Feel The Beat: Comédia infantil com Sofia Carson ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer legendado da comédia infantil “Feel The Beat”, estrelada por Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”). A atriz vive uma dançarina que tem seu fracasso em um teste para Broadway transformado em vídeo viral. Desolada, ela volta para a cidade onde nasceu para passar um tempo com o pai e lá é convidada a treinar um grupo de crianças para uma competição. Ao descobrir que a final teria jurados da Broadway, ele decide transformar as meninas inexperientes em bailarinas vencedoras… em duas semanas! A prévia também revela uma dispensável trama romântica paralela, mas é bastante divertida e terna, como os bons filmes infantis costumam ser. O roteiro foi escrito por Michael Armbruster e Shawn Ku (do drama “Tarde Demais”), a direção é assinada por Elissa Down (“Sei Que Vou Te Amar”) e o elenco ainda inclui Enrico Colantoni (“Veronica Mars”), Marissa Jaret Winokur (“Retired at 35”), Wolfgang Novogratz (“Você Nem Imagina”) e várias crianças. A estreia está marcada para a próxima sexta (19/6).
Episódio animado de One Day at a Time ganha primeira prévia
O canal pago americano Pop TV divulgou uma cena do episódio animado de “One Day at a Time”, produzido remotamente durante a pandemia do coronavírus. No trecho, Penelope (Justina Machado) imagina como poderia convencer a família a seguir suas posições políticas e preferência por boy bands. Confira abaixo. O especial, intitulado “The Politics Episode”, mostra um enfrentamento de Penelope contra a visão conservadora de seus tios e primos, com participações especiais de Melissa Fumero (“Brooklyn Nine-Nine”), da cantora Gloria Estefan (“Música do Coração”) e do dramaturgo Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”). Com a proximidade das eleições, eles não conseguem evitar brigas por política. “One Day at a Time” foi salva do cancelamento pela Pop TV, após ser dispensada pela Netflix ao final de sua 3ª temporada. Por conta disso, a 4ª temporada, que estreou em 24 de março nos EUA, não tem expectativa de transmissão no Brasil. Elogiadíssima pela crítica, a série é um reboot latino da atração homônima, um marco da TV americana, exibido ao longo de nove temporadas entre 1975 e 1984, com produção de Norman Lear, um dos principais roteiristas-produtores de sitcoms de famílias americanas dos anos 1970 – também criou “Os Jefferson”, “Maude”, “Tudo em Família” e “Good Times”. A nova versão latinizou os personagens, girando em torno de três gerações de uma família de origem cubana que vive sob um mesmo teto. A mãe e veterana militar Penélope (Justina Machado) alista a “ajuda” de sua mãe cubana Lydia (a lendária Rita Moreno, de “Amor, Sublime Amor”) e do rico proprietário do imóvel Schneider (Todd Grinnell), enquanto cria dois adolescentes: sua filha radical Elena (Isabella Gomez) e o filho introvertido Alex (Marcel Ruiz). Com isso, além de fazer graça com situações do cotidiano familiar, a trama também passou a discutir raça e imigração. Mais que isso, como a filha assumiu uma namorada, também pautou homofobia, sem esquecer de alcoolismo, drogas, ansiedade e estresse pós-traumático, em seu – por incrível que pareça – bom humor.
