“Minha Irmã e Eu” chega a 2 milhões de espectadores
A comédia “Minha Irmã e Eu”, estrelada por Tatá Werneck e Ingrid Guimarães, atingiu 2 milhões de espectadores nesta segunda-feira (5/2), aumentando seu sucesso como a maior bilheteria do cinema brasileiro desde a pandemia. Mesmo lançado no último fim de semana de 2023, o novo filme da diretora Susana Garcia também quebrou o recorde de maior bilheteria de estreia do ano passado. Fez mais que o dobro do filme que, até a véspera, detinha o título de maior abertura nacional do ano: “Mussum, O Filmis”, com cerca de R$ 2 milhões de faturamento. O longa ainda foi a primeira produção nacional a levar mais de 1 milhão de pessoas ao cinema desde “Minha Mãe é uma Peça 3”, lançado em 2019. No mesmo ano, Jair Bolsonaro assumiu o governo e criou diversos entraves para a produção e distribuição de filmes nacionais, incluindo omissão na renovação da “lei de cotas”, que tornava sucessos com mais de 1 milhão de ingressos vendidos comuns no período anterior. “Boicote” Vale lembrar que “Minha Irmã e Eu” foi alvo de “boicote” nos cinemas. Bolsonaristas miraram principalmente em Tatá Werneck para “tirar o sono dessa lulista”, conforme descrição de Samantha Cavalca num post sobre a atriz no X. Ela é a grande incentivadora nas redes sociais de todos os boicotes que fracassaram no ano passado. Os alvos são sempre artistas que apoiaram a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O filme visado anteriormente, “Ó Pai, Ó 2”, com o “lulista” Lázaro Ramos, tornou-se a maior bilheteria de cinema do Nordeste em todos os tempos. Como Lázaro também faz participação na nova comédia, o boicote tinha “que ser forte”. Nosso Lar 2 No momento em que “Minha Irmã e Eu” atinge 2 milhões, “Nosso Lar 2 — Os Mensageiros” chega à marca 1 milhão de espectadores, atingida no final de semana com apenas 14 dias em cartaz. O filme espírita dirigido por Wagner de Assis liderou as bilheterias em sua estreia na semana passada, e em seus primeiros quatro dias superou o total de espectadores do filme brasileiro mais visto no ano passado, “Nosso Sonho”. Por coincidência, isso aconteceu logo após a notícia da promulgação da nova lei de cotas para filmes nacionais nos cinemas, pelo governo Lula. “Nosso Lar 2” também teve a 6ª maior abertura nacional desde 2002 – quando começou a contabilização da Comscore no Brasil. Entre os lançamentos nacionais, só foi superado por grandes sucessos como “Minha Mãe é uma Peça 3”, “Nada a Perder” e “Os Dez Mandamentos”, que lideram o ranking de maiores aberturas do país. O sucesso da nova adaptação da obra de Chico Xavier ecoa o legado de seu antecessor, que em 2010 levou 4 milhões de pessoas aos cinemas, ficando atrás apenas de “Tropa de Elite 2” em termos de audiência. A continuação agora se destaca não apenas pela sua recepção pelo público, mas também pelo seu impacto significativo no cenário cinematográfico nacional, marcando com “Minha Irmã e Eu” uma retomada expressiva para o cinema brasileiro. Neste final de semana, “Nosso Lar 2” ficou em 2º lugar, desbancado do topo do ranking pela comédia americana “Todos Menos Você”. O filme brasileiro teve renda de R$ 5,19 milhões e público de 231 mil espectadores. Mas “Minha Irmã e Eu” também segue no Top 5, ocupando a 5ª colocação entre os títulos mais assistidos do país.
