Kamila Simioni pode ter que sair de “A Fazenda 15” por ordem da Justiça
Na pré-estreia de “A Fazenda 15”, Kamila Simioni rebateu a jornalista Ju Nogueira, que havia perguntado sobre os processos que ela respondia, garantindo que não era criminosa. No entanto, ela já chegou a ser presa e novos problemas com a Justiça podem até tirá-la do programa. A colunista Fabia Oliveira publicou que a peoa enfrenta um processo em Belo Horizonte em que Verônica Marisa de Araújo a acusa de ameaçá-la nas redes sociais e no programa “Balanço Geral”. Verônica afirmou ainda que já havia sido agredida por Simioni em 2019 e que o processo correu em um juizado. Simioni teria dito no processo que a entrevista que concedeu ao “Balanço Geral” foi em tom de sarcasmo. Mas confirmou que já bateu em Verônica e que bateria novamente, já que a moça a teria afrontado. Como Kamila Simioni foi confinada em Itapecerica, o juiz responsável pelo caso determinou que ela seja intimada através de seu advogado para informar, em 10 dias, a sua previsão de disponibilidade para participação em uma audiência. Uma Petição pelo profissional informou que, caso chegue até a final de “A Fazenda 15”, Kamila permanecerá confinada até 20 de dezembro deste ano. Foi realizado pedido de que a audiência seja designada para data posterior à indicada, uma vez que a ação não será prejudicada, tendo em vista que está distante de prescrever. O juiz vai decidir agora se aceita a data ou se mandará a Justiça retirar Simioni do reality show. Ficha corrida Ela já tem duas detenções em sua ficha. Em 2013, Kamila foi presa por associação ao tráfico de drogas, corrupção ativa e posse de arma. Inclusive, chegou a ter seus bens retidos pelas autoridades. Em conversa com o “Domingo Espetacular”, Simioni deu sua versão sobre como tudo aconteceu: “Me envolvi com um cara que foi acusado de tráfico e quando cheguei vestida desse jeito [fazendo referência ao seu visual] na delegacia, com o meu advogado para oferecer ajuda, os policiais já foram me chamando de laranja dele e me prenderam por 48 horas”. De acordo com a empresária, tentaram acusá-la por um crime que não havia cometido. “Queriam grana. Nesse processo denuncio quatro militares por falso testemunho. Provei minha inocência. Quem pediu minha absolvição foi o próprio promotor de Justiça”, se defendeu, durante entrevista para Fabíola Reipert. No fim, o Ministério Público absolveu Kamila dessas acusações. Já a última passagem pela detenção foi em 2021, quando ela foi presa pela Polícia Civil na capital de Minas Gerais, acusada de cometer lesão corporal contra uma ex-funcionária. A prisão foi ainda mais curta, pois ela prestou esclarecimentos e foi liberada depois que assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Novos depoimentos agravam caso de assédio contra Marcius Melhem
Neste sábado (16/9), novos depoimentos de vítimas de assédio aumentaram a pressão legal contra Marcius Melhem, ex-diretor da Rede Globo. As acusações, que já eram graves, ganharam contornos mais sérios com relatos detalhados de assédio sexual e moral. As vítimas são Karina Dohme, Ellen Roche e Susana Pires, atrizes conhecidas do público, que detalharam suas experiências traumáticas em setembro de 2021 ao MPT (Ministério Público do Trabalho) num processo que apura a conduta da Globo em relação às denúncias contra Melhem. Os depoimentos foram revelados pela coluna de Juliana Dal Piva, após serem enviados do MPT para o MP-RJ, e constam nos autos da ação criminal contra o humorista. Como os casos prescreveram, os depoimentos servem para reforçar a acusação e o mais grave, de Karina, fez a atriz ser apontada pela promotoria como testemunha. Melhem é investigado por assédio sexual em processo que tramita em sigilo na 20ª Vara Criminal do TJ-RJ. O caso de Karine Dohme Karina Dohme, que trabalhou com Melhem a partir de 2012 nos programas “Caras de Pau” e “Zorra”, descreveu que Melhem fazia o tempo todo “comentários de cunho sexual com todas as mulheres”, “apertava a cintura e cheirava o pescoço das colegas” e chamava as funcionárias de “gostosas” e “delícia”, emitindo “gemidos lascivos”, criando um ambiente de trabalho desconfortável e tóxico. Em abril de 2012, durante uma gravação em Angra dos Reis (RJ), Karina enfrentou uma situação ainda mais perturbadora. Segundo ela, Melhem “segurou a porta do quarto” e declarou que “eles iriam dormir juntos”. Perplexa