Warrior Nun: Freiras combatem as trevas em trailer de nova série
A Netflix divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer de “Warrior Nun”, série de fantasia sobrenatural sobre uma ordem secreta de freiras que combate as forças das trevas. A prévia mostra que as heroínas freiras não são necessariamente santas, mas têm poderes miraculosos. A trama acompanha a jovem Ava (a portuguesa Alba Baptista, de “Linhas de Sangue”) que acorda supostamente após a morte em um necrotério com poderes inexplicáveis. Sua busca por respostas a leva à Ordem da Espada Cruciforme, uma sociedade secreta de freiras guerreiras que juraram proteger o mundo do mal. Enquanto equilibra suas responsabilidades como uma noviça da luta eterna e a vida normal de uma adolescente, a jovem também se questiona porque foi escolhida, já que nunca foi um anjo. Produção americana gravada na Espanha, a série foi criada por Simon Barry, responsável pela cultuada sci-fi canadense “Continuum” e o terror “Ghost Wars”, e é baseada nos quadrinhos “Warrior Nun Areala”, de Ben Dunn, que começaram a ser publicados em 1994 em estilo de mangá. O elenco inclui várias atrizes novatas, como Toya Turner (vista em “Chicago Med”), Lorena Andrea (“House on Elm Lake”) e a estreante Kristina Tonteri-Young, nos papéis de noviças rebeldes, além do português Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”), da holandesa Thekla Reuten (“Operação Red Sparrow”) e da italiana Sylvia De Fanti (“Medici: Mestres de Florença”) como integrantes da ordem secreta. A série estreia em 2 de julho, mas ainda não ganhou trailer legendado em português. Veja abaixo o trailer americano.
O Último Guardião: 4ª temporada da fantasia turca ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da 4ª temporada de “O Último Guardião” (The Protector). Trata-se de uma série turca de fantasia, que mistura trama de super-heróis e romance, e ainda contará com viagem no tempo nos novos capítulos. Criada por Binnur Karaevli (“The Eye of Istanbul”), a série segue um rapaz comum que recebe poderes místicos de um antigo talismã e se vê protegendo a cidade de Istambul de um vilão imortal. O ator turco Çagatay Ulusoy (“Delibal”) tem o papel-título. E entre os diretores responsáveis pelos episódios estão Can Evrenol, dos terrores “Baskin” (2015) e “Housewife” (2017), e Gökhan Tiryaki, cinematógrafo favorito do premiado cineasta Nuri Bilge Ceylan, que estreou como diretor na série após assinar as fotografias de “Era uma Vez na Anatolia” (2011) e “Sono de Inverno” (2014), vencedor da Palma de Ouro em Cannes. A estreia dos novos episódios vai acontecer em 9 de julho.
The Rain: Vídeo de bastidores revela data da última temporada
A Netflix divulgou um vídeo legendado de bastidores da 3ª temporada de “The Rain”, que serve para revelar a data de estreia dos episódios finais da atração. A primeira série dinamarquesa da plataforma tornou-se mais atual que nunca devido ao tema, ao se passar seis anos depois de um vírus mortal, transmitido pela chuva, dizimar a Dinamarca. A trama acompanha um grupo de sobreviventes em uma perigosa viagem em busca de segurança. Por coincidência, a 2ª temporada, exibida há um ano, chamou atenção pelo fato de esquecer a chuva de seu título em inglês e, em vez disso, explorar o acirramento da pandemia por contato com os infectados. Criada por Jannik Tai Mosholt (principal roteirista de “Rita”), Esben Toft Jacobsen (da animação “O Reino do Rei Pena”) e Christian Potalivo (produtor da série “Dicte”), “The Rain” é estrelada por Alba August (“Dryads – Girls Don’t Cry”), Mikkel Boe Følsgaard (“O Amante da Rainha”), Lucas Lynggaard Tønnesen (“Departamento Q”) e Lars Simonsen (série “Bron/Broen”), entre outros. Os capítulos finais serão disponibilizados em 6 de agosto.
