Séries Online: Best-sellers inspiram maratonas da semana
Mais plataformas significam mais séries. E o aumento da oferta de títulos fez o Top 10 virar uma dúzia de sugestões para assistir no fim de semana. Os destaques são três minisséries baseadas em best-sellers e a estreia de Sandra Oh em sua primeira comédia. Adaptação do primeiro livro de John Green (conhecido pelo estouro de “A Culpa É das Estrelas”), “Quem É Você, Alaska?” acompanha um adolescente chamado Miles Halter, que se muda para uma nova cidade, onde faz novos amigos e conhece a bela Alaska, por quem se apaixona, enquanto descobre que ela não é tão perfeita quanto ele imaginava. Dramática até não poder mais, a produção tem um clima reminiscente da famosa série teen dos anos 1990 “Dawson’s Creek” e destaca em seu elenco Charlie Plummer (John Paul Getty III em “Todo o Dinheiro do Mundo”), Kristine Froseth (de “Sierra Burgess É uma Loser”) e o brasileiro Henry Zaga (“Os Novos Mutantes”). “Nove Desconhecidos” volta a trazer Nicole Kidman e o produtor David E. Kelley à frente de uma adaptação de Liane Moriarty após o sucesso de “Big Little Lies”. Com elenco impressionante e tema muito em voga – retiros espirituais, gurus e saúde mental – , a minissérie acompanha nove pessoas num spa longe da civilização, sem carro ou celular, buscando uma mudança de vida e saúde. Confrontados por situações incomuns, eles passam a questionar até que ponto devem se submeter ao que lhes é requisitado, alimentando um clima de tensão e suspense na locação distante. Kidman vive a diretora do spa e os demais personagens são interpretados por Melissa McCarthy (“Esquadrão Trovão”), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Regina Hall (“Viagem das Garotas”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Luke Evans (“Velozes e Furiosos 6”), Bobby Cannavale (“O Irlandês”), Tiffany Boone (“Hunters”), Manny Jacinto (“The Good Place”), Melvin Gregg (“Estados Unidos vs. Billie Holiday”), Asher Keddie (“Estado Zero”) e Grace Van Patten (“Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”). Para completar, os oito episódios foram escritos por John-Henry Butterworth, que roteirizou “Ford vs. Ferrari” (2019), e têm direção do cineasta Jonathan Levine, dos filmes “Casal Improvável” (2019) e “Meu Namorado É um Zumbi” (2013). “Belgravia” é baseada no romance homônimo de Julian Fellowes, o autor de “Downton Abbey”, que assina a própria adaptação. Ambientada no começo do século 19, quando a aristocracia inglesa começa a conviver com os empresários industriais emergentes, a trama tem início durante a Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes da 1h da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas e muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. Mas este é apenas o prólogo e a trama logo avança um quarto de século para mostrar como as consequências daquele terrível episódio originaram uma teia intrigas que fervilha no interior das mansões daquele lugar, a Belgrave Square. O elenco destaca Tom Wilkinson (“Batman Begins”), Tamsin Greig (“Episodes”), Philip Glenister (“Outcast”), Harriet Walter (“The Spanish Princess”), Alice Eve (“Punho de Ferro”), Adam James (“Fúria em Alto Mar”) e Ella Purnell (“Sweetbitter”). Já “The Chair”, nova série estrelada por Sandra Oh após “Grey’s Anatomy” e “Killing Eve”, gira em torno da promoção da protagonista à diretora de departamento de uma grande universidade, cargo que ficou aberto quando o antigo chefe (Jay Duplass, de “Togetherness”) se envolver num escândalo. O detalhe é que ela também faz a defesa do ex-diretor e é apaixonada por ele. Criada pela atriz Amanda Peet (“Dirty John”), a série também é a primeira produção dos criadores de “Game of Thrones”, David Benioff (marido de Peet) e D.B. Weiss. Há outras boas opções, incluindo o thriller alemão (com elenco hollywoodiano) “Sombras da Guerra”, passado em Berlim logo após a 2ª Guerra Mundial, a comédia mexicana “Todo Va a Estar Bien”, criada pelo astro Diego Luna (“Rogue One”) e, claro, os episódios de “Sob Pressão”, disponibilizados semanalmente na Globoplay. