Ellen Pompeo defende Katherine Heigl em “Grey’s Anatomy”: “Corajosa”
Demorou só 12 anos, mas Ellen Pompeo finalmente defendeu a ex-colega Katherine Heigl em público. Para quem não lembra, a intérprete de Izzie Stevens saiu de “Grey’s Anatomy” em 2010, com relações estremecidas com os produtores da série, e nunca mais foi convidada a aparecer, nem mesmo quando sua presença seria importante para a trama. Em seu podcast o “Tell Me with Ellen Pompeo”, a protagonista da série lembrou o motivo da exclusão e deu razão a Heigl. “Lembro que Heigl disse algo em um talk show sobre as horas insanas que estávamos trabalhando. Ela estava 100% certa. Se ela tivesse dito isso hoje, seria uma heroína completa. Mas ela estava à frente de seu tempo”, opinou. Na sequência, completou: “Ela fez uma declaração sobre nossas horas insanas e, claro, vamos bater em uma mulher e chamá-la de ‘ingrata’, por isso. Quando a verdade é que ela foi 100% honesta e estava absolutamente correto o que ela disse. Ela foi corajosa por dizer isso. Estava dizendo a verdade, não estava mentindo”. O talk show mencionado pela intérprete de Meredith Grey foi o “The Late Show with David Letterman”. Heigl participou do programa em 2009 para promover seu novo longa, “A Verdade Nua e Crua” e aproveitou para reclamar da carga horária “cruel” do drama médico. “Vou continuar dizendo isso, porque espero que isso os envergonhe: foram 17 horas seguidas de trabalho em um único dia. Eu acho que isso é cruel e maldoso”. A denúncia repercutiu forte na imprensa e caiu como uma bomba para Shonda Rhimes, criadora da série, que na época ainda era a showrunner da produção. Assim, Heigl, que venceu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel na série dois anos antes, teve seu contrato finalizado 1 ano e meio antes do combinado. Toda essa polêmica fez com que Heigl ficasse com a fama de “antiprofissional” em Hollywood — principalmente depois de um produtor dizer ao Hollywood Reporter em 2013 que ela era “difícil” e “não valia a pena” de trabalhar. Em 2021, a atriz rebateu as falas do produtor. “Posso ter dito algumas coisas que você não gostou, mas depois isso se transformou em ‘ela é ingrata’, ‘ela é difícil’ e, na sequência, ‘ela não é profissional’. Qual é a sua definição de difícil? Alguém com uma opinião que você não gosta? Isso me irrita”, afirmou ao Washington Post.
Confrontado com textos e áudios violentos, Johnny Depp faz piadas
Depois de uma quarta-feira (20/4) de mutilação e fezes, o depoimento de Johnny Depp no processo movido contra sua ex-esposa Amber Heard por difamação prosseguiu nesta quinta com novas doses de bizarrice e violência. E tentativas de humor. Desta vez, porém, quem conduziu o interrogatório foi o advogado da atriz, Ben Rottenborn. Um dos momentos mais tensos foi quando um áudio revelou a vontade de Depp de se automutilar. “Onde você quer a cicatriz?” diz Depp. Ao que Heard implora: “Não corte sua pele. Por favor, não corte sua pele. Porque eu faria isso? Por favor não faça isso. Por favor, não se corte.” A defesa de Heard exibiu uma enxurrada de evidencias com textos, imagens, áudio e vídeo para tentar demostrar que as reações violentas de Depp não eram eventuais, mas constantes. Conhecidas desde o julgamento que Depp perdeu no Reino Unido, ao processar o jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, as mensagens trocadas com Paul Bettany, intérprete do Visão no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), foram as mais horripilantes, especialmente o trecho em que Depp revela seu desejo de afogar, depois queimar e finalmente estuprar o “cadáver queimado” de Heard. Rottenborn listou as substâncias que Depp e Bettany teriam ingerido nas noitadas em que passaram juntos, incluindo cocaína, Xanax e Adderall, além de bebida, antes de ler uma mensagem incriminadora. “Bebi a noite toda antes de pegar Amber para voar para LA no domingo passado. Feio, companheiro. Sem comida por dias. Pós. Meia garrafa de uísque”, escreveu Depp. “Um índio agressivo com raiva em um maldito apagão, gritando obscenidades e insultando qualquer f*da que chegasse perto”, continuou o ator. Em outro texto de 2015 para sua irmã mais velha, Depp se referiu à sua então esposa como “aquela prostituta imunda”. Questionado sobre o vocabulário, Depp disse: “Eu tenho uma maneira particular de usar palavras no meu vernáculo”. Essa observação não pareceu impressionar o júri e outros espectadores, muitos dos quais são fãs autodeclarados de Depp. No entanto, Depp arrancou algumas risadas com várias piadas durante o interrogatório. Numa delas, o ator retrucou um de seus próprios textos controversos, lido em voz alta pelo advogado. No texto, Depp afirma: “A única razão pela qual escolhemos a garganta é o amor”. Heard respondeu: “Minha garganta é sua. Você vai ser a minha morte, mas eu não me importo”. Depp respondeu: “Tenho outros usos para sua garganta que não incluem ferimentos”. No banco das testemunhas, Depp zoou: “Desculpe, você poderia ler isso de novo”. Alguns no tribunal riram. Ele também fez graça ao falar do vício compartilhado com o cantor Marilyn Manson. “Nós tomamos cocaína juntos algumas vezes”, admitiu, antes de brincar: “Uma vez, eu dei uma pílula a Marilyn Manson para que ele parasse de falar tanto.” Outro registro