Leslie Phillips, ator de “Harry Potter”, morre aos 98 anos
O ator britânico Leslie Phillips, que as gerações mais novas conhecem como a voz ao Chapéu Seletor da saga “Harry Potter”, faleceu aos 98 anos. De acordo com o seu agente, ele lutava contra uma doença não especificada e faleceu pacificamente enquanto dormia na noite de segunda-feira (7/11). Phillips começou a atuar na década de 1930 e teve uma carreira prolífica nos palcos e nas telas, aparecendo em várias das comédias britânicas “Carry On” – a maior franquia britânica com mais de 31 filmes. Ele também participou de alguns clássicos hollywoodianos, como o musical “Les Girls” (1957), de George Cukor, “Entre Dois Amores” (1985), de Sydney Pollack, “Império do Sol” (1987), de Steven Spielberg, e “As Montanhas da Lua” (1990), de Bob Rafelson, além do filme de ação “Lara Croft: Tomb Raider” (2001), estrelado por Angelina Jolie. O principal papel de sua carreira foi em “Vênus” (2006), de Hanif Kurieshi, pelo qual foi indicado ao BAFTA (o Oscar britânico). Na trama, Phillips integrava um grupo de atores envelhecidos, ao lado de Peter O’Toole e Richard Griffiths, que vivem de reminiscências, até que a jovem sobrinha do personagem de O’Toole sacode suas existências. Seus últimos trabalhos incluem os filmes “Late Bloomers – O Amor não tem Fim”, de Julie Gavras, e “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”, de David Yates, ambos em 2011. E completou a produção britânica de mistério “Darkheart Manor” antes de falecer.
Daniel Radcliffe reforça crítica à transfobia da criadora de “Harry Potter”
O ator Daniel Radcliffe, estrela da franquia “Harry Potter”, reforçou sua necessidade de se manifestar contra as declarações polêmicas da autora J.K. Rowling a respeito das pessoas transgênero. Durante o auge dos ataques da criadora de Harry Potter contra transexuais, Radcliffe publicou uma carta aberta na qual declarou que “mulheres transgênero são mulheres”. “A razão pela qual eu senti muito, muito mesmo, que eu precisava dizer alguma coisa quando o fiz foi porque, particularmente desde que terminei ‘Potter’, eu conheci muitas crianças e jovens queer e trans que tinham uma enorme identificação com os filmes”, disse Radcliffe, em entrevista ao site IndieWire. “E então, vendo-as machucadas naquele dia, eu queria que elas soubessem que nem todos na franquia se sentiam assim. E isso foi muito importante.” A carta aberta de Radcliffe foi publicada no site The Trevor Project, mantido por uma organização sem fins lucrativos que se concentra nos esforços de prevenção de suicídio na comunidade LGBTQIAP+. “Foi muito importante porque trabalhei com o Trevor Project por mais de 10 anos, então acho que não conseguiria me olhar no espelho se não tivesse dito nada”, acrescentou Radcliffe. A polêmica envolvendo Rowling explodiu em junho de 2020, quando ela postou uma série de comentários no Twitter nos quais argumentou que discutir a identidade de gênero era uma forma de negar o sexo biológico. “Se o sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo”, escreveu ela na época. “Se o sexo não é real, a realidade vivida pelas mulheres globalmente é apagada. Conheço e amo pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo remove a capacidade de muitos discutirem significativamente suas vidas.” Desde então, a autora tem se envolvido em diferentes polêmicas relacionadas às pessoas transgênero. E foi isso que levou Radcliffe a se posicionar. “Mulheres trans são mulheres”, escreveu ele em sua carta aberta. “Qualquer declaração em contrário apaga a identidade e a dignidade das pessoas transgênero e vai contra todos os conselhos dados por associações profissionais de saúde que têm muito mais experiência neste assunto do que Jo ou eu.” Radcliffe ainda acrescentou que, “para todas as pessoas que agora sentem que sua experiência com os livros [de ‘Harry Potter’] foi manchada ou diminuída, lamento profundamente a dor que esses comentários causaram em vocês. Eu realmente espero que não percam inteiramente o que era valioso nessas histórias para vocês”. Daniel Radcliffe não foi o único ator de “Harry Potter” a se manifestar contra Rowling. Vários outros membros do elenco também fizeram declarações similares. Mais recentemente, o ator Tom Felton, que interpretou Draco Malfoy nos filmes, procurou distanciar a franquia cinematográfica da figura de Rowling. “Sou pró-escolha, pró-discussão, pró-direitos humanos em geral e pró-amor. E qualquer coisa que não seja essas coisas, eu realmente não tenho tempo para isso”, disse Felton ao jornal The Independent. “É também um lembrete de que, por mais que Jo seja a fundadora dessas histórias, ela não fez parte do processo de filmagem tanto quanto algumas pessoas podem pensar. Acho que só me lembro de vê-la uma ou duas vezes no set.” Daniel Radcliffe será visto em breve na comédia “Weird: The Al Yankovic Story”, que estreia em 3 de novembro no serviço de streaming Roku Channel.
