atitudes impróprias e abusos que ele teria cometido. De acordo com a Mediapart, uma ex-funcionária de Besson, encarregada das seleções de elenco para seus filmes, escreveu no início de julho para o procurador da República de Paris para denunciar fatos que ela descreve como “agressões sexuais”. Ela menciona um ambiente de trabalho “muito sexualizado”, assim como “gestos e comportamentos inadequados, que ela considera serem agressões sexuais”. A investigação do veículo online revela que várias mulheres entraram em contato com a atriz italiana Asia Argento, uma das principais figuras do movimento #MeToo e acusadora do produtor Harvey Weinstein, após seu discurso na cerimônia de encerramento do Festival de Cannes em maio. Uma delas, também atriz, falou com a Mediapart sobre reuniões profissionais com Luc Besson em quartos de hotel no início dos anos 2000 e atos de violência da parte do diretor de 59 anos, que teria se “jogado” sobre ela. As novas acusações se somam à acusação de uma atriz e modelo de 27 anos, que não se identificou. Ela afirmou ter sido drogada e estuprada pelo diretor num hotel em paris. Mas os testes toxicológicos deram negativos e os advogados de Besson afirmaram que o casal estava num relacionamento estável há vários anos. De acordo com o noticiário francês sobre a investigação, ela acabou confirmando que mantinha um relacionamento íntimo com o cineasta há cerca de dois anos, sentido-se obrigada a isso por causa das conexões profissionais de Besson. Mas que isso não mudava o fato de ter sido estuprada. Na França, houve poucos relatos de casos de assédio na indústria cinematográfica. As raras atrizes francesas que se pronunciaram, como Léa Seydoux e Emma De Caunes, apresentaram-se para denunciar Harvey Weinstein. Por outro lado, estrelas veteranas se manifestaram para calar denúncias, atacando o equivalente francês ao #MeToo por considerá-lo um movimento moralista e um retrocesso para as conquistas sexuais.