Ewan McGregor confirma que dublará o Grilo Falante no Pinóquio de Guillermo del Toro
O ator Ewan McGregor (“Doutor Sono”) confirmou que é o dublador do Grilo Falante na animação de “Pinóquio”, produzida por Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) para Netflix. Ao citar seus futuros projetos num painel virtual da ACE Universe, ele contou: “Eu faço o Grilo Falante na versão de ‘Pinóquio’ de Guillermo del Toro, em que eu comecei a trabalhar antes de partir para Nova York. Então, parte disso já está gravada”, contou. McGregor disse que já concluiu quase toda sua etapa do trabalho. “E, é claro, é uma animação em stop motion, então eles levarão muito tempo para fazer o filme. Mas minha primeira parte nisso, que era gravar seu diálogo, está meio que terminada. Ele não quis revelar muito sobre o que ainda teria a fazer no filme. “Pode ou não haver uma música que precise ser gravada. Não tenho certeza se tenho liberdade para discutir isso”. A escalação de McGregor tinha sido revelada em fevereiro passado, junto com os nomes de Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), Ron Perlman (o “Hellboy” original) e David Bradley (de “Game of Thrones” e “The Strain”) na dublagem em inglês. Mas, na época, apenas Bradley tinha seu papel conhecido. O intérprete do vilão Walder Frey em “Game of Thrones” será Gepeto, o marceneiro que cria o menino-boneco. Ambientada na Itália dos anos 1930, a trama vai contar uma versão altamente estilizada da fábula de Carlo Collodi (1826–1890). O projeto está sendo desenvolvido há cerca de uma década – as primeiras imagens dos bonecos dos personagens foram divulgadas em 2011 – , porque é uma produção altamente artesanal. Para fazer o filme, Del Toro se juntou com Mark Gustafson, animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), com quem divide a direção, com Patrick McHale, que criou a minissérie animada “Over the Garden Wall” e escreveu episódios de “Adventure Time”, com quem divide o roteiro, e para o design da produção ainda se inspirou na arte de Gris Grimly, ilustrador de livros infantis, que concebeu o visual de um “Pinóquio” gótico em 2002. A produção, por sua vez, conta com parcerias com a Jim Henson Company (“O Cristal Encantado: A Era da Resistência”) e a ShadowMachine (“BoJack Horseman”). A previsão de estreia é para 2021.
Netflix anuncia renovação de Expresso do Amanhã com um ano de atraso
A Netflix pegou carona no “Expresso do Amanhã” (Snowpiercer) para anunciar a renovação da série. Em anúncio postado nas redes sociais, brincou com a expressão mineira “trem” para contar a novidade, mas deveria usar outra famosa expressão brasileira, a “cara-de-pau”. “A primeira temporada nem acabou e eu vou dar uma de mineira e dizer: esse trem não para! A segunda temporada de ‘Expresso do Amanhã’ está confirmada”, anunciou o perfil brasileiro da Netflix no Twitter. Veja abaixo. Na verdade, a 2ª temporada foi confirmada há mais de um ano, em maio de 2019, pelo canal que financia a série, a TNT. A renovação tão antecipada aconteceu devido aos problemas de bastidores da produção, que acabaram atrasando muito a estreia da série. Originalmente concebida para o canal pago TNT, a série foi criada há cinco anos por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”), que se desentendeu com os executivos da emissora sobre os rumos da atração, após gravar o piloto com o cineasta Scott Derrickson (“Doutor Estranho”). O produtor acabou substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) e isso atrasou a estreia, já que o capítulo inicial foi reescrito e precisou ser inteiramente refilmado por outro diretor – James Hawes, de “Black Mirror”. E só depois de muitas discussões, os demais episódios começaram a ser gravados. Para não perder o elenco em meio à demora da exibição, graças a um possível vencimento de seus contratos antes mesmo da estreia da série, a TNT encomendou rapidamente novos episódios, estendendo os vínculos com a garantia da continuidade. “Expresso do Amanhã” é baseada no longa-metragem homônimo dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-ho (grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”) e destaca em seu elenco os atores Daveed Diggs (da série “The Get Down”) e Jennifer Connelly (de “Noé”). Atualmente na metade de sua 1ª temporada, a série tem média de 1,3 milhão de telespectadores ao vivo nos EUA. Assim como na TV, a Netflix também disponibiliza capítulos novos uma vez por semana, sempre um dia depois da exibição na TNT americana. A primeira temporada nem acabou e eu vou dar uma de mineira e dizer: esse trem não para! A segunda temporada de Expresso do Amanhã está confirmada. pic.twitter.com/lZKrqHjqrP — netflixbrasil (@NetflixBrasil) June 16, 2020