Alvo de “boicote”, “Minha Irmã e Eu” vira maior sucesso nacional desde “Minha Mãe É uma Peça 3”
A comédia “Minha Irmã e Eu”, estrelada por Ingrid Guimarães e Tatá Werneck, conseguiu um feito nesta semana, ao ultrapassar a marca de 1 milhão de espectadores nas salas de cinema. Foi a primeira vez que uma produção brasileira atingiu essa marca desde o começo da pandemia de covid-19. Lançado no final de dezembro, o longa precisou de três semanas para atingir esse público, tornando-se a primeira produção desde “Minha Mãe é uma Peça 3”, lançado em 2019, a atingir esse número. Por coincidência, os dois filmes tem a mesma diretora: Susana Garcia. Vale lembrar que o filme estrelado por Paulo Gustavo foi visto ao todo por 11,8 milhões de espectadores, quando o cinema brasileiro tinha lei de cotas vigente e não era visto como algo a ser destruído por bolsonaristas. “Minha Irmã e Eu” chegou a 1 milhão de espectadores em meio a uma campanha de boicote de bolsonaristas, assim como “Mamonas Assassinas – O Filme”, “Ó Pai, Ó 2”, “Medida Provisória” e “Marighella”, todos sucessos de bilheteria. O motivo desses supostos boicotes é sempre o mesmo: o envolvimento de atores que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas eleições. Comemoração Susana Garcia, que também dirigiu “Minha Vida em Marte”, se disse orgulhosa pelo sucesso da obra. “Eu vejo com muita alegria porque depois de uma pandemia que mudou tanto os hábitos dos brasileiros. Sinto que ‘Minha Irmã e Eu’ lembra a todos nós como é gostoso ir ao cinema e como a cultura nos fortalece. E também lembra a gente que o cinema nacional tem folego para vencer qualquer preconceito de quem ainda acha que o que produzimos é ruim. A comédia, em especial, tem o dom do vencer preconceitos e, por meio do riso, tocar em assuntos sérios e envolver o espectador”, ela disse ao jornal O Globo. “Para mim é também a comprovação de que trabalho duro dá resultado, pois venho de uma trilogia de sucesso. Como diretora me sinto feliz, honrada e orgulhosa, me faz querer continuar e também me mostra que estou no caminho certo que é contar histórias engraçadas e emocionantes e que provocam questionamentos e reflexões na vida das pessoas”, completou. Além de “Minha Irmã e Eu”, o início de 2024 também destacou o sucesso de “Mamonas Assassinas – O filme”, que vem alcançando bons números em cartaz, com mais de 600 mil espectadores, audiência maior que a do filme brasileiro mais visto do ano passado, “Nosso Sonho”, com 521 mil espectadores.
Paulo Gustavo estará na continuação de “Minha Vida em Marte”
Paulo Gustavo, falecido em 2021 por covid-19, marcará presença na continuação do filme “Minha Vida em Marte”, comédia que foi um sucesso de bilheteria em 2018 – atraiu mais de 5 milhões de espectadores e arrecadou R$ 80 milhões. A informação foi revelada por Susana Garcia, diretora do longa original e amiga próxima do humorista. Garcia explicou que o filme contará com cenas inéditas de Paulo Gustavo, gravadas para o primeiro filme, mas não utilizadas na época. Estas cenas aparecerão em forma de flashbacks, rememorando o personagem do ator, Aníbal. A produção dará sequência às desventuras da personagem Fernanda Garcia, vivida por Mônica Martelli em “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!” (2014), na sequência “Minha Vida em Marte” (2018) e numa série do Multishow com o mesmo nome do primeiro filme (exibida de 2014 a 2019). A série, no entanto, não contou com a participação de Paulo Gustavo. No cinema, o ator interpretou Aníbal, amigo e confidente da personagem de Martelli. A trama aborda a crise no casamento de Fernanda, com Aníbal sendo uma figura chave em seu processo de superação. Projeto quase foi arquivado Em fevereiro deste ano, Susana Garcia confessou à colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, que com a morte do amigo, acreditou que o filme não seria mais realizado, devido ao impacto emocional da perda. Mônica Martelli, que co-escreveu o roteiro da continuação inédita com Paulo Gustavo, expressou sentimentos semelhantes. Ela relatou que a pandemia foi um período produtivo para ambos no desenvolvimento do roteiro, que originalmente se passaria em Nova York. A morte de Paulo Gustavo representou um divisor na vida da atriz e roteirista, impactando profundamente seu processo criativo e emocional. Desde então, ela suspendeu todas as atividades.
