Disney+ vai lançar documentário musical do BLACKPINK
A Disney+ divulgou o trailer de “BLACKPINK: O Filme”, documentário feito no ano passado para marcar o quinto aniversário da formação da girl band sul-coreana. A produção reúne cenas de bastidores e performances ao vivo do grupo desde 2016, ano da sua estreia, até a era pandêmica. Vale lembrar que o BLACKPINK já teve um filme lançado pela Netflix, o documentário “Light Up The Sky”, que contou a história do fenômeno do K-pop em 2020. A estreia vai acontecer na próxima quarta-feira (16/2) em streaming.
Jão vira Homem-Aranha e DiCaprio em clipe cinematográfico
O cantor Jão lançou um clipe cheio de referências hollywoodianas. Em “Idiota”, ele recria cenas românticas famosas do cinema, de “Titanic” a “Homem-Aranha”. A lista de romances cinematográficos lembrados inclui ainda “O Segredo de Brokeback Mountain”, “10 Coisas Que Eu Odeio em Você” e até o brasileiro “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. Mas o clipe dirigido por Renan Augusto extrapola as paixões da tela, lembrando ainda um dos casais mais famosos do imaginário pop nacional: Ayrton Senna e Xuxa. Graças ao vídeo, o representante do pop “sofrência”, de baladinhas acústicas, suaves e genéricas que conta com grande público no mercado brasileiro, disparou entre os assuntos mais comentados do Twitter nesta quarta (9/2).
Casamento de Elza Soares e Garrincha vai virar série documental
A Globoplay prepara uma série documental sobre o casamento tumultuado de Elza Soares e Mané Garrincha. Intitulada “Elza & Mané — Amor por Linhas Tortas”, a produção terá quatro episódios e pretende abordar o relacionamento sob a ótica moderna e não como foi tratado pela mídia conservadora do passado. Dirigido e roteirizado por Carolina Zilberman, que faz parte da editoria de Esporte da Globo, a atração vai começar mostrando a origem de cada um e como se conheceram em 1962. O segundo capítulo será focado na decadência do atleta e da perseguição que o casal sofreu da imprensa, da sociedade e da ditadura. A terceira parte acompanhará o exílio na Itália, o fim do casamento e a barra pesada de violência doméstica que a cantora viveu. Por fim, o capítulo final tratará da morte do jogador da seleção brasileira de futebol e o sucesso da cantora nos anos seguintes, até o óbito em 20 de janeiro de 2022, no mesmo dia em que o ex-marido tinha falecido, 39 anos antes. A produção conta com três entrevistas inéditas e profundas de Elza, que falou abertamente sobre seu relacionamento com Garrincha, semanas antes de falecer. Durante a homenagem à cantora, por ocasião de seu falecimento recente, o “Fantástico” exibiu alguns trechos da obra com depoimentos de Elza. “Uma paixão arrebatadora, cara. Eu nunca tinha sentido isso na minha vida. Acho que nem eu, nem ele. Foi uma coisa assim de louco. Um grande amor. Ele era um homem casado. E eu: ‘Como gostar de um homem casado, meu Deus?’. Que dificuldade, né?”, recordou a cantora. Elza ainda responsabilizou o joelho de Garrincha pela queda de rendimento do jogador no futebol, e lamentou o alcoolismo do ex-marido, doença que levou à separação do casal. “Mané era um cara tão bom, quando ele bebia atrapalhava tudo, né?”. A previsão de estreia é para o primeiro semestre, exclusivamente em streaming. Além desse projeto da Globoplay, Elza também ganhará um novo documentário com cenas inéditas. “Elza – A Mulher do Fim do Mundo” mostrará o último show da cantora, gravado dois dias antes da sua morte no Teatro Municipal de São Paulo, junto com imagens de arquivo, e focará a importância da artista para as conquistas do povo negro e das mulheres na história recente do país.
