Kate Bush agradece sucesso de “Running Up That Hill” em “Stranger Things”
A cantora Kate Bush também se rendeu a “Stranger Things”. Numa rara declaração, feita em seu site oficial, ela comentou a redescoberta de “Running Up That Hill”, sua canção de 1985, que voltou a liderar paradas de sucesso após sua inclusão na 4ª temporada da série. “Vocês devem ter ouvido que a primeira parte da nova e fantástica série ‘Stranger Things’ foi lançada recentemente na Netflix. Ele apresenta a música ‘Running Up That Hill’, que está ganhando um novo sopro de vida por parte dos jovens fãs que amam a série – eu também amo!”, ela escreveu. “Por causa disso, ‘Running Up That Hill’ está nas paradas em todo o mundo e chegou ao número 8 das paradas do Reino Unido. É tudo muito emocionante! Muito obrigado a todos que apoiaram a música”, acrescentou a cantora. “Espero, com a respiração presa, pelo resto da série em julho.” “Running Up That Hill” também se tornou a música mais tocada no iTunes, no fim de semana de estreia dos novos episódios de “Stranger Things”, e atingiu o 2º lugar na parada americana do Spotify. Sem lançar discos há uma década, e praticamente afastada da mídia desde a virada do século, Kate Bush sempre recusou todos os pedidos de liberação de músicas para filmes e séries. Mas isto mudou ao ser procurada pela equipe de “Stranger Things”. Confessando que era fã da série, a cantora não só liberou como adorou a forma como os produtores idealizaram usar sua música na trama. Os fãs de “Stranger Things” também amaram como “Running Up That Hill” se encaixou na história. Um comentário no perfil oficial de Kate Bush no Instagram resume o sentimento geral: “Obrigado por salvar Max”. Na trama, a música foi responsável por tirar a personagem Max (Sadie Sink) do transe que a levaria à morte. Dividida em duas partes, “Stranger Things” teve os primeiros sete episódios de sua 4ª temporada disponibilizados em 27 de maio, enquanto a segunda parte, com mais dois capítulos, será lançada no dia 1º de julho. Criadores da atração da Netflix, os irmãos Matt e Ross Duffer já adiantaram que a música de Kate Bush voltará a tocar num “momento épico” do final da temporada, o que explica porque a cantora disse esperar “com a respiração presa, pelo resto da série em julho”.
Rodrigo Santoro e Marcelo Adnet vão cantar em animação
Os atores Rodrigo Santoro e Marcelo Adnet vão soltar a voz num novo filme de animação. Santoro publicou em seu Instagram o vídeo do encontro em estúdio para gravar as canções da trilha sonora de “A Arca de Noé”, baseado na obra de Vinicius de Moraes. Entre as músicas registradas pela dupla, estão “A Cachorrinha” e “A Casa”. E com um detalhe: foram cantadas em português e em inglês (para o lançamento internacional). Na trama, eles interpretam dois ratinhos boêmios, Vini e Tom – batizados em homenagem a Vinicius e Tom Jobim. Vendo que Noé vai abrigar em sua arca apenas um casal de cada espécie animal, os dois parceiros buscam uma forma de embarcarem juntos para se salvar do dilúvio. Além dos dois protagonistas, a produção também já registrou gravações de Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”), que dá voz a outra ratinha, que está entre os animais abrigados na arca. As dublagens, na verdade, começaram já tem seis meses, de acordo com os perfis de Instagram dos responsáveis pela produção, o que indica que o trabalho está avançado. A direção do filme é do cineasta Sérgio Machado (“Tudo Que Aprendemos Juntos”), com codireção do peruano Alois di Leo (“The Big Bang Theory e Coisas Mais”). Já direção musical está a cargo de Beto Villares (“Bingo: O Rei das Manhãs”). Machado e Villares já tinham trabalhado juntos na série “Irmãos Freitas”. Com produção da Gullane e VideoFilmes, a animação ainda não tem previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Santoro (@rodrigosantoro) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sérgio Machado (@s.rmachado) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alois Di Leo (@aloisdileo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sérgio Machado (@s.rmachado)
