Cinemas lotam e lucram com ingressos a R$ 10
A promoção de ingressos a R$ 10 resultou no terceiro maior público de cinema do ano. Mais de 2 milhões de espectadores compraram ingressos no fim de semana, rendendo mais de R$ 20,5 milhões para os filmes mais assistidos, segundo levantamento da Comscore. O aumento de frequência chegou a 244%, além de 85% na arrecadação, em comparação ao final de semana anterior, quando foi reportado o público mais baixo do ano – inferior a 500 mil pessoas. Criada justamente para atrair o público de volta, a “Semana do Cinema”, com ingressos baratos e descontos em combos, mostrou o óbvio: o preço do cinema está alto na comparação com o streaming e afasta espectadores. Com ingressos mais acessíveis, foi possível lotar salas e arrecadar uma das maiores bilheterias do ano, com a diferença crucial disto acontecer num fim de semana sem blockbusters – detalhe: o próximo arrasa quarteirões está programado só para o final de outubro! Quem se beneficiou com a iniciativa foi a estreia de “Órfã 2: A Origem”, que atraiu cerca de 863 mil espectadores e arrecadou R$ 9,4 milhões. O filme “Ingresso para o Paraíso”, que liderava o ranking da semana passada, ficou em 2º lugar, mas com mais público que no levantamento anterior – 229 mil pessoas, um salto de 87%! Para fechar o Top 10, o terror “Não! Não Olhe!” teve 171 mil espectadores e renda de R$ 1,9 milhões. Os preços promocionais da “Semana do Cinema” continuam apenas até quarta-feira (21/9). #SemanaDoCinema já levou + 2 milhões de espectadores ao #cinema neste final de semana. A promoção continua até dia 21 de setembro em diversas salas de #cinema em todo território nacional. Os #ingressos para qualquer #filme custam R$10,00. #partiucinema pic.twitter.com/tqX82KLPjL — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) September 19, 2022
Estreia de “A Mulher Rei” lidera bilheterias nos EUA
A aventura épica “A Mulher Rei” estreou em 1º lugar nos EUA e Canadá neste fim de semana. Impulsionado por críticas elogiosas, que atingiram 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme estrelado por Viola Davis arrecadou US$ 19 milhões em 3.765 cinemas, superando expectativas do mercado e da própria Sony, que projetavam uma abertura entre US$ 12 milhões e US$ 18 milhões. Além de agradar aos críticos, o filme também foi muito bem recebido pelo público, que lhe classificou com um raríssimo A+, a nota mais alta do CinemaScore (pesquisa realizada na saída dos cinemas dos EUA). O lançamento enfrentou duas novas estreias, a comédia de mistério “Veja Como Eles Correm”, estrelado por Sam Rockwell e Saoirse Ronan, e o terror “Pearl”, prólogo de “X – A Marca da Morte”, ambos distribuídos em circuito menor. Ficaram, respectivamente, em 3º e 4º lugares, e também conquistaram críticas positivas. Em 2º lugar, ficou o campeão da semana passada, o terror “Barbarian”, com US$ 6,3 milhões e um desempenho sólido para uma produção de baixo orçamento. Até agora, o filme soma sólidos US$ 20,9 milhões nas bilheterias domésticas. A lista de novidades também destaca o documentário “Moonage Daydream”, dedicado a David Bowie, que impressionou a entrar no Top 10 mesmo sendo exibido em apenas 170 telas Imax. Apesar do bom desempenho de filmes modestos, nenhum deles demonstrou fôlego de blockbuster. E esta tendência vai se manter por mais um mês na América do Norte, até o lançamento de “Adão Negro” em 21 de outubro. Vale apontar ainda que “Barbarian”, “Veja Como Eles Correm” e “Pearl” nem sequer tem previsão de estreia no Brasil. Já “A Mulher Rei” estreia na próxima quinta (21/9) nos cinemas nacionais – que já exibem “Moonage Daydream”.
