Amazon Prime Video vai ficar mais cara no Brasil
A Amazon Prime Video anunciou o primeiro aumento na mensalidade de sua assinatura no Brasil. O serviço, que contempla a plataforma de streaming e também vantagens no e-commerce da empresa, saltará de R$ 9,90 para R$ 14,90 a partir de 20 de maio, um reajuste de 50,50%. Para quem optar pelo plano anual, cobrado de uma só vez, o aumento é menor, correspondente a 33,7%. Vai de R$ 89 para R$ 119. Quem quiser aproveitar o preço antigo, precisa fazer assinatura até 19 de maio. Já os atuais assinantes só serão afetados pela mudança nas renovações feitas após 24 de junho. Esta é a primeira vez que o serviço tem preço reajustado desde que passou a ofertar um “pacotão” na moeda brasileira. Mas o aumento não é exclusivo da Amazon brasileira. Em fevereiro, a assinatura nos EUA saltou de US$ 13 para US$ 15 no pacote mensal. Apesar disso, a Amazon Prime Video segue como uma das plataformas de conteúdo em streaming com preço mais acessível.
“Animais Fantásticos 3” segue como filme mais visto no Brasil
“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” manteve-se como o filme mais visto dos cinemas brasileiros pelo terceiro fim de semana consecutivo. Segundo dados da ComScore, o longa teve público de 254,9 mil entre quinta e domingo (1/5) e uma arrecadação de R$ 5,52 milhões nas bilheterias. Em 2º lugar, “Sonic 2: O Filme” rendeu R$ 4,67 milhões com 239,8 mil espectadores, enquanto o anime “Jujustu Kaisen 0”, estreante da semana, fechou o pódio com R$ 2,81 milhões e 141,3 mil ingressos vendidos. Dos títulos nacionais em cartaz, “Detetives do Prédio Azul 3: Uma Aventura no Fim do Mundo” e “Medida Provisória” ficaram em 5º e em 6º lugares, respectivamente com 90,9 mil espectadores e faturamento de R$ 1,83 milhão e 50,2 mil espectadores e R$ 1,05 milhão nas bilheterias. Ao todo, 928,2 mil pessoas foram aos cinemas entre quinta-feira e domingo, uma queda significativa em relação ao fim de semana anterior, quando a marca foi de 1,56 milhão — 41% menos público. A expectativa é de reversão desses números a partir de quinta (5/5), quando estreia “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, o novo filme da Marvel. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 28/4 – 1/5:1. #AnimaisFantasticos #Dumbledore 2. #SonicMovie2 3. #JujutsuKaisen #JujutsuKaisen0 4. #CidadePerdida 5. #DetetivesPredioAzul36. #MedidaProvisoriaOFilme 7. #Morbius8. #DowntonAbbey2 9. #Batman 8. #ACriançaDiabo — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 2, 2022
“Os Caras Malvados” lidera bilheterias dos EUA pela segunda semana
A falta de grandes lançamentos contribuiu para a animação “Os Caras Malvados” manter a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pela segundo fim de semana consecutivo. A produção da Universal Pictures arrecadou US$ 16,1 milhões de 4.042 salas, elevando seu faturamento doméstico total para US$ 44,4 milhões após 10 dias de exibição. Vale lembrar que “Os Caras Malvados” foi lançado há mais de um mês no Brasil sem causar muito impacto. Mas é um filme simpático que conquistou 87% de aprovação entre a crítica norte-americana, segundo registrou o site Rotten Tomatoes. Em todo o mundo, sua bilheteria está em US$ 118 milhões. O 2º lugar do fim de semana na América do Norte é “Sonic 2: O Filme”, que rendeu US$ 11,3 milhões em 3.801 salas. Após quatro semanas em cartaz, a sequência de “Sonic” já soma US$ 160,9 milhões no mercado interno. Ou seja, superou oficialmente a bilheteria do seu antecessor, que fez US$ 148 milhões na véspera da pandemia. Entretanto, o fechamento dos cinemas no começo do surto de covid-19 impediu que “Sonic: O Filme” tivesse longa exposição em 2020. A bilheteria mundial da adaptação do videogame está em US$ 323 milhões, praticamente empatada com “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”. A superprodução da Warner Bros., por sinal, também repetiu o 3º lugar da semana passada, somando mais US$ 8,3 milhões em 3.962 salas. O desempenho estável apenas reforça que o longa responde pela menor bilheteria de todos os títulos baseados no universo “Harry Potter” criado pela escritora J.K. Rowling. Com US$ 79 milhões acumulados em três fins de semana, “Os Segredos de Dumbledore” ainda está longe dos US$ 100 milhões no mercado interno, mas graças ao maior interesse internacional já chegou a US$ 329 milhões mundiais. A única novidade do Top 10 deste domingo (1/5) foi o lançamento de “Memory”, enésimo filme de ação estrelado por Liam Neeson, que abriu em 8º lugar com US$ 3,1 milhões em 2.555 salas. A falta de interesse coincide com críticas muito negativas – apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. Liam Neeson vem afirmando há alguns anos que se aposentaria dos thrillers de ação. Mas segue fazendo filmes do gênero. Agora, público e crítica tomaram a iniciativa de deixar claro o fim desse ciclo em sua carreira.
Amazon contrata Fabiana Karla e diretora de “Minha Mãe é uma Peça 3”
A Amazon anunciou a contratação de humorista Fabiana Karla (“Lucicreide Vai pra Marte”), da roteirista Adriana Falcão (“Se Eu Fosse Você”) e da diretora Susana Garcia (“Minha Vida em Marte”). As novidades foram divulgadas nesta quinta-feira (28/4) durante o Rio2C, evento que acontece no Rio de Janeiro. Todos os três nomes tem trabalhos de sucesso na Globo – no caso de Garcia, no Multishow. Diretora também de “Minha Mãe é uma Peça 3”, maior blockbuster brasileiro, Garcia é a única que tem projeto conhecido. Ela vai dirigir uma série da plataforma a ser estrelada por Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”), cuja contratação já havia sido anunciada anteriormente pela plataforma – junto da contratação de Lázaro Ramos! A produção vai contar a história de uma mulher de 50 anos “que não é só a mãe da adolescente”, disse a atriz. A plataforma também está negociando contratar o humorista Paulo Viera, que se tornou ainda mais popular por sua participação no “BBB 22”. As preferências da Amazon sugerem uma competição por talentos com a Globo, em especial com o núcleo do Multishow, que concentra os programas humorísticos do grupo. Além da Amazon, a Globo também tem visto astros de suas novelas serem contratados pela HBO Max.
Netflix começa onda de demissões
A Netflix demitiu ao menos dez funcionários do site Tudum, nesta quinta-feira (28/4), de acordo com reportagem do site The Hollywood Reporter. O corte foi apontado pela publicação como o começo de uma onda de demissões na empresa após os resultados negativos do último trimestre, que registraram perda de 200 mil assinantes e consequente queda milionária de seu valor de mercado. A plataforma lançou o Tudum em dezembro passado como um site editorial para cobrir conteúdo de suas séries e filmes. Para formar a equipe, a empresa recrutou alguns dos principais jornalistas e redatores de entretenimento. Spencer Neumann, diretor-financeiro da Netflix, disse em conferência recente a acionistas que a companhia iria começar a “puxar o freio” em alguns gastos, preferencialmente aqueles mais dispensáveis. “Puxar o freio” é eufemismo para cortes de despesas e demissões. A decisão visa antecipar um potencial desastre no próximo trimestre. Segundo previsão da própria Netflix, ela deve perder em torno de 2 milhões de assinantes entre abril e junho. A
Elon Musk vai comprar o Twitter
