Alec Baldwin vai entrevistar Woody Allen no Instagram
O ator Alec Baldwin anunciou que vai entrevistar Woody Allen ao vivo em seu Instagram. Ao fazer a revelação, ele repudiou críticas que possa receber pela iniciativa, já que o diretor é acusado de abuso sexual por sua filha adotiva, Dylan Farrow. “Deixe-me introduzir isso declarando que eu tenho zero interesse nos julgamentos e publicações hipócritas de qualquer um aqui. Eu sou alguém que obviamente tem suas próprias crenças e não poderia me importar menos com as especulações de qualquer outra pessoa. Se você acredita que um julgamento deva ser conduzido por meio de um documentário da HBO, isso é problema seu”, escreveu, fazendo referência à série documental “Allen contra Farrow”, que foi totalmente realizado sob o ponto de vista da acusação, ignorando contrapontos. Nos comentários, a maior parte dos seguidores criticou a atitude de Baldwin. “Te apoiei 100% em tudo, mas Woody Allen? Tchau!”, escreveu uma pessoa. “Quem? O cara que casou com a própria filha? Ah, não! Amo você, mas isso, não. Desculpe”, comentou outra, citando o casamento de mais de quatro décadas de Allen com Soon-Yi Previn, que nunca foi filha de Allen – era filha adotiva do compositor André Previn, ex-marido de Mia Farrow. A maioria das pessoas que torceu a favor de Johnny Depp, apesar da vasta coleção de evidências contrárias, tem realmente se recusado a ouvir Allen, que passou por duas investigações e um julgamento sobre o suposto abuso nos anos 1990, e foi inocentado. Desde então, ele adotou mais duas filhas com Soon-Yi, que já são jovens adultas e nunca se voltaram contra o diretor. A entrevista está programada para acontecer na terça-feira (28/6), às 11h30 (horário de Brasília), no Instagram de Baldwin. A dupla deve abordar o novo livro de Allen, “Zero Gravity”, lançado no início do mês. Baldwin, que trabalhou em três filmes de Allen, tem seguidamente defendido o diretor contra o “cancelamento”, que considera “injusto e triste”. Ele chegou a comparar Dylan Farrow, que acusa o diretor de ter abusado dela em 1992, quando tinha sete anos de idade, à personagem Mayella, de “O Sol É para Todos”, que mente sobre um estupro, levando um homem negro inocente à prisão. No ano passado, o ator também criticou a série da HBO. “Quem precisa de tribunais quando podemos ter julgamento pela mídia?”, ele ironizou. “Eu sou totalmente a favor de leis rígidas sobre pessoas que assediam ou abusam sexualmente, mas o crime tem que ser provado”, completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alec Baldwin (@alecbaldwininsta)
Colegas de Klara Castanho se manifestam após revelação de estupro
Depois de revelar estupro, gravidez e doação de bebê, a atriz Klara Castanho, de 21 anos, está recebendo carinho e manifestações de apoio de vários colegas, que tem usado as redes sociais para apoia-la, em meio a ataques de extremistas. Ela publicou uma carta aberta contando tudo o que passou – uma coleção de violências que continuaram até recentemente – numa postagem de Matheus Baldi nas redes sociais, na participação de Leo Dias no programa “The Noite” de 16 de junho e numa live de Antonia Fontenelle no sábado (26/6), que fizeram comentários sensacionalistas em troca de audiência. Maisa Silva, Tais Araújo, Giovanna Antonelli, Carol Castro, Larissa Manoela e Bruno Mazzeo foram alguns dos muitos nomes que usaram suas redes sociais para apoiar a jovem, que está na TV desde os seis anos de idade – estreou na série “Mothern” (2006), do GNT. “Amor que transborda. Sorte a nossa e azar de quem desconhece tal sentimento. Pra o que der e vier”, publicou Maisa em seu perfil no Twitter, relembrando uma interação com Klara no último mês de março. As duas trabalharam juntas no filme “Tudo por um Pop Star” (2018) e estão na série “De Volta aos 15” (2022), renovada na Netflix. Maisa também publicou várias fotos em que aparece ao lado de Klara nos Stories de seu Instagram, acompanhadas por coraçõezinhos e declarações de amizade eterna. Tais Araújo, que trabalhou com Klara na novela “Viver a Vida” (2009), quando ela tinha oito anos, disse que se sentiu “na obrigação” de acolhe-la publicamente, além do contato pessoal, porque “a violência que sofreu e a sua dor tornaram-se públicas sem que fosse um desejo seu, sem que fosse garantido o seu direito à privacidade”. E acrescentou: “Te conheço desde de criança, conheço sua mãe, sua família e tenho muito respeito e amor por vocês. Se cuide, se proteja e se preserve. Todo meu amor e respeito”. Giovanna Antonelli, que viveu a mãe de Klara na novela de Manoel Carlos, também se manifestou: “Você tão rara e tão menina quando conheci… sempre imaginava que se um dia tivesse filhas queria que fossem como você. Doce, inteligente, bom caráter, talentosa e cheia de personalidade! Conte com meu amor sempre, em meio a um mundo tão hostil a nossa volta. Te amo.” Pai de Klara no cinema, no filme “Chocante”, Bruno Mazzeo foi outro que se revoltou com o ódio contra a atriz: “Posto essa minha foto com Klarinha porque acho que ela simboliza, de alguma maneira, o carinho que sinto por ela. Fui seu pai no cinema, pude conhecer de perto, além do seu talento, a sua doçura. Acabo de ler o terrível relato postado por ela e lamento profundamente que a gente viva num mundo de valores completa e escrotamente invertidos. Seja por ignorância, seja por ódio, seja pelo inacreditável prazer de sentir ódio. Sou homem. Incapaz de sentir na pele a dor de um estupro. O que não me impede de ter a certeza de que ela é dilacerante, causa marcas profundas e cicatrizes eternas. Eu sinto muito, Klarinha.” Carol Castro, que atuou com Klara e três novelas – “Morde & assopra” (2011), “Amor eterno amor” (2012) e “Amor à vida” (2013) – , compartilhou uma foto com a atriz e fez um