Netflix começa a produção da série baseada na trilogia Dinheiro Fácil
A Netflix deu início em Estocolmo à produção de uma série baseada na trilogia criminal sueca “Dinheiro Fácil” (Snabba Cash), que projetou internacionalmente o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”) e o diretor Daniel Espinosa (“Protegendo o Inimigo”). O anúncio foi feito por meio de um vídeo da Netflix Nordic. Veja abaixo, com legendas em inglês. Kinnaman estrelou a franquia iniciada em 2010 no papel de JW, um jovem que vira traficante para manter uma vida de luxo e acaba se envolvendo com criminosos perigosos. A série, porém, terá uma protagonista feminina, vivida por Evin Ahmad (da série dinamarquesa “The Rain”), que teve sua primeira foto oficial na atração divulgada (acima). O projeto está a cargo do roteirista Oskar Söderlund (criador de “Greyzone”) e do escritor Jens Lapidus, autor dos livros originais em que a trama se baseia. E será uma continuação da história vista no cinema, passando-se em Estocolmo dez anos depois dos eventos mostrados no terceiro longa, “Dinheiro Fácil: Vida de Luxo” (2013). Segundo a sinopse oficial, a ação vai acontecer em “um ambiente movimentado onde o desejo por status e dinheiro está mais forte do que nunca. O jet set empreendedor e o mundo do crime se tornaram ainda mais brutal, caóticos e implacáveis. Quando esses dois mundos colidirem, a lealdade, as amizades e os parceiros de negócios serão todos testados na incessante busca por dinheiro fácil”. Evin Ahmad terá o papel de Leya, uma jovem mãe solteira que tenta entrar na cena das startups e acaba se envolvendo no mundo do crime. A direção está a cargo de Jesper Ganslandt, que recentemente filmou Daniel Radciffe em “Beast of Burden” (2018). A previsão de estreia é para 2021. New times calls for new players. Evin Ahmad stars in Jens Lapidus and Oskar Söderlund's Snabba Cash. Coming soon to Netflix. pic.twitter.com/irGV46snSL — Netflix Nordic (@NetflixNordic) June 12, 2020
Dark: Última temporada ganha trailer enigmático e apocalíptico
A Netflix divulgou o sete fotos e o trailer legendado da 3ª e última temporada de “Dark”, uma das primeiras séries não americanas a fazer sucesso global na plataforma. O trailer é cheio de cenas enigmáticas, repletas de artes plásticas e destruição apocalíptica, além de sugerir situações que desafiam teorias sobre viagens no tempo e apontam para mundos paralelos, de onde vem Martha (Lisa Vicari), usando a mesma jaqueta amarela que marcou Jonas (Louis Hofmann) na 1ª temporada, como se tivesse se transformado nele. Uma das séries mais populares da Netflix, apesar de não ser falada em inglês, “Dark” venceu recentemente uma votação entre os usuários do site Rotten Tomatoes como a melhor produção original da plataforma, batendo “Black Mirror”, “Stranger Things” e “Peaky Blinders”. A criação de Baran bo Odar e da roteirista alemã Jantje Friese (ambos de “Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo”) retorna em 27 de junho em streaming, data importante na mitologia da série, por ser o dia em que se inicia o evento apocalíptico que acomete a cidade fictícia de Winden.
Wasp Network: Wagner Moura é agente duplo cubano em trailer de espionagem
A Netflix divulgou as fotos e o trailer legendado de “Wasp Network: Rede de Espiões”, novo filme do premiado cineasta francês Olivier Assayas (Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2016 por “Personal Shopper”), baseado em livro brasileiro. A trama é inspirada por fatos reais, que foram narrados no livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais, lançado em 2011. Trata-se de um thriller de espionagem da Guerra Fria, que conta a história da Rede Vespa, um grupo de agentes duplos cubanos que se passam por desertores para se infiltrar em organizações anticastristas de extrema-direita em Miami, nas décadas de 1980 e 1990. O elenco é uma verdadeira seleção ibero-americana, com destaque para o brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”), o mexicano Gael García Bernal (“Museu”), a cubana Ana de Armas (“Entre Facas e Segredos”), o venezuelano Édgar Ramírez (“A Garota no Trem”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (também de “Dor e Glória”). Uma das curiosidades desse elenco é que volta a juntar Warner Moura e Ana de Armas, que viveram par romântico em “Sergio”, outro lançamento da Netflix, disponibilizado no mês passado. A produção é da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a CG Cinemas, do francês Charles Gilbert, e sua première aconteceu no último Festival de Veneza. Na época, a crítica achou chato (41% no Rotten Tomatoes), mas o filme acabou recebendo um prêmio especial do Festival de Deauville, realizado uma semana depois na França. O longa já teve première em cinemas brasileiros, na programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em outubro passado.