com a situação, ela respondeu com um sorriso amarelo: “Claro que não”. Mesmo assim, Melhem insistiu e permaneceu algum tempo na porta do quarto dela, reforçando a sensação de vulnerabilidade e medo. Ao final, Melhem desistiu de entrar no quarto, mas deixou um aviso perturbador: “Tá bom garota, mas eu não vou desistir de você”. Essa declaração não apenas aterrorizou Karina, mas também deixou claro que o assédio não seria um evento isolado. A atriz entrou em “pânico” após o episódio, pois ainda não tinha assinado seu contrato com a emissora. Ela temia retaliações profissionais e, segundo ela, Melhem intensificou as investidas após a assinatura do contrato. Durante as gravações, Karina relata que, nas cenas de beijo, Melhem ficava “enfiando a língua” enquanto ela “cerrava os lábios com força”. Este tipo de comportamento, que ultrapassa os limites profissionais. Além disso, Melhem encostava o quadril dela contra ele, fazendo com que ela sentisse que “o pênis dele estava ereto”. Após as gravações, Melhem fazia comentários de que Karina era a “preferida” e que ele a tinha trazido para o programa. Mas o pior ainda estava por vir. Num episódio ocorrido em 31 de outubro de 2015, Melhem a empurrou contra a parede e tentou beijá-la à força. “Ele começou a subir o vestido e ele abriu o zíper da calça”, afirmou Karina. A atriz conseguiu se desvencilhar e sair do local. Dias após o incidente, Karina foi demitida do programa “Zorra”. Melhem enviou uma mensagem a ela afirmando que a demissão não tinha relação com o ocorrido. “Você precisa saber uma coisa, decisões estão sendo tomadas e o fato de você permanecer no programa não tem nada a ver com o que aconteceu essa noite”, escreveu Melhem. O caso de Ellen Roche Ellen Roche, que trabalhou com Melhem em “Zorra Total” e na “Escolinha do Professor Raimundo”, relatou que o humorista a chamava de “linda, maravilhosa e algumas vezes de gostosa”. Em um episódio em 2015, Melhem ofereceu carona a Ellen, que recusou e pediu que Maria Clara Gueiros a acompanhasse. Melhem perguntou onde era o hotel de Ellen e se poderia encontrá-la lá. A atriz respondeu questionando o motivo. Maria Clara Gueiros e a diretora Cininha de Paula forneceram depoimentos que corroboram o relato de Ellen. Segundo Maria Clara, Ellen estava “constrangida e assustada” com as investidas de Melhem. Cininha de Paula afirmou que viu Ellen chorando e que outra colega de elenco contou que Melhem teria segurado Ellen contra a parede e dito que só a soltaria se ela o beijasse. Cininha disse que pediu a Ellen que denunciasse, mas a atriz não quis com medo de ser demitida. O caso de Susana Pires Susana Pires, que trabalhou com Melhem no programa “Caras de Pau”, relatou que era a única mulher na equipe de roteiristas. Segundo ela, Melhem fazia “piadas” sobre ela ser “gostosa”. Com o tempo, passou a colocar “as mãos nas pernas da depoente e começou a aumentar a carga do assédio”. Após reagir às investidas de Melhem, Susana afirmou que seu trabalho passou a ser “desvalorizado absurdamente”. Ela também relatou que Melhem saía do banheiro de cueca dizendo: “Suzana, vamos resolver nossa história”. Ao prestar depoimento à polícia do Rio, em 2021, Melhem foi questionado se a recebia de cueca e respondeu: “Não é verdade. Isso só ocorreu uma vez só, pois se tratava de brincadeira e também não tinha conotação sexual”. Em julho deste ano, Susana peticionou, por meio de sua advogada, retificação de sua posição nos autos do processo de assédio sexual — de vítima para testemunha. Ela relatou no documento que depôs no processo do MPT, a pedido das outras vítimas, para contribuir para “eventual contextualização do caso, se fosse necessário”. Susana Pires fez referência ao fato de que, até 2018, era necessário que a mulher fizesse uma comunicação às autoridades para que um caso de assédio fosse processado. Isso mudou e agora não é mais necessário. Posicionamento da TV Globo Em janeiro deste ano, a TV Globo enviou uma carta à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam/Centro) informando que Melhem violou o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo, tornando insustentável a manutenção de seu contrato de trabalho. O texto diz que “a Globo decidiu pela rescisão do contrato de trabalho, entendendo que, diante da constatação da violação ao Código de Ética e Conduta do Grupo Globo pelo sr. Marcius Melhem a manutenção do