Filme sobre a cantora Billie Holiday ganha primeiro trailer
A plataforma Hulu divulgou o trailer da cinebiografia de Billie Holiday, com cenas de blues, drogas e prisão feminina. Intitulado “The United States Vs. Billie Holiday”, o longa do diretor Lee Daniels (criador da série “Empire”) se concentra no período em que a lendária artista de blues e jazz foi alvo de uma operação de agentes federais com o objetivo de proibi-la de cantar sua famosa música de 1939, “Strange Fruit”, um protesto contra os linchamentos de negros americanos. O longa foi co-escrito por Daniels e Suzan-Lori Parks, primeira mulher afro-americana a receber um Prêmio Pulitzer (por sua peça “Topdog / Underdog”) e responsável pela 3ª temporada de “Genius” (sobre a vida da cantora Aretha Franklin). O elenco destaca a cantora Andra Day (“Marshall: Igualdade e Justiça”) no papel principal e também conta com Trevante Rhodes (“Moonlight”), Garrett Hedlund (“On the Road”), Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”), Rob Morgan (“Stranger Things”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome É Dolemite”), Evan Ross (“Star”) e Tyler James Williams (“Todo Mundo Odeia o Cris”). “The United States Vs. Billie Holiday” é o segundo filme produzido sobre a vida de Billie Holiday. O primeiro, “O Ocaso de uma Estrela” (Lady Sings the Blues), de 1972, rendeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz para a cantora Diana Ross. A estreia vai acontecer em streaming em 26 de fevereiro nos EUA, a tempo de integrar a qualificação para o Oscar 2021. Devido à pandemia de coronavírus, os períodos de elegibilidade para longas-metragens concorrerem ao Oscar deste ano foram excepcionalmente estendidos para lançamentos até 28 de fevereiro.
Filme sobre Billie Holiday sai do cinema para estrear em streaming
A cinebiografia de Billie Holiday, filmada por Lee Daniels, não vai mais marcar a volta do criador de “Empire” ao cinema, oito anos após seu último filme, “O Mordomo da Casa Branca” (2013). O longa “The United States Vs. Billie Holiday” foi negociado pela Paramount com a plataforma Hulu. O filme se concentra no período em que a lendária artista de blues e jazz foi alvo de uma operação secreta de agentes federais com o objetivo de proibi-la de cantar sua polêmica música de 1939, “Strange Fruit”, um protesto contra os linchamentos de negros americanos. O longa foi co-escrito por Daniels e Suzan-Lori Parks, primeira mulher afro-americana a receber um Prêmio Pulitzer (por sua peça “Topdog / Underdog”) e responsável pela 3ª temporada de “Genius” (sobre a vida da cantora Aretha Franklin). O elenco destaca a cantora Andra Day (“Marshall: Igualdade e Justiça”) no papel principal e também conta com Trevante Rhodes (“Moonlight”), Garrett Hedlund (“On the Road”), Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”), Rob Morgan (“Stranger Things”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome É Dolemite”), Evan Ross (“Star”) e Tyler James Williams (“Todo Mundo Odeia o Cris”). “The United States Vs. Billie Holiday” é, na verdade, o segundo filme sobre a vida de Billie Holiday, que já foi interpretada por Diana Ross em 1972, no drama “O Ocaso de uma Estrela” (Lady Sings the Blues), que recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo na categoria de Melhor Atriz. A expectativa é de uma estreia em streaming em fevereiro, a tempo de integrar a qualificação para o Oscar 2021. Devido à pandemia de coronavírus, os períodos de elegibilidade para longas-metragens concorrerem ao Oscar deste ano foram excepcionalmente estendidos para estreias até 28 de fevereiro.
Solar Opposites: Teaser anuncia data de estreia da 2ª temporada
A plataforma Hulu divulgou o teaser da 2ª temporada de “Solar Opposites”, série de animação para adultos do criador de “Rick & Morty”, Justin Roiland. O vídeo destaca o excesso de palavrões da produção e anuncia a data de estreia dos novos episódios para 26 de março. “Solar Opposites” acompanha uma família alienígena que escapou da explosão de seu mundo e vive refugiada nos subúrbios dos EUA. Enquanto trabalham para consertar sua nave e ir embora da Terra, seus membros se encontram divididos entre achar que o planeta é horrível ou legal. Dois deles só veem a poluição, o consumismo grosseiro e a fragilidade humana, mas os outros dois amam os seres humanos e toda a sua TV, junk food e coisas divertidas. A prévia mostra claramente esta divisão, ao apresentar uma tentativa frustrada da família para sair da Terra. O elenco de vozes destaca o próprio Roiland, Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Mary Mack (dubladora de “Golan the Insatiable”) e Sean Giambrone (“The Goldberg”) como os alienígenas, e vários astros famosos como coadjuvantes, entre eles Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”), Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”), Amanda Leighton (“This Is Us”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Echo Kellum (“Arrow”) e Jason Mantzoukas (“The Good Place”). Inédita no Brasil, a série pode chegar por aqui na vindoura plataforma Star+, que será a “Hulu brasileira” da Disney.
