HBO confirma elenco e anuncia começo das gravações da volta de Deadwood
A HBO anunciou o começo da produção do telefilme que vai retomar a série “Deadwood”, confirmando a participação de praticamente todo o elenco original. “Deadwood” narrava a origem de uma cidade no Velho Oeste americano, mostrando seus moradores implacáveis e violentos enquanto tentavam estabelecer uma comunidade. A série era protagonizada por Timothy Olyphant (hoje em “Santa Clarita Diet”) como o xerife brutal Seth Bullock e Ian McShane (hoje em “Deuses Americanos”) como o dono de saloon Al Swearengen, que marcou os telespectadores com seu jeito irascível e palavrões constantes. A série durou três temporadas, entre 2004 e 2006, e seu cancelamento foi marcado por protestos dos fãs. O criador da série, David Milch (de “Nova Iorque Contra o Crime”), será o responsável pelo roteiro do telefilme, que trará novamente Olyphant e McShane aos papéis que redefiniram suas carreiras. Além dos dois protagonistas, retornam Molly Parker (Alma Ellsworth), Paula Malcomson (Trixie), John Hawkes (Sol Star), Anna Gunn (Martha Bullock), Dayton Callie (Charlie Utter), Brad Dourif (Doc Cochran), Robin Weigert (“Calamity” Jane Canary), William Sanderson (E.B. Farnum), Kim Dickens (Joanie Stubbs) e Gerald McRaney (George Hearst). Ficaram de fora Titus Welliver (hoje em “Bosch”), além de Powers Boothe, que faleceu no ano passado, e Ralph Richeson, morto em 2015. Boothe interpretava um dos personagens principais da trama, Cy Tolliver, dono do saloon Bella Union e rival de Al Swearengen. As gravações já estão acontecendo, com direção de Daniel Minahan, que comandou quatro episódios da série original, e a previsão é para uma estreia em 2019.
Última temporada de Game of Thrones tem seu começo revelado
A revista Entertainment Weekly revelou os primeiros detalhes sobre a temporada final de “Game of Thrones”. Numa reportagem de capa que reúne Daenerys (Emilia Clarke) e Jon Snow (Kit Harington) com o figurino dos episódios finais (veja abaixo), a publicação entrevistou elenco, diretores, produtores e contou como serão os primeiros minutos da 8ª temporada. Obviamente são spoilers. Segundo a publicação, a 8ª temporada começa em Winterfell, com um episódio com muitas referências ao piloto do programa. Num paralelo com a chegada do rei Robert Baratheon, é Daenerys Targaryen e seu exército que desta vez recebem as boas vindas do Norte. O que acontece em seguida é uma intensa interação entre os personagens – alguns que nunca haviam se conhecido antes e outros com histórias complicadas – , enquanto se preparam para enfrentar a inevitável invasão do Exército dos Mortos. O detalhe é que Sansa (Sophie Turner) não estaria nada contente com o fato de Jon ter se ajoelhado para sua nova amada de sangue Targaryen. O produtor-executivo Bryan Cogman explicou a motivação da temporada final: “É sobre reunir todos esses personagens dispersos para lutar contra um inimigo em comum, lidando com seu passado e definindo as pessoas que elas querem ser quando confrontadas com a morte certa. É um ano final incrivelmente emocionante, assustador e conflitante, e acho que respeita muito aquilo que George R.R. Martin decidiu fazer – que é quebrar as expectativas da história.” Após esta reunião inicial, as batalhes não vão demorar. E uma delas dará o que falar, garantem todos. O diretor Miguel Sapochnik, que entregou o elogiado episódio da Batalha dos Bastardos, dirige o capítulo da última temporada que mostrará a maior batalha que a série já produziu. “É brutal”, diz Peter Dinklage, o intérprete de Tyrion Lannister. “Ela faz a Batalha dos Bastardos parecer um parque de diversões”. Para se ter comparação, enquanto as filmagens do confronto da 6ª temporada aconteceram em 25 dias, a nova batalha épica foi realizada ao longo de 55 dias em campo aberto, com mais algumas semanas de cenas rodadas dentro do cenário de Winterfell. A expectativa é de um conclusão cinematográfica. Literalmente. A Entertainment Weekly revelou que os showrunners de “Game of Thrones”, David Benioff e D.B. Weiss, planejavam encerrar a saga no cinema, com três filmes de duas horas de duração. A HBO os convenceu a mudar de ideia, garantindo que teriam todo o orçamento que quisessem se concordassem em manter o final na TV. “Eles cumpriram a promessa. Nos deram muito mais dinheiro que achamos que dariam”, contou Weiss. A HBO ainda não anunciou a data de estreia da temporada final de “Game of Thrones”, que deve ir ao ar no primeiro semestre de 2019.