calou os risos, mesmo quando Depp tentou se esforçar para tornar a situação engraçada. Num áudio, sua voz é ouvida usando palavrões para se referir a Heard. E diz que “eu dei uma cabeçada na por** da sua testa. Isso não quebra um nariz.” “Eu disse essas palavras, mas estava usando as palavras que a senhorita Heard estava usando, mas não houve uma cabeçada intencional”, disse Depp. “Se você quiser ter uma conversa pacífica com a senhorita Heard, talvez seja necessário aplacá-la um pouco”, completou, achando engraçado. Entre os vídeos, Rottenborn exibiu uma gravação de Heard que mostra Depp, aparentemente bêbado, batendo no armário da cozinha e quebrando outros objetos, antes de descobrir que ela estava gravando com seu telefone, jogando-o longe. “Claramente eu estava tendo um mau momento”, disse Depp ao tribunal. E então reconheceu que “atacou alguns armários, mas não toquei na Srta. Heard”. Ele disse que Heard gravou o vídeo ilegalmente e que “a parte mais interessante” foi que ela apareceu sorrindo no final. Confrontado com registros de seu excesso de bebidas desde antes do relacionamento com Heard, ele declarou que “não bebia tanto”. Mas o advogado lembrou seu testemunho no caso de difamação que moveu contra o tabloide The Sun, no Reino Unido, onde havia dito que “estava abusando de álcool com certeza” após o fim do casamento com Vanessa Paradis. Depois de retrucar com um “você estava lá?” para Rottenborn, Depp teve que admitir o testemunho anterior, contradizendo sua posição de que nunca teve problemas com excesso de bebidas. Neste momento, mensagens de Depp sobre Paradis, com quem ele foi casado antes de Heard, foram lidas no tribunal, revelando o mesmo tom usado contra a atriz. “Extorsionista francesa” e “ex-buc***” foram algumas das expressões usadas para definir a ex-esposa – apontando, segundo a defesa, um padrão de linguagem ofensiva. Fotos do ator em estado lamentável, após beber muito e se drogar, foram apresentadas como evidência de seu problema com substâncias controladas. Mas o ator insistiu em sua linha de defesa, de que não fazia isso para se divertir e sim para lidar com uma infância triste e o trabalho na indústria cinematográfica. “Não é como se eu tomasse as pílulas para ficar chapado, eu tomava as pílulas para ficar normal”, declarou sobre seu vício assumido em Oxicodona. Destruição de propriedades, quartos cheios de “prostitutas e animais” e momentos sangrentos também foram trazidos à luz, como a destruição de um banheiro depois de uma discussão com Heard sobre a atenção que outra mulher estaria dando a ela. Na sequência desse incidente, ele mandou uma mensagem para Paul Bettany em que afirmou: “Claro que eu bati e mostrei cores feias para Amber em uma jornada recente. Feio e triste, ah, como eu amo isso”. Os textos também demonstram que a atriz tentou convencê-lo a se desintoxicar. Numa mensagem de 2014, Depp inclusive lhe agradeceu por ajudá-lo. “Muito obrigado por me deixar limpinho pra caral**”, ele escreveu para Heard. Outra comunicação, desta vez para a mãe da ex-esposa, traz o ator elogiando-a pelo esforço, dizendo que “foi Amber e Amber apenas que me fizeram superar isso”. O advogado de Heard também trouxe ao tribunal o relato de um processo aberto pelo gerente de locação Greg “Rocky” Brooks no set do filme “City of Lies” em 2017, quando Depp o atacou fisicamente apenas porque o avisou que as filmagens do dia precisavam terminar. Este caso ainda está aberto e em andamento na Justiça. Outra evidência trazida por Rottenborn foi um formulário de seguro feito pela Walt Disney Company que questionava se Depp estava tomando “substâncias ilegais, prescritas por um médico ou não” e o ator assinalou “não”. O advogado alegou que Depp mentiu no formulário, devido a todas as evidências apresentadas e que ainda serão trazidas à corte. O julgamento não terá sessão nesta sexta, retornando apenas na próxima segunda (25/4). Todos os depoimentos estão sendo transmitidos ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os primeiros vídeos divulgados do terceiro dia de depoimentos do ator.
Bill Murray é investigado por “comportamento inapropriado” em filmagem
O veterano ator Bill Murray (“Os Caça-Fantasmas”) está sendo investigado por “comportamento inapropriado” no set do filme “Being Mortal”, atualmente em produção. Ainda não há informações sobre o que aconteceu, mas a denúncia foi levada ao departamento de Recursos Humanos do estúdio Searchlight Pictures na segunda-feira (18/4). Procurado pela imprensa dos EUA, o estúdio comunicou que “não comenta casos de investigação interna”. “Being Mortal” marca a estreia na direção de Aziz Ansari, conhecido por seus papéis nas séries “Parks and Recreation” e “Master of None”, e sua produção foi paralisada para que o caso seja devidamente apurado. Representantes do estúdio e dos produtores estão decidindo quais serão os próximos passos junto com Ansari. Em carta divulgada à equipe, a Searchlight Pictures anunciou que pretende retomar a produção em breve, e que trabalha com o diretor para determinar uma data para isso ocorrer. O filme é uma adaptação do livro “Mortais: Nós, a Medicina e o que Realmente Importa no Final”, de Atul Gawande. As filmagens começaram no dia 28 de março e o lançamento estava planejado para 2023.
