É 10: Série da Marvel abre lista das melhores estreias da semana
A programação de séries da semana tem novidade da Marvel, spin-off de “Sex and the City” e série teen brasileira como principais destaques, mas a lista tem muitos outros atrativos, incluindo as novas temporada de “iCarly” e “Fantasmas”. Confira abaixo o Top 10 das melhores estreias. | INVASÃO SECRETA | DISNEY+ Mais lenta que os fanboys podiam esperar, e sem os famosos super-heróis do estúdio, a nova série da Marvel chega em clima de thriller de espionagem ao streaming. A trama dá continuidade ao gancho de “Capitã Marvel” (2019), que apresentou os skrulls – alienígenas que podem mudar de forma, assumindo a aparência de qualquer pessoa. Baseado nos quadrinhos homônimos publicados em 2008, a história mostra uma facção maligna dos alienígenas que planeja se infiltrar nos governos da Terra, usando sua capacidade metamorfas para dominar o planeta sem que ninguém saiba. Diante da ameaça, Nick Fury (Samuel L. Jakcson) retorna do exílio para impedir que isso aconteça. O personagem conta com a ajuda do skrull Talos (Ben Mendelsohn) e Maria Hill (Cobie Smulders), e logo no primeiro episódio vê um importante aliado morrer em seus braços. Essa surpresa dá um tom mais sério à produção, que ainda inclui entre seus personagens o agente Everett Ross (Martin Freeman) e James “Rhodey” Rhodes (Don Cheadle), também conhecido como Máquina de Combate, além de marcar a estreia das atrizes Olivia Colman (“A Filha Perdida”) e Emilia Clarke (“Game of Thrones”) no Universo Compartilhado Marvel (MCU). Colman interpreta a agente do serviço secreto britânico Sonya Falsworth, que tem uma história de longa data com Fury, enquanto Clarke dá vida a G’iah, a filha rebelde de Talos. A atração foi escrita por Kyle Bradstreet (“Mr. Robot”) e tem direção de Thomas Bezucha, que fez sucesso durante a pandemia com o thriller “Deixe-o Partir” (estrelado por Kevin Costner). | A VIDA PELA FRENTE | GLOBOPLAY Representação intensa da adolescência no final dos anos 1990 no Rio de Janeiro, a nova série brasileira acompanha a jornada de Liz (interpretada por Nina Tomsic), uma estudante do ensino médio que se muda para uma escola de elite e é absorvida por um grupo diversificado de amigos. Tal como em “Elite”, a história é impulsionada por uma tragédia – a morte de uma das amigas do grupo, Beta (Flora Camolese) – e a incerteza sobre se foi um acidente ou suicídio. O enredo mistura flashbacks e momentos atuais para explorar as circunstâncias em torno da morte de Beta e o impacto em todos os envolvidos, um dispositivo narrativo também usado em “Elite”. A série também não foge de cenas intensas e sem censura, apresentando o consumo de drogas e a energia sexual dos jovens de forma bastante direta, mas tem sua própria identidade. A autenticidade se deve ao fato de ser inspirada pelas vivências das criadoras e amigas de infância Leandra Leal, Rita Toledo e Carol Benjamin, que narram as angústias que experimentaram às vésperas do bug do milênio. A trilha sonora, composta por sucessos das décadas de 1990 e 2000, contribui para o tom nostálgico. A produção combina um misto de jovens talentos e veteranos consagrados, como Ângelo Antônio, Stella Rabello, Gustavo Vaz, e a própria Leandra Leal, e chega em dois blocos de cinco episódios, com o segundo previsto para o dia 6 de julho. | AND JUST LIKE THAT… 2 | HBO MAX Os novos episódios do spin-off de “Sex and The City” vão se passar um ano após a repentina morte do Mr. Big (Chris Noth) no início da série, com Carrie (Sarah Jessica Parker) finalmente pronta para seguir em frente e aberta a reencontrar um amor do passado, o carinhoso Aidan Shaw (John Corbett) – um dos principais interesses amorosos da protagonista nos anos 1990. Paralelamente, Carrie, Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis) seguirão em suas trajetórias de autodescobertas. Para completar, os produtores decidiram oferecer um pouco mais de nostalgia para os fãs com um brevíssimo retorno da icônica Samantha Jones, interpretada por Kim Cattrall no desfecho da temporada. A participação é praticamente uma figuração, mas está dando muito o que falar, porque Cattrall exigiu a garantia de que não teria que se encontrar com Sarah Jessica Parker ou qualquer outro membro do elenco, nem gravaria se o showrunner da série, Michael Patrick King, estivesse presente. Desde que descobriu ter uma grande diferença salarial em relação a Parker em “Sex and The City”, Cattrall não quis mais saber de nada relacionado à franquia. Deve ter recebido um caminhão de dinheiro. | GLAMOROUS | NETFLIX A nova série queer acompanha Marco (Miss Benny), um jovem não-binário que consegue um emprego na empresa de uma magnata do ramo de cosméticos, interpretada por – ela novamente – Kim Cattrall (“Sex and The City”), que quer rejuvenescer a marca com a ajuda do influencer. Enfrentando desafios pessoais e um novo trabalho, Marco tem nos episódios a chance de descobrir ainda mais sobre si mesmo. A série havia sido encomendada pelo o canal norte-americano The CW em 2019, com a atriz Brooke Shields (“Um Castelo para o Natal”) no papel de Cattrall. Com a produção passando para a Netflix, o streaming encomendou 10 episódios da série e