longo desabafo carregado de indignação. “Estou em choque”, escreveu Carol. Você não merecia passar por isso. Ninguém merecia passar por isso. Não posso imaginar a dor de todo o ocorrido e ainda com as ‘consequências’ de um ( ou vários) ‘vazamento’ de informações que vão virando um telefone sem fio de maldade… e muitas vezes são em troca de ‘um trocado’, ‘likes1, números… que falta de respeito! Que horror! Que brutal! É Desumano. Cruel. Ardiloso”. “Lamento muito o que você está passando nesse momento… esse turbilhão, todas essa exposição de um assunto delicado, doloroso e que deveria, sim, ser só seu e da sua família. Sua rede apoio. Pessoal e intransferível. Pra você ter seu tempo de cicatrização de uma dor imensa e ainda tendo que lidar com esse outro tipo de violência e abuso”, acrescentou. “Até quando as mulheres irão passar por esses tipos todos de violência?! Não tem nem palavras que cheguem perto da verdade do que você está passando… Conte comigo sempre, minha flor amada. Tô aqui. Sempre. Te amo sem fim”, completou. A escritora Thalita Rebouças, que viu Klara estrelar três filmes baseados em seus livros, também publicou “uma foto para falar de empatia”. “A gente fala, fala mas não pratica, né? Impressionante. Klarinha é mais que amiga. Depois de três filmes juntas ela virou minha filha do coração”, escreveu, também dizendo que a atriz poderia contar com ela para tudo. Larissa Manoela, colega de geração e de baladas, completou: “Que apesar de toda a maldade a gente ainda possa ter o presente de te ver sorrir. Todo o meu apoio, carinho e amor, Klara!”. Todo esse turbilhão começou porque Leo Dias revelou saber de uma informação “inacreditável” sobre uma atriz no “The Noite”, afirmando que a “conta” dela iria chegar, pois o caso “envolve vidas” e “carma”. Para deixar mais claro, no sábado (25/3) Antonia Fontenelle resolver dar mais detalhes, revelando que “uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção”. Não bastasse a fofoca, em seguida ela passou a fazer acusações e ataques. “Ela não quis olhar para o rosto da criança”, afirmou a apresentadora, que classificou a história como “monstruosa” e crime. “Parir uma criança e não querer ver e mandar desovar para o acaso é crime, sim, só acha bonitinho essa história de adoção quem nunca foi em um abrigo, ademais quando se trata de uma criança negra. O nome disso é abandono de incapaz”, declarou Fontenelle. Seus seguidores não tiveram dificuldades em relacionar a história à atriz de “Confissões de uma Garota Excluída”, apesar dela ter mais filmes que produções “globais” no currículo, e passaram a bombardear as redes sociais da jovem com comentários grosseiros, maldosos e agressivos. Sem chão, Klara então resolveu contar seu lado da história, com detalhes fortes sobre o drama que viveu nos últimos meses. “Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que eu sofri. Eu fui estuprada”, ela escreveu. Klara Castanho explicou que foi violentada sexualmente, mas não reportou o ocorrido à polícia por sentir “vergonha e culpa”. Acreditava que se fingisse que nada aconteceu, “talvez esquecesse”. A descoberta da gravidez veio ao passar mal. Porém, o médico que a atendeu não se solidarizou com sua dor, mesmo sabendo da história. Ela afirmou que seria incapaz de criar um filho fruto de estupro, então optou pela doação do bebê e fez todos os procedimentos legais. Entretanto, quando teve a criança, ela diz ter sido ameaçada por uma enfermeira, que quis levar o caso a público por meio da imprensa. E, de fato, Leo Dias a procurou quando ela ainda estava no hospital, para questionar sobre a gravidez e a adoção, mas, ao explicar a violência que sofreu, ele se comprometeu em não publicar nada a respeito, em demonstração de empatia. Entretanto, Matheus Baldi escreveu no dia 24 de maio que Klara tinha dado à luz uma criança. A pedido da própria atriz, esse post foi apagado. Só que aí Leo Dias não se conteve e soltou detalhes na TV. Após Klara assumir a história, ele ainda fez uma publicação com dados do nascimento da criança, incluindo hora e local de nascimento, cujo sigilo é resguardado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A editora do portal mandou tirar do ar e, em seu lugar, o colunista escreveu um pedido de desculpas. Depois da repercussão, Fontenelle, que é pré-candidata a deputada federal, ressaltou que soube da gravidez por Leo Dias e achou um absurdo ficarem “revoltadinhos” com ela por “ter tido a coragem de mencionar uma história” – a adoção legal e legítima que ela distorceu para chamar de crime. Mas, ao ver o tamanho da repercussão, decidiu gravar um vídeo afirmando ter falado sem saber toda a história – segundo os dicionários, a definição do que é fofoca – e ofereceu-se para ajudar Klara, depois de ter tornado a vida da jovem um inferno. Leia abaixo a íntegra da declaração de Klara Castanho sobre a sucessão de violências que ela sofreu. “Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. Sempre mantive a minha vida afetiva privada, assim, expô-la dessa maneira é algo que me apavora e remexe dores profundas e recentes. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que sofri. Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família, nem dos meus amigos. Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que tive forças para fazer foram: tomar a pílula do dia seguinte e fazer alguns exames. E tentei, na medida do possível e da minha frágil capacidade emocional, seguir adiante, me manter focada na minha família e no meu trabalho. Mas mesmo tentando levar uma vida normal, os danos da violência me acompanharam. Deixei de dormir, deixei de confiar nas pessoas, deixei uma sombra apoderar-se de mim. Uma tristeza infinita que eu nunca tinha sentido antes. As redes sociais são uma ilusão e deixei lá a ilusão de que a vida estava ok enquanto eu estava despedaçada. Somente a minha família sabia o que tinha acontecido. Os fatos até aqui são suficientes para me machucar, mas eles não param por aqui. Meses depois, eu comecei a passar mal, ter mal-estar. Um médico sinalizou que poderia ser uma gastrite, uma hérnia estrangulada, um mioma. Fiz uma tomografia e, no meio dela, o exame foi interrompido às pressas. Fui informada que eu gerava um feto no meu útero. Sim, eu estava quase no término da gestação quando eu soube. Foi um choque. Meu mundo caiu. Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso e nem barriga. Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu. O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi mais uma da série de viol~encias que aconteceram comigo. Gostaria que tivesse parado por aí, mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Eu ainda estava tentando juntar os cacos quando tive que lidar com a informação de ter um bebê. Um bebê fruto de uma violência que me destruiu como mulher. Eu não tinha (e não tenho) condições emocionais de dar para essa criança o amor, o cuidado e tudo o que ela merece ter. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que eu considero mais digna e humana. Eu procurei uma advogada e conhecendo o processo, tomei a decisão de fazer uma entrega direta para a adoção. Passei por todos os trâmites: psicóloga, ministério público, juíza, audiência, todas as etapas obrigatórias. Um processo que, pela própria lei, garante sigilo para mim e para a criança. A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai e/ou mãe não depende tão somente da condição econômica-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e...
Klara Castanho revela estupro e doação de bebê
A atriz Klara Castanho, de 21 anos, veio a público neste sábado (25/6) revelar que engravidou após ser estuprada e deu o bebê para adoção. Publicado nas redes sociais como “o relato mais difícil da minha vida”, a confissão foi feita após Matheus Baldi, Leo Dias e Antonia Fontenelle exporem a atriz. Todo esse turbilhão começou em 24 de maio, quando Matheus Baldi escreveu em suas redes sociais que Klara tinha dado à luz uma criança. A pedido da própria atriz, esse post foi apagado. Mas aí Leo Dias revelou saber de uma informação “inacreditável” sobre uma atriz, ao participar do programa “The Noite” de 16 de junho. Ele afirmou que a “conta” dela iria chegar, pois o caso “envolve vidas” e “carma”, e teria sido maldade. Pegando carona no tema, Antonia Fontenelle resolver dar mais detalhes no sábado (25/6), revelando que “uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção”. Em seguida, Fontenelle passou a fazer acusações e ataques. “Ela não quis olhar para o rosto da criança”, afirmou a apresentadora, que classificou a história como “monstruosa” e crime. “Parir uma criança e não querer ver e mandar desovar para o acaso é crime, sim, só acha bonitinho essa história de adoção quem nunca foi em um abrigo, ademais quando se trata de uma criança negra. O nome disso é abandono de incapaz”, declarou. Seus seguidores não tiveram dificuldades em relacionar a história à atriz de “Confissões de uma Garota Excluída”, apesar dela ter mais filmes que produções “globais” no currículo, e passaram a bombardear as redes sociais da jovem com comentários grosseiros, maldosos e agressivos. Sem chão, Klara então resolveu contar seu lado da história, com detalhes fortes sobre o drama que viveu nos últimos meses. “Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que eu sofri. Eu fui estuprada”, ela escreveu. Klara Castanho explicou que foi violentada sexualmente, mas não reportou o ocorrido à polícia por sentir “vergonha e culpa”. Acreditava que se fingisse que nada aconteceu, “talvez esquecesse”. A descoberta da gravidez veio ao passar mal. Porém, o médico que a atendeu não se solidarizou com sua dor, mesmo sabendo da história. Ela afirmou que seria incapaz de criar um filho fruto de estupro, então optou pela doação do bebê e fez todos os procedimentos legais. Entretanto, quando teve a criança, ela diz ter sido ameaçada por uma enfermeira, que quis levar o caso a público por meio da imprensa. E, de fato, um colunista a procurou quando ela ainda estava no hospital, para questionar sobre a gravidez e a adoção, mas, ao explicar a violência que sofreu, este e outro colunista que soube mais tarde se comprometeram em não publicar nada a respeito, em demonstração de empatia. Coube a Antonia Fontenelle fazer o que especialistas em fofocas se recusaram. Depois da repercussão, Fontenelle, que é pré-candidata a deputada federal, assumiu que soube da gravidez pelo colunista Leo Dias (um dos que não publicou a história) e achou um absurdo ficarem “revoltadinhos” com ela por “ter tido a coragem de mencionar uma história” – uma adoção legal e legítima que ela distorceu para chamar de crime. Após a divulgação da carta aberta de Klara, vários famosos se manifestaram em solidariedade à jovem. Pathy de Jesus, Cacau Protásio, Isabella Fiorentino, Sophia Abrahão, Fabiana Karla e Rosane Gofman foram algumas das que compartilharam declarações de amor e apoio. Leia abaixo a íntegra da declaração de Klara Castanho. “Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. Sempre mantive a minha vida afetiva privada, assim, expô-la dessa maneira é algo que me apavora e remexe dores profundas e recentes. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que sofri. Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família, nem dos meus amigos. Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que tive forças para fazer foram: tomar a pílula do dia seguinte e fazer alguns exames. E tentei, na medida do possível e da minha frágil capacidade emocional, seguir adiante, me manter focada na minha família e no meu trabalho. Mas mesmo tentando levar uma vida normal, os danos da violência me acompanharam. Deixei de dormir, deixei de confiar nas pessoas, deixei uma sombra apoderar-se de mim. Uma tristeza infinita que eu nunca tinha sentido antes. As redes sociais são uma ilusão e deixei lá a ilusão de que a vida estava ok enquanto eu estava despedaçada. Somente a minha família sabia o que tinha acontecido. Os fatos até aqui são suficientes para me machucar, mas eles não param por aqui. Meses depois, eu comecei a passar mal, ter mal-estar. Um médico sinalizou que poderia ser uma gastrite, uma hérnia estrangulada, um mioma. Fiz uma tomografia e, no meio dela, o exame foi interrompido às pressas. Fui informada que eu gerava um feto no meu útero. Sim, eu estava quase no término da gestação quando eu soube. Foi um choque. Meu mundo caiu. Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso e nem barriga. Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu. O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi mais uma da série de viol~encias que aconteceram comigo. Gostaria que tivesse parado por aí, mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Eu ainda estava tentando juntar os cacos quando tive que lidar com a informação de ter um bebê. Um bebê fruto de uma violência que me destruiu como mulher. Eu não tinha (e não tenho) condições emocionais de dar para essa criança o amor, o cuidado e tudo o que ela merece ter. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que eu considero mais digna e humana. Eu procurei uma advogada e conhecendo o processo, tomei a decisão de fazer uma entrega direta para a adoção. Passei por todos os trâmites: psicóloga, ministério público, juíza, audiência, todas as etapas obrigatórias. Um processo que, pela própria lei, garante sigilo para mim e para a criança. A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai e/ou mãe não depende tão somente da condição econômica-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e que deveria ser segura. No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: ‘imagina se tal colunista descobre essa história’. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente para me acolher e me proteger. Quando cheguei no quarto já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu ainda estava sob o efeito da anestesia. Eu não tive tempo de processar tudo aquilo que estava vivendo, de entender, tamanha era era a dor que eu estava sentindo. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido. Ele prometeu não publicar. Um outro colunista também me procurou dias depois querendo saber se eu estava grávida e eu falei com ele. Mas apenas o fato de eles saberem, mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor e vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim e nem pela criança. Bom, agora, a notícia se tornou pública, e com ela vieram mil informações erradas e ilações mentirosas e cruéis. Vocês não têm noção da dor que eu sinto. Tudo o que fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei. A criança merece ser criada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha as lembranças de um fato tão traumático. E ela não precisa saber que foi resultado de uma violência tão cruel. Como mulher, eu fui violentada primeiramente por um homem e, agora, sou reiteradamente violentada por tantas outras pessoas que me julgam. Ter que me pronunciar sobre um assunto tão íntimo e doloroso me faz ter que continuar vivendo essa angústia que carrego todos os dias. A verdade é dura, mas essa é a história real. Essa é a dor que me dilacera. No momento, eu estou amparada pela minha família e cuidando da minha saúde mental e física. Minha história se tornar pública não foi um desejo meu, mas espero que, ao menos, tudo o que me aconteceu sirva para que mulheres e meninas não se sintam culpadas ou envergonhadas pelas violências que elas sofram. Entregar uma criança em adoção não é um crime, é um ato supremo de cuidado. Eu vou tentar me reconstruir, e conto com a compreensão de vocês para me ajudar a manter a privacidade que o momento exige. Com carinho, Klara Castanho”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Klåra Cåstanho (@klarafgcastanho)
Juíza exige pagamento milionário de Amber Heard para aceitar novo julgamento
O processo de difamação de Johnny Depp contra Amber Heard voltou ao tribunal da cidade de Halifax, na Virgínia, nesta sexta (24/6), numa audiência marcada pela juíza Penney Azarate na expectativa de uma conciliação. Entretanto os advogados do ator não formalizaram a intenção de perdoar o valor da indenização e a advogada da atriz tratou de afirmar que entrará com pedido de apelação da sentença. Diante da manifestação de Elaine Bredhoft, advogada de Heard, a juíza apontou uma condição para o caso voltar aos tribunais: o pagamento do total da indenização definida e mais juros como fiança. Isto significa que se a atriz buscar reverter o veredito de difamação terá que desembolsar US$ 8,35 milhões com juros de 6% ao ano, para que qualquer apelação avance formalmente. Reiterando o que vem dizendo publicamente nas últimas semanas, Bredehoft deixou claro que Heard apelará do veredicto, mas também disse que Heard não tem dinheiro para pagar a Depp ou cumprir a exigência de fiança. Seu caminho será contestar a decisão e apresentar um recurso no prazo máximo legal de 21 dias. Um porta-voz de Heard sinalizou que a atriz de “Aquaman” planeja entrar com o recurso. “Você não pede perdão se é inocente. E você não se recusa a apelar se sabe que está certo”, diz o comunicado oficial. Embora ambos tenham participado de todo o julgamento de seis semanas, nem Depp nem Heard voltaram ao tribunal da Virgínia para a audiência desta sexta.
