IZA celebra o Brasil do “Gueto” em clipe de afirmação cultural
A cantora IZA divulgou o clipe de “Gueto”, música que combina vários estilos musicais (reggae, funk, pop, samba) para celebrar onde ela chegou, sendo “cria lá do gueto”. O vídeo destaca suas conquistas, cheia de contratos com grandes marcas, ao mesmo tempo em que lembra suas origens no subúrbio da zona norte do Rio. Quando ela aparece num visual rico e bem-sucedido, trata-se de ocupação de espaços. Há uma grande diferença em relação a clipes de marginais com carrões de luxo e ouro nos dentes e a imagem de uma artista que instrumentaliza a ostentação para apontar o caminho, mostrando de onde veio e o que conseguiu. Chama atenção ainda como o roteiro da própria IZA retrata o subúrbio sem bandidos ou periguetes, em meio a ruas extremamente coloridas, repletas de moradores simpáticos, que dançam e pintam o verde da bandeira brasileira na paisagem de concreto, representando várias oportunidades para o Brasil deixar de ser cinza. São imagens de uma comunidade feliz, registradas pelo diretor Felipe Sassi (que já fez pelo menos dez parcerias com IZA) e que celebram a cultura do sacolé, banho de mangueira, orelhão e festa na rua, contra todos os que insistem em retratá-la como gueto, mandando que mirem “na cabecinha”. Eleita pela revista americana Time como uma das líderes da próxima geração, IZA dá com “Gueto” um gostinho do que vem por aí. É a primeira música do próximo álbum, que está quase pronto, mas ainda não tem previsão de lançamento.
Ator de “Elite” está em São Paulo para gravar clipe com Jotappê e Kevinho
O ator Arón Piper, da série espanhola “Elite”, desembarcou no Brasil na manhã desta sexta-feira (28/5) para gravar participação num clipe com outro colega da Netflix, Jotappê, estrela de “Sintonia”, e Kevinho. A parceria foi revelada no Instagram de Jotappê. O funkeiro de “Sintonia” postou uma montagem com as fotos do trio e confirmou a colaboração em seu Stories. Mais conhecido como ator, Arón deu seus primeiros passos como cantor no ano passado e agora em março lançou seu álbum de estreia, “Nieve”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mc Jottapê (@jottape)
Lexa passa por cirurgia e lança clipe na mesma semana
Lexa deu um susto nos fãs, que descobriram que ela passou nesta semana por uma cirurgia de emergência no Hospital São Luiz, em São Paulo. A cantora recebeu alta nesta sexta (28/5) e comemorou com o lançamento de um novo clipe, “Taradinha”, uma parceria com Kevinho e o trio de cantores da Hitmaker, André Vieira, Breder e Wallace. O clipe faz referência à várias estrelas da música pop e enfatiza cores bem vivas, com direito à coreografia para repetir em casa. Com o Instagram da cantora totalmente voltado à divulgação do vídeo, ela só foi explicar o que a levou ao hospital num recado curto em seu Stories. Negando boatos de intervenção estética, Lexa contou: “Foi uma emergência de saúde. Sangramento nasal e abscesso amigdaliano. Tenho um desvio de septo e carne esponjosa horríveis. Sou asmática e sofro com a amigdalite, tive sangramento e operei. Estou em recuperação”.
Remix de “Girl from Rio” ganha clipe com Anitta e Da Baby
Anitta lançou um remix de “Girl from Rio”, que chega acompanhado de clipe. Um mês após a divulgação do elogiado e caríssimo vídeo original, a nova versão economiza orçamento ao projetar imagens do primeiro trabalho ao fundo, enquanto Anitta canta e dança com o convidado especial do remix, o rapper Da Baby. Os retoques da regravação são superficiais. Basicamente, para inglês ver (na verdade, ouvir), com uma batidinha mais forte e um trecho (um trecho!) com rimas de Da Baby. Como ele entra logo no começo, chega a dar a impressão de grande intervenção, mas a iniciativa não tem seguimento, abandonada na segunda estrofe para não transformar Anitta em backing vocalista de sua própria canção. Já é o segundo remix de artista “estrangeiro” (não rapper) em que Da Baby aparece para fazer número, ocupar uma estrofe e ficar bem na foto (no vídeo). O americano também figurou na regravação do hit “Levitating”, da inglesa Dua Lipa. Veja a parceria com Anitta abaixo.