contrato de trabalho tornou-se insustentável, considerando que a postura adotada pelo mesmo não condiz com os princípios e valores da empresa”. A revista Veja divulgou, em maio deste ano, que a defesa da TV Globo alegou ao MPT que, em relação a Melhem, “restou, de fato, constatada a inadequação do artista com seus subordinados, sem que fosse possível comprovar a prática deliberada de assédio sexual, dados os contornos legais que a conduta exige para sua caracterização”. Antes disso, a emissora só tinha informado que o humorista tinha sido investigado e nada tinha sido encontrado contra ele. Melhem, inclusive, repete esse argumento em sua defesa, como se pode observar a seguir. 11 mulheres denunciaram assédios de Melhem ao Ministério Público do Rio de Janeiro, mas oito casos foram arquivados por prescrição em decorrência do tempo – não por falta de provas. Posicionamento de Marcius Melhem Os advogados que atuam na defesa de Marcius Melhem emitiram um comunicado a respeito das novas denúncias. Veja a íntegra abaixo. “É importante registrar, desde logo, que Marcius Melhem nunca teve acesso à íntegra dos depoimentos no Ministério Público do Trabalho, porque lá não é investigado. Mas cabe informar que Suzana Pires, após o mencionado depoimento ao MPT, destituiu a advogada Mayra Cotta e pediu ao Ministério Público do Rio de Janeiro que fosse retirada da lista de supostas vítimas. Karina Dohme jamais apareceu como suposta vítima no MP, onde Melhem poderia mostrar muitas comunicações que desmentem narrativas como as mencionadas pela jornalista. Talvez por essa razão, também tenha desistido de aparecer como testemunha na investigação policial. Quanto a Ellen Roche, a própria imprensa já divulgou mais de uma vez partes de seu depoimento no MP em que nega acusações de assédio e afirma que trabalharia novamente com Melhem, já que não tem nada contra ele. Registre-se, ainda, que Melhem não é alvo de investigação no MPT e que tampouco pode lá se defender. E na instância onde foi investigado, nenhuma das três se apresentou como suposta vítima. Trazer à opinião pública três casos já esclarecidos de não-vítimas é mais uma tentativa de manter acesa uma acusação que não se sustenta. Tendo em vista que a matéria quer requentar notícias já expostas na imprensa, poderia também lembrar aos seus leitores que o MPT traz uma carta da TV Globo afirmando, após intensa investigação, que não se comprovou assédio de Marcius Melhem quando lá trabalhava. Finalmente, é de se estranhar que o mesmo veículo que preserva nomes de supostas vítimas, exponha publicamente mulheres que não acusam Melhem de assédio na Justiça.”
Lexa terá que responder por dívida milionária de MC Guimê
A Justiça de São Paulo determinou que Lexa terá que responder pelas dívidas de MC Guimê. A cantora entrou com uma ação em dezembro de 2022, no qual alegou que estava divorciada e não poderia sofrer penhoras pelas pendências do funkeiro. Segundo a determinação judicial, Lexa teve seus bens penhorados por estar casada com Guimê na época da ação. A artista tentou reiterar que estava separada em janeiro deste ano, porém o casal confessou publicamente que haviam reatado o relacionamento. O juiz Bruno Straforini, na 1ª Vara Cível de Barueri, rejeitou os embargos em sentença publicada em agosto por não ter partilha dos bens após o divórcio. “Sendo assim, seu patrimônio deverá responder pelas dívidas do seu ex-cônjuge”, determinou. “Não realizada a partilha de bens do ex-casal, cada um dos cônjuges ainda possui responsabilidade perante os credores do outro.” Guimê sofreu bloqueio de seus lucros, direitos de imagem, músicas e números de visualizações em plataformas digitais e de streaming para quitar a dívida de R$ 416,8 mil. Apesar das informações, o processo corre em segredo de Justiça. A assessoria de imprensa de Lexa ainda não comentou sobre o caso. Perdeu tudo? Em julho deste ano, o colunista Erlan Bastos afirmou que Lexa teria aberto mão de um carro luxuoso, avaliado em R$ 500 mil, para ajudar a quitar as dívidas milionárias de MC Guimê. O funkeiro teria feito um péssimo negócio em 2016, quando comprou uma mansão em São Paulo, e acabou com fama de caloteiro. A cantora teria decidido dar uma contribuição financeira para seu marido, já que o casal compartilhou o uso da propriedade por alguns meses antes de Guimê enfrentar uma disputa judicial com os proprietários do imóvel.
