Fernando Meirelles diz que Bolsonaro está destruindo o cinema brasileiro
O cineasta brasileiro Fernando Meirelles participou de uma mesa redonda da revista The Hollywood Reporter com diretores de filmes celebrados na temporada de premiações. Cotado por “Dois Papas”, ele debateu a arte cinematográfica e o estado do cinema atual com Martin Scorsese (“O Irlandês”), Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”), Noah Baumbach (“História de um Casamento”), Todd Phillips (“Coringa”) e Lulu Wang (“The Farewell”) Em determinado momento, a conversa acabou chegando no “ambiente político reacionário” no Brasil sob a gestão do presidente Jair Bolsonaro. “Para o cinema brasileiro, é um momento duro. Ele [Bolsonaro] está destruindo tudo o que construímos”, lamentou o cineasta, citando que, nas últimas décadas, o país passou por um boom de produção cinematográfica. “Nos anos 1990, antes de filmarmos ‘Cidade de Deus’, estávamos fazendo nove filmes por ano; no ano passado, foram 150”, citou. “Agora, Bolsonaro está bloqueando tudo. Tem sido difícil”. O diretor, que já assinou diversos filmes em Hollywood, ainda disse que não tem planos de trocar o Brasil pelos EUA. “Eu tenho raízes muito profundas no meu país, e eu amo dirigir em português. Eu entendo inglês, mas não sinto, sabe? Se você diz ‘mango tree’ em inglês, para mim é só uma árvore. Em português, ‘mangueira’ tem outros significados afetivos para mim”, comentou. “Dois Papas”, que foi lançado pela Netflix na sexta-feira (20/12) passada, disputa quatro troféus no Globo de Ouro, inclusive Melhor Filme de Drama, e pode aparecer no Oscar 2020. Veja um trecho da mesa redonda, centrado em Meirelles, no vídeo abaixo.
Juíza refuta pedido de censura ao Especial de Natal Porta dos Fundos: Basta não ver
A 16ª Vara Cível do Rio de Janeiro negou pedido de liminar para tirar do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, disponível na Netflix. A ação foi movida pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura e aceita pelo Ministério Público do Rio. A promotora Barbara Salomão Spier enviou o despacho para a 16ª Vara Cível do Rio, defendendo a censura da produção. Segundo os autos, “Jesus é retratado como um homossexual pueril, Maria como uma adúltera desbocada e José como um idiota traído” no especial de Natal, o que seria um ataque à liberdade religiosa e a dignidade da pessoa humana. Em sua sustentação, a promotora ainda alegou que “fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara a grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão”. Ela afirmou que seu posicionamento não pode ser enquadrado como censura, mas de “evitar o abuso do direito de liberdade de expressão através do deboche, do escárnio”. Na decisão, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura citou o artigo 5º da Constituição, que assegura a liberdade de expressão, e abordou o argumento de suposto “abuso desse direito” à luz da jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), “a quem compete interpretar e salvaguardar nossa Constituição, seus princípios e garantias”, ponderando ainda “os limites da liberdade de expressão em contraposição a outros direitos de igual hierarquia jurídica, como os da inviolabilidade da honra e da imagem”, que são previstos em lei. “Assim, no exercício do juízo de ponderação entre caros princípios, direitos constitucionais como os que se confrontam neste feito e na linha do entendimento jurisprudencial ao qual me filio,entendo que somente deva ser proibida a exibição, publicação ou circulação de conteúdo, em verdadeira censura, que possa caracterizar ilícito, incitando a violência, a discriminação, a violação de direitos humanos, em discurso de ódio”, escreveu a magistrada em sua decisão. “Ao assistir ao filme podemos achar que o mesmo não tem graça, que se vale de humor de mau gosto, utilizando-se de expressões grosseiras relacionadas a símbolos religiosos. O propósito de muitas cenas e termos chulos podem ser questionados e considerados desnecessários, mesmo dentro do contexto artístico criado com a paródia satírica religiosa. Contudo, há que se ressaltar que o juiz não é crítico de arte e, conforme já restou assente em nossa jurisprudência, não