Nelson Sargento (1924–2021)
O sambista Nelson Sargento morreu nesta quinta (27/5) aos 96 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência da covid-19. Ele estava internado desde o dia 20 e havia sido transferido para a UTI no último sábado (22/5) já com um quadro considerado grave. O músico havia recebido as duas doses da vacina contra a covid-19 em fevereiro, no Rio de Janeiro. Mas um novo estudo da Vebra Covid-19 divulgado em 18 de maio apontou que a efetividade da vacina entre os que têm mais de 80 anos é menor que a eficácia global de 50,7% encontrada nos estudos do Instituto Butantan. Nelson era compositor dos sambas-enredo da Mangueira, onde chegou com 18 anos. Ele também desfilou ininterruptamente pela escola de samba até o Carnaval de 2020. No Carnaval de 2019, quando a Mangueira conquistou seu último título com um enredo que enfocava personagens esquecidos pelos livros de história, Nelson desfilou representando Zumbi dos Palmares. Parceiro de bambas como Cartola, Carlos Cachaça, Zé Kéti e Paulinho da Viola, foi fundador com os antigos companheiros do Voz do Morro, grupo musical que trouxe o samba dos morros para o asfalto nos anos 1960, popularizando a música que então tocava nas favelas cariocas. Ao todo, compôs mais de 400 canções e lançou cerca de 30 discos. Seu repertório eternizou clássicos da música brasileira, como “Ciúme Doentio” (em parceria com Cartola), “Encanto da Paisagem”, “Deixa”, “Falso Amor Sincero” e o grande sucesso “Agoniza, Mas Não Morre”. Mas além de ser reconhecido pela vasta contribuição musical, Nelson Sargento também foi artista plástico, escritor e ator. Ele estrelou a minissérie “Presença de Anita”, em que interpretou Seu João, funcionário da fazenda onde a trama de 2001 foi retratada, além de ter atuado em filmes como “Dente por Dente” (1994), “O Primeiro Dia” (1998) e “Orfeu” (1999). Em “Orfeu”, remake do clássico “Orfeu Negro” e grande homenagem ao samba dos morros, interpretou a si mesmo, Nelson Sargento, um mestre do gênero musical que por muitos anos foi o som oficial do Rio de Janeiro. Mais recentemente, voltou a viver a si mesmo numa participação na novela “A Força do Querer” (2017), que foi reprisada durante a pandemia no horário nobre na Globo. Na época, foi muito tietado pelas atrizes da trama, inclusive Isis Valverde e Maria Fernanda Candido. Sua carreira foi colocada em perspectiva num documentário, “Nelson Sargento: Mémoria do Samba”, de 2012, que ele conseguiu apreciar ainda em vida.
Bonde do Tigrão grava clipe para “Army of the Dead”
O departamento de marketing nacional da Netflix convidou o Bonde do Tigrão para gravar uma nova versão de “Cerol na Mão”, um dos primeiros hits do funk a sair dos bailes e estourar no Brasil em 2001, tendo como tema o lançamento de “Army of the Dead – Invasão em Las Vegas”. O que uma coisa tem a ver com a outra? Aparentemente, o tigrão zumbi do filme. O clipe do Tigrão no baile dos mortos-vivos ganhou até um clipe. Quer dançar? Quer dançar? Dá play abaixo que o Bonde do Tigrão Zumbi vai te ensinar. Disponibilizado na sexta (21/5), “Army of the Dead” tem direção de Zack Snyder (“Liga da Justiça de Zack Snyder”) e recicla uma porção de cenas já vistas em outros filmes, de “Aliens – O Resgate” (1986) a “Extermínio 2” (2007). Não é à toa que reveja também um clássico do funk nacional.