“Fantástico” mostra vídeos inéditos da agressão sofrida por Victor Meyniel
O programa “Fantástico”, da rede Globo, exibiu novas informações e imagens inéditas de vídeos da agressão sofrida pelo ator Victor Meyniel, que recebeu dezenas de socos no rosto, disparados pelo estudante de medicina Yuri de Moura Alexandre, na madrugada de sábado passado (2/9), no Rio de Janeiro. Victor Meyniel também foi entrevistado e relatou o ocorrido em detalhes, confrontando depoimento da médica Karina de Assis Carvalho, com quem Yuri divide apartamento. O início da noite Victor conheceu Yuri nas proximidades de uma boate em Copacabana e foi convidado para sua casa. “Eu não o conhecia. Nunca tinha visto na minha vida. Eu achei um cara muito bonito, um papo legal”, afirmou o ator. Os dois beberam vinho, momento no qual Yuri comunicou a médica Karina de Assis Carvalho, sua companheira de apartamento, sobre a situação. “Amiga, abri um vinho seu. Eu vou te compensar, mas tô com famoso aqui em casa”, enviou Yuri em uma mensagem para Karina. Segundo Victor, o clima tornou-se tenso após a chegada de Karina, por volta das 7h30. “Ele ficou frio, distante. Eles começaram a se desentender entre eles porque a porta estava destrancada e ele tinha aberto um vinho dela. Eu comecei a me sentir nervoso, acuado, meio esquisito e comecei a quebrar o gelo. Porque eu sou assim”, disse Victor. O confronto Victor afirmou que logo depois Yuri sai para treinar e volta em 3 minutos para expulsá-lo “com agressividade” do apartamento. “Eu bato na porta desesperado, começo a chorar. Eu escuto ela de fundo falar: ‘Calma, não é pra tanto'”, relatou o ator. Posteriormente, as câmeras de segurança registraram um confronto físico e verbal entre os dois em frente ao elevador. Victor foi empurrado para dentro do elevador e bateu a cabeça no espelho. As imagens divulgadas mostram que o elevador ficou avariado e o porteiro precisou abrir a porta. Ele também chamou Yuri, que iniciou uma nova discussão com Victor e terminou agredindo-o com dezenas de socos no rosto durante aproximadamente 40 segundos. Questionado sobre o que fez Yuri desferir socos, Meyniel contou que foi quando ele questionou se a orientação sexual do estudante não era conhecida. “Eu falo, indignado, completamente frustrado e com raiva, pergunto por que ele tinha feito aquilo, se ele não era assumido.” Segundo o ator, nesse momento o agressor perdeu o controle, derrubou-o no chão e começou a espancá-lo. “Enquanto ele me batia, falava: ‘Viadinho é você! Eu não sou!’.” Todo o episódio de violência ocorreu sob o olhar inerte do porteiro, que só interveio quase dois minutos após o início das agressões, para tirar Victor do hall de entrada. Decisão da Justiça Victor chamou a polícia, que optou por deter Yuri. Após as investigações, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do estudante de medicina e ainda indiciou o porteiro por omissão de socorro. 🚨GRAVE: Com novas imagens, Fantástico informa que foram 4 minutos de agressão contra Victor Meyniel. pic.twitter.com/qllbFdy5eU — Vai Desmaiar (@vaidesmaiar) September 11, 2023
Marcius Melhem admite pensamentos sombrios após virar réu por assédio sexual
O humorista Marcius Melhem, que virou réu por assédio sexual em agosto, revelou ter pensado em suicídio. A revelação foi feito durante entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. “É uma dor que não passa. Você quer gritar para o mundo que não é aquela pessoa, que não fez aquilo, que tem provas. Mas ninguém quer te ouvir”, disse Melhem. O humorista vem realizando sessões de psicoterapia diárias e afirma que psiquiatras têm prescrito tratamentos mais intensivos em dias alternados para que ele consiga enfrentar a atual fase. Ele foi à Justiça contra Dani Calabresa em janeiro de 2021, meses após as acusações surgirem na imprensa no final de 2020. Com isso, as acusadoras entraram na Justiça, que só tornou o humorista réu no mês passado. A promotoria, que inicialmente citava 11 vítimas, incluindo as que se diziam testemunhas, levou adiante acusações de apenas três pessoas, afirmando que as demais – inclusive de Dani Calabresa – tinham prescrito. As acusadoras são as atrizes Carol Portes e Georgiana Coutinho Goes, e uma editora da TV Globo. A versão de Melhem Melhem se diz vítima de uma “junção de ressentimentos e de vinganças”. “As oito que me acusam são amigas, se conhecem, são de um mesmo grupo. Fica escancarado que houve uma combinação”, argumenta. Segundo sua versão, ele desmentiu todas as mulheres cujas acusações teriam prescrito. “É por isso que me dá desespero. Eu vejo que a coisa não para. Quantas mentiras eu tenho que provar para encerrar esse caso?”, questiona. “Mesmo numa guerra, há regras de humanidade. O que fizeram comigo foi desumano. Uma execração pública sem nenhuma prova, sem nenhum nome. É uma covardia muito cruel”, desabafou. “Eu provo que a Dani Calabresa mente, e ninguém nunca vai perguntar para ela por que ela mentiu. Você [a colunista] está aqui me perguntando milhões de coisas. Mas ninguém nunca pergunta nada a elas”. Abatido, ele não poupa críticas ao sistema judicial. Ressalta que antes da atual promotora, “quatro delegadas e cinco promotoras analisaram esse caso. E eu não fui indiciado nem denunciado por nenhuma delas.” Apoio O humorista destaca que o mais importante agora é o apoio de sua família, especialmente suas filhas Nina e Manuella. “Vamos, porque a vida é maior”, compartilhou ele, citando uma conversa com Joana, sua ex-mulher e mãe de suas filhas. “Com tudo o que aconteceu, ela está do meu lado. Porque ela viveu isso. Ela viu essas pessoas na minha casa. Ela sabe das mentiras”, finalizou o diretor. Se você está passando por um momento difícil e precisa de ajuda, ligue para o CVV (Centro de Valorização a Vida) pelo número 188. O serviço é gratuito e sigiloso.