Próximo projeto de Johnny Depp será disco de rock com Jeff Beck
Johnny Depp já vai lançar seu primeiro projeto profissional após vencer o processo de difamação contra Amber Heard. Será um disco de rock com o guitarrista Jeff Beck. No último fim de semana, Depp participou de shows de Jeff Beck no Reino Unido, enquanto aguardava o veredito do julgamento. Os dois estão gravando músicas há bastante tempo e em 2020 lançaram o primeiro single da parceria: uma versão de “Isolation”, composição de John Lennon, de 1970. Aproveitando a reviravolta na carreira do ator, a dupla pretende lançar seu disco em julho. A data foi revelada por Jeff Beck durante um dos novos shows com Depp. “Conheci esse cara há cinco anos e nunca mais paramos de rir desde então. Na verdade, fizemos um álbum. Eu não sei como isso aconteceu. Será lançado em julho”, disse o guitarrista britânico. Após o veredicto de quarta-feira (1/6) no tribunal do estado de Virgínia, nos EUA, Depp emitiu um comunicado dizendo-se satisfeito por ter sua vida de volta e que estava ansioso por “um novo capítulo”. A julgar pela recepção de seus fãs nos shows do último fim de semana, esse novo capítulo já começou.
Doja Cat revela primeiro clipe da trilha do filme “Elvis”
A rapper Doja Cat lançou o clipe de “Vegas”, música que faz parte da trilha sonora do filme “Elvis”. O vídeo tem ambientação estilizada, com figurinos e iconografia dos anos 1950, dividindo-se entre uma casa de espetáculos e um templo de adoração religiosa. O visual reflete a época do filme e também as origens do refrão. A voz forte que acompanha Doja Cat na gravação é um sample do blues clássico “Hound Dog”, gravado em 1952 por Big Mama Thornton – Elvis Presley costumava cantar esse hit com arranjo rockabilly. O responsável pelo clipe é Child, que anteriormente trabalhou com Doja Cat em “Woman”, e a produção ainda contou com a presença de Shonka Dukureh, atriz que interpreta Thornton no filme dirigido por Baz Luhrmann. “Vegas” é a primeira faixa revelada da trilha sonora da biografia de Elvis Presley. O disco contará com várias músicas inéditas e covers de sucessos de Elvis Presley interpretados por artistas contemporâneos. A trilha deve chegar às plataformas digitais em 24 de junho, mesmo dia do lançamento do longa nos EUA. Já no Brasil, a estreia está marcada para 14 de julho.
IZA lança clipe de “Fé”, uma prece contra a repressão
A cantora IZA divulgou o belo clipe de “Fé”, que tem uma letra em forma de prece para pedir forças para “enfrentar esses filhas da p*”. Os tipos mencionados representam a repressão e o atraso, tudo o que tenta impedir alguém – e um país – de progredir. O simbolismo do vídeo é bastante claro. Nas cenas, IZA é cercada, agarrada, xingada e até mesmo cuspida, mas ninguém consegue detê-la. Ela escala a multidão, passando literalmente por cima de todos para atingir o topo. As imagens, segundo a cantora, deveriam representar que a mulher negra é a figura mais desrespeitada do mundo. O desfecho demonstra que também é a mais forte. Idealização e direção são de IZA e Felipe Sassi. Eles já tinham trabalhado juntos antes em “Evapora”, que contou com participação de Major Lazer, e em outros dois feats.
