Starzplay cresce mais que a concorrência no trimestre
A Lionsgate revelou nesta quinta (4/8), durante seu relatório de desempenho trimestral para o mercado, que a plataforma de streaming Starzplay atingiu 26,3 milhões de assinantes globais. Isso representa um crescimento de 1,8 milhão de assinantes em comparação com o último levantamento e um aumento de 57% em relação à média de assinantes do ano passado. Além disso, a Starzplay superou a Discovery+ em assinaturas, demonstrando ter condições de brigar com empresas com muito mais poder de investimento num mercado cada vez mais competitivo como o streaming. E cresceu mais que a HBO Max e a Discovery+ combinadas no trimestre. “Temos o prazer de relatar um forte crescimento global de assinantes de streaming no Starz, outro desempenho de destaque de nosso Grupo de Televisão e as principais métricas financeiras alinhadas às expectativas”, disse Jon Feltheimer, CEO da Lionsgate . “Embora estejamos navegando em um ambiente econômico incerto, continuamos a executar com sucesso nossa missão principal: preencher nossos canais de filmes, televisão e streaming com conteúdo premium que cria valor de longo prazo para nossos consumidores, parceiros e acionistas”. Os analistas viram os bons números como propaganda de venda. Wall Street tem sido informada por “fontes” de que a Lionsgate se prepara para desmembrar a Starz e transformar o canal pago e sua plataforma numa empresa distinta, visando permitir a investidores avaliarem os ativos de TV e de cinema da empresa de forma separada. A receita geral da Lionsgate no trimestre, entretanto, registrou queda. Foi de US$ 893,9 milhões, um pouco abaixo do resultado atingido no mesmo período no ano passado, quando somou US$ 901,2 milhões. O estúdio também ampliou seu prejuízo líquido trimestral, chegando a US$ 119 milhões negativos, mais que o dobro do prejuízo de US$ 45,4 milhões do ano anterior. As fontes de renda de mídia do estúdio, que correspondem principalmente à arrecadação publicitária da Starz, chegou a US$ 381,2 milhões, um pouco abaixo dos US$ 382,3 milhões do ano anterior. Mas isso foi compensado pela arrecadação da Starzplay, que subiu para US$ 31,6 milhões com pagamentos por assinaturas durante o último trimestre, em comparação aos US$ 24,1 milhões do mesmo período em 2022. Além disso, a receita com produção de TV aumentou acentuadamente, atingindo US$ 423,3 milhões contra US$ 386,1 milhões no ano anterior, devido à maior entrega de conteúdo para terceiros, como a Netflix.
CEO da Warner Bros. Discovery decreta fim dos filmes exclusivos da HBO Max
O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, foi duro e firme na apresentação do desempenho trimestral da empresa para o mercado, nesta quinta (4/8), ao abordar a controversa decisão de cancelar os lançamentos de “Batgirl” e da continuação de “Scooby! O Filme”. “Não vamos lançar um filme até que esteja pronto”, disse Zaslav durante a parte de perguntas e respostas da teleconferência. “E não vamos lançar um filme a menos que acreditemos nele.” A decisão de engavetar os dois longas-metragens quase concluídos – em especial um filme da DC com um orçamento de US$ 90 milhões – surpreendeu a indústria em geral nesta semana. Durante a apresentação, Zaslav reforçou que sua visão é oposta a da antiga administração da WarnerMedia. O antigo chefe, Jason Kilar, sacudiu o mercado por lançar blockbusters simultaneamente no cinema e na HBO Max durante a pandemia. Mas o novo chefe é radicalmente contrário a iniciativas do gênero. Vai até mais longe que isso. “Essa ideia de lançar filmes caros direto em streaming… não conseguimos encontrar um argumento econômico para isso, então estamos fazendo uma mudança estratégica”, disse Zaslav. Ao cancelar “Batgirl” ele diz pretender valorizar os super-heróis da DC – incluindo Batman, Superman e Mulher-Maravilha – como peças centrais para a estratégia de conteúdo mais ampla da empresa. “São marcas conhecidas em todo o mundo”, disse. O CEO foi enfático ao elogiar os próximos lançamentos de super-heróis, dizendo que “Adão Negro”, “Shazam! Fúria dos Deuses” e até “The Flash” “são incríveis” e que a Warner Bros. Discovery pode “fazer ainda melhor” no futuro. “Vamos abraçar totalmente o cinema, pois acreditamos que isso cria interesse e demanda, fornece um grande evento de marketing e gera burburinho, boca-a-boca, que acompanha os filmes quando passam para o streaming e além”, acrescentou. “Temos uma visão diferente sobre lançar filmes diretamente em streaming e tomamos algumas medidas agressivas para corrigir a estratégia anterior.” Durante a apresentação, o CFO Gunnar Wiedenfels citou a estratégia impulsionada pela liderança anterior da WarnerMedia – ou seja, Jason Kilar e Ann Sarnoff – para financiar “filmes selecionados direto para HBO Max” como algo que não se sustenta financeiramente. Além dos quase concluídos “Batgirl” e “Scoob!: Holiday Haunt”, ele citou o filme dos “Super Gêmeos”, abortado em fase de desenvolvimento, como “exemplos de filmes de streaming que não se encaixam nessa nova abordagem estratégica”. Wiedenfels afirmou que cancelar esses projetos foi uma “decisão difícil”, mas a empresa está “comprometida em ser disciplinada sobre uma estrutura que oriente nosso investimento para obter o máximo retorno”. Não houve menções a novos cortes, mas todos os projetos caros desenvolvidos exclusivamente para streaming devem ser paralisados. Isto inclui produções anteriormente anunciadas da DC Comics, como filmes de Supergirl e Zatanna. Por ter agradado durante a produção e conquistado uma vaga no calendário de lançamentos cinematográficos, “Besouro Azul”, que marca a estreia de Bruna Marquezine em Hollywood, estaria seguro – ao menos, enquanto Zaslav “acreditar nele”.
