Disney anuncia mais Marvel. Serão 13 filmes de super-heróis nos próximos 4 anos
Prestes a entrar em sua Fase 4, a Marvel Studios adicionou cinco novos filmes ao seu calendário de lançamentos. As novas datas, divulgadas pela Disney na sexta-feira (15/11), incluem os lançamentos de mais um longa em 2022 e quatro em 2023. Isto significa que o estúdio vai lançar mais 13 filmes de super-heróis nos próximos quatro anos. A lista oficial dos próximos filmes da Marvel, com as datas de estreia nos Estados Unidos, é a seguinte: 1 de maio de 2020 – Viúva Negra (Black Widow) 6 de novembro de 2020 – Os Eternos (The Eternals) 12 de fevereiro de 2021 – Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings 7 de maio de 2021 – Doctor Strange in the Multiverse of Madness 5 de novembro de 2021 – Thor: Love and Thunder 18 de fevereiro de 2022 – Sem Título 6 de maio de 2022 – Pantera Negra 2 (Black Panther 2) 29 de julho de 2022 – Sem Título 7 de outubro de 2022 – Sem Título 17 de fevereiro de 2023 – Sem Título 5 de maio de 2023 – Sem Título 28 de julho de 2023 – Sem Título 3 de novembro de 2023- Sem Título Sete filmes, mais da metade da lista, não foram identificados, mas devem ser projetos que já estão em desenvolvimento, como “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, “Homem-Formiga 3”, “Capitã Marvel 2”, “Deadpool 3”, um filme de (ou com) “Blade” estrelado por Mahershala Ali (“Green Book”) e as novas versões de “X-Men” e “Quarteto Fantástico”. Além destes, ainda há “Homem-Aranha 3”, que apesar de integrar o MCU tem seu cronograma atrelado à programação da Sony – como os vindouros “Venom 2” e “Morbius”. Até o momento, o Universo Cinematográfico da Marvel já lançou 23 filmes conectados. A Fase 4 do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) começará oficialmente com “Viúva Negra”, que tem estreia marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Além disso, os filmes também terão conexão com as séries live-action da Marvel na plataforma Disney+ (Disney Plus) – “Falcão e o Soldado Invernal” (Falcon and the Winter Soldier), “Loki”, “WandaVision” e “Gavião Arqueiro” (Hawkeye) – , que estreiam a partir de 2020.
Diretores dos Vingadores farão série sobre rivalidade de Marvel e DC Comics
Os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores de “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, estão desenvolvendo uma série documental sobre a rivalidade entre a Marvel e a DC Comics para a plataforma de streaming Quibi. A série se chamará “Slugfest” e tem como base o livro de mesmo nome, escrito por Reed Tucker. A produção vai narrar as origens da competição histórica entre as duas editoras e o impacto dos personagens criados por elas na cultura pop. Anthony e Joe Russo serão os produtores-executivos da série, por meio de sua produtora, a AGBO, mas a direção estará a cargo de Don Argott e Sheena M. Joyce que trabalharam juntos nos documentários “Believer” (2018) e “Framing John DeLorean” (2019). A plataforma Quibi deve entrar no ar em abril de 2020, visando exclusivamente o público de dispositivos móveis com uma proposta diferente dos outros serviços de streaming: os episódios de suas séries terão apenas cerca de 10 minutos.
Série do Gavião Arqueiro ganha primeiras artes
A Marvel aproveitou o lançamento do Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) nesta terça (12/11) para divulgar as artes conceituais dos personagens de sua vindoura série “Hawkeye”, sobre o herói Gavião Arqueiro. As artes trazem o protagonista, vivido por Jeremy Renner nos filmes dos Vingadores, ao lado de Kate Bishop, personagem que ele treina para ser sua sucessora – além do cachorro Lucky. A intérprete de Kate Bishop não foi revelada, mas a atriz Hailee Steinfeld (“Bumblebee”) estaria negociando o papel. Ainda não há confirmação oficial da escalação pela Marvel. Curiosamente, a atriz já interpretou uma heroína da Marvel nos cinemas. Ela dublou a Gwen-Aranha em “Homem-Aranha no Aranhaverso”. A série do Gavião Arqueiro será escrita e produzida por Jonathan Igla (de “Mad Men”), e ainda não começou a ser gravada. A previsão de estreia é apenas para 2021.