Trailer de “The Offer” revela bastidores tumultuados de “O Poderoso Chefão”
A Paramount+ divulgou o segundo trailer legendado de “The Offer”, que faz os bastidores da produção de “O Poderoso Chefão” parecerem mais excitantes que o próprio longa. Não faltam cenas de violência, tensão, humor e dramaticidade, com destaque para a participação da máfia real no destino do filme que, como lembra a prévia, “quase não foi feito”. A minissérie de 10 episódios foi concebida por Michael Tolkin, roteirista de “O Jogador” (1992) e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora” (2021), e é baseada nas experiências nunca antes reveladas de Al Ruddy, o produtor do filme de 1972 – e também criador da cultuada série dos anos 1960 “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes). Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars na verdade teve um desenvolvimento turbulento, com bastidores perigosamente conturbados. A história será contada com roteiros de Nikki Toscano (“Hunters”) e direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” (2019) e finalizou “Bohemian Rhapsody” (2018). O elenco estelar destaca Miles Teller (“Whiplash”) no papel de Al Ruddy, Juno Temple (“Ted Lasso”) como sua secretária Bettye McCart, Colin Hanks (“Fargo”) como o executivo Barry Lapidus, Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans, Giovanni Ribisi (“Sneaky Pete”) como o mafioso real Joe Colombo, Justin Chambers (“Grey’s Anatomy”) na pele do astro Marlon Brando e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) vivendo o cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores. A estreia está marcada para a próxima quinta, dia 28 de abril.
Johnny Depp acusa Amber Heard de agressão e se contradiz em depoimento
O ator Johnny Depp, que está processando a ex-esposa Amber Heard por difamação, mostrou-se bem menos confiante em seu segundo dia de depoimento no tribunal de Fairfax, no estado americano de Virginia, entrando em contradição e exibindo sinais de raiva ao ser questionado pela defesa. A serenidade controlada, frases empoladas e histórias tristes apresentadas no dia anterior viraram histórias de terror na primeira parte da sessão desta quarta (20/4), quando Depp fez denúncias literalmente sangrentas contra Heard. Mas seu tom sofreu outra mudança radical, quando chegou a vez do advogado de Heard, Ben Rottenborn, interrogá-lo nos minutos finais da audiência. Neste momento, Depp se atrapalhou com datas, mostrou-se confuso e reagiu com fúria ao ser questionado sobre as afirmações principais do caso, de que um editorial escrito pela atriz em 2018 no jornal Washington Post destruiu sua vida, carreira e reputação, trazendo prejuízo financeiro ao tirá-lo da franquia “Piratas do Caribe”. “Estou processando ela por difamação e as várias falsidades que usou para acabar com minha vida”, declarou Depp. Antes de Rottenborn pressioná-lo, Depp se mostrou bem à vontade para descrever Heard como mentirosa, manipuladora e extremamente violenta. O ponto mais polêmico foi a briga de março de 2015 que o deixou sem um pedaço do dedo médio da mão direita. Declarações sobre o incidente já surgiram várias vezes no julgamento. O médico particular do ator disse que Depp lhe confessou ter se cortado sozinho e a ficha médica de seu atendimento hospitalar na Austrália reforça esse relato, registrando o incidente como um corte involuntário com uma faca. No tribunal, porém, Depp disse que perdeu a ponta do dedo quando Heard jogou uma garrafa de vodka nele e o vidro quebrou. Segundo Depp, Heard havia chegado à Austrália, após um longo voo de Los Angeles, chateada com uma reunião que teve com um advogado para discutir o pedido de Depp de um acordo “pós-nupcial”. “Ela ficava dizendo: ‘Eu não estou nem em seu testamento. Eu nem estou em seu testamento’”, declarou o ator ao júri. “Achei uma coisa estranha de se dizer. Parecia errado, e ela não deixava de lado esse acordo pós-nupcial, dizendo que eu estava tentando enganá-la para não conseguir nada se algo acontecesse.” O intérprete de Jack Sparrow relatou que a discussão deles aumentou e que Heard “ficou irada e possuída”. Ele disse que acabou indo para a sala de recreação no andar de baixo da casa, onde, apesar de estar sóbrio por vários meses, serviu-se de duas ou três doses de vodka. “Ela me encontrou lá [e disse] ‘Oh, você está bebendo de novo’, um monstro e tudo mais’”, relatou Depp. Em seguida, afirmou que Heard agarrou a garrafa e jogou nele, passando direto por sua cabeça e quebrando às suas costas. Então, ele foi ao bar e se serviu de uma garrafa maior de vodka. Para recriar a situação, Depp levantando-se do banco de testemunha e interpretou o momento em que, segundo ele, Heard pegou outra garrafa para atirar em sua direção. “Minha mão estava na beirada do bar e ela jogou a garrafa grande, que quebrou em todos os lugares, e eu honestamente não senti a dor”. Mas disse que sentiu pingar sangue e “olhei para baixo e percebi que a ponta do meu dedo havia sido cortada. Eu estava olhando diretamente para o meu osso saindo e a parte carnuda do interior do dedo, e o sangue estava saindo.” Depp afirmou que ao ver o dedo transformado numa espécie de vulcão “Vesúvio” entrou em “uma espécie de colapso