cabe ao Judiciário julgar a qualidade do humor, da sátira, posto que matéria estranha às suas atribuições”, avaliou a juíza. Adriana Sucena Monteiro Jara Moura ainda considerou a hipótese de ataque à liberdade religiosa, afirmando não ter constatado “a ocorrência de qualquer ilícito, nem mesmo o do tipo previsto no artigo 208 do Código Penal”, que prevê crimes contra o sentimento religioso. “Também não verifiquei violação aos Direitos Humanos, incitação ao ódio, à discriminação e ao racismo, sendo que o filme também não viola o direito de liberdade de crença, de forma a justificar a censura pretendida”, acrescentou. A juíza também citou que este foi o mesmo “entendimento do Juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Zoega Coelho, ao decidir caso análogo em referência ao ‘Especial de Natal’ do mesmo grupo humorístico, exibido em 23 de dezembro de 2013, determinando, em acolhimento ao parecer Ministerial, o arquivamento de Representação Criminal e que à época foi amplamente noticiado nas mídias”. Ela conclui dizendo que “o filme controverso está sendo disponibilizado para exibição na plataforma de streaming da ré Netflix, para os seus assinantes. Ou seja, não se trata de exibição em local público e de imagens que alcancem àqueles que não desejam ver o seu conteúdo. Não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante”.
Rick and Morty: 4ª temporada chegou na Netflix
A Netflix disponibilizou neste domingo (22/12) a primeira parte da 4ª temporada de “Rick and Morty”, uma semana após o último episódio ser exibido no Adult Swim, nos Estados Unidos. A informação foi compartilhada pelo Twitter oficial da plataforma. Veja abaixo, com um trailer legendado. O novo ano da animação tem 10 episódios, mas até o momento apenas os cinco primeiros foram liberados, com participação de Taika Waititi (“Jojo Rabbit”), Keegan-Michael Key (“Meu Nome É Dolemite”) e o bilionário Elon Musk. Criada por Justin Roiland e Dan Harmon (criador também de “Community”), a série acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, que acabam tendo grande impacto na realidade – também conhecida como cultura pop. A temporada anterior venceu o Emmy de Melhor Série Animada dos Estados Unidos. Está tudo normal, exceto talvez por cadeiras flutuantes, espaço e alguns poucos monstros. A temporada 4 de Rick and Morty está disponível. pic.twitter.com/oZ5qEq6LdF — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) December 22, 2019
Ovos Verdes e Presunto é renovada para 2ª temporada
A Netflix renovou “Ovos Verdes e Presunto” (Green Eggs and Ham) para sua 2ª temporada. A série animada, que introduz o universo de Dr. Seuss na plataforma de streaming, foi lançada em novembro passado. “Ovos Verdes e Presunto” é um dos livros para “iniciantes” do famoso escritor infantil americano. O vocabulário do texto consiste de apenas 50 palavras e foi o resultado de uma aposta entre Theodor Seuss Geisel e seu editor, que duvidou que ele conseguisse escrever um livro com tanta restrição. A história original tem dois personagens e uma enorme obsessão. “Será que gostas de ovos verdes e presunto?”, é esta a pergunta que Sam – ou Sam-Eu-Sou – faz insistentemente ao amigo Guy, procurando levá-lo a provar algo novo que ele recusa por parecer uma combinação muito estranha. Até o ponto que se cansa de ouvir sempre a mesma pergunta, acompanhada por versos rimados, e topa provar o prato para calar o amigo. E é só isso. E também tudo isso: o quarto livro de capa dura mais vendido em inglês de todos os tempos. Na animação, o ator Adam Devine (“A Escolha Perfeita”) faz a voz de Sam e Michael Douglas (“Homem-Formiga e a Vespa”) dubla Guy. Mas no Brasil é difícil saber disso, porque, além dos personagens serem dublados por vozes nacionais não identificadas, eles também tiveram os nomes mudados para João e Romeu! Diferente do livro, a série tem outros integrantes, e o elenco de vozes originais inclui Ilana Glazer (“A Noite É Delas”), Diane Keaton (“Do Jeito que Elas Querem”) e Keegan-Michael Key (“Predador”). A série foi criada pelo roteirista Jared Stern (de “The Lego Batman Movie”), tem produção da apresentadora Ellen DeGeneres e foi realizada pelo estúdio Warner Bros. Animation.
