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    Submundo latino dos carros saltadores, gângsteres e grafites colide no trailer de Lowriders

    6 de fevereiro de 2017 /

    A Blumhouse divulgou o trailer do drama indie “Lowriders”, que acompanha um jovem dividido entre sua herança mexicana e sua vida como adolescente nascido e criado em Los Angeles. A prévia mostra a relutância do protagonista diante dos estereótipos mexicanos, que o faz querer uma carreira diferente da imaginada por seu pai, dono de uma garagem especializada nos carros saltadores conhecidos como “lowriders”. Mas sua dedicação ao grafite só o leva à prisão e ao temor de seu pai que ele siga o caminho do irmão mais velho, um gangster desordeiro que acaba de sair da cadeia. Irreconhecível com a cabeça raspada, o mexicano Demián Bichir (“Os Oito Odiados”) vive o pai, Gabriel Chavarria (série “East Los High”) o filho grafiteiro e Theo Rossi (série “Luke Cage”) o filho gangster. O elenco ainda destaca Tony Revolori (“O Grande Hotel Budapeste”), Melissa Benoist (série “Supergirl”) e Eva Longoria (série “Desperate Housewives”). Dirigido pelo cineasta peruano Ricardo de Montreuil (“A Mulher do Meu Irmão”) e produzido pelo prolífico produtor de terror Jason Blum (“Atividade Paranormal”), “Lowriders” chega nos cinemas americanos em 12 de maio com coprodução da Telemundo Films, a recém-formada divisão de filmes da rede de televisão NBCU Telemundo. Não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Wolves: Drama indie estrelado por Michael Shannon ganha trailer e fotos

    6 de fevereiro de 2017 /

    O IFC Films divulgou o trailer do drama indie “Wolves”, que traz Taylor John Smith (série “American Crime”) como um talentoso jogador de basquete colegial que tem seu futuro universitário colocado em risco pelo pai irresponsável, vividos por Michael Shannon (“O Homem de Aço”). O elenco também destaca Carla Gugino (série “Wayward Pines”), Zazie Beetz (série “Atlanta”), Jessica Rothe (“La La Land”), Wayne Duvall (série “BrainDead”) e Chris Bauer (série “True Blood”) Com roteiro e direção de Bart Freundlich (“Novidades no Amor”), “Wolves” foi exibido no Festival de Tribeca e estreia comercialmente em 3 de março nos EUA. Não há previsão de lançamento para o Brasil.

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    Sandra Oh e Anne Heche brigam até entrar em coma no trailer da comédia indie Catfight

    6 de fevereiro de 2017 /

    A MPI divulgou o pôster e o trailer da comédia indie “Catfight”, que traz Sandra Oh (série “Grey’s Anatomy”) e Anne Heche (série “Aftermath”) trocando socos. Muito socos. A ponto de Sandra parar num hospital e ficar em coma por dois anos. Elas interpretam antigas rivais de faculdade que se reencontram após muitos anos. Artista plástica que não venceu na vida, Heche acaba fazendo bico num buffet de uma festa de Oh, que se tornou rica. As antigas desavenças vem à tona numa troca brutal de socos. E quando Oh acorda do coma, descobre que ficou pobre e que Heche virou uma artista bem-sucedida. Disposta a se vingar, ela busca a inimiga para mais uma round de boxe sem luvas, durante a abertura de uma exposição, causando nova reviravolta na trama. Será necessário um terceiro assalto para desempatar. Além da pancadaria, a trama oferece a oportunidade de rever Heche num contexto lésbico. Ex-namorada de Ellen DeGeneres nos anos 1990, ela mudou a orientação sexual após o rompimento e já está no segundo casamento heterossexual. Na trama, ela namora Alicia Silverstone (a eterna “Patricinha de Beverly Hills” e única Batgirl do cinema) O filme tem roteiro e direção do cultuado cineasta indie Onur Tukel (“Applesauce”, “Summer of Blood”) e estreia em 3 de março nos EUA. Não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Woody Harrelson vira personagem de quadrinhos indies no trailer de Wilson