Mãe de Paulo Gustavo diz que políticos que querem proibir casamento gay são homofóbicos
Déa Lúcia Amaral, a mãe de Paulo Gustavo (1978-2021), manifestou sua revolta nesta sexta-feira (15/9) contra um projeto de lei que tenta proibir a união civil entre pessoas LGBTQIAPN+. “Dissolução do casamento homoafetivo?????? Deputados se valem da imunidade parlamentar e cometem crime de homofobia”, ela escreveu na legenda de uma foto tirada no casamento do humorista com o marido, Thales Bretas. Projeto de Lei O documento original foi apresentado pelo falecido deputado federal Clodovil Hernandes (1937-2009), em 2007, mas sofreu mudanças. Na época, o político propunha uma mudança no Código Civil para prever a possibilidade de união de duas pessoas do mesmo sexo por meio de um contrato sobre suas relações patrimoniais. No entanto, o deputado Pastor Eurico trocou o texto, adotando sugestão dos ex-deputados Paes de Lira e Capitão Assumção para que a lei representasse o oposto do desejado. O novo texto diz que “nenhuma relação entre pessoas do mesmo sexo pode equiparar-se ao casamento ou a entidade familiar”. Os dois ex-deputados tentaram justificar o projeto com um argumento realmente homofóbico, de que “aprovar o casamento homossexual é negar a maneira pela qual todos os homens nascem neste mundo, e, também, é atentar contra a existência da própria espécie humana”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Déa Lúcia Amaral (@dealucia66)
Mônica Marteli fará sequência de “Minha Vida em Marte” em homenagem a Paulo Gustavo
Mônica Martelli (“Filho da Mãe”) irá retornar aos cinemas. Após a morte de Paulo Gustavo (“Minha Mãe é Uma Peça”), a atriz havia desistido de continuar com a franquia de “Os Homens São de Marte… E é Pra Lá Que Eu Vou” (2014), mas agora encontrou uma maneira de ressignificar o projeto, que será uma homenagem ao amigo e humorista. Ela começou a reescrever o roteiro da continuação de “Minha Vida em Marte” (2018), que agora falará sobre o luto de sua personagem, Fernanda, diante da perda do amigo Aníbal, papel de Paulo nos primeiros filmes. “Depois que o Paulo Gustavo se foi, eu tive certeza de que nunca mais ia fazer o filme. Mas teve um dia que, chegando em casa, pensei: “É uma missão na minha vida, eu sempre vou escrever sobre aquilo que eu passo. Vou fazer essa amiga sofrendo a dor desse luto. Aí comecei a fazer roteiro. Na pandemia, eu e Paulo tínhamos feito todo o roteiro. A história se passava em Nova York. Por isso que eu engavetei. Não tinha condição de fazer. Minha vida se divide entre antes e depois do Paulo. Nunca mais ri igual. Ele me empoderava e confiava muito em mim. A gente trocava muito, tinha vários planos juntos”, desabafou a atriz. Na trama de “Minha Vida em Marte”, Fernanda é uma empresária infeliz no casamento. Em meio aos desgastes causados pelo convívio de muitos anos, quem ajuda Fernanda a superar a crise matrimonial é seu sócio Aníbal, parceiro inseparável que a acompanha em todos os momentos. “Minha Vida em Marte” foi lançado em 2018 e tornou-se um fenômeno de bilheteria. Chegando a figurar na lista dos filmes brasileiro mais assistidos de todos os tempos. Em 2019, o longa recebeu o prêmio Comscore’s Latin American Box Office Achievement Award, por alcançar a maior bilheteria da América Latina num período de 12 meses. A produção do novo longa ficará por conta de A Fábrica, enquanto a direção será responsabilidade de Susana Garcia, diretora dos dois primeiros filmes e também do blockbuster “Minha Mãe É Uma Peça 3” (2019), além de ser irmã de Mônica Martelli. As filmagens têm previsão de começar ainda esse ano.