Primeiras artes da série do Falcão e Soldado Invernal revelam novos visuais dos heróis
A Marvel aproveitou o lançamento do Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) nesta terça (12/11) para divulgar as artes conceituais dos personagens de sua primeira série produzida para a plataforma, “Falcon and the Winter Soldier”, sobre os heróis Falcão e Soldado Invernal, introduzidos no filme “Capitão América: Guerra Civil” (2016). As imagens revelam os novos visuais dos dois protagonistas, que ganharam trajes novos e, no caso do Soldado Invernal, até um penteado diferente. Além da dupla de heróis dos Vingadores, vividos por Anthony Mackie e Sebastian Stan, as artes ainda destacam Emily Van Camp, de volta ao papel de Sharon Carter, que ela interpretou em dois filmes do Capitão América, Daniel Brühl, que retomará a identidade de Barão Zemo, responsável pelos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”, e uma novidade: Wyatt Russell (“Operação Overlord”), filho de Kurt Russell e Goldie Hawn, como John Walker num uniforme similar ao do Capitão América. Criado por Mark Gruenwald e Paul Neary em 1986, John Walker foi introduzido como o vilão de extrema direita Super Patriota e, graças a manipulações do Caveira Vermelha, acabou virando o Capitão América quando Steve Rogers foi forçado a abandonar sua identidade. Mais tarde, adotou o nome de Agente Americano, quando Rogers recuperou seu escudo e uniforme. A presença de Walker deve envolver a disputa pelo título de novo Capitão América. Ao se aposentar em “Vingadores: Ultimato”, Steve Rogers (Chris Evans) deixou seu escudo para o Falcão (Anthony Mackie). Mas o Soldado Invernal (Sebastian Stan) era outro forte candidato para a vaga. A série deve continuar a história a partir daí. A trama de “Falcão e o Soldado Invernal” está a cargo do roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”) e a produção será dirigida por Kari Skogland, diretora premiada de episódios de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”. A série tem previsão de chegar à plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) no segundo semestre de 2020.
Cena deletada de Vingadores: Ultimato revela participação de Katherine Langford como filha de Tony Stark
A cena deletada mais discutida de “Vingadores: Ultimato” virou um bônus da Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus), a plataforma de streaming da Disney. Nela, Tony Stark (Robert Downey Jr.) reencontra a filha Morgan, já adulta, anos depois de sua morte. O vídeo, que foi compartilhado por fãs nas redes sociais em baixa definição, registra a participação de Katherine Langford (“13 Reasons Why”) como a versão adulta de Morgan na joia da alma. A atriz acabou ficando fora do filme, no corte final do cinema. “Eu te conheço?”, pergunta o herói, antes de reconhecer Morgan. “Oi pai”, ela responde. No diálogo entre pai e filha, a jovem parece perdoar Tony pela “decisão ruim” de se sacrificar para derrotar Thanos e salvar a humanidade. “Eu sobrevivi, eu cresci”, ela diz, mostrando que o plano funcionou. A sequência tem pouco mais de dois minutos e teria sido rejeitada durante testes, porque confundiu o público. Foi percebida uma dificuldade dos espectadores identificarem quem era a personagem, já que outra atriz (Lexi Rabe, de seis anos de idade) interpretou a filha de Stark no mesmo filme. A personagem é filha de Tony e Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e surge pela última vez no enterro do pai. A cena deletada com Katherine Langford não foi incluída entre o material extra do lançamento em vídeo de “Vingadores: Ultimato”, aparecendo apenas nos bônus do filme incluídos no serviço de streaming da Disney, que foi lançado oficialmente nesta terça (12/11) nos Estados Unidos, Canadá e Países Baixos (Holanda).