A Ordem: Bruxas e lobisomens travam batalha no trailer da 2ª temporada
A Netflix divulgou o trailer legendado da 2ª temporada de “A Ordem” (The Order), série em que bruxas e lobisomens travam uma batalha eterna. A série é uma produção canadense da Nomadic Pictures (produtora de “Van Helsing”) e sua trama gira em torno de um calouro, escolhido para entrar numa ordem secreta de sua universidade e se tornar um mágico. Mas algo sombrio ronda a escola, determinado a matar seus alunos. Empurrado para um mundo de magia, monstros e intrigas, ele descobre segredos de família e uma batalha clandestina entre lobisomens e praticantes de magia negra. Criada pelo roteirista Dennis Heaton (“Ghost Wars”), o elenco de “A Ordem” inclui Jake Manley (o Fisher de “iZombie”), Sarah Grey (a Stargirl de “Legends of Tomorrow”), Matt Frewer (o Dr. Leekie em “Orphan Black”), Sam Trammell (o Sam de “True Blood”) e Max Martini (do filme “Círculo de Fogo”). A 2ª temporada chegará à plataforma de streaming já nesta quinta (18/6).
The Umbrella Academy: Fotos da 2ª temporada revelam viagem no tempo
A Netflix divulgou as primeiras fotos da 2ª temporada de “The Umbrella Academy”, destacando os heróis da série e sugerindo viagem no tempo. As imagens trazem os “irmãos” Hargraves com roupas dos anos 1960 e também introduzem o novo trio de vilões (Tom Sinclair, Kris Holden-Reid e Jason Bryden), descritos apenas como “um grupo de assassinos suecos”. Adaptação dos quadrinhos homônimos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá – publicados no Brasil como “A Academia Umbrella” – , a série gira em torno de um grupo de jovens adotados por um milionário excêntrico ainda crianças, após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem no funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. A 2ª temporada mostra o que acontece depois deles falharem. Refletindo o final da temporada inaugural, os Hargraves vão parar no passado graças à capacidade dos poderes de Five, que embora tenha salvo todos do apocalipse, acabou espalhando cada um deles num ponto diferente da década de 1960. Nos próximos capítulos, eles tentarão encontrar uma forma de se reencontrar, enquanto descobrem que há outro apocalipse a caminho. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”), e seu elenco de heróis inclui Ellen Page (a Kitty Pryde de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), Tom Hopper (Dickon Tarly em “Game of Thrones”), Robert Sheehan (o Nathan de “Misfits”), Emmy Raver-Lampman (do sucesso da Broadway “Hamilton”), David Castañeda (“Guerra dos Monstros”), Aidan Gallagher (o Nicky de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”) e Justin H. Min (“Dating After College”). A estreia dos novos episódios está marcada para 31 de julho em streaming.
Netflix renova Sangue e Água para 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série sul-africana “Sangue e Água” (Blood & Water) para sua 2ª temporada. A confirmação dos novos episódios foi divulgada por meio de um vídeo, que mostra a reação do elenco à notícia. No vídeo anunciando a 2ª temporada, a diretora Nosipho Dumisa aparece interagindo com vários membros do elenco para contar a novidade, enquanto a câmera captura a reação de surpresa e alegria dos atores, que soltam palavrões inesperados e até se emocionam em alguns casos. A trama da série acompanha uma adolescente que se transfere para uma nova escola, frequentada pela elite, com o objetivo de investigar em segredo um sequestro que abalou sua família. Com roteiros e direção da cineasta Nosipho Dumisa (da “janela indiscreta” sul-africana “Nommer 37”), a série estreou em 20 de maio na plataforma de streaming. A produção segue a linha da espanhola “Elite” e da mexicana “Control Z”, que também foram renovadas.