Ashton Kutcher e Mila Kunis pedem desculpas por carta de apoio a Danny Masterson
O casal de atores Ashton Kutcher e Mila Kunis publicou um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pelas cartas que escreveram em apoio a Danny Masterson durante o julgamento por estupro no qual o ator de “That 70s Show” foi condenado a 30 anos de prisão. “Estamos cientes da dor que foi causada pelas cartas de caráter que escrevemos em nome de Danny Masterson”, disse Kutcher em um vídeo compartilhado no Instagram, ao lado de sua esposa. Kunis prosseguiu: “Apoiamos as vítimas. Fizemos isso historicamente por meio de nosso trabalho e continuaremos a fazer isso no futuro”. Contexto das Cartas Kutcher explicou que, “alguns meses atrás, a família de Danny entrou em contato conosco. Eles nos pediram para escrever cartas de caráter para representar a pessoa que conhecíamos há 25 anos [na série ‘That 70s Show’], para que o juiz pudesse levar isso em consideração total em relação à sentença”. Kunis acrescentou: “As cartas não foram escritas para questionar a legitimidade do sistema judicial ou a validade da decisão do júri”. “As cartas não foram para minar o testemunho das vítimas”, Kutcher continuou, “nunca gostaríamos de fazer isso. E lamentamos se isso aconteceu”. Kunis concluiu a declaração em vídeo afirmando: “Nosso coração está com todas as pessoas que já foram vítimas de abuso sexual, abuso sexual ou estupro”. O vídeo com a declaração completa pode ser assistido abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashton Kutcher (@aplusk)
Ashton Kutcher e Mila Kunis apoiaram Danny Masterterson, condenado a 30 anos de prisão
Condenado a 30 anos de prisão por dois casos de estupro, Danny Masterson, ex-ator de “That ’70s Show”, recebeu cartas de apoio de Ashton Kutcher e Mila Kunis, seus colegas na antiga atração. Os atores escreveram ao juiz pedindo clemência para Masterson, destacando seu caráter. Declarações de Kutcher e Kunis “Embora eu esteja ciente de que o julgamento o considerou culpado em duas acusações de estupro e as vítimas têm um grande desejo por justiça, espero que meu testemunho sobre seu caráter seja levado em consideração na sentença”, afirmou Kutcher em carta divulgada pela Variety. Já Mila Kunis escreveu: “Atesto de todo o coração o caráter excepcional de Danny Masterson e a tremenda influência positiva que ele teve sobre mim e sobre as pessoas ao seu redor.” Ao todo, mais de 50 cartas em defesa de Masterson foram submetidas ao tribunal, mas não alteraram o resultado da sentença. Detalhes do julgamento Masterson foi condenado na quinta-feira (7/9) a cumprir duas sentenças de 15 anos consecutivas, além de ter de se registrar como agressor sexual. Durante a audiência, a juíza Charlaine Olmedo negou um pedido da defesa para um novo julgamento. A acusação de uma terceira vítima foi rejeitada pelo tribunal. As vítimas, que eram membros da Igreja de Cientologia assim como Masterson, hesitaram inicialmente em prestar queixa às autoridades devido aos ensinamentos da instituição religiosa. Elas eventualmente abandonaram a igreja. A advogada de defesa, Shawn Holley, solicitou que as sentenças fossem cumpridas simultaneamente, citando a ausência de antecedentes criminais de Masterson e o fato de ele ter uma filha pequena. O pedido foi negado. Embora a promotoria tivesse pedido prisão perpétua, Masterson ainda pode enfrentar essa pena, pois recebeu uma “sentença perpétua indeterminada”, com chance de condicional após 30 anos, dependendo de fatores como bom comportamento. O ator deve iniciar o cumprimento de sua sentença imediatamente.