Documentário do Menudo revela até estupro na boy band
A série documental “Menudo: Sempre Jovens”, que mostra a trajetória da primeira boy band do mundo desde 1977, alega que seus jovens artistas sofreram abuso físico e sexual por parte do empresário musical Edgardo Díaz. Disponível na HBO Max, o documentário está dividido em quatro episódios nos quais são entrevistados 13 ex-membros do grupo que foi desfeito em 2009. O cantor Ricky Martin, certamente o nome mais conhecido a passar pelo Menudo, não foi entrevistado. As alegações contra Díaz incluem abuso físico, sexual e mental, com agenda de trabalho extenuante e falta de supervisão por parte dos pais – uma exigência formal de Díaz para que os jovens fizessem parte do grupo. Ângelo Garcia, integrante do Menudo, alega ter sido estuprado várias vezes entre 1988 e 1990. Ele conta que foi drogado com álcool por um homem não identificado, que fazia parte da comitiva do Menudo, e desmaiou. Quando acordou, “estava nu e sangrando, então eu sabia que havia sido penetrado”, relatou. Ele também diz ter sido apalpado em um elevador por outros integrantes da equipe. Andy Blázquez e Jonathan Montenegro, integrantes da banda nos anos 1990, contam histórias quase idênticas sobre ameaças da equipe de produção de tocar as partes íntimas dos meninos, numa espécie de “rito de passagem” para o grupo. Blázquez acrescenta ainda que sempre houve uma atmosfera de sexualização extrema, com comentários sobre sexo anal. “Lembro-me de Edgardo dizendo: ‘sabe o prazer que você sente quando está fazendo cocô? Sexo anal é assim'”, disse Blázquez. Por fim, integrantes como Montenegro e Rawy Torres descrevem ainda uma existência miserável no grupo, sem brincadeiras, risadas ou diversão. Eles eram obrigados a atuar mesmo se estivessem doentes. Acusado, Díaz não respondeu aos pedidos de entrevistas por parte da equipe do documentário, mas negou todas as acusações relacionadas a abusos ou má gestão. A série documental “Menudo: Sempre Jovens” é uma produção original da HBO Max e tem direção de Ángel Manuel Soto, que está à frente do vindouro filme “Besouro Azul”, e de Kristofer Ríos (de “Havana Skate Days”). Veja o trailer abaixo.
Ezra Miller é acusado de manter crianças em fazenda com armas e maconha
As confusões em torno de Ezra Miller não param. O intérprete do herói Flash em “Liga da Justiça” foi denunciado agora por abrigar uma mulher de 25 anos e seus três filhos pequenos (de 1 a 5 anos de idade) em uma fazenda em Vermont, nos Estados Unidos. De acordo com o pai das crianças e outras duas fontes citadas pela revista Rolling Stone, o ambiente não seria seguro, com armas e munição espalhadas. A reportagem afirma ter analisado imagens de vídeo que mostram pelo menos oito armas de assalto, rifles e revólveres espalhados pela sala de estar, com algumas armas apoiadas ao lado de uma pilha de bichos de pelúcia. Uma das fontes da revista, inclusive, relatou que a criança mais nova, de um ano, teria colocado uma munição na boca. A reportagem também alega que a fazenda possui uma plantação de cannabis sativa e que o ator faz uso indiscriminado de maconha perto das crianças. À Rolling Stone, a mulher disse que Miller a ajudou a escapar de um “ex violento e abusivo”. Já o pai afirma que não conseguiu ver ou falar com os filhos desde a partida deles, que aconteceu em abril. Nenhum dos dois foi identificado pela reportagem. O ator conheceu a mulher durante uma visita ao Havaí — onde foi preso após causar confusões em um bar e numa festa. Recentemente, Ezra Miller foi acusado de assédio a uma criança de 12 anos, de manipulação de uma adolescente de 18, que também abrigou em sua residência, e de agressão a diferentes pessoas, além de ter sido preso duas vezes em abril deste ano no Havaí. São tantas denúncias que a Warner Bros. já decidiu substituí-lo no papel de Flash depois do lançamento do primeiro filme do herói da DC, que está previsto para acontecer em 2023.
Diretor vencedor do Oscar é preso na Itália sob acusação de estupro
O diretor Paul Haggis, do filme vencedor do Oscar “Crash – No Limite” (2004), foi detido neste domingo (19/5) na cidade de Ostuni, no sul da Itália, por acusações de agressão sexual e lesão corporal agravada, de acordo com vários relatos da mídia italiana e uma declaração dos promotores públicos da cidade vizinha de Brindisi. Uma jovem identificada apenas como “estrangeira” prestou queixa criminal contra Haggis, acusando-o de forçá-la a ter relações sexuais durante dois dias em Ostuni, onde ele se encontra para realizar uma série de master classes no Allora Fest, um novo festival de cinema marcado para começar na terça-feira (21/6). A mulher foi encontrada no aeroporto Papola Casale em Brindisi, onde foi largada na manhã deste domingo, apesar de demonstrar “condições físicas e psicológicas precárias”, segundo um relatório da polícia italiana. Socorrida por funcionários do aeroporto e policiais, ela foi levada para o hospital e posteriormente apresentou acusações formais. Esta não é a primeira acusação de agressão sexual feita contra Haggis. Em 2017, a assessora de imprensa Haleigh Breest processou o cineasta, alegando que ele a estuprou violentamente em seu apartamento em Nova York após uma première em 2013. Após essa acusação se tornar pública, mais três mulheres denunciaram o diretor e roteirista por má conduta sexual contra Haggis. Ele negou todas as alegações. Cientologista que depois se voltou contra a seita, Paul Haggis foi alçado à fama com “Crash” e depois assinou roteiros de filmes de sucesso como “Menina de Ouro” (2004), “007 – Cassino Royale” (2006) e “007 – Quantum of solace” (2008). As acusações refletem uma irônica lição de moral para a velha guarda de Hollywood. “Crash” é considerado o mais fraco vencedor do Oscar deste século e só teria vencido porque contou com apoio dos conservadores para impedir o favorito “O Segredo de Brokeback Montain” de ser consagrado pela Academia. O filme que rendeu o Oscar de Melhor Direção para Ang Lee contava uma história de amor proibida entre dois homens. Representando a opinião dos eleitores do prêmio, o já falecido ator Tony Curtis chegou a declarar que não tinha visto e não tinha intenção de ver o romance gay para votar no Oscar. Assim, o filme do homem acusado de ser estuprador acabou vencendo o Oscar, com apoio dos defensores da moral e dos bons costumes.