The Sinner é renovada para 4ª temporada
O canal pago americano USA Network renovou a série “The Sinner” para sua 4ª temporada. Bill Pullman vai reprisar seu papel como o detetive Harry Ambrose em um novo caso. Com ele, também voltam o criador e showrunner Derek Simonds e os produtores executivos, incluindo a atriz Jessica Biel (que estrelou a 1ª temporada). A renovação quebra a tendência negativa da emissora, que cancelou três séries consecutivas, “Dare Me”, “Treadstone” e “The Purge”, nas últimas semanas. “‘The Sinner’ tocou o público com seu estilo de investigação de mistério”, disse Chris McCumber, presidente da USA Network e do canal pago Syfy. “Na 4ª temporada, estamos empolgados em aprofundar ainda mais a psique do amado personagem do detetive Ambrose, de Bill Pullman, enquanto apresentamos ao público um mistério completamente novo e atraente.” A série é disponibilizado no Brasil pela Netflix.
The Politician: 2ª temporada da série da Netflix ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado da 2ª temporada de “The Politician”, que sugere uma trama bem mais interessante e divertida que os episódios inaugurais. Outra diferença em relação à 1ª temporada é que a divulgação está acontecendo em cima da hora. A primeira série produzida por Ryan Murphy (“American Horror Story”) para a plataforma de streaming retorna com novos capítulos já na sexta-feira, 19 de junho. A atração acompanha Payton Hobart, personagem vivido por Ben Platt (“A Escolha Perfeita”), em sua evolução para se tornar um político americano. Cada temporada pretende mostrá-lo durante uma eleição diferente. O primeiro ano mostrou que ele era capaz de tudo para virar presidente do grêmio de sua escola, primeiro degrau de um plano para se tornar Presidente dos Estados Unidos, enquanto a 2ª temporada vai encontrá-lo no meio de uma eleição para o Senado liderada por Dede Standish, personagem vivida por Judith Light (a ex-chefe de “Ugly Betty”). O elenco também inclui Gwyneth Paltrow (“Vingadores: Ultimato”), Jessica Lange (“American Horror Story”), Zoey Deutch (“O Plano Imperfeito”), Bob Balaban (“Moonrise Kingdom”), David Corenswet (“Moe & Jerryweather”), Laura Dreyfuss (“Glee”), Betty Midler (“Abracadabra”) e Lucy Boynton (“Bohemian Rhapsody”), entre outros intérpretes. Além do tom de comédia escrachada, a série também usa números musicais originais para contar sua história.
Sushant Singh Rajput (1986 – 2020)
O jovem galã indiano Sushant Singh Rajput foi encontrado morto em sua casa no subúrbio de Mumbai. O caso está sendo investigado como suicídio por enforcamento. Ele tinha 34 anos. Rajput era considerado um dos mais atores promissores de Bollywood, a indústria cinematográfica indiana. Ele estreou no cinema em 2013 com o filme “Kai Po Che!”, e em 2017 foi premiado como Melhor Ator no Festival de Cinema Indiano de Melbourne, na Austrália, pelo filme “M.S. Dhoni: The Untold Story”, no qual interpretou a estrela indiana de críquete Mahendra Singh Dhoni. Seu último trabalho foi no filme “Drive”, lançado mundialmente ela Netflix no ano passado, mas tinha mais quatro projetos encaminhados. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, repercutiu a morte do ator nas redes sociais. “Sushant Singh Rajput … um jovem e brilhante ator que se foi cedo demais. Ele se destacou na TV e nos filmes. Sua ascensão no mundo do entretenimento inspirou muitos e deixa para trás várias performances memoráveis. Chocado com a sua morte. Meus pensamentos estão com a família e fãs”, escreveu o primeiro-ministro.