Estreias: Filmes de David Bowie, Paulo Gustavo e mais opções pra ver em streaming
A programação da semana destaca documentários, a maioria musicais, entre eles o vencedor do Oscar deste ano, “Summer of Soul”, e uma forte aposta para o Oscar deste ano, “Moonage Daydream”, sobre David Bowie. Além disso, há o registro final de Paulo Gustavo, feito nos bastidores de seu espetáculo derradeiro, “Filho da Mãe”. O Top 10 dos filmes para ver em casa ainda inclui comédias variadas, desde tramas de mistério até humor infantil. Confira abaixo. | MOONAGE DAYDREAM | VOD* O documentário musical de maior aprovação crítica (96% no Rotten Tomatoes) deste ano apresenta imagens inéditas da carreira de David Bowie e uma proposta imersiva, com imagens nada menos que espetaculares de shows marcantes, músicas inesquecíveis e as principais fases do artista. Para sua realização, o diretor Brett Morgen passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal de Bowie, com o aval da família do cantor, e o resultado disputa cinco categorias do troféu Critics Choice, principal premiação dos críticos dos EUA. Batizado com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), “Moonage Daydream” é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012) sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones e “Cobain: Montage of Heck” (2015) sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). | SUMMER OF SOUL | STAR+ Vencedor do Festival de Sundance, do Critics Choice e do Oscar de Melhor Documentário do ano, o filme dirigido por Ahmir “Questlove” Thompson (baterista da banda de hip-hop The Roots) resgata a memória do festival de música e cultura do Harlem de 1969, que acabou esquecido, apesar de reunir grandes astros do soul, gospel, jazz e blues em Nova York, no mesmo verão e a apenas 100 milhas de distância do famoso festival de Woodstock. Além de mostrar performances arrepiantes de Nina Simone, Stevie Wonder, Mahalia Jackson, os Staple Singers, BB King e Sly and the Family Stone, guardadas durante cerca de 50 anos sob poeira numa garagem, o filme também conta a história do evento, acrescentando depoimentos dos artistas e de testemunhas do grande festival esquecido de Nova York. | SE ESTAS PAREDES CANTASSEM | DISNEY+ O documentário musical conta a história do famoso estúdio Abbey Road, de Londres, que entrou para a história do rock ao batizar o 12º álbum dos Beatles, gravado no local. O detalhe é que, na época, o estúdio se chamava EMI Recording Studios. Abbey Road era seu endereço, também eternizado na história do rock pela famosa capa do disco de 1969, em que os Beatles atravessam a rua pela faixa de segurança. Com o sucesso dessas referências, a EMI rebatizou o estúdio como Abbey Road. A direção do filme é de Mary McCartney, filha de Paul McCartney, que nasceu durante a gravação do célebre álbum e engatinhou pelo estúdio em seus primeiros dias de vida, e seu trabalho se foca em entrevistados famosos. Paul, claro, é um dos maiores destaques, acompanhado por Elton John, Jimmy Page (do Led Zeppelin), Roger Waters e David Gilmour (do Pink Floyd), Noel e Liam Gallagher (do Oasis) e até o compositor John Williams (da trilha de “Star Wars”), contando histórias de suas gravações mais famosas no local. | FILHO DA MÃE | AMAZON PRIME VIDEO O documentário acompanha o último trabalho do ator e humorista Paulo Gustavo, em registros inéditas nos bastidores e no palco do espetáculo “Filho da Mãe”. Além da participação póstuma do comediante, o filme traz depoimentos de amigos e familiares, como sua mãe Déa Lúcia, o viúvo Thales Bretas e as atrizes Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, que foram gravados após a morte do artista. A produção começou a ser filmada antes de Paulo pegar covid-19. Seria um registro do espetáculo criado pelo comediante para homenagear sua mãe, mas acabou virando homenagem à sua carreira. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu a série “220 Volts” e o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe. | BARDO FALSA CRÔNICA DE ALGUMAS VERDADES | NETFLIX O novo filme de Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”, tem tom delirante e é o primeiro falado em espanhol do diretor desde “Amores Brutos” (2000). Escrita pelo próprio cineasta em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”), a trama acompanha um jornalista mexicano (Daniel Giménez Cacho, da série “Quem Matou Sara?”), que, durante uma crise existencial, retorna à sua cidade natal, onde tenta se reconectar com sua família, suas lembranças e sua própria identidade, sem entretanto conseguir se identificar com tudo o que deixou para trás. A história reflete a própria situação de Iñárritu, que fez carreira em Hollywood e tenta voltar às origens latinas com o novo longa. O trabalho, entretanto, não teve a recepção crítica que ele esperava e chegou a ser reeditado após a estreia morna no Festival de Veneza, para diminuir sua duração e se tornar mais ágil. Mesmo assim, continua com mais de 2h30. | ATÉ QUE A GENTE TE SEPARE | NETFLIX A comédia ácida neozelandeza gira em torno de duas amigas, que criam um negócio para terminar namoros, aproveitando-se de que muita gente não sabe como lidar com isso. A premissa inspira as mais diferentes