IBGE revela que quase metade dos lares brasileiros tem Smart TVs
Um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentado na sexta (16/9) revelou que quase metade dos lares brasileiros já assiste suas séries e programas favoritos na tela grande de uma Smart TV. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada no quarto trimestre de 2021, 44,4% dos domicílios do país estão usando televisores para se conectar à internet e assistir streaming, superando pela primeira vez os computadores, que caíram de 45,2% para 42,2%. Ambos, porém, perdem para os celulares, preferência em 99,5% dos lares. Os números não são excludentes, uma vez que quem acessa pelo celular, também pode acessar pela TV ou o computador. Ao assumir a vice-liderança entre os dispositivos que os brasileiros mais usam para acessar a internet, as TVs registraram um crescimento de 12,1% em relação ao levantamento anterior, realizado em 2019, e deram um salto gigantesco em relação à primeira pesquisa do tópico – representavam 11,7% dos acessos à internet em 2016. Além disso, os domicílios com internet somaram 90% na nova pesquisa, 6% a mais do que em 2019. Ou seja, apenas 10% dos lares brasileiros não tem acesso à internet. Ainda assim, a maior parte desse acesso se deve à telefonia. Outra revelação do estudo foi que, de 2019 para 2021, o número de lares com TV no Brasil subiu de 68,4 milhões para 69,6 milhões e 91% desses aparelhos recebem os sinais de TV digital aberta, que fez sua estreia no Brasil há 15 anos. Ainda segundo a pesquisa, 96,2% das moradias urbanas e 90,8% das rurais tem televisor no país. O aumento de acesso à internet na TV já estaria impactando outras tecnologias. O número de domicílios com antena parabólica caiu de aproximadamente 27% para cerca de 22,6%, totalizando 15,7 milhões de lares – 56,1% concentrados em área rural. Mas onde há maior impacto é na queda no número de assinaturas de TV paga. De 2019 a 2021, o percentual de domicílios brasileiros com TV por assinatura caiu de 30,3% para 27,8%. Para 43,5% dos entrevistados que não tem acesso à TV paga, o serviço é caro, outros 45,6% não têm interesse, e 8,7% substituíram os pacotes de televisão por serviços de streaming. O estudo é abrangente, mas mais antigo que o realizado pela empresa Nielsen, em parceria com a MetaX, que revelou há duas semanas um número maior de lares com Smart TVs: 61% dos domicílios brasileiros. A diferença pode ser atestada pelo crescimento das vendas dos aparelhos em períodos promocionais, como Black Friday e Natal, que não teriam sido aferidos na pesquisa do IBGE. Além disso, a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) apontou uma expectativa de crescimento ainda maior para televisores mais modernos neste segundo semestre, especialmente entre os modelos de 50 a 65 polegadas, para a Copa do Mundo.
Cinemas lançam promoção com ingressos a R$ 10 por uma semana
As grandes redes e salas de cinema do Brasil se uniram para realizar a Semana do Cinema, uma promoção que oferece ingressos a R$ 10 para todos os filmes em cartaz, a partir desta quinta (15/9). A ação é organizada pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) e vai até quarta que vem (20/9) nas redes Cinemark, Cinépolis, UCI, Cinesystem, GNC, Moviecom, Arteplex, Cineart, Itaú Cinemas, Moviecom, Petra Belas Artes e Playarte. Além do preço do ingresso mais baixo, também será vendido em valor promocional o combo de pipoca e refrigerante. A iniciativa tem o objetivo de atrair os espectadores de volta aos cinemas após a debandada causada pela pandemia de covid-19. Mesmo com o sucesso de alguns blockbusters no trimestre passado, a falta de lançamentos de peso recentemente voltou a afastar o público. Nas últimas duas semanas, o esvaziamento registrou recordes negativos consecutivos, rendendo as piores bilheterias do ano. Entre as opções disponíveis, é possível assistir às estreias da semana, incluindo “Órfã 2: A Origem”, e da semana passada, como a comédia romântica “Ingresso para o Paraíso”, protagonizada por Julia Roberts e George Clooney. A promoção, porém, não vale para salas especiais – sessões em3D e salas VIPs.