Os 10 clipes indies da semana exploram o lado dark da música eletrônica
A seleção de clipes independentes da semana reúne os melhores lançamentos de música eletrônica dos últimos dias. Mas não se trata de música alegrinha para encher pista de dança. É som de luz negra, que reflete o lado mais dark da eletrônica, com muitas referências góticas, mas sem perder o apelo dançante. Boa parte dos artistas destacados estão iniciando a carreira, como pode ser conferido a seguir. O Top 10 semanal (sem rankeamento) é disponibilizado em dois formatos: convencional, com breves informações sobre cada artista na descrição dos vídeos, e num playlist, localizado ao final, para uma sessão contínua – método indicado para quem quiser assistir ao conteúdo numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome). Veja abaixo. MELT MOTIF | NORUEGA A banda eletrônica norueguesa, com passaporte carimbado em São Paulo, combina vocais de dreampop com batidas lentas, guitarras de rock industrial e clipes de terror. O álbum de estreia “A White Horse Will Take You Home” será lançado em maio. ARACHNIDA | CHILE Há uma década em atividade no Chile, o projeto eletrônico do cantor e músico Sebastián Mortiphero é influenciado por Depeche Mode e a estética gótica. A música “Product of Hate” foi originalmente lançada em 2018, mas só ganhou clipe no último fim de semana, graças à produção de uma versão remix, assinada pela dupla alemã Paradox Obscur. DEAD LIGHTS | INGLATERRA O cantor inglês Saul, aka Mr Strange, e o músico holandês Richard Van Kruysdijk se juntaram durante a pandemia. O som é EBM dark e pesada, mas muito dançante. Lançada na sexta (4/2), “Boom Boom Trash” é a faixa-título do segundo EP da dupla andrógina. SOLO ANSAMBLIS | LITUANIA O grupo pós-punk lituano lançou seu primeiro disco em 2016 e desde então vem chamando atenção com shows energéticos de eletrônica com atitude roqueira. A definição de seu som, segundo eles mesmos, é música dançante triste. ISOCULT | ALEMANHA Formada na véspera da pandemia, a banda alemã se inspirou na quarentena de coronavírus de 2021 para compor “White Noise”, uma música sobre isolar-se, consumir mídia o dia todo e perder-se no “ruído branco”. NNHMN | Alemanha NNHMN (Non-Human) é uma dupla alemã de dark wave eletrônica, especializada em batidas hipnóticas, climas de terror e vocais suspirantes. COATIE POP | EUA A novidade de Nova York se descreve como “uma dupla etérea pós-punk grunge rave”. E o som é realmente uma mistura de referências. O single de “City Song” é impulsionado por um sintetizador glacial, um baixo gótico, batidas dançantes de techno e os vocais de dreampop da cantora Courtney Watkins. O clipe ainda inclui participação da equipe de dança Nameless Shufflers para aumentar a confusão entre gêneros e cenas. O álbum de estreia, “Deathbed”, será lançado em 11 de fevereiro. MENTHÜLL | CANADÁ Juntos há dois anos, Gabriel e Yseult buscam calma e silêncio em seu novo single, que evoca New Order em francês. ALINA VALENTINA | HOLANDA “Queen of the Darkness” é o primeiríssimo clipe da artista eletrônica holandesa, apesar dela estar lançando já seu segundo álbum de synthwave retrô, “Life Is Like a Fairytale”, em 25 de fevereiro. BOY HARSHER | EUA A dupla de synthpop dark se junta a Mariana Saldaña, cantora do Boan, de Los Angeles, em uma música da trilha de “The Runner”, média-metragem (40 minutos) de terror totalmente musicado por Jae Matthews e Augustus Muller, e lançado na plataforma Shudder nos EUA. MELT MOTIF | NORUEGA | ARACHNIDA | CHILE | DEAD LIGHTS | INGLATERRA | SOLO ANSAMBLIS | LITUANIA | ISOCULT | ALEMANHA | NNHMN | Alemanha | COATIE POP | EUA | MENTHÜLL | CANADÁ | ALINA VALENTINA | HOLANDA | BOY HARSHER | EUA
India.Arie denuncia racismo de Joe Rogan, foco de protestos contra o Spotify
