Elle Fanning vai estrelar minissérie sobre crime real
A atriz Elle Fanning vai estrelar uma minissérie baseada no caso real de Michelle Carter, que em 2017 foi condenada por homicídio involuntário depois de enviar uma mensagem de texto para seu namorado encorajando-o a cometer suicídio. Intitulada “The Girl From Plainville”, a minissérie trará Fanning como Carter. A produção da Universal Content Productions (UCP) será a segunda série da atriz para a plataforma Hulu, onde ela já estrela “The Great”, renovada para a 2ª temporada. A atração está sendo desenvolvida pelos roteiristas Liz Hannah (“The Post: A Guerra Secreta”) e Patrick Macmanus (“Marco Polo”), que além de escrever os episódios atuarão como produtores executivos e co-showrunners. A produtora UCP encontrou uma fórmula de sucesso com minisséries baseadas em crimes reais. Também disponibilizada na Hulu, “The Act” rendeu um Emmy e um Globo de Ouro para a estrela a Patricia Arquette. Sua lista de produções do gênero ainda inclui “Dirty John”, exibida na USA Network nos EUA e na Netflix no Brasil, e as vindouras “Dr. Death” (com Jamie Dornan), “Candy” (com Elisabeth Moss) e a versão dramática da história de “A Máfia dos Tigres” (com Nicolas Cage no papel de Joe Exotic).
The Undoing: Teaser da nova série de Nicole Kidman revela data de estreia
A HBO divulgou um novo teaser legendado da minissérie de suspense “The Undoing”, que volta a reunir a atriz Nicole Kidman e o roteirista-produtor David E. Kelley, após o sucesso de “Big Little Lies”. A prévia explora o clima tenso da produção sem abordar a trama, destacando o envolvimento dos personagens – ricaços – num crime. A principal função do vídeo, na verdade, é informar a nova data de estreia da produção. “The Undoing” tinha lançamento previsto para 10 de maio, mas o impacto da pandemia de coronovírus fez o canal pago adiar a estreia, que agora ganhou sua data definitiva. Os episódios começarão a ser exibidos a partir de 25 de outubro. A minissérie é baseada no livro “You Should Have Known” (2014), de Jean Hanff Korelitz, e gira em torno da personagem de Kidman, Grace Sachs, uma terapeuta de sucesso que está às vésperas de publicar seu primeiro livro. Sua vida perfeita ainda inclui um marido dedicado e um filho que frequenta uma escola particular de elite em Nova York. Entretanto, essa aparente felicidade é abalada por um acontecimento inesperado, que põe em cheque tudo aquilo em que ela acreditava. A produção marca a estreia do ator inglês Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”) em sua primeira atração televisiva americana, como o marido de Kidman. Além de estrelar, a atriz também é produtora e o elenco ainda destaca Edgar Ramirez (“A Garota no Trem”), Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”), Noah Jupe (“Um Lugar Silencioso”), Lily Rabe (“American Horror Story”) e Michael Devine (“Limitless”). Já a direção dos seis capítulos é assinada pela cineasta dinamarquesa Susanne Bier, vencedora do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “Em um Mundo Melhor” (2010).
Amy Adams vai estrelar minissérie do diretor de Vice na Netflix
A atriz Amy Adams (“A Chegada”) acrescentou mais um projeto em sua agenda lotada. Ela vai estrelar sua segunda minissérie, juntando-se novamente ao diretor de “Vice”. Depois de “Objetos Cortantes” (Sharp Objects) na HBO, ela será a protagonista de “Kings of America” na Netflix. Na produção de Adam McKay (que dirigiu a atriz no filme “Vice”), Amy viverá uma das três protagonistas que têm a vida modificada pelo envolvimento com uma das maiores empresas do mundo: a Walmart. A trama vai se dividir entre a herdeira da família que administra a rede de supermercados, uma executiva ousada da diretoria da empresa e uma funcionária de longa data, pastora nas horas vagas, que decide processar a companhia. A jornalista e escritora Jess Kimball Leslie criou a série e vai estrear como roteirista nos episódios, enquanto McKay, além de produzir, comprometeu-se a dirigir o primeiro episódio. “Kings of America” será o segundo trabalho de Amy Adams na Netflix. Ela também está em “Hillbilly Elegy”, novo filme do diretor Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”), que será lançado pela plataforma. Mas esta conta pode aumentar, porque a Netflix está atualmente negociando outro filme da atriz, interessada na compra dos direitos de distribuição de “A Mulher na Janela”, que a Disney desistiu de lançar nos cinemas.