Marvel define roteiristas das séries da Mulher-Hulk e do Cavaleiro da Lua
A Marvel definiu os roteiristas de suas novas séries live-action com os heróis Mulher-Hulk e Cavaleiro da Lua, que serão lançadas na plataforma Disney+ (Disney Plus). “She-Hulk”, a série da Mulher-Hulk, será escrita e produzida por Jessica Gao, roteirista da animação “Rick and Morty” e da sitcom “Corporate”. E “Moon Knight”, do Cavaleiro da Lua, terá como showrunner Jeremy Slater, que criou as séries “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix). A série de She-Hulk vai acompanhar a advogada Jennifer Walters, prima de Bruce Banner (o Hulk), que nos quadrinhos se transforma numa versão feminina do Hulk ao receber uma transfusão de sangue de seu parente mais famoso. Ela foi a última personagem importante da Marvel criada por Stan Lee, em 1980, e se tornou membro dos Vingadores. Diferente do primo, Jennifer prefere ser a Mulher-Hulk em tempo integral, porque mantém sua inteligência durante a transformação. Já o Cavaleiro da Lua é uma espécie de Batman da Marvel, que usa capuz e capa brancas. Criado em 1975 por Doug Moench, como coadjuvante de uma história em quadrinhos do Lobisomem, o personagem apareceu em vários gibis antes de ganhar sua revista própria em 1980. Originalmente, Marc Spector era um mercenário que se transformou no herói após ser abandonado para morrer durante uma missão no Egito, ocasião em que teve uma visão do deus egípcio da lua. Assim como Batman, ele aparece em público como um milionário e se mostra um mestre dos disfarces, trabalhando também como um taxista comum para obter informações do submundo do crime. Nos últimos anos, virou ainda “Mr. Knight”, um consultor da polícia que se veste de branco e usa uma máscara para resolver crimes incomuns. Uma série do Cavaleiro da Lua é discutida desde 2010 e chegou a ser cogitada na Netflix, dentro do universo dos Defensores. A Marvel está desenvolvendo oito séries exclusivas para o serviço de streaming da Disney, mas até agora apenas uma entrou em produção, “Falcon and the Winter Soldier”, em que Anthony Mackie e Sebastian Stan retomam os personagens Falcão e o Soldado Invernal dos filmes dos Vingadores.
Série de Loki terá ligação com próximo filme do Doutor Estranho
“WandaVision” não será a única série da plataforma Disney+ (Disney Plus) que terá ligação com o próximo filme do Doutor Estranho. O chefão da Marvel Studios, Kevin Feige, revelou que a trama de “Loki” também afetará o próximo filme do personagem vivido por Benedict Cumberbatch. “Não sei se já tínhamos confirmado isso antes, mas terá ligação”, ele afirmou sobre “Loki”, série estrelada por Tom Hiddleston. A revelação joga nova luz sobre o título do filme, que foi batizado, em inglês, de “Doctor Strange in the Multiverse of Madness” (Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, em tradução literal). Como a própria existência de Loki – e provavelmente do Visão em “WandaVision” – resulta de uma anomalia temporal, criada em “Vingadores: Ultimato”, faz sentido que sua presença perturbe a continuidade cronológica do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) e precise ser enfrentada por um especialista no multiverso. Quem melhor do que aquele que viu 14,000,605 versões do futuro para descobrir como derrotar Thanos? A primeira arte conceitual de “Loki” mostrou o vilão em 1975, enquanto a arte de “Wandavision”, com Elizabeth Olsen e Paul Bettany reprisando seus papéis como a Feiticeira Escarlate e o Visão, evocou a estética dos anos 1950. Ao todo, serão produzidas cinco séries da Marvel derivadas dos filmes dos Vingadores para a Disney+ (Disney Plus). Também foram confirmadas “The Falcon and the Winter Soldier” (O Falcão e o Soldado Invernal), que junta Anthony Mackie e Sebastian Stan e já começou a ser gravada, “Hawkeye”, com Jeremy Renner despedindo-se do Gavião Arqueiro, e a animação “Marvel’s What If…?”, baseada nas publicações de quadrinhos conhecidas no Brasil como “O Que Aconteceria Se…”. A Disney+ (Disney Plus) será lançada na terça-feira (12/11) na América do Norte e só deve chegar ao Brasil no final de 2020.