Warner Bros. Discovery anuncia fusão da HBO Max e Discovery+ para 2023
A apresentação dos primeiros resultados trimestrais da Warner Bros. Discovery ao mercado nesta quinta (4/8) confirmou os planos de unificação dos serviços de streaming HBO Max e Discovery+, refletindo a forma como a nova empresa foi formada no início do ano – a partir da junção da antiga WarnerMedia e da Discovery. O novo serviço unificado entrará em funcionamento daqui a um ano, entre junho e agosto de 2023 (temporada de verão nos EUA), informou JB Perrette, CEO e presidente de streaming global e interativo da Warner Bros. Discovery, falando na teleconferência da empresa. A empresa não anunciou qual será o novo nome da plataforma que juntará HBO Max e Discovery+, mas adiantou que o novo serviço será lançado em duas versões: com e sem anúncios, que terão preços diferentes – ainda não informados. Na projeção apresentada para o novo serviço, a WBD disse esperar ter 130 milhões de assinantes globais até 2025, que gerarão US$ 1 bilhão em lucro para a companhia. Perrette disse que a empresa também espera que as perdas ocasionadas pelo investimento na divisão de streaming atinjam seu pico em 2022, mas que em três anos a tendência se reverterá. Já refletindo o viés de unificação, o conglomerado optou por não revelar números individuais de assinantes conquistados por suas plataformas no trimestre, o primeiro sob a nova administração. Em vez disso, anunciou uma soma geral das duas, que teriam 92,1 milhões de assinantes entre si. O número é enigmático. No trimestre passado, a AT&T, antiga proprietária da WarnerMedia, revelou que a HBO Max tinha 76,8 milhões de assinantes. Já os donos originais da Discovery+ anunciaram 24 milhões de consumidores no mesmo período. Assim, a progressão trimestral aponta que houve uma diminuição de 8,7 milhões entre os dois serviços. A WBD, porém, ressalta que, por decisão própria, decidiu não considerar 10 milhões de assinantes que ganharam acesso a um dos serviços numa parceria promocional com a AT&T. Isto é, que ganharam a assinatura como bônus na aquisição de pacotes de internet com a empresa telefônica. Considerando esses 10 milhões, a empresa teria adicionado mais de 1 milhão de assinantes no segundo trimestre. Entretanto, as duas plataformas perderam 300 mil assinantes nos EUA, caindo de 53,3 milhões no primeiro trimestre para 53,0 milhões no novo levantamento. Vale apontar ainda que os números individuais da Discovery+, divulgados no começo do ano, foram ultrapassados pelos da Starzplay neste trimestre, transformando a plataforma da WBD na menos buscada por assinantes entre os serviços considerados de maior porte. Isto, mesmo sendo uma das assinaturas mais baratas disponíveis. Além da soma de números, a WBD deu início a combinações de conteúdo que já começam a aproximar os dois serviços. Dentro desta iniciativa, houve o anúncio de que a HBO Max começará a contar com alguns programas da Discovery+. Inicialmente, foram confirmadas a inclusão de produções da Magnolia Network – realities como “Do Velho ao Novo” (Fixer Upper) e “The Lost Kitchen”, entre outros – no catálogo da plataforma mais bem-sucedida da empresa. Ao mesmo tempo, a Discovery+ acrescentará as produções do cancelado serviço de streaming CNN+, passando a disponibilizar vários programas jornalísticos da rede de notícias e produções originais em sua programação, incluindo uma variedade de documentários de “true crime” (crimes reais). Em termos financeiros, a WBD revelou ter conquistado uma receita pró-forma de mais de US$ 9,82 bilhões durante o período, uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas reportou um prejuízo líquido de mais de US$ 3,41 bilhões, devido a mais de US$ 2 bilhões em amortização de vários ativos, mais de US$ 1 bilhão em reestruturação e outros encargos e US$ 983 milhões em despesas relacionadas à fusão. O segmento mais lucrativo foi o dos estúdios de cinema e TV, que registrou receita de mais de US$ 2,79 bilhões em bilheteria e pagamentos por produções, um aumento de 3%. Este desempenho foi seguido pelas redes de TV da empresa, que viram a receita subir 1%, para US$ 5,74 bilhões, impulsionadas por um aumento de 2% na publicidade, graças principalmente à exibições de esportes.