Locke & Key tem renovação antecipada para 3ª temporada
A Netflix anunciou a renovação antecipada da série de terror “Locke & Key” para a 3ª temporada. Além de um post no Twitter (veja abaixo), lembrando que a série ainda precisa exibir a 2ª temporada em 2021, a notícia foi confirmada por um comunicado oficial. Para completar, a empresa firmou um contrato de desenvolvimento exclusivo com a co-showrunner da série, Meredith Averill, para que ela crie novas séries e outros projetos para a plataforma. Averill comanda “Locke & Key” em parceria com o prolífico produtor-roteirista Carlton Cuse (que tem seu próprio contrato com a Disney), que foi um dos mentores de “Lost” e criou “Bates Motel”, “Colony” e “Jack Ryan”. “Carlton e Meredith construíram um mundo incrível em ‘Locke & Key’, e estamos entusiasmados com o retorno dos Lockes para mais aventuras na 3ª temporada”, disse Brian Wright, vice-presidente geral de negócios da Netflix. Ele acrescentou que também estava “muito feliz por expandir nossa parceria criativa com Meredith Averill, uma talentosa criadora com um olho aguçado para o melhor horror e narrativa sobrenatural.” Os créditos de Averill também incluem “A Maldição da Casa da Colina”, “Jane the Virgin” e “The Good Wife”. Ela desenvolveu “Locke & Key” com Cuse e Aron Eli Coleite (que foi co-showrunner em uma encarnação anterior da série, que não se materializou na Hulu). “Estou extremamente grata por ter encontrado um lar na Netflix onde me sinto constantemente apoiada, desafiada e inspirada”, disse Averill. “Estou ansioso para continuar e expandir nosso relacionamento.” Cuse acrescentou: “Temos algumas aventuras incríveis reservadas para a família Locke na 3ª temporada, e não poderíamos estar mais animados para continuar contando nossa história com nossos grandes parceiros da Netflix.” O sucesso evidente de “Locke & Key” na Netflix coroa a perseverança dos interessados em transformar a história em série, após o projeto ser reprovado em outros canais. A produção sofreu quase uma década de rejeições. Vale lembrar que a Fox foi a primeira a se interessar pelos quadrinhos de Joe Hill (o filho de Stephen King) que inspiram a trama. O canal encomendou sua adaptação em 2011 – para Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas de “Star Trek” e criadores da série “Fringe”) e Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”) – , mas não aprovou o piloto, dirigido pelo cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”), por lembrar muito a 1ª temporada de “American Horror Story” – aprovada na ocasião. O produtor Carlton Cuse se envolveu com o material durante o desenvolvimento de um segundo piloto para a Hulu. Na época, a falta de entusiasmo daquela plataforma chegou a surpreender o mercado, já que o diretor do piloto era ninguém menos que Andy Muschietti, de “It: A Coisa”, e o projeto tinha em seu elenco três jovens atores daquele filme. Com a recusa do piloto de Muschietti, Cuse decidiu refazer tudo e apresentar sua ideia para a Netflix. Muschietti continuou creditado como produtor, mas sem dirigir nenhum episódio. E apenas o menino Jackson Robert Scott, intérprete do pequeno Georgie em “It: A Coisa”, foi aproveitado do elenco que tinha sido reunido para a Hulu. Além dele, a série acabou levando para as telas Connor Jessup (“Falling Sky”), Emilia Jones (“Utopia”) e Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”) como a família central da trama – a terceira encarnação do casting, desde o início do projeto. Aparentemente, faltava apenas Meredith Averill para o projeto dar certo. Com seus textos e produção, “Locke & Key” intrigou o público e garantiu grande audiência no serviço de streaming. Para quem não viu, a série acompanha uma mãe (Stachfield) e seus três filhos que se mudam para a antiga casa da família após o brutal assassinato do pai. No local, eles são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a atormentá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Como curiosidade, a intérprete de Dodge é uma atriz canadense de pais brasileiros, Laisla de Oliveira, que também apareceu em “The Gifted” e estrelou o terror “Campo do Medo” (2019) na Netflix. Apesar da renovação antecipada, a data de retorno da série ainda não está definida. Locke and Key fans, the cast has some news for you: The show has been picked up for Season 3! But first, Season 2 will arrive in 2021! pic.twitter.com/d4c0dheBkZ — Netflix (@netflix) December 18, 2020