HBO e HBO Max vencem Netflix no Emmy 2022
A combinação do canal pago HBO e da plataforma HBO Max superou com folga a rival Netflix na contagem geral do Emmy deste ano. Após vencer uma dúzia dos prêmios principais da Academia de Artes e Ciências Televisivas na noite de segunda (12/9), as HBOs chegaram a um total de 37 vitórias, incluindo os troféus preliminares, entregues em 3 e 4 de setembro. As séries mais premiadas do streaming do conglomerado Warner Bros. Discovery foram “The White Lotus” (10 prêmios), “Euphoria” (6) e “Succession” (4). Já Netflix levou para casa um total de 26 troféus, mas apenas três na cerimônia de segunda. Os destaques do streaming mais antigo foram “Round 6” (6), “Stranger Things” (5) e “Arcane” (4). O resultado representa uma reversão das fortunas de 2021, quando a Netflix teve 44 Emmys no total, contra 19 da HBO/HBO Max. O resultado é importante especialmente para a HBO Max, que enfrenta uma crise administrativa após a fusão da Warner e da Discovery, com cancelamentos repentinos e sumiços de séries na plataforma. Também reforça a estratégia de Casey Bloys, chefe de conteúdo das HBOs, de priorizar produtos de qualidade sobre quantidade. Este parece ser justamente o problema da Netflix, que produz uma quantidade inigualável de atrações. Só que o excesso faz com que até produções de qualidade se percam na página inicial da plataforma, sem que o público consiga descobri-las. Com a ambição de reconhecimentos no Emmy e até no Oscar, a Netflix pode ter que repensar seus métodos de produção, aproveitando para transformar a atual crise de assinantes da empresa numa oportunidade para rever seu modelo de negócios. No caso, não se trata sequer de reinvenção, mas de volta às origens. Vale lembrar que, em seus primeiros anos, a aposta da plataforma era em produções de prestígio, como “House of Cards” e “Orange is the New Black”, que fizeram História no Emmy e mudaram a cara da “televisão” para sempre. Em meio à essa disputa, é importante prestar atenção ainda no crescimento das plataformas da Disney, Hulu (equivalente à Star+ no Brasil) e Disney+. Elas tiveram seis vitórias cada, gerando uma dúzia de prêmios somados. Durante a D23 Expo, convenção da Disney realizada no último fim de semana, o CEO da companhia, Bob Chapek, confirmou planos de juntar Hulu e Disney+ num único streaming – o que já acontece na Europa. Isto só não foi adiante ainda nos EUA porque a Disney não detém 100% da Hulu – a Comcast, dona da NBCUniversal, possui 33%. Mas a situação deve mudar a partir de 2024, quando está prevista contratualmente a possibilidade de compra das ações minoritárias pelo império comandado por Chapek. Na D23, o executivo afirmou que gostaria, inclusive, de apressar esse cronograma, revelando que tem participado de conversas com a NBCUniversal sobre o tema. A médio prazo, isso pode significar uma ameaça para o reinado da HBO e da Netflix nas premiações da indústria.