mudou o elenco. O piloto foi dirigido por Todd Strauss-Schulson (“Megarromântico”) a partir de um roteiro escrito por Jordon Nardino (“Quantico”), e ambos também atuam como produtores executivos. | FANTASMAS 2 | PARAMOUNT+ Um mês depois de lançar a 1ª temporada, a Paramount+ corre atrás do atraso e libera todos os episódios do segundo ano de “Ghosts” (título original), uma das grandes surpresas recentes da TV americana. Enorme sucesso, a série se tornou uma das comédias mais vistas dos EUA – só fica atrás de “Young Sheldon”. Além disso, aumentou sua aprovação na 2ª temporada, conseguindo atingir 100% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Desenvolvida por Joe Port e Joe Wiseman (produtores-roteiristas de “Zoey e a Sua Fantástica Playlist”), a produção é remake de uma comédia britânica de mesmo nome e segue um jovem casal em dificuldades, que acha que tirou a sorte grande ao herdar uma bela casa de campo. Ao se mudarem, porém, descobrem que a residência está caindo aos pedaços e ainda é habitada por seus falecidos moradores. Felizmente, os fantasmas se revelam inofensivos, transformando-se em amigos do casal formado por Rose McIver (a “iZombie”) e Utkarsh Ambudkar (“Projeto Mindy”). | SWAGGER 2 | APPLE TV+ O drama esportivo é baseado na vida do jogador de basquete Kevin Durant – que é um dos produtores. Criada por Reggie Rock Bythewood (roteirista do filme “Notorious” e criador da série “Shots Fired”), a atração gira em torno de um prodígio do basquete, que precisa driblar inúmeras pressões se quiser superar as desvantagens de sua vida e realizar seu sonho de virar um atleta profissional. O estreante Isaiah R. Hill tem o papel principal e o elenco também destaca O’Shea Jackson Jr. (“Obi-Wan Kenobi”), filho do rapper Ice Cube. | BASTIDORES DE UMA CONSPIRAÇÃO | NETFLIX A série policial alemã estrelada por Max Riemelt (“Sense8”) gira em torno de um “cold case”. Após uma nova morte levantar dúvidas sobre um caso de assassinato que já estava encerrado, um ex-detetive, que virou sem teto após a repercussão do caso original, decide buscar a verdade. Mas ao fazer isso coloca em risco sua própria família. A trama é baseada numa série isrealense (“The Exchange Principle”) e foi adaptada por Christoph Darnstädt, roteirista do clássico “A Experiência” (2001). | AGENTES DO FBI | STAR+ O thriller de suspense acompanha uma turma de agentes do FBI formada em 2009. A trama abrange vários anos, desde o aliciamento para ingressar na polícia federal americana, o treinamento, a formatura da turma e as missões, que parecem colocar uns contra os outros num aparente complô. Criada e produzido por Tom Rob Smith (criador de “American Crime Story”), a história é contada em linhas do tempo entrelaçadas e destaca em seu elenco Kate Mara (“Quarteto Fantástico”), Brian Tyree Henry (“Trem-Bala”), Sepideh Moafi (“Black Bird”) e Brian J. Smith (“Sense 8”). | iCARLY 3 | PARAMOUNT+ Um dos maiores sucessos do canal pago infantil Nickelodeon dos anos 2000 segue seu revival com os personagens adultos, que agora até se envolvem em triângulos amorosos. Exibida entre 2007 e 2012, a série original seguia uma estudante do ensino médio (Miranda Cosgrove) que apresentava um webcast ao lado de seus amigos. Fez tanto sucesso que ganhou um spin-off, “Sam & Cat”, que terminou após uma única temporada vitaminada (de 35 episódios), supostamente por brigas de bastidores entre suas protagonistas Jennette McCurdy (a Sam de “iCarly”) e ninguém menos que Ariana Grande (a Cat de “Brilhante Victoria”). O revival se passa cerca de 10 anos após o final original de “iCarly” e mostra o que aconteceu com Carly e seus amigos, incluindo Spencer (Jerry Trainor) e Freddie (Nathan Kress), ao iniciarem a vida adulta. Mas sem Sam (McCurdy) e Gibby (Noah Munck), substituídos por novas personagens, vividas por Laci Mosley (de “Florida Girls”) e Jaidyn Triplett (“The Affair”). A primeira é colega de quarto e nova melhor amiga de Carly, enquanto a segunda interpreta a enteada sarcástica de Freddie. Os novos episódios têm roteiro e produção de Jay Kogen (um veterano de “Os Simpsons”) e Ali Schouten (“Feliz Natal e Tal”), e vão mostrar um desenvolvimento chocante para as crianças dos anos 2000: o fim da “friend zone” entre Carly e Freddie, que finalmente vão ter que lidar com o que sentem um pelo outro. | A ILHA DA CAVEIRA | NETFLIX A animação passada no Monstroverso da Legendary/Warner explora os horrores da terra natal do King Kong. Inspirada no filme “Kong: A Ilha da Caveira” (2017), a trama se passa nos anos 1980 e acompanha um grupo de exploradores que, após resgatar uma mulher misteriosa no mar, vai parar na traiçoeira ilha do título, lar de criaturas bizarras e monstros assustadores, incluindo o próprio King Kong. A série é criada, escrita e produzida por Brian Duffield, roteirista do filme similar “Love and Monsters” (2020), e conta com animação da Powerhouse Animation, conhecida por seu trabalho em séries como “Castlevania” (2017) e “O Sangue de Zeus” (2020). Para quem for assistir em inglês, o elenco de dubladores conta com Mae Whitman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”), Darren Barnet (“Eu Nunca”), Benjamin Bratt (“Poker Face”) e Betty Gilpin (“GLOW”).