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 12 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Quem É Você, Alaska? | EUA | Minissérie (HBO Max) Nove Desconhecidos | EUA | Minissérie (Amazon Prime Video) Belgravia | Reino Unido | Minissérie (Globoplay) The Chair | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Sombras da Guerra | França, Alemanha | 1ª Temporada (Netflix) Coyote | EUA | 1ª Temporada (Globoplay) Todo Va a Estar Bien | México | 1ª Temporada (Netflix) Amarrações do Amor | México | 1ª Temporada (HBO Max) O Palhaço Coroado | Coreia do Sul | Minissérie (Netflix) Truth Be Told | EUA | 2ª Temporada (Apple TV+) Diário de uma Futura Presidente | EUA | 2ª Temporada (Disney+) Sob Pressão | Brasil | 4ª Temporada (Globoplay)
Atrizes de “Black-ish” e “Batwoman” entram no reboot de “Pretty Little Liars”
As atrizes Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”) entraram no elenco de “Pretty Little Liars: Original Sin”, reboot da série “Pretty Little Liars” em desenvolvimento para a plataforma HBO Max. As duas vão se juntar aos integrantes anteriormente anunciados, Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon) e Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”). As escalações confirmam que o reboot terá um elenco muito mais diversificado que a antiga produção. A nova série vai acompanhar um grupo de garotas que se envolvem num mistério sombrio devido aos pecados cometidos por seus pais 20 anos atrás, quando eventos mantidos em segredo quase destruírem a cidade de Millwood. Se a premissa parecer conhecida não por relação à trama da atração original, mas porque uma história similar serviu de origem para os terrores de “A Hora do Pesadelo”. “Pretty Little Liars” durou sete temporadas, de 2010 a 2017, período em que ajudou a popularizar o antigo canal ABC Family e servir de ponte para sua transformação no Freeform. Além disso, a produção deslanchou a carreira dos principais membros de seu elenco, especialmente do quarteto formado por Lucy Hale, Troian Bellisario, Ashley Benson e Shay Mitchell, intérpretes das Pretty Little Liars do título. Apesar do sucesso, a produtora da atração, I. Marlene King, não conseguiu o mesmo resultado com o lançamento de dois spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), que foram cancelados na 1ª temporada, sem público. Por isso, a HBO Max decidiu buscar outro criador para comandar o terceiro spin-off. O criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, está à frente do projeto com a missão de trazer a franquia de volta à TV em tempo recorde: apenas quatro anos após o fim da série original e dois anos desde o fracasso do último spin-off. Aguirre-Sacasa vai compartilhar os roteiros com sua colaboradora em “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. Ainda não há previsão para a estreia.
“Hora de Aventura” vai ganhar série derivada na HBO Max
A HBO Max encomendou a produção de uma série animada derivada de “Hora de Aventura”, sucesso do Cartoon Network. A nova atração será focada em Fionna e Cake, versões femininas dos protagonistas da série original, Finn e Jake, que fazem parte de um universo alternativo. Fionna e Cake apareceram em muitos dos episódios da animação original, em tramas que flertavam com o multiverso, conceito atualmente na moda nas produções da Marvel. Na nova série, a dupla partirá em aventuras próprias por realidades alternativas e em “busca do auto-conhecimento”, segundo o comunicado oficial da produção. Intitulado “Adventure Time: Fionna and Cake” (Hora de Aventura: Fionna e Cake, em tradução literal), o spin-off também contará com o Rei Gelado, Simon Petrikov, e “um poderoso novo antagonista, determinado a rastreá-las e apagá-las da existência”. Criada por Pendleton Ward (roterista de “As Trapalhadas de Flapjack”), a série original teve 10 temporadas, exibidas entre 2010 e 2018, e quatro especiais, além de ter virado uma verdadeira incubadora de talentos, gerando sucessos como: “Steven Universo”, “Over The Garden Wall” e “Clarence”. Ainda não há previsão de estreia para “Adventure Time: Fionna and Cake”, mas a HBO Max já liberou a primeira arte do projeto. Veja abaixo.