Comédia de George Clooney e Julia Roberts lidera bilheterias no Brasil
A comédia romântica “Ingresso para o Paraíso”, estrelada por George Clooney e Julia Roberts, foi o filme mais visto nos cinemas brasileiros neste fim de semana. O filme, que estreou na quinta-feira (8/9) teve 121 mil espectadores e uma bilheteria de R$ 2,85 milhões, segundo dados da Comscore. De volta às telas num relançamento estendido, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” ficou em 2º lugar. Com 92 mil pagantes para ver alguns minutos de cenas extras, a produção da Sony/Marvel acrescentou R$ 1,76 milhão em sua contabilidade. O terror “Não! Não Olhe” fechou o Top 3 dos mais vistos. Ao todo, quase 488 mil espectadores pagaram ingressos neste fim de semana, superando o recorde negativa da semana passada, de 491 mil pessoas. Isto “consagrou” o fim de semana passado com o pior público de cinema de 2022 no Brasil. Não por acaso, as grandes redes vão promover a “Semana do Cinema” a partir de quinta-feira (14/9), oferecendo descontos em ingressos para tentar atrair o público. Veja o ranking dos títulos mais assistidos nos cinemas brasileiros. 1. “Ingresso para o Paraíso” 2. “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” 3. “Não! Não Olhe!” 4. “Minions 2: A Origem de Gru” 5. “Predestinado: Arigó e o Espírito do Dr. Fritz” 6. “O Lendário Cão Guerreiro” 7. “O Telefone Preto” 8. “Um Lugar Bem Longe Daqui” 9. “Thor: Amor e Trovão” 10. “Pinocchio – O Menino de Madeira”
Novo filme de terror estreia em 1º lugar nas bilheterias dos EUA
O novo filme de terror “Barbarian” surpreendeu expectativas ao liderar as bilheterias dos EUA e Canadá no fim de semana, com US$ 10 milhões em vendas de ingressos. Cheio de reviravoltas, o filme de Zach Cregger (“Miss Março: A Garota da Capa”) segue uma jovem (Georgina Campbell) que chega tarde da noite à sua casa alugada num bairro decadente de Detroit apenas para encontrá-la ocupada por outro inquilino, interpretado por Bill Skarsgård (o Pennywise de “It: A Coisa”). A crítica adorou, com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas o público deu apenas nota C+ na pesquisa do CinemaScore. Produção do 20th Century Studios, “Barbarian” não tem previsão de estreia no Brasil. Outra surpresa apareceu em 2º lugar: “Bramastra Part 1: Shiva”, um filme de Bollywood (a indústria indiana de cinema), que faturou US$ 4,4 milhões em 810 cinemas. Produção do Star Studios, da Disney, também recebeu o maior lançamento doméstico Imax de todos os tempos para um filme de Bollywood nos EUA. “Trem-Bala”, da Sony, aparece em 3º lugar em seu 7º fim de semana em cartaz, com US$ 3,25 milhões entre sexta e domingo (11/9) e um total doméstico de US$ 92,5 milhões. Mas “Top Gun: Maverick” não ficou muito atrás, somando mais US$ 3,17 milhões em seu 16º fim de semana, para chegar num total doméstico de US$ 705,7 milhões e US$ 1,45 milhão mundiais. A animação “DC Liga dos SuperPets” fecha o Top 5 com US$ 2,8 milhões em seu 6º fim de semana. Ao todo, a produção da Warner Bros. faturou US$ 85,4 milhões no mercado norte-americano e US$ 168 milhões globalmente. Veja abaixo o trailer tenso de “Barbarian”.
Cineworld, segunda maior rede de cinema do mundo, decreta falência nos EUA
A rede britânica Cineworld, segunda maior cadeia de cinemas do mundo, anunciou nesta quarta (7/9) que está pedindo falência nos Estados Unidos. “A Cineworld e algumas de suas afiliadas iniciaram um processo de proteção contra falência (Capítulo 11) no tribunal federal de falências do Distrito Sul do Texas”, disse o grupo em comunicado. O objetivo é reestruturar sua dívida e tentar encontrar nova liquidez em meio à crise dos cinemas. Com o pedido, a Cineworld ganha tempo para, “com o apoio esperado dos seus credores garantidos, tentar implementar operações para reforçar as suas contas”, segundo a nota. A Cineworld tem mais de US$ 5 bilhões em dívidas e enfrenta um processo legal de cerca de US$ 1 bilhão decorrente de uma fusão complicada com a rede de cinema canadense Cineplex. A empresa foi uma das mais afetadas pela pandemia. Após autorização do governo para reabrir, ao fim das quarentenas, a Cineworld decidiu fechar 128 de seus cinemas no Reino Unido e na Irlanda pela falta de lançamentos cinematográficos, impactando 5,5 mil empregos na região. Mesmo com a volta das pessoas aos cinemas, à medida que os temores da covid-19 diminuem, as vendas de ingressos ainda estão atrás de seus níveis pré-pandêmicos. Passado o verão norte-americano, onde blockbusters transmitiram impressão de normalidade, os grandes estúdios pararam de lançar títulos de apelo comercial e as salas de exibição viram o público encolher drasticamente. Em franco contraste, o streaming retomou seu crescimento, indicando uma tendência aparentemente irreversível de troca de hábitos. O próximo grande lançamento cinematográfico é “Adão Negro”, apenas no final de outubro.