The Witcher é destruído pela crítica americana: “Game of Thrones genérico”, “brega” e “chato”
No fim de semana marcado pelas críticas negativas à “Star Wars: A Ascensão Skywalker” e cat-tastróficas para “Cats”, pouca gente destacou outro lançamento mal-avaliado, precedido de grande expectativa e campanha milionária de marketing, que também decepcionou com apenas 58% de avaliação no Rotten Tomatoes. Trata-se da série “The Witcher”, lançamento da Netflix, orçado em US$ 80 milhões (US$ 10 milhões por episódio), que blogueiros geeks vinham comparando a “Game of Thrones”, antes de assistir a qualquer episódio. A diferença entre os dois produtos, porém, provou-se abissal. A maioria dos 58% que aprovaram a produção pertencem exatamente ao grupo de geeks que gostaram sem ver. Mas na votação dos chamados “críticos Top”, divisão do Rotten Tomatoes que separa as tomatadas genéricas das tomatadas de grife, o fiasco foi incontornável. Apenas 33% dos jornalistas da grande imprensa gostaram da produção. Isto significa que decepção com a série foi maior que a causada pelo final da saga “Star Wars”, que teve 57% de aprovação geral e 48% entre os tops. A revista Entertainment Weekly utilizou até a impiedosa nota F, a pior de todas, reservada apenas para lixos completos. Chamando de “The Witcher” de “terrível” em seu título, a resenha (na verdade, um bate-papo) da publicação massacrou tudo na série, da peruca de Henry Cavill, protagonista da trama, ao excesso de nudez gratuita, sem esquecer explicações confusas que não fazem sentido, para concluir que “The Witcher” é “brega” e “chato”. A revista The Hollywood Reporter foi na mesma linha, ressaltando que “há muito papo furado” e “muitas cenas paradas e chatas”: “‘The Witcher’ tem a pretensão de ser uma trama fantasiosa ambiciosa, mas em vez disso se mostra uma exposição sem fim de nomes [de lugares e criaturas] estúpidos.” O jornal New York Times não perdoou e fez piada com as comparações entre a produção da Netflix e o drama consagrado da HBO, concluindo: “‘Game of Thrones’ agora tem a sua versão genérica”. Só que em vez da qualidade da produção recordista do Emmy, “The Witcher” parece mais “uma série sobrenatural do Syfy”, de aparência e tom trash. Detalhe: o Rotten Tomatoes considerou esta crítica entre as positivas. Para completar, a rede CNN acrescentou que “The Witcher” “é um aspirante muito fraco” ao posto de novo “Game of Thrones”. E ainda fuzilou: “Felizmente, aqueles que estão à procura de algo para assistir, seja na Netflix ou em plataformas rivais, tem em mãos um leque de opções [melhores]”. Empolgada pelo que ninguém tinha visto, a Netflix já encomendou a produção da 2ª temporada. E os responsáveis podem estar agora temendo por seus empregos.
