Sony teria censurado comédia Greed, que critica a indústria milionária da moda
O diretor Michael Winterbottom (“O Assassino em Mim”) revelou ter sido forçado a cortar do seu novo filme “Greed” referências “potencialmente prejudiciais” a nomes como Beyoncé e Jennifer Lopez. Sátira que traz Steve Coogan como um multimilionário inspirado pelo presidente do Arcadia Group, Sir Philip Green, o filme teria sofrido uma série de cortes para proteger as “relações corporativas” da Sony, revelou o cineasta em entrevista ao jornal inglês The Guardian. O filme se passa durante a festa de aniversário de 60 anos de um podre de rico da indústria da moda, enquanto um jornalista investiga as condições de semi-escravidão dos funcionários das fábricas asiáticas responsáveis por tamanha riqueza. Originalmente, o filme terminava com uma lista de marcas que lucravam com salários baixos de trabalhadores em fábricas asiáticas, mas Winterbottom afirmou que Laine Kline, chefe da Sony Pictures International, que cofinanciou o filme e o distribui globalmente, ordenou que essas referências fossem removidas. “Não vamos mencionar marcas individuais ou milionários pois estamos preocupados com os possíveis danos às relações corporativas da Sony com essas marcas e pessoas”, disse Winterbottom ao jornal, acrescentando que o filme também citava pessoas como Beyoncé, Stevie Wonder, Robbie Williams, Tom Jones, Jennifer Lopez e as Destiny’s Child, que recebiam dinheiro para ir às festas de Philip Green, mas as referências a essas pessoas também foram removidas do filme. A Sony se recusou a comentar o caso com o jornal, mas a Film4, cofinanciadora de Greed, disse que o contrato da Winterbottom “afirmava que, se alguma discussão criativa ou de negócios chegasse a um impasse, a visão da Sony prevaleceria”. Winterbottom agora pede à Sony que reconsidere a sua posição, pois o “impacto do filme era maior quando fomos mais específicos, mais dinâmicos, mais impactantes e mais claros”. Exibido nos festivais de Toronto e Londres, o filme dividiu a crítica, atingindo apenas 54% de aprovação na média registrada pelo agregador Rotten Tomatoes. Ainda não há previsão para sua estreia comercial nos Estados Unidos.
Jennifer Lopez arrasa com “vestido da selva” em Semana da Moda de Milão
A cantora e atriz americana Jennifer Lopez (“As Golpistas”) causou sensação nessa sexta-feira (20/9) na passarela da Semana de Moda de Milão ao desfilar para a Versace. A participação da estrela foi uma surpresa do encerramento do evento, que teve como inspiração a selva amazônica. Jennifer desfilou com uma nova versão de seu icônico vestido de seda verde superdecotado, que fez sucesso na cerimônia do Grammy do ano 2000. Ela não só manteve a mesma forma nos últimos 19 anos, como superou a aparição original, praticamente voando na passarela, com as sedas tremulando como se fosse uma capa de super-heroína. Veja o efeito no vídeo abaixo. Mantida em segredo até o último minuto, a apresentação foi introduzida com música da cantora e fotos de sua aparição no Grammy. Para quem não sabe, o vestido verde teve um impacto tão grande que gerou pico de buscas no Google, inspirando a criação do Google Images, a pesquisa de fotos da empresa de serviços online. Como deixa para a entrada da estrela, uma narração chamou o look de “verdadeiro vestido da selva”. A referência à selva se deve ao evento de Milão ter se engajado na defesa da Amazônia. O tema foi, por exemplo, a principal fonte de inspiração do estilista Francesco Risso, que adaptou folhas de bananeira, flores e a exuberância tropical à sua coleção da grife Marni. “Assim nasceu o projeto, em uma viagem que infelizmente terminou com os trágicos incêndios da floresta amazônica”, disse o estilista no final de seu desfile. “Estava comovido e queria falar sobre a urgência de proteger a natureza”, completou.