    6 de fevereiro de 2017 /

    A Fox Searchlight divulgou um novo poster e trailer de “Wilson”, adaptação dos quadrinhos indies de Daniel Clowes, que traz Woody Harrelson (franquia “Jogos Vorazes”) como o personagem do título. A prévia revela o humor irreverente, profano e autodestrutivo do protagonista, um misantropo que durante a crise da meia-idade decide reencontrar sua ex-esposa (Laura Dern, de “A Culpa É das Estrelas”) e acaba descobrindo que tem uma filha adolescente, nascida após o divórcio e abandonada pela própria mãe. Mesmo contra a vontade de todos, ele tenta juntá-las para se tornarem uma família. O elenco ainda inclui Isabella Amara (“A Chefa”), Judy Greer (“Homem-Formiga”) e Margo Martindale (“The Americans”). “Wilson” é o terceiro filme baseado nos quadrinhos de Clowes, que já rendeu os filmes “Ghost World – Aprendendo a Viver” (2001) e “Uma Escola de Arte Muito Louca” (2006). O próprio artista assina o roteiro, que foi dirigido pelo cineasta indie Craig Johnson (“Irmãos Desastre”) e produzida pelo cineasta Alexander Payne (“Nebraska”). A estreia está marcada para 24 de março nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    Comédia indie da Netflix vence o Festival de Sundance

    29 de janeiro de 2017 /

    O Festival de Sundance, reconhecido por projetar o melhor do cinema independente norte-americano, anunciou na noite de sábado (28/1) os vencedores de sua edição de 2017, consagrando a comédia de humor negro “I Don’t Feel at Home in This World Anymore” e o documentário “Dina” com os principais prêmios de seu júri. Estreia na direção do ator Macon Blair (“Sala Verde”), “I Don’t Feel at Home in This World Anymore” traz Melanie Lynskey (série “Two and a Half Men”) no limite de sua paciência com a falta de educação e cortesia das pessoas, após descobrir que sua casa foi roubada. Irritada e deprimida com a ineficácia da polícia, ela encontra ajuda num vizinho intenso, vivido por Elijah Wood (série “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”), que a estimula a tomar uma atitude. Mas virar justiceiros não é tão fácil quanto eles imaginam. Veja o trailer aqui. A comédia indie fechou com a Netflix e já tem lançamento marcado para fevereiro. Mas se a negociação foi financeiramente interessante para os produtores, a distribuição por streaming logo no começo do ano implode qualquer pretensão que o filme pudesse ter em relação ao Oscar 2018. Caso acordos do gênero virem tendência, podem, inclusive, diminuir o brilho de Sundance. Afinal, o festival tem ajudado a revelar grandes talentos, como o badalado Damien Chazelle, cujo filme anterior, “Whiplash”, venceu o Festival de Sundance em 2014 e o atual, “La La Land”, disputa 14 troféus no Oscar 2017. Já “Dina” apresenta um retrato nada convencional de romance, acompanhando um casal real de autistas de meia-idade. Dirigido por Antonio Santini e Dan Sickes, o filme celebra as diferenças e conquistou a crítica em Sundance. O público, entretanto, preferiu o documentário “Chasing Coral”, de Jeff Orlowski, sobre mudanças climáticas, e o drama “Crown Heights”, em que o diretor Matt Ruskin focou a injustiça do sistema judiciário, contando a história real de um jovem negro inocente que passou 21 anos preso. Detalhe: este filme terá distribuição da Amazon! Na competição internacional, os vencedores coincidiram em tema, ao expressarem a crise no Oriente Médio. Foram premiados o documentário “Last Men in Aleppo”, sobre os destroços da cidade síria citada em seu título, e “The Nile Hilton Incident”, suspense do sueco Tarik Saleh, que mostra a corrupção no Egito antes da Primavera Árabe (movimento social que destituiu o governo). Ironicamente, o prêmio para o filme “golpista” foi entregue por Sônia Braga (“Aquarius”). O Brasil concorria com “Não Devore Meu Coração”, primeiro longa individual de Felipe Bragança (“A Alegria”), que foi considerado amador pela crítica americana. Vencedores do Festival de Sundance 2017 FICÇÃO NORTE-AMERICANA Grande Prêmio do Júri “I Don’t Feel at Home in This World Anymore” Prêmio do Público “Crown Heights” Melhor Direção Eliza Hittman (“Beach Rats”) Melhor Roteiro Matt Spicer e David Branson Smith (“Ingrid Goes West”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Atuação Chanté Adams (“Roxanne Roxanne”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Direção Maggie Betts (“Novitiate”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Fotografia Daniel Landin (“Yellow Birds”) DOCUMENTÁRIO NORTE-AMERICANO Grande Prêmio do Júri Dina Prêmio do Público “Chasing Coral” Melhor Direção Peter Nicks (“The Force”) Melhor Roteiro Yance Ford (“Strong Island”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Edição Kim Roberts e Emiliano Battista (“Unrest”) Prêmio Especial Orwell “Icarus” Prêmio Especial do Júri por Filmagem Inspiradora Amanda Lipitz (“Step”) FICÇÃO MUNDIAL Grande Prêmio do Júri “The Nile Hilton Incident” Prêmio do Público “I Dream in Another Language” Melhor Direção Francis Lee (“God’s Own Country”) Melhor Roteiro Kirsten Tan (“Pop Aye”) Prêmio Especial do Júri por Visão Cinematográfica Jun Geng (“Free and Easy”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Fotografia Manu Dacosse (“Axolotl Overkill”) DOCUMENTÁRIO MUNDIAL Grande Prêmio do Júri “Last Men in Aleppo” Prêmio do Público “Joshua: Teenager vs. Superpower” Melhor Direção Pascale Lamche (“Winnie”) Melhor Roteiro Catherine Bainbridge e Alfonso Maiorana (“Rumble: The Indians Who Rocked the World”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Edição Ramona S. Diaz (“Motherland”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Fotografia Rodrigo Trejo Villanueva (“Machines”)