Ezra Miller será dispensado do papel de Flash
A Warner Bros. já teria batido o martelo. Segundo apurou o site Deadline, Ezra Miller será dispensado do papel de Flash após o lançamento do filme do herói, que se encontra em fase de pós-produção para um lançamento em junho de 2023. Ele não fará parte de mais nenhum projeto como o herói da DC Comics. O ator chegou a ser preso duas vezes, em março e abril, por confusões num bar e numa festa no Havaí. Mas a situação só piorou desde então, com duas medidas de restrição obtidas na justiça contra ele nos últimos dias, por pais de adolescentes. Ele é acusado de manipular e drogar a ativista nativo-americana Tokata Iron Eyes, de quem se aproximou quando ela tinha 12 anos, abrigando-a quando ela abandonou os estudos e fugiu de casa nos últimos meses – já com 18 anos. E também de ameaçar uma família e assediar uma criança não binária atualmente com 12 anos. O estúdio teria se oferecido para ajudá-lo, mas já definiu que não é mais possível trabalhar com ele em franquias juvenis. O Deadline também apurou que a estratégia de lançamento de “The Flash” ainda não está definida, e o estúdio pode optar por fazer o lançamento do longa de Andy Muschietti (“It: A Coisa”) diretamente em streaming. Outra possibilidade é que seja lançado no cinema sem campanha de divulgação com entrevistas do elenco. Mas refilmagens extensas para retirar Miller da produção não seriam viáveis, porque ele está em praticamente todas as cenas e ainda tem papel duplo, como uma versão do Flash de uma linha temporal alternativa. Seria preciso fazer um novo filme. Isto não impede, porém, que cenas extras sejam inseridas para substituí-lo no final da história, criando uma transição no papel. De todo modo, trata-se de um grande problema para a DC Films, que pretendia usar a trama de multiverso de “The Flash” para relançar seus heróis no cinema. Além de “The Flash”, a empresa também tem pela frente problemas de relações públicas relacionados à “Aquaman 2”, graças à participação da atriz Amber Heard, execrada nas redes sociais em ataques de misoginia explícita devido ao processo por difamação movido por Johnny Depp. A continuação de “Aquaman” chega três meses antes aos cinemas, em março de 2023.
Ezra Miller sofre novas denúncias e é procurado pela polícia
Ezra Miller, astro de “Liga da Justiça” e da franquia “Animais Fantásticos”, virou procurado pela polícia. O ator é considerado “foragido” desde a semana passada, quando os pais de Tokata Iron Eyes, de 18 anos, conseguiram uma ordem de proteção contra ele. A polícia não conseguiu localizá-lo para entregar a notificação e ele ainda zombou das autoridades por isso, com vídeos publicados em sua conta oficial do Instagram. Nas últimas horas, porém, o caso se tornou ainda mais sério. Outra ordem foi emitida, desta vez para proteção de uma criança de 12 anos. E, desta vez, Miller deletou seu Instagram. A nova ordem foi buscada pela mãe de uma criança não binária no tribunal local de Greenfield, Massachusetts, alegando que o ator ameaçou sua família e agiu de forma inadequada em relação a(o) menor, enquanto estava num apartamento vizinho. O site Daily Beast conversou com a mãe, a criança e o vizinho deles, todos não identificados. Segundo o relato, Ezra Miller apareceu na porta de seu apartamento usando um colete à prova de balas e agindo de forma estranha. Ele teria revelado uma arma e dito: “Desse jeito, você pode levar a uma situação realmente séria”. Depois disso, o ator se voltou para a criança, supostamente incomodando-a com elogios, abraçando-a desconfortavelmente e tocando seus quadris, pedindo que ela o seguisse no Instagram. A criança contou que estava muito nervosa e com medo, porque Miller havia gritado com sua mãe. Ainda segundo o relato, o ator teria pedido desculpas, mas voltou a incomodar a família em várias outras ocasiões, em algumas delas deixando a criança desconfortável ao abraçá-la e pressionar seu corpo contra ela. Este caso vem à tona uma semana após os pais da ativista nativo-americana Tokata Iron Eyes denunciarem que Miller se relacionava com a jovem desde que ela tinha 12 anos. Recentemente, a jovem completou 18 anos, abandonou os estudos, fugiu de casa e foi parar na casa do ator, por isso seus pais pediram na Justiça uma ordem de restrição para impedi-lo de se aproximar dela, alegando que ele a manipula e a enche de drogas. A adolescente usou seu Instagram para defender Miller, dizendo que ele apenas a apoiou num momento difícil, quando ela perdeu o rumo após a morte de seu melhor amigo. Estes não são os únicos problemas recentes do ator. Ele também se meteu em confusões num bar e numa festa no Havaí no início do ano, chegando a ser detido por agressão. Por conta disso, o ator tem sido alvo constante de boatos de substituição em projetos relacionados à DC Comics. Vale lembrar que ele já filmou completamente o filme do Herói Flash, que tem lançamento marcado para 22 de junho de 2023 no Brasil. A revista Variety publicou que a Warner fez uma reunião de emergência sobre a situação na época dos escândalos havaianos e teria chegado à conclusão que refilmar “The Flash” para tirar as cenas de Miller seria caro demais – o ator está em quase todas as cenas e ainda tem papel duplo, como outra versão de si mesmo. Mas a repercussão negativa em torno de seu nome só aumenta. E com a inclusão de um menor na história, “The Flash” passou a correr sério risco de sair direto em streaming, se sair.