Ewan McGregor vai estrelar minissérie sobre o estilista Halston
O produtor Ryan Murphy anunciou vários projetos que está desenvolvendo para sua nova parceria com a Netflix. E um deles já definiu seu protagonista. O astro Ewan McGregor (“Christopher Robin”) vai estrelar uma minissérie sobre o estilista Halston. Roy Halston Frowick, conhecido simplesmente como Halston, foi um estilista americano que alcançou fama internacional nos anos 1970. Seus designs minimalistas e limpos, muitas vezes feitos de cashmere ou ultrasuede, tornaram-se um fenômeno na era das discotecas e redefiniram a moda americana. Ele perdeu sua fortuna com problemas financeiros na década seguinte e morreu de Aids nos anos 1990, aos 57 anos de idade. Murphy assinou em fevereiro de 2018 um contrato milionário para criar, por meio de sua produtora, novas séries, filmes e documentários exclusivamente na Netflix. O primeiro projeto dessa parceria comercial vai estrear em 27 de setembro. Trata-se da série “The Politician” (veja o trailer aqui). Ele também trabalha em duas séries documentais, que contarão a história de um casal lésbico que assumiu a homossexualidade aos 80 anos e outra sobre a vida do artista Andy Warhol. Não bastasse, o produtor também prepara duas adaptações de musicais da Broadway: “A Chorus Line” e “The Prom”, além das séries “Hollywood”, uma homenagem à “velha Hollywood”, e “Hatched”, focada na juventude da enfermeira do clássico “Um Estranho no Ninho” (1975). Entre as séries mais conhecidas de Murphy estão “American Horror Story”, “American Crime Story”, “9-1-1” e “Glee”, todas produzidas quando ele tinha contrato com o estúdio Fox.
The Bold Type é renovada para sua 4ª temporada
O canal Freeform anunciou a renovação de “The Bold Type” para sua 4ª temporada, mas com troca de showrunner. A criadora da série Sarah Watson (criadora também da cancelada “Pure Genius”) já tinha sido substituída após diferenças criativas com os executivos da produtora Universal TV. Em seu lugar, entrou Amanda Lasher (produtora de “Gossip Girl”), que agora cederá seu lugar para Wendy Straker Hauser, roteirista da atração desde a 1ª temporada. “The Bold Type” é uma das séries de menor audiência do Freeform, com média de 212 mil telespectadores ao vivo e 0,09 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. Séries de maior audiência, como “Famous in Love” e “Shadowhunters”, já foram canceladas pelo canal. A diferença é que “The Bold Type” recebeu críticas muito positivas, com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes para suas duas temporadas mais recentes. Livremente inspirada na vida de Joanna Coles, editora-chefe da revista Cosmopolitan (a antiga Nova, no Brasil), o programa gira em torno da vida e dos amores de três amigas, funcionárias da revista feminina fictícia Scarlet, que exploram juntas sexualidade, identidade, amor e moda, tanto em seus cotidianos na cidade de Nova York quanto na pauta da publicação, buscando encontrar suas próprias vozes em meio a chefes intimidadores. O elenco inclui Katie Stevens (série “Faking It”), Aisha Dee (série “Sweet/Vicious”) e Meghann Fahy (série “Necessary Roughness”) como as protagonistas, além de Sam Page (série “Switched at Birth”), Matt Ward (série “Remedy”) e Melora Hardin (série “The Office”), que vive a editora-chefe da revista Scarlet. Atualmente, “The Bold Type” está na metade de sua 3ª temporada nos Estados Unidos.