Will Ferrell e Rachel McAdams competem no trailer do Festival Eurovision da Canção
A Netflix divulgou um pôster e o trailer legendado da primeira comédia de Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) na plataforma. O filme se chama “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars”, e vai acompanhar a dupla de artistas islandeses fictícios Fire Saga (Sigrit e Lars) durante a Eurovision, tradicional competição musical que acontece anualmente entre os países europeus. Ferrell é Lars e Rachel McAdams (“Doutor Estranho”) dá vida a Sigrit. A prévia explora todo o exagero por trás das apresentações pomposas da competição, que existe de verdade e foi realizada pela primeira vez na Suíça em 1956. A Eurovision já teve entre seus participantes diversos astros célebres, como a cantora Céline Dion (em 1988), o grupo ABBA (em 1974) e, mais recentemente, até Madonna (em 2019). Além de estrelar, Ferrell também produz e assina o roteiro da comédia, em parceria com Andrew Steele, com quem já trabalhou na minissérie “The Spoils of Babylon” (2014) e na paródia em espanhol “Casa de Mi Padre” (2012). A direção é assinada por David Dobkin, retomando a parceria com os dois protagonistas após “Penetras Bons de Bico” (2005), e o elenco ainda inclui Pierce Brosnan (“Mamma Mia!”) como o pai de Lars (Ferreçç), Dan Stevens (“Legion”) irreconhecível como um cantor “pegador”, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”), Jóhannes Haukur Jóhannesson (“Alfa”), Ólafur Darri Ólafsson (“NOS4A2”) e até a cantora Demi Lovato (“Sunny Entre Estrelas”). A produção estreia em 26 de junho, juntando-se a filmes com Adam Sandler, Chris Rock e Kevin James no arsenal de comédias exclusivas da plataforma de streaming.
As Telefonistas vira The Handmaid’s Tale no trailer da temporada final
A Netflix divulgou o pôster e o trailer da parte final da 5ª temporada de “As Telefonistas” (Las Chicas del Cable), sua primeira série espanhola, que conclui sua trama em clima de distopia. A prévia chega a evocar várias cenas da premiada série sci-fi “The Handmaid’s Tale”, com prisão de rebeldes, destruição da cultura liberal, repressão à homossexualidade e campos de reeducação para mulheres. Só que “As Telefonistas” não se passa num futuro terrível, mas na primeira parte do século 20 e demonstra em sua reta final os horrores do fascismo, durante a ascensão do generalíssimo Franco ao poder na Espanha. O final da história se afasta dramaticamente do início idealista da atração, que acompanhava originalmente quatro mulheres empregadas como telefonistas na Madri dos anos 1920, conquistando independência financeira numa sociedade ainda dominada pelo machismo. O tom de melodrama virou terror, conforme a história chegou nos anos 1930, apresentando a repressão fascista contra a liberdade democrática e todos os avanços da sociedade, em nome de um conservadorismo brutal. A série foi criada pelo trio Ramón Campos, Teresa Fernández-Valdés e Gema R. Neira, que escreveram juntos “Seis Hermanas”, uma novela passada quase na mesma época. Já o elenco é liderado por Blanca Suárez (“A Pele que Habito”), Ana Polvorosa (“Mentiras y Gordas”), Nadia de Santiago (“Ninho de Musaranho”) e Maggie Civantos (“Temporal”), que na reta final ainda contracenou com sua filha da vida real, Anahí Civantos, estreante no papel de filha de sua personagem, uma jovem idealista que se torna guerrilheira contra os exércitos franquistas. Os últimos episódios estreia em 3 de julho em streaming.