nervoso” e começou a escrever nas paredes com seu próprio sangue. Ele não disse o que estava escrito, citando apenas que eram “pequenos lembretes do nosso passado, que representavam mentiras que ela me contou e mentiras nas quais eu a peguei”. Os advogados de Heard disseram que pretendem provar que o corte de Depp foi auto-infligido durante um surto, seguido por coisas horríveis escritas com sangue nas paredes. Depp trocou a palavra “surto” por “colapso”, ao explicar porque não conseguia se lembrar do que fez em seguida. Ele relatou que foi ao pronto-socorro, mas disse a seu médico particular que havia esmagado o dedo em portas sanfonadas. O motivo, de acordo com sua explicação, foi para “manter as coisas o mais compactas possível”. Aos jurados foram mostradas fotos gráficas de sua lesão, bem como uma foto do rosto de Depp com uma marca, que ele afirmou ser resultado de uma agressão de Heard com o cigarro em sua bochecha. Depp disse que fez uma cirurgia para reconstruir o dedo por meio de um enxerto de pele de outra parte da mão. Ele explicou que usou um curativo durante o resto da produção de “Piratas do Caribe: Vingança de Salazar”, escondido no filme por meio de efeitos especiais. O ator também relembrou a ocasião em que encontrou cocô na cama, após uma briga com a então esposa. “Minha reação inicial foi rir. Era uma coisa tão bizarra e tão grotesca que eu só conseguia rir”, começou ele. “Ela tentou culpar os cachorros. Eles são yorkshires pequenos e pesam cerca de 4 kg cada. Eu vivi com aqueles cachorros. Eu peguei o cocô deles. Não foram os cachorros”, acusou. E seguiu descrevendo a esposa como alucinada e agressiva, alguém que sempre o atacava com “violência”. “Em sua frustração e raiva, ela sempre atacava”, ele testemunhou. “Podia começar com um tapa, podia começar com um empurrão, podia começar com um controle remoto da TV na minha cabeça. Poderia começar jogando uma taça de vinho na minha cara. Em suma, foi constante.” O júri provavelmente ouvirá uma versão radicalmente oposta durante o testemunho de Heard. Mas uma prévia dos embates de versões já pôde ser antevista após o final do depoimento espontâneo do ator, quando o advogado da atriz começou a questioná-lo. De imediato, Depp precisou admitir para o júri que o artigo em que baseou seu processo não cita seu nome e que assinou uma declaração em 2016, afirmando que “nenhuma das partes fez falsas acusações” após iniciar o divórcio. Esta declaração foi uma condição exigida por Heard para tirar da Justiça uma medida de restrição contra o ator, após ela indicar a um juiz ter sido vítima de violência doméstica. Ao pedir o divórcio, Heard obteve uma ordem de restrição temporária, alegando que Depp a agrediu depois de uma discussão em que estava bêbado em seu apartamento em Los Angeles. A denúncia diz que ele “começou a ficar obcecado por algo que não era verdade” e “ficou extremamente irritado”, jogando um telefone em Heard, atingindo sua bochecha e olho “com extrema força”. Uma declaração separada de uma amiga de Heard que testemunhou a cena, Raquel Pennington, apoiou a versão de Heard, incluindo uma descrição de que Depp balançava uma garrafa de vinho “como um taco de beisebol”. “Fui aconselhado por meus advogados a não lutar contra isso”, Depp explicou, tentando justificar o motivo de não ter contestado as acusações de abuso de Heard na época, preferindo esperar quase três anos para processá-la por insinuações a este respeito num editorial do Washington Post que não cita seu nome. A parte mais importante do julgamento por difamação é provar que o demandante sofreu danos à sua reputação por uma declaração ou artigo específico. O advogado demonstrou que Heard já tinha feito a acusação anteriormente – e na Justiça – sem ser contestada, e Depp assinou um documento afirmando que a declaração não era falsa. Outro argumento contestado pela defesa foi de que o editorial teria custado ao ator o papel de Jack Sparrow, supostamente extirpado do próximo filme dos “Piratas do Caribe”. O advogado de Heard buscou mostrar que a Disney havia tomado a decisão de não contratar Depp bem antes da publicação do texto, além de lembrar que Depp nem queria fazer o filme. A prova apresentada foi um artigo publicado no jornal britânico Daily Mail, datado de 25 de outubro de 2018, dois meses antes do editorial do Washington Post, que afirmava que Depp estava “fora” da franquia dos piratas. Pressionado pela defesa, Depp confessou a Rottenborn e ao tribunal que ele realmente não tinha ideia se outro filme da franquia seria feito. A Disney não deu nenhum prosseguimento a “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, após as confusões judiciais do ator. Portanto, não seria possível afirmar que ele “perdeu” o papel num filme que nunca entrou em produção. Os argumentos da defesa avançaram direto sobre as alegações de Depp para abrir o caso, mostrando que elas não se sustentam. Mas o julgamento deve se estender até meados de maio e trazer ainda a versão de Heard sobre os detalhes mais sombrios do relacionamento do ex-casal. Depp vai continuar no banco das testemunhas nesta quinta (21/4). Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os vídeos do segundo dia de depoimentos do ator.