O bilionário sul-africano Elon Musk, dono da companhia de carros Tesla e de foguetes SpaceX, anunciou nesta segunda-feira (25/4) ter entrado num acordo para a compra do Twitter, após semanas de negociações. O valor estimado a aquisição foi de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 214 bilhões na cotação atual). Ele decidiu comprar o Twitter após adquirir 9,2% de ações na empresa em 4 de abril, transformando-se no maior acionista individual da plataforma. Mas em seguida disse que não queria integrar o comitê executivo da empresa. Dias depois, fez a proposta para comprar 100% do Twitter, pagando US$ 7 bilhões a mais que o valor de mercado da companhia – avaliada em US$ 37 bilhões. Num primeiro momento, o conselho de administração do Twitter (grupo de diretores com poder de decisão na plataforma) se posicionou contra a oferta de Musk. Mas, durante a noite de domingo (24/4), uma reunião de acionistas decidiu que deveriam abrir negociações com o bilionário, após ele detalhar sua proposta com garantias financeiras e informar que aquela seria sua “última e melhor” proposta. Como o negócio ainda está sujeito a aprovações regulatórias, o comunicado cita que o processo de compra só deve ser finalizado no segundo semestre. A partir da aprovação, o novo proprietário pretende fazer mudanças radicais na empresa. Para começar, a companhia deixará de ter ações negociadas na bolsa e se tornará de capital fechado. Além disso, Musk quer alterar a política de controle das publicações, permitindo que violadores contumazes, como o ex-presidente Donald Trump, banido do Twitter, e bolsonaristas acusados de crimes pelo STF possam voltar a escrever na rede social. “Liberdade de expressão é a base do funcionamento da democracia, e o Twitter é a praça de discussão digital, onde são debatidos os assuntos vitais para o futuro da humanidade”, disse Musk em comunicado. O empresário já criticou várias vezes as políticas de moderação de conteúdo de redes sociais, criadas para tentar coibir desinformação e barrar discursos de ódio. Mas Mark Zuckerberg, o “dono” do Facebook, Instagram e Whatsapp, já teve que explicar no Congresso dos EUA porque tinha uma política de moderação mais branda que a do Twitter, sendo responsabilizado pela proliferação de notícias falsas e grupos de ódio em suas redes. Por outro lado, Musk também pretende combater bots (robôs ou usuários de comportamento automatizado), responsáveis por semear spam e fake news. Para isso, quer autenticar todos os seres humanos que participam do site. Outro de seus planos para “melhorar o Twitter” é tornar públicos os algoritmos da rede, para que as pessoas confiem mais na plataforma. “Estou ansioso para trabalhar com a companhia e comunidade de usuários para desbloquear seu potencial”, afirmou o bilionário.
“Animais Fantásticos 3” lidera bilheterias brasileiras
O prólogo de “Harry Potter” nem tomou conhecimento do “Harry Potter brasileiro”. Segundo dados da consultoria Comscore, “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” foi o filme mais visto do Brasil no fim de semana, com 550 mil espectadores e R$ 11,8 milhões de faturamento. Em duas semanas no circuito nacional, o filme do universo de “Harry Potter” já acumulou 1,9 milhão de espectadores e R$ 39 milhões em ingressos vendidos. “Sonic 2: O Filme” foi o segundo filme que mais levou pessoas aos cinemas no país: 462 mil, o que rendeu R$ 9 milhões de bilheteria. A estreia de “Cidade Perdida” ficou em 3º lugar, com público de 195 mil e arrecadação de R$ 4,1 milhões. Outra estreia de quinta passada (21/4), “Detetives do Prédio Azul 3: Uma Aventura no Fim do Mundo” conquistou o quarto maior público. A aventura infantil com bruxas nacionais teve 172 mil espectadores e R$ 3,4 milhões em ingressos vendidos. Mas como teve “pré-estreia” antecipada na semana passada, o filme já foi assistido por mais de 200 mil espectadores e chegou a R$ 4 milhões em bilheteria. O Top 5 se completa com outra produção brasileira. “Medida Provisória” atraiu 97,5 mil pessoas e arrecadou R$ 2 milhões em seu segundo fim de semana em cartaz. Desde a estreia oficial, em 14 de abril, a sci-fi distópica de Lázaro Ramos acumula público de 237 mil pessoas e R$ 4,6 milhões em bilheteria. E segue como segundo filme nacional mais visto do ano, atrás somente dos mais de 500 mil espectadores de “Tô Ryca 2”. Confira abaixo o ranking das 10 maiores bilheterias do fim de semana no Brasil, de acordo com levantamento da Comscore. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 21 -24/4:1. #AnimaisFantasticos #Dumbledore 2. #Sonic #Sonic2 3. #CidadePerdida 4. #DetetivesDoPredioAzul35. #MedidaProvisoriaOFilme 6. #Morbius7. #Batman 8. #SEVENTEEN #PowerOfLove_TheMovie 9. #APiorPessoaDoMundo10. #ANoiteDoTriunfo — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) April 25, 2022
“Animais Fantásticos 3” desaba nas bilheterias dos EUA
As bilheterias deste fim de semana na América do Norte não foram animadoras para nenhum filme. Mas para um título em particular, os números se traduziram nas piores notícias possíveis. Mais de um mês depois de estrear no Brasil, “Os Caras Malvados” finalmente chegou aos EUA para liderar o fim de semana no país, faturando cerca de US$ 24 milhões, de acordo com a Comscore. Apesar dessa liderança, o novo desenho da DreamWorks Animation, que custou US$ 80 milhões, não é exatamente um sucesso. A trama dos animais vilões de fábulas que tentam fazer o bem só faturou US$ 63,1 milhão em seu lançamento antecipado no exterior, para atingir um total mundial de US$ 87,1 milhões. “Sonic 2: O Filme” manteve-se em 2º lugar nos EUA e Canadá, com estimados US$ 15,2 milhões, para chegar num total doméstico de US$ 145,8 milhões após três semanas. Em todo o mundo, a adaptação de videogame orçada em US$ 110 milhões já soma US$ 287,2 milhões. Com isso, “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” caiu do 1º para o 3º lugar no segundo fim de semana de exibição. A superprodução de US$ 200 milhões da Warner Bros. perdeu 67% do público após chegar nos cinemas norte-americanos e fez apenas US$ 14 milhões nos últimos três dias em 4.245 telas. Os números do mercado domésticos dão a dimensão do prejuízo representado pelo filme. Ao todo, a Warner Bros. contabiliza US$ 67,1 milhões na América do Norte, mas metade do faturamento fica com os donos dos cinemas e ainda há taxas. A produção está se saindo melhor no exterior, onde soma US$ 213,2 milhões para um total global de US$ 280,3 milhões. Para situar o leitor, o ponto de equilíbrio da fantasia infantil gira em torno de US$ 600 milhões. Diante deste desempenho, é possível afirmar que a franquia que servia de prólogo para “Harry Potter” não concluirá sua trajetória projetada para cinco filmes. Nem terá quatro filmes. O Top 5 se completa com duas estreias. O épico viking “O Homem do Norte” abriu em 4º lugar com US$ 12 milhões. Elogiado pela crítica, com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa é o mais caro da carreira do ex-indie Robert Eggers (diretor de “A Bruxa” e “O Farol”), com um orçamento entre US$ 70 e 90 milhões. Por isso, vai precisar desempenhar muito bem no exterior para compensar seu investimento. Por enquanto, o faturamento internacional é de US$ 11 milhões para uma receita global de US$ 23,5 milhões. Entretanto, o filme estrelado por Alexander Skarsgård, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Nicole Kidman, Willem Dafoe e a cantora Björk ainda não chegou em muitos países. No Brasil, o lançamento está marcado para 12 de maio. “O Peso do Talento” fecha o Top 5 com US$ 7,2 milhões, mas é a produção mais barata da lista. Custou só US$ 30 milhões. Com Nicolas Cage interpretando uma versão exagerada de si mesmo, o longa faturou US$ 2,4 milhões no exterior e está com um total de US$ 9,6 milhões. Também tem 89% de aprovação no Rotten Tomatoes e também estreia no Brasil em 12 de maio.