ideias para realizar rompimentos, desde telegramas cantados até uma simulação de sequestro armado. Tudo vai bem, até que uma delas se apaixona por um cliente, despertando a ira de uma gangue de garotas maori e chamando atenção da polícia para suas artimanhas. O filme foi escrito, dirigido e estrelado pela dupla Jackie van Beek e Madeleine Sami, e tem produção do cineasta Taika Waititi, o diretor de “Thor: Amor e Trovão”. Ele já tinha trabalhado com as atrizes em sua comédia premiada “O Que Fazemos nas Sombras” (2014). A première mundial aconteceu há quatro anos no Festival SXSW (South by Southwest), um dos principais eventos indies dos Estados Unidos, ocasião em que arrancou elogios rasgados da crítica americana (90% de aprovação no Rotten Tomatoes) e teve os direitos de streaming adquiridos pela Netflix. | VEJA COMO ELES CORREM | STAR+ A nova comédia de mistério ao melhor estilo “whodunit” (quem matou) se passa nos bastidores do mundo teatral londrino dos anos 1950. Na trama, os planos para uma versão cinematográfica de uma peça de sucesso são interrompidos abruptamente depois que um membro importante da equipe é assassinado. Quando o inspetor Stoppard e sua parceira novata e ansiosa, a policial Stalker, assumem o caso, eles se veem jogados em um enigma em meio ao clima de glamour e sordidez dos palcos e camarins de Londres. E logo percebem que os principais suspeitos não são apenas suspeitos. São também vítimas potenciais de um serial killer à solta. O elenco grandioso destaca Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”) como os detetives, Adrien Brody (“A Crônica Francesa”) como o morto e um monte de suspeitos – entre eles, Harris Dickinson (“King’s Man: A Origem”), Ruth Wilson (“The Affair”) e David Oyelowo (“Selma”). O roteiro é de Mark Chappell (criador da série “Flaked”) e a direção de Tom George (“This Country”), que estreia em longa-metragem. | PERDIDO EM LONDRES | VOD* O astro Woody Harrelson (“Venom: Carnificina”) faz sua estreia como diretor nessa comédia maluca, que ele também estrela como uma versão debochada de si mesmo. Espécie de “After Hours” (1985) passado em Londres, o filme acompanha uma noite louca na vida do ator, que passa por diversas desventuras em busca de diversão noturna na capital da Inglaterra, até terminar preso ao amanhecer. O roteiro, que Harrelson também escreveu, é baseado numa experiência real de alguns anos atrás. Enquanto trabalhava em uma peça em Londres, o ator saiu para a balada e a bebedeira virou um escândalo de tabloide que quase acabou com seu casamento. Outro detalhe curiosíssimo desse projeto é que ele foi o primeiro caso de “live cinema” do mundo, transmitido ao vivo na tela. Isto é, sua produção começou às 2h da manhã de uma sexta em Londres, mesmo horário em que também passou a ser projetado num cinema da cidade para uma audiência seleta, que pôde acompanhar de seus assentos tudo que as câmeras registraram, até raiar o dia. O filme inteiro foi registrado em plano sequência (sem cortes) por uma única câmera, mas esse pioneirismo experimental acabou posteriormente editado para o mercado mais amplo, transformando-o num longa convencional de 1h40. O elenco também inclui Owen Wilson (“Loki”), Daniel Radcliffe (o “Harry Potter”) e Eleanor Matsuura (“The Walking Dead”), além dos cantores Willie Nelson e Bono (ele mesmo, do U2). | O PERDOADO | VOD* O drama britânico sobre privilégio branco destaca uma ótima performance libertina de Ralph Fiennes (“O Menu”), como um dos convidados ricaços de uma festa de luxo no deserto marroquino. A caminho, porém, ele a esposa (Jessica Chastain, de “O Enfermeiro da Noite”) se envolvem em um trágico acidente com um adolescente local. Chegando tarde no evento de elite, o casal tenta encobrir o incidente em conluio com a polícia local. Até que o pai do menino chega em busca de justiça. Escrito e dirigido por John Michael McDonagh (dos excelentes “O Guarda” e “Calvário”), ainda inclui em seu elenco grandioso Matt Smith (“A Casa do Dragão”), Abbey Lee (“Tempo”) e Caleb Landry Jones (“Os Mortos Não Morrem”). | LILO LILO CROCODILO | VOD* A comédia musical infantil, baseada nos livros de Bernard Waber, acompanha a surpresa de uma família, durante sua mudança para Nova York, ao encontrar na banheira de sua casa nova um crocodilo alegre, que não só fala como também canta. Lilo mora no sótão da casa, mas seu parceiro artístico Hector garante que ele é inofensivo. O filho da família se encanta com o crocodilo cantor, mas essa amizade é ameaçada por um vizinho malvado, que quer ver o animal trancado num zoológico. Combinação de crocodilo animado por computação gráfica e atores reais, o filme é estrelado pela voz de Shawn Mendes como Lilo, Javier Bardem (“Apresentando os Ricardos”) como Hector, Constance Wu (“As Golpistas”) e Scoot McNairy (“Narcos: Mexico”) como os pais, Winslow Fegley (“Noitários de Arrepiar”) como o filho e Brett Gelman (“Stranger Things”) como o vizinho. A adaptação foi escrita por Will Davies (“Carta o Rei”) e a direção está a cargo da dupla Josh Gordon e Will Speck (ambos de “A Última Ressaca do Ano”). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Padre Fábio de Melo dispara palavrão ao vivo no “Domingão”: “Que isso, padre?”