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    Mostra de Tiradentes premia filmes dirigidos por mulheres

    29 de janeiro de 2017 /

    O filme “Baronesa”, de Juliana Antunes, foi o vencedor da 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes, recebendo o Troféu Barroco, conferido pelo Júri da Crítica, e o Prêmio Helena Ignez, entregue pela primeira vez. Ele foi criado para celebrar um destaque feminino e que foi dado a Fernanda de Sena, diretora de fotografia do longa. O trabalho marca a estreia de Juliana Antunes na direção e é apenas o terceiro filme dirigido por uma mulher a vencer o festival. A trama gira em torno de duas vizinhas em um bairro de periferia de Belo Horizonte, que buscam evitar os conflitos do tráfico. O público, porém, preferiu outro título. O documentário “Pitanga”, que marca a estreia da atriz Camila Pitanga como diretora (em parceria com o cineasta Beto Brant), foi escolhido o Melhor Filme na votação popular. O longa traça a trajetória do ator Antônio Pitanga, pai de Camila. E se integra à consagração das mulheres cineastas realizada pelo evento, assim como o vencedor na categoria de Melhor Curta da Mostra Foco: “Vando Vulgo Vedita”, de Andréia Pires e Leonardo Mouramateus. O Júri Jovem, composto por pessoas selecionadas através de uma oficina de crítica cinematográfica, foi responsável pelo prêmio da Mostra Olhos Livres, que reúne filmes com uma linguagem mais autoral e menos convencional. O troféu foi entregue à “Lamparina da Aurora”, produção maranhense dirigida por Frederico Machado, proprietário da Lume Filmes e também responsável por um festival no Nordeste. O longa-metragem gira em torno das memórias de um casal de idosos em uma fazenda abandonada. Os diretores dos filmes premiados receberão incentivos de empresas patrocinadoras para a realização de um novo trabalho, como recursos para locação de equipamentos e para pós-produção. Confira abaixo todos os premiados da 20ª Mostra de Tiradentes. Vencedores da Mostra de Tiradentes 2017 Melhor Filme da Mostra Aurora pelo Júri da Crítica Barones, de Juliana Antunes Melhor Filme da Mostra Olhos Livres pelo Júri Jovem Lamparina da Aurora, de Frederico Machado Melhor Filme pelo Júri Popular Pitanga, de Camila Pitanga e Beto Brant Melhor Curta da Mostra Foco pelo Júri da Crítica Vando Vulgo Vedita, de Andréia Pires e Leonardo Mouramateus Melhor Curta pelo Júri Popular Procura-se Irenice, de Marcos Escrivão e Thiago B. Mendonça Prêmio Helena Ignez para Destaque Feminino Fernanda de Sena, diretora de fotografia de Baronesa Prêmio Aquisição Canal Brasil Vulgo Vando Vedit, de Andréia Pires e Leonardo Mouramateus

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    John Boyega vive ex-presidiário no trailer do drama indie Sonhos Imperiais