Série dos vilões de A Bela e a Fera tem seu título revelado
A série derivada de “A Bela e a Fera”, que vai acompanhar a dupla de vilões Gaston e LeFou, teve seu título revelado durante uma entrevista do compositor Alan Menken à revista Variety. A atração, que será lançada na plataforma Disney+ (Disney Plus), vai se chamar “Little Town”. O nome (cidadezinha, em tradução livre) é uma provável referência à música de abertura do longa, “Belle”, em que a protagonista descreve a pequena vila francesa em que vive. Ainda em estágios iniciais, a série será um musical e voltará a trazer os atores Luke Evans e Josh Gad nos papéis de Gaston e LeFou, que desempenharam no longa de 2017. Os produtores-roteiristas Edward Kitsis e Adam Horowitz, dupla que criou a série “Once Upon a Time” (2011-2018), são os responsáveis pelo projeto. Eles vão assinar os roteiros e produzir a minissérie junto com o astro Josh Gad – que também já criou uma série antes, a comédia “1600 Penn” (2012-2013). “A Bela e a Fera” foi uma das produções mais bem-sucedidas da recente safra de fábulas re-encantadas pela Disney, arrecadando mais de US$ 1,2 bilhão nas bilheterias mundiais.
Brendan Gleeson vira Donald Trump em teaser de minissérie política
O canal pago americano Showtime divulgou o primeiro teaser da minissérie “The Comey Rule”, inspirada no livro “A Higher Loyalty”, do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em 2017 e grande crítico do presidente dos Estados Unidos. A prévia destaca Jeff Daniels (“Steve Jobs”) na pele de Comey e a impressionante transformação do astro irlandês Brendan Gleeson (“O Guarda”) em Trump. Publicado em 17 de abril de 2018, o livro de Comey foi o primeiro a expor o interior da administração do governo Trump. Ele chegou às bancas um ano após o diretor ser demitido do FBI, porque afirmou em uma audiência no Senado em junho de 2017 que o presidente havia pedido que ele abandonasse parte da investigação sobre possível interferência russa nas eleições de 2016. Três anos depois de demitir Comey, Trump enfrentou um processo de Impeachment no Congresso por ter pedido para que o governo da Ucrânia investigasse o filho de um adversário político, praticamente uma sequência do padrão de comportamento denunciado pelo autor de “A Higher Loyalty”. A série foi escrita por Billy Ray (“Jogos Vorazes”), que pesquisou durante um ano a história real que envolveu a demissão de Comey. Além de escrever, Billy Ray deve dirigir todos os episódios. Produzida por Alex Kurtzman (criador de “Star Trek: Discovery”) e Shane Salerno (“Memórias de Salinger”) para os estúdios CBS, a minissérie será exibida em dois episódios, que serão exibidos nos Estados Unidos nos dias 27 e 28 de setembro A primeira parte examinará o começo da investigação sobre a interferência russa, a investigação do FBI sobre os emails de Hillary Clinton e o impacto disso nas eleições de 2016, quando Donald Trump surpreendeu o mundo e foi eleito presidente. A parte dois é um relato virtual do dia-a-dia da relação tempestuosa entre Comey e Trump, e os intensos e caóticos primeiros meses da presidência de Trump. Os atores Michael Kelly (de “House of Cards”), Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”), Scoot McNairy (“Narcos: Mexico”) e Jonathan Banks (“Better Call Saul”) também integram o elenco estelar da atração.