James Gunn garante que “Pacificador” não foi cancelado
O cineasta James Gunn usou o Twitter para acalmar os fãs e garantir que 2ª temporada de “Pacificador” está garantida. “A segunda temporada de Pacificador está segura?”, perguntou um fã na rede social. “Sim, gente. Calma”, respondeu Gunn. Por se tratar de um produto original da HBO Max, os fãs estão claramente preocupados com o destino da série. Não é uma preocupação à toa, porque produções exclusivas da HBO Max sumiram da plataforma na quarta-feira (3/8), um dia depois do cancelamento da estreia do filme “Batgirl” – que foi engavetado, mesmo já tendo sido todo filmado. Com boatos sobre o fim da plataforma circulando nas redes sociais e o silêncio completo da empresa sobre o assunto, as atenções agora se voltam para a apresentação dos relatórios de desempenho financeiro do primeiro trimestre da Warner Bros. Discovery, que vai acontecer nesta quinta-feira (4/8), quando se espera que o CEO David Zaslav aborde o destino do serviço de streaming. Sabe-se que Zaslav, que veio da Discovery para assumir a Warner Bros. Discovery, pretende unir as plataformas HBO Max e Discovery+ num único serviço, com o objetivo de economizar US$ 3 bilhões em custos com cargos redundantes – ou seja, o anúncio será acompanhado por uma grande leva de demissões. Mas os detalhes estão sendo mantidos em sigilo até o pronunciamento oficial, que já demora a acontecer e leva os assinantes da HBO Max ao desespero. Na ausência de porta-vozes oficiais, está cabendo a cineastas, como Gunn, acalmar o público. Yes, guys, calm down. — James Gunn (@JamesGunn) August 2, 2022
HBO Max em crise: Filmes somem e boatos de fim da plataforma se espalham
Além de cancelar “Batgirl” e um novo longa animado do “Scooby-Doo”, a nova diretriz claramente anti-streaming da Warner Bros. Discovery começou a fazer filmes sumirem da HBO Max. Nesta quarta (3/8), seis produções lançadas sob a denominação Max Originals desapareceram do catálogo da plataforma em todo o mundo. Um desses filmes é um título bastante popular: a fantasia infantil “Convenção das Bruxas”, estrelada por Anne Hathaway. Na verdade, a atriz sofreu duplamente, já que sua comédia de ação “Confinamento” também sumiu. Os demais desaparecidos são “Nossos Sonhos de Marte”, um romance adolescente estrelado por Cole Sprouse, de “Riverdale, as comédias “Um Pepino Americano”, dirigida e estrelada por Seth Rogen, e “Superinteligência”, com Melissa McCarhty, além de “Charm City Kings”, do diretor Angel Manuel Soto, responsável pelo vindouro “Besouro Azul”. Os títulos sumiram sem maiores avisos e apontam para o fim da chancela Max Originals, filmes feitos exclusivamente para o streaming da plataforma HBO Max. A plataforma ainda não se manifestou oficialmente para explicar o que está acontecendo, o que aumenta a apreensão do público e a má impressão do mercado. Com isso, rumores ocupam lugares que deveriam ser preenchidos por porta-vozes. O único comunicado oficial expedido nesta quarta foi focado basicamente no cancelamento da estreia de “Batgirl”. “A decisão de não lançar ‘Batgirl’ reflete a mudança estratégica de nossa liderança no que se refere ao universo DC e HBO Max”, disse o comunicado da empresa. O texto não explica qual é a mudança estratégica que levou a esse caos. Mas juntando pedaços de outros comunicados, forma-se uma noção de que, após a fusão da Warner com a Discovery, a nova administração optou por prioridades radicalmente opostas às estratégias vigentes em relação à produção de filmes para streaming. Em outras palavras, acabaram-se os Max Originals. Os únicos filmes que a Warner vai produzir daqui para frente serão para o cinema. Na falta de comunicação clara sobre o assunto, esta iniciativa também parece se estender às séries originais do streaming. Seria um choque ver a HBO Max cancelar “Hacks” após a consagração no Emmy ou “Pacificador” diante do sucesso de público, mas os passos dados pela companhia vão nessa direção. A Warner Bros. Discovery cancelou todas as séries internacionais originais da HBO Max, assim como toda a sua produção de desenhos e atrações infantis. Mais que isso: anunciou que não pretende desenvolver mais qualquer produção infantil nem fazer produções europeias exclusivas para o streaming. Assim, todas as séries da plataforma passariam a vir, supostamente, da HBO tradicional. Não do conglomerado, mas da HBO basicamente, porque a WBD também cortou a produção de séries originais dos canais da Turner, como TNT e TBS. Na prática, o resultado é uma volta aos tempos da HBO Go. Não por acaso, as redes sociais