Larissa Manoela não renova contrato com a Globo para ter liberdade profissional
Larissa Manoela decidiu não renovar seu contrato com a rede Globo para ter a liberdade de escolher os próprios trabalhos. Recentemente, a atriz de “Além da Ilusão” optou por tomar as rédeas da carreira e rompeu vínculo com sua mãe e empresária, Silvana Santos. Não renovar o contrato com a emissora foi um de suas primeiras decisões. A artista tem contrato com a Globo desde 2020, quando teve sua agenda de compromissos prejudicada pela pandemia de coronavírus. Ela também tem uma parceria firmada com a Netflix. Por conta do contrato duplo, Larissa teve dificuldade para conciliar seus projetos e teve que recusar papéis em uma novela e uma série. A atriz precisou se adaptar para dar conta dos compromissos com o streaming. Mudança de planos A Globo, por sua vez, teria implorado para a artista mudar de ideia e renovar seu vínculo, já que ela fez uma ótima estreia na emissora. No entanto, Larissa prefere assumir contratos por obra, assim como acontece com os veteranos da casa. Além disso, a nova empresária tem planos de seguir carreira artística nos cinemas, o que pode ter sido um dos principais motivos para não continuar presa com a emissora. Vale lembrar que Larissa Manoela está em Nova York para as filmagens de “Traição Entre Amigas”, que deve estrear nos cinemas brasileiros em 2024.
Tenoch Huerta desiste de papel na Netflix após acusações de assédio sexual
O ator Tenoch Huerta, conhecido pelo seu papel como Namor em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”, anunciou sua saída da nova produção mexicana da Netflix “Fiesta en la Madriguera”. A decisão foi tomada após ele sofrer acusações de agressão sexual da musicista e ativista María Elena Ríos, publicadas nas redes sociais no último dia 10 de junho. O ator negou as denúncias e disse ter optado por abandonar o filme dirigido pelo cineasta mexicano Manolo Caro (“A Casa das Flores”) para preservar o projeto, enquanto se concentra em sua defesa. “Dado o impacto das recentes declarações falsas de María Elena Ríos e os danos que causaram, não tenho escolha a não ser desistir de participar do filme ‘Fiesta en la Madriguera'”, disse em comunicado. “É com muita tristeza que faço isso, mas não posso permitir que as ações dela prejudiquem não apenas a mim, mas também o trabalho de dezenas de pessoas talentosas e trabalhadoras envolvidas no projeto”, continuou. “Meu foco agora é simples: continuar o processo de restauração da minha reputação”. Vale mencionar as filmagens do longa já haviam começado no início deste mês, em cidades do México. A história gira em torno de Tochtli, um garoto que sonha em adotar um hipopótamo-pigmeu da Namíbia. Seu pai, Yolcaut (papel que seria de Tenoch), fará de tudo para conseguir o animal exótico para o filho, mesmo que a espécie esteja ameaçada de extinção. O longa tem previsão de estreia na Netflix para 2024. Acusações contra Huerta Nas declarações de Ríos, publicadas nas redes sociais, a ativista chamou o ator de “predador sexual” e alegou ter sido vítima de agressão sexual. O pronunciamento foi feito após ela deixar o grupo antirracista Poder Prieto, do qual Huerta é membro. A ativista também alegou que o ator teria sido protegido pela organização, apesar de saberem do ocorrido. “Deixei muito claro na minha saída dessa sua seita que protege o violentador e predador sexual Tenoch Huerta, que não publicariam nada de mim. Mas eles foram atrás de mim para evitar escândalos por causa do seu filme da Marvel”, escreveu. “É muito difícil falar sobre abuso emocional e abuso por um predador sexual que é amado pelo mundo por interpretar um personagem em um filme como Tenoch Huerta. Ele parece charmoso, o que é uma característica de um narcisista e de boa parte da vitimização”, acrescentou. A ativista já foi vítima de um ataque violento planejado por um ex-namorado, que contratou dois homens para jogar ácido em seu rosto em 2019. Após o incidente, ela ficou seis meses hospitalizada, se recuperando das queimaduras e se tornou uma importante voz contra a violência de gênero. Embora as acusações tenham vindo a público pelas redes sociais, não foi confirmado se Ríos entrou com um processo judicial contra Huerta. Ator negou todas as acusações Dois dias após as publicações de Ríos, o ator veio a público e negou todas as as acusações. “Uma acusação falsa e completamente infundada sobre mim se espalhou como fogo – e não posso mais deixá-la sem contestação”, escreveu. Huerta explicou que o relacionamento com María foi “totalmente consensual o tempo todo”. Ele ainda alegou que testemunhas podem confirmar a informação. “Durante todo esse período, tivemos um