“Free Guy” assume o controle das bilheterias nos EUA
“Free Guy: Assumindo o Controle”, comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds vive um personagem de videogame, liderou as bilheterias em sua estreia nos EUA e Canadá, com uma arrecadação de US$ 26 milhões em 4.165 cinemas entre sexta e este domingo (15/8). Como o orçamento da produção está na casa dos US$ 100 milhões, o valor passa longe de ser ideal, mas se alinha às bilheterias recentes da pandemia. É basicamente o mesmo que fez “O Esquadrão Suicida” e um pouco mais do que faturou “Cruella” em seus três primeiros dias. O detalhe é que, ao contrário destes dois, a comédia de Reynolds foi um lançamento exclusivo dos cinemas, sem concorrência do streaming. No mercado internacional, “Free Guy” trouxe mais US$ 22,5 milhões de 41 países. O Brasil não foi um deles, já que o lançamento nacional ficou para a próxima quinta (19/8). Somando tudo, a produção que a Disney herdou da antiga 20th Century Fox faturou US$ 51 milhões mundiais em seus primeiros dias de exibição. O resultado agradou ao estúdio, que já decidiu encomendar uma sequência da produção. Público e crítica também aplaudiram. O filme teve 82% de aprovação no Rotten Tomatoes e tirou nota “A” no CinemaScore, pesquisa feita com plateias na saída dos cinemas. Outra estreia da semana, o suspense “O Homem das Trevas 2”, ficou num distante 2º lugar nas bilheterias norte-americanas, com US$ 10,6 milhões arrecadados de 3.005 salas. Não é um desastre, porque seu orçamento foi de US$ 15 milhões, mas representa uma grande queda em relação ao filme antecessor, que abriu com US$ 26,4 milhões em 2016. A expectativa não é das melhores para a próximo fim de semana, porque a Sony escondeu o filme da crítica e muitas pessoas foram aos cinemas antes que as avaliações negativas se tornassem conhecidas. Considerado medíocre, ficou com 52% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em seu terceiro fim de semana, “Jungle Cruise” assegurou o 3º lugar com US$ 8,9 milhões, elevando seu total a US$ 88 milhões no mercado doméstico. O 4º lugar ficou com a estreia de “Respect – A História de Aretha Franklin”, com US$ 8,8 milhões. A cinebiografia estrelada por Jennifer Hudson como a Rainha do Soul não galvanizou a crítica, atingindo 64% de aprovação no Rotten Tomatoes, e pode ter dificuldades para se pagar devido ao custo de US$ 55 milhões. O lançamento no Brasil está marcado para 9 de setembro. “O Esquadrão Suicida” fechou o Top 5 com US$ 7,7 milhões, representando uma queda brutal de 72% em relação à sua estreia no fim de semana passado. Com isso, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics soma US$ 42,3 milhões no mercado doméstico. Em compensação, manteve-se entre os mais vistos ao redor do mundo – no Brasil, a queda teria sido de apenas 28% – fazendo US$ 17 milhões no exterior para trazer seus rendimentos ao total de US$ 117 milhões mundiais.
Séries online: Luta livre, super-heróis e vingança feminina são destaques no streaming
A Marvel lançou uma nova série nesta semana, “What If…?”, sua primeira produção animada para a Disney+. Os episódios revisitam situações clássicas dos filmes do estúdio (com dublagens de boa parte do elenco original), mas com mudanças radicais no desenvolvimento dos personagens, como a transformação de Peggy Carter em super-heroína no lugar de Steve Rogers – cortesia das inúmeras variantes do multiverso – , além de trazer muita ação numa estética computadorizada bonita e avançada. Apesar disso, os destaques da semana são atrações com atores de carne e osso, capazes de coreografar porradas bem mais realistas. Por coincidência, a principal estreia é uma criação de Michael Waldron, o responsável pela elogiada “Loki”, da Marvel. Trata-se de “Heels”, série de luta livre (wrestling) estrelada por Stephen Amell, o protagonista de “Arrow”, e Alexander Ludwig, astro de “Vikings”. Eles vivem irmãos que nutrem uma longa rivalidade no ringue e também fora dele. A disputa acontece em Duffy, uma pequena comunidade da Georgia que viveu dias de glória quando o ginásio de lutas local era mantido pelo pai dos dois. Agora, o que resta é a briga dos irmãos pelo controle do legado familiar. O primeiro episódio tem direção do cineasta Peter Segal (“Como se Fosse a Primeira Vez”, “Aprendiz de Espiã”) e chega à Starzplay apenas no domingo (15/8), mas já com 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Entre as demais opções, destacam-se séries com protagonistas femininas, a começar pelo terror “Vingança Sabor Cereja”, em que Rosa Salazar (“Alita – Anjo de Combate”) dá show. Desenvolvida pela equipe da subestimada antologia de terror “Channel Zero”, a trama