Documentário sobre Alexander McQueen ganha primeiro trailer
A Bleeker Street divulgou o trailer e o pôster de “McQueen”, documentário sobre o estilista britânico de moda Alexander McQueen. A vida e a obra do mais ousado criador da alta costura ganha as telas por meio de depoimentos de familiares, amigos e influenciados, além das palavras do próprio McQueen, enquanto imagens de arquivo revelam o que o tornou tão falado – e temido. Com uma genialidade indiscutível, Alexander McQueen foi o mais gótico dos fashion designers, obcecado por influências sombrias. A inspiração vinha de sua própria depressão, que dominou sua vida até levá-lo ao suicídio em 2010. O documentário tem direção de Ian Bonhôte (diretor de clipes e curtas) e Peter Ettedgui (roteirista de “A Verdade sobre Marlon Brando”). Exibido no Festival de Tribeca em abril, chega aos cinemas em 8 de junho no Reino Unido e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Vida da modelo Luíza Brunet vai virar filme
A vida da modelo Luíza Brunet vai virar filme com roteiro de Carolina Kotscho, que já escreveu quatro cinebiografias: “2 Filhos de Francisco”, “Flores Raras”, “Não Pare na Pista” e “Hebe” (ainda em pré-produção). A produção será baseada na autobiografia “Luiza”, relato da modelo à jornalista Laura Malin. Segundo o blog Telepadi, deverá chegar aos cinemas com um recorte especialmente focado nos anos 1980, período em que ela foi garota-propaganda exclusiva da grife Dijon, do empresário Humberto Saade (que morreu no ano passado), e de todo o regime de privações a que Luíza foi submetida naquela condição. Recentemente, ela virou embaixadora da luta contra a violência às mulheres, após seu ex-marido, o empresário Lírio Parisotto, ser condenado a um ano de detenção em regime aberto por tê-la agredido. A produção será da Loma Filmes, produtora da qual Carol é sócia, em parceria com a Formata, de Daniela Busoli, Patrícia Cavalcante e Dody Sirena. Ainda não há atriz escalada para interpretar Luíza nas telas, mas existe uma lista de sugestões em estudo.
Elegância de Trama Fantasma ilumina o cinema e faz o tempo parar
O cineasta Paul Thomas Anderson nunca optou pelo caminho cinematográfico mais simples – talvez “Boogie Nights”, de 1997, seja o mais próximo do popular que ele tenha chegado, e olha que é um filme sobre os bastidores da indústria pornô. “Trama Fantasma”, seu novo projeto indicado a seis Oscars, já traz em sua premissa um rigor artístico que o cineasta vem perseguindo arduamente desde “Magnólia” (1999), que alcançou seu ápice em “Sangue Negro” (2007), e rendeu ainda grandes momentos posteriores (e nada fáceis) com “O Mestre” (2012) e “Vicio Inerente” (2014). Nele, é possível vislumbrar uma linha visual, textual e sonora (na quarta colaboração consecutiva com Jonny “Radiohead” Greenwood, talvez a melhor) que Anderson persegue filme após filme, e que faz de “Trama Fantasma” uma (nova) obra atemporal que mais tem relação com a Arte (com A maiúsculo) do que com a programação tradicional de entretenimento semanal dos cinemas. Não há aceleração, correria, desperdício. Pelo contrário, o tempo parece quase parar em “Trama Fantasma”. O espectador observa como o cotidiano metódico de Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis, de “Sangue Negro”, em outro reencontro), um renomado estilista que trabalha ao lado da irmã Cyril (Lesley Manville) para vestir grandes nomes da realeza e da elite britânica nos anos 1950, altera-se com a chegada de Alma (Vicky Krieps), sua nova modelo-musa de inspiração. O destino dela é embalar e aguçar a criatividade de Reynolds até que ele se canse e a dispense (lembra “Mãe!”?). A não ser que ela lhe ofereça algo que nenhuma outra tenha oferecido. Silenciosamente cômico, elegantemente cínico e meticulosamente apaixonante, “Trama Fantasma” é a simples construção de um código de conduta entre duas pessoas, algo que acontece toda hora, todos os dias, ainda que não com o delicioso sarcasmo deste filme, que deve ser saboreado nos mínimos detalhes, como uma frestinha de sol que insiste em iluminar o olhar e sumir em meio a nuvens densas de um dia londrino frio, cinzento, nublado e chuvoso. Aproveite este pedacinho de luz até o último segundo.