O padre Fábio de Melo levou uma bronca inédita do apresentador Luciano Huck por soltar um palavrão ao vivo no “Domingão com Huck”. Acontece que o religioso não entendeu exatamente o que uma participante disse durante o quadro “Acredite Em Quem Quiser”, que foi ao ar neste domingo (27/11). “Eu caí na fossa com as minhas amigas”, disse a participante número 1, após ser questionada qual era a sua história. Prontamente, Huck sorriu e repetiu a frase. “Você o que? Caiu na fossa?”, disse. No mesmo instante e sem a intenção de ofender, o sacerdote questionou inocentemente se a participante “caiu na fod*”. O apresentador, para lá de surpreso com a situação, corrigiu Fábio de Melo. “Não, que [na fod*]… Na fossa, padre! Que isso, padre? Padre! Que pensamento é esse, padre?” Claramente consternado com o que acabara de dizer, Fábio de Melo tentou justificar a gafe ao vivo. “Mas foi o que eu escutei. Eu escutei isso e você também”, pontuou em tom tímido. Pela Internet, os telespectadores não perdoaram o momento e registraram diversas postagens sobre a gafe. “Eu não superei o padre Fábio de Melo dizendo ‘caiu na fod*’ ao vivo”, relatou um usuário do Twitter. Além disso, os internautas questionam se o sacerdote “não tem missa para fazer” aos domingos. “Ele passa mais tempo fora da Igreja do que trabalhando”, afirmam. A cena também gerou a reação inédita de Déa Lúcia, a mãe do falecido ator Paulo Gustavo (1978-2021), durante o programa. “Não tô falando? Tira ele do programa. Isso porque ele é padre”, disse entre risos. Que isso Padre Fábio de Melo 😳pic.twitter.com/5G1C5gYMEL — Nazaré Amarga (@NazareAmarga) November 28, 2022
Alexandre Frota deixa equipe de transição do governo Lula após críticas
O deputado federal Alexandre Frota (do “PROS-SP”) anunciou na noite de quinta-feira (24/11) que não participará mais da equipe de transição do futuro governo do presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva (do “PT”). O parlamentar foi anunciado para o grupo de Cultura, mas alegou ter sido alvo de ataques. Por meio do Twitter, o deputado federal disse que tem visto os “ataques covardes e preconceituosos” que recebe por “ter sido convidado para a equipe de transição” do novo governo. Frota pontuou que as críticas estão afetando também a sua família. Por conta das inúmeras críticas, o ex-ator declinou o convite do vice-presidente Geraldo Alckmin (do “PSB”) para “ficar com a família”, já que está “de boa e não quer problemas” com os eleitores – que, supostamente, se dizem de esquerda. “O Preconceito está na Transição que fala em um País Plural. O Preconceito está na cabeça deles que falam da diversidade, de oportunidade para todos, de respeito as diferenças, sem julgamentos ([o que] não é bem assim)”, disse Frota nas redes sociais. Numa entrevista ao Metropoles, o parlamentar revelou que o ex-ministro Aloizio Mercadante (do PT) lhe ofereceu outras opções na equipe de transição. “[Ele] me ligou preocupado com os ataques e os movimentos covardes […], mas eu não tenho interesse em nada”, confirmou. Dentre os que fizeram mais ataques está o ator José de Abreu (de “Mar do Sertão”), que detonou a escolha de Frota na última quarta (23/11). Para ele, o deputado federal na equipe de transição é um “desrespeito” aos artistas – já que Frota seria considerado uma “piada” no meio cultural. “Os ataques […] do Zé de Abreu foram absurdos, ele não me perdoa e eu sei o motivo”, garantiu Frota. “O que o Zé pode falar ao meu