estão fervendo com comentários sobre o fim da HBO Max. Sabe-se que o CEO David Zaslav, que veio da Discovery para assumir a Warner Bros. Discovery, pretende unir as plataformas HBO Max e Discovery+ num único serviço, com o objetivo de economizar US$ 3 bilhões em custos com cargos redundantes – espera-se uma grande leva de demissões. E os movimentos atuais, feitos sem comunicação, ajudam a desvalorizar a marca HBO Max, possibilitando realmente sua extinção. A confirmação dos rumores deve ser abordada apenas nesta quinta-feira (4/8), quando a empresa vai apresentar os relatórios de desempenho financeiro do primeiro trimestre da nova companhia. A estratégia de silêncio até lá tem efeito péssimo, porque afeta o trabalho de milhares de profissionais em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, a ordem foi parar o desenvolvimento da primeira novela da plataforma, “Segundas Intenções”, roteirizada por Raphael Montes (“Bom Dia, Verônica”), que já estava com elenco formado. Atores como Camila Pitanga, Antonio Fagundes e Alice Wegmann já estão encaixando novos trabalhos, e futuros projetos da empresa terão dificuldades para atrair nomes destes portes novamente. Há muitos xingamentos e demonstrações de decepção do público no Twitter. “Se a HBO Max realmente estiver abandonando todo o conteúdo programado, essa pode ser a decisão mais idiota tomada por qualquer corporação na era do streaming”, analisou uma usuária. “É deprimente ver o que está acontecendo com a HBO Max, ainda mais porque isso parece ser sem sentido”, mencionou outro. “Quando assinei a HBO Max com a promoção de ‘pra sempre pela metade do preço’ eu não imaginava que o ‘pra sempre’ seria tão curto”, reclamou mais um.
“Minions 2” lidera bilheterias de cinema no Brasil
“Minions 2: A Origem de Gru” registrou a maior bilheteria do Brasil no fim de semana, com R$ 8 milhões arrecadados entre quinta e domingo (31/7), segundo dados da Comscore. Maior animação de 2022, a produção da Universal já foi assistida por mais de 5,3 milhões de espectadores e, após cinco semanas em cartaz, acumula um faturamento total de mais R$ 97 milhões nos cinemas brasileiros. Seu sucesso não permitiu espaço para a concorrente “DC Liga dos Superpets”, que estreou com R$ 5,65 milhões diante de um público de cerca de 285 mil pessoas desde quinta-feira (28/7). Com isso, foi apenas o terceiro filme mais assistido nas salas nacionais no período, ficando atrás também de “Thor: Amor e Trovão”, que faturou R$ 7,2 milhões. Desde seu lançamento em 7 de julho, o filme do super-herói da Marvel faturou R$ 107,3 milhões e atraiu 5,4 milhões de espectadores no Brasil. Ao todo, os cinemas venderam 1,38 milhão de ingressos e renderam R$ 29,4 milhões no fim de semana estendido — os menores números das últimas quatro semanas. Confira abaixo o Top 10, que ainda inclui dois filmes já disponíveis em VOD (locadoras online) para ver em casa: “Jurassic World: Domínio” e “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”. TOP 10 BRASIL 1. “Minions 2: A Origem de Gru” 2. “Thor: Amor e Trovão” 3. “DC Liga dos SuperPets” 4. “Elvis” 5. “Telefone Preto” 6. “Top Gun: Maverick” 7. “Pluft, o Fantasminha” 8. “Boa Sorte, Leo Grande” 9. “Jurassic World: Domínio” 10. “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”
“DC Liga dos Superpets” estreia em 1º lugar nos EUA
A animação “DC Liga dos Superpets” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá com US$ 23 milhões arrecadados em 4.313 salas de cinema. Apesar da liderança, trata-se de um início muito modesto para uma produção orçada em US$ 90 milhões. Embora Krypto e os superpets não sejam tão famosos quanto Batman ou Superman, sua abertura ficou muito abaixo da expectativa gerada pela conexão com os quadrinhos da DC Comics. E ainda mais por trazer astros como Dwayne Johnson e Kevin Hart como dubladores dos personagens centrais. O desempenho mediano reflete a irregularidade dos lançamentos infantis nas bilheterias desde o começo da pandemia. “DC Liga dos Superpets” ficou atrás até de “Lightyear”, da Pixar, que foi considerado decepcionante e ainda assim abriu com US$ 51 milhões no mercado doméstico. A única exceção entre as produções infantis da pandemia é “Minions 2: A Origem de Gru”, da Universal, que somou US$ 107 milhões em sua estreia norte-americana. As demais se alinham com a animação da DC: “Os Caras Malvados” (US$ 23,9 milhões), “Sing 2” (US$ 22,3 milhões) e “Encanto” da Disney (US$ 27 milhões). Na soma com outros mercados, o desenho animado chegou a US$ 41,4 milhões globais. A boa notícia é que “DC Liga dos