A busca da vacina de covid-19 vai virar série do diretor de Vice
O diretor de “A Grande Aposta” (2016) e “Vice” (2018) vai trocar a economia e a política pela ciência em seu próximo projeto. Adam McKay vai produzir uma série sobre a busca de uma vacina para o novo coronavírus. A HBO aprovou a produção de “The First Shot”, minissérie baseada no livro homônimo – e ainda inédito – do jornalista Brendan Borrell sobre as empresas envolvidas na pesquisa, a ciência das vacinas e os desafios em relação ao acesso e segurança da vacinação contra a covid-19. Borrell tem escrito sobre a pandemia de coronavírus em publicações como National Geographic, Wired e Science. O projeto faz parte de um acordo geral firmado entre a produtora de McKay, Hyperobject Industries, e a WarnerMedia, que já rendeu a série “Succession” na HBO e colocou em desenvolvimento várias minisséries, como uma adaptação do filme “Parasita”, de Bong Joon-ho, e a história do time de basquete Los Angeles Lakers dos anos 1980, ambas também na HBO. McKay ainda está desenvolvendo uma série de antologia sobre mudanças climáticas para a HBO Max.
The Right Stuff: Vídeos apresentam a minissérie sobre os primeiros astronautas
O canal pago National Geographic divulgou o pôster, uma cena completa e um vídeo de bastidores da minissérie “The Right Stuff”, adaptação do famoso livro “Os Eleitos”, de Tom Wolfe, sobre os primeiros astronautas americanos. A minissérie, que será disponibilizada na plataforma Disney+ (Disney Plus), narra a trajetória dos pilotos de teste americanos que foram selecionados para dar início ao programa espacial dos Estados Unidos. A cena divulgada, por sinal, é o momento em que a oferta é feita para os candidatos, avisando que apenas os melhores seriam escolhidos para ir ao espaço ou morrer tentando. “Os Eleitos” já foi adaptado para o cinema em 1983 em uma obra aclamada de Philip Kaufman, que fez grande sucesso e venceu quatro Oscars. Mas a versão da minissérie tem uma grande diferença em relação ao filme. Apesar de mais longa, deixa de lado um personagem importante: Chuck Yeager, responsável por quebrar a barreira do som. Supostamente melhor que todos os outros pilotos, ele não se interessou em virar astronauta. No filme de Kaufman, ele foi vivido por Sam Shepard e dividiu a trama central como contraponto aos “eleitos” do título. A nova versão vai se concentrar apenas nos sete astronautas do programa Mercury. Eles são vividos por Patrick J. Adams (“Suits”) como John Glenn, Jake McDorman (“Limitless”) como Alan Shepard, Colin O’Donoghue (“Once Upon a Time”) como Gordon Cooper, Michael Trotter (“Underground”) como Gus Grissom, Aaron Staton (“Mad Men”) como Wally Schirra, Micah Stock (“Amizade Dolorida”) como Deke Slayton e James Lafferty (“A Maldição da Residência Hill”) como Scott Carpenter. O elenco também inclui Nora Zehetner (“Designated Survivor”) como Annie Glenn, Shannon Lucio (“True Blood”) como Louise Shepard, Eloise Mumford (“Chicago Fire”) como Trudy Cooper, Rachel Burttram (“Bloodline”) como Betty Grisson, Eric Ladin (“Bosch”) como Chris Kraft e Patrick Fischler (“Happy!”) como Bob Gilruth. A série tem produção da Appian Way, produtora do ator Leonardo DiCaprio, e foi desenvolvida por Will Staples, um especialista em tramas de videogames – como “Need for Speed: Rivals” (2013) e “Call of Duty: Modern Warfare” (2011). A estreia ainda não tem data definida, mas um dos vídeos dá como previsão o período do outono norte-americano (entre setembro e novembro).