HBO renova Divorce para a 3ª temporada
A HBO vai estender o divórcio de Sarah Jessica Parker por mais um ano. O canal pago renovou a série “Divorce” para sua 3ª temporada, apesar da baixa audiência – média de 500 mil telespectadores ao vivo. Criada por Sharon Horgan (série “Pulling”), “Divorce” se passa em Nova York e acompanha um processo de divórcio muito longo – que já vai para o terceiro ano. A trama é centrada em Parker, que, após decidir se separar, percebe que a vida de divorciada é mais difícil que pensava. “Divorce” marca a volta de Sarah Jessica Parker a HBO, 12 anos após o fim da série “Sex And The City” (1998-2004). Seu ex-marido é vivido por Thomas Haden Church (“Compramos um Zoológico”) e o elenco também inclui Molly Shannon (série “Enlightened”), Talia Balsam (série “Mad Men”), Sterling Jerins (“Inovocação do Mal 2”) e Tracy Letts (série “Homeland”). Além destes, Becki Newton (“Ugly Betty”), introduzida como intérprete recorrente na 2ª temporada, integrará o elenco fixo dos próximos episódios.
Trailer da 3ª temporada de True Detective revela mistério criminal que atravessa décadas
A HBO divulgou o segundo trailer da 3ª temporada de “True Detective”, ainda sem legendas. Bastante atmosférica, a prévia revela o crime que obceca o detetive policial vivido por Mahershala Ali (“Moonlight”): o sumiço de duas crianças, que saíram de casa de bicicleta e nunca mais voltaram. Esse crime assombra o protagonista, enquanto seu cabelo, pele e figurino se alteram pela passagem do tempo. Às vezes jovem, investigando o mistério, outras vezes bem velho, assombrado pelas recordações do passado, as mudanças do personagem sugerem um retorno à estrutura da 1ª temporada, com uma investigação que atravessa décadas. Mas com uma diferença básica: a trama se desenrola em três épocas distintas, em vez de adotar duas linhas temporais (presente e flashback) como antes. Assim como nas duas temporadas anteriores, o roteiro foi novamente escrito por Nic Pizzolatto, que também acumula as funções de showrunner e produtor executivo. Mas desta vez ele conta com a ajuda de outro escritor famoso no desenvolvimento da história: David Milch (criador de “Deadwood”). Além de Ali, o elenco central destaca Stephen Dorff (“Um Lugar Qualquer”), Carmen Ejogo (“Alien: Covenant”), Scoot McNairy (série “Halt and Catch Fire”), Mamie Gummer (“Ricki and the Flash: De Volta Para Casa”), Sarah Gadon (“Alias Grace”) e Ray Fisher (“Liga da Justiça”). A estreia está marcada para 13 de janeiro.