Suposta influência da CIA na banda Scorpions vai virar série
Uma lenda envolvendo a banda de rock Scorpions vai inspirar uma nova série encomendada pela plataforma Hulu. Intitulada “Wind of Change”, a série vai explorar a teoria de conspiração de um podcast sobre o hit da banda alemã que nomeia a atração. O podcast hospedado pelo jornalista Patrick Radden Keefe, que foi lançado em maio e se tornou uma das séries de áudio mais badaladas do ano, sugeriu que a agência secreta americana CIA foi quem realmente compôs “Wind of Change”. Os episódios seguiram Keefe enquanto ele explorava o boato que ouviu de uma fonte da CIA sobre a autoria do sucesso internacional de 1990. A trama selvagem revela espiões fazendo o impensável e uma história secreta de propaganda escondida na música pop e um labirinto de segredos do governo, que ainda envolve um dos grandes mistérios da Guerra Fria. A power ballad “Wind of Change” (vento de mudança) foi composta (supostamente) pelo vocalista Klaus Meine logo após a queda do Muro de Berlim e durante uma visita da banda à URSS no auge da perestroika, sendo lançada em 1990, na sequência do golpe fracassado que acabaria por levar ao colapso da União Soviética. A exploração da conspiração por trás da música está sendo desenvolvida como série pelo ator, roteirista e diretor Alex Karpovsky (visto em “Girls” e criador de “Oh Jerome, No”), e produzida pelo estúdio 20th Television em associação com a Small Dog Pictures (de Jason Winer, criador de “1600 Penn”), Crooked Media, Pineapple Street Studios e Spotify. A encomenda da série também marca o primeiro acordo de desenvolvimento de TV para a Crooked Media, que foi estabelecida em 2017 por três ex-funcionários da administração Barack Obama – Tommy Vietor, Jon Favreau (homônimo do diretor) e Jon Lovett. Lembre a música “Wind of Change” abaixo.
Jeff Bridges revela foto careca de seu tratamento contra o câncer
Após revelar que está com um linfoma (câncer no sistema linfático) em outubro, Jeff Bridges voltou às redes sociais. O vencedor do Oscar por “Coração Louco” (2009) e intérprete do Dude de “O Grande Lebowski” (1998), publicou um registro no Instagram em que aparece sem cabelos pela primeira vez desde que falou sobre o diagnóstico. “Aqui está o mais recente: sentindo-me bem, raspei minha cabeça, tenho um cachorro (Monty)”, ele escreveu na legenda da imagem, relembrando ainda seu aniversário de 71 anos, que aconteceu no dia 4 de dezembro. Após o post, seus fãs mandaram muitas mensagens positivas e amorosas nos comentários da publicação. Bridges vem recebendo mensagens de encorajamento desde o diagnóstico e já tinha dito que estava “profundamente grato” pelo amor e apoio, tanto de sua família e amigos quanto de pessoas que nunca viu, agradecendo as orações e votos de melhoras. Veja mais abaixo. Ele também recebeu incentivo do canal pago FX, da plataforma Hulu e produtora Touchstone Television, para quem estava gravando a série de ação “The Old Man”. As empresas responsáveis pela série emitiram um comunicado conjunto em que dizem: “Nossos pensamentos vão para Jeff e sua família durante este momento desafiador e eles têm nosso amor e apoio. Desejamos a ele uma recuperação segura e completa. E, como Jeff sempre diz: ‘Estamos todos juntos nisso’. Jeff, estamos todos nisso juntos com você. ” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jeff Bridges (@thejeffbridges) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jeff Bridges (@thejeffbridges)