Não é apenas negacionismo. A cantora India.Arie protestou contra Joe Rogan por usar repetidamente uma palavra racista em seus podcasts e também anunciou a retirada de suas músicas do Spotify. Para comprovar sua acusação, ela publicou em seu Stories vários trechos do “The Joe Rogan Experience” em que o “comediante” usa a palavra que começa com “N”. O vídeo ficou pouco tempo no ar, mas bastou para se tornar viral. “Tenho simpatia pelas pessoas que estão saindo [do Spotify] por motivos de desinformação da covid – e acho que deveriam sair mesmo. Também acho que Joe Rogan tem o direito de dizer o que quiser”, disse Arie na postagem. “Eu também acho que tenho o direito de dizer o que eu quiser”, continuou, explicando que sua posição é de não ajudar a gerar dinheiro para a plataforma que financia Rogan. “Apenas me deixe fora disto. É sobre isto”. Após a repercussão da nova polêmica, Rogan voltou a publicar um vídeo com pedido de desculpas no Instagram, dizendo que aquilo era a coisa mais “lamentável e vergonhosa sobre a qual precisei falar em público”. Durante o vídeo, ele disse que imagens publicadas pela cantora foram tiradas de contexto, mas pareciam “horríveis, mesmo para mim”. Foi o segundo vídeo com pedido de desculpas de Rogan nesta semana. Na segunda-feira, ela já tinha se desculpado após sofrer críticas por espalhar desinformação sobre a covid-19 em seu programa. Rogan tem gerado controvérsia com seu negacionismo sobre a pandemia, as vacinas e as decisões do governo para controlar a disseminação do vírus. Na semana passada, Neil Young iniciou uma debandada de artistas do Spotify ao anunciar que retiraria suas músicas da plataforma em protesto contra a veiculação de desinformação sobre o coronavírus na plataforma. Vários colegas o acompanharam na decisão. India.Arie referenciou a iniciativa de Neil Young em seu protesto e ainda acrescentou uma crítica contra a diferença de tratamento do Spotify ao negacionista. A plataforma pagou US$ 100 milhões pela exclusividade do podcast de Rogan, enquanto a execução das músicas dos artistas em seu catálogo é recompensada com frações de centavos de dólar. “Neil Young abriu uma porta pela qual devo passar”, escreveu a cantora em outro post no Instagram. “Acredito na liberdade de expressão, No entanto, acho Joe Rogan problemático por outras razões além de suas entrevistas sobre covid. Para mim, também é uma questão da sua linguagem em relação à raça. Estou falando de RESPEITO – quem recebe e quem não recebe. Pagar aos músicos uma fração de um centavo? e ELE US$ 100 milhões? Isso mostra a empresa que eles são e a empresa que eles mantêm. Estou cansada.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por indiaarie (@indiaarie) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Joe Rogan (@joerogan)
Olivia Rodrigo é eleita “Mulher do Ano” pela Billboard
A cantora e atriz Olivia Rodrigo foi eleita pela revista Billboard como “Mulher do Ano” de 2022, e será homenageada durante o evento Billboard Women in Music Awards 2022, premiação que celebra as melhores artistas femininas do ano. A cerimônia está marcada para 2 março, no YouTube Theater, em Inglewood, na grande Los Angeles. “A trajetória de Olivia para se tornar uma superstar é coisa de lendas da música pop”, afirmou a diretora editorial da Billboard, Hannah Karp, em comunicado. “Seus talentos como um narradora de histórias e compositora fizeram de Olivia uma das mais autênticas e empolgantes artistas novas a explodirem na cena musical em muitos anos”, continua o texto. “Conectando-se com públicos que atravessam gerações por meio de músicas cheias de emoção sobre corações partidos, ciúmes e crescimento, ela alcançou um sucesso incrível para uma artista estreante. Estamos empolgados por celebrar sua voz única e seu enorme impacto nos fãs ao redor do mundo em tão pouco tempo”. Estrelinha de séries da Disney, como “Bizaardvark” e “High School Musical: A Série: O Musical”, Olivia estourou no ano passado com o lançamento de seus primeiros singles e seu álbum de estreia – “Sour”, que bateu vários recordes. Todas as 11 faixas do disco entraram entre as 30 mais bem colocadas no Top 100 da Billboard, fazendo de Olivia Rodrigo a primeira cantora a emplacar simultaneamente todas as músicas de um mesmo disco nessas posições. Olivia Rodrigo também foi eleita “Artista do Ano” pela revista Time. E a influência de rock em suas canções ainda está inspirando uma nova geração a substituir o R&B romântico por gravações com guitarra em discos de música pop.