“The Goldbergs” é renovada para 10ª temporada
A rede americana ABC renovou “The Goldbergs”, que recentemente atingiu a marca de 200 episódios produzidos, para sua 10ª temporada. A série é a atração de comédia live-action mais duradoura da atual programação da TV aberta dos EUA. Apesar das marcas históricas, a renovação encerra um período difícil para a produção, que perdeu dois membros de seu elenco central: o veterano George Segal, que morreu em março de 2021 de complicações de uma cirurgia de ponte de safena, e Jeff Garlin, que foi afastado em dezembro após uma investigação interna por várias alegações de má conduta. Exibida no Brasil pelo canal Comedy Central, “The Goldbergs” é baseada na infância do criador Adam F. Goldberg nos anos 1980, e segue a mesma linha de comédias nostálgicas de época consagrada por “Anos Incríveis”. A 10ª temporada tem estreia prevista para o outono americano (nossa primavera) e vai mostrar como os Goldbergs superam as perdas do vovô e do pai da família. O elenco segue encabeçado por Wendi McLendon-Covey como a mãe da família e o trio Sean Giambrone, Troy Gentile e Hayley Orrantia como seus filhos.
Johnny Depp minimiza vício e mensagens sobre matar Amber Heard
O ator Johnny Depp prestou depoimento nesta terça (19/4) no julgamento do processo que abriu no estado americano de Virginia contra a ex-mulher, Amber Heard, por difamação. O motivo da ação foi um artigo escrito por ela no jornal The Washington Post em 2018, em que se descreveu como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ao se apresentar, o ator jurou que nunca agrediu Amber Heard ou qualquer outra mulher em sua vida. Ele justificou a iniciativa de processar a atriz pela necessidade de se defender por conta dos filhos, que são constantemente questionados sobre as acusações. Confrontado com as mensagens ameaçadoras revelados no tribunal, com linguagem violenta desejando até morte brutal da ex-esposa, ele disse que tende a ser “bastante expressivo” ao escrever. Ciente do retrato agressivo realçado pelos textos, Depp se esforçou para minimizá-los. “Estou envergonhado com algumas das referências feitas e envergonhado com o tom que, no calor do momento, no calor da dor que eu estava sentindo, me levou para lugares escuros”, disse o ator em voz baixa no banco de testemunha. “Às vezes, a dor tem que ser tratada com humor e, às vezes, com humor muito sombrio”, ele continuou. “Às vezes, você está exagerando algo que fez para fazê-lo entender que você está no Planeta Ponto de Interrogação”, acrescentou. E se justificou com a alegação de que “ela começou”, ao insinuar ser vítima de agressão. Depp também refutou ser um drogado sem controle. Ele afirmou que só fuma maconha e toma medicamentos prescritos para dor. Esse consumo não é para fazer festa, mas para suportar os problemas que enfrenta na vida desde a infância. Em sua defesa, afirmou que essas drogas “eram um alvo fácil” para Heard denunciar, mas elas não afetavam seu comportamento. Mesmo confirmando seu vício em opioides, que diz ter encerrado, ele argumentou que sempre foi um viciado funcional, que nunca perdeu o controle durante filmagens. Entretanto, há amplas evidências em contrário, algumas já expostas no julgamento – pela enfermeira que testemunhou chutes e socos em portas e paredes – , outras levadas à Justiça, como o caso de um assistente do filme “City of Lies”, e as que deverão ser apresentadas ao tribunal pelos advogados de Heard, que pretendem trazer à tona os bastidores de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”. A imprensa americana considerou o testemunho como uma performance teatral, já que pouco foi dito sobre o caso que motivou o julgamento. Na maior parte do tempo, Depp falou de si mesmo, de sua infância e carreira, contando “causos” para divertir os jurados. Depp vai continuar seu depoimento na quarta-feira. Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os vídeos do depoimento.