relacionamento amoroso, caloroso e de apoio mútuo. No entanto, após o término, Elena começou a distorcer nossas interações tanto em particular quanto na frente de grupos de amigos em comum”, disse. “Como resultado, há alguns meses contratei uma equipe jurídica para tomar as medidas necessárias para proteger minha reputação e refutar essas acusações irresponsáveis e falsas, que podem causar grandes danos”. Com a rápida repercussão do caso, María se pronunciou novamente e respondeu às mensagens que questionavam sua denúncia tardia do ocorrido. “Por que não denunciei? Porque eu tinha medo que isso acontecesse: pessoas que se recusam a acreditar que um super-herói é um abusador, manipulador e predador sexual”, declarou. “Sim, você [Tenoch Huerta] abusa porque sabe que tem poder”. Ela ainda marcou perfil do ator na publicação. Futuro na Marvel Apesar de não estar confirmado em nenhum projeto futuro no Universo Cinematográfico Marvel, sua introdução na sequência de “Pantera Negra” deu a entender que seu personagem, Namor, voltaria nos próximos filmes. Com a sua saída da produção da Netflix, seu futuro no MCU também parece incerto. Vale mencionar que o caso de Huerta acontece menos de seis meses após outro escândalo de abuso sexual envolver um ator do estúdio: Jonathan Majors, que interpretou o vilão Kang na série “Loki” e no recente “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”. O ator foi acusado de agressão pela ex-namorada e chegou a ser preso. Após a denúncia vir a público, outras mulheres também acusaram o ator. Com a repercussão, ele foi demitido de dois projetos que estava envolvido e corre risco de permanência na Marvel, embora o estúdio não tenha se pronunciado sobre nenhuma das acusações até o momento. Majors irá a julgamento em agosto.
Oscar muda exigências da disputa de Melhor Filme em resposta aos streamings
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou uma mudança significativa para as produções que almejam entrar na disputa pelo Oscar de Melhor Filme. A organização reformulou os requisitos que devem ser cumpridos para concorrer na categoria. Com isso, foi determinado que os filmes precisam ser exibidos em mais cidades e por mais tempo que apenas os habituais fins de semana em Los Angeles e Nova York. Agora, as exibições foram expandidas a sete dias, consecutivos ou não consecutivos, em 10 dos 50 principais mercados dos EUA, que devem acontecer no máximo 45 dias após o lançamento inicial. “Em apoio à nossa missão de celebrar e honrar as artes e as ciências da produção cinematográfica, esperamos que essa expansão da presença nas salas de cinema aumente a visibilidade dos filmes em todo o mundo e incentive o público a experimentar nossa forma de arte em um ambiente cinematográfica”, declarou a organização em comunicado. “Com base em muitas conversas com parceiros da indústria, sentimos que essa evolução beneficia tanto os artistas quanto os amantes do cinema”. Reação ao streaming As mudanças foram motivadas pela entrada dos streamings na competição nos últimos anos, com destaque para Netflix e Apple (que venceu o Oscar de Melhor Filme com “No Ritmo do Coração” no ano passado). O avanço dos streamings foi facilitado pelo relaxamento das exigências de exibições nos cinemas durante o auge da pandemia de covid-19. Agora, a Academia reverte a marcha e engata uma ré acelerada. O prazo prolongado e o alcance maior visa incentivar a retomada do público nas salas de exibição. Por coincidência, a tendência já vinha sendo antecipada por Amazon Prime Video e Apple TV+, que declararam planos de levar seus principais lançamentos aos cinemas antes de lançá-los em streaming – algo que a Netflix só faz timidamente, oferecendo uma semana de exibição a títulos selecionados. No início do ano, a Amazon investiu pesado na exibição presencial de “Air – A História por trás do Logo”, dirigido por Ben Affleck. O longa foi lançado em mais de 3 mil cinemas ao redor do mundo e arrecadou mais de US$ 50 milhões nas bilheterias antes de estrear no streaming. A Apple também planeja um lançamento especial em outubro de “Assassinos da Lua das Flores”, novo longa de Martin Scorsese, que valorizará a experiência cinematográfica. Prazo para a mudança É importante ressaltar que as novas exigências só vão começar a valer para os filmes da 97ª edição do Oscar, que acontece em 2025, e são exclusivas da categoria principal. Outro detalhe é que filmes lançados no final do ano, com expansões previstas para após 10 de janeiro de 2025, deverão enviar seu planos de lançamento com antecedência à Academia para verificação. Isso força os estúdios a se planejarem melhor para a distribuição dos títulos no prazo da competição.