Rooney Mara lança grife de moda vegana
A atriz Rooney Mara (“Lion”) criou uma nova grife de moda vegana, chamada Hiraeth (uma palavra galesa que se traduz como “saudade do lar”), com sua melhor amiga Sarah Schloat. Em entrevista para a revista Vogue, a atriz explicou que, desde que virou vegana há sete anos, vinha tendo dificuldades para encontrar casacos e sapatos de couro que se alinhassem com seus valores. “Eu percebi que não havia muitas opções de ‘couro falso’ disponíveis para alguém como eu, que tem interesse em design e busca peças de alta qualidade”. A coleção de vestidos e calçados é desprovida não apenas de couro, mas também de lã, seda, caxemira e outros materiais derivados de animais. As peças variam de preço entre US$ 160 e US$ 1,5 mil. E tudo é feito em Los Angeles. As fotos disponíveis no Instagram foram clicadas por Amanda Demme, viúva do diretor Ted Demme e fotógrafa premiada, que começou a carreira como supervisora musical de diversos filmes e séries, entre eles “Meninas Malvadas” (2004) e “Felicity” (1999-2000). Thank you @voguemagazine, @voguerunway & @emilyfarra for the thoughtful mention ?|| Link in bio || Photo by Amanda Demme || Hiraeth FW2018 Francis slip dress ||#HIRAETH #animalfree Uma publicação compartilhada por HIRAETH (@hiraeth.collective) em 9 de Fev, 2018 às 12:14 PST HIRAETH FW2018 || Shot by Amanda Demme || #HIRAETH #animalfree Uma publicação compartilhada por HIRAETH (@hiraeth.collective) em 4 de Fev, 2018 às 9:20 PST HIRAETH Fall/Winter2018 || Shot by Amanda Demme || #HIRAETH #animalfree Uma publicação compartilhada por HIRAETH (@hiraeth.collective) em 2 de Fev, 2018 às 9:13 PST H I R A E T H | Animal Free | Made in Los Angeles | Photo by @amandademme Uma publicação compartilhada por HIRAETH (@hiraeth.collective) em 26 de Jan, 2018 às 9:19 PST HIRAETH FW2018 || The Louise color block slipper with contrast stitching || #HIRAETH #animalfree Uma publicação compartilhada por HIRAETH (@hiraeth.collective) em 4 de Fev, 2018 às 7:35 PST The Hanne Moto boot #HIRAETH #animalfree Uma publicação compartilhada por HIRAETH (@hiraeth.collective) em 30 de Jan, 2018 às 11:00 PST
Clipe publicitário causa vertigem com Kate Mara, Ansel Elgort e música de Thom Yorke
A grife fashion americana Rag & Bone divulgou um vídeo literalmente vertiginoso, com codireção do coreógrafo Benjamin Millepied (“Cisne Negro”), participações de Kate Mara (“Quarteto Fantástico”) e Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”), do American Ballet Theater, da equipe de parkour Bulletrun e trilha do cantor Thom Yorke (da banda Radiohead). Além de divulgar roupas, o vídeo pode causar tonturas, uma vez que a câmera rodopiante evoca uma sensação de desequilíbrio. Veja abaixo, de preferência de estômago vazio.
Drew Barrymore recria vestidos e visuais de sua infância em ensaio fotográfico muito fofo
A revista InStyle realizou um ensaio fofíssimo com Drew Barrymore, que traz a atriz revisitando alguns dos estilos que marcaram sua infância em Hollywood, incluindo o vestido que usou no Oscar de 1983, quando tinha apenas oito anos de idade. As fotos recriam o visual da época, enquanto ela comenta o período e o que lembra das fotos originais. “Eu cresci e mudei e evolui com os anos, mas não sou, em espírito, tão diferente daquela criança nas fotos usando vestidos enormes e pomposos. Eu tinha muita rebelião dentro de mim”, brinca ela na produção de moda, que também foi disponibilizada em vídeo. Veja abaixo. Após estourar com apenas sete anos de idade, graças a seu papel em “E.T.” (1982), ela virou protagonista antes de atingir dez anos, estrelando “Chamas da Vingança” (1984), mas o sucesso a fez passar por uma adolescência conturbada, marcada por problemas com drogas e, como ela disse, “muita rebelião” – tatuou-se de verdade para um filme, namorou roqueiros, posou nua para a Playboy, etc. Até retornar no final dos anos 1990 mais comportada, firmando-se como estrela de comédias românticas e produtora de cinema e séries. Atualmente, ela estrela e produz a série “Santa Clarita Diet” na Netflix.