Johnny Depp volta a ser julgado em julho por agressão
O processo de difamação movido por Johnny Depp contra Amber Heard chegou ao fim nesta quarta (1/6), mas além de um segundo round inevitável, com a esperada apelação da atriz contra a sentença favorável ao ator, ele tem outra batalha judicial para enfrentar no mês que vem. No dia 25 de julho, Depp deverá comparecer a um tribunal em Los Angeles num processo em que responderá por agressão contra um membro da equipe do filme “Cidade de Mentiras” (2018). Gregg “Rocky” Brooks abriu o processo em junho de 2018, denunciando ter sido agredido fisicamente por Depp no set de filmagens no dia 13 de abril de 2017, quando o astro estava filmando fora do Barclay Hotel, em Los Angeles (EUA). Segundo o denunciante, a produção tinha permissão para trabalhar até às 19h fora do hotel, e 22h dentro do estabelecimento. Trabalhando como gerente de locação, Brooks conseguiu permissão duas vezes para que as filmagens seguissem por mais tempo, já que Depp teve a ideia de dirigir uma versão maior da cena com dois amigos. Quando o relógio bateu 23h, o responsável pelo hotel pediu para que a produção fosse embora. Segundo relatou no processo, ele chegou ao diretor, Brad Furman, e deu a má notícia, recebendo como resposta: “Por que você não fala isso para o Johnny Depp?”. Brooks afirma que tentou convencer um policial que tomava conta da produção para ajudá-lo a dar a notícia ao ator, mas, antes de conseguir, o próprio Depp se aproximou dele gritando: “Quem é você? Você não tem o direito de me falar o que fazer”. Após explicar a situação, ele teria ouvido do ator: “Eu não importo quem você seja e você não pode me falar o que fazer”. Enquanto gritava, Depp teria desferido dois socos em Brooks. Ele também ofereceu US$ 100 mil para que ele o socasse de volta. Nos documentos do processo, Brooks também diz que Johnny Depp costumava usar drogas no set e estava bêbado durante a gravação – situação corroborada por uma testemunha ao site Page Six na ocasião. O integrante da equipe afirma que foi demitido três dias depois, por se negar a assinar um contrato que pedia para ele não entrar com um processo contra Depp. Além de Johnny Depp, ele também processou o diretor Brad Furman, a produtora Miriam Furman e a empresa Good Film Productions por demissão injusta. Furman chegou a afirmar na época que o incidente estava sendo exagerado. “Johnny Depp é um profissional consumado, grande colaborador e um defensor de outros artistas”, disse ele em um comunicado. “Ele sempre trata a equipe e as pessoas ao seu redor com o maior respeito. Filmes podem ser estressantes, e eventos não frequentes costumam ser exagerados. Nós todos amamos histórias — mas não há uma aqui.” Entretanto, essa história foi considerada suficiente para um processo. A publicidade negativa do episódio também levou ao cancelamento da estreia do filme dos cinemas. “City of Lies” chegou no Brasil direto em VOD. No filme, Depp vivia Russell Poole, um detetive da polícia de Los Angeles que investigou o assassinato dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur nos anos 1990, e que acabou descobrindo o envolvimento de policiais corruptos nos crimes. O ator já prestou um depoimento sobre o caso em 2019 e alegou que interveio após ver que Brooks estava ofendendo uma mulher idosa em situação de rua no set de filmagens. Nos documentos do processo, os advogados de Depp ainda afirmam que Brooks “deliberada e maliciosamente provocou” a briga, fazendo com que o ator sentisse que “sua segurança pessoal estava ameaçada no set”, assim como a do diretor Brad Furman.