Pesquisa revela que 61% dos lares brasileiros já têm Smart TV
Uma pesquisa da Nielsen, em parceria com a MetaX, apresentou números surpreendentes do mercado consumidor, apontando que 61% dos lares brasileiros já têm Smart TV. O estudo revelou ainda que 51% dos entrevistados preferem acompanhar o conteúdo das plataformas de streaming na TV. Do total, 86% consomem esses serviços na TV pelo menos uma vez na semana. As marcas de televisores mais citadas pelos usuários foram Samsung e LG, com 39% e 30%, respectivamente. A pesquisa também apontou que a maior parte dos usuários (56%) está na faixa de 25-44 anos e prefere assistir em companhia de outras pessoas (63%). Além disso, 70% dos entrevistados mexem no celular enquanto assistem às séries do streaming. De acordo com a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), as vendas de televisores devem crescem mais no segundo semestre entre os modelos de 50 a 65 polegadas, para a Copa do Mundo. Maiores e com mais recursos, esses tamanhos se tornaram o alvo dos mais diferentes consumidores, de cinéfilos a fãs de futebol.
Cinemas brasileiros tem pior fim de semana do ano
Os cinemas brasileiros registraram seu pior público de 2022 no último fim de semana, atraindo menos de meio milhão de espectadores. Ao todo, 491 mil pessoas compraram ingressos entre quinta-feira e domingo (4/9), segundo dados da Comscore. O valor arrecadado com os dez filmes mais assistidos foi de apenas R$ 10 milhões. Até então, o pior resultado tinha acontecido entre 24 e 27 de fevereiro, quando o faturamento foi de R$ 10,17 milhões e público chegou a aproximadamente 500 mil pessoas. Abaixo desse patamar, só em setembro do ano passado, há cerca de um ano. A sci-fi/terror “Não! Não Olhe!” foi o filme mais visto pela segunda semana consecutiva, levando quase 118 mil pessoas aos cinemas, para uma renda de R$ 2,49 milhões. Em 2º lugar, ficou a estreia brasileira de “Predestinado: Arigó e o Espírito do Dr. Fritz”, assistida por 74 mil pessoas. A animação “Minions 2: A Origem de Gru” completa o Top 3 com 63 mil espectadores. Confira abaixo os 10 filmes mais vistos no Brasil. 1. “Não! Não Olhe!” 2. “Predestinado: Arigó e o Espírito do Dr. Fritz” 3. “Minions 2: A Origem de Gru” 4. “Um Lugar Bem Longe Daqui” 5. “O Lendário Cão Guerreiro” 6. “Thor: Amor e Trovão” 7. “Trem-Bala” 8. “After. “Depois da Promessa” 9. “Dragon Ball Super: Super Herói” 10. “O Telefone Preto”
Homem-Aranha volta ao topo das bilheterias em relançamento nos EUA
Sem grandes estreias neste fim de semana, o relançamento de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” com cenas inéditas acabou virando o filme mais visto na América do Norte. A Sony relançou o longa com 11 minutos de cenas extras, que provaram ser suficientes para convencer os fãs a pagarem para ver tudo de novo. Exibida em 3.935 cinemas, o filme subtitulado como “A Versão ainda mais Divertida” arrecadou US$ 6 milhões entre sexta e domingo (4/9). Em 2º lugar, apareceu outro blockbuster já antigo, “Top Gun: Maverick”, com US$ 5,5 milhões em seu 15º fim de semana em cartaz. Com isso, chegou aos US$ 700 milhões de bilheteria, virando o 6º longa a atingir a marca no mercado doméstico. Como segunda-feira é feriado nos EUA (Dia do Trabalho), o filme de Tom Cruise já conta as horas para ultrapassar os US$ 700,42 milhões de “Pantera Negra” e se consagrar como a 5ª maior bilheteria de todos os tempos no país. Por sinal, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” é a 3ª maior bilheteria de todos os tempos nos EUA e Canadá, atingindo US$ 812,3 milhões com ajuda do relançamento. Ambos os filmes já estão amplamente