Ator de “That ’70s Show” é sentenciado a 30 anos de prisão
O ator Danny Masterson, conhecido pelo seu papel como Steven Hyde na série “That ’70s Show” (1998-2006), foi sentenciado a 30 anos de prisão nesta quinta-feira (7/9) por estuprar duas mulheres entre os anos de 2001 e 2003. Embora a promotoria tivesse pedido prisão perpétua, Masterson ainda pode enfrentar essa pena, pois recebeu uma “sentença perpétua indeterminada”, com chance de condicional após 30 anos, dependendo de fatores como bom comportamento. Masterson, que também atuou em “The Ranch” (2016-2020), ouviu sua sentença em silêncio. Ele compareceu à sentença acompanhado de familiares, incluindo sua esposa Bijou Phillips. “Senhor Masterson, você não é a vítima dessa situação. Suas ações há 20 anos foram criminosas”, afirmou a juíza Charlaine Olmedo. Este foi o segundo julgamento do caso, após o primeiro ser anulado por falta de unanimidade sobre o veredito. Desta vez, porém, Danny Masterson foi considerado culpado de “estupro forçado” de duas das vítimas identificadas como Jane Does, Jen B e NT. No entanto, após mais de uma semana de deliberações, o júri permaneceu em impasse sobre a terceira acusação, envolvendo Jane Doe #3, também conhecida como Christina B. Vítimas reagem As mulheres estiveram presentes no tribunal durante a sentença. A primeira delas caracterizou o ator como “um monstro covarde e sem coração”, enquanto a segunda destacou que precisará de uma vida inteira de terapia para superar o trauma. A terceira vítima, cuja acusação foi descartada, declarou sofrer de estresse pós-traumático. Repercussão do caso O caso ganhou ainda mais notoriedade ao trazer à tona práticas questionáveis da Igreja da Cientologia. Todas as vítimas eram adeptas da mesma fé e, de acordo com relatos, foram orientadas por lideranças religiosas a não denunciar os crimes na época. A investigação teve início em 2017, época em que o movimento #MeToo ganhava força, resultando em sua condenação em maio deste ano. Em decorrência do julgamento, Masterson foi demitido de “The Ranch” e dispensado pela agência United Talent Agency. Embora tenha alegado inocência durante todo o processo, as provas e depoimentos o condenaram. As acusações e o consequente julgamento aconteceram durante um período em que temas como assédio e abuso sexual ganham cada vez mais espaço no debate público, especialmente na indústria do entretenimento.
Justiça arquiva processo dos “meninos” da capa de “Clube da Esquina”
A Justiça do Rio reconheceu a prescrição do processo dos “meninos” da capa do álbum “Clube da Esquina”, movido contra os músicos Milton Nascimento, Lô Borges, Ronaldo Bastos, a gravadora EMI (hoje, Universal) e a editora Abril. Antônio Carlos Rosa de Oliveira, o “Cacau”, e José Antônio Rimes, o “Tonho”, pediam R$ 500 mil em indenização por uso indevido de imagem. Durante o processo, Milton Nascimento e Lô Borges afirmaram não poder responder, como intérpretes das gravações, pelo atos praticados pela gravadora na produção do álbum. Eles também citaram a transferência de todos os seus direitos sobre as interpretações à gravadora EMI Music Brasil. Em sua decisão, o juiz Marcus Vinicius Miranda Gonçalves da Silva Mattos, da 1ª Vara Cível da Comarca de Nova Friburgo, concordou que a utilização da imagem de Tonho e Cacau não se vincula diretamente à atividade artística de Milton Nascimento e Lô Borges. Por isso, determinou a extinção do processo sem análise do mérito em relação aos dois. O magistrado também aceitou os argumentos das outras partes denunciadas e reconheceu que o tempo previsto em lei para que os autores entrassem como uma ação judicial havia expirado — ou seja, a pretensão indenizatória estaria prescrita. A história da foto Tonho e Cacau acionaram a Justiça em 2012, mais de 40 anos depois de serem fotografados. Eles foram fotografados em 1971. Na época, eram crianças e foram vistos pelo fotógrafo Carlos da Silva Assunção Filho e por Ronaldo Bastos, que passaram de carro por eles. O fotógrafo gritou para que os meninos olhassem em sua direção e o clique virou a capa clássica do disco “Clube da Esquina”. Cacau e Tonho alegam que só souberam que eram capa do álbum na celebração de 40 anos, quando o jornal Estado de Minas os procurou para realizar uma matéria comemorativa. Por não ter havido “autorização para a utilização da imagem, destinada a fins empresariais”, entraram na Justiça para pedir indenização. Na sentença, da qual ainda cabe recurso, o juiz afastou os argumentos dos autores citando a “ampla divulgação da obra artística”. Trata-se de um dos discos mais famosos da música popular brasileira. Advogados vão recorrer O magistrado ainda determinou que Tonho e Cacau pagassem os honorários dos advogados das partes vitoriosas no processo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a defesa de Tonho e Cacau pretende recorrer da decisão. Em seu argumento, os advogados alegam que não houve prescrição, já que a imagem da capa do disco continua sendo utilizada sem autorização em vendas e streamings. Por isso, o prazo da prescrição deve ser reiniciado a cada uso da imagem, que configurariam, no entendimento da acusação, novas violações.