traz Salazar como uma diretora de cinema aspirante na ensolarada Los Angeles de 1990, que após ser abusada por um produtor famoso embarca em um jornada de vingança sanguinário e sobrenatural. “AlRawabi School for Girls” é uma surpresa inesperada da Jordânia. Imagine “Elite” só com garotas. E garotas muçulmanas! A trama mostra como uma vítima de bullying vai à forra contra a turma popular da sua escola exclusiva para meninas. “Made for Love” leva o machismo tóxico para a ficção científica. Ao estilo de “Black Mirror”, a trama gira em torno de um inventor que implanta no cérebro da esposa uma tecnologia capaz de compartilhar pensamentos e manifestá-los com imagens realistas. Incomodada, ela resolve pedir o divórcio. E isso cria um problema crucial: o que fazer com o chip caríssimo e invasivo implantado em seu cérebro? Os personagens são vividos por Cristin Milioti (que, por sinal, participou de “Black Mirror”) e Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), que sustentam um tom de comédia ácida em meio aos cenários futuristas. A criativa série de super-heróis adolescentes “Stargirl” também está de volta, empoderando mais garotas – com a estreia de Jade, a filha do Lanterna Verde – em sua 2ª temporada. E ainda há o cultuado anime “Shaman King”, a antologia romântica “Modern Love” – com o astro de “Game of Thrones” Kit Harington – e duas séries de suspense para completar o Top 10. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Heels | EUA | 1ª Temporada (Starzplay) Vingança Sabor Cereja | EUA | Minissérie (Netflix) Made for Love | EUA | 1ª Temporada (HBO Max) AlRawabi School for Girls | Jordânia | Minissérie (Netflix) Vosso Reino | Argentina | 1ª Temporada (Netflix) Desaparecido para Sempre | França | Minissérie (Netflix) Modern Love | EUA | 2ª Temporada (Amazon) Stargirl | EUA | 2ª Temporada (HBO Max) What If…? | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Shaman King | Japão | 1ª Temporada (Netflix)
“The White Lotus” é renovada para 2ª temporada
O canal pago HBO renovou “The White Lotus” para sua 2ª temporada. Após o sucesso da minissérie original, a criação de Mike White (“Escola do Rock”) vai assumir formato de antologia, trazendo novos personagens e elenco para o segundo ano da produção. No anúncio da renovação, a HBO ainda revelou que a 1ª temporada, que termina no domingo (15/8) com a exibição do sexto episódio, tornou-se a série mais assistida da plataforma HBO Max mundialmente. “Mike mais uma vez apresentou um programa da HBO por excelência, que virou assunto de conversas. Ficamos entusiasmados ao saber onde ele pretendia ir em seguida, depois de encerrar este capítulo épico no Havaí, e mal podemos esperar para continuar a segui-lo aonde quer que ele nos leve”, disse a vice-presidente de programação da HBO, Francesca Orsi. Com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, a trama acompanha um fim de semana num resort paradisíaco para podres de ricos – interpretados por Connie Britton, Jennifer Coolidge, Alexandra Daddario, Steve Zahn, etc – e parece “Parasita” numa ilha. Os dramas de cada uma das famílias, além dos funcionários do hotel, se desenrolam com um tom distinto de humor ácido. A próxima leva de episódios deve mostrar um outro grupo de hóspedes em outra locação, numa unidade diferente da rede fictícia de hotéis que batiza a série. Veja abaixo o trailer original como incentivo para conhecer a série, disponibilizada em streaming na HBO Max.
Laetitia: Diretor de “Morte na Escadaria” investiga novo crime real
A HBO americana divulgou o pôster e o trailer de “Laetitia”, primeira série francesa a ganhar première no Festival de Sundance. Baseada em fatos verídicos, relatados no livro homônimo de Ivan Jablonka, a série é escrita e dirigida por Jean-Xavier de Lestrade, responsável pela série documental “Morte na Escadaria”, que deu origem à febre dos documentários de crimes reais. A trama de suspense acompanha o desaparecimento da personagem-título, uma adolescente de 18 anos interpretada por Sophie Breyer (“Benedetta”), e as repercussões do caso, que assombram sua irmã Jessica, interpretada por Marie Colomb (“Sunshine State of Mind”). Durante a investigação, os detetives liderados por Yannick Choirat (“Ferrugem e Osso”) começam a descobrir detalhes profundamente perturbadores da educação de Laetitia e de sua irmã gêmea. Enquanto buscam descobrir os detalhes por trás de seus últimos dias, o caso se torna altamente polarizador, refletindo sobre o sistema legal da França, a força policial, os serviços sociais e como um único ato de violência pode afetar um país inteiro. “Laetitia” estreia em 30 de agosto nos EUA e deve chegar no Brasil pela HBO Max.