Hulu cancela Helstrom, série de terror da Marvel
A plataforma Hulu oficializou o cancelamento de “Helstrom”, última série live-action da Marvel Television. O fim da produção desce o pano na divisão televisiva do conglomerado Disney, que agora tem apenas produções animadas em desenvolvimento. Os fracassos consecutivos da divisão televisiva levaram à dissolução do núcleo comandado por Jeph Loeb. Foi o executivo quem fechou o negócio pioneiro com a Netflix, que rendeu um mini-universo Marvel em streaming, encabeçado pelo “Demolidor”, mas também quem realizou o fiasco de “Inumanos”, cuja baixa qualidade depôs contra a marca. Com o cancelamento das séries da Netflix, em retaliação ao projeto da plataforma Disney+ (Disney Plus), as produções da Marvel Television, como “Manto e Adaga”, “Fugitivos” e “Agents of SHIELD”, acabaram tendo seu final acelerado para a Marvel Television ser devidamente desativada. A partir de “WandaVision”, todas as séries live-action da Marvel passam a ser produzidas pela Marvel Studios, até recentemente apenas uma divisão cinematográfica, que virou um núcleo de conteúdo geral da Marvel sob o comando de Kevin Feige, o executivo responsável pelos blockbusters. A mudança, com a devida promoção de Feige a Chefe de Conteúdo Criativo da Marvel, foi anunciada no ano passado. “Helstrom” acabou sendo dano colateral dessa mudança de comando. Apesar do cancelamento ter sido anunciado nesta segunda (14/12), a série chegou na Hulu já sabendo que não teria continuação. Seis meses antes da estreia, o showrunner da atração, Paul Zbyszewski (“Agents of SHIELD”), teve seu contrato encerrado, sinalizando a falta de interesse no projeto. Uma pena, porque a Marvel deixa passar a oportunidade de introduzir um universo de terror bastante interessante, ficando restrita apenas aos super-heróis. O pior disso é que a personagem da atriz Sydney Lemmon (vista como piloto de helicóptero num episódio memorável de “Fear the Walking Dead”) tinha enorme potencial. Nos quadrinhos, os Helstrom são Daimon e Satana, filhos de um demônio e uma mulher mortal chamada Victoria Wingate – tanto que suas publicações foram lançadas no Brasil com o título de “Filho de Satã”. Os dois herdaram poderes da escuridão. No entanto, enquanto Satana abraçou sua herança, Daimon se agarrou a sua humanidade. Ainda criança, ele foi internado num orfanato jesuíta e cresceu obcecado em destruir o mal. Mas a série mudou um pouco a premissa, a começar pelo nome da irmã, que virou Ana. Interpretados por Tom Austen (o Jasper de “The Royals”) e Sydney Lemmon, os irmãos foram separados na infância, enquanto sua mãe, Victoria Helstrom, ficou enclausurada em um hospício, possuída por um demônio. Décadas se passaram e ela ainda está presa, enquanto o filho tenta curá-la e a filha espera nunca mais vê-la. Elizabeth Marvel (“Homeland”) tem o papel da mãe dos protagonistas, O elenco ainda inclui Robert Wisdom (“Ballers”), June Carryl (“Mindhunters”) e Alain Uy (“The Passage”), além de Ariana Guerra (“Raising Dion”), que vive a versão feminina de outro famoso personagem da Marvel. Ela interpreta Gabriella Rosetti, que na verdade é Gabriel Rosetti nos quadrinhos, um padre inspirado no filme “O Exorcista” (1973) e conhecido como Devil-Hunter, o caçador de demônios. A 1ª temporada termina com uma reviravolta, que serviria de gancho para a 2ª temporada. Infelizmente, os fãs jamais saberão o que aconteceria nos próximos capítulos. Tudo o que resta da Marvel Television agora são duas séries animadas em desenvolvimento para a Hulu, “MODOK” e “Hit-Monkey”, previstas para 2021 – e que foram completamente ignorados na apresentação do Dia do Investidor da Disney. Eles deveriam formar um universo animado com “Howard the Duck” e “Tigra & Dazzler”, mas as duas últimas foram abandonadas em janeiro, após diferenças criativas.