Donald Trump parodia Game of Thrones e é repreendido pela HBO
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump decidiu fazer graça nesta sexta-feira (2/10) no Twitter, parafraseando “Game of Thrones” para anunciar o retorno das sanções ao Irã. Além de escrever “Sanction are Coming”, em referência à frase “winter is coming” (o inverno está chegando), que virou marca da produção da HBO, ele ainda escolheu uma fonte parecida com a usada na série para escrever o texto. Veja abaixo. Procurada pela imprensa americana, a HBO emitiu um comunicado de reprovação. “Não estávamos cientes da mensagem e preferimos que as nossas marcas registradas não sejam usadas em questões políticas”. Vale lembrar que, numa entrevista do ano passado, o escritor George R.R. Martin, criador do universo literário em que “Game of Thrones” se baseia, chegou a comparar Trump com o rei Joffrey, um dos personagens mais sádicos e odiados da saga. pic.twitter.com/nk2vKvHuaL — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 2 de novembro de 2018
Ator de Poldark entra na série derivada de Game of Thrones
O ator Josh Whitehouse entrou no elenco da primeira série derivada de “Game of Thrones”. Astro britânico em ascensão, ele foi revelado no ótimo drama indie “Northern Soul” (2014), integra a série “Poldark” e será visto a seguir no remake musical de “Valley Girl”, no papel originalmente interpretado por Nicolas Cage no filme de 1983 (lançado no Brasil como “Sonhos Rebeldes”). Josh Whitehouse se junta a Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), primeiro nome anunciado na produção, que, segundo o escritor George R.R. Martin, vai se chamar “The Long Night”. O spin-off foi criado pela roteirista Jane Goldman (“Kingsman”, “Kick-Ass”, “X-Men: Primeira Classe”) e pelo escritor George R. R. Martin, autor dos livros da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que inspiraram “Game of Thrones”. A trama se passa 8 mil anos antes dos eventos da série original e pretende apresentar a Era de Ouro dos heróis e também a hora mais sombria de Westeros, com a origem dos caminhantes brancos e o surgimento dos primeiros Starks lendários. Nenhum dos atores do programa atual aparecerá na nova série, que retratará um Westeros muito diferente de “Game of Thrones”. Além desse projeto, há outros quatro roteiros sendo avaliados para virar derivados de “Game of Thrones”, desenvolvidos por Max Borenstein (“Godzilla”, “Kong: A Ilha da Caveira”), Brian Helgeland (“Sobre Meninos e Lobos”, “Robin Hood”), Carly Wray (séries “Mad Man” e “The Leftovers”) e Bryan Cogman (roteirista e produtor de “Game of Thrones”). Martin também trabalhou no roteiro de Cogman. Mas, por enquanto, apenas a história desenvolvida por Jane Goldman recebeu sinal verde para produzir um piloto. Isto não significa que a produção da 1ª temporada está garantida. O piloto precisará ser aprovado pelos executivos da HBO para virar série.
George R. R. Martin revela o título da série derivada de Game of Thrones
O escritor George R.R. Martin, autor dos livros da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que inspiraram “Game of Thrones”, revelou nesta terça-feira (30/10) no Twitter o nome da primeira série derivada da fantasia da HBO. Ela vai se chamar “The Long Night” (“A Longa Noite”, em tradução literal). Martin, que é um dos produtores do projeto, fez a revelação ao comentar a escalação da atriz Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”) para um dos papéis principais. A HBO ainda não confirmou oficialmente o título da produção. O spin-off foi criado pela roteirista Jane Goldman (“Kingsman”, “Kick-Ass”, “X-Men: Primeira Classe”) e pelo escritor George R. R. Martin, e se passa 8 mil anos antes dos eventos da série original. A atração pretende apresentar a Era de Ouro dos heróis e também a hora mais sombria de Westeros, com a origem dos caminhantes brancos e o surgimento dos primeiros Starks lendários. Nenhum dos atores do programa atual aparecerá na nova série, que retratará um Westeros muito diferente de “Game of Thrones”. Além desse projeto, há outros quatro roteiros sendo avaliados para virar derivados de “Game of Thrones”, desenvolvidos por Max Borenstein (“Godzilla”, “Kong: A Ilha da Caveira”), Brian Helgeland (“Sobre Meninos e Lobos”, “Robin Hood”), Carly Wray (séries “Mad Man” e “The Leftovers”) e Bryan Cogman (roteirista e produtor de “Game of Thrones”). Martin também trabalhou no roteiro de Cogman. Mas, por enquanto, apenas a história desenvolvida por Jane Goldman recebeu sinal verde para produzir um piloto. Isto não significa que a produção da 1ª temporada está garantida. O piloto precisará ser aprovado pelos executivos da HBO para virar série. Casting is now underway for THE LONG NIGHT, the first of the GAME OF THRONES successor series to ordered to film. HBO has just announced the first cast member: NAOMI WATTS is coming on board as one of our stars. https://t.co/n0XkxsJG03 pic.twitter.com/uNF5mjPNte — George RR Martin (@GRRMspeaking) 31 de outubro de 2018