“Patrulha do Destino” enfrenta a Irmandade Negra no trailer da 3ª temporada
A HBO Max divulgou o primeiro trailer da 3ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol). A prévia retoma a ação do final da temporada anterior, interrompida pela pandemia antes do desfecho previsto, mas logo introduz as novas aventuras surreais dos super-heróis mais bizarros da DC Comics, com direito à revelação de vários antagonistas, incluindo o gorila “francês” Monsieur Mallah e o Cérebro (que é literalmente um cérebro sem corpo), vilões clássicos dos quadrinhos. Os dois surgiram juntos nas páginas da “Patrulha do Destino” em 1964, mas vão aparecer com reforços em sua primeira adaptação live-action. É que o Cérebro também lidera a Irmandade Negra, um grupo de supervilões que inclui, entre outros integrantes, a Madame Rouge, vista de relance na prévia num visual muito maquiado de Michelle Gomez (a Madame Satã de “O Mundo Sombrio de Sabrina”). Já o time dos heróis é vivido por April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) como Mulher-Elástica, Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane, Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o Ciborgue, Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) como Niles Caulder, o Chefe, além de Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”) como dubladores e intérpretes das cenas de flashback dos personagens Homem-Robô e Homem Negativo, respectivamente. Elogiadíssima, as duas primeiras temporadas da série têm 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais de quadrinhos na televisão – acima dos 91% de “Loki” e “WandaVision”. Os novos episódios chegam em 23 de setembro em streaming.
Carrie e Mr. Big continuam apaixonados na sequência de “Sex and the City”
Os atores Sarah Jessica Parker e Chris Noth divulgaram fotos da produção de “And Just Like That”, continuação da HBO Max para “Sex and the City”. Cada um deles publicou uma foto do casal Carrie e Mr. Big em suas respectivas páginas do Instagram, que mostram que seus personagens continuam apaixonados, mesmo depois de casados. “Juntos novamente”, escreveu Noth. “Esses dois. Aposto que ficaram fora até tarde da noite”, ponderou Sarah Jessica Parker. A minissérie vai seguir os personagens da atração dos anos 1990 enquanto lidam com a evolução de suas vidas após completarem 50 anos. E para retornar, as protagonistas da série clássica “Sex and the City”, Sarah Jessica Parker (Carrie), Cynthia Nixon (Miranda) e Kristin Davis (Charlotte), vão receber um cachê milionário. A revista americana Variety apurou que cada uma das três protagonistas vai receber mais de US$ 1 milhão por episódio. Criada por Darren Star (hoje à frente de “Emily em Paris”), a série original durou seis temporadas, entre 1998 e 2004 na HBO, e venceu vários prêmios Emmy – incluindo troféus de Melhor Atriz para Parker e Melhor Atriz Coadjuvante para Nixon. Após o final, o elenco ainda se reuniu em dois filmes, em 2008 e 2010. Mas enquanto o primeiro foi um sucesso de público e crítica, o fracasso do segundo implodiu os planos de uma trilogia e fez Kim Catrall (Samantha) jurar nunca mais voltar à franquia, criticando Parker. Das quatro protagonistas da série original, Kim Cattrall é a única que não participará do retorno – e há sites de apostas promovendo lances sobre o destino de Samantha na trama. Além disso, o elenco masculino voltará em peso. Além de Chris Noth, que reprisa seu papel como Mr. Big, a produção também contará com Willie Carson (Stanford), Mario Cantone (Anthony), David Eigenberg (Steve) e Evan Handler (Harry). A principal novidade será a introdução de Sara Ramirez (a Dr. Callie Torres de “Grey’s Anatomy”) como uma personagem não-binária na trama. A atração terá 10 episódios, e Sarah Jessica Parker revelou em seu Instagram que o primeiro vai se chamar “Hello, It’s Me” (veja abaixo), mas ainda não há previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Chris Noth (@chrisnothofficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por SJP (@sarahjessicaparker)