Reality Z: Série de zumbis brasileiros divide opiniões do público internacional
Disponibilizado pela Netflix na quarta (10/6), “Reality Z” tem dividido opiniões em todo o mundo. A série de zumbis com Sabrina Sato atingiu nota 5,1 (numa escala até 10) dos resenhistas voluntários do site americano IMDb e, sem nenhuma crítica oficial indexada, 64% de aprovação dos usuários do Rotten Tomatoes. Um dos poucos sites internacionais que apresentou resenha no lançamento da atração, o Decider sugeriu a seus leitores evitarem perder tempo. O principal consenso é que “Reality Z” agrada mais quem não conhece “Dead Set”. Por outro lado, alguns fãs do original reclamam contra o que percebem como um plágio descarado, cena por cena. Muitos lamentam que haja personagens demais, que são rapidamente dispensados sem dar tempo para o público se importar com seus destinos. Mas há quem veja essa matança como ponto positivo. Outros tantos apontam para a forma como a metade final dos 10 episódios parece uma série diferente da metade inicial, inclusive com nova protagonista. O fato é que o público internacional percebeu a colagem narrativa da produção, que é uma adaptação bastante reverente de “Dead Set” até seu quinto episódio e uma série completamente diferente do sexto ao décimo capítulos. Houve quem apontasse que a segunda metade seria a 2ª temporada nunca produzida de “Dead Set”. Quem dera. Entre os pontos positivos destacados estão efeitos visuais superiores aos de “Dead Set”, com zumbis que não fariam feio em “The Walking Dead”, e a principal mudança em relação à história original, que substituiu um namorado traído por uma mãe e seu filho desesperados para chegar na casa mais segura do Brasil. Infelizmente, esse detalhe não é muito aproveitado na trama. Também disponível na Netflix, “Dead Set” foi uma minissérie britânica de 2008 concebida por ninguém menos que Charlie Brooker, o criador de “Black Mirror”. A grande diferença em relação a “Reality Z” é que a produção original usava os cenários, o nome, a apresentadora (Davina McCall), o narrador oficial (Marcus Bentley) e até concorrentes do Big Brother inglês real, levando a metalinguagem ao limite. Como a marca Big Brother pertence à Globo no Brasil, a série teve que criar outro reality de confinamento, chamado “Olimpo, a Casa dos Deuses”, em que os concorrentes se vestem como gregos antigos – embora o visual lembre mais orgias romanas – e os paredões sejam chamados de “sacrifícios”. Isolada e autossustentável, a casa do reality logo se torna cobiçada para um punhado de pessoas que tenta escapar da pandemia zumbi no Rio de Janeiro. Mas enquanto o mundo acaba, os integrantes do reality seguem alheios ao que acontece do lado de fora, ignorando completamente o surto zumbi. Até ser tarde demais. Sabrina Sato vive a apresentadora do reality, o que permite uma ligação tênue com o Big Brother Brasil, já que ela foi revelada no programa. O elenco também inclui Guilherme Weber (“O Negócio”), Jesus Luz (“Aquele Beijo”), Ana Hartmann (“Me Chama de Bruna”), Emilio de Mello (“Psi”), Carla Ribas (“Casa de Alice”), Luellem de Castro (“Malhação”) e Ravel Andrade (“Sessão de Terapia”). A adaptação é assinada por Cláudio Torres (“A Mulher Invisível”, “O Homem do Futuro”), que além de escrever os roteiros com João Costa, compartilhou a direção com Rodrigo Monte (“Magnífica 70”). A produção é da Conspiração Filmes. Confira o trailer abaixo.