Naomi Watts vai estrelar série derivada de Game of Thrones na HBO
Após longas negociações, a atriz Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”) assinou contrato para liderar o elenco do piloto da primeira série derivada de “Game of Thrones” na HBO. Sem título revelado, o spin-off foi criado pela roteirista Jane Goldman (“Kingsman”, “Kick-Ass”, “X-Men: Primeira Classe”) e pelo escritor George R. R. Martin, autor dos livros da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que inspiraram “Game of Thrones”. A trama se passa 8 mil anos antes dos eventos da série original e pretende apresentar a Era de Ouro dos heróis e também a hora mais sombria de Westeros, com a origem dos caminhantes brancos e o surgimento dos primeiros Starks lendários. A equipe criativa por trás do projeto não deu muitos detalhes sobre a personagem de Watts, além do fato dela interpretar uma integrante carismática da nobreza que esconde um segredo obscuro. Não está claro, tampouco, se a personagem de Watts será a protagonista do projeto. Em julho, o presidente da programação da HBO, Casey Bloys, disse que a produção tinha personagens masculinos e femininos fortes. “Há personagens femininas muito fortes, mas é um conjunto”, disse ele. “Jane é uma ótima escritora, não queremos limitá-la a escrever protagonistas femininas. Há muitas personalidades muito complicadas no roteiro do piloto.” Nenhum dos atores do programa atual aparecerá na nova série, que retratará um Westeros muito diferente de “Game of Thrones”. Além desse projeto, há outros quatro roteiros sendo avaliados para virar derivados de “Game of Thrones”, desenvolvidos por Max Borenstein (“Godzilla”, “Kong: A Ilha da Caveira”), Brian Helgeland (“Sobre Meninos e Lobos”, “Robin Hood”), Carly Wray (séries “Mad Man” e “The Leftovers”) e Bryan Cogman (roteirista e produtor de “Game of Thrones”). Martin também trabalhou no roteiro de Cogman. Mas, por enquanto, apenas a história desenvolvida por Jane Goldman recebeu sinal verde para produzir um piloto. Isto não significa que a produção da 1ª temporada está garantida. O piloto precisará ser aprovado pelos executivos da HBO para virar série. Duas vezes indicada ao Oscar, Naomi Watts também está gravando atualmente a série limitada do canal pago Showtime sobre Roger Ailes, o fundador da Fox News, na qual contracenará com Russell Crowe.
Salários milionários explicam por que cada vez mais estrelas de cinema decidem fazer séries
Não é à toa que cada vez mais astros do cinema estão migrando para as séries. A revista Variety revelou nesta terça (30/10) que eles estão recebendo fortunas para fazer a transição. Atores como Javier Bardem, Julia Roberts e Reese Witherspoon fecharam recentemente contratos milionários para estrelar novas séries. O ator espanhol vai encabeçar a sua primeira série americana, “Cortés”, megaprodução da Amazon sobre o explorador Hernán Cortés no século 16. E receberá US$ 1,2 milhão por episódio da série, sua primeira empreitada no gênero desde 1986, quatro anos antes de estrear no cinema espanhol. Já Reese Witherspoon recebeu milhões não declarados para voltar à 2ª temporada de “Big Little Lies”, na HBO, e vai ganhar US$ 1,1 milhão por capítulo de uma nova produção da Apple, ainda sem título, sobre os bastidores de um programa de TV matinal, na qual contracenará com Jennifer Aniston. A ex-“Friends” também decidiu voltar às séries, após mais de uma década dedicada ao cinema, pelo salário – os mesmos US$ 1,1 milhão por episódio da colega. A atriz Julia Roberts foi outra atraída pelo dinheiro em série. Ela receberá US$ 600 mil por episódio como protagonista de “Homecoming”, que estreia na sexta-feira (2/10) na Amazon. O detalhe é que este não é o único pagamento que os astros de cinema recebem ao fechar contrato para estrelar uma série. Eles também ganham créditos de produtores, obtendo percentagens dos lucros quando as atrações são vendidas para o exterior, lançadas em outras mídias ou reprisadas. O trabalho é maior, mas os valores superam salários de muitas estrelas atuais de Hollywood. Por conta disso, a expectativa é que as séries tenham cada vez mais astros famosos.