respeito? O Zé que cuspiu na cara de uma mulher, se acha o porta-voz da esquerda, mas nem coragem teve para disputar uma eleição.” “O problema dessa esquerda sapatênis do Leblon, no Rio [de Janeiro], é achar que são donos da Cultura e querem repetir o passado. O punitivismo ideológico radical dessa turma extrema, que mostra toda a sua ira, preconceito e soberba, está vivo e a prova disso é o que estão fazendo.” Ainda que o parlamentar não exponha os motivos de Zé de Abreu, acredita-se que tenham relações ao seu passado que é recheado por mentiras falsas Contra os cantores Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque. Frota foi processado pelos artistas e não contestou. Disse que foi levado a engano, como boa parte dos brasileiros que acreditaram em Bolsonaro, e além de pagar fez questão de se desculpar publicamente com cada um deles, mas não obteve retorno deles. “Foi um grande erro por causa do bolsonarismo me indispor com a MPB. Mas o que eu podia fazer, eu fiz: paguei e me desculpei.” O parlamentar também foi responsável por vários projetos políticos que defendem e incentivam a Cultura do Brasil, como co-autor da lei Aldir Blanc (que foi vetada por Jair Bolsonaro) e da lei Paulo Gustavo (que vence em dezembro, mesmo tendo verba suficiente para ser estendida para 2023). Frota ainda pretendia “avaliar uma retomada da Lei Rouanet”. “O ministério da Cultura foi todo sucateado, desmontado, demolido pelo Bolsonaro e aqueles que ele lá colocou”, afirmou o deputado, citando Osmar Terra, Roberto Alvim, Regina Duarte e Mário Frias. O ator também tinha se desfiliado do PSDB para apoiar a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva e participou ativamente da campanha vencedora. Fala pessoal,tenho visto os ataques covardes e preconceituosos que eu tenho recebido por ter sido convidado para a transição na Cultura,ataques inclusive a minha família vem de uma ala da esquerda sapatênis do Leblon. O Preconceito está na Transição que fala em um País Plural — Frota 77🇧🇷💙 (@77_frota) November 24, 2022 O Preconceito está na cabeça deles que falam da diversidade, de oportunidades pra todos, de respeito as diferenças, sem julgamentos ( não é bem assim ).Como estou de boa e não quero problemas,vou ficar com minha família e declinar do convite .Obrigado 🇧🇷👏 — Frota 77🇧🇷💙 (@77_frota) November 24, 2022
Filho da Mãe: Paulo Gustavo volta a fazer rir no trailer de seu último trabalho
A Amazon Prime Video divulgou o trailer de “Filho da Mãe”, documentário sobre o ator e humorista Paulo Gustavo. A prévia apresenta registros inéditas de Paulo Gustavo, nos bastidores e em apresentações do espetáculo “Filho da Mãe”, além de depoimentos de amigos e familiares, como sua mãe Déa Lúcia, o viúvo Thales Bretas e as atrizes Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, que foram gravados após a morte do artista. A produção começou a ser filmada antes de Paulo pegar covid-19. Seria um registro do espetáculo criado pelo comediante para homenagear sua mãe, por isso a Amazon tem chamado o documentário de “último trabalho de Paulo Gustavo”. Como mostram as imagens, o lançamento pretende arrancar risadas do público, mas também emocionar. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu a série “220 Volts” e o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe. Co-dirigido por Susana Garcia (“Minha Mãe é uma Peça 3”) e Jú Amaral, irmã do comediante, “Filho da Mãe” chega ao streaming em 16 de dezembro.