    27 de janeiro de 2017 /

    Antes de vestir a armadura de stormtrooper, John Boyega já tinha “Sonhos Imperiais”. O astro de “Star Wars: O Despertar da Força” filmou o drama indie americano antes de estourar no blockbuster da Disney, mas só agora o filme chegará ao grande público, por meio da Netflix. Na trama, o ator inglês interpreta um jovem pobre americano, que acabou de sair da prisão e precisa cuidar de seu filho pequeno. Sem dinheiro e nem mesmo onde morar, ele se vê empurrado de volta ao mundo do crime, apesar de querer dar um bom exemplo para o menino. O elenco também inclui Keke Palmer (série “Scream Queens”), Rotimi (série “Power”), Glenn Plummer (série “Suits”) e Nora Zehetner (série “Grey’s Anatomy”). Longa de estreia do diretor Malik Vitthal, Sonhos Imperiais” foi premiado pelo público no Festival de Sundance de 2014 e desde então colecionou diversos prêmios no circuito dos festivais americanos. Entretanto, não conseguiu atrair interesse das distribuidoras, ficando três anos no limbo. Agora, chega à Netflix no dia 3 de fevereiro.

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    Terror indie premiado, com clima de fábula encantada, ganha primeiro trailer

    22 de janeiro de 2017 /

    A IFC Films divulgou o trailer de “American Fable”, uma fábula sombria lançada no Festival SXSW e que vem conquistando alguns prêmios no circuito indie americano. A prévia combina suspense, fantasia e terror, numa narrativa filtrada pelo ponto de vista de uma criança, que só quer ouvir uma fábula com final feliz. A trama se passa nos anos 1980, numa região rural, e gira em torno do dilema de uma menina de 11 anos (Peyton Kennedy, da série “Esquadrão Bizarro/Odd Squad”) que descobre que seu pai está escondendo um homem rico no silo de sua fazenda, visando quitar as dívidas, e se vê forçada a escolher entre salvar a vida deste homem ou proteger sua família das consequências deste ato. O elenco ainda inclui Richard Schiff (série “Ballers”), Kip Pardue (série “Ray Donovan”), Marci Miller (novela “Days of Our Lives”), Zuleikha Robinson (série “Homeland”) e Gavin MacIntosh (série “The Fosters”). Longa de estreia da roteirista e diretora Anne Hamilton, “American Fable” terá lançamento limitado nos cinemas americanos em 17 de fevereiro.

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    Melanie Lynskey e Elijah Wood viram justiceiros em trailer de comédia indie da Netflix

    22 de janeiro de 2017 /

    A Netflix divulgou quatro fotos e o trailer da comédia de humor negro “I Don’t Feel at Home in This World Anymore”. A prévia mostra como Melanie Lynskey (série “Two and a Half Men”) atinge o limite de paciência com a falta de educação e cortesia das pessoas ao descobrir que sua casa foi roubada. Irritada e deprimida com a ineficácia da polícia, ela encontra ajuda num vizinho intenso, vivido por Elijah Wood (série “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”), que a estimula a tomar uma atitude. Mas virar justiceiros não é tão fácil quanto eles imaginam. O elenco ainda inclui Jane Levy (“O Homem nas Trevas”), Christine Woods (série “About a Boy”), Devon Graye (“Os 13 Pecados”) e Robert Longstreet (“O Abrigo”). O filme marca a estreia do ator Macon Blair (“Sala Verde”) na direção e faz parte da seleção do Festival de Sundance. A estreia na Netflix vai acontecer em 24 de fevereiro.

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    Emily Browning canta no teaser do drama indie Golden Exits

    22 de janeiro de 2017 /

    O drama indie “Golden Exits” ganhou seu primeiro teaser, que traz Emily Browining cantando, sem acompanhamento, uma versão triste de “New York Groove”, de Russ Ballard – que foi sucesso na voz do guitarrista do Kiss Ace Frehley em 1978. O filme tem roteiro e direção de Alex Ross Perry (“Rainha do Mundo”) e acompanha duas famílias do Brooklyn, em Nova York, que embarcam numa narrativa de infelicidade quando uma garota estrangeira rompe o equilíbrio de ambas. O elenco ainda inclui Analeigh Tipton (“Lucy”), Chloë Sevigny (“Amor e Amizade”), Mary-Louise Parker (série “Weeds”), Lily Rabe (série “American Horror Story”), Jason Schwartzman (“O Grande Hotel Budapeste”) e o eterno “Beastie Boy” Adam Horovitz. Selecionado para o Festival de Sundance, “Golden Exists” ainda não tem previsão de estreia comercial.