Governador da Flórida declara guerra à Disney e acaba com isenções dos parques
O governador da Flórida, Ron DeSantis, sancionou um projeto de lei nesta sexta-feira (22/4) que dissolve o distrito autônomo da Disney em Orlando, como punição por a empresa ter se oposto à chamada lei “Não diga gay”, que proíbe professores do ensino fundamental do estado de abordarem questões de gênero e dá aos pais o poder de processar escolas por supostas violações. A nova lei sancionada acaba com o Reedy Creek Improvement District, criado em 1967, que cobre quase 64 quilômetros quadrados dos condados de Orange e Osceola, abrangendo os parques temáticos e resorts da Disney. O distrito dava grande autonomia e isenção fiscal à empresa. Em uma entrevista coletiva em Hialeah, DeSantis disse que sua assinatura era uma “provocação”. Reforçando que se tratava de um ato puramente ideológico, ele acusou a Disney de promover uma agenda LGBTQIAP+ para “injetar sexualidade na programação que é fornecida aos nossos filhos mais novos”. E declarou: “Não me sinto confortável com esse tipo de agenda recebendo tratamento especial no meu estado. Eu simplesmente não aceito.” Não é a primeira vez que o político de extrema direita acusa a Disney de “tentar impor uma ideologia progressista [woke] em nosso estado”. “Vemos isso como uma ameaça significativa”, ele disse ao programa “Fox & Friends”, da Fox News, no início deste mês. “Este progressismo destruirá este país se o deixarmos continuar ininterruptamente”. A Disney ainda não se pronunciou publicamente sobre a abolição de seu distrito, que só deve entrar em vigor em 1º de junho de 2023. Mas espera-se que o conglomerado entre com ações legais contra o governo estadual da Flórida. A disputa deve se estender para além da próxima eleição, na qual a Disney deverá apoiar o candidato de oposição, jogando contra DeSantis a ameaça de deixar o estado. A conta é muito alta. Caso perca a disputa, a Disney ficará em dívida com os condados de Orange e Osceola num valor que pode passar de US$ 1 bilhão, referente a manutenção de estradas e sistemas de esgoto até seus parques, e pelo fornecimento de outros serviços públicos, como água e luz. Além disso, só Orange County estima faturar US$ 163 milhões por ano em impostos da Disney. Por outro lado, sem a Disney, a economia do estado da Flórida sofreria um abalo significativo. Pode ser mais barato para a empresa mudar seus parques para outro estado. Não deverão faltar ofertas de incentivos para isso, de olho nos milhões de turistas que o Disney World atrai, para a movimentar a economia de um novo local.