Série do Gavião Arqueiro era originalmente um filme
A série do Gavião Arqueiro, prevista para a plataforma Disney+ (Disney Plus), seria originalmente um filme solo do herói. A revelação foi feita pelo chefão da Marvel Studios, Kevin Feige, em uma abrangente entrevista para a Bloomberg. Feige contou que viu a oportunidade de transformar o projeto numa série após consulta de Bob Iger, CEO da Disney, sobre projetos da Marvel para o streaming. Mas admitiu ter ficado preocupado sobre como Jeremy Renner reagiria à mudança de planos. Segundo ele, o ator foi compreensivo. “Ele entendeu completamente e disse ‘vamos nessa'”, disse Feige à Bloomberg. A série está sendo escrita e produzida por Jonathan Igla (de “Mad Men”) e vai introduzir Kate Bishop, jovem que é treinada por Clint Barton (Jeremy Renner, reprisando seu papel dos filmes) para se tornar a substituta do Gavião nos Vingadores. Ainda não há confirmação oficial da escalação da intérprete da heroína, mas a Variety chegou a noticiar que Hailee Steinfeld (“Bumblebee”) negociava o papel. Curiosamente, a atriz já interpretou uma heroína da Marvel nos cinemas. Ela dublou a Gwen-Aranha em “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Gavião Arqueiro será a quarta série da Marvel no Disney+ (Disney Plus), com lançamento previsto para o fim de 2021. Ela vai chegar na plataforma após “Falcão e o Soldado Invernal”, “WandaVision” e “Loki”.
Homem-Aranha é denunciado por um novo crime nos filmes da Marvel
O Homem-Aranha está sendo denunciado por mais um “crime” que ele supostamente cometeu no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Um vídeo do Clarim Diário, que fez parte da campanha da Sony para divulgar o lançamento do Blu-ray de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, o herói é acusado de destruir o famoso parque de diversões de Coney Island, em Nova York. “Coney Island reabriu hoje, anos após o ataque devastador do Homem-Aranha. Policiais locais se recusam a usar o nome do Homem-Aranha na denúncia. O Clarim Diário acredita que isso aconteceu por medo da vingança por parte do perigoso Homem-Aranha”, diz o vídeo. O incidente em Coney Island é uma referência à batalha entre o Homem-Aranha e o Abutre, que aconteceu no filme anterior, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017). O vídeo também ajuda a deixar claro como o velho tabloide Clarim Diário, editado por J.J. Jameson nos quadrinhos, foi atualizado como um programa de fake news do YouTube. O Clarim e seu editor, vivido por J.K. Simmons, deverão ter grande importância no próximo filme da franquia, após serem introduzidos nos segundos finais de “Homem-Aranha: Longe de Casa”. A continuação está atualmente sendo escrita pela mesma dupla que assinou os dois primeiros filmes: Chris McKenna e Erik Sommers. A previsão de estreia é para julho de 2021.
Eternos: Set de filme da Marvel com Angelina Jolie é evacuado após descoberta de bomba
O set de “Eternos”, produção da Marvel estrelada por Angelina Jolie, que está sendo rodada nas Ilhas Canárias, precisou ser evacuado após uma bomba ser encontrada durante as filmagens. A equipe de filmagens e os atores foram mantidos a uma distância segura do local onde a bomba foi encontrada, mas o pânico se espalhou rapidamente nos bastidores, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal britânico The Sun. “Era obviamente aterrorizante, a bomba poderia estar lá intocada durante décadas, mas quem sabe o que poderia ter acontecido se fosse tocada. Algumas das maiores estrelas do mundo estavam no set e ninguém queria se arriscar. Felizmente, os especialistas souberam lidar com a situação”, afirmou um integrante da equipe. A bomba pode ser da época da 2ª Guerra Mundial, porque a ilha espanhola abrigou uma base nazista no período. Previsto para estrear em novembro de 2020, “Eternos” tem direção da chinesa Chloé Zhao (“Domando o Destino”) e ainda destaca em seu elenco Richard Madden e Kit Harington, ambos de “Game of Thrones”.