Filho de Cid Moreira pede prisão do pai
O filho de Cid Moreira, ex-apresentador do “Jornal Nacional”, protocolou na Justiça um pedido de prisão de seu pai. Roger Moreira denunciou o pai por suposta prática de homofobia e por infrações ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Nesta quinta-feira (14/4), ele formalizou as denúncias no Ministério Público do Rio de Janeiro. O documento protocolado pelo advogado Angelo Carbone, afirma que, após o casamento com Maria de Fátima Sampaio, Cid teria tentado desfazer a adoção de Roger sob o argumento de o filho ser gay. Como não foi possível encerrar o vínculo familiar, ele teria tirado “tudo o que tinha dado para o filho sobreviver: o estúdio de gravações, a moradia”. “[Cid Moreira] Passou, junto com a mulher, a Maria, a delapidar o patrimônio, transferi-lo para a própria e terceiros do bando, por não ter conseguido deserdá-lo”, prossegue Carbone. Além disso, o advogado diz que Cid proibiu o filho de estudar durante a adolescência. “O mesmo não promoveu, na época, certas obrigações previstas pelo ECA. Impediu o filho de estudar, sem contar que manteve o menor consigo, levando-o a todos os locais que frequentava”. Segundo a queixa, Roger tinha que cumprir várias obrigações, como por exemplo acompanhar Cid em compromissos na TV, como gravações de programa, e frequentar lugares proibidos para menores: clubes à noite, alguns restaurantes e casa de jogos. O objetivo era transformá-lo em “uma espécie de empregado”. O documento acusa Cid Moreira de não adotar um filho, mas um funcionário “para trabalhar para ele de graça”. No pedido de investigação, Carbone afirma que Cid e Maria ainda praticam estes crimes e que, caso seja comprovado, vai pedir a prisão do casal. No entanto, devido à idade do jornalista [94 anos], pondera que a pena possa ser convertida em uma internação hospitalar. O conflito familiar ganhou projeção midiática em julho de 2021, quando Roger Moreira acusou o pai de ter retirado seu nome do testamento. Pela lei brasileira, não é possível deserdar um filho. Além de Roger, outro filho, Rodrigo Moreira, também já pediu à Justiça a interdição do pai e a prisão da madrasta.
Testemunhas abordam violência entre Johnny Depp e Amber Heard
O julgamento por difamação travado entre Johnny Depp e Amber Heard iniciou nesta semana em Fairfax, no estado americano de Virgínia, com testemunhos sobre as alegações de violência entre o ex-casal. Na quarta (13/4), Isaac Baruch, amigo de infância de Johnny Depp, afirmou não ter visto machucados no rosto da atriz ao cruzar com ela no dia em que teria sido atingida por um telefone jogado pelo ator. Ele acrescentou que ela estava espalhando mentiras. “Muitas pessoas foram afetadas por essa mentira maliciosa que ela começou, criou e espalhou ao redor do mundo”, disse Baruch. Para deixar claro: a mentira não era sobre o telefone ter sido jogado na cara de Heard, mas que seu rosto tivesse ficado marcado pela ação, como fotos que circularam mais tarde (quando o machucado arroxou). Confrontado pela defesa de Heard, Baruch precisou confirmar uma mensagem enviada pelo astro da franquia “Piratas do Caribe”, em que ele dizia esperar ver “o corpo apodrecido [de Amber Heard] decompondo na p***a do porta-malas de um Honda Civic”. Não foi revelado como os advogados da atriz tiveram acesso à mensagem, mas o amigo de Depp confirmou a veracidade do texto, bem como de outras mensagens ofensivas. Ele sugeriu que os ataques eram justificados. “Não é justo. Não é certo o que ela fez e o que aconteceu com as várias pessoas afetadas por isso tudo. É doentio isso tudo”. Nesta quinta (14/4), a situação entornou de vez para Depp, graças aos depoimentos de uma terapeuta e um médico. O Dr. David Kipper, contratado em 2014 para tratar o ator por seu vício em opióides (medicamentos com efeitos analgésicos e sedativos potentes), foi questionado sobre mensagens de sua enfermeira Debra Lloyd, que diziam que Depp havia “socado um quadro branco na cozinha depois de uma briga” e chutado uma porta em um set de filmagem porque estava agitado. Kipper disse que nunca viu nenhuma violência entre Depp e Heard. Mas em março de 2015, quando eles estavam na Austrália, recebeu várias mensagens perturbadoras de Depp com ofensas contra a atriz – “Ela é tão cheia de merda como um ganso de Natal”, “uma malvada maliciosa e uma vadia vingativa”, etc. Depp também informou a Kipper que “cortou a parte superior” do dedo médio. “O que devo fazer? Ir ao hospital? Estou tão envergonhado por pular em qualquer coisa com ela.” Esta informação é importante, porque durante as declarações de abertura na terça-feira, os advogados de Depp alegaram que Heard jogou uma garrafa em Depp que decepou parte de seu dedo. Kipper contradisse essa alegação citando uma mensagem em que Depp admitiu ter cortado o próprio dedo enquanto brigava com a esposa. Depois dessa mensagem, o médico foi ver Depp na Austrália. Em seu depoimento, ele revelou que a residência alugada pela Warner Bros. para as filmagens de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” estava “uma bagunça. Havia coisas jogadas por todos os lugares”. E sangue nas paredes. Ele disse que foi para o hospital com Depp para ele realizar uma cirurgia na mão. Mas Kipper o avisou que se afastaria se ele não cumprisse o plano de tratamento, pois precisava estar “estável” para a cirurgia. Depp