Superpets” agradou a crítica (71% de aprovação no Rotten Tomatoes) e o público (nota “A-” no CinemaScore) e não terá muita concorrência entre as estreias das próximas semanas, o que pode manter uma boa arrecadação ao estender sua permanência em cartaz. Com a liderança da animação, “Não! Não Olhe!” caiu para o 2º lugar com US$ 18,5 milhões arrecadados em 3.807 salas. Até agora, o novo filme fantasioso do diretor Jordan Peele gerou US$ 80,5 milhões na América do Norte, antes de estrear no mercado internacional. O lançamento no Brasil está marcado apenas para 25 de agosto. “Thor: Amor e Trovão” ficou em 3º lugar e, depois de completar seu quarto fim de semana em cartaz, ultrapassou US$ 300 milhões domésticos, além de chegar a US$ 662,4 milhões mundiais. “Minions 2: A Origem de Gru” aparece em 4º em seu quinto fim de semana, superando US$ 320 milhões para se tornar o quinto maior lançamento norte-americano de 2022. Com a soma internacional, atinge US$ 710,3 milhões. Já o maior lançamento do ano nos EUA mantém ótimo desempenho em 5º lugar. Após 10 fins de semana, “Top Gun: Maverick” ainda está no Top 5 do ranking, com uma queda de apenas 17% em relação à semana anterior. Graças à essa continuidade, o longa estrelado por Tom Cruise atingiu impressionantes US$ 650 milhões nos EUA e Canadá – e US$ 1,3 bilhão em todo o mundo. A semana teve apenas mais uma estreia: a comédia de humor sombrio “Vengeance”, dirigida por B.J. Novak, que ao arrecadar somente US$ 1,75 milhão em 998 cinemas ficou em 10º lugar. Em compensação, ganhou aprovação de 77% da crítica no Rotten Tomatoes.
HBO Max cancela “As Crônicas de Cucu” e encerra produções infantis
A HBO Max cancelou a série de comédia “As Crônicas de Cucu” (Gordita Chronicles) após uma temporada. A atração foi lançada há pouco mais de um mês com críticas positivas e 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, e é mais uma vítima das mudanças resultantes da extinção da WarnerMedia e a implementação de uma nova ordem pela Warner Bros. Discovery. A decisão de cancelar a atração produzida pelas estrelas Eva Langoria (“Dora e a Cidade Perdida”) e Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”) e a produtora Brigitte Muñoz-Liebowitz (“One Day at a Time”) foi assumida como parte de um plano maior do conglomerado para o streaming, que não investirá mais em programação infantil com atores “no futuro imediato”, de acordo com comunicado. “A programação infantil e familiar live-action não fará parte do nosso foco de programação no futuro imediato e, como resultado, tivemos que tomar a decisão muito difícil de encerrar ‘As Crônicas de Cucu’ na HBO Max”, diz a nota oficial da empresa. “A série ganhou elogios da crítica e seguidores leais, e estamos orgulhosos de ter trabalhado com a criadora Claudia Forestieri e nossas duas produtoras executivas, Eva Longoria (que também dirigiu o piloto com maestria) e Zoe Saldaña, para trazer a jornada de Cucu para a tela. Agradecemos a elas e ao talentoso elenco e equipe por criarem um show tão sincero e inovador que se conectou profundamente com um grupo demográfico muito importante”. As produtoras Eva Longoria e Zoe Saldana também se manifestaram sobre o cancelamento. “Estamos com o coração partido pelas grandes mudanças de programação na HBO Max que não permitirão que nosso programa especial ‘As Crônicas de Cucu’, apresentado pela potência da comédia LatinX Brigitte Muñoz-Liebowitz, tenha uma 2ª temporada em sua casa original. Como produtores e contadores de histórias que buscam continuamente histórias autênticas e originais que destacam a alegria e o talento de nossa comunidade, estamos muito orgulhosos de ter trabalhado nessa série mágica”, disseram as duas estrelas, em um comunicado conjunto. “Continuamos impressionadas com a resposta crítica extremamente positiva, juntamente com nossos números crescentes de audiência, que provam que os espectadores reconhecem a importância da existência deste programa e o espaço crucial que ele preencheu para o conteúdo LatinX no cenário da mídia.” As duas vão agora tentar encontrar um novo lugar para continuar a série, mas os resgates de atrações canceladas são ainda mais raros quando o cancelamento acontece numa plataforma de streaming. “As Crônicas de Cucu” contava a história de imigrantes da República Dominicana que tentam se estabelecer em Miami nos anos 1980, acompanhando o novo emprego do pai, um executivo em ascensão de uma companhia aérea que atende a Flórida e o Caribe. Tudo é narrado pela filha caçula como um flashback de sua infância, ao estilo de produções da TV aberta