Jurado diz que Amber Heard perdeu processo por ser má atriz
Refletindo memes da época do julgamento, um dos jurados responsáveis pela vitória de Johnny Depp no processo de difamação contra Amber Heard disse que o veredito foi resultado das “lágrimas de crocodilo” da atriz. O programa “Good Morning America” divulgou a declaração, mas sem revelar o nome, a imagem ou a voz do jurado. A única confirmação é que se trata de um dos cinco homens presentes no júri, que contou apenas com duas mulheres. O júri condenou Amber Heard a pagar US$ 10,35 milhões ao ex-marido, que também foi condenado por difamação, mas com uma indenização em valor muito menor, na casa de US$ 2 milhões. Com isso, Depp foi contemplado com US$ 8,35 milhões, devidos pela atriz a título de indenização por se declarar sobrevivente de violência doméstica. Segundo o jurado, os integrantes do júri ficaram incomodados com o depoimento da atriz. “O choro, as expressões faciais, o olhar para o júri… Todos nós estávamos muito desconfortáveis. Ela respondia a uma pergunta e chorava, e dois segundos depois ficava completamente gelada. Alguns de nós usávamos a expressão ‘lágrimas de crocodilo'”, ele disse. Ou seja, ela teria sido uma má atriz na visão do júri. O entrevistado falou ainda que “o que ele (Johnny) dizia parecia mais verdadeiro. Ele soava mais real no modo como respondia aos questionamentos”. Em outras palavras, foi um ator melhor. Apesar dessa relação ter sido feita à exaustão nas redes sociais, o jurado negou qualquer influência externa na decisão do julgamento. “Seguimos as provas. Eu e outros jurados não usamos Twitter ou Facebook. Outros que usaram, fizeram questão de não falar sobre isso”, afirmou. Detalhe: o campeão de memes foi o TikTok, não mencionado pelo jurado. O fato de Amber Heard não ter doado os US$ 7 milhões recebidos no acordo de separação, como prometeu em algumas entrevistas e depoimentos, também pesou na decisão do júri. Isto demonstra que o júri não considerou sua alegação de ter interrompido os pagamentos devido aos custos de defesa do processo de Johnny Depp, nem a declaração de que teria direito a aproximadamente US$ 32 milhões de Depp em seu divórcio sob a lei da Califórnia – valor que ela abandonou inutilmente, acreditando que evitaria estender sua separação pelos tribunais. EXCLUSIVE: A juror in the Johnny Depp and Amber Heard defamation trial said what the jury concluded was "they were both abusive to each other" but Heard’s team failed to prove Depp’s abuse was physical. https://t.co/Ax4SMZUq2J pic.twitter.com/EMiMeqh5pn — Good Morning America (@GMA) June 16, 2022
Amber Heard diz que ainda ama Johnny Depp
Mesmo depois de todassuas denúncias de violência, Amber Heard disse que ainda ama Johnny Depp. A declaração foi feita na nova parte da entrevista da atriz ao programa “Today”, da rede NBC. Heard deu sua primeira entrevista, após ser condenada a indenizar Depp por difamação, à apresentadora Savannah Guthrie, que a questionou sobre sua declaração de amor, feita durante o julgamento. Em parte do depoimento, Heard disse: “Ainda tenho amor por Johnny”. A jornalista perguntou se ela realmente nutria amor pelo ex-marido e a atriz de “Aquaman” não hesitou: “Absolutamente. Eu o amo. Eu o amava com todo o meu coração. Eu tentei o melhor que pude para fazer um relacionamento profundamente quebrado funcionar. E eu não podia. Não tenho nenhum ressentimento ou má vontade em relação a ele”. Ela ainda tentou justificar sua declaração: “Eu sei que pode ser difícil de entender, ou pode ser muito fácil de entender. Se você já amou alguém, deve ser fácil”. Apesar dessa declaração, a atriz manteve sua afirmação de que teria sido vítima de violência doméstica. “Mantenho cada palavra do meu testemunho até o dia da minha morte”, ela afirmou, na primeira parte da entrevista. A entrevista está sendo exibida em três partes, mas vai ser transmitida na íntegra no “Dateline”, na mesma emissora do programa “Today”, na noite de sexta-feira (17/6). Em 1º de junho, a atriz perdeu um processo de difamação aberto por Johnny Depp no estado americano da Virgínia. O ator ajuizou ação por causa de um artigo que ela publicou no jornal Washington Post, descrevendo-se como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ele também foi considerado culpado de difamar a esposa, mas, no final das contas, saiu-se vitorioso no âmbito financeiro, com um veredito que lhe rendeu direito a uma indenização de US$ 8,35 milhões. Com a impulsão de sites da extrema direita dos EUA, a opinião pública favoreceu fortemente Depp sobre Heard, tratando-o como um herói popular, ao mesmo tempo em que ela foi retratada como mentirosa ou pior em inúmeros memes e vídeos do TikTok. A advogada da atriz pretende usar esta influência da opinião pública para recorrer do veredito. Já os advogados do ator passaram a circular a informação de que ele poderia desistir da indenização, numa sugestão para que Heard não recorra da sentença, que poderia ser diferente num novo julgamento em outro estado, possivelmente menos conservador, dos EUA.