prometeu que cumpriria. Em junho, Depp enviou um mensagem para Kipper dizendo ter trancado seu “filho monstro em uma gaiola”, referindo-se ao vício, e isso “funcionou pra c***lho. “Amber e eu fomos absolutamente perfeitos por três meses inteiros!”, exclamou, acrescentando: “Nós somos melhores amigos agora”. Heard revelou num julgamento anterior, realizado em Londres, que Depp virava um monstro ao beber e se drogar, passando a agir com violência. O outro depoimento desta quinta foi da Dra. Laurel Anderson, que foi terapeuta matrimonial do casal por 21 sessões. Ela comentou anotações feitas na terapia, confirmando agressões de Depp, mas descrevendo a relação “como abuso mútuo”. “Ele conseguiu ser bem controlado por quase 20, 30 anos. Ambos foram vítimas de abuso [na infância] em suas casas, mas eu achava que ele estava bem controlado há décadas. Mas com a Sra. Heard, ele sofreu um gatilho e eles se envolveram no que eu vi como abuso mútuo”, disse ela. Em uma nota de uma sessão, Anderson escreveu que “ele bate nela. Sem punho fechado. Ela revida por orgulho, porque o pai bateu nela.” Questionada sobre a anotação, Anderson disse que o texto se referia a um relato de Heard de que Depp a atingiu com um “tapa de mão aberta”. A terapeuta ainda foi questionada sobre os hematomas no rosto da atriz. Após a fatídica discussão de 21 de maio de 2016, que levou Heard a obter uma ordem de restrição contra Depp, a atriz a visitou para uma sessão particular. Anderson confirmou ter visto hematomas no rosto de Heard, idênticos às fotos que lhe foram mostradas, contrariando o depoimento do amigo de Depp. Uma ex-assistente de Heard também foi ouvida. Kate James pintou um quadro oposto ao dizer que Depp era um cavalheiro e Heard estava sempre louca de drogas, manifestando um comportamento agressivo. A atriz teria cuspido na ex-assistente quando ela lhe pediu aumento. James, porém, não soube contextualizar uma mensagem enviada por Depp, que parecia sugerir um encontro regado a vinho para falar mal de Heard. “Ele escreve de forma abstrata”, foi sua explicação. Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet.
Ator de “Game of Thrones” é preso e acusado de crime sexual contra menor
O ator Joseph Gatt, que trabalhou nas séries “Games of Thrones”, “Banshee” e “Z Nation”, além de filmes como “Thor” e “Dumbo”, foi preso e indiciado por crime sexual com menor de idade. A polícia da Califórnia alega que detetives foram à casa do ator na quarta-feira (13/4) após “receberem informação de que Gatt estava envolvido em comunicação online sexualmente explícita com um menor de outro estado”. O ator “foi posteriormente preso pelos detetives por contato com um menor com conteúdo sexual”. A declaração da LAPD (Departamento da Polícia de Los Angeles) sobre o assunto indica que as autoridades estão “procurando identificar quaisquer vítimas adicionais”. Gatt postou sua própria declaração nas redes sociais chamando as alegações de “horríveis e completamente falsas”. O ator disse que há “erros e informações enganosas no comunicado de imprensa” da polícia, mas indicou que estava “cooperando totalmente com a polícia de Los Angeles para chegar ao fundo disso”. pic.twitter.com/YovC1Q0Ybe — Joseph Gatt (@MeetJoeGatt) April 13, 2022
Começam as gravações da 2ª temporada de “Cidade Invisível”
A Netflix divulgou a primeira imagem oficial dos bastidores da 2ª temporada de “Cidade Invisível”, revelando o início das gravações. A foto traz o ator Marcos Pigossi com uma claquete à beira de um grande rio. Criada pelo diretor Carlos Saldanha, em seu primeiro trabalho live-action após dirigir as animações das franquias “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, a série traz Pigossi no papel do detetive Eric, da Delegacia de Polícia Ambiental. Após encontrar um estranho animal morto em uma praia carioca, o policial descobre um mundo habitado por entidades míticas normalmente invisíveis aos seres humanos. A trama explora figuras do folclore nacional, como a Cuca, interpretada pela atriz Alessandra Negrini, e ficou na lista de conteúdos mais vistos em cerca de 40 países. Mas a produção também foi acusada por ativistas de “apropriação cultural”, por desconstruir figuras da religiosidade indígena, afastando-os de suas raízes para apresentá-las como “criaturas”, sem dar espaço para atores nativos interpretá-las. Ao mesmo tempo em que comemorou o sucesso internacional da atração, Carlos Saldanha disse, no comunicado sobre a renovação, que está levando todas as críticas em consideração para a 2ª temporada. Os novos capítulos ainda não têm previsão de estreia. EU OLHEI PRA ELE E DISSE: LENDA BRASILEIRA! Deixando aqui essas imagens do Marco Pigossi na 2ª temporada de Cidade Invisível. 🤤❤️ pic.twitter.com/MfCQJL5NYJ — netflixbrasil (@NetflixBrasil) April 13, 2022
Ataque de bolsonarista a “Medida Provisória” reforça denúncia do filme