His Dark Materials: Participação de James McAvoy foi cortada pela pandemia
A pandemia de coronavírus foi responsável por reduzir a presença de James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) na 2ª temporada de “His Dark Materials”. Durante o painel da série na Comic-Con@Home, os produtores contaram que o ator quase não vai aparecer nos novos episódios, porque o capítulo que lhe daria destaque não conseguiu ser gravado e foi inteiramente descartado após a suspensão da produção devido a covid-19. O episódio seria o oitavo da temporada e contava uma narrativa independente, que não faz parte do livro “A Faca Sutil”, em que a 2ª temporada se baseia. O roteirista Jack Thorne contou que teve a benção do escritor Philip Pullman para incluir esta história na série, que serviria para explicar o que Lord Asriel (papel de McAvoy) estava fazendo, após sumir na anomalia da 1ª temporada, até reaparecer na 3ª – adaptada do livro “A Luneta Âmbar”. A produtora executiva Jane Tranter acrescentou que foi uma “sorte incrível” que aquele tenha sido o único episódio que faltava quando a paralisação foi decretada. “Isso significava que poderíamos finalizar a pós-produção nos sete episódios que compõem ‘A Faca Sutil’ e deixar apenas o episódio autônomo de Asriel de lado”, explicou. “Talvez no futuro possamos revisitá-lo. Mas, essencialmente, nossa adaptação de ‘A Faca Sutil’ foi completamente concluída.” Falando ao podcast da revista Empire, McAvoy confirmou sua ausência da maior parte da trama. “Por causa do bloqueio, mal vou estar na 2ª temporada”, ele afirmou. Devido ao corte, a 2ª temporada de “His Dark Materials” terá apenas sete episódios, um a menos que o primeiro ano da produção. A saga do escritor Philip Pullman, conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”, já tinha sido levada ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas foi um grande fracasso de bilheteria e o projeto não teve continuação, deixando a história incompleta. A versão televisiva, que vai adaptar os três livros, é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”), além de Amir Wilson (“O Jardim Secreto”) como Will Parry, jovem cujo destino começa a se entrelaçar com o de Lyra nos novos episódios. A 2ª temporada ainda não tem data de estreia definida. A HBO anunciou apenas uma previsão para o outono americano – entre setembro e novembro.
Phoebe Waller-Bridge voltará a fazer par com Andrew Scott na série His Dark Materials
A HBO aproveitou o painel de “His Dark Materials” na Comic-Con@Home para anunciar que Phoebe Waller-Bridge entrou na 2ª temporada da série. Trata-se de uma participação vocal. Mas vai permitir o reencontro da atriz com seu par em “Fleabag”, Andrew Scott. Ela fará a voz de Sayan Kötör, a daemon de John Parry, personagem de Scott. No universo da série, todas as pessoas têm um “daemon”, ou seja, uma manifestação de sua própria alma em forma animal. Assim, os dois voltarão a formar um “par”. Baseada na saga literária conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”, a série acompanha a menina Lyra Belacqua em suas aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A obra do escritor Philip Pullman já tinha sido levada ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas foi um grande fracasso de bilheteria e o projeto não teve continuação, deixando a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997), que serve como base da 2ª temporada, e “A Luneta Âmbar” (2000). A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”), além de Amir Wilson (“O Jardim Secreto”) como Will Parry, jovem cujo destino começa a se entrelaçar com o de Lyra nos novos episódios. A 2ª temporada ainda não tem data de estreia definida. A HBO anunciou apenas uma previsão para o outono americano – entre setembro e novembro.
His Dark Materials: Trailer da 2ª temporada revela novos mundos
A HBO divulgou o trailer legendado da 2ª temporada de “His Dark Materials”, que leva a protagonista para novos mundos. Baseada na saga literária conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”, a série acompanha a menina Lyra Belacqua em suas aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A obra do escritor Philip Pullman já tinha sido levada ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas foi um grande fracasso de bilheteria e o projeto não teve continuação, deixando a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997), que serve como base da 2ª temporada, e “A Luneta Âmbar” (2000). A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”), Andrew Scott (“Fleabag”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”), além de Amir Wilson (“O Jardim Secreto”) como Will Parry, jovem cujo destino começa a se entrelaçar com o de Lyra nos novos episódios. A 2ª temporada ainda não tem data de estreia definida, mas o vídeo abaixo dá uma estimativa, anunciando o lançamento para o outono americano – entre setembro e novembro.