Scorsese vs Marvel: Diretor continua guerra infinita com novo ataque publicado no New York Times
Martin Scorsese está transformando sua crítica sobre como a Marvel reduz o cinema a franquias de parques temáticos numa franquia em si mesma. O novo capítulo dessa guerra infinita foi publicado na segunda-feira (4/11) na forma de um artigo opinativo no jornal The New York Times, que não acrescenta elementos novos na discussão, mas reforça tudo o que diretor já disse. Enquanto a manchete do ensaio (“Martin Scorsese: Eu disse que os filmes da Marvel não são cinema. Deixe-me explicar”) parece potencialmente conciliatória, o texto do cineasta só oferece desdém à Marvel Studios. Seu alvo principal é a mitologia abrangente dos filmes e sua abordagem formulística. “Alguns dizem que as filmes de Hitchcock eram todos parecidos, e talvez isso seja verdade – o próprio Hitchcock se questionou sobre isso. Mas a mesmice dos filmes de franquia de hoje é outra coisa diferente. Muitos dos elementos que definem o cinema como eu o conheço estão nos filmes da Marvel. O que não existe é revelação, mistério ou perigo emocional genuíno. Nada está em risco. Os filmes são feitos para satisfazer um conjunto específico de demandas de consumo e projetados como variações em um número finito de temas”. “Muitos filmes de franquia são feitos por pessoas de considerável talento e arte. Você pode ver isso na tela. O fato de os filmes em si não me interessarem é uma questão de gosto e temperamento pessoal. Sei que, se eu fosse mais jovem, se tivesse amadurecido mais tarde, ficaria empolgado com esses filmes e talvez até quisesse fazer um. Mas eu cresci quando cresci e desenvolvi um senso de cinema – do que é cinema e do que poderia ser – que passa tão longe do universo Marvel quanto nós, na Terra, de Alpha Centauri.” Vale considerar que, se fosse mais velho, Scorsese também não teria problema em se empolgar com a Marvel, já que teria crescido em meio aos seriados de aventura, que inventaram o termo “cliffhanger” e a falta de perigo emocional genuíno. Seu contemporâneo George Lucas é o primeiro a admitir ter se inspirado nos seriados dos anos 1930 e 1940, em particular “Flash Gordon” (por sinal, também uma adaptação de quadrinhos), para criar “Star Wars”. E, de fato, é muito interessante que Scorsese reclame da Marvel, mas silencie sobre “Star Wars”, de seu amigo Lucas, ou sobre outras franquias de colegas prestigiados, como “Jurassic Park”, de Steven Spielberg, “Aliens”, de Ridley Scott, “O Senhor dos Anéis”, de Peter Jackson, e “O Exterminador do Futuro”, de James Cameron. Até Francis Ford Coppola, que ecoou seus ataques contra a fábrica de franquias da Marvel, desenvolveu seu próprio universo cinematográfico com três “O Poderoso Chefão”. Para Scorsese, o problema é amplificado pela natureza interconectada dos filmes da Marvel e o uso de personagens arquetípicos, enredos melodramáticos e riscos supostamente sem consequências, que reduziriam os filmes de super-heróis a algo artisticamente estridente e economicamente perigoso para o futuro do cinema. “Eles são sequências no nome, mas remakes em espírito, e tudo neles é oficialmente sancionado porque não pode realmente ser de outra maneira. Essa é a natureza das franquias modernas de cinema: pesquisadas no mercado, testadas pelo público, avaliadas, modificadas, reavaliadas e refeitas novamente até estarem prontas para o consumo. Outra maneira de dizer seria que eles são tudo o que os filmes de Paul Thomas Anderson ou Claire Denis ou Spike Lee ou Ari Aster ou Kathryn Bigelow ou Wes Anderson não são. Quando assisto a um filme de qualquer um desses cineastas, sei que vou ver algo absolutamente novo e ser levado a áreas de experiência inesperadas e talvez até inomináveis. Meu senso do que é possível ao contar histórias com imagens e sons em movimento será expandido.” A visão de Scorsese reflete uma escola de cinema que busca pensar o diretor como autor de obras de identidades