Ações da Disney disparam 14% e batem recorde após Dia do Investidor
As ações da Disney explodiram nesta sexta-feira (11/12), subindo quase 14% em 24 horas, até fechar ao preço de US$ 175,72, seu maior valor em todos os tempos. O volume de negócios foi cerca de nove vezes o nível normal. A euforia dos investidores reflete o impacto do evento batizado de Dia do Investidor da Disney, que envolveu quatro horas de apresentações na noite de quinta-feira (10/12). Comparado a uma Comic-Con expressa, o evento não foi uma sucessão de números exibidos em powerpoints, como costumam ser apresentações do gênero, mas um desfile de conteúdos que convenceram o mundo sobre a inevitabilidade dos planos da empresa para suplantar a Netflix até 2024. Foram apresentados cerca de 100 títulos novos em desenvolvimento para as plataformas de streaming do conglomerado, entre eles cerca de uma dezena de séries de super-heróis e outra dezena de séries derivadas de “Star Wars”, além do compromisso de investimento de até US$ 16 bilhões para viabilizar todos esses projetos. A empresa sustenta que esse empenho deverá lhe render entre 230 milhões e 260 milhões de assinantes na Disney+ (Disney Plus) até 2024. O pico atingido por suas ações revela que o mercado também acredita nisso. Vale lembrar que a Netflix registrou 195 milhões de assinantes globais em 30 de setembro. Os analistas do mercado de ações expressaram sua admiração pelo projeto da Disney. Mas não foi por puro entusiasmo. O mercado levou em conta as projeções feitas em evento similar do ano passado, quando Bob Iger anunciou o que se poderia esperar da Disney+ (Disney Plus). As metas traçadas para cinco anos de streaming já foram amplamente superadas em um ano apenas, o que torna bastante claro que a plataforma da Disney deve mesmo se tornar a maior empresa streaming do mundo em pouco tempo. Michael Nathanson, da empresa MoffettNathanson, assinou uma nota de recomendação, afirmando: “Embora esperássemos ouvir sobre aumento de investimento em conteúdo da Disney para seus negócios de DTC (direto ao consumidor, isto é: streaming), o tamanho e a qualidade do tsunami de conteúdo que atingiu a apresentação da Disney+ (Disney Plus) foi alucinante e assustador para qualquer empresa que esteja pensando em competir no espaço de entretenimento com eles.” Outro analista, Benjamin Swinburne, do Morgan Stanley, chegou a considerar as projeções da Disney tímidas. Para ele, a Disney+ (Disney Plus) não terá menos de 300 milhões de assinantes até 2024, tornando-a capaz de gerar uma receita anual de US$ 35 bilhões para o conglomerado – o que suplantará todas as outras atividades da Disney e levará a uma mudança ainda mais profunda na empresa.
Disney planeja gastar US$ 16 bilhões com conteúdo exclusivo para streaming
O saldo do evento corporativo de quatro horas da Disney, batizado de Dia de Investidor, teve o impacto de uma grande Comic-Con concentrada numa única noite, com mais de uma centena de anúncios de novas produções e revelações exclusivas sobre projetos em desenvolvimento. Os executivos da empresa oficializaram ao todo, na contagem do CEO Bob Chapek, produções de 63 séries e 42 filmes, com 80% deles voltados para o streaming. A conta para realizar tudo isto também foi anunciada. E será significativa. Durante a apresentação, representantes do conglomerado assumiram que irão desembolsar entre US$ 14 e US$ 16 bilhões para produzir conteúdo original para os serviços de streaming Disney+ (Disney Plus) e Hulu (Star+ no Brasil em 2021), com a proposta de aumentar sua produção de séries e filmes originais para 100 por ano até 2024. A maior parte destes gastos serão consumidos pela Disney+ (Disney Plus), afirmou a CFO do conglomerado, Christine McCarthy, no final da maratona do encontro com investidores da noite de quinta-feira (10/12). E o presidente executivo Bob Iger, que supervisiona o conteúdo criativo global, adicionou que a lista de conteúdo original era consideravelmente “mais robusta do que havíamos previsto inicialmente”. Os valores são pelo menos o dobro do que foi inicialmente antecipado por Iger no anúncio de lançamento da plataforma, há mais de um ano. Mas também refletem um crescimento muito maior e mais acelerado que o esperado da Disney+ (Disney Plus), bem como sua expansão para o mercado internacional e reposicionamento como maior rival da Netflix, além de um planejamento global com menos opções cinematográficas, devido à pandemia de coronavírus. A expectativa da Disney com esse investimento é atingir entre 230 e 260 milhões de assinantes até 2024. Até lá, o streaming deverá gerar perdas, alcançando seu pico de gastos de 2021, para passar a ser lucrativo apenas no final deste ciclo. Vai custar uma fortuna, mas também render uma fortuna. E com dividendos antecipados. As ações da Disney subiram 14% nesta sexta (11/12), após o impacto do Dia do Investidor, atingindo um recorde histórico de valorização da empresa, enquanto outros estúdios (leia-se Warner) temem uma implosão. “O fato é que estamos apenas começando”, disse Iger.