Pesquisa da Netflix revela que séries com personagens LGBTQIA+ diminuem preconceito no Brasil
A Netflix e a GLAAD, organização para o avanço das pautas LGBTQIA+ na mídia, divulgaram nesta quarta (10/6) uma pesquisa feita no Brasil sobre séries com personagens LGBTQIA+, que aponta algumas conclusões interessantes. Para começar, cerca de 80% dos brasileiros que se identificam como heterossexuais disseram que séries como “Elite”, “Sex Education”, e personagens como Casey de “Atypical” e Robin de “Stranger Things” ajudaram a melhorar seus relacionamentos com pessoas LGBTQIA+ em suas próprias vidas. Em outras palavras, ajudaram a acabar com o preconceito. “Dada toda a polarização do mundo hoje, a representação nas telas importa mais do que nunca. A Netflix e os criadores de todo o mundo têm a oportunidade de aumentar a aceitação da comunidade LGBTQIA+ por meio do entretenimento”, disse Monica Trasandes, diretora de mídia latinx e representação em língua espanhola da GLAAD, em comunicado. “Séries como ‘Sex Education’ e ‘Elite’ não são apenas grandes histórias, elas permitem que mais pessoas vejam suas vidas na tela – aumentando a empatia e a compreensão. Os dados comprovam: mais representatividade acelera a aceitação”. Além disso, os participantes LGBTQIA+ da pesquisa afirmaram que sentem que o entretenimento reflete sua comunidade com mais precisão agora do que há dois anos. No entanto, ainda existem algumas áreas importantes a serem aprimoradas para contar histórias queer significativas, incluindo narrativas com pais e famílias LGBTQIA+, maior diversidade racial e situações que abordem a imagem corporal e os relacionamentos LGBTQIA+ com familiares e amigos. Isso é particularmente importante, pois 85% dos participantes da comunidade LGBTQIA+ disseram que o entretenimento ajudou suas famílias a entendê-los melhor. A pesquisa constatou que os títulos e personagens da Netflix em que a comunidade LGBTQIA+ se sentiu mais representada e que também foram os mais bem-sucedidos em criar empatia entre os não membros LGBTQIA+ são: Casey Gardner – “Atypical” Eric Effiong – “Sex Education” Lito Rodriguez – “Sense8” Omar Shanaa – “Elite” Piper Chapman – “Orange is the New Black” Robin Buckley – “Stranger Things” RuPaul – “RuPaul’s Drag Race” Theo Putnam – “O Mundo Sombrio de Sabrina” A plataforma de streaming também criou um endereço para oferecer uma coleção variada de séries, filmes e documentários de temática LGBTQIA+ – no endereço Netflix.com/Orgulho.
Netflix lança coleção “Vidas Negras Importam” com filmes e séries
Em resposta às manifestações mundiais de protesto contra a injustiça racial após a morte de George Floyd, a Netflix lançou uma coleção de filmes, séries e documentários com o nome do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). “Acreditamos que a Netflix pode impactar positiva e diretamente a vida das pessoas por meio das nossas histórias. A coleção ‘Vidas Negras Importam’ fala sobre a injustiça racial e a experiência negra – e esperamos que o destaque desses títulos ajude a aumentar a empatia e a compreensão”, afirmou a Netflix em comunicado. Os títulos serão divididos entre produções para o público adulto e infantil. A coleção adulta contém 46 títulos, incluindo “Minha História”, “A Gente Se Vê Ontem”, “A 13ª Emenda”, “Cara Gente Branca”, “American Son”, “Olhos que Condenam”, “Quem Matou Malcolm X” e o novo filme de Spike Lee, “Destacamento Blood”, que