Série documental mostra Kanye West antes da fama
A Netflix divulgou o trailer de “Jeen-yuhs: A Kanye Trilogy”, documentário em três partes que narra a trajetória de Kanye West desde antes da fama. A produção mostrará mais de duas décadas de imagens nunca antes vistas, cobrindo a carreira de Kanye desde que ele surgiu na cena hip-hop de Chicago nos anos 1990 até sua candidatura presidencial fracassada em 2020, passando pela morte de sua mãe e seu casamento com Kim Kardashian, que acabou recentemente em divórcio. A direção está a cargo da dupla Clarence “Coodie” Simmons e Chike Ozah, mais conhecida como Coodie & Chike, que dirigiu e produziu vários clipes de Kanye, como “Jesus Walks (Version 3)” e “Through the Wire”. A dupla também produziu e dirigiu os documentários “Benji” (2012) e “A Kid From Coney Island” (2019) sobre antigos astros de basquete, além de clipes para Lupe Fiasco, Erykah Badu e outros. E sem maiores planejamentos, vinha filmando bastidores de shows e gravações, e momentos íntimos de Kanye há mais de 20 anos. No entanto, o controle criativo do projeto está totalmente nas mãos do rapper, famoso por centralizar as decisões de sua carreira e também por ser uma das pessoas mais difíceis de lidar na indústria musical americana, graças a surtos causados por transtorno bipolar e convicção inabalável de que é mesmo um gênio (ou “jeen-yuhs”). A chamada “trilogia de Kanye” é, na verdade, uma minissérie de três capítulos, que terá uma estratégia de divulgação diferenciada (para a Netflix, mas não para qualquer outro canal), com o lançamento de um episódio por semana, durante três sextas consecutivas a partir do dia 16 de fevereiro. Kanye, que atualmente grava sob o pseudônimo Ye, vai aproveitar esta estreia para promover também seu novo álbum de estúdio, “Donda 2”, que será lançado em 22 de fevereiro.
Nicki Minaj finge ser policial em clipe com Lil Baby e astro da série “Power”
Após mais de um ano sem lançamentos, Nicki Minaj volta com um novo clipe que é basicamente um curta-metragem de 9 minutos de duração. Dirigido por Benny Boom (da série “Raio Negro”/Black Lightning), o vídeo de “Do We Have A Problem?” é uma produção com historinha, em que a cantora interpreta uma policial e atua ao lado de Joseph Sikora (o Tommy Egan da série “Power”) e Cory Hardrict (o Dante de “The Chi”). O primeiro é seu parceiro policial e o segundo um informante que conhece seu segredo. Na verdade, Minaj é uma criminosa infiltrada, que no final se revela “bandida” e parceira do rapper armado Lil Baby, com quem divide os vocais da canção. “Do We Have A Problem?” é o primeiro single de Minaj desde novembro de 2020 e fará parte do álbum ainda sem título que sucederá “Queen”, lançado no já distante ano de 2018. A divulgação do clipe também coincide com a estreia da nova série de Joseph Sikora, “Power Book IV: Force”, spin-off de “Power” que chega no domingo (6/2) na plataforma Starzplay.
Red Hot Chili Peppers retoma formação clássica e lança primeiro clipe em cinco anos
A banda Red Hot Chili Peppers lançou seu primeiro clipe em cinco anos. Com direção de Deborah Chow (da série “O Mandaloriana”), o vídeo também celebra o retorno da formação favorita dos fãs da banda, com John Frusciante na guitarra. Frusciante se juntou à Anthony Kiedis, Flea e Chad Smith em 1989, logo após a morte do guitarrista original, Hillel Slovak, e com apenas 18 anos. Ele mudou o som da banda, que explodiu com o disco “Blood Sugar Sex Magik” em 1991. Mas por causa de seu vício em drogas, passou a ser um membro inconstante, abandonando o grupo em duas ocasiões. A primeira foi logo após o estouro comercial, em 1992. Sua volta em 1999 rendeu outro disco bem-sucedido, “Californication”, antes dele largar tudo de novo em 2009. O quarteto voltou a se reunir em shows ao vivo na véspera da pandemia, e a música “Black Summer” é o primeiro sinal do que esperar desse revival. O som inicialmente chega a lembrar “Under the Bridge”, o maior sucesso de “Blood Sugar Sex Magik”, mas logo ganha solos de guitarra psicodélicos e uma batida funky que não conversam entre si. Em comunicado à imprensa, os integrantes da banda disseram que passaram “milhares de horas, juntos e individualmente, nos aprimorando e compartilhando para fazer o melhor álbum que pudéssemos”, e frisaram que estão “gratos por essa chance de estar juntos novamente na mesma sala”. O 12º álbum do grupo, intitulado “Unlimited Love”, está previsto para chegar ao mercado em 1º de abril.