Netflix prepara série documental sobre João de Deus
A Netflix prepara uma série documental sobre o médium João de Deus, ao estilo de “Wild Wild Country”, a produção que contou a polêmica história do guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh, conhecido como Osho. E não faltarão controvérsias para narrar a trajetória do guru brasileiro, atualmente condenado por abuso sexual de seguidoras. Por quatro décadas, o médium goiano João de Deus realizou cirurgias e fez atendimentos espirituais no município de Abadiânia, em Goiás. Era tido como santo, mesmo diante de uma acusação de abuso de menor de 1980. A opinião pública só mudou em 2018, após centenas de mulheres virem à público revelar o constrangimento e abuso que sofreram nas mãos do médium. Ele foi julgado e condenado a 20 anos de prisão, que atualmente cumpre em regime domiciliar, devido à pandemia de covid-19, enquanto aguarda outros julgamentos. A produção do documentário está a cargo da empresa Grifa Filmes e vai retratar a vida do médium desde a adolescência, quando ele diz ter visto uma santa, que o conduziu para o caminho do curandeirismo. Nestas quatro décadas, João atendeu cerca de 10 milhões de pessoas, incluindo ex-presidentes da República, ministros do Supremo e autoridades de diversas esferas do poder político. Segundo a revista Veja, a produção vai pagar R$ 70 mil a João de Deus por seus arquivos pessoais. São fotos, documentos e gravações mostrando as curas. Ele também deve ser entrevistado para a atração. Na primeira conversa com a produtora, João negou que tenha assediado mulheres. A Grifa Filmes já produziu dois documentários premiados, “The Cleaners” (2018), que conta os bastidores de profissionais que controlam e apagam conteúdos de redes sociais, e “Piripkura” (2017), que narra a luta pela sobrevivência dos três últimos índios da tribo que leva o mesmo nome. Um dos proprietários da Grifa Filmes, Maurício Dias, afirmou que não pode falar sobre a série sobre João de Deus porque tem um contrato de sigilo com a Netflix. O título da série ainda não foi escolhido.
Destacamento Blood ajuda a ampliar debate sobre racismo
Nos dias atuais, certas mensagens e certos filmes que desejam passar mensagens, especialmente políticas, precisam ser bastante claros. Didáticos, até. A fim de expressar sem sombra de dúvidas aquilo que se deseja dizer. Em tempos de ascensão de uma extrema direita com claros vínculos com o fascismo, uma extrema direita que tem jogado com mensagens cifradas para confundir, isso se torna ainda mais necessário. “Destacamento Blood” é dirigido por um dos cineastas mais ativistas dos últimos 30 anos e se torna ainda mais pertinente pelo timing de seu lançamento, após a morte de George Floyd e das manifestações antirracistas que isso desencadeou não apenas nos Estados Unidos, mas em muitos países do mundo. O novo filme de Spike Lee, que seria o presidente do júri do Festival de Cannes 2020, cancelado por conta da pandemia, deveria ter recebido première no festival. Mesmo sendo uma produção da Netflix, em outras circunstâncias poderia ter sessões especiais nos cinemas, como ocorreu com “Roma”, “O Irlandês”, “Os Miseráveis” e “Atlantique”, por exemplo. De todo modo, ter a visibilidade propiciada pela Netflix acabou sendo positivo neste momento, permitindo que uma quantidade enorme de pessoas possa apreciá-lo mundialmente. Claramente um produto do momento, mas interligado a várias outras décadas, em especial aos tempos da Guerra do Vietnã, “Destacamento Blood” é um autêntico manifesto antirracista. Lee sempre fez questão de aproveitar o seu espaço no cinema para enaltecer a cultura e a luta negras, e aqui insere não apenas Muhammad Ali e Malcolm X, que aparecem em imagens de arquivo; ele embute a questão racial em cada fotograma, com referências aos atletas Tommy Smith e John Carlos, à ativista Angela Davis, ao