Stranger Things: Música de Kate Bush vai impactar Parte 2 da temporada
Depois de cumprir um papel importante na primeira parte da 4ª temporada de “Stranger Things”, a música “Running Up That Hill”, de Kate Bush, vai voltar a ser ouvida na segunda parte. E, segundo os criadores da série, ela tocará num momento significativo do final. Os irmãos Matt e Ross Duffer contaram detalhes desse retorno musical, além de como chegaram nesta música e o apoio de Kate Bush à série, numa nova entrevista ao site Tudum, da própria Netflix. Eles revelaram que tinha outra ideia para tirar Max (Sadie Sink) do transe, mas a pesquisa que fizeram para a série acabou influenciando a decisão. “Estávamos pesquisando sobre pessoas que têm coma e essas coisas, e acho que foi isso que nos levou à canção. A música tem o poder de alcançar as pessoas, mesmo quando elas estão nesses estados catatônicos. Mas então pensamos: ‘Bem, seja qual for a música, tem que ser perfeita’”, explicou Ross. Segundo o showrunner, a faixa ideal precisaria ser cinematográfica para combinar com o momento de tensão do confronto da Max com o Vecna. “Sabíamos que a cena, em que ela está passando pelo que chamamos de camada mental, precisava ter um alcance cinematográfico. Ao mesmo tempo, precisava ser emocional. E as letras de Kate Bush são emocionais”. Assim que se decidiram por “Running Up That Hill”, eles entraram em contato com Kate Bush. “Ela tem sido incrível. Enviamos as cenas para que ela visse como a música é usada na série”, revelou Matt. Foi neste ponto da entrevista que ele revelou: “Há um momento épico de Kate Bush no final [episódio 9] que não esperávamos, meio que descobrimos enquanto estávamos editando”. “A sequência ficou muito legal, mas faltava uma coisinha. E eu fiquei, tipo: ‘Bem, vamos tentar Kate. Quando Kate nos decepcionou?’. Enviamos a cena para ela e ela foi gentil o suficiente para nos deixar usar sua música mais uma vez. A faixa volta de uma maneira importante”, completou. Por conta da sua inclusão em “Stranger Things”, “Running up that Hill”, clássico de Kate Bush, atingiu o topo do iTunes 37 anos após seu lançamento, além de ter ficado em 2º lugar no Spotify americano no fim de semana. Dividida em duas partes, “Stranger Things” teve os primeiros sete episódios de sua 4ª temporada disponibilizados na sexta (27/5), enquanto a segunda parte, com mais dois capítulos, será lançada no dia 1º de julho.
Sadie Sink revela que música atual a salvaria de qualquer coisa
Um dos momentos mais comentados da volta recordista de audiência de “Stranger Things” é a relação de Max, personagem interpretada pela atriz Sadie Sink, com a música “Running Up That Hill”, da cantora Kate Bush. A música literalmente salva a vida da adolescente na série da Netflix. Graças a seu uso em “Stranger Things”, a música de 1985 atingiu o 1º lugar na parada de sucessos do iTunes e o 2º lugar na parada americana do Spotify neste fim de semana. Além disso, a redescoberta da canção tem despertado interesse na carreira da cantora inglesa, que não lança discos há mais de uma década. Inevitavelmente, Sadie Sink, que pertence a uma geração bem diferente de Max, acabou sendo perguntada sobre o tema. Em entrevista ao site Tudum, criado pela própria Netflix, a atriz revelou que música atual a salvaria na vida real. A resposta foi “August”, de Taylor Swift. Segundo Sink, “essa música honestamente pode me reviver de qualquer coisa”. Vale lembrar que a intérprete de Max já apareceu num clipe de Taylor Swift: o curta que ilustrou a versão de 10 minutos da música “All Too Well” – ao lado do ator Dylan O’Brien (“Maze Runner”), no ano passado. Relembre “August”, a música de salvação de Sadie Sink.
Banda que venceu Eurovision vende troféu para ajudar exército da Ucrânia
A Kalush Orchestra, banda ucraniana que venceu a Eurovision, festival da música europeia deste ano, vendeu seu troféu de campeã por US$ 900 mil (R$ 4,2 milhões na cotação atual) e vai doar o dinheiro para o Exército do país, para ajudar na guerra contra a Rússia. O leilão do microfone de cristal aconteceu enquanto a banda se apresentava num show beneficente no Portão de Brandemburgo, em Berlim, na Alemanha, no domingo (29/5). O apresentador ucraniano de TV Serhiy Prytula anunciou que o dinheiro será usado para comprar três drones PD-2, um equipamento muito usados pelas forças ucranianas, tanto como armas quanto como aeronaves de reconhecimento. Durante o show, o vocalista Oleh Psiuk apelou para que as pessoas não se acostumem com a guerra e passem a considerar os relatos de mortes e destruição como corriqueiros. “Acho que (a guerra) deveria estar sempre nas primeiras páginas, até que a paz seja estabelecida”, disse Psiuk. Lembre abaixo o vídeo da música Stefania, que conquistou o prêmio principal da Eurovision 2022.