Presidente do Spotify defende propagação de conteúdo ofensivo
Um discurso de 15 minutos do presidente e fundador do Spotify, Daniel Ek, vazado pelo site The Verge, escancarou que a empresa não está preocupada com repercussões negativas por abrigar negacionistas. Ek defendeu que o conteúdo ofensivo não é problemático se der audiência e lucro. Só que na verdade, em vez disso, está dando prejuízo para o Spotify. Bilionário. No discurso gravado por funcionários, o executivo abordou o podcast de Joe Rogan, responsável por questionar a eficácia das vacinas contra a covid-19, chamando-o de vital para sua companhia. Apesar de considerar “muito ofensivas” e estar “fortemente em desacordo” com “muitas coisas” que Joe Rogan diz, “para alcançar suas metas” a plataforma deve manter conteúdos que seus funcionários “podem não gostar”. “Nem tudo é válido, mas haverá opiniões, ideias e crenças com as quais discordamos fortemente, e inclusive que nos deixam furiosos ou tristes”, disse Ek justificando seu apoio a Rogan. Ele ainda acrescentou que não faria controle maior de conteúdo, ignorando pedidos neste sentido. “Não podemos escrever novas ou diferentes políticas com base em notícias ou questionamentos de pessoas”, disse o empresário. Em uma avaliação digna de podcast negacionista, Ek ainda afirmou que a expressão criativa e a segurança dos ouvintes “raramente entram em conflito”. Entretanto, programas negacionistas como o de Joe Rogan – que já recomendou remédios ineficazes com perigosos efeitos colaterais e afirmou que as vacinas podem alterar genes, sugerindo a jovens que não se vacinem – são capazes de causar danos irreparáveis à saúde dos ouvintes. Em defesa de sua política, Ek afirmou que alguns episódios do podcast de Rogan teriam sido eliminados por não se adequarem às regras do Spotify. Ele não citou quais, mas os episódios eliminados foram produzidos antes do acordo com a plataforma e continham os convidados mais radiativos do programa, incluindo golpistas conspiradores e predadores sexuais de baixíssimo nível. Já os episódios mais polêmicos sobre a covid ainda estão no ar e podem ser ouvidos por qualquer pessoa. No Brasil, a situação ainda é pior, já que dezenas de podcasts abrigados no Spotify propagam impunemente mensagens letais, que podem levar seus ouvintes à morte. O executivo ainda ressaltou que, por sua posição de líder no mercado mundial, seria “impossível ignorar a escala e o sucesso” do podcast “Joe Rogan Experience”, que tem total autonomia sobre seu conteúdo e com quem a plataforma assinou um contrato de exclusividade no ano passado. “Para ser honesto, se não tivéssemos tomado alguma das decisões que tomamos, tenho certeza de que nossa empresa não estaria onde está hoje”, acrescentou Ek. O vazamento do discurso deve aumentar ainda mais a pressão contra a empresa, que há pelo menos 10 dias não está onde Ek acha que está. Desde que o cantor Neil Young confrontou a plataforma sobre o podcast de Joe Rogan, o Spotify perdeu 25% de valor de mercado, o que representa bilhões de dólares de prejuízo. Na tarde quinta (3/2), durante e depois do vazamento, as ações da companhia despencaram ainda mais, caindo mais 16% em poucas horas. Com isso, a empresa atingiu a sua maior desvalorização em dois anos. Uma debandada de artistas em protesto contra podcasts negacionistas também tem sido noticiada diariamente. Caso um figurão da música pop desça do muro, o caos será inevitável.