Emma Thompson vai viver política controversa em série futurista do responsável pelo revival de Doctor Who
A atriz Emma Thompson (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”) vai estrelar uma nova série futurista da HBO intitulada “Years & Years”, que foi criada por Russell T. Davies, o showrunner original do revival de “Doctor Who” (responsável pela atração por uma década, de 2005 a 2015). A produção gira em torno uma família britânica, os Lyons, acompanhando-os ao longo de 15 anos, a partir de 2019, através de instabilidade política, avanços tecnológicos e mudanças econômicas do país. “Descobriremos se essa família comum poderia mudar o mundo”, descreve Davis em comunicado. Thompson interpretará Vivienne Rook, uma celebridade que virou política, cujas opiniões controversas dividem a nação. O elenco também inclui Rory Kinnear (“Penny Dreadful”) como Stephen Lyons, um consultor financeiro que é casado com Celeste, interpretada por T’Nia Miller (“Marcella”), uma contadora ambiciosa. Russell Tovey (“Quantico”), Jessica Hynes (“Paddington 2”) e Ruth Madeley (“The Level”) vivem os irmãos do protagonist e Anne Reid (“Boneco de Neve”) completa o elenco como a vovó. A produção já está sendo gravada em Manchester, na Inglaterra, com direção de Simon Cellan Jones (“Boardwalk Empire”). Por enquanto, não há previsão de estreia.
HBO inaugura o cargo de “coordenador de intimidade” para cenas de sexo de suas produções
A HBO decidiu criar um novo cargo para produções: o coordenador de intimidade. A função assemelha-se à de um coordenador de dublês. O profissional irá supervisionar as gravações de cenas de sexo, para garantir que os atores envolvidos sintam-se seguros e confortáveis enquanto atuam. A iniciativa é resultado das discussões em Hollywood a respeito de casos de abuso e assédio sexual. O canal pago já testou – e aprovou – a prática durante as gravações da 2ª temporada de “The Deuce”, estrelada por James Franco, que foi envolvido em acusações do gênero. Alicia Rodis foi contratada como coordenadora de intimidade da série, que mostra os bastidores da indústria pornográfica na Nova York dos anos 1970. Depois disso, ela também trabalhou na comédia “Crashing” e está acompanhando a adaptação de “Watchmen” e o filme de “Deadwood”, de acordo com a revista The Hollywood Reporter. Como é impossível estar em todos os sets ao mesmo tempo, Rodis já está treinando novos coordenadores de intimidade, que devem trabalhar no drama “Jett” e em “Euphoria”, série produzida pelo cantor Drake. A decisão de ter uma coordenadora de intimidade em “The Deuce” partiu de uma sugestão da atriz Emily Meade, que vive a atriz pornô Lori na produção. Após o movimento #MeToo, ela começou a se questionar sobre o porquê de não haver nenhum profissional responsável por acompanhar cenas de sexo – ao contrário do que acontece com cenas de ação ou que envolvam crianças e animais. “Quando se fala de sexualidade, que é uma das áreas mais vulneráveis para todos os humanos, homens e mulheres, não há um sistema. Nunca houve uma pessoa para proteger e trazer conhecimento”, contou a atriz em entrevista à própria HBO. Meade levou então sua inquietação aos criadores da série, David Simon e George Pelecanos, que passaram a ideia adiante. A emissora então encontrou Alicia Rodis por meio de sua iniciativa Intimacy Directors International, que tem o objetivo de estabelecer padrões para cenas de sexo no audiovisual e no teatro. O coordenador de intimidade acompanha a produção desde uma conversa inicial com diretores e produtores sobre as cenas especificadas no roteiro, para entender o que esperam delas, faz a ponte com os atores e as equipes de maquiagem e figurino, e às vezes até os agentes dos atores são acionados, para garantir que toda nudez esteja dentro dos contratos previamente assinados. Na hora das gravações, acompanha tudo de perto para garantir que tudo tenha sido comunicado e que tudo seja consensual. Rodis espera que, no futuro, mais coordenadores como ela estejam presentes nas produções. “Estamos passando por uma grande mudança cultural e todos estão desesperados correndo atrás. É preciso muita coragem e humildade para olhar para algo que tem sido feito de uma certa forma há anos e dizer ‘podemos fazer melhor do que isso’”.
Game of Thrones terá especial de despedida com reunião de atores de todas as temporadas da série
O ator Sean Bean, que interpretou o patriarca Ned Stark na 1ª temporada de “Game of thrones”, deixou escapar que a HBO gravou secretamente um especial com os intérpretes principais das oito temporadas da série. Em entrevista à revista The Hollywood Reporter, ele contou que os produtores reuniram membros antigos e atuais do elenco em Belfast, na Irlanda do Norte, no final das gravações da 8ª temporada, para um programa que será apresentado pelo comediante Conan O’Brien. “Eles decidiram reunir todos os personagens para um grande especial em Belfast e O’Brien meio que mediou a ocasião”, disse o ator à publicação. Já havia especulações entre os fãs de que a HBO estaria produzindo algo do gênero desde que o ator Jason Momoa, que interpretou o guerreiro Khal Drogo na 1ª temporada, compartilhou fotos com o elenco na cidade irlandesa durante um intervalo das gravações da última temporada. Como a HBO nem sequer confirmou a existência do especial, ainda não há data prevista para sua exibição.