Leo Lins vira réu por “promover ódio” e tem conta bloqueada
O humorista Leo Lins tornou-se réu em uma ação judicial com acusações de “promover ódio e enredos discriminatórios, injuriosos e humilhantes, notadamente contra negros, pessoas com deficiência e nordestinos”. Além disso, a Justiça bloqueou R$ 300 mil de suas contas bancárias para pagar possíveis indenizações e suspendeu seus canais no YouTube e no TikTok por 90 dias. Detalhes da acusação O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se pronunciou sobre o caso, afirmando que os “delitos de ódio praticados pelo humorista tornaram-se alvos de uma força-tarefa do MP-SP por intermédio do CyberGaeco e da Promotoria de Direitos Humanos”. A investigação aponta que Lins desafiava autoridades em seus shows e redes sociais. Segundo nota oficial, “a Justiça manteve as demais condições já estabelecidas em maio de 2023, quando acatou pedido do Ministério Público proibindo o homem de promover novos ataques a minorias”. A decisão foi reforçada porque a defesa de Lins recorreu das medidas, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo indeferiu o recurso. Em caso de futuras infrações, multas adicionais podem ser aplicadas. Histórico de polêmicas Leo Lins não é estranho a controvérsias. No ano passado, foi condenado a pagar duas indenizações por piadas consideradas ofensivas: sobre DJ Ivis, acusado de agressão pela ex-mulher, e de teor transfóbico, que resultaram em indenização de R$ 15 mil à cabeleireira Whitney Martins de Oliveira. O humorista ainda não se manifestou sobre as recentes acusações. A ação corre em segredo de Justiça, com informações restritas às partes envolvidas.
Justiça anula testamento de Tom Veiga e tira herança da viúva
A Justiça determinou a anulação do testamento de Tom Veiga, intérprete do personagem Louro José, morto em 2020. Com a decisão, os quatro filhos de Tom ficarão com 100% da herança, excluindo a viúva, Cybelle Hermínio da Costa, que pelo testamento teria direito a 50% dos bens. Casamento já tinha terminado Tom Veiga e Cybelle estavam separados há dois meses antes do falecimento do ator, embora o divórcio não tenha sido oficializado – estava previsto para ocorrer quatro dias depois do falecimento. O ator enviou um áudio a um amigo três dias antes de sua morte, manifestando a intenção de retirar Cybelle do testamento. A modificação, entretanto, não foi realizada em tempo hábil. A reação da ex-mulher Alessandra Veiga, ex-mulher de Tom e mãe de dois de seus filhos, celebrou a decisão judicial em uma entrevista no We Podcast. “Uma coisa que foi muito sofrida, mas as crianças tiveram a vitória, que foi o testamento do Tom Veiga, o nosso amado Tom Veiga, meu amor de todas as vidas. Foi feita a Justiça”, afirmou. Os filhos de Tom Veiga são considerados por Alessandra como “os verdadeiros herdeiros de Tom Veiga”. Tom Veiga, que faleceu em 1º de novembro de 2020, vítima de um AVC provocado por um aneurisma, tem bens estimados em R$ 1 milhão.