Maestro: Netflix revela fotos do novo filme de Bradley Cooper
A Netflix divulgou as primeiras imagens oficiais de “Maestro”, próximo filme de Bradley Cooper, que será uma biografia do famoso maestro e compositor Leonard Bernstein (1918–1990), conhecido por suas trilhas para filmes e peças de teatro como “Amor, Sublime Amor”, “Um Dia em Nova York” e “Sindicato de Ladrões”. Para dar noção da importância de Bernstein para a história dos musicais, basta dizer que ele é o autor da conhecidíssima canção “New York, New York”. A plataforma de streaming “roubou” o filme da Paramount, que estava originalmente desenvolvendo o longa. Entre os produtores do projeto, estão ninguém menos que os cineastas Martin Scorsese (“O Irlandês”), Steven Spielberg (“Jogador Nº 1”) e Todd Phillips (“Coringa”). Será o segundo filme dirigido por Cooper, após sua estreia atrás das câmeras em “Nasce uma Estrela”. Ele também estrela a produção e aparece bastante envelhecido por maquiagem nas fotos divulgadas. O astro ainda co-escreveu o roteiro com Josh Singer, roteirista do drama vencedor do Oscar “Spotlight”. O longa vai cobrir mais de 30 anos para contar a história complexa do casamento entre Bernstein e sua esposa, Felicia Montealegre. A atriz Carey Mulligan (“Bela Vingança”) interpreta a mulher do compositor e Maya Hawke (“Stranger Things”) está escalada como a filha mais velha do casal, Jamie. Cooper obteve os direitos artísticos das obras de Bernstein e trabalha em estreita colaboração com os filhos do maestro – Jamie, Alexander e Nina. Ele está comprometido com esse projeto já há quatro anos e, graças ao apoio da família de Bernstein e ao controle dos direitos musicais, derrubou um filme rival, chamado de “The American”, que deveria ser dirigido por Cary Fukunaga (“007 – Sem Tempo para Morrer”) e estrelado por Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”). Além da estreia na Netflix, o filme terá lançamento limitado nos cinemas, visando a temporada de premiações. Vale lembrar que “Nasce Uma Estrela”, a estreia de Cooper na direção, foi indicado a oito Oscars. From the set of MAESTRO. pic.twitter.com/y3qsYILk6P — NetflixFilm (@NetflixFilm) May 30, 2022
Kate Bush vira febre com “Stranger Things”. Conheça carreira e hits da artista
Lançada em 1985, “Running Up That Hill”, de Kate Bush, voltou a fazer sucesso neste fim de semana. A gravação original foi parar no topo da parada das músicas mais ouvidas do iTunes e disparou em visualizações no YouTube. E o motivo pode ser constatado nos comentários deixados pelo público no portal de vídeos do Google. “Ok, quem mais chorou naquela cena de ‘Stranger Things’? Foi uma tacada de mestre usar esta canção com a história de Max”, escreveu uma usuária em inglês. “‘Stranger Things’ me trouxe aqui! A música ficou ótima na cena da Max. A série nos dá a oportunidade de ouvir e conhecer boas músicas”, comentou outra, em português. “Running Up That Hill” virou o tema de Max, a personagem vivida por Sadie Sink, durante a 4ª temporada de “Stranger Things”. Mais que isso, salvou a vida de Max, literalmente, tornando-se a música mais importante de toda a série. A gravação de 1985 tem uma letra espiritual/fantasmagórica, como boa parte do repertório da cantora inglesa, que se tornou conhecida mundialmente em 1978 com uma música sobre amor assombrado, “Wuthering Heights”, inspirada pelo romance gótico “O Morro dos Ventos Uivantes”. Ela teve muita sorte em seu começo, ao