Astro de “Harry Potter” revela ter sido internado três vezes por alcoolismo
O ator Tom Felton, intérprete de Draco Malfoy em “Harry Potter”, revelou que foi internado três vezes em clínicas de reabilitação para tratar seus problemas com bebidas alcoólicas. Ele compartilhou sua luta contra o vício de álcool em sua autobiografia, “Além da Magia: O Encanto e o Caos de Crescer como um Bruxo”, que foi lançado nesta quarta (19/10) no Brasil pela Buzz Editora. No livro, ele conta que, quando tinha 20 e poucos anos, via o álcool como fuga e vivia em bares. “Passei a tomar regularmente algumas cervejas por dia antes mesmo de o sol se pôr, e uma dose de uísque para acompanhar cada um deles. O álcool, porém, não era o problema. Era o sintoma. O problema era mais profundo”, escreveu o ator. Com o estado do astro, seu agente, sua namorada e seu empresário decidiram interná-lo em uma clínica de reabilitação. Ele fugiu da primeira em 24 horas e foi expulso da segunda. Já na terceira tentativa, Tom Felton tomou a difícil decisão de se cuidar e passar por toda a reabilitação. Hoje, aos 35, o famoso não sente dificuldade em admitir quando não está bem ou que sua saúde mental está fragilizada. O ator acredita que isso não é motivo para vergonha, nem é um sinal de fraqueza. Em entrevista ao jornal USA Today para promover o lançamento, Felton disse que vinha mantendo essa parte de sua vida em segredo. Mas foi convencido por Emma Watson, sua colega na franquia juvenil, a se abrir sobre o vício em seu livro. “Ela foi uma grande influência para dizer: ‘Não, coloque tudo lá fora. Confie em si mesmo. As pessoas realmente se conectarão com isso'”, afirmou.
Robbie Coltrane, o Hagrid da saga “Harry Potter”, sofria com dores há 10 anos
O ator Robbie Coltrane, que morreu nesta sexta (14/10) aos 72 anos, sofreu com dores constantes nos últimos dez anos de sua vida. O intérprete de Hagrid na saga “Harry Potter” sofria com osteoartrite, doença que degenera as articulações. “Eu sentia dores 24 horas por dia quando fazia [a minissérie de 2016] ‘National Treasure’ e [o filme de 2012] ‘Grandes Esperanças'”, revelou o ator em entrevista ao DailyExpress em 2020. “Não desejo essa dor nem para o meu pior inimigo”, completou o ator, que passou os últimos anos em uma cadeira de rodas. Entretanto, ele acreditou que estava melhorando. Em 2020, submeteu=se a uma cirurgia para substituição da articulação dos joelhos e disse: “Posso dormir novamente”. Os problemas de saúde do artista também o impediram de participar de eventos. Ele cancelou, em julho deste ano, sua presença na Comic Con de Londres. “Ele lamenta muito desapontar seus fãs e apoiadores e espera muito aparecer em outro evento da Showmasters quando sua saúde permitir”, escreveram os organizadores do evento na época. Apesar de todas as dificuldades, Coltrane conseguiu participar do especial de 20 anos de “Harry Potter”, lançado pela HBO Max em 2022. Bastante emocionado e com aparência cansada, ele fez uma previsão ao comentar sobre o futuro próximo. “Infelizmente, eu não estarei aqui, mas Hagrid, sim”, disse.