Amber Heard: “Mantenho cada palavra do meu testemunho até a morte”
A atriz Amber Heard acusou novamente Johnny Depp de abuso e agressão em sua primeira entrevista após perder o processo de difamação movido pelo ex-marido na Justiça do estado da Virgínia, nos EUA. O ator ajuizou ação por causa de um artigo que ela publicou no Washington Post, descrevendo-se como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ele também foi considerado culpado de difamar a esposa, mas, no final das contas, saiu-se vitorioso no âmbito financeiro, com um veredito que lhe rendeu direito a uma indenização de US$ 8,35 milhões. Apesar da condenação, a atriz se recusou a se retratar na entrevista, feita para o programa “Today”, da rede americana NBC, e manteve sua afirmação de que teria sido vítima de violência doméstica. “Ele disse que nunca bateu em você. Isso é mentira?”, perguntou a apresentadora do programa, Savannah Guthrie. Heard afirmou que sim e disse que Depp mentiu no tribunal. “Mantenho cada palavra do meu testemunho até o dia da minha morte”, ela afirmou. Ela disse ainda que “nunca se sentiu tão afastada de sua humanidade” ao ver as reações de internautas ao julgamento, descrevendo a experiência no tribunal como “surreal e difícil”. “Esta foi a coisa mais humilhante e horrível pela qual já passei”, declarou Heard. “Eu me senti menos que humana”. Apesar disso, Heard disse que “não culpa o júri” pelo resultado do processo. “Eu realmente entendo. Ele é um personagem amado e as pessoas sentem que o conhecem. Ele é um ator fantástico”, acrescentou a atriz. No entanto, ela considerou “injusta” a forma como foi retratada nas redes sociais. Com hashtags impulsionadas pela extrema direita dos EUA, a maior parte das postagens sobre o julgamento era em apoio a Depp e continha termos misóginos. “Eu não me importo com o que alguém pensa sobre mim ou quais julgamentos quer fazer sobre o que aconteceu na privacidade da minha própria casa, no meu casamento, a portas fechadas. Eu não presumo que uma pessoa comum deva saber dessas coisas. E por isso não levo para o lado pessoal”, continuou a atriz. “Mas mesmo alguém que tem certeza de que eu mereço todo esse ódio e crueldade, mesmo quem pensa que estou mentindo, não pode me olhar nos olhos e me dizer que acha que houve uma representação justa nas mídias sociais. Você não pode me dizer que acha que isso foi justo”, concluiu. O programa está sendo exibido em três partes, mas vai ser transmitido na íntegra no “Dateline”, na mesma emissora do programa “Today”, na noite de sexta-feira (17/6).
Site espalha que Amber Heard foi demitida de “Aquaman 2”
Desde o fim do julgamento do processo de Johnny Depp, rumores tem insistido que Amber Heard foi demitida de “Aquaman e o Reino Perdido”. Nesta terça (14/6), o site americano de celebridades Just Jared foi além. Com citações de uma fonte não identificada da Warner Bros., o site afirmou que a atriz foi substituída após as primeiras exibições-testes do filme, e que a produção passará por refilmagens para retirá-la completamente das cenas. A revista Variety decidiu checar a “notícia” e sua fonte da Warner negou tudo. Amber Heard continua no filme, embora seu papel tenha sido encurtado nas filmagens. A publicação também buscou uma posição da atriz sobre os rumores de sua demissão. Em nota, um porta-voz de Heard afirmou: “Esse boato continua como era desde o primeiro dia: impreciso, insensível e um pouco insano”. Amber Heard desempenhou o papel de Mera no primeiro “Aquaman” e em “Liga da Justiça”, além de ter gravado cenas extras para a “Liga da Justiça de Zack Snyder”. Em 1º de junho, ela perdeu um processo de difamação aberto por Johnny Depp, após se dizer vítima de violência doméstica. Com a impulsão de sites da extrema direita dos EUA, a opinião pública favoreceu fortemente Depp sobre Heard, tratando-o como um herói popular, ao mesmo tempo em que ela foi retratada como mentirosa ou pior em inúmeros memes e vídeos do TikTok. A principal advogada da atriz, Elaine Charlson Bredhoft, disse ao programa “Today Show” que a reação do público “foi horrível. Foi muito, muito desigual”, acrescentando que o veredito que resultou dessa influência representou “um retrocesso significativo” para os direitos das mulheres. “A menos que você pegue seu celular e filme seu cônjuge ou parceiro batendo em você, não acreditarão em você”, explicou. A própria Amber Heard afirmou no mesmo programa, na segunda-feira (13/6), que se sente injustiçada por todo o ódio disparado contra ela. “Mesmo aqueles que têm certeza de que eu mereço todo esse ódio e xingamentos, mesmo que pensem que estou mentindo, será que podem me olhar nos olhos e dizer que houve uma representação justa nas mídias sociais?”, disse. “Vocês não podem me dizer que acham que tudo aquilo foi justo”.