Capitão Fall: Nova animação adulta da Netflix ganha seu primeiro trailer
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Capitão Fall”, nova animação adulta do streaming. A série é produzida pela dupla Jon Iver Helgaker e Jonas Torgersen, criadores da série “Norseman”. Durante a prévia, a produção se mostra como uma comédia que envolve mistérios e crimes – com direito a tiros e explosões. A trama segue Jonathan Fall, um capitão de marinha inexperiente e incapaz, mas de bom coração, que acidentalmente se encontra no comando de um navio de contrabando para um terrível cartel internacional. Apesar de ser o pior capitão de todos os tempos, ele foi contratado com uma missão importante: servir de bode expiatório caso as autoridades detenham o navio contrabandista. O protagonista é dublado pelo ator Jason Ritter, conhecido por ser a voz original de Dipper em “Gravity Falls” (2012). O restante do elenco de vozes inclui Christopher Meloni (“Lei e Ordem”), Lesley-Ann Brandt (“Lucifer”), Anthony Carrigan (“Barry”), Alejandro Edda (“Narcos: México”), Adam Devine (“The Righteous Gemstones”) e Trond Fausa (“Neste sommer”). Dos mesmos criadores de Vikingane Anunciada em 2020, a série é a primeira animação de Helgaker e Torgersen e marca a segunda parceria da dupla com a Netflix. Eles também foram responsáveis pela criação de “Norseman” (2016-2020), comédia norueguesa sobre um grupo de guerreiros vikings do século VIII. Os dois atuam como produtores ao lado de Joel Trussell na nova série animada. Ao contrário da dupla, Trussel já é experiente no universo das animações, tendo produzido a comédia da Disney “Picles e Amendoim” (2015) e dirigido a animação sci-fi “Electric City” (2012). “Capitão Fall” estreia seus 10 episódios no dia 28 de julho na Netflix.
Warner negocia exibir títulos originais da HBO na Netflix
A Warner Bros. Discovery estaria em negociações para exibir títulos originais da HBO na plataforma da Netflix. A apuração do site americano Deadline afirma que o estúdio quer disponibilizar séries na concorrente para aumentar o rendimento financeiro das produções. Caso o acordo seja concluído, os títulos selecionados perderão o selo de exclusividade da HBO. A ação faz parte de uma mudança de estratégia da Warner Bros. para encontrar novas formas de monetizar seu catálogo de títulos enquanto implementa um plano de redução de custos. Segundo o Deadline, inicialmente a proposta não foi bem recebida pelos executivos da HBO, mas o apelo financeiro acabou falando mais alto. O acordo visa trazer mais visibilidade aos títulos da HBO através de uma nova audiência global. Caso as séries sejam disponibilizadas na Netflix, elas irão alcançar um público diferente dos assinantes da Max. A reportagem ainda revelou que a primeira série a ser negociada é a comédia “Insecure”, encerrada em 2021, que conta com cinco temporadas produzidas pela HBO. Distribuição das séries originais ao longo dos anos Embora a parceria com a Netflix surpreenda, essa não seria a primeira vez que a HBO opta por distribuir seus títulos em outras redes. Afinal, a empresa atuou apenas como um canal televisivo no decorrer de quase 50 anos. Com isso, a emissora fez acordos de exibição em outros canais para títulos como “Sex and the City”, “Curb Your Entusiasm”, “A Sete Palmos” (Six Feet Under), “Entourage” e “Sopranos”. Mais recentemente, em 2014, a HBO fechou um acordo com a Amazon Prime Video para licenciar algumas de suas produções de sucesso como “A Sete Palmos”, “A Escuta”, “Deadwood” e “Os Sopranos”. Apesar disso, as negociações foram feitas antes da Amazon se tornar concorrente direta da HBO no mercado de assinaturas premium. Todos esses acordos tinham sido encerrados ou congelados com a chegada da HBO Max no ano de 2020 – por sua vez, transformada em Max, em maio nos EUA. Entretanto, após a fusão da Warner com a Discovery, a HBO começou a distribuir produções como “Westworld” em plataformas FAST (streaming gratuito), como Roku e Tubi.
Ryan Murphy, criador de “Dahmer”, troca Netflix por Disney
Ryan Murphy, criador de vários sucessos recentes do streaming, como “Dahmer: Um Canibal Americano” e “Bem-Vindos à Vizinhança”, decidiu deixar a Netflix após o fim do seu contrato de R$ 300 milhões. O acordo teve um período de vigência de cinco anos para Murphy desenvolver diversas produções no streaming. Sem interesse de renovar o compromisso, o megaprodutor preferiu se juntar a uma das principais concorrentes da Netflix: a Disney. De acordo com a imprensa americana, Murphy está discutindo um novo contrato com sua colega de longa data Dana Walden, que atua como co-presidente na Disney Entertainment. O site revelou que o acordo ainda não foi concluído, mas o plano é trazer Murphy de volta à FX Networks, onde ele criou “American Horror Story”, “Pose”, “Scream Queens”, “Feud” e outras produções. A Disney não quis comentar as negociações. O site The Hollywood Reporter cita a existência de conflitos entre Murphy e Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix. A tensão teria acontecido quando Murphy foi anunciado como produtor das séries “American Sports Story” e “American Love Story” na plataforma Hulu, da Disney. Apesar do encerramento do contrato na Netflix, ele vai continuar produzindo as próximas temporadas das séries que criou na plataforma, como “Dahmer: Um Canibal Americano”, que vai virar uma antologia focada em serial killers. Contrato milionário demorou a dar resultados A Netflix contratou Murphy em 2018, mesmo ano em que também fechou com Shonda Rhimes. Ambos foram roubados da Disney – Murphy da FX e Rhimes da ABC. Mas enquanto Rhimes demorou a lançar suas séries, vindo a estourar com o sucesso de “Bridgerton” e “Rainha Charlotte”, Murphy lançou rapidamente os primeiros projetos, que foram fracassos já esquecidos, como as minisséries “Hollywood” (2020), “Halston” (2021) e o filme “A Festa de Formatura” (2020). Foi apenas no ano passado, com as séries de suspense “Dahmer: Um Canibal Americano” e “Bem-Vindos à Vizinhança” que Murphy conquistou um público significativo no streaming. Apesar do alto valor, o acordo de Murphy não exigia exclusividade do escritor com a Netflix, uma vez que ele tinha vários projetos com a FX e a Fox. Dessa forma, ele continuou produzindo suas séries “American Horror Story” e “9-1-1”, que passaram a ganhar derivados – “American Horror Stories” e “9-1-1: Lone Star”. Além disso, atrações mais antigas, como “Feud”, foram recentemente reativadas.