como “Anos Incríveis”, “Fresh Off the Boat”, “Todo Mundo Odeia o Chris” e “Os Goldbergs”. Mas se a premissa é conhecida, a produção compensa a falta de inovação com personagens envolventes, especialmente as filhas, que descobrem o intrincado mundo das tribos escolares – onde todos se parecem com Madonna, inclusive os meninos – ao se mudarem para os EUA. Criada por Claudia Forestieri (roteirista de “Selena: A Série”), a atração destaca Juan Javier Cardenas (o Dante de “The Walking Dead”) e Diana Maria Riva (“Disque Amiga para Matar”) como os pais, Savannah Nicole Ruiz (“Gentefied”) como a irmã e a estreante Olivia Gonçalves como a Cucu/Gordita do título. O fim das produções infantis de live-action na HBO Max é uma das muitas mudanças de programação feitas pela equipe do CEO David Zaslav, que assumiu a chefia do conglomerado com o lançamento da Warner Bros. Discovery, concluído em abril passado. O futuro da própria plataforma está em jogo, já que a Warner Bros. Discovery planeja fundir a HBO Max com a Discovery+ num novo serviço de streaming. Ao menos, esta foi a justificativa dada para a paralisação do projeto de novelas brasileiras da empresa. Mas vale observar outro movimento importante do conglomerado: a renovação por mais cinco anos do contrato de Casey Blois, fechada na semana passada. O acordo mantém o executivo à frente da HBO e da HBO Max após duas mudanças radicais na chefia do grupo de mídia, que há quatro anos ainda se chamava Time-Warner, virou WarnerMedia por um breve período e agora é Warner Bros. Discovery.
“O Telefone Preto” é maior estreia de terror de 2022 no Brasil
A animação “Minions 2: A Origem de Gru” voltou a liderar as bilheterias dos cinemas brasileiros no último fim de semana. A produção da Universal arrecadou mais de R$ 11 milhões com um público de 561 mil pessoas entre quinta-feira e domingo (24/7), segundo levantamento da Comscore. Lançado há 20 dias, a continuação de “Minions” recuperou o 1º lugar após duas semanas em 2º. Mas foi por uma pequena diferença. “Thor: Amor e Trovão”, que vinha sendo o mais assistido, registrou uma bilheteria de R$ 10,9 milhões e quase 510 mil espectadores. O musical “Elvis” ficou em 3º lugar com uma renda de R$ 4,18 milhões, seguido de perto pelo terror “O Telefone Preto”, que fez R$ 4,1 milhões em seu primeiro fim de semana de exibição. Em termos de público, porém, as crianças fantasmas levaram mais pessoas aos cinemas que o rock de Elvis Presley: foram 203 mil espectadores contra 164 mil. “O Telefone Preto” também comemorou o fato de ser a maior estreia de terror do ano até o momento. Somando suas sessões de “pré-estreias” (na verdade, um lançamento simplesmente antecipado em uma semana), o filme já foi assistido por mais de 360 mil espectadores no Brasil, atingindo uma renda de R$ 6,9 milhões. Ao todo, os 10 filmes mais vistos no fim de semana venderam 1,55 milhão de ingressos e faturaram R$ 32,92 milhões nas bilheterias do país. Confira abaixo a lista com as 10 maiores arrecadações. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 21 a 24/7:1. #MINIONS2 2. #ThorLoveAndThunder #Thor3. #Elvis 4. #OTelefonePreto 5. #TopGunMaverick 5. #PluftOFantasminha 7. #JurassicWorldDominion 8. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 9. #Lightyear10. #BoaSorteLeoGrande (pré estreia) — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) July 25, 2022
Novo filme de Jordan Peele estreia em 1º lugar nos EUA
O mais novo filme do cineasta Jordan Peele, “Não! Não Olhe!” (Nope), estreou em 1º lugar na América do Norte com cerca de US$ 44 milhões de bilheteria no fim de semana. Trata-se da maior abertura de um longa de roteiro original – que não é adaptação, continuação, remake/reboot – desde o filme anterior de Peele, “Nós”, que faturou US$ 71 milhões em seu lançamento em 2019. Chegou, inclusive, a superar os US$ 41 milhões do lançamento de “Era uma Vez… em Hollywood”, de Quentin Tarantino. “Não! Não Olhe!” também é o terceiro sucesso seguido do diretor após redefinir o gênero do terror com “Corra!” – que abriu com US$ 33 milhões em 2017. Desta vez, ele insere sci-fi na mistura, sem perder de vista os temas de raça e cultura, e sem alienar a crítica, que novamente o aplaudiu, resultando numa média de 83% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil, porém, ainda vai demorar. O lançamento nacional está marcado para daqui a um mês, em 25 de agosto. A produção sci-fi da Universal foi o único novidade nos cinemas norte-americanos neste fim de semana, mantendo vários títulos remanescentes no ranking dos mais vistos nos EUA e