Trama Fantasma: Último filme de Daniel Day-Lewis ganha novo trailer deslumbrante
A Focus Features divulgou mais fotos, pôster e trailer de “Trama Fantasma” (Phantom Thread), que anuncia “pré-estreias” abertas do filme em Los Angeles e Nova York a partir deste fim de semana. A prévia se concentra na fotografia deslumbrante e no encantamento do personagem de Daniel Day-Lewis (“Lincoln”) por sua musa, vivida por Vicky Krieps (“O Homem Mais Procurado”). “Trama Fantasma” volta a reunir o diretor Paul Thomas Anderson e Day-Lewis, dez anos após a bem-sucedida parceria de “Sangue Negro” (2007). O ator, inclusive, afirmou que se aposentaria após este filme. Drama passado em Londres, durante os anos 1950, a trama gira em torno de um renomado costureiro (Day-Lewis), que veste a realeza britânica, as estrelas de cinema e a alta sociedade da época. Sócio da irmã (Lesley Manville, da série “Harlots”), ele nunca se envolveu romanticamente com as mulheres que passaram por sua vida, até encontrar uma jovem (a luxemburguesa Krieps), que se torna uma obsessão, como sua musa, modelo e amante. O papel de Day-Lewis é baseado na vida do revolucionário estilista britânico Charles James, estabelecido em Nova York e celebrado como o “Primeiro Costureiro da América”. O filme também registra o retorno de outro importante colaborador do cineasta, o compositor Johnny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, além de marcar a estreia de Anderson como diretor de fotografia de longa-metragem. E, pela prévia, com um resultado de encher os olhos. A estreia oficial está marcada para 25 de dezembro nos Estados Unidos, de olho no Oscar 2018, e apenas em 22 de fevereiro no Brasil.
Anitta se manifesta sobre diretor de seu próximo clipe, envolvido em escândalo sexual
Anitta se manifestou sobre a polêmica envolvendo o diretor de seu próximo clipe, “Vai Malandra”, o americano Terry Richardson. Ele é um dos nomes envolvidos nos escândalos sexuais que sacodem Hollywood nos últimos dois meses. Acusado de abuso sexual, perdeu diversos trabalhos e foi banido de publicações de moda que utilizavam seus serviços como fotógrafo. Em comunicado enviado à imprensa carioca, a cantora afirmou que repudia as atitudes de Richardson e revela ter pedido uma análise jurídica para saber o que poderia ser feito com o vídeo rodado no morro do Vidigal, no Rio de Janeiro. “Imediatamente após tomar conhecimento sobre as acusações de assédio que envolvem o diretor Terry Richardson, solicitei que minha equipe avaliasse o contrato para verificar o que juridicamente poderia ser feito. Estudamos todas as possibilidades, que foram além das questões jurídicas, passando também pelo envolvimento emocional, levando em consideração o imenso trabalho digno de todos os artistas e colaboradores que de alguma maneira fizeram este clipe acontecer. Esse não é um trabalho de uma pessoa só. Manterei minha promessa aos moradores do Vidigal e aos meus fãs lançando o clipe de ‘Vai Malandra’ em dezembro deste ano. Mostrando um pouco das minhas origens e mais sobre o funk carioca, do qual me orgulho muito de ser representante. Como mulher faço questão de reafirmar que repudio qualquer tipo de assédio e violência contra nós e espero que todos os casos dessa natureza sejam sempre investigados com a relevância e seriedade que merecem”, assinou Anitta. No clipe, gravado no dia 20 de agosto deste ano, há uma cena com um paredão de mulheres usando biquíni de fita-crepe, imitando o estilo fio dental. Uma das marcas do trabalho de Richardson são os cliques provocantes. Mas o jornal britânico The Times o definiu como o “Harvey Weinstein da moda”, citando uma ex-editora da revista i-D, Caryn Franklin, que diz que o comportamento do fotógrafo era um segredo de polichinelo: “As pessoas eram cautelosas… Todas conheceram alguém que conhecia alguma coisa”. Richardson tem como marca despir as mulheres que posam para seus ensaios, e foi acusado de constranger modelos e estagiárias durante a realização de seus trabalhos. Entre as denúncias feitas na reportagem do