O ex-chefe da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, retomou seus ataques ao filme “Medida Provisória”, confundindo a trama de ficção com o governo do qual fazia parte até recentemente. Em tuítes publicados nesta terça (12/3), Camargo afirma que o diretor Lázaro Ramos acusa Bolsonaro de deportar os cidadãos negros de volta para a África. E, por conta disso, pede que o filme seja boicotado. Mas o detalhe mais bizarro é que Camargo completou seu ataque sugerindo que negros de esquerda fossem realmente enviados para países africanos, sem se dar conta que seu ataque só reforça o argumento do filme, cada vez mais parecido com a realidade. Com estreia marcada para esta quinta (14/4), “Medida Provisória” é o primeiro longa dirigido pelo ator Lázaro Ramos. Conta a história de um Brasil distópico no qual o governo decide enviar a população negra para países africanos, num ato racista que tenta se passar por uma reparação histórica. Bolsonaro não é mencionado nenhuma vez no longa, que começou a ser produzido em 2017, dois anos antes do início do governo atual. A história, na verdade, é uma adaptação da peça “Namíbia, Não!”, escrita pelo também ator baiano Aldri Anunciação, que foi encenada para mais de 100 mil espectadores em 234 apresentações em 10 estados brasileiros, desde 2011. Em 2012, o texto foi publicado em livro e venceu o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Ficção para Jovens, tornando Aldri Anunciação o primeiro negro a receber este prêmio por uma obra de ficção. Aparentemente, o ex-presidente da Fundação Palmares não tem muito conhecimento sobre a cultura afrodescendente, a ponto de ignorar a origem do filme e o marco de Anunciação. Esta foi a segunda vez que Camargo acusou o filme de Ramos de denunciar racismo do governo Bolsonaro. A primeira foi há 13 meses, em março de 2021. Na época, acusou sem ver o filme, espalhando fake news sobre seu conteúdo. Mas a cada nova manifestação, o candidato a deputado parece confirmar a denuncia artística exibida nas telas, pelo menos com negros que não votam em Bolsonaro. A assessoria do longa afirma que “qualquer ataque ao filme apenas representa o dirigismo cultural que, neste momento, quer determinar quais filmes podem ser realizados no país”. Já exibido e premiado em festivais internacionais desde 2020, “Medida Provisória” conta com 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes e chega ao Brasil após enfrentar dificuldades envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema, numa experiência semelhante à de “Marighella”, de Wagner Moura, outro filme com protagonista negro. Para Ramos, teria havido manobra burocrática para dificultar ou impedir (censura) a exibição do longa para o público brasileiro.
Amber Heard acusa Johnny Depp de violência sexual
O primeiro enfrentamento entre as defesas de Johnny Depp e Amber Heard, no julgamento do processo aberto pelo ator contra a ex-esposa por difamação, marcou o surgimento de uma nova e grave acusação. A advogada de Heard, Elaine Bredehoft, apresentou a acusação de violência sexual no Tribunal de Justiça do Condado de Fairfax, na Virgínia, EUA, após os representantes de Depp chamaram sua ex de “uma pessoa profundamente problemática”. Segundo Bredehoft, o abuso sexual teria acontecido enquanto Heard estava desacordada. Diante das câmeras do canal Court TV, a equipe jurídica da atriz alegou que ela teria sido abusada sexualmente em mais de uma ocasião, uma delas durante três dias de pesadelo na Austrália em março de 2015, enquanto outra teria acontecido nas Bahamas em dezembro daquele mesmo ano. Ao fazer a acusação, a advogada anunciou que a atriz vai testemunhar sobre “abuso sexual, verbal, emocional e físico” que ela supostamente sofreu durante se casamento. Já o representante de Depp apresenta uma versão diferente sobre o histórico de violência trazido à tona por Heard. Segundo ele, as acusações são inventadas e a suposição de que o ator praticou violência tiveram um efeito “devastador” na sua carreira. “Este caso demonstra como as palavras podem ser devastadoras quando são falsas e ditas em público”, disse o advogado do ator, Benjamin Chew, na abertura do processo. “Amber Heard mudou para sempre a vida e a reputação de Depp e vocês o ouvirão contar o terrível impacto que isso teve em sua vida”, continuou, em sua introdução do caso para o júri. Segundo Chew, Heard acusou seu marido de violência para se vingar dele ter pedido o divórcio. Isto teria acontecido originalmente num artigo que ela escreveu para o jornal Washington Post, onde não nomeou Depp, mas afirmou ser uma “figura pública que representa a violência doméstica” e buscou demonstrar como foi assediada pela sociedade após suas denúncias de agressão. Na linha de raciocínio da acusação, a atriz “escolheu lembrar o mundo dessas acusações venenosas em um jornal conhecido mundialmente”. Johnny Depp, de 58 anos, e Amber Heard, 35, já haviam se enfrentado judicialmente na Inglaterra, num processo do ator contra um jornal que o chamou de “espancador de esposa”. A Justiça britânica concordou que Depp agrediu Heard. Agora, Depp processa Heard em US$ 50 milhões pelo editorial que ela escreveu em 2018, onde criticou basicamente a cultura machista que ataca mulheres que denunciam violência sexual. “Eu falei contra a violência sexual e enfrentei a ira de nossa cultura. Isso tem que mudar”, diz o artigo. A atriz, por sua vez, revidou a ação de Depp com outro processo, também de difamação, em que pede US$ 100 milhões. “O processo frívolo que o Sr. Depp moveu contra a Sra. Heard mantém esse abuso e assédio”, diz a ação de Heard. Um júri foi escolhido na segunda-feira para decidir quem tem razão. A expectativa é que o julgamento, que acontece em Fairfax, uma pequena cidade do estado da Virgínia onde o jornal Washington Post é impresso, dure seis semanas.