claramente definidas. Para ele, os filmes da Marvel são produções de comitê, mais criação de um produtor, no caso Kevin Feige, do que de cineastas e, portanto, seriam todos iguais. Mas é importante lembrar que essa mesma escola de pensamento, desenvolvida entre os anos 1950 e 1960 na revista francesa Cahiers do Cinema, destacava que diretores como Hitchcock, John Ford e outros mestres de Hollywood criaram obras autorais num sistema de estúdio muito mais opressivo que o atual, que os tratava como meros funcionários de projetos encomendados. Se algum dia assistir aos filmes da Marvel, Scorsese perceberá que deve desculpas a colegas de profissão por usar esse argumento. “Guardiões da Galáxia” de James Gunn, “Thor: Ragnarok”, de Taika Waititi, e “Pantera Negra”, de Ryan Coogler, são tão autorais quanto os títulos de qualquer um dos cineastas citados por ele. Além disso, as produções são muito diversas entre si. O tom de espionagem setentista de “Capitão América: Guerra Civil” não tem nada a ver com o humor escrachado de “Homem-Formiga e a Vespa”. E há, sim, um envolvimento emocional genuíno do público em relação ao destino dos personagens. A morte do Tony Stark, de Robert Downey Jr., em “Vingadores: Ultimato”, gerou comoção tão grande quanto o destino de Jack, de Leonardo DiCaprio, em “Titanic”, filme vencedor de 11 Oscars. Mas, para Scorsese, a abordagem de franquia dos filmes da Marvel estaria sufocando o cinema “de verdade”. “Há entretenimento audiovisual mundial e há cinema. Eles ainda se sobrepõem de tempos em tempos, mas isso está se tornando cada vez mais raro. E temo que o domínio financeiro de um esteja sendo usado para marginalizar e até menosprezar a existência do outro. Para quem sonha em fazer filmes ou está apenas começando, a situação neste momento é brutal e inóspita para a arte. E o simples ato de escrever essas palavras me enche de uma tristeza terrível. ” A frase final revela que o problema, na verdade, pode ser outro. “Pantera Negra”, por exemplo, foi considerado cinema, no sentido mais artístico possível, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, tornando-se o primeiro lançamento do gênero indicado ao Oscar de Melhor Filme. Não apenas isso. “Coringa” venceu o Festival de Veneza, reduto tradicional do cinema de arte. E agora Scorsese encara a possibilidade concreta de a adaptação de quadrinhos de Todd Phillips disputar o Oscar 2020 como favorito contra, vejam só, seu novo filme, “O Irlandês”. Ele desqualifica o gênero “filmes de super-heróis” como um todo, no momento que seus pares valorizam cada vez mais os aspectos artísticos desse mesmo gênero. Não só isso. A insistência de Scorsese com o assunto Marvel não deixa de ser um estratagema para desviar atenção de seu problema particular com a questão. Afinal, seu novo filme é uma produção da Netflix, que foi boicotada pelos donos das salas de cinemas. Para os exibidores, “O Irlandês” não seria cinema “de verdade”. Ao polemizar de forma gratuita com o estúdio dos super-heróis, o cineasta busca claramente mudar de assunto e evitar a polêmica que o envolve. A estridência de Scorsese contrasta com que sua turnê de divulgação de “O Irlandês” não aborda de jeito nenhum. Afinal, “O Irlandês” é cinema ou filme para ver no celular? Netflix é cinema? A Academia deve premiar filmes feitos para streaming? Spielberg já disse que não, que filmes da Netflix, como “O Irlandês”, são telefilmes e deveriam concorrer ao Emmy. Qual a opinião de Scorsese sobre isso? O que ele tem a dizer sobre o tema, contribuindo para uma discussão que pode realmente definir os rumos da arte cinematográfica? Nada. Absolutamente nada. Ou melhor, diz que tanto faz. “Não importa com quem você faça seu filme, o fato é que as telas na maioria dos multiplex estão repletas de filmes de franquias”. E, de fato, tem sido assim… por toda a História do cinema – ou, pelo menos, desde 1916, quando a sequência do infame “O Nascimento de uma Nação” entrou em cartaz.