Canadá. “Thor: Amor e Trovão” caiu para o 2º lugar depois de duas semanas de liderança. A aventura da Marvel adicionou US$ 22,1 milhões, elevando seu total doméstico para US$ 276,2 milhões. Globalmente, o quarto filme de “Thor” arrecadou US$ 598 milhões e cruzará a marca de US$ 600 milhões na segunda-feira (25/7). Outro filme da Universal, “Minions 2: A Origem de Gru”, ficou em 3º lugar com US$ 17,7 milhões. Após quatro semanas em cartaz, a animação arrecadou US$ 297,8 milhões na América do Norte e US$ 640,2 milhões em todo o mundo. O drama “Um Lugar Bem Longe Daqui” ficou em 4º lugar com US$ 10,33 milhões e acumula US$ 38,3 milhões desde a chegada nos cinemas no fim de semana passado. Ainda inédito no Brasil, o filme da Sony só desembarca por aqui em 1 de setembro. “Top Gun: Maverick” completa o Top 5 com US$ 10 milhões, elevando sua contagem doméstica para US$ 635 milhões. Com esse desempenho, a produção da Paramount estrelada por Tom Cruise ultrapassou “Os Vingadores” (US$ 623,3 milhões) para virar a 9ª maior maior bilheteria na história da América do Norte. Em todo o mundo, já soma US$ 1,28 bilhão.
Netflix perde quase 1 milhão de assinantes e anuncia serviço com anúncios para 2023
A Netflix apresentou seu relatório de desempenho trimestral no fim da tarde desta terça (19/7) em um informe direcionado ao mercado financeiro norte-americano, no qual confirma a tendência de queda no número de suas assinaturas. Segundo o levantamento, a empresa perdeu quase 1 milhão de assinantes durante o segundo trimestre. Foram ao todo 970 mil contas encerradas entre abril e junho de 2022, um aumento significativo em relação às 200 mil canceladas no primeiro trimestre. Mesmo assim, representa um resultado melhor do que suas próprias expectativas, que giravam em torno de 2 milhões, devido ao boicote contra a Rússia e a queda da internet na Ucrânia – os dois maiores países da Europa. A empresa se mostrou otimista, inclusive, ao divulgar projeções de retomada de crescimento para o terceiro trimestre, quando acredita que irá adicionar mais 1 milhão de assinantes. Mas mesmo que esse número se confirme, continuará com menos assinantes do que tinha em 2021. A Netflix tem atualmente um total de 220,67 milhões de assinantes, com uma receita de US$ 7,97 bilhões geradas por essas assinaturas no segundo trimestre. Como houve aumento no valor cobrado e disparada do dólar no mercado internacional, a diminuição de assinantes não afetou o crescimento financeiro, que faturou aproximadamente 8% a mais que no ano passado, de acordo com a carta da Netflix aos acionistas. Já o lucro líquido, sem as despesas, atingiu US$ 1,44 bilhão. A região que sofreu maior queda foi a América do Norte (EUA e Canadá), com perda de 1,3 milhões de assinantes, apesar do lançamento de grandes séries em inglês no trimestre, como a 4ª temporada de “Stranger Things”. A região que compreende a Europa, Oriente Médio e África também registrou declínio, perdendo 770 mil contas. Por outro lado, a América Latina registrou uma adição modesta de mil novos assinantes, enquanto a região da Ásia-Pacífico trouxe 1,08 milhão de assinantes novos durante o trimestre. Vale lembrar que a Netflix fez uma promoção especial de preços na Índia, estabelecendo no país sua assinatura mais barata do mundo. Os números apontam uma estagnação. E serviram de alerta para a empresa, que costumava ser conhecida por grandes investimentos em conteúdo sem muito critério. Atualmente em modo de revisão de seu modelo de negócios, o streamer fez várias rodadas de demissões, com a mais recente resultando no corte de 300 funcionários. Também reavaliou sua estratégia para se concentrar em menos projetos, privilegiando produções mais vistosas, e acelerou a adoção de novos modelos de assinatura. Haverá taxa para compartilhamento de senha e uma opção de assinatura mais barata, incentivada pela implementação de publicidade – numa parceria com a Microsoft. Em sua carta aos acionistas, a Netflix disse que planeja lançar sua versão com anúncios “no início de 2023”. A oferta provavelmente será lançada primeiro em mercados onde “os gastos com publicidade são significativos”. “Embora leve algum tempo para aumentar nossa base de assinantes para a versão de anúncios, a longo prazo achamos que a publicidade pode permitir uma adesão substancial (por meio de preços mais baixos) e maior lucro (pela receita de anúncios)”, diz o documento da empresa. Com o lançamento da versão “mais barata”, a assinatura do modelo atual, sem anúncios, tende a virar “premium”. Mas os detalhes só ficarão claros no ano que vem.