Netflix muda métricas e “Wandinha” supera audiência de “Stranger Things”
A Netflix anunciou mudanças nas métricas responsáveis por definir os títulos mais assistidos do streaming. A partir de agora, a plataforma vai dividir as horas visualizadas pelo número de horas existentes em cada atração, de modo a conseguir um número de “visualizações” que aproxime mais os resultados de filmes e séries (com vários capítulos, séries acabam tendo muito mais horas visualizadas). Além disso, a Netflix decidiu estender a janela de medição para suas listas de filmes e séries mais vistos de todos os tempos. Em vez de encerrar a contagem em 28 dias (cerca de um mês de exibição), a plataforma vai contabilizar o público de 91 dias (três meses). Estas mudanças confirmaram o que todos já sabiam, mas a Netflix não deixava afirmar: que o fenômeno “Wandinha” teve muito mais audiência que “Stranger Things 4” e é, de fato, a série em inglês mais vista da plataforma. A ampliação da janela também acaba com uma injustiça criada com a contabilização de séries divididas em duas partes. Enquanto “Wandinha”, por exemplo, teve apenas 28 dias de exibição contados pela Netflix no ranking anterior, “Stranger Things 4” teve 56, divididos da seguinte forma: 28 dias para sua Parte 1 e mais 28 dias para sua Parte 2. O resultado gerava números distorcidos, que possibilitavam fingir que “Stranger Things 4” tinha sido mais vista. Como funciona na prática Graças às mudanças, agora se sabe que a série “Wandinha” teve 1,7 bilhão de horas visualizadas nos primeiros 91 dias. Dividindo o valor pelo tempo total da 1ª temporada – 8 episódios de 6 horas e 49 minutos – , o resultado aponta que a série conquistou 252 milhões de visualizações. O número ultrapassa com folga o desempenho da 4ª temporada de “Stranger Things”, que registrou 140 milhões visualizações. O novo ranking também preserva a medição de horas totais. Com isso, é possível ver que “Stranger Things” ainda supera “Wandinha” em números brutos, com 1,8 bilhão de horas. Só que o 4º ano da série teve 9 episódios que totalizaram 13 horas e 4 minutos, mais que o dobro da temporada de estreia de “Wandinha”. Apesar de estipular as “visualizações”, é importante ressaltar que a nova métrica não significa quantidade de assinantes que assistiram aos títulos. Afinal, a Netflix já declarou que tem uma base de 232,5 milhões de assinantes – e “Wandinha” foi visto por número maior, o que significa que mais pessoas de uma mesma conta viram a série separadamente. Também não dá para saber quantas das 252 milhões de visualizações de “Wandinha” representam reprises de episódios. Isto é outro complicador para afirmar quantas pessoas, de fato, acompanharam a série – ou qualquer outro título. Mas o novo sistema métrico oferece dados mais nivelados e claros que o anterior. Alerta Vermelho lidera os filmes A alteração não afetou o status de “Round 6” como série mais vista da Netflix em todos os tempos. A atração sul-coreana aparece no ranking das séries não faladas em inglês com 265 milhões visualizações. Mas vale apontar que sua distância para “Wandinha” é bem menor que o antigo ranking apontava. Entre as séries em inglês, “Dahmer: Um Canibal Americano” aparece no 3º lugar, com 115 milhões de visualizações. Em seguida, a 1ª temporada de “Bridgerton” e a minissérie “O Gambito da Rainha” completam o Top 5, com 113 milhões e 112 milhões de visualizações, respectivamente. Já no ranking geral dos filmes, o mais assistido é a ação “Alerta Vermelho”, com 230 milhões de visualizações. Nas duas posições abaixo, estão “Não Olhe para Cima” e “O Projeto Adam”, marcando 171 milhões e 157 milhões de visualizações, respectivamente. Confira os novos rankings completos:
Atriz de “Bridgerton” diz que 3ª temporada é “romance o tempo todo”
Nicola Coughlan, interprete de Penelope Featherington em “Bridgerton”, aliviou os fãs dos livros que inspiram a série. Baseada nas obras de Julia Quinn, a produção da Netflix decidiu seguir uma ordem diferente da saga literária, pulando o 3º livro. Inspirado em “Os Segredos de Colin Bridgerton”, o novo ano da série vai focar no quarto volume, que aborda o romance entre Penelope e Colin (Luke Newton). Durante uma entrevista a revista People, a nova protagonista garantiu que, apesar na mudança na ordem, a adaptação é fiel às páginas literárias. “É realmente especial e permanece muito fiel aos livros”, declarou Coughlan. “Tivemos os melhores momentos filmando e é uma das melhores experiências que já tive, com certeza”. Apesar das mudanças na cronologia original, a atriz explica que cada temporada quis abordar um tema diferente. “Eu sempre vejo as três temporadas assim. Acho que a primeira temporada foi sobre paixão”, pontuou. “A segunda temporada foi sobre saudade”. “A terceira temporada, acredito que é romance o tempo todo”, confessou. “É simplesmente tão romântico”. A trama promete se aprofundar no relacionamento da sua