será lançado na sexta (12/6). Já a coleção infantil traz 24 produções como “Reunião de Família”, “Motown Magic”, “Criando Dion” e “A Grande Luta”. “Quando dizemos ‘Black Lives Matter’, também queremos dizer ‘contar histórias de negras””, afirmou a Netflix em comunicado no Twitter. “Com o entendimento de que nosso compromisso com a verdadeira mudança estrutural levará tempo – estamos começando destacando narrativas poderosas e complexas sobre a experiência negra”. O acesso aos títulos se dá pelo menu principal e por uma página específica da Netflix, no link netflix.com/blacklivesmatter. When you log onto Netflix today, you will see a carefully curated list of titles that only begin to tell the complex and layered stories about racial injustice and Blackness in America. https://t.co/dN6XQmsrGK pic.twitter.com/3CIrrno6mw — Netflix (@netflix) June 10, 2020
365 Dias: Softcore polêmico da Netflix divide assinantes
Novo lançamento da Netflix, o softcore polonês “365 Dias” dividiu os assinantes da plataforma entre opiniões que vão do “adorei” ao “odiei com todas as forças”. A história parece agradar fãs de “Cinquenta Tons de Cinza” pelas similaridades, que incluem tom sadomasoquista, excesso de cenas eróticas e até a inclusão de um baile de máscaras. Mas tem um detalhe que torna todos os closes descamisados do protagonista repulsivos: o relacionamento do casal central não é consentido. Além disso, quem achou “Cinquenta Tons de Cinza” medíocre – afinal, foi indicado ao Framboesa de Ouro de pior filme – , teve ainda menos consideração pela obra, assinada por Tomasz Mandes e Barbara Bialowas, que segue narrativamente o tom de romance erótico trash. A trama acompanha Massimo (Michele Morrone), membro da máfia siciliana, que rapta Laura (Anna Maria Sieklucka), uma diretora de vendas, e a força a se apaixonar por ele (que se acha o Máximo) ao longo dos 365 dias do título. “Acabei de assistir ‘365 Dias’ e enquanto as cenas de sexo eram ótimas, a história em si romantiza apenas o sequestro e um relacionamento abusivo. Você basicamente assiste uma garota com síndrome de Estocolmo”, escreveu uma usuária americana no Twitter. “Há uma enorme diferença entre fantasia e realidade. Se você é um cara, por favor, não se inspire [no filme]. Nenhuma garota quer ser sequestrada e obrigada a se apaixonar”, alertou outra. Mas teve muita gente que só prestou atenção nas cenas de sexo, ignorando o contexto. “Me lembrou de ‘Cinquenta Tons de Cinza”, mas muito mais explícito”, sugeriu uma fã, acrescentando: “Vá ver”. “Eu fiz minha própria conta da Netflix apenas para assistir ‘365 Dias’ sem minha família saber”, acrescentou outra. “É praticamente sexo na Netflix”, descreveu uma ainda mais entusiasmada. Curiosamente, a maioria dos comentários são de mulheres. “Assisti ‘365 Dias’ por causa do ruído que ele criou. Posso dizer que o filme está sendo muito superestimado? Só consegui sentir vergonha com os diálogos, o enredo previsível e as reviravoltas irreais”, afirmou um dos poucos homens a se manifestar nas redes sociais. O filme não teve resenhas suficientes no Rotten Tomatoes, mas a única crítica compartilhada é negativa. Já o IMDb reúne 179 comentários de espectadores, a maioria negativos, que resultam numa nota extremamente baixa: 3,8 (numa escala até 10). Veja abaixo o trailer original polonês, que já permite perceber se “365 Dias” é um novo “De Olhos Bem Fechados” ou o próximo Framboesa de Ouro.