Daniel Day-Lewis ligou para elogiar Adam Sandler após ver Jóias Brutas
Considerado um dos maiores atores do cinema, o britânico Daniel Day-Lewis (“Lincoln”) ligou para cumprimentar Adam Sandler por seu desempenho em “Joias Brutas” (Uncut Gems). A revelação foi feita por Sandler, que vem realmente recebendo muitos elogios por seu desempenho no filme dos irmãos Benny e Josh Safdie (“Bom Comportamento”). “Estava comprando tênis num dia desses e olho o telefone e é Daniel Day-Lewis. Ele começou a falar que ficou se segurando na cadeira da frente [no cinema] e o quanto ele adorou o filme e todo mundo que está nele. Foi a melhor ligação da história”, contou Sandler, durante participação no The Bill Simmons Podcast. Day-Lewis é o único intérprete que já venceu três Oscars de Melhor Ator – por “Meu Pé Esquerdo” (1989), “Sangue Negro” (2007) e “Lincoln” (2012). Há outros atores com três Oscars, mas essa contagem inclui troféus de Coadjuvante. Sandler, por sua vez, é mais conhecido por comédias de gosto duvidoso, que lhe renderam alguns Framboesas de Ouro, troféu considerado o anti-Oscar, que elege os piores do ano. Apesar disso, já tinha demonstrado capacidade dramática em um par de produções indies bem-avaliadas. Em “Joias Brutas”, ele interpreta Howard Ratner, um joalheiro judeu trambiqueiro de Nova York metido em apostas esportivas de alto risco, que podem lhe render o maior lucro ou a maior dívida de sua vida. Este papel já rendeu indicação ao Spirit Awards, considerado o “Oscar indie”, e cria expectativa em torno de seu nome para a premiação oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Produção indie do estúdio A24, “Joias Brutas” vai chegar ao Brasil em 31 de janeiro, diretamente no streaming da Netflix.
The Midnight Gospel: Netflix anuncia série animada do criador de Hora de Aventura
A Netflix anunciou a produção e divulgou as duas primeiras imagens da série animada “The Midnight Gospel”, nova criação de Pendleton Ward, responsável pelo aclamado desenho “Hora de Aventura”. Ward desenvolveu “The Midnight Gospel” em parceria com o comediante e apresentador Duncan Trussell (que dublou Ron James em “Hora de Aventura”), e com apoio do estúdio Titmouse Animation, responsável por “Big Mouth”, na mesma Netflix. A série acompanha Clancy, um “locutor interdimensional com um simulador de multiverso defeituoso, que decide deixar o conforto de sua casa para entrevistar seres de mundos em extinção”. Os trechos de entrevistas serão inspirados no podcast de Trussell, “Duncan Trussell Family Hour”, que já acumula mais de 360 edições com participações de Dan Harmon (criador de “Rick & Morty”), Rob Schrab (criador de “The Suits”) e muitas celebridades exotéricas em discussões metafísicas sobre o sentido do universo. Sem data de estreia definida, “The Midnight Gospel” deve chegar ao streaming em 2020.
Veja uma cena completa da série animada de Velozes e Furiosos
A Netflix divulgou uma cena repleta de ação de “Velozes e Furiosos: Espiões do Asfalto” (Fast & Furious: Spy Racers), série animada derivada da franquia “Velozes e Furiosos”. A prévia mostra uma missão ousada de Tony Toretto, primo adolescente de Dom Toretto (Vin Diesel). Na trama, ele é recrutado por uma agência federal para se infiltrar em uma liga profissional de corridas que serve como fachada para uma poderosa organização criminosa. O ator Tyler Posey (de “Teen Wolf”) dubla Tony Toretto e o elenco de vozes originais ainda inclui Camille Ramsey (“American Vandal”), Luke Youngblood (da franquia “Harry Potter), Charlet Chung (“Overwatch”) e Jorge Diaz (“Jane the Virgin”). A produção executiva inclui o próprio Vin Diesel, além de Neal Mortiz e Chris Morgan, produtores da franquia cinematográfica. A estreia vai acontecer em 26 de dezembro.