personagem com e seu melhor amigo e paixão de longa data. Nas temporadas anteriores, Penelope precisou lidar com o amor não correspondido – até então – de Colin. Vale mencionar que Coughlan esteve no Brasil para divulgar a nova temporada. A atriz participou do festival TUDUM, organizado pela Netflix, no último sábado (17/6). Durante um painel da série, foi exibido um teaser, que reuniu cenas das temporadas anteriores para preparar o terreno do próximo ano. No evento, o streaming também divulgou as primeiras imagens dos novos episódios, com um vislumbre de Penelope e Colin bastante próximos. Penelope está a procura de um marido No começo da 3ª temporada, Penelope permanece isolada dos glamorosos eventos sociais após ter sido revelada como a colunista fofoqueira Lady Whistledown para sua melhor amiga, Eloise Bridgerton (Claudia Jessie). Diante da situação, a personagem se afasta da irmã de Colin e de todos os seus outros amigos para dar um rumo a sua vida – no vocabulário da série, significa buscar um casamento. Com isso em mente, Penelope está determinada a encontrar um marido e segue disposta a se reinventar para isso. “Pen está mais ou menos como ‘Eu não posso mais fazer isso. Não estou com Eloise. Não estou com Colin. Não quero ficar com minha família. Preciso de um marido'”, revelou Coughlan. “Então ela é uma mulher em uma missão. Ela está pronta para ir, pronta para se lançar no mercado de casamento de uma maneira nova. Ela quer um visual totalmente novo – e consegue”, completa. Por isso, quando perceber o amor que sente pela personagem, Colin vai ter que batalhar para reconquistá-la. As duas temporadas de “Bridgerton” estão disponíveis na Netflix e a data de estreia do 3º ano ainda não foi divulgada. Confira as primeiras imagens divulgadas durante o Tudum:
“Casamento às Cegas” pode ter versões inclusivas no Brasil, diz diretora
A diretora Cassia Dian falou sobre a possibilidade do “Casamento às Cegas” ter versões inclusivas. Há tempos, o público brasileiro especula sobre as temporadas para pessoas acima dos 40 anos e para casais LGBTQIAPN+. Segundo Dian, o reality show precisa adaptar seu lounge de convivência para receber novos participantes. O ambiente promove a separação dos casais antes do noivado, o que poderia ficar em segundo plano no caso de participantes homoafetivos. “Ambas as versões são possíveis, mas, no caso de casais homoafetivos, por exemplo, teríamos que adaptar o formato que temos hoje”, explicou a diretora, em entrevista ao portal Metrópoles. “No caso de um programa para casais homoafetivos, por exemplo, lá eles ficariam todos juntos e já poderiam começar algo ali mesmo. Isso quebra uma das premissas do formato, que é a de escolher alguém às cegas.” Programa queridinho Exibido na Netflix, “Casamento às Cegas” se tornou um dos grandes sucessos da plataforma e também das redes sociais. A diretora Cassia Dian celebrou a relevância da atração. “Qualquer post que eu faça sobre ‘Casamento às Cegas’ vem acompanhado de uma enxurrada de pedidos para participar”, ela afirmou. “O reality show é a novela com gente como a gente e isso também explica a popularização do formato.”
“Wandinha” vai receber novo membro da Família Addams na 2ª temporada
O elenco de “Wandinha” fez uma rápida aparição em vídeo no evento global de fãs da Netflix, Tudum, que aconteceu no sábado (17/6) em São Paulo, e insinuou que um novo membro da Família Addams estaria se juntando a eles na 2ª temporada. Jenna Ortega (Wednesday Addams), Joy Sunday (Bianca Barclay), Emma Myers (Enid Sinclair) e Hunter Doohan (Tyler Galpin) se uniram para responder teorias de fãs e uma delas girava em torno da especulação de que haveria um novo membro da família de Wandinha na produção. Eles confirmaram a notícia, mas não revelaram quem seria. Ortega disse que “adoraria ver o Primo Coisa (Itt)”, enquanto os outros membros do elenco disseram que queriam ver a Vovó Addams. Outra teoria de fãs que o elenco sugeriu que poderia estar certa diz respeito à volta da Professora Weems, vivida por Gwendoline Christie. Ortega apontou que os espectadores “nunca viram o funeral dela”, o que dá margem para especulações de que ela ainda possa estar viva. Os fãs apontaram que, no final da temporada, Tropeço (Lurch) surge com uma cor de olho diferente de quando os espectadores o viram pela primeira vez na série, com alguns especulando que ele poderia ter sido substituído por Weems, que é uma metamorfa. Fora essas insinuações, o elenco lamentou não poder adiantar mais nada. Myers explicou que “a 2ª temporada de ‘Wandinha’ está sendo trabalhada agora e a história é tão sigilosa que nem mesmo nós sabemos o que vai acontecer”. Criada por Alfred Gough e Miles Millar (“Smallville”), e dirigida por Tim Burton (“Dumbo”), a série ainda está longe de começar a gravar seus novos episódios, que não tem previsão de estreia. Assista abaixo ao elenco de “Wandinha” abordar mais teorias dos fãs.