Mãe de Paulo Gustavo critica bolsonaristas que se dizem em “luto pelo país”
Déa Lúcia, mãe do humorista Paulo Gustavo (1978-2021), criticou os apoiadores de Jair Bolsonaro que anunciaram “luto pelo país” após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de domingo (30/10). Vários perfis extremistas do Twitter adotaram um ícone de luto no lugar de suas fotos. A mãe de Paulo Gustavo, que morreu em 2021 por complicações da covid-19, apontou que os eleitores de Bolsonaro não respeitam o luto dos que perderam 688 mil entes queridos na pandemia. Nos Stories do Instagram, ela compartilhou fotos e vídeos contra os bloqueios em rodovias que apoiadores de Bolsonaro estão fazendo porque não aceitaram o resultado das urnas. “Está de luto? Vem comigo, vamos falar sobre o que é luto. O luto merece ser respeitado, pessoas estão sofrendo de verdade e você brincando de luto por causa de candidato. Mais empatia e respeito com quem realmente está de luto. Em nome de todos que perderam seus entes queridos”, pediu ela. Antes de morrer, Paulo Gustavo deixou seu repúdio às atitudes do presidente na última mensagem que enviou para Samantha Schmütz. “Bolsonaro é um assassino! Não quero me conectar com essa energia dele, mas o que ele está fazendo é assassinar o povo e rir! Beijos, se cuida”, escreveu ele.
Samantha Schmütz revela última mensagem de Paulo Gustavo: “Bolsonaro assassino”
A atriz Samantha Schmütz aproveitou a data de aniversário de Paulo Gustavo para compartilhar em suas redes sociais a última mensagem que recebeu do humorista, que morreu no ano passado, vítima da covid-19. A mensagem do artista, que completaria 44 anos neste domingo (30/10) tem ligação direta com o segundo turno das eleições. “Bolsonaro é um ASSASSINO, mas também não quero me conectar com essa energia dele. Mas o que ele está fazendo é assassinar o povo e rir. Beijos, se cuida!”, escreveu Paulo Gustavo. Samantha Schmütz comentou o texto. “Essa foi a última mensagem que Paulo Gustavo me mandou… Por Paulo, por todos que perderam suas vidas por conta de um governo NEGACIONISTA… votaremos no governo que acredita na ciência! Meu voto é Lula! Não vote no governo que matou nossos amores!”, pediu. Outros amigos famosos de Paulo Gustavo prestaram homenagens a seu talento nesta data. “Eu voto por você, amigo”, disse Tatá Werneck. Mônica Martelli também afirmou que votará pensando no amigo. “Hoje seria aniversário do Paulo Gustavo. Hoje seria um dia de festa! Hoje meu voto também é por ele. Estaremos lado a lado votando pelo amor e pela democracia. Déa Lucia e Ju Amaral estamos juntas! Unidas pelo afeto e por um mundo menos violento”, exclamou a artista. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Schmütz 🎤🎬 (@samanthaschmutz)
Filho da Mãe: Amazon revela teaser do documentário de Paulo Gustavo
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o primeiro teaser de “Filho da Mãe”, um documentário sobre o ator e humorista Paulo Gustavo. De acordo com comunicado oficial da plataforma, “Filho da Mãe” contará com imagens inéditas de Paulo Gustavo, registros de bastidores e depoimentos de amigos e familiares, como sua mãe Déa Lúcia, o viúvo Thales Bretas e as atrizes Mônica Martelli e Ingrid Guimarães. A produção começou a ser filmada antes da morte do artista, registrando o espetáculo de mesmo novo – como mostra o vídeo – , por isso a Amazon está chamando o documentário de “último trabalho de Paulo Gustavo”. O lançamento pretende arrancar risadas do público, mas também emocionar. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu a série “220 Volts” e o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe. Co-dirigido por Susana Garcia (“Minha Mãe é uma Peça 3”) e Jú Amaral, irmã do comediante, “Filho da Mãe” chega ao streaming em 16 de dezembro.
Viúvo de Paulo Gustavo inicia romance com o cantor Silva
Thales Bretas, viúvo do humorista Paulo Gustavo, começou novo romance. Um ano após a morte do marido, com quem tem dois filhos, o médico assumiu um relacionamento com o cantor Silva. Os dois foram juntos ao Rock in Rio e, em entrevista ao jornal Extra, Bretas contou que está indo devagar com o relacionamento. “Acho ele super legal. A gente está se conhecendo. Mas as pessoas ficam apressando as coisas, querendo saber. Deixa rolar”, disse ele. Esta foi a primeira vez que o dermatologista assumiu um relacionamento em público após a morte de Paulo, que faleceu em 2021, em decorrência da covid-19. Com 34 anos – mesma idade de Bretas – , Silva é considerado um dos grandes nomes da MBP da atualidade. Ele surgiu com o álbum “Claridão” em 2012, fez um álbum em homenagem à cantora Marisa Monte e já cantou como Anitta, Ludmilla e Ivete Sangalo.