ano de 1619, quando foram trazidos os primeiros africanos escravizados ao solo americano, e a outros fatos marcantes. Discute-se até como um herói branco feito Rambo foi escolhido para representar o fracasso da Guerra do Vietnã, quando o cinema poderia ter destacado muitos jovens negros mortos em combate como exemplo da fatalidade do conflito. E falando em herói, chega a ser simbólico ver o ator Chadwick Boseman, o intérprete do Pantera Negra, como a figura mítica da história, pelo menos entre os seus amigos e parceiros do chamado “Da 5 Bloods”, o destacamento do título original. Ele é um exemplo de alguém que tinha a sabedoria de entender a situação dos negros diante de um mundo desigual e a melhor maneira de travar a luta. Como um deles diz: Norman era “nosso Malcolm (X) e o nosso Martin (Luther King)”. A trama segue os quatro amigos sobreviventes da Guerra do Vietnã, que voltam ao país do conflito para cumprir uma nova missão. Ou duas. Uma delas tem a ver com uma mala cheia de barras de ouro encontrada nos anos 1970, quando estavam em ação – e que foi enterrada em algum lugar do campo de batalha. A outra tem a ver com o corpo do companheiro perdido na guerra (Boseman). Cada um desses quatro homens lida com o presente de maneira muito particular. Um deles se destaca, vivido por Delroy Lindo, por ser o único que, para vergonha dos demais, votou em Donald Trump e até usa um boné com o lema “Make America Great Again”. Na missão de procurar o ouro, como é de se esperar, ocorre um conflito de interesses e a ambição passa a envenenar o espírito coletivo. As referências ao clássico “O Tesouro de Sierra Madre” (1948), de John Huston, são claras e passam, inclusive, na admissão de que este é um dos filmes favoritos de Lee. A parte técnica também é muito interessante, como a utilização de três formatos diferentes de tela – o início em scope, as cenas no passado em formato 4:3, e em seguida a proporção 1,85:1, quando se inicia a missão. Há também uma brincadeira acertada com as cores na fotografia e a escolha de uma trilha sonora relevante, com faixas cantadas por Marvin Gaye, que famosamente questionou a época com seu clássico “What’s Going On”. Particularmente curiosa é a decisão estilística de incluir os atores idosos nos flashbacks – em vez de elencar outros intérpretes, mais jovens, para contracenar com Boseman – , como se Lee buscasse demonstrar que, mesmo já sessentões, eles ainda teriam fôlego e coragem para enfrentar uma missão mortal. De fato, a missão que eles empreendem é muito mais perigosa do que imaginam. Ainda há minas, mas felizmente também há pessoas especializadas em localizar e desativar essas minas, como a bem-vinda personagem de Mélanie Thierry – atriz que brilhou recentemente no drama de guerra “Memórias da Dor”, de Emmanuel Finkiel. Aqui ela é uma jovem francesa chamada Hedy, em homenagem à estrela hollywoodiana Hedy Lammar, outra das inúmeras referências cinematográficas do filme. Nesta lista, ainda chama atenção o uso da “Cavalgada das Valquírias”, ópera que se tornou indissociável de “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola. No filme de Lee, a inclusão da música de Richard Wagner ganha um ar de deboche. Para completar, um drama pessoal de um dos personagens acentua a questão do racismo, dessa vez no Vietnã. O veterano vivido por Clarke Peters reencontra um amor do passado, uma mulher vietnamita, descobre que tem uma filha com ela e fica sabendo, com dor, o quanto a garota foi maltratada pela sociedade por causa de sua cor. Ou seja, a violência do racismo se amplia no cinema de Spike Lee, não apenas nos Estados Unidos, aparecendo também em um país do outro lado do mundo. Nada mais justo que ampliar esse debate para o mundo. Pois é isso que está acontecendo, por meio do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Disponível na Netflix