Veja as fotos da versão live-action de “Avatar: A Lenda de Aang”
A Netflix divulgou um teaser e as primeiras imagens oficiais de “Avatar: O Último Mestre do Ar”, adaptação live-action da famosa série animada “Avatar: A Lenda de Aang”. O conteúdo foi exibido durante o evento Tudum, realizado no sábado (17/6) em São Paulo. Apesar do vídeo deixar a desejar, as fotos foram bem recebidas, ao revelar o visual dos personagens. Com estreia prevista para 2024, a série dá carne e osso à produção animada da Nickelodeon. A trama se passa em um mundo dividido em quatro nações: as Tribos da Água, o Reino da Terra, a Nação do Fogo e os Nômades do Ar. Os “Dobradores” são pessoas que têm a habilidade de manipular e controlar telecineticamente o elemento correspondente à sua nação, usando gestos baseados em artes marciais chinesas. O “Avatar” é o único indivíduo com a habilidade de dobrar os quatro elementos. Anunciado em 2018, o projeto sofreu atraso após os criadores do desenho animado, Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko, abandonarem a produção criticando a Netflix. “Não importa qual versão acabe indo parar nas telas, não será o que eu Bryan tínhamos visualizado”, disse DiMartino na ocasião. Recomeçando do zero, a Netflix difiniu Albert Kim (“Sleepy Hollow”) como showrunner, roteirista e coprodutor ao lado de Dan Lin (“Uma Aventura Lego”), Lindsey Liberatore (“Walker”) e Michael Goi (“American Horror Story”). Já o elenco é liderado pelo ator Gordon Cormier (“The Stand”) como o jovem Aang, mestre dos quatro elementos e guardião do equilíbrio e da paz no mundo, acompanhado por Kiawentiio (“Anne With an E”) como Katara, Ian Ousley (“13 Reasons Why”) como Sokka e Dallas Liu (“PEN15”) como Zuko. Juntos, eles precisarão derrotar o Senhor do Fogo Ozai para encerrar a guerra contra a Nação do Fogo e salvar o mundo. Vale lembrar que essa saga já teve uma versão com atores reais. Em 2010, o cineasta M. Night Shyamalan lançou o filme “O Último Mestre do Ar”, que foi destruído pela crítica e não empolgou o público, encerrando os planos da Paramount para transformar “Avatar: A Lenda de Aang” numa franquia cinematográfica. Inspirada por animes japoneses, a série original se tornou uma das animações mais populares da Nickeledeon. Além do sucesso nas telas, também venceu um Emmy e vários prêmios prestigiados, como o Annie, o Genesis e o Peabody Awards ao longo de suas três temporadas completas. Mas suas histórias continuam em quadrinhos até hoje, além de terem dado origem a outro sucesso televisivo, “A Lenda de Korra”, atração derivada da história principal que também foi criada por DiMartino e Konietzko, e durou mais quatro temporadas exibidas entre 2012 e 2014. SIM, É A EQUIPE AVATAR! Aang, Katara, Sokka e Zuko na minha nova série Avatar: A Lenda de Aang – Live Action. Estreia em 2024. #TUDUM 🌬️ pic.twitter.com/WWgiY232Ma — netflixbrasil (@NetflixBrasil) June 17, 2023
Toda Luz que Não Podemos Ver: Minissérie ganha teaser intenso
A Netflix divulgou um teaser da minissérie “Toda Luz que Não Podemos Ver”, baseada no livro de mesmo nome do autor Anthony Doer, premiado com o Prêmio Pulitzer. A produção é estrelada pela estreante Aria Mia Loberti e conta com grandes nomes como Mark Ruffalo (“Vingadores: Ultimato”) e Hugh Laurie (“House”) no elenco. A trama segue a história de Marie-Laure (Loberti), uma garota cega e seu pai, Daniel LeBlanc (Ruffalo). Eles fogem da Paris ocupada por nazistas nos anos 1940 com um diamante lendário, que não pode cair nas mãos dos inimigos. Perseguidos por um cruel oficial que busca possuir a pedra, pai e filha encontram refúgio em St. Malo, onde passam a residir com um tio recluso que faz transmissões de rádio clandestinas para os aliados. No entanto, nesta cidade litorânea, o caminho de Marie-Laure se cruza com Werner (Louis Hofmann, de “Dark”), um adolescente alistado pelos nazistas para rastrear foragidos, mas que, em vez disso, estabelece uma conexão secreta de fé e esperança com a jovem. A trama explora como as vidas de Marie-Laure e Werner se tornam interligadas ao longo de uma década, demonstrando o extraordinário poder da conexão humana — “um farol de luz que pode nos guiar até mesmo nos tempos mais sombrios”, segundo a sinopse oficial. A história foi publicada em 2014 e aclamada pela crítica, recebendo o Pulitzer em 2015. O livro de Anthony Doer passou mais de 200 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times, com mais de 9,5 milhões exemplares comercializados em todo o mundo. A adaptação é criação dos cineastas Shawn Levy (diretor de “Free Guy” e produtor de “Stranger Things”) e Stephen Knight (roteirista de “Spencer” e criador de “Peaky Blinders”). Knight escreve e Levy dirige os quatro episódios, que têm estreia marcada para 2 de novembro.