ser descoberta aos 16 anos pelo guitarrista do Pink Floyd David Gilmour, que se impressionou ao ouvir uma fita caseira de suas composições e decidir bancar do próprio bolso uma gravação profissional de três músicas daquele repertório, com o produtor Andrew Powell (do The Alan Parsons Project) e um engenheiro de som que trabalhou com os Beatles. A sessão rendeu um contrato com a gravadora EMI, mas antes de gravar seu primeiro álbum em 1978, Kate Bush precisou esperar a maioridade. Ao mesmo tempo em que se dedicou a se formar na escola, ela formou sua primeira banda e estudou dança interpretativa com uma professora de David Bowie, para criar usa marca registrada: um grande impacto teatral nos palcos. Seu som era considerado altamente experimental, uma espécie de pop operístico de temática sombria, mas na era do rock progressivo as gravadoras eram mais ousadas. E a aposta se pagou de cara, quando Kate Bush emplacou quatro singles no Top 10 da parada de sucessos britânicos logo na estreia. Seu primeiro álbum, “The Kick Inside”, ainda entrou no Livro Guinness dos Recordes por se tornar o primeiro disco composto inteiramente por uma artista feminina a vender mais de 1 milhão de cópias. Em 1980, ela participou do terceiro álbum solo de Peter Gabriel e descobriu os sintetizadores, o que trouxe uma sonoridade mais moderna para seus lançamentos seguintes. Disputas com a gravadora sobre custos de seus discos, cada vez mais ousados, a levou a construir um estúdio em sua própria casa, que resultou em maior liberdade para criar seu álbum de 1985, “Hounds of Love”, o quinto de sua carreira e um dos mais bem-sucedidos, que continha “Running Up That Hill”. Ela venceu o Brit Awards com aquele disco, cuja vendagem inspirou a EMI a lançar a primeira compilação de hits da sua carreira. Mas isso também a acomodou. Ficou quatro anos sem lançar um disco novo e, com a virada de década, seu som vanguardista passou a soar datado, com cada lançamento tendo menos impacto que o anterior. Atualmente com 63 anos, ela não grava há mais de uma década, mas suas músicas nunca foram esquecidas, graças a covers frequentes de artistas das novas gerações. Mas chega de papo, porque agora é hora de aumentar o som. Quem descobriu Kate Bush em “Stranger Things”, tem abaixo a oportunidade de conhecer melhor o repertório clássico da cantora, que apesar de relacionada à turma do rock progressivo era a cantora favorita de Johnny Rotten e também foi pioneira do visual etéreo que marcou a geração indie dos anos 1980. A seleção reúne 15 hits dos dez anos iniciais, a “fase áurea”, e mostra como muitos dos clipes pré-MTV já eram puro “Stranger Things”. Fãs de “The Handmaid’s Tale” também podem reconhecer “Cloudbusting”, que marcou a 3ª temporada dessa série. E fãs da banda brasileira Angra… Ainda está lendo? | KATE BUSH | 1978 | WUTHERING HEIGHTS | KATE BUSH | 1979 | WOW | KATE BUSH | 1979 | THEM HEAVY PEOPLE | KATE BUSH | 1980 | BABOOSHKA | PETER GABRIEL ft. KATE BUSH | 1980 | GAMES WITHOUT FRONTIERS | KATE BUSH | 1981 | SAT IN YOUR LAP | KATE BUSH | 1982 | THE DREAMING | KATE BUSH | 1982 | THERE GOES A TENNER | KATE BUSH | 1982 | SUSPENDED IN GAFFA | KATE BUSH | 1985 | RUNNING UP THAT HILL | KATE BUSH | 1985 | CLOUDBUSTING | KATE BUSH | 1986 | HOUNDS OF LOVE | KATE BUSH | 1986 | BIG SKY | PETER GABRIEL ft. KATE BUSH | 1986 | DON’T GIVE UP | KATE BUSH | 1989 | THIS WOMAN’S WORK BÔNUS: 10 COVERS DE KATE BUSH | WILLIE NELSON ft. SINEAD O’CONNOR | 1993 | DON’T GIVE UP | ANGRA | 1994 | WUTHERING HEIGHTS | PLACEBO | 2003 | RUNNING UP THAT HILL | FUTUREHEADS | 2004 | HOUNDS OF LOVE | RA RA RIOT | 2009 | SUSPENDED IN GAFFA | GEMMA HAYES | 2009 | CLOUDBUSTING | MAXWELL | 2009 | THIS WOMAN’S WORK | WOLFMOTHER | 2009 | WUTHERING HEIGHTS | CHROMATICS | 2011 | RUNNING UP THAT HILL | FIRST AID KIT | 2018 | RUNNING UP THAT HILL