The Handmaid’s Tale é renovada para 5ª temporada
O Dia do Investidor da Disney, na noite de quinta (10/12), também trouxe notícias da plataforma americana Hulu. E a principal série do serviço, “The Handmaid’s Tale”, teve destaque entre os anúncios, com a participação do elenco, via vídeo, para revelar que a atração foi renovada para sua 5ª temporada. Veja abaixo. O vídeo também apontou que as gravações da 4ª temporada começaram no Canadá, mas ainda não há previsão para a estreia. Nos próximos capítulos, June (Elisabeth Moss) terá atuação cada vez mais atrevida contra Gilead como um líder rebelde feroz, mas, segundo a sinopse oficial, os riscos que ela assume trarão novos desafios inesperados e perigosos. Sua busca por justiça e vingança pode consumi-la e destruir seus relacionamentos mais queridos. “The Handmaid’s Tale” é baseada na distopia “O Conto da Aia”, da romancista Margaret Atwood, cuja história foi totalmente narrada em sua 1ª temporada. Graças ao sucesso da adaptação, a trama foi expandida pelo criador/showrunner Bruce Miller, continuando a história original literária sobre um futuro ultraconservador nos EUA.
Plataforma de streaming adulto da Disney, Star+ chega ao Brasil em junho
Durante seu evento do Dia do Investidor, na noite desta quinta (10/12), a Disney revelou seus planos de streaming para suas marcas adultas, como ABC, FX e 20th Century Studios. Enquanto este conteúdo é disponibilizado na plataforma Hulu nos EUA, ele alimentará um novo serviço no resto do mundo, batizado de Star, cujo logo e cronograma de lançamento foi apresentado pela primeira vez em público. A oficialização da plataforma Star confirma notícias que estavam surgindo a conta-gotas, como a transformação dos canais Fox em Star a partir de 2021 na América Latina. O nome Star vem de uma propriedade adquirida pela Disney na compra dos negócios da Fox, a rede Star India, uma espécie de Globo indiana, com atividades multimídias. A marca agora se tornará lar da ampla gama de conteúdo que não se encaixa na proposta da Disney+ (Disney Plus), como os filmes “Logan”, “Deadpool” e “Alien”. Mas a forma como a Star será disponibilizada será diferente de região a região. Na Europa, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, o conteúdo da Star poderá ser encontrado dentro do aplicativo Disney+ (Disney Plus) a partir de 23 de fevereiro. Os interessados passarão a pagar um pouco mais pela assinatura, concentrando a cobrança num único produto. Na Europa, por exemplo, o app com acesso à Disney+ (Disney Plus) e Star custará 9 euros. Na América Latina, a Star se tornará um serviço de streaming independente com nome ligeiramente diferente. Será Star+, com lançamento já marcado para junho de 2021. A Star+, na versão que chega ao Brasil, contará com filmes, séries e também esportes ao vivo, incluindo partidas de futebol. Isto indica que a Disney optou por não apostar numa versão internacional da ESPN+. A nova plataforma não será disponibilizada nos Estados Unidos, onde o conglomerado manterá seu conteúdo adulto e de entretenimento geral na Hulu e o esporte na ESPN+. A Disney teria considerado a possibilidade de internacionalizar a Hulu, que tem quase 39 milhões de assinantes americanos, mas decidiu que seria melhor lançar um novo serviço com marca de maior apelo global. O streaming da Star India, Hotstar, já parte com 18 milhões de assinantes na região.