Anne with an E: Última temporada ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da 3ª temporada de “Anne with an E”, que encerra a série. A prévia de tom dramático destaca o crescimento da jovem que dá título à atração, que chega aos 16 anos com sentimentos divididos. A alegria por estar virando uma mulher também gera tristeza por ela não saber sua origem – mais especificamente, quem são seus pais. Acreditando que isso é importante para estabelecer sua verdadeira identidade, ela acaba entrando em atrito com os pais adotivos. Coprodução da rede canadense CBC, “Anne with an E” é inspirada num dos maiores clássicos da literatura canadense, “Anne de Green Gables”, de L.M. Montgomery, que rendeu mais 10 volumes de continuação. A saga foi publicada entre 1908 e 1939 e acompanhou praticamente toda a vida da personagem, da infância à velhice. A decisão de terminar a produção, porém, deve-se ao modo como a série foi concebida, visando apenas o público infantil. Assim, o crescimento da atriz Amybeth McNulty, que também chegou aos 16 anos de idade, foi considerado o ponto de encerrar a história, atingindo a idade de Anne ao final do primeiro livro – ela vai dos 11 aos 16 no romance original. O fim da série encerra a expectativa de mostrar a chegada de Anne na vida adulta – ela completa 18 anos no segundo volume – , que assim se encerra como a adaptação mais premiada da obra de Montgomery, levada inúmeras vezes para as telas de cinema e televisão – até mesmo como animação. “Anne with an E” venceu o Canadian Screen Awards como Melhor Série Dramática e até mesmo o DGA Awards, prêmio do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos, conquistado pela cineasta neozelandesa Niki Caro (“Terra Fria”) – atualmente à frente da versão live-action de “Mulan” para a Disney. A série foi desenvolvida por Moira Walley-Beckett (criadora de “Flesh and Bone” e roteirista de “Breaking Bad”) e também conta com direção da canadense Patricia Rozema (“Palácio das Ilusões”), entre outros. O último episódio foi exibido em novembro no Canadá, mas o lançamento internacional em streaming vai acontecer somente em 3 de janeiro.
The Umbrella Academy: Elenco compartilha foto em clima de Natal
O elenco da série “The Umbrella Academy” se reuniu para celebrar o natal. Em uma imagem divulgada pelo Instagram oficial da produção (veja acima), os irmãos Número Cinco (Aidan Gallagher), Luther (Tom Hopper), Vanya (Ellen Page), Allison (Emmy Raver-Lampman), Ben (Justin H. Min), Klaus (Robert Sheehan) e Diego (David Castañeda) Hargreeves aparecem vestidos em trajes natalinos para desejar boas festas ao público. “De nossa família disfuncional para a sua, boas festas!”, diz a legenda. Atualmente em fase de finalização de sua 2ª temporada, a série é um exemplo dos paradoxos da matriz brasileira da Netflix. Os quadrinhos que inspiram a produção são desenhados por um brasileiro, Gabriel Bá, e são vendidos no Brasil com o título de “A Academia Umbrella”. Mas a série não teve o nome traduzido do inglês para sua veiculação no país. Entretanto, atrações sem referências nacionais e de nomes mais simples ganharam “traduções” completamente alopradas dos “profissionais” da plataforma. Como “Dead to Me”, que virou “Disque Amiga para Matar”, ou “Living with Yourself”, transformado em “Cara x Cara”. Não há critério algum. E essa “criatividade” aleatória apenas atrapalha na identificação das produções originais. Anyway (ou Gerard Way, o autor dos quadrinhos), a Academia Umbrella é um grupo de jovens desajustados, que foram adotados por um milionário excêntrico ainda crianças após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem do funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. Pior que isso: os episódios revelam que um deles é o responsável pelo apocalipse. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”), e além dos heróis citados, o elenco ainda inclui a cantora Mary J. Blige (indicada ao Oscar 2018 por “Mudbound”), Kate Walsh (das séries “Private Practice” e “13 Reasons Why”) e Cameron Britton (“Stitchers”). Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada, que vai continuar a história do ponto em que a 1ª temporada parou, com os personagens viajando no tempo para impedir o fim do mundo.