“O Esquadrão Suicida” lidera mas não anima bilheterias dos EUA
“O Esquadrão Suicida” estreou em 1ª lugar nas bilheterias da América do Norte no fim de semana, marcando a primeira liderança de um filme “R-Rated” (para maiores nos EUA) desde o começo da pandemia, em março de 2020. Mas a arrecadação de US$ 26,5 milhões foi menor do que a esperada para um lançamento em 4.002 cinemas e com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho reflete o temor pela variante delta do coronavírus, que tem causado aumento de internações nos EUA, e o lançamento simultâneo na HBO Max. Ao contrário de “Viúva Negra”, que cobrava ingresso digital, “O Esquadrão Suicida” chegou ao streaming de graça para os assinantes americanos da plataforma da WarnerMedia. No mercado internacional, “O Esquadrão Suicida” arrecadou mais US$ 35 milhões de 70 países. Como já tinha sido lançado em alguns territórios na semana passada, seu total global está em US$ 72,2 milhões. Mesmo muito longe de recuperar o investimento de US$ 185 milhões em sua produção – sem contar os elevados custos de P&A (divulgação e marketing) – , o longa dirigido por James Gunn saiu-se melhor que o lançamento anterior da DC Comics, “Mulher-Maravilha 1984”. Disponibilizado no auge da pandemia, “Mulher-Maravilha 1984” fez só US$ 16,7 milhões no fim de semana de Natal, nos EUA e Canadá. E também foi lançado simultaneamente na HBO Max. “A performance deste fim de semana de ‘O Esquadrão Suicida’ mostra mais uma vez a imprevisibilidade de um mercado cinematográfico cujo sucesso aumenta e diminui com base em um conjunto de fatores díspares em constante evolução, incluindo não apenas as métricas usuais, mas também o impacto de uma pandemia preocupante sobre o comportamento do consumidor”, disse Paul Dergarabedian da Comscore. “É claro que o lançamento simultâneo em streaming de qualquer filme tem implicações, mas no ambiente de hoje é muito simplista analisar o desempenho de um filme com base apenas nessa variável, já que há muitas outras.” As notícias sobre a variante delta passaram a ocupar os noticiários dos EUA depois da estreia de “Viúva Negra”, que bateu o recorde de bilheteria da pandemia, com US$ 80 milhões. Mas o que parecia assinalar o reaquecimento do mercado foi rapidamente afetado pelas manchetes de agosto, levando ao fraco desempenho de “Jungle Cruise” na semana passada e à baixa venda de ingressos para a adaptação dos quadrinhos da DC Comics neste fim de semana. Líder no levantamento anterior, “Jungle Cruise” ficou com o 2º lugar neste domingo (8/8), com US$ 15,7 milhões de arrecadação. Ao todo, o filme já faturou US$ 65,3 milhões nos EUA e Canadá e atingiu um total de US$ 121,8 milhões globalmente – sem contar os US$ 30 milhões revelados pela Disney em streaming no fim de semana passado. O terror “Tempo” ficou num distante 3º lugar em seu terceiro fim de semana na América do Norte, com US$ 4,1 milhões, para chegar a US$ 38,5 milhões domésticos e US$ 65,2 milhões mundiais. Em 4º lugar, “Viúva Negra” somou mais US$ 4 milhões. O filme que levou Scarlett Johansson a processar a Disney já faturou US$ 174,4 milhões no mercado norte-americano e US$ 359,8 milhões em todo o mundo – sem contar as sessões pagas da Disney+. O Top 5 se fecha com “Stillwater”, filme estrelado por Matt Damon e ainda inédito no Brasil, com US$ 2,9 milhões e um total de US$ 10 milhões em 10 dias. “Stillwater” tem estreia prevista no Brasil para 2 de setembro.