Filha de Xuxa estreia como diretora
Sasha Meneghel está fazendo sua estreia como diretora, ao assumir a condução do clipe de “Nasce o Sol”, música do marido, João Figueiredo. O cantor gospel elogiou o trabalho da esposa no Instagram. “Não é dúvida pra ninguém o quanto admiro e sou apaixonado por essa mulher que, além de minha esposa, é a diretora do meu próximo clipe! Eu tive a honra de ser dirigido pelo amor da minha vida, em seu primeiro trabalho como diretora. Agora não tem mais suspense”, escreveu o cantor, ao lado de uma imagem de bastidores das gravações. O casal formalizou sua união no cartório há apenas dez dias. No sábado passado (22/5), o casamento foi festejado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, numa cerimônia restrita que contou com a presença da família e amigos mais próximos. O clipe de “Nasce o Sol” será lançado na sexta-feira (28/5). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por João Figueiredo (@joaofigueiredof)
MC Kevin aparece com auréola de anjo em clipe póstumo
O canal do YouTube da produtora GR6 lançou neste domingo (23/5) um clipe póstumo de MC Kevin. O vídeo foi gravado na casa de luxo que o funkeiro mantinha em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, e registra MC Kevin com uma auréola de anjo sobre sua cabeça, inserida na pós-produção, no instante em que ele entra em cena. A música “Manto do Timão” é uma parceria com MC Hariel e MC Ryan SP, e apesar do título ser uma referência ao Corinthians, Kevin aparece no clipe com a camisa do seu time de coração, o Santos. O vídeo também inclui uma aparição de MC VK, uma das últimas pessoas a ver Kevin com vida. Ele estava no quarto do hotel com o funkeiro no momento em que ele caiu para morte. MC Kevin morreu no último domingo (16/5) após despencar da varanda de um apartamento no quinto andar de um hotel no Rio. Ele teria tentado descer para outro andar pela janela, tentando escapar do que acreditava ser um flagra de sua esposa, durante uma traição. Um laudo da perícia da Policia Civil do RJ apontou que a causa da morte foi acidental. O artista ainda tem uma participação inédita, gravada em vídeo para uma música da funkeira Gabily. As cenas foram gravadas no mesmo hotel em que ele morreu, no Rio de Janeiro, e por conta disso a equipe da cantora ainda decidiu se vai lançar o trabalho.
Pocah acorda no primeiro clipe pós-BBB
Pocah retomou a carreira musical com o lançamento do clipe de “Nem On, Nem Off”, seu primeiro lançamento após o “BBB 21”. Parceria com MC WM, o funk acelerado brinca com a fama de dorminhoca adquirida pela cantora durante o reality show da Globo. “A bandida acordou, tava adormecida há meses”, diz a letra. O clipe começa, após um comercial de site hoteleiro, com Pocah sendo acordada por MC WM em um vestiário. Por sinal, os elementos visuais são esportivos, com vestiário, gradil de octógono de MMA e quadra de basquete, que servem de palco para as coreografias. Muitas coreografias. O visual ainda inclui uma peruca pink, muito provavelmente em homenagem à Cardi B – que elogiou no Twitter a dança de Pocah para “WAP”, registrada pelas câmeras do “BBB 21”. A direção é de Dauto Galli (do clipe “A Santa Máquina”, de Antonia Morais).
Clipe de Pedro Sampaio e Luísa Sonza recria “A Fantástica Fábrica de Chocolate”
“Atenção”, parceria de Pedro Sampaio e Luísa Sonza, ganhou um clipe inspirado no filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” – a versão de Tim Burton. O vídeo é cheio de chocolate, “bilhete dourado” e tem até um Oompa-Loompa original do longa, o ator Deep Roy, que aparece dançando ao som do funk pagodão baiano. Escrito e dirigido por Fernando Moraes (“Garupa”, de Luísa e Pabllo Vittar), o vídeo é delicioso – e não tem nada a ver com a letra da música. A parte musical é dramática, considerando que o excesso de auto-tune deixa a voz de Pedro Sampaio soando como uma sirene. É basicamente o aviso de um ataque aéreo. No Chão, no chão.