CNN+ é fechada menos de um mês após lançamento
A CNN anunciou nesta quinta-feira (21/4) o encerramento do CNN+, serviço de streaming da emissora nos Estados Unidos, que foi lançado há menos de um mês, em 29 de março. O desligamento oficial está marcado para o próximo dia 30. Em comunicado oficial, Chris Licht, novo CEO da CNN, informou que a decisão foi tomada pela nova cúpula de executivos da Warner Bros. Discovery, que vai revisar a estratégia de streaming do conglomerado. Há planos, inclusive, de juntar HBO Max e Discovery+ numa única plataforma. “À medida que nós nos tornamos a Warner Bros. Discovery, a CNN será mais forte como parte da estratégia de streaming da companhia, que vê as notícias como uma parte importante de uma oferta mais ampla e atraente, juntamente com conteúdo de esportes, entretenimento e produções de não ficção”, disse Licht no comunicado. “Tomamos a decisão de encerrar as operações da CNN+ e focar nosso investimento nas principais operações de coleta de notícias da CNN e na construção da CNN Digital. Esta não é uma decisão sobre qualidade; agradecemos todo o trabalho, ambição e criatividade investidos na construção da CNN+, uma organização com talento incrível e programação atraente. Agora, nossos clientes e a CNN serão mais bem atendidos com uma escolha de streaming mais simples”, encerrou o executivo. Com a decisão, Alex MacCallum, ex-diretor de programação, assume o comando da renomeada CNN Digital, e Andrew Morse, executivo que supervisionou a criação e lançamento da CNN+, deixa a companhia. Os funcionários do streaming também serão afastados. A WarnerMedia gastou cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,3 bilhão) no lançamento do CNN+ e planejava gastar outras centenas de milhões a mais nos próximos anos. Os usuários que assinaram a plataforma neste breve período receberão reembolsos proporcionais por suas taxas. O lançamento da CNN+ foi a última mostra da desorganização da WarnerMedia, empresa criada em 2018 pela compra da Time Warner pela AT&T, e que foi extinta na negociação com o grupo Discovery para a criação da atual empresa Warner Bros. Discovery. Embora tenha feito o lançamento de uma nova plataforma de streaming no apagar das luzes, a WarnerMedia fechou várias iniciativas bem-sucedidas do conglomerado, após a AT&T assumir o controle, incluindo as plataformas DC Universe (adaptações de quadrinhos), Machinima (séries baseadas em games) e DramaFever (de doramas), entre outras, além de ter vendido a Crunchyroll (de animes) para a rival Funimation (da Sony). A dilapidação causou desvalorização e favoreceu a aquisição da Discovery, que comprou ações e assumiu o controle de uma empresa muito maior que ela mesma, a outrora poderosa Warner Bros, enquanto a AT&T veio a público admitir que nunca deveria ter enveredado pelo negócio do entretenimento.
Netflix perde US$ 54 bilhões em 24 horas
Um dia após revelar ter perdido 200 mil assinantes no trimestre passado e esperar perder mais 2 milhões no atual, a Netflix sofreu uma desvalorização brutal na bolsa de Nova York, registrando uma queda de 35% nas negociações desta quarta (20/4). Ao fim do dia, a empresa viu evaporar nada menos que US$ 54 bilhões em seu valor de mercado. O tombo financeiro marca o fim da longa lua de mel da empresa com os investidores. William Ackman, bilionário que comprou mais de 3 milhões de ações da Netflix em janeiro, revelou ter vendido toda sua participação com prejuízo. Em uma carta aos investidores, ele assumiu uma perda de cerca de US$ 400 milhões. Em janeiro, Ackman dizia que a Netflix ostentava uma “avaliação atraente”. Nesta quarta-feira, escreveu: “Perdemos a confiança em nossa capacidade de prever as perspectivas futuras da empresa”. Confrontada com a estagnação, após um histórico de crescimento – e endividamento – constante, a Netflix adiantou ao mercado duas alternativas para reverter o quadro: cobrar pelo compartilhamento de senhas e oferecer uma alternativa de assinatura mais barata, compensada pela exibição de comerciais publicitários. As propostas não foram acompanhadas por muitos detalhes, o que deixou o mercado nervoso diante dos problemas que podem causar no modelo financeiro atual da empresa – especialmente por a Netflix sempre ter se orgulhado de oferecer um serviço sem anúncios. A crise também deve se estender a outras plataformas, ao estabelecer que o total de assinantes da Netflix, atualmente 220 milhões, é o teto para o crescimento mundial do streaming. Não por acaso, as ações da Paramount Global caíram mais de 11%, a Warner Bros Discovery desvalorizou em cerca de 6% e a Disney em cerca de 4%. Além do compartilhamento de senhas, a Netflix culpa a lenta adoção de Smart TVs e da tecnologia 5G, a crise financeira e a inflação que acompanharam pandemia como razões de seu encolhimento no mercado.