Martin Scorsese acredita que O Irlandês pode se tornar seu último filme
O diretor Martin Scorsese levantou a possibilidade de “O Irlandês” se tornar seu último filme, durante entrevista ao jornal The Guardian. “Eu não sei mais quantos filmes eu posso fazer — talvez esse seja o fim. Talvez seja o último. Então, a minha ideia durante a produção foi simplesmente finalizar o filme e saber se ele poderia passar, mesmo que fosse por um único dia, nos cinemas”, comentou. O cineasta de 77 anos não falou em aposentadoria, mas pareceu preocupado com sua idade. Por isso, aceitou fazer “O Irlandês” para a Netflix, mesmo sabendo que a plataforma deixaria o filme nos cinemas por apenas uma semana – o que, confessou, foi um sacrifício. “Eu sabia quais eram as condições quando fiz o filme para eles. Eu sabia que ‘O Irlandês’ seria visto principalmente no streaming, e não nos cinemas. Mas, naquele ponto, nós só precisávamos do financiamento, e da liberdade criativa”, explicou. “Minha única preocupação era que os atores estariam bem com essa condição, e que a Academia aceitaria o filme. Não por mim. Eu sei que estou no fim da minha estrada, que foi bem longa. Eu só queria que ‘O Irlandês’ fosse abraçado, junto com esta nova maneira de assistir filmes”, acrescentou. Durante a conversa, Scorsese voltou às suas críticas aos filmes de super-heróis, que na verdade se manifestam como crítica à distribuição de filmes e à cultura do blockbuster. “Estamos em uma situação em que os grandes cinemas têm 12 telas, e 11 delas estão passando os últimos filmes de heróis. Se você gosta deles, ótimo, mas você precisa de 11 telas?”, disse. Ele ainda rebateu a ideia de que esteja defendendo um cinema mais elitista. “Um filme ser comercial não significa que ele não pode ser arte. O que têm invadido os cinemas hoje em dia são produtos. Produtos são feitos para serem consumidos e jogados fora. Em contraste, olhe para ‘Cantando na Chuva’. É um filme comercial, mas você pode ver muitas vezes sem se cansar”. Só para lembrar: também é assim como “Vingadores: Ultimato”, um dos filmes mais vistos de todos os tempos. Apesar do temor de não conseguir dar sequência à carreira, Scorsese tem um novo documentário musical e um filme dramático encaminhados. Ele e o ator Leonardo DiCaprio chegaram a considerar três projetos diferentes, antes de escolher “Killers of the Flower Moon”, baseado no livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”). A obra, que foi lançada no Brasil com o título “Assassinos da Lua das Flores”, envolve um dos crimes mais chocantes da história americana, a morte de quase todos os membros da tribo Osage, que ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras nos anos 1920. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. Paralelamente, o diretor prepara um documentário sobre a cena musical de Nova York nos anos 1970, que deu origem ao punk rock, à new wave, à disco music, ao rap, ao hip-hop e ao garage house, quase que de forma simultânea. Período e local são os mesmos que inspiraram Scorsese a fazer a série “Vinyl”, da HBO, com Mick Jagger.