HBO Brasil censura íntegra do programa de John Oliver que critica “terrível” Jair Bolsonaro
Vencedor do Emmy de Melhor Talk Show do ano, o programa “Last Week Tonight with John Oliver”, da HBO, teve um de seus episódios recentes censurado no Brasil. O programa tinha como tema as eleições presidenciais brasileiras, e trouxe Oliver gozando da campanha do PT e, principalmente, fazendo críticas duras ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, a quem chamou de “ser humano terrível”. Exibido em 7 de outubro nos Estados Unidos, o episódio simplesmente não foi ao ar no Brasil. Ele deveria ter sido transmitido em 8 de outubro, no dia seguinte ao primeiro turno das eleições brasileiras. No entanto, na ocasião, a HBO reprisou o episódio 24 da 5ª temporada. Na semana seguinte, o canal exibiu o episódio 26, como se o 25 não existisse. A HBO Brasil também não deu alternativas para o público assistir ao capítulo pela plataforma HBO Go. Após o episódio 24, o catálogo do serviço oferece diretamente o episódio 26, pulando a edição dedicada às eleições brasileiras. A censura foi na TV e também online. Procurada pela reportagem do jornal O Globo, a HBO Brasil não se manifestou sobre o motivo. Em junho, o Supremo Tribunal Eleitoral (STF) derrubou a regra que impedia sátiras a políticos em período eleitoral. Ou seja, não havia restrições legais para a exibição do conteúdo pela HBO Brasil. Anteriormente, apenas a China, que não é uma democracia, proibiu a exibição de um episódio de “Last Week Tonight”. Fez mais que isso: tirou a HBO do ar para impedir uma piada de John Oliver, que lembrava como o presidente chinês Xi Jingpin não gostava de ser comparado ao Ursinho Pooh. Já o Brasil ainda é uma democracia, pelo menos até o resultado final das eleições. Mesmo assim, houve censura, como na época da ditadura, momento de repressão intensa que Bolsonaro sugere representar. Apesar de barrado no Brasil, a íntegra do segmento dedicado ao país, com 16 minutos de duração, pode ser encontrada na página oficial do programa no YouTube. Por conta disso, “fãs” resolveram legendar uma versão de 11 minutos do vídeo, sem a longa introdução sobre como o mundo via o Brasil há 80 anos. Ambas as versões podem ser vistas abaixo. No programa, além de chamar Bolsonaro de “terrível”, Oliver mostra uma compilação de declarações constrangedoras do deputado, lembrando acusações de homofobia, misoginia, racismo e comportamento antidemocrático. “A melhor coisa que você pode dizer sobre Bolsonaro é que ele não foi denunciado por um escândalo de corrupção, ainda. Infelizmente essa é, literalmente, a única coisa boa que você pode dizer sobre ele, pois ele é um ser humano terrível”. É tão pesado que Oliver termina o programa fazendo uma conclamação aos brasileiros para não votarem em Bolsonaro, dizendo que ainda havia esperanças, graças à campanha #EleNão. Oliver também brincou com a popularidade de Lula, falando que seria prático eleger um presidente que já está preso por corrupção. E chama a campanha petista, que tenta colar a imagem de Fernando Haddad a Lula, de “um insulto à inteligência das pessoas”. O apresentador inglês ainda se mostrou fascinado pela fauna de candidatos brasileiros a cargos legislativos, inclusive os super-heróis, como o “Homem-Aranha do Amapá” e “Geraldo Wolverine”. Ao final, ele conclui que qualquer candidato é melhor do que Bolsonaro. “Brasileiros, sei que vocês estão desiludidos com todos os políticos e que nenhum dos candidatos os inspiram, mas, por favor, qualquer um deles é melhor que o Bolsonaro”, inclusive o “Lula diet” (em referência a Haddad), ele cita, além do Homem-Aranha. “Bolsonaro não reflete o que vocês são de melhor, Brasil”, encerrou. Confira abaixo.