“O Golpista do Tinder” é o documentário mais assistido da Netflix em todos os tempos
A Netflix revelou que “O Golpista do Tinder” se tornou seu documentário mais assistido de todos os tempos. A revelação foi feita no relatório financeiro trimestral apresentado ao mercado dos EUA na terça (19/4). Lançada em em 2 de fevereiro, a produção teve 166 milhões de horas assistidas em seus primeiros 28 dias, de acordo com a plataforma. Dirigido por Felicity Morris, o filme revela os golpes do israelense Shimon Hayut, que enganou várias mulheres no aplicativo de namoro Tinder para ficar com o dinheiro delas. A produção também conta como um grupo de mulheres ajudou a desmascará-lo. No ano passado, a Netflix tinha dito que “Cenas de um Homicídio: Uma Família Vizinha” era seu documentário mais assistido. Mas, na época, a metodologia aplicada para medir audiência era diferente, contabilizando contas e não horas assistidas. O filme de 2020, dirigido por Jenny Popplewell, teve 52 milhões de visualizações. Vale destacar que os dois trabalhos seguem a tendência de “true crime”, que investiga crimes reais. Esta também é a vertente mais explorada pelos documentários da plataforma de streaming.
Netflix perde 200 mil assinantes em 2022
A Netflix divulgou o relatório financeiro do primeiro trimestre de 2022, onde registrou uma diminuição em seu número de assinantes. Após relatar quedas consistentes no ritmo de crescimento ao longo do ano passado, a empresa revelou ter perdido 200 mil clientes entre janeiro e março. Foi a segunda vez que a gigante do streaming apresentou números negativos, desde o lançamento de suas primeiras produções originais. A primeira foi em 2011, quando um investidor aproveitou o viés de baixa para tentar adquirir a empresa comprando suas ações no mercado. Na ocasião, a Netflix conseguiu impedir a compra hostil. A plataforma perdeu assinantes em quase todas as regiões, exceto no mercado da Ásia e do Pacífico, onde teve um acréscimo líquido de mais de 1 milhão de assinantes, puxado pela diminuição no preço das assinaturas na Índia. O aumento asiático ajudou a compensar uma queda impressionante entre os consumidores da América do Norte. Com concorrência cada vez mais acirrada pelas diversas ofertas de streaming, a empresa perdeu cerca de 640 mil assinantes na região. O serviço também perdeu 350 mil assinantes na América Latina e mais 300 mil entre a Europa, Oriente Médio e África. A projeção do relatório não é otimista, prevendo que o encolhimento deve aumentar no segundo trimestre, quando a Netflix espera perder até mais de 2 milhões de assinantes. Este número elevado leva em conta a decisão da empresa de suspender seu serviço na Rússia, onde possui cerca de 700 mil assinantes, em protesto contra a invasão da Ucrânia. Para reagir às perdas, o streamer pretende impedir o compartilhamento de senhas entre pessoas de diferentes residências. Em seu relatório para o mercado, a Netflix apontou que, no universo de suas 220 milhões de assinaturas pagas, cerca de 100 milhões de pessoas compartilhavam o serviço sem pagar. Deste total, 30 milhões usufruem de senhas de terceiros apenas nos EUA e Canadá. O plano da plataforma é explorar “a melhor forma de monetizar o compartilhamento”. Em vez de condenar a prática, pretende cobrar por ela. A ideia é oferecer o serviço com preço promocional, chamado a iniciativa de “uma grande oportunidade” para quem quiser compartilhar a senha com terceiros, “pois essas famílias já estão assistindo à Netflix e desfrutando de nosso serviço”. No mês passado, a Netflix começou a fazer testes para a cobrança de compartilhamento em três países da América Latina (Chile, Costa Rica e Peru) e a experiência deve agora ser implementada em todo o mundo. O crescimento acelerado da Netflix nos últimos anos foi o fator que fez os estúdios de Hollywood criarem seus próprios serviços de streaming, mas a desaceleração que a empresa começa a enfrentar também pode levar a concorrência a reavaliar o tamanho do mercado global do entretenimento online e os investimentos elevados dispendidos para competir por assinantes.