Boy band CNCO vai estrelar série da Disney+
A Disney+ anunciou a produção de uma série adolescente estrelada pelos integrantes da boy band latina CNCO. Formada no reality show “La Banda” em 2015, o quinteto chegou a ser empresariado por Rick Martin e já tem três álbuns e um EP. Mas recentemente os cinco viraram quatro, com a saída do mexicano Joel Pimentel. Apesar disso, a banda não mudou de nome. O agora quarteto CNCO vai estrelar a série “4 Ever”, cujo título só aumenta a confusão numeral relacionada aos artistas. A atração será uma minissérie sobre quatro jovens que buscam fazer sucesso musical em Miami. A missão, porém, esbarrará no fato deles serem muito diferentes entre si. Por isso, precisarão usar a paixão pela música como linguagem comum para se unirem, apesar de suas diferenças, para superar frustrações e o sumiço de um valioso violão (!). Além de Christopher Vélez, Richard Camacho, Zabdiel De Jesús e Erick Brian Colón (os quatro CNCO), o elenco ainda trará participação do cantor porto-riquenho Carlos Ponce. A produção vai estrear em 2022, em data ainda não divulgada, e incluirá a apresentação de três canções originais inéditas, interpretadas pelos quatro CNCO, além de covers de músicas conhecidas – o último álbum da banda, lançado no ano passado, foi uma coleção de covers de hits latinos. A direção de “4 Ever” está a cargo do venezuelano Nuno Gomes, que já dirigiu clipes dos CNCO, além de Ozuna, Maluna, Luis Fonzi e Christina Aguilera. Além de cantar, encantam e agora atuam! 😍 O @CNCOmusic vai estrelar nossa nova minissérie de ficção: #4EVER! E sim, vai ter eles cantando muito nessa produção! 🎵 Estreia em breve, no #DisneyPlus. pic.twitter.com/HcA7dMFgv1 — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) February 3, 2022
“Moonfall” estreia em mil salas de cinema
Segundo maior lançamento do ano nos cinemas brasileiros, “Moonfall – Ameaça Lunar” estreia em cerca de mil salas nesta quinta (3/2). Só perde para a animação “Sing 2”, lançada em 1,1 mil. A iniciativa busca tirar a liderança das bilheterias de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que é o filme mais visto do Brasil desde meados de dezembro passado. Mas não vai ser fácil. Para atingir seu objetivo, a catástrofe americana terá que superar ainda a concorrência da comédia brasileira “Tô Ryca 2”, outra produção superexagerada – histeria no último – distribuída em 637 salas. Como nenhum dos dois filmes empolga a crítica, a grande ironia da programação é que o único filme que valeria a pena ver no cinema nesta semana, sem esperar pelo lançamento em streaming, é da Netflix. O premiado “Mães Paralelas”, de Pedro Almodóvar, chega em circuito mínimo, ou melhor, promocional, apenas para chamar atenção para sua estreia digital daqui a duas semanas. A lista de lançamentos ainda incluiu uma animação ucraniana de pouco apelo comercial e, entre segunda (7/2) e quinta (10/2), o último show dos Beatles em IMAX. Confira abaixo os trailers e mais detalhes de cada titulo. MOONFALL – AMEAÇA LUNAR Em sua nova sci-fi apocalíptica, Roland Emmerich (“Independence Day”, “O Dia Depois do Amanhã”) volta a mostrar o mundo sendo destruído por efeitos visuais grandiosos. Desta vez, é a lua que sai de órbita e inicia uma queda avassaladora sobre a Terra, abrindo buracos enormes no roteiro, assinado pelo diretor com a ajuda de dois especialistas em catástrofes planetárias, Spenser Cohen (“Extinção”) e Harald Kloser (“2012”). Esmagado pela gravidade das críticas, trata-se de um verdadeiro desastre, que desperdiça um elenco formado por Halle Berry (“John Wick 3: Parabellum”), Patrick Wilson (“Aquaman”), John Bradley (“Game of Thrones”), Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”), Donald Sutherland (“The Undoing”) e Charlie Plummer (“Quem É Você, Alaska?”). TÔ RYCA 2 A sequência deveria se chamar “Tô Pobre”, já que utiliza o mesmo artifício que justificou as continuações de “Até que a Sorte nos Separe”, fazendo a pobre que ficou milionária no primeiro filme perder tudo de uma hora para outra. Novamente miserável, ele enfrenta os perrengues típicos da classe trabalhadora, que são mostrados