Conheça as músicas da 4ª temporada de “Stranger Things”
A trilha sonora da 4ª temporada de “Stranger Things” surpreendeu os fãs que esperavam apenas hits dos anos 1980. Eles estão lá, mas acompanhados até por composições eruditas. A seleção de faixas que sonoriza a produção dos irmãos Duffer inclui ópera, sinfonias, jazz, surf music, funk, rock, synthpop e até rap recente. O mais curioso é que, apesar da trama se passar em 1986, apenas uma gravação presente na seleção foi lançada naquele ano: a versão de “California Dreamin'” dos Beach Boys, ouvida no primeiro episódio. Algumas músicas se repetem, como “Dream a Little Dream of Me”, de Ella Fitzgerald, mas principalmente “Running Up that Hill”, de Kate Bush, transformada numa espécie de tema da personagem Max (Sadie Sink). Veja abaixo, por ordem cronológica de lançamento, as 20 músicas mais importantes dos sete episódios da primeira parte da 4ª temporada da atração, disponíveis desde sexta (27/5) na Netflix. | ELLA FITZGERALD | 1957 | DREAM A LITTLE DREAM OF ME | RICKY NELSON | 1961 | TRAVELIN’ MAN | SURFARIS | 1963 | WIPE OUT | KISS | 1976 | DETROIT ROCK CITY | TALKING HEADS | 1977 | PSYCHO KILLER | THE CRAMPS | 1980 | I WAS A TEENAGE WEREWOLF | THE CRAMPS | 1980 | FEVER | MUSICAL YOUTH | 1982 | PASS THE DUTCHIE | DONNELL PITMAN | 1983 | BURNING UP | PHILIP GLASS | 1983 | PROPHECIES | PHILIP GLASS | 1984 | AKHNATEN AND NEFERTITI | KATE BUSH | 1985 | RUNNING UP THAT HILL | DEAD OR ALIVE | 1985 | YOU SPIN ME ROUND (LIKE A RECORD) | FALCO | 1985 | ROCK ME AMADEUS | BALTIMORA | 1985 | TARZAN BOY | STARPOINT | 1985 | OBJECT OF MY DESIRE | BEACH BOYS | 1986 | CALIFORNIA DREAMIN’ | EXTREME | 1989 | PLAY WITH ME | HIPBONE SLIM & HIS FROGMEN | 2013 | LEGLESS | ABM CUTTHROAT | 2020 | SURVIVE
Rapper de 16 anos é assassinado durante gravação de clipe nos EUA
O rapper 23 Rackz foi assassinado a tiros enquanto gravava um novo clipe, em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Seu nome real era Justin Johnson, tinha 16 anos e estava em ascensão no mercado norte-americano, integrando a nova vertente de rap da região de Maryland e Virginia, batizada de DMV rap, que é marcada por vocais velozes, exaustivos e gritados, além de batidas pesadas e temática gangsta. Segundo a WTTG-TV, o jovem foi baleado próximo das 11h30 da quinta-feira (26), na região sudeste da capital dos EUA, onde ele vivia. Antes de ser morto, o cantor divulgou sua exata localização em um story do Instagram, num vídeo em que aparecia aguardando o começo das gravações. A postagem pode ter sido fatal. Ele tinha o costume de gravar clipes segurando largos maços de dinheiro, característica presente também na capa de seu primeiro disco, “Rookie of the Year”, lançado no ano passado. Até o momento, não se sabe quem foi o autor dos disparos e a polícia está oferecendo US$ 25 mil — mais de R$ 118 mil na cotação atual — por informações que levem à identificação e captura do culpado. Veja abaixo o último clipe do rapper, lançado há um mês, no final de abril passado.