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    Manchester à Beira-Mar oferece mergulho dramático consagrador a Casey Affleck

    19 de janeiro de 2017 /

    É próprio dos grandes atores serem capazes de preservar-se da influência negativa dos holofotes. Casey Affleck manteve essa discrição em sua carreira até não poder mais. Já tinha brilhado em “O Assassinato de Jesse James” (2007), mas do mesmo modo que o filme salientou seu talento, inclusive com uma indicação para o Oscar, deixou-o temeroso de aceitar uma nova condição em Hollywood, e assim Affleck rapidamente voltou a penumbra. “Manchester à Beira-Mar” (Manchester by the Sea) arranca o ator do segundo plano mais uma vez. E com maior contundência. Não é por acaso que o filme está em quase todas as listas dos melhores do ano. É um mergulho no realismo das relações, filmadas cruamente e sem pudor. Não tem nada a ver com o sentimentalismo infantil e declamatório, que tantas vezes já vimos no cinema norte-americano. É uma outra coisa. Há uma riqueza ilimitada de expressões no ser humano, e a curiosidade de observador do ínfimo drama cotidiano é algo que o diretor e dramaturgo Kenneth Lonergan (“Conte Comigo”) vem apurando ao longo dos anos. Com Casey Affleck, Lonergan encontra o ator ideal para inscrever na tela a dor do ser anônimo mergulhado na solidão e no luto. “Manchester” abre com uma charmosa vinheta de dois homens e um menino numa excursão de verão no barco de pesca da família. Os dois são os irmãos Chandler. Joe, o mais velho (Kyle Chandler) pilota o barco; Lee, o mais novo (Affleck), ensina o sobrinho, Patrick, a pescar. É um momento alto astral, mas a cena seguinte revela que essa nau flutua entre o presente, o passado e há uma tragédia conectando os dois tempos. No presente, Lee vive como um zumbi num porão em Boston. De dia, leva um trabalho pesado de zelador num condomínio. É ótimo na execução das tarefas, mas não tem tolerância para lidar com os humores dos condôminos. Nem paciência para entabular uma conversa com uma garota que se aproxima, à noite no bar. Ele se irrita com a moça e deixa bem claro sua condição de ermitão. Sua fiação emocional parece desgastada, e parece haver uma pitada de penitência em sua solidão. A forma como Affleck submerge neste personagem tem uma extensão assombrosa. Vai levar uma hora ou mais para descobrirmos o porquê. Mas o ator projeta a gravidade do personagem em todos seus olhares e gestos: as mãos presas nos bolsos, os olhos inquietos, enquanto o álcool o eleva e afasta da Terra. Então um telefone toca tirando o homem amortecido da rotina. A chamada é de um hospital em Manchester: o irmão mais velho, Joe, teve um ataque cardíaco. Enquanto Lee empreende a longa viagem de volta a sua terra natal, Lonergan mantém o filme num ritmo sereno. Definitivamente, ele não é um diretor adepto de sobressaltos ou de firulas visuais, mas a partir daqui, cria um emaranhado de sutilezas e um complexo jogo de espaços e interações inusitado. A começar pela habilidade que interliga a trama em flashbacks. Em princípio, as idas e vindas parecem óbvias, mas na verdade, elas estruturam o filme no mesmo estado de levitação do barco no início. O irmão de Lee morre antes que ele consiga percorrer o extenso caminho de Boston a costa. E quando ele é colocado em frente ao cadáver, imediatamente, Lonergan se nega a mostrar o morto, levando-nos a um flashback de quando o homem recebia naquele mesmo hospital o diagnóstico de que tinha pouco tempo de vida. O passado e o presente se fundem, sem demora, deixando a estranha sensação de ver uma pessoa viva imediatamente após a sua morte. O “é” e o “foram” no filme são enlaçados e amarrados juntos. O mérito de “Manchester à Beira-Mar” reside justamente na criação dessa atmosfera oscilante, por vezes trágica, por vezes pontilhada de momentos cômicos. Os personagens invariavelmente riem de suas desgraças. Joe é o primeiro a fazer piada com seu estado, quando o médico lhe dá a péssima notícia. O sobrinho então esquece as diferenças com o tio quando precisa que ele distraia a mãe da namorada, para que possa ir até onde deseja no quarto da menina. Algumas cenas parecem saídas de uma comédia ligeira, outras são de uma mordacidade incrível. Num dos momentos mais terríveis, logo depois de um incêndio, enfermeiros tentam carregar numa maca a mulher que perdeu os filhos no fogo e não conseguem colocá-la na ambulância. As pernas da maca emperram. A trapalhada dura dois segundos, mas é o suficiente para desconcertar de tão patética. Pior de tudo, vemos como um pequeno erro estúpido de um personagem adquire consequências tão vastas que reduzem a vida de outros a cinzas. A ironia é cáustica aqui. Para desespero de Lee, ele acaba nomeado como o guardião legal de Patrick (Lucas Hedges), filho de Joe. É o mesmo menino do início na pesca, só que ele cresceu, tem 16 anos, e não tem absolutamente nenhum desejo de se acertar com o tio. Grande parte da história envolve as duas figuras se medindo, estudando, tentando chegar a algum lugar. Numa segunda instância, ocorre uma outra dificuldade de acerto de Lee. Em seu regresso forçado a Manchester, ele reencontra também a ex-mulher (Michelle Williams). O personagem procura adiar a conversa com ela, mas são tantas as coisas que a mulher tem sufocada para dizer, que quando eles se encontram numa esquina, as emoções jorram numa torrente. Hollywood gosta de insistir que, ao encontrar uma pessoa especial, seja um forasteiro, alienígena ou amigo, você pode curar ou ser curado de seus males. Ninguém é curado no final de “Manchester à Beira-Mar”. A inquietação cresce, e o diretor consegue-nos manter sempre no fio instável do desconforto, num equilíbrio entre a aflição e o alívio, com um nó na garganta, no corpo todo, que não se desata nunca. O passado é um novelo que vai acumulando mal-entendidos e equívocos e, de uma forma sempre elegante, jogando com uma espécie de fora de campo do som e das palavras, Lonergan vai-nos alertando para o que ficou por dizer. E como numa verdadeira tragédia grega não há redenção possível. A cidade do título é devidamente esboçada, inclusive em suas cores – nem sempre fica claro onde o cinza do oceano termina e começa o céu do inverno. Seja como for, o odor é a última memória a partir.