Ministério Público do Rio acata ação por censura do Especial de Natal do Porta dos Fundos
A promotora Barbara Salomão Spier, do Ministério Público do Rio, acatou ação de autoria da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura para que seja realizada a suspensão do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, disponível para assinantes da Netflix. No despacho para a 16ª Vara Cível do Rio, a promotora afirma que “o que é sagrado para um, pode não ser sagrado para o outro, e o respeito deve, portanto, imperar”. A promotora assume querer estabelecer limites para “liberdade de expressão artística”. Trata-se de tema constitucional com ampla jurisprudência vinculante na esfera do STF (Supremo Tribunal Federal). Mesmo assim, ela tomou liberdade de ponderar na primeira instância: “Fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara à grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do Cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão. No caso entelado é flagrante o desrespeito praticado pelos réus, o que não é tolerável, eis que ultrapassam os limites admissíveis à liberdade de expressão artística”. Trata-se do segundo caso de tentativa de censura de expressões artísticas com aval do judiciário do Rio de Janeiro em 2019, após a autorização, posteriormente revertida pelo STF, para que fiscais da prefeitura recolhessem quadrinhos da Marvel e outras obras com conteúdo LBTQ+ da Feira do Livro do Rio. Assim como diziam as autoridades da primeira tentativa, Barbara Spier exercita a novilíngua para afirmar que não está praticando censura ao propor censurar a obra. “Não é [o caso] de censura, mas de evitar o abuso do direito de liberdade de expressão através do deboche, do escárnio”. A justificava não vem apoiada por nenhum artigo de lei, pois “abuso do direito de liberdade de expressão” é geralmente calúnia e injúria objetiva, o que não acontece em expressões artísticas que se utilizam de sátira. Há, ainda, casos de preconceito previstos criminalmente, que, entretanto, não se confundem com “desrespeito” genérico, não cabendo também enquadramento na sustentação. Apesar da argumentação frágil, a promotora recomenda a imediata suspensão da exibição do programa, assim como os trailers, making of e propagandas. E ainda sugere multa diária de R$ 150 mil para o descumprimento. Isto não tem efeito legal, já que precisa ser aprovado por um juiz. Mas vale lembrar que o bispo da Universal/prefeito do Rio Marcelo Crivella teve apoio de um juiz para realizar sua cruzada cristã contra a Feira do Livro. Barbara Salomão Spier conclui sua apreciação do caso citando, em vez de jurisprudência, que inexiste, uma máxima popular, “de que o direito de um termina, onde começa o do outro”. O direito de “um”, no caso, é o direto de todos aqueles interessados em assistir à comédia, que seria prejudicado pela sugestão da promotora. Já o direito do “outro” – isto é, daqueles que não querem ver o Especial de Natal do Porta dos Fundos – , independe de ordem judicial para garanti-lo, bastando-lhes o livre arbítrio.
Continuação de Para Todos os Garotos que Já Amei ganha trailer romântico legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da continuação de “Para Todos os Garotos que já Amei”, que também é estrelada por Lana Condor e Noah Centineo. A prévia explora o romance do casal, mas também introduz um segundo destinatário das cartas do primeiro filme, transformando a história de amor num possível triângulo. A adaptação do best-seller juvenil “Para Todos os Garotos que Já Amei” foi originalmente produzido para o cinema pela Awesomeness, uma divisão da Paramount, que acabou vendendo seus direitos para a Netflix numa negociação envolvendo vários projetos. A história sobre a garota tímida que escreve cartas secretas para seus crushes sem intenção de enviá-las, e que é obrigada a lidar com a situação quando as cartas vão parar no correio, tornou-se um dos maiores sucessos da plataforma. No novo longa, Lara Jean (Condor) e Peter (Centineo) não fingem mais ser um casal, eles são um casal. Mas quando John Ambrose (Jordan Fisher), um outro recipiente de uma das cartas de Lara Jean, entra em sua vida novamente, ela precisa confiar nela mesma para enfrentar seu primeiro dilema real: será que ela pode amar dois garotos ao mesmo tempo? Intitulada “Para Todos os Garotos: P.S. Eu Ainda Amo Você”, a sequência vai estrear no serviço de streaming no dia 12 de fevereiro de 2020. Entretanto, este não será o fim da história. A Netflix já confirmou a produção de um terceiro filme baseado nos livros de Janny Han. “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre, Lara Jean” ainda não tem previsão de lançamento, mas já começou a ser rodado. Os três filmes vão contar toda a trilogia literária assinada por Jenny Han.