Séries online: “Cruel Summer”, “Generation” e mais estreias para maratonar
Com várias estreias focadas no universo adolescente, a opção mais maratonável da semana é “Cruel Summer”, uma das melhores atrações desse segmento em 2021 – e já renovada para mais uma temporada. A série transcorre durante verões diferentes – de 1993 a 1995 – em uma pequena cidade do Texas e aborda o desaparecimento misterioso de uma adolescente bonita e popular, ao mesmo tempo em que a garota excluída do colégio se torna a mais popular. O detalhe é que essa recente popularidade dura só dois verões. Em 1995, ela vira a pessoa mais odiada de todo o país. Olivia Holt (A Adaga de “Manto e Adaga”) vive a popular e Chiara Aurelia (“Tell Me Your Secrets”) a excluída, e cada episódio é contado a partir do ponto de vista de uma das duas. As mudanças de perspectivas são o grande diferencial, por testar a formação de opinião dos espectadores, conforme mais informações são reveladas. Na mesma linha de mistério teen, a Netflix disponibiliza a 2ª temporada da mexicana “Control Z”, que segue a cartilha de “Pretty Little Liars”. Para os maiores de 16 anos, “Generation” oferece um retrato mais realista que “Gossip Girl” sobre as obsessões sexuais da nova geração, embora vá ao extremo de transformar heterossexuais em minoria. Há closes explícitos de nudes, a palavra “cringe” é dita logo nos primeiros capítulos e Justice Smith (de “Pokémon: Detetive Pikachu) lidera o elenco, mas o que mais chama atenção é a normalização dos atentados contra escolas, que tem até protocolo conhecido entre os estudantes americanos. Ex-adolescentes também são lembrados com o lançamento nostálgico do revival de “iCarly”, agora como sitcom para jovens adultos. Entre as demais opções, a mais curiosa é “Wellington Paranormal”, série neozelandesa de Taika Waititi (diretor de “Thor: Ragnarok”) derivada da comédia premiada “O que Fazemos nas Sombras” (What We Do in the Shadows). Diferente da atração americana também baseada no filme (e que tem o título do longa-metragem), a trama não é centrada em vampiros, mas em dois coadjuvantes da comédia original, os policiais Karen (vivida por Karen O’Leary) e Mike (Mike Minogue), que tentam manter os humanos a salvo de todos as atividades sobrenaturais que ocorrem na capital da Nova Zelândia. Já a maior maratona fica por conta da canadense “O Peso da Verdade” (Burden of Truth), que chega com suas quatro temporadas completas. Criada por Bradley Simpson (roteirista de “Rookie Blue”), traz Kristin Kreuk (a eterna Lana Lang de “Smallville”) como uma advogada corporativa que retorna à sua cidade natal para representar uma grande empresa em um caso contra adolescentes que ficaram doentes. Ela despacha seu caso de forma rápida e eficiente, esmagando as meninas e o advogado delas – seu ex-colega de escola Billy Crawford (Peter Mooney, de “Rookie Blue”). Mas, depois da vitória, descobre que as meninas estão mais doentes do que pensava e que havia algo sério por trás daquele caso. Assim, de forma relutante, redescobre sua paixão pelo Direito, muda de lado e passa a atuar em casos com poucas probabilidades de vitória. Confira abaixo os trailers destas e outras opções selecionadas entre as 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Cruel Summer | EUA | 1ª Temporada (Amazon Prime Video) Generation | EUA | 1ª Temporada (HBO Max) iCarly | EUA | 1ª Temporada (Paramount+) Mr. Corman | EUA | 1ª Temporada (Apple TV+) Hit & Run | Israel, EUA | 1ª Temporada (Netflix) Control Z | México | 2ª Temporada (Netflix) Charmed | EUA | 3ª Temporada (Globoplay) Krypton | EUA | 1ª e 2ª Temporadas (HBO Max) Wellington Paranormal | Nova Zelândia | 1ª à 3ª Temporada (HBO Max) O Peso da Verdade | Canadá | 1ª à 4ª Temporada (Globoplay)
John Cena vai de Pacificador à première de “O Esquadrão Suicida”