Anthony Mackie anuncia começo das gravações de Falcão e o Soldado Invernal
O astro Anthony Mackie anunciou o começo das gravações de “Falcão e o Soldado Invernal”, compartilhando em suas redes sociais uma imagem de bastidores com as cadeiras de Sam Wilson e Bucky Barnes, identidades secretas dos personagens do título da série. “E assim começa”, escreveu o ator. “Bem vindos de volta, pessoal…” Além da dupla de heróis dos Vingadores, vividos por Mackie e Sebastian Stan, o elenco da série ainda destaca Emily Van Camp, de volta ao papel de Sharon Carter, que ela interpretou em dois filmes do Capitão América, e Daniel Brühl, que retomará a identidade de Barão Zemo, responsável pelos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”. Para completar, Wyatt Russell (“Operação Overlord”), filho de Kurt Russell e Goldie Hawn, vai estrear na Marvel em outro papel icônico: John Walker. Criado por Mark Gruenwald e Paul Neary em 1986, ele foi introduzido como o vilão de extrema direita Super Patriota e, graças a manipulações do Caveira Vermelha, acabou virando o Capitão América quando Steve Rogers foi forçado a abandonar sua identidade. Mais tarde, adotou o nome de Agente Americano, quando Rogers recuperou seu escudo e uniforme. A presença de Walker deve envolver a disputa pelo título de novo Capitão América. Ao se aposentar em “Vingadores: Ultimato”, Steve Rogers (Chris Evans), deixou seu escudo para o Falcão (Anthony Mackie). Mas o Soldado Invernal (Sebastian Stan) era outro forte candidato para a vaga. A série deve continuar a história a partir daí. A trama de “Falcão e o Soldado Invernal” está a cargo do roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”) e a produção será dirigida por Kari Skogland, diretora premiada de episódios de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”. A série tem previsão de chegar à plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) no segundo semestre de 2020. And so it begins!Welcome back guys… #TheFalconandtheWinterSoldier #PlayBoys #Legdaysaveslives #setlife #Marvel pic.twitter.com/xBvaZirXci — Anthony Mackie (@AnthonyMackie) November 4, 2019
Scorsese admite ter considerado produzir Coringa, “uma obra notável”
Martin Scorsese admitiu que considerou produzir “Coringa”, estrelado por Joaquin Phoenix, que é claramente inspirado por sua filmografia – em particular, pelos filmes “Taxi Driver” e “O Rei da Comédia”. Em entrevista para a BBC, o cineasta disse que pensou muito sobre o longa nos últimos quatro anos e ainda citou a participação de Emma Tillinger Koskoff, sua colaboradora de longa data, na produção do filme da DC. “Decidi que não tinha tempo para isso. Todd me disse ‘Marty, isso é seu’ e eu respondi ‘Não sei se eu quero’. Por razões pessoais, eu não quis me envolver, mas conheço o roteiro muito bem”, contou Scorsese, citando o diretor Todd Phillips. Ele elogiou o resultado final. “Tem uma energia real e Joaquin. É uma obra notável”. Mas afirmou que adaptações de quadrinhos não são a sua praia. “Não poderia fazer o passo seguinte, que é transformar a abstração do Coringa num personagem de quadrinhos. Isso não significa que é uma forma de arte ruim, apenas não é para mim … Os filmes de super-heróis, como eu disse, são outra forma de arte. Eles não são fáceis de fazer. Muitas pessoas muito talentosas estão fazendo um bom trabalho e muitos jovens realmente gostam deles. Mas eu realmente acho que é a extensão de um parque de diversões”. Scorsese se envolveu em uma polêmica recentemente ao afirmar que os lançamentos da Marvel “não são cinema”. Posteriormente, ele aprofundou o comentário, citando que gostaria de mais apoio das redes de cinema, que “parecem estar mais favoráveis a parques de diversão e filmes de histórias em quadrinhos”. Scorsese, na verdade, fez várias declarações sobre o tema, ao divulgar “O Irlandês”, seu novo filme que será lançado na Netflix – que, segundo outros dizem, não é cinema. Veja a entrevista integral de Scorsese para a BBC no vídeo abaixo.