de forma mais estereotipada que os clichês de novo rico do filme “original”. Assim como no primeiro filme, o roteiro é de Fil Braz e a direção ficou a cargo de Pedro Antônio. Já o elenco acrescentou Rafael Portugal (“Porta dos Fundos: Te Prego Lá Fora”), Evelyn Castro (“Tô de Graça”) e participação especial da dupla sertaneja Maiara e Maraisa. AS AVENTURAS DE GULLIVER A animação ucraniana imagina a volta de Gulliver para Liliput, só que desta vez ele não é um gigante, mas um homem comum, que precisa lidar com a decepção dos moradores que contavam com sua ajuda descomunal para vencer seus inimigos. Além da “moral da história” evidente, o desenho também é bem simplezinho em seus aspectos técnicos, resultando numa animação sem muita expressividade. MÃES PARALELAS Com distribuição limitadíssima, duas semanas antes de ser lançado em streaming na Netflix, o novo filme de Pedro Almodóvar gira em torno da maternidade da personagem de Penélope Cruz, que volta a trabalhar com o diretor na esteira do sucesso de “Dor e Glória”. A produção reforça a mudança temática na filmografia de Almodóvar, que há tempos trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de mães e filhos. A trama acompanha duas mulheres grávidas que dividem o quarto em uma maternidade, sem saber que esse breve encontro as unirá de maneiras que nunca poderiam imaginar. Ao mesmo tempo, a personagem de Cruz ainda lida com o legado da guerra civil espanhola, que marcou sua família e a de muitos de seus compatriotas. Além de Cruz, que venceu o Festival de Veneza por seu desempenho no filme, “Mães Paralelas” tem como protagonistas Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”), a novata Milena Smit (“No Matarás”) e Israel Elejalde (“Veneno”), e volta a reunir outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. THE BEATLES GET BACK: O ÚLTIMO SHOW O último show da melhor banda de todos os tempos, realizado no topo do prédio da Apple Records em Londres, em 30 de janeiro de 1969, será exibido no circuito IMAX apenas de segunda (7/2) a quinta (10/2). São 60 minutos de cenas que foram restauradas sob supervisão do diretor Peter Jackson para a série documental “The Beatles: Get Back”, da Disney+. O show histórico dos Beatles completou 53 anos no domingo passado (30/1), ocasião em que este trecho do documentário de Peter Jackson foi exibido em sessões IMAX nos Estados Unidos com muito sucesso.
Crosby, Stills e Nash se juntam a Neil Young em protesto contra Spotify
Um dos mais famosos quartetos do rock americano voltou a se juntar nesta quarta-feira (2/2). Mas não para fazer música. David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash emitiram um comunicado conjunto em apoio ao ex-colega de banda Neil Young, pedindo a remoção de suas músicas do Spotify em protesto contra podcasts negacionistas na plataforma. Na declaração, postada nas redes sociais dos artistas, os músicos que marcaram a História do Rock entre o final dos anos 1960 e meados dos 1970 assumem: “Apoiamos Neil e concordamos com ele que há desinformação perigosa sendo transmitida no podcast de Joe Rogan no Spotify. Embora sempre valorizemos pontos de vista alternativos, espalhar desinformação conscientemente durante essa pandemia global tem consequências mortais. Até que uma ação real seja tomada para mostrar que a preocupação com a humanidade deve ser equilibrada com o comércio, não queremos que nossa música – ou a música que fizemos juntos – esteja na mesma plataforma”. Em outro tuíte, o cantor David Crosby fez um apelo a Taylor Swift para se juntar ao protesto, lembrando que “ela foi a única que chutou o traseiro do Spotify com sucesso. A única. Acho que ela poderia nos dar bons conselhos. Isso está longe de acabar”. Taylor Swift deixou suas músicas fora do Spotify por três anos, entre 2014 e 2017, em protesto contra a modalidade de remuneração da plataforma por quantidade de publicidade exibida junto das gravações. Lembre abaixo um dos maiores sucessos da formação clássica de Crosby, Stills, Nash & Young (CSNY). pic.twitter.com/5xOoBsVQ15 — Stephen Stills Official (@Stephen__Stills) February 2, 2022