disponíveis em plataformas de streaming e VOD, e o fato de ainda dominarem as bilheterias demonstra como o público está encarando a oferta de produtos novos. Até um relançamento de “Tubarão”, de 1975, entrou no Top 10 da semana. Em contraste, a única estreia de conteúdo inédito no fim de semana, a comédia “Honk for Jesus. Save Your Soul”, abriu em 14º lugar, com US$ 1,4 milhões em 1.882 cinemas. O Top 5 teve ainda “DC Liga dos SuperPets” e “Trem-Bala” praticamente empatados com US$ 5,4 milhões e o terror “Convite Maldito”, que liderou as bilheterias no fim de semana passado, caindo para 5º lugar com US$ 4,7 milhões. Único desses filmes que ainda chegou ao Brasil, “Convite Maldito” tem estreia nacional marcada para 15 de setembro – após ter sido empalado pela crítica americana, com apenas 20% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Bolsonaro encaminha projeto que pode acabar com cinema brasileiro
O governo Bolsonaro está querendo acabar com o financiamento da atividade cinematográfica do país. O jornal Folha de S. Paulo apurou que o projeto do plano orçamentário de 2023, enviado nesta semana ao Congresso, traz a exclusão da Condecine. A taxa é o que mantém a produção do cinema brasileiro. Cobrada junto à indústria de telefonia e audiovisual, Condecine significa, textualmente, Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional. Pela lei, as empresas audiovisuais têm seu lucro taxado para ajudar a produzir novos conteúdos e assim fazer crescer todo o setor, funcionando tanto como fomento como regulação. A verba arrecada é o que alimenta o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), operado pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) para financiar produções de filmes, séries e games brasileiros. Não é dinheiro de imposto de renda ou de verbas de outros segmentos, como saúde e educação. Trata-se de uma taxa que incide apenas sobre empresas que faturam com o audiovisual, via exibição nos cinemas, TV paga e outros serviços. No FSA, esse dinheiro garante o investimento em novos projetos de diferentes produtores e nichos. “Toda a diversidade da cultura brasileira pode ser registrada no audiovisual justamente porque a gente tem dinheiro no fundo”, disse Vera Zaverucha, especialista no setor e ex-dirigente da Ancine, para a Folha. “Extinguir a Condecine acaba com o cinema no Brasil, principalmente o que é feito pelas produtoras independentes”, acrescentou. O cineasta André Sturm, diretor do cinema Petra Belas Artes, em São Paulo, disse à Folha que ficou “chocado” e espera que seja “um engano, porque significa interromper o funcionamento do audiovisual brasileiro”. O produtor Manoel Rangel, ex-diretor-presidente da Ancine, acrescenta que a proposta “é mais uma irresponsabilidade do governo Bolsonaro com as contas públicas, a cultura brasileira e a produção audiovisual” e “uma insanidade dos tecnocratas a serviço do lobby de determinadas empresas”. Ele acusa: “Um governo que tem apenas mais três meses de exercício de mandato não tem o direito de mudar algo que foi construído em anos de atuação pública do país para o desenvolvimento do audiovisual.” Debora Ivanov, da Gullane, uma das maiores produtoras do país, aponta para o caos que virá com o fim do Condecine. “Ele é responsável por toda a cadeia produtiva, gerando milhares de postos de trabalho, ampliando nossa presença nos canais de TV por assinatura, conquistando prêmios e mercados pelo mundo, além de contribuir com o incremento da economia.” O fim da Condecine pode realmente criar a maior crise já enfrentada pelo cinema nacional, pior até que a implosão associada ao fim da Embrafilme