Coisa Mais Linda: Trailer da 2ª temporada tem mais melodrama que bossa nova
A Netflix divulgou o trailer da 2ª temporada de “Coisa Mais Linda”, série brasileira passada na época da Bossa Nova, que chega ao streaming em 19 de junho. Apesar do contexto musical, a prévia opta pelo melodrama típico de novela ao dar maior ênfase à jornada de suas personagens femininas na sociedade machista do período, que chega aos anos 1960 nos novos episódio. Segundo a sinopse, Malu (Maria Casadevall) continua sendo a mesma mulher determinada, mãe dedicada e amiga leal. No entanto, após os acontecimentos do final da temporada inaugural, a mocinha ganha uma força interior, alimentada pelo trauma. Ela fica ainda mais forte, sem filtro e desinibida. Já Thereza (Mel Lisboa) opta por dedicar-se ao lar e à família, mas não demora muito para sentir falta do trabalho, criando conflito no casamento ao se aventurar em uma rádio. Enquanto isso, Adélia (Pathy Dejesus) deseja começar do zero a relação com Capitão (Ícaro Silva), decidida a seguir em frente, e sua irmã Ivone (Larissa Nunes) passa de uma adolescente típica a uma talentosa aspirante a artista, que tem a chance de provar sua capacidade numa indústria ainda dominada por homens, com a ajuda de Malu. Vale observar que Fernanda Vasconcellos, intérprete de Lígia, pouco aparece, o que pode ser uma dica sobre o que aconteceu após a tragédia do último episódio do drama. No elenco da 2ª temporada, também retornam Leandro Lima, Gustavo Machado, Alexandre Cioletti e Gustavo Vaz. Já entre os intérpretes dos novos personagens estão Val Perré, Breno Ferreira, Eliana Pittman, Angelo Paes Leme, Alejandro Claveaux e Kiko Bertholini. A nova temporada de “Coisa Mais Linda” terá apenas seis episódios de 50 minutos cada.
Bryce Dallas Howard não recomenda Vidas Cruzadas como filme antirracista
Os protestos contra a brutalidade policial e o racismo estrutural ajudaram o drama “Vidas Cruzadas”, de 2011, a se tornar um dos filmes mais assistidos nos últimos dias na Netflix. Mas o longa – baseado em romance de Kathryn Stockett – também atraiu críticas por sua narrativa de “salvador branco”. E justamente uma de suas estrelas brancas, Bryce Dallas Howard, resolveu recomendar outros filmes para o público interessado em dramas sobre injustiça racial, que para ela são mais educativos e antirracistas que “Vidas Cruzadas”. “‘Vidas Cruzadas’ é uma história fictícia contada sob a perspectiva de uma personagem branca e foi criada por contadores de histórias predominantemente brancos”, escreveu Howard no Facebook. “Todos nós podemos ir além disso.” Howard, que interpretou um dos vilões racistas do filme, sugeriu que o público prestigiassem filmes e séries que contassem histórias de vidas negras com a perspectiva de roteiristas, cineastas e artistas negros. “As histórias são uma porta de entrada para a empatia radical e as melhores delas são catalisadoras de ações”, escreveu ela. Para aqueles que desejam aprender mais sobre o movimento dos direitos civis, linchamentos, segregação e leis racistas, Howard destacou os seguintes filmes: os documentários “A 13ª Emenda” (2016), de Ava DuVernay, “Eu Não Sou Seu Negro (2016), sobre James Baldwin, “Say Her Name: The Life and Death of Sandra Bland” (2018), a série documental “Eyes on the Prize” (1987–1990), sobre os Direitos Civis, os dramas biográficos “Luta por Justiça” (2019), “Malcolm X” (1992)” e “Selma” (2014), além das minisséries “Watchmen” e “Olhos que Condenam” (When They See Us), do ano passado. “Vidas Cruzadas” rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer, que interpretava uma criada negra de família branca durante a era dos Direitos Civis. Outra intérprete de empregada no filme, Viola Davis, depois expressou seu arrependimento por estrelar a produção. “No fim das contas, senti que não eram as vozes das criadas que eram ouvidas”, disse Davis em entrevista de 2018. “Conheço Aibileen. Eu conheço Minny. Eles são minha avó. Eles são minha mãe. E sei que, se você faz um filme com toda essa premissa, quero saber como é trabalhar para pessoas brancas e criar crianças em 1963, quero ouvir como você realmente se sente sobre isso. Eu nunca ouvi isso no decorrer do filme”, ela declarou. Até Ava DuVernay, que, antes de virar cineasta, era assessora de imprensa, também manifestou arrependimento por ter relação com o longa. Promover “Vidas Cruzadas” foi o que a fez desistir de seu trabalho e a “empurrou” para começar a fazer seus próprios filmes.