O ator John Cena deixou de lado a formalidade dos trajes de gala na première oficial de “O Esquadrão Suicida”, que aconteceu na noite de segunda-feira (2/8) em Los Angeles. Em fotos e vídeo compartilhados em suas redes sociais, ele mostrou que desfilou no tapete vermelho trajando o uniforme de seu personagem, o Pacificador. Cena e o uniforme têm sido inseparáveis. Desde o início do ano, ele vem divulgando o filme sem tirar o traje, incluindo durante entrevistas com a imprensa. O diretor do filme, James Gunn, chegou a se assumir impressionado em seu Twitter. “O fato de que John Cena está fazendo todas as entrevistas em sua fantasia de Pacificador está me deixando louco de rir. Juro que não estou pedindo pra ele fazer isso!”, escreveu Gunn em março passado. Além de estrelar “O Esquadrão Suicida”, Cena vai viver o Pacificador em uma série (também dirigida por Gunn) na plataforma HBO Max. Em entrevista ao talk show de Jimmy Kimmel em julho, Gunn brincou que a série só deve ter uma temporada, porque Cena roubou todos trajes confeccionados para a produção. “Ele estourou o orçamento”. Embora a atração ainda não tenha previsão de estreia, o filme chega nos cinemas brasileiros já nesta quinta-feira (5/8). We are here!We are making peace! 🔫🕊It’s #TheSuicideSquad premiere!@SuicideSquadWB pic.twitter.com/ofYBTJNveW — John Cena (@JohnCena) August 3, 2021 John Cena, in costume as Peacemaker, talks about getting cast in James Gunn's superhero movie: "He casts very well. I probably wasn't his first name on the list, but I was on the list. One meeting allowed us to share some common ground." https://t.co/5e63TZotMw pic.twitter.com/1iYIyaCaCd — Variety (@Variety) August 3, 2021 Surprising audiences at screenings around the US and attending last night’s #TheSuicideSquad premiere was amazing! Now the countdown is on! Time to make some F*CKIN’ Peace! 🔫🕊@SuicideSquadWB is in theaters FRIDAY!!! pic.twitter.com/aK0TlX76Fq — John Cena (@JohnCena) August 3, 2021 The fact that @JohnCena is doing every interview he does in his #Peacemaker costume is cracking me up. I swear I’m not asking him to do this! 😂 https://t.co/RLzjWoydqz — James Gunn (@JamesGunn) March 30, 2021
Séries online: A geração de “The O.C.” encontra “Outer Banks” nas maratonas da semana
As maratonas da semana permitem uma comparação curiosa entre duas gerações de juventude caiçara americana, os privilegiados de “The O.C.” e os pobretões de “Outer Banks”. Os primeiros são os herdeiros que moram nas mansões da praia de North Beach, Califórnia (“here we come”), enquanto os outros trabalham para os boas-vidas de uma ilha da Carolina do Norte. Ricos ou pobres, todos parecem modelos, mas enquanto o sol ilumina diferentes tons de peles em “Outer Banks”, “The O.C.” permite vislumbrar o verdadeiro apartheid que existia na TV americana até recentemente, sem espaço para talentos negros ou latinos – até seu menino pobre (“o estranho no paraíso” do subtítulo nacional) era loiro. A TV passou por uma revolução desde que Josh Schwartz transformou o elenco de “The O.C.” (Misha Barton, Ben McKenzie, Adam Brody, Rachel Bilson e até Olivia Wilde!) em celebridades. O próprio Schwartz evoluiu, criando a seguir “Gossip Girl” e um império televiso – Fake Empire, como batizou sua empresa de produção – , pelo qual lançou mais recentemente “Nancy Drew” e o reboot de “Gossip Girl”, ambas com elencos integrados. Enquanto isso, “Outer Banks” vem se transformando no “The O.C.” da era do streaming, com cada integrante de seu elenco de biquíni e calção de banho conquistando seu próprio fã-clube dedicado. A lista também tem despedidas: temporadas finais de “iZombie”, “Blindspot” e, até nova revisão, “The Manifest” – interrompida sem desfecho na TV americana, a série pode voltar após se tornar um fenômeno em streaming. Entre as dicas, destacam-se ainda duas séries documentais interessantíssimas: sobre John DeLorean, criador do carro eternizado em “De Volta para o Futuro”, e uma atração musical em que Mark Ronson explora a tecnologia responsável pela sonoridade de hits dos Beatles aos Beastie Boys, com conversas com artistas que marcaram a história do pop/rock/hip-hop anglo-americano. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. The O.C. | EUA | 1ª a 4ª Temporada (Globoplay) Outer Banks | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Como Vender Drogas Online (Rápido) | Alemanha | 3ª Temporada (Netflix) Starstruck | Reino Unido | 1ª Temporada (HBO Max) The Manifest | EUA | 3ª Temporada (Globoplay) iZombie | EUA | 5ª Temporada (Globoplay) Blindspot | EUA | 5ª Temporada (Betflix) Transformers: War for Cybertron | EUA | 3ª Temporada (Netflix) Watch the Sound with Mark Ronson | EUA | 1ª Temporada (Apple TV+) Mito e Magnata: John DeLorean | EUA | Minissérie (Netflix)