e do Concine decretado por Fernando Collor, outro presidente de direita. Em 1992, último ano do governo Collor, apenas três filmes brasileiros chegaram às telas, em resultado direto de suas ações. Foram iniciativas como a Lei do Audiovisual, o Condecine e o FSA, criados nos governos de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula, num entendimento em comum sobre as necessidades da indústria audiovisual, que permitiram desde a chamada Retomada do setor até o crescimento do número de cinemas e bilheterias no Brasil. Bolsonaro já havia vetado integralmente o projeto que prorrogava a Lei do Audiovisual. Também vetou o Recine, que incentivava a criação de novos cinemas, além de várias leis de fomento, como a Lei Paulo Gustavo. Também deixou vencer a política de cotas de telas e proibiu apoio de estatais a filmes e eventos do setor. Tudo isto em plena pandemia, num ataque frontal contra a economia. Para justificar seu plano de destruição, Bolsonaro chegou a dizer que o Brasil não faz filmes bons. “Há quanto tempo a gente não faz um bom filme, não é?”, ele disse sobre a indústria nacional numa live de 2019 – ignorando, para variar todas as premiações em festival internacionais que contrariam a distorção. Seus vetos anteriores, porém, foram revertidos no Congresso, onde o orçamento de 2023 será discutido. Artistas e associações do setor devem reagir em peso contra a medida e pressionar por novo veto.
Netflix comemora 25 anos de atividade
A Netflix está completando 25 anos. Fundada em 29 de agosto de 1997 por Reed Hastings e Marc Randolph, a Netflix surgiu como um serviço de locação e compras de filmes pelo correio, bem antes de virar a plataforma líder do streaming mundial. Para marcar a data, a empresa divulgou um vídeo em tom nostálgico, que registra sua evolução desde a época em que entregava DVDs pelo correio. O vídeo também destaca a diversidade de suas produções originais, como as séries “Orange Is the New Black”, “Stranger Things” e “Round 6”. Segundo a lenda, a ideia para o serviço surgiu quando Hastings recebeu uma multa de US$ 40 pelo atraso na devolução do filme “Apollo 13” (1995) que ele havia alugado na locadora Blockbuster. Ele passou a imaginar, então, um modelo de negócios em que não haveriam multas por atraso de devolução. Em busca de patrocínio, ele e o sócio conseguiram um capital inicial de US$ 1,9 milhões para lançar o que, a princípio, seria apenas uma loja online para compra e aluguel de filmes. Mas o modelo não gerava lucro. Os DVDs eram caros, os custos com correios muito altos e o retorno era mínimo. Os fundadores chegaram a considerar a possibilidade de vender a Netflix para a Amazon – e para a própria Blockbuster – , mas resolveram insistir com outra ideia: um serviço com mensalidades fixas. Foi o que salvou a empresa, atraindo mais de 200 mil assinantes. Em 2002, o número de assinantes ultrapassou os 600 mil e, com os avanços em velocidade e a queda na instabilidade da internet, o serviço de streaming foi introduzido em 2010. Isso possibilitou um crescimento astronômico. Um ano após virar serviço de streaming, o número de assinantes da Neflix nos EUA chegou aos 20 milhões. Com o lançamento de “Lilyhammer” em 2012, a plataforma deu outro passo, iniciando a exibição de conteúdos exclusivos e originais. Logo aconteceu a expansão para outros países. E, durante uma década, a Netflix dominou sozinha o mercado de streaming, tornando-se sinônimo de filmes vistos na internet. Foi só recentemente que a empresa começou a perder o seu reinado, com perda de quase 1 milhão de usuários no trimestre passado. Confira o vídeo comemorativo.