Clipe de Vitão e Rael usa tecnologia similar a “The Mandalorian”
Vitão lançou o clipe de “Chamego”, sua segunda parceria com Rael. Os dois já tinham gravado um dueto na faixa “Saudade”, que integrou o álbum “Ouro” (2020), de Vitão. A música tem letra romântica, mas é um pouco acelerada para servir de acompanhamento para as situações descritas. Tanto que o vídeo não materializa cenas quentes, optando por seguir passeios de motos dos cantores. Detalhe é que os cenários do clipe são todos virtuais. O diretor Leo Ferraz contou que produção de efeitos desenvolvida pela Inmagic Group usou uma tecnologia similar à inovadora série “The Mandolorian”: o LedWall – painéis de LED, que exibem um fundo panorâmico em 3D, mesclado a uma cenografia real em primeiro plano. Confira o resultado abaixo.
Disco clássico de Belchior vai ganhar documentário
Renato Terra, codiretor de “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Narciso em Férias” (2020), encontrou outro tema musical para seu próximo documentário. Ele planeja abordar o disco “Alucinação”, de Belchior (1946-2017). O documentário terá o mesmo nome do álbum lançado em 1976, que registrou um repertório absolutamente clássico, como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte” e “Como o Diabo Gosta”. E este é só o lado A. O outro lado tem a faixa-título, “Não Leve Flores”, “À Palo Seco”, “Fotografia 3×4” e “Antes do Fim”. Todas as faixas marcaram época. A ideia é explorar as canções como um mergulho na geração que viveu intensamente os anos 1970. As imagens serão costuradas com as canções de Belchior para potencializar lembranças, sensações e sonhos de uma geração que desejou “amar e mudar as coisas”, na definição do comunicado sobre a iniciativa. Terra vai escrever e dirigir o longa, que contará com codireção de Marcos Caetano e Leo Caetano, numa produção da Globo Filmes, GloboNews, Canal Brasil e Inquietude. Relembre abaixo a música que abre o disco.
Karol Conká lava a alma com o clipe de “Dilúvio”
Karol Conká soltou o “Dilúvio”. Uma semana depois de apresentar a música para o público, durante a final do “BBB 12”, a rapper curitibana lançou o clipe no YouTube. E se o tempo andava fechado na sua vida, após as confusões que arrumou no reality show da Globo e a fizeram ser ejetada com recorde de reprovação do público, o “Dilúvio” parece lavar tudo, deixando um arco-íris de criatividade em sua passagem. “Dilúvio” é uma das melhores músicas da carreira da cantora, com baixo pulsante, hipnótico, num arranjo eletrônico absolutamente moderno, que se encaixa à perfeição com o rap veloz e o refrão melódico. Apostas não convencionais, ao estilo do saudoso trip hop da banda inglesa Massive Attack, que permitem um renascimento musical. Já o clipe, com direção de Bruno Trindade, ilustra o turbilhão que é a artista, capaz de encher um rio inteiro só para desaguar “toda essa pressão e tensão” numa piscina vazia e sofrer “delírios vividos” que “ninguém vê”, sozinha entre quatro paredes. “Só mais um dia de luta” para Karol Conká, que enfrenta um dilúvio de críticas com roupas brancas e cabelos ao vento. “Se pra vencer, tem que superar o sofrer/ Supero sem esquecer/ Do real motivo pra viver”, ela canta. E o real motivo pra Carol viver é sua arte. De personalidade forte, ela não se contentaria com menos que um dilúvio para lavar a alma.