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    The Discovery: Sci-fi com Rooney Mara e Robert Redford ganha primeiro trailer legendado

    18 de janeiro de 2017 /

    A Netflix divulgou duas fotos e o primeiro trailer legendado de “The Discovery”, ficção científica estrelada por Rooney Mara (“Carol”), Jason Segel (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”) e Robert Redford (“Meu Amigo, O Dragão”), selecionada para o Festival de Sundance. A prévia abre em clima romântico, mas logo sofre uma guinada sci-fi e se encerra de forma dramática, quase em clima de terror. Praticamente sem diálogos, o vídeo é pontuado pela balada clássica “Only the Lonely”, de Roy Orbison, que se torna distorcida conforme os eventos se sucedem. Segundo a sinopse, a trama é uma história de amor que se passa um ano após a existência da vida após a morte ser cientificamente comprovada. Redford vive o cientista responsável pela descoberta, que libera um verdadeiro caos no mundo, causando uma onda de suicídios. Em meio ao pandemônio, seu filho (Segel) se apaixona por uma mulher (Mara) que tem um passado marcado por eventos trágicos. No elenco também estão Jesse Plemons (“Ponte dos Espiões“) e Riley Keough (“Docinho da América“). Escrito e dirigido por Charlie McDowell (“Complicações do Amor“), o filme será exibido pela primeira vez na sexta (20/1), na programação de Sundance, e chega à Netflix no dia 31 de março. Clique nas fotos sob o trailer para ampliá-las.

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    Adolescente desenvolve superpoderes em trailer de drama indie

    14 de janeiro de 2017 /

    A Blumhouse divulgou o pôster e o trailer de “Sleight”, filme que mistura drama urbano indie com história de origem de super-herói. A prévia mostra como um adolescente negro, que faz truques de mágica na rua, se envolve com uma gangue para fazer dinheiro e se vê em apuros após presenciar um assassinato. Temendo pela vida da irmã caçula, ele passa a treinar para aumentar seus poderes – e assim o vídeo revela que seus truques de mágica, na verdade, são telecinese: a capacidade de movimentar objetos com a força do pensamento. Escrito e dirigido por J.D. Dillard, que trabalhou nos efeitos visuais de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), o filme é estrelado por Jacob Latimore (“Maze Runner”), Seychelle Gabriel (série “Falling Stars”), Dulé Hill (série “Psych”) e Storm Reid (“12 Anos de Escravidão”). A estreia acontece em 7 de abril nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.

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