Sergio Ricardo (1932 – 2020)
O músico, escritor, pintor e cineasta Sergio Ricardo morreu na manhã desta quinta-feira (23/7), aos 88 anos no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Um dos integrantes de primeira hora da bossa nova, autor de “Zelão” e também da belíssima “Folha de Papel”, gravada por Tim Maia, Sergio ficou conhecido nacionalmente, a contragosto, por ter quebrado um violão no II Festival da Música Brasileira em 1967, quando foi vaiado ao apresentar a canção “Beto Bom de Bola”. Anos mais tarde, no princípio da década de 1990, escreveu uma autobiografia que batizou de “Quem Quebrou meu Violão”. Mas antes do banquinho e o violão, ele já era conhecido pela câmera na mão. Sergio Ricardo, que na verdade se chamava João Lutfi, seu nome de batismo, começou a filmar em 1962 sem nunca ter quebrado recordes de bilheteria. Mesmo assim criou um trio de clássicos do cinema brasileiro. Ao todo, ele assinou seis filmes, incluindo dois curtas, a maioria com participação importante de seu irmão Dib Lufti, um dos mais famosos diretores de fotografia do Brasil. O primeiro curta, “Menino da Calca Branca” (1962), ainda contou com apoio de outro mestre do Cinema Novo, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que realizou sua montagem. A história do menino favelado que sonhava com uma calça nova foi lançada no Festival Karlovy Vary, na então Tchecoslováquia, e acabou premiada no Festival de San Francisco, nos EUA. O primeiro longa, “Êsse Mundo É Meu”, foi um drama social estrelado por Antonio Pitanga e abordava a vida dura na favela. Além de escrever e dirigir, Sergio Ricardo compôs sua trilha sonora, lançada em disco – a música-título também foi gravada por Elis Regina. E sua qualidade chamou atenção da crítica internacional. Na época, o critico e diretor francês Luc Moullet, em artigo publicado na revista Cahiers du Cinema, condenou a ausência da obra de Sérgio Ricardo no festival de Cannes de 1965 e listou “Êsse Mundo É Meu” entre os melhores filmes de 1964. Mas pouca gente viu, inclusive no Brasil, onde foi lançado em 1 de abril de 1964, junto do golpe militar que esvaziou as ruas e os cinemas do país. Sergio Ricardo costumava brincar que tinha sido seu primeiro fracasso cinematográfico. Vieram outros. Romance engajado, “Juliana do Amor Perdido” (1970) denunciava como fanatismo religioso mantinha o povo escravizado numa comunidade de pescadores, e foi exibido no Festival de Berlim. Mais proeminente, “A Noite do Espantalho” (1974) consagrou-se como a primeira ópera “rock” brasileira ou o primeiro filme-cordel. Rodada no “palco a céu aberto” de Nova Jerusalém, onde anualmente é encenada a Paixão de Cristo, a trama registrava a luta de camponeses contra um poderoso coronel latifundiário, que agia comandado por um dragão. Em meio a surrealismo e psicodelia sertaneja, o filme ainda revelou, de uma só vez, os talentos de Alceu Valença e Geraldo Azevedo. E arrancou elogios da crítica mundial, com sessões lotadas no Festival de Cannes e de Nova York. Seus três longas formaram uma trilogia não oficial sobre a crise social brasileira. O diretor começou na favela urbana, foi para o litoral distante e acabou no sertão nordestino. E nesse trajeto evoluiu do neorealismo preto e branco para o psicodelismo colorido, criando uma obra digna de culto. Mas apesar da grande repercussão internacional, os filmes do diretor não receberam a devida valorização no Brasil. Sem incentivo, ele acabou se afastando das telas. Só foi voltar recentemente, em 2018, para seu quarto e último longa-metragem, “Bandeira de Retalhos”, que sintetizou seus temas. O filme acompanhava a luta de moradores de uma favela carioca contra a desapropriação de suas casas, que políticos poderosos tinham negociado com empresários do setor imobiliário. A história, inspirada numa tentativa da Prefeitura do Rio de transformar o Vidigal num empreendimento de luxo em 1977, foi encampada pela ONG Nós do Morro e filmada com poucos recursos. Novamente com Antonio Pitanga em papel de destaque, além de Babu Santana. Mas pela primeira vez sem Dib Lufti atrás das câmeras, falecido em 2016, o que fez toda a diferença. “Bandeira de Retalhos” foi exibida na Mostra de Tiradentes, festival de filmes independentes, e nunca estreou comercialmente. O diretor acabou lançando o filme por conta própria no YouTube, em maio passado, no começo da pandemia de covid-19. Além do trabalho como cineasta, Sergio Ricardo ainda contribuiu com outros talentos para o cinema brasileiro. São dele as trilhas de clássicos como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “Terra em Transe” (1967) e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), para citar só obras de Glauber Rocha, entre muitas outras colaborações. Ele também foi ator, embora tenha desempenhado poucos papéis, como no clássico infantil “Pluft, o Fantasminha” (1962) e como narrador de “Terra em Transe”, além de aparecer em dois de seus filmes e ter estrelado a minissérie “Parabéns pra Você” em 1983, na rede Globo.