Disney+ (Disney Plus) já tem quase 90 milhões assinantes
A Disney realizou um evento com investidores na noite desta quinta (10/12) para apresentar números e falar de seus planos de investimento em streaming. Quando a empresa apresentou sua estratégia de streaming pela primeira vez, num evento similar em abril de 2019, previu que poderia atrair de 60 milhões a 90 milhões de assinantes nos primeiros cinco anos do serviço Disney+ (Disney Plus). Pois logo no começo da nova apresentação, que durou quatro horas, o CEO do conglomerado, Bob Chapek, revelou aos investidores que esses números foram subestimados. A Disney+ (Disney Plus) já tem 86,8 milhões de assinantes… em apenas 13 meses. A empresa lançou sua plataforma de streaming em 11 de novembro de 2019, com muito alarde. Mas embora o novo serviço tivesse pouca programação original, uma atração tornou sua assinatura obrigatória: “The Mandalorian”, primeira série live-action de “Star Wars”, que com o hype gerado por uma certa criança ajudou a impulsionar o serviço para mais de 10 milhões de inscrições nas primeiras 24 horas. O serviço agora serve como a espinha dorsal de uma estratégia de streaming ainda em evolução na Disney, que também inclui o serviço Hulu nos EUA e a ESPN+ com foco em esportes. Embora o streaming continue sendo um negócio caro – a divisão que cuida do setor perdeu US$ 2,8 bilhões em 2020, graças a investimentos iniciais pesados – , a empresa não poderia ter escolhido um momento melhor para mudar suas prioridades e redefinir seus métodos de distribuição. Apenas cinco meses após o lançamento do Disney+ (Disney Plus), grande parte do mundo mergulhou na pandemia de coronavírus e numa nova realidade de isolamento social, com cinemas fechados em vários países, transformou o streaming em estrela do entretenimento mundial. A Disney foi forçada a suspender a produção de muitos de seus projetos, fechar seus parques temáticos e suspender o lançamento global de diversos blockbusters. O conglomerado também decretou cortes salariais e demitiu milhares de funcionários para estancar as perdas. Mas assim mesmo, foi um dos poucos estúdios de Hollywood a ter o que comemorar, com o sucesso de seus lançamentos em streaming e a chegada de seu serviço à Europa e América Latina – que ajudou a plataforma a atingir seus números elevados de assinaturas. Agora, a Disney prepara novos e ousados voos, tendo atingido um estágio com o Disney+ (Disney Plus) que achou que chegaria apenas daqui a quatro anos.
Aubrey Plaza diz que Kristen Stewart pegou covid-19 durante filmagem
Em uma entrevista para divulgar “Happiest Season”, comédia romântica LGBTQIA+ que encantou a crítica americana, a atriz Aubrey Plaza (“Parks & Recreation”) acabou revelando que Kristen Stewart (“As Panteras”) e boa parte do elenco pegaram covid-19 durante as filmagens. Ela explicou que as filmagens aconteceram no final de fevereiro, antes da paralisação das produções e de maior conscientização sobre o perigo da pandemia. As notícias de contágio na Europa ainda estavam chegando aos noticiários quando o elenco foi acometido pelo que todos pensaram na época ter sido uma forte gripe. “A covid estava em nosso set, Kristen ficou doente, mas não sabíamos”, disse Plaza a Stephen Colbert, durante participação no programa “The Late Show”, acrescentando que muitas pessoas adoeceram no set naquela época e ninguém se importou muito com isso. “Era a última semana de fevereiro, então era o instante em que as pessoas estavam começando a falar sobre coronavírus, mas ainda não levavam a sério”, disse ela. “Ninguém entendeu o quão sério era. Mas um monte de gente em nosso set ficou doente. Nada grave demais, graças a Deus.” Stephen Colbert interrompeu o relato para destacar que a atriz tinha dado uma notícia em primeira mão. “As pessoas sabem que Kristen Stewart ficou doente?”, ele perguntou. Plaza reagiu com o rosto totalmente surpreso ao perceber o que acabara de revelar. Em “Happiest Season”, Kristen Stewart e Mackenzie Davis (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”) vivem um casal lésbico que precisa fingir ser hetero durante as festas de fim de ano em família. Embora Abby (Stewart) tenha planejado propor casamento a Harper (Davis) durante as festividades de fim de ano, ela descobre na porta casa dos pais da namorada que ela ainda não contou para sua família que é homossexual. Dirigido pela atriz Clea DuVall (“Veep”), o filme – que também é estrelado por Alison Brie (“GLOW”), Dan Levy (“Schitt’s Creek”), Mary Steenburgen (“O Último Cara da Terra”), Victor Gerber (“Legends of Tomorrow”) e Jake McDorman (“Limitless”) – chegou ao serviço de streaming Hulu em 25 de novembro e atingiu 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia deve acontecer em PVOD (locação digital) no Brasil nos próximos dias. Veja a íntegra da entrevista de Aubrey Plaza com Stephen Colbert abaixo.