Times, mulheres afirmam que ele já exigiu que elas ficassem em posições “degradantes” durante os cliques, e, em alguns casos, pediu até que as modelos tocassem seu órgão sexual. A modelo Emma Appleton chegou a publicar, em 2014, uma mensagem identificada como sendo de Richardson em que ele diz: “Se eu puder transar com você, eu vou te colocar num editorial da Vogue”. A revista Newsweek apurou que as primeiras acusações sobre o comportamento do fotógrafo de 52 anos surgiram em 2010. E se muitas revistas e empresas continuaram a contratar Richardson, outras deixaram de fazê-lo como a Aldo, H&M e Target. No final de outubro, ele também passou a ser vetado na Vogue, Vanity Fair, e em campanhas de grifes com as quais costumava trabalhar, como Valentino, Bulgari e Diesel. Além de fotos de moda e de celebridades, geralmente envolvendo nudez, ele assinou clipes de Miley Cyrus (“Wrecking Ball”), Taylor Swift (“The Last Time”), Lady Gaga (“Cake”) e Beyoncé (“Xo”), entre outras estrelas da música pop. Miley chegou a comentar ter se arrependido de fazer “Wrecking Ball” nua, afirmando que estava chapada. Assessores de Richardson tentaram reverter a situação com um comunicado: “Terry é um artista conhecido por seu trabalho sexualmente explícito, tantas de suas interações profissionais com temas são de natureza sexual e explícita, mas todos os colaboradores de seu trabalho participaram consensualmente dos ensaios”.
Lupita Nyong’o critica racismo de revista que editou foto para alisar seu cabelo
A atriz Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar por “12 Anos de Escravidão” (2013), criticou a revista britânica Grazia UK por ter editado digitalmente a foto que ela fez para a capa da edição desta semana, inclusive alisando seu cabelo. “Desapontada que a ‘Grazia Uk’ editou e alisou meu cabelo para se encaixar em uma noção eurocêntrica de como belos cabelos devem ser”, escreveu a atriz em seu Instagram. “Eu abraço meu patrimônio natural e, apesar de ter crescido pensando que a pele clara e o cabelo sedoso eram o padrão da beleza, agora sei que minha pele escura e cabelos soltos também são lindos”. “Se eu tivesse sido consultada, eu teria explicado que não posso apoiar ou tolerar a omissão da minha herança nativa, visando que eles percebam que ainda há um longo caminho a ser percorrido para combater o preconceito inconsciente contra a pele das mulheres negras, estilo e textura de seus cabelos”, completou. Diante das críticas da atriz, a publicação divulgou um comunicado. “Grazia está comprometida em representar a diversidade em suas páginas e pede desculpas para Lupita. A revista gostaria de deixar claro que, em nenhum momento, fez pedidos de edição ao fotógrafo para que o cabelo de Lupita fosse alterado na capa desta semana”. “Mas nós pedimos sinceras desculpas por não manter um alto nível editorial e garantir que estivéssemos cientes de todas as alterações ocorridas”, acrescentou a nota. Veja abaixo o post de Lupita, que compara a foto original com a edição feita pela capa. As I have made clear so often in the past with every fiber of my being, I embrace my natural heritage and despite having grown up thinking light skin and straight, silky hair were the standards of beauty, I now know that my dark skin and kinky, coily hair are beautiful too. Being featured on the cover of a magazine fulfills me as it is an opportunity to show other dark, kinky-haired people, and particularly our children, that they are beautiful just the way they are. I am disappointed that @graziauk invited me to be on their cover and then edited out and smoothed my hair to fit their notion of what beautiful hair looks like. Had I been consulted, I would have explained that I cannot support or condone the omission of what is my native heritage with the intention that they appreciate that there is still a very long way to go to combat the unconscious prejudice against black women's complexion, hair style and texture. #dtmh Uma publicação compartilhada por Lupita Nyong'o (@lupitanyongo) em Nov 9, 2017 às 6:11 PST