Netflix passa a cobrar por compartilhamento de senhas
A Netflix vai começar a cobrar de assinantes que usarem sua conta em outro endereço que não seja o informado no cadastro da empresa. A cobrança começou a ser aplicada, em fase de testes, em cinco países da América Latina. Por enquanto, o Brasil não entrou na lista, mas consumidores brasileiros já começaram a receber notificações de alerta da Netflix ao utilizarem sua conta em novos aparelhos. A princípio, a taxa extra será cobrada se for verificado que o log in e senha do serviço tiver sido usado por mais de duas semanas em endereços alternativos. A companhia assegura que o uso da Netflix por pessoas em viagens de férias não será afetado. Por isso, a cobrança não será feita se o dispositivo usado pelo assinante for móvel, como smartphone, tablet e laptop. Os países onde a cobrança começa a ser realizada são Argentina, El Salvador, Guatemala, Honduras e República Dominicana. O valor varia de US$ 1,70 a US$ 2,99, dependendo do país. A cobrança pelo compartilhamento de senhas reflete uma tendência de queda no número de assinantes do serviço. A Netflix perdeu 200 mil assinantes no primeiro trimestre do ano e mais 970 mil no segundo trimestre em todo o mundo. Os números oficiais de abril a junho foram anunciados nesta terça (19/7). Ao mesmo tempo, a Netflix estima que mais de 100 milhões de famílias usam contas pagas por outras pessoas e que essa prática é uma das principais causas da perda de assinantes. Cobrar a taxa extra pelo compartilhamento seria uma forma de reverter a perda financeira da diminuição de assinaturas. As ações da empresa já caíram 65% neste ano, com o receio de investidores sobre o futuro do streaming.
“Thor: Amor e Trovão” segue como filme mais visto do Brasil
“Thor: Amor e Trovão” manteve a liderança das bilheterias nos cinemas brasileiros pelo segundo fim de semana consecutivo, ao registrar um público de 825 mil pessoas e uma renda de R$ 17,7 milhões, segundo dados da Comscore. “Minions 2: A Origem de Gru” também repetiu o 2º lugar, com 622 mil espectadores e arrecadação de R$ 12 milhões, apesar da estreia recente de “Elvis”. Com distribuição muito menor, pela monopolização dos cinemas pelos dois títulos anteriores, o musical sobre o Rei do Rock foi apenas o 3º filme mais assistido, com 198 mil pagantes. O ranking também registrou “O Telefone Preto” em 4º lugar. O detalhe é que o terror só será lançado oficialmente na quinta-feira (21/7). Sua presença entre os títulos mais vistos da semana só comprova que as distribuidoras não seguem seus próprios calendários, fazendo “pré-estreias” pagas que, na prática, significam uma estreia convencional antecipada. Ao todo, 1,84 milhão de pessoas compareceram aos cinemas do Brasil entre quinta e domingo (17/7), o que rendeu mais de R$ 39 milhões em bilheteria. Confira o Top 10 abaixo. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 14-17/71. #Thor #LoveAndThunder 2. #MINIONS2 3. #Elvis 4. #OTelefonePreto (pré estreia)5. #TopGunMaverick 6.#JurassicWorldDominio 7. #Lightyear 8. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 9. #CrimesoftheFuture 10.#OAcontecimento — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) July 18, 2022