Marco Pigossi estreia como agente secreto no trailer da 3ª temporada de Alto Mar
A Netflix divulgou o trailer legendado da 3ª temporada do suspense marítimo de época “Alto Mar”, que destaca a entrada do brasileiro Marco Pigossi (da novela “A Força do Querer”) no elenco central. Falando espanhol, ele se diz, na prévia, agente do serviço britânico e tenta convencer as irmãs Villanueva a ajudá-lo a encontrar um homem a bordo do navio, que carrega um vírus mortal capaz de “exterminar milhares de inocentes”. Lançada em 2019, essa série espanhola começou com Eva (Ivana Baquero, de “The Shannara Chronicles”) e Carolina (Alejandra Onieva, de “Novatos”) descobrindo segredos familiares perturbadores depois de uma sequência de mortes misteriosas em sua viagem de navio entre a Espanha e o Brasil nos anos 1940. A trama original era claramente inspirada em “Morte no Nilo”, o romance de mistério de Agatha Christie sobre um assassinato num navio de luxo – que vai ganhar nova versão no cinema em breve. As primeiras temporadas foram justamente isto: uma morte misteriosa durante uma viagem de navio luxuoso, em que todos a bordo são suspeitos. A nova temporada traz nova trama com ingredientes de espionagem e o tema atual do vírus letal. Criada por Ramón Campos e Gema R. Neira, dupla de criadores de “As Telefonistas” (Las Chicas del Cable), um dos primeiros sucessos espanhóis da Netflix, “Alto Mar” estreia sua 3ª temporada no dia 7 de agosto em streaming.
Pandemia cancela minissérie sobre a vida de Evel Knievel
A Universal desistiu de transformar a vida do motociclista acrobático Evel Knievel numa série. A produção seria estrelada pelo ator Millo Ventimiglia (“This Is Us”) e exibida no canal pago USA Network, e estava prestes a começar a ser gravada quando a pandemia de coronavírus interrompeu todos os trabalhos de filmes e séries. A série tinha recebido sinal verde em setembro passado e fechou seu elenco central em dezembro, com Sarah Gadon (“True Detective”), David Krumholtz (“The Deuce”) e Michael Chernus (“Orange is the New Black”). Etan Frankel (“Shameless”) escreveu a trama, que foi descrita como um retrato emocionante de um homem complexo vivendo o sonho americano, equilibrando uma fama meteórica com a criação de sua família e encarando a possibilidade de que seu próximo salto pudesse matá-lo. Pra quem não sabe, Evel Knievel foi um dos grandes ícones americanos dos anos 1970, graças a seus audaciosos saltos de motocicleta em distância, sempre usando um uniforme com capa, como um super-herói. Ao todo, ele saltou 75 vezes entre rampas distantes, entre 1965 e 1980, muitas vezes caindo e se machucando diante de espectadores em eventos de cobertura nacional. Seu nome, por sinal, está no livro Guinness dos Recordes não pela quantidade de saltos, mas pelas 433 costelas quebradas ao longo da carreira. Knievel chegou a ficar em coma por 29 dias em 1967, após uma de suas manobras mais arriscadas. Sua vida de excessos lhe rendeu o título de motociclista mais audacioso de todos os tempos – e foi a inspiração para a criação do Motoqueiro Fantasma nos quadrinhos. Ele morreu em 2007, aos 69 anos, devido a um doença pulmonar. A decisão de abandonar a telebiografia se deu por conta da agenda do ator Ventimiglia. Ele planejava gravar a minissérie durante o hiato de “This Is Us”, que estrela na rede NBC. Mas como o cronograma original não pôde ser cumprido, ele só teria nova folga em 2021. Mesmo assim, os protocolos de higiene e segurança criados após a pandemia tendem a aumentar o período das gravações, comprometendo sua disponibilidade para as duas produções. Caso a condições sejam favoráveis, o estúdio ainda pode tentar realizar a produção em 2021, mas não para o USA. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, a ideia agora é tentar salvar o projeto com sua negociação para alguma plataforma de streaming.