Victor Meyniel se manifesta após sofrer agressão: “Nada sairá impune”
O ator e influenciador digital Victor Meyniel se manifestou publicamente nesta segunda-feira (4/9) após sofrer agressão violenta motivada por homofobia. “Está tudo bem na medida do possível, me recuperando física e emocionalmente com uma rede de apoio infinita”, declarou o ator nas redes sociais. Além de afirmar que “a justiça está sendo feita, nada sairá impune”, ele aproveitou para ressaltar que o ocorrido representou o início de um “novo ciclo” em sua vida. Circunstâncias da agressão As imagens capturadas pelas câmeras de segurança mostram Victor sendo espancado no chão por Yuri de Moura Alexandre na portaria de um prédio enquanto o porteiro apenas observa. Este último, identificado como Gilmar José Agostini, foi autuado por omissão de socorro. O registro dessas cenas foi liberado por Maíra Fernandes, advogada de Meyniel, para corroborar que a agressão foi resultado de homofobia. Victor e Yuri se conheceram em uma boate em Copacabana e, posteriormente, foram para a casa de Yuri. Conforme a defesa de Meyniel, Yuri ficou agressivo após a chegada de uma amiga, expulsando Victor do apartamento. Os dois voltaram a se encontrar na portaria do prédio, onde ocorreram as agressões após Victor questionar Yuri sobre sua sexualidade. Tudo teria começado com uma pergunta: “Ninguém sabe que você é gay?”. Desdobramentos jurídicos Após a violência, a polícia chegou em 30 minutos e Yuri foi preso em flagrante, autuado por lesão corporal, injúria por preconceito e falsidade ideológica. O agressor teve sua prisão convertida em preventiva após audiência de custódia e o caso agora será julgado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. “A periculosidade do custodiado, evidenciada na gravidade concreta do delito, demonstra a necessidade de se acautelar o meio social”, declarou o juiz de direito Bruno Rodrigues Pinto. Yuri pode enfrentar penas que variam de 3 meses a um ano por lesão corporal; 2 a 5 anos por injúria por preconceito e 1 a 5 anos por falsidade ideológica. Após as imagens violentas surgirem nas redes sociais, o caso ganhou notoriedade e reacendeu debates sobre homofobia, segurança e impunidade no Brasil. Agressão no Rock in Rio Esta não foi a primeira agressão sofrida por Victor Meyniel. Em 2017, ele relatou ter sido vítima de homofobia no Rock in Rio. Na ocasião, publicou uma foto ensanguentado e escreveu: “Para quem diz que homofobia não existe, bom dia e boa semana”. O ator ficou famoso na adolescência, com o conteúdo no aplicativo Vine, em que os vídeos tinham seis segundos. Ele também tinha um canal no YouTube, que decidiu abandonar, mesmo com 1 milhão de inscritos, para seguir a carreira de ator. No cinema, atuou nos filmes “Internet: o Filme” (2017) e “Meus 15 Anos” (2017). Também filmou “Os Espetaculares”, de André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça – O Filme”), que, apesar de ganhar trailer em 2020, não teve lançamento comercial, e “A Última Festa”, de Matheus Souza (“Ana e Vitória”), ainda sem previsão de estreia.
Deolane vence Google, que terá que remover pesquisas com o termo “bafuda”
O Tribunal de Justiça de São Paulo encerrou a longa batalha de Deolane Bezerra contra pesquisas do Google que vinculam seu nome ao termo “bafuda”, apelido pejorativo criado durante “A Fazenda 14”. O TJ entendeu que a empresa precisa atuar de forma consistente para evitar a vinculação automática do nome da influenciadora com o termo na ferramenta de buscas. A defesa de Deolane emitiu uma nota oficial nesta terça (29/8) sobre a determinação. “Acreditamos que a associação do termo ‘bafuda’ à imagem de Deolane Bezerra configura uma clara violação aos seus direitos de personalidade, causando-lhe danos morais, tais como constrangimentos; sofrimento psicológico; dificuldade de inserção social e profissional; dano à imagem pública”, informou a advogada Adélia Soares. Sem danos morais Apesar dessa vitória, Deolane não conseguiu obter uma indenização por danos morais, estabelecido no valor de R$ 50 mil. A Justiça entendeu que ela estava ciente da exposição de sua imagem ao decidir entrar no reality show. “Confirmando a tutela de urgência já concedida, condenar a empresa ré na obrigação de fazer consistente na não-vinculação automática da imagem da autora e da descrição de sua pessoa à pesquisa da palavra ‘bafuda’ em sua ferramenta de busca, afastando o pedido de reparação por danos morais”, determinou o juiz Bruno Paes Straforini. “Em relação ao dano moral, respeitamos o entendimento do magistrado, porém, acreditamos que foi inobservado o prejuízo moral suportado pela nossa cliente justamente pelo ato de omissão do Google em manter indexado o nome e imagem da Deolane, mesmo após a empresa ter sido notificada extrajudicialmente”, disse a defesa da influenciadora. As partes ainda podem apresentar uma apelação contra a sentença.