Hagrid, Snape, Dumbledore. Lembre quais atores de “Harry Potter” já morreram
Nessa sexta (14/10) os fãs de “Harry Potter” se despediram de um dos intérpretes mais queridos da franquia: Robbie Coltrane, que deu vida ao personagem Hagrid em todos os filmes do bruxinho, morto aos 72 anos. Embora a produção da Warner seja mais lembrada por seu elenco mirim, a maior parte do elenco era composta por atores veteranos e Coltrane é apenas a mais recente perda dentre eles. De fato, alguns dos principais nomes da franquia, encerrada nos cinemas há 11 anos, já não estão mais vivos. Lembre abaixo os grandes protagonistas e os coadjuvantes que deixaram suas lembranças eternizadas nos oito filmes de Harry Potter. | RICHARD HARRIS | Embora o ator Michael Gambon tenha interpretado o personagem de Alvo Dumbledore por mais tempo, foi Richard Harris deu vida ao famoso bruxo pela primeira vez. Ele também foi o primeiro integrante do elenco central a falecer, enquanto a franquia ainda estava em andamento. Harris interpretou o diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts nos dois primeiros filmes da franquia, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001) e “Harry Potter e a Câmara Secreta” (2002). Ele se afastou após ter sido diagnosticado com câncer linfático e veio a morrer em outubro de 2002, aos 72 anos. | ALAN RICKMAN | Alan Rickman interpretou Severus Snape com toda a ambiguidade que o personagem merecia e necessitava ao longo dos oito filmes. Ao longo de sua trajetória, Rickman introduziu Snape como uma presença ameaçadora, um professor linha dura e até vilão, para, de forma surpreendente, revelá-lo em seu sacrifício final como o verdadeiro herói secreto da história. Rickman morreu de câncer em janeiro de 2016, aos 69 anos. Recentemente foi divulgado que o seu diário de memórias será publicado no formato de um livro. No diário, Rickman fala que quase abandonou a franquia “Harry Potter”, mas eventualmente aprendeu a gostar do seu trabalho nos filmes. | ROBBIE COLTRANE | Morto nessa sexta (14/10), aos 72 anos, Robbie Coltrane interpretou Hagrid ao longo de todos os oito filmes da franquia, além de ter emprestado a voz para o personagem em alguns curtas-metragens. Com sua inocência e seu jeito desengonçado, Hagrid é um meio-gigante que trabalha como guarda-caça da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e que foi um dos principais aliados do personagem-título na sua batalha contra Voldemort. Robbie Coltrane já estava doente há dois anos, mas ele ainda participou do reencontro de “Harry Potter”, produzido pelo serviço de streaming HBO Max. Sua fala, ao final do especial, foi premonitória. “O legado dos filmes é que a geração dos meus filhos vai mostrá-los para os seus filhos. Então você poderá estar assistindo aos filmes daqui a 50 anos, facilmente”, disse ele. “Eu não vou estar por aqui, infelizmente. Mas Hagrid vai estar, sim”, completou. | RICHARD GRIFFITHS | Richard Griffiths interpretou Valter Dursley, o tio de Harry Potter que reprovava o uso de magia e transformava a vida do protagonista num inferno, ao mesmo tempo em que mimava demais o seu filho Duda. Normalmente, ele era visto no início dos filmes, quando Harry Potter ainda estava morando na casa dos Dursley, antes de partir para mais um ano letivo em Hogwarts. Griffiths viveu o personagem de maneira propositalmente caricata, e nos seus momentos de raiva ficava tão vermelho que parecia que ia explodir. O ator morreu em março de 2013, devido a complicações de uma cirurgia coronária. | JOHN HURT | O premiado John Hurt apareceu pouco na franquia “Harry Potter”, mas sua participação foi essencial. No papel de Garrick Olivaras, foi ele quem vendeu a primeira varinha para o jovem bruxo, em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001). Depois disso, ficou ausente da franquia até o final, voltando a ser visto rapidamente nos filmes “Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte 1” (2010) e “Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte 2” (2011). John Hurt morreu em janeiro de 2017, aos 77 anos, de câncer no pâncreas. | VERNE TROYER | Os fãs de comédia devem se lembrar de Verne Troyer como o intérprete do vilão Mini-Me nos filmes de “Austin Powers” de 1999 e 2002. Entretanto, Troyer também participou de “Harry Potter”. Sob uma pesada maquiagem, ele interpretou o duende Grampo, funcionário do banco Gringotes, no filme “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001). O ator, que era conhecido como um dos homens mais baixos do mundo (medindo 81 centímetros), cometeu suicídio em abril de 2018, aos 49 anos. | HELEN MCCRORY | Conhecida por interpretar a personagem Narcisa Malfoy, a mãe de Draco Molfoy, em alguns filmes da franquia, McCrory quase viveu a vilã Belatriz Lestrange, mas renunciou o papel depois de descobrir que estava grávida. Assim, ela só pôde estrear na franquia após o nascimento de seu segundo filho, em “Harry Potter e O Enigma do Príncipe” (2009). Ela também apareceu em “Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte 1” (2010) e “Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte 2” (2011), e também ficou conhecida por viver a tia Polly de “Peaky Blinders”. McCrory morreu em abril de 2021, aos 52 anos, vítima de câncer. | ROGER LLOYD-PACK | Roger Lloyd-Pack interpretou o Ministro da Magia Bartô Crouch no filme “Harry Potter e o Cálice de Fogo” (2005). Embora sua participação na franquia tenha sido pequena, ela foi essencial. Numa cena emocionante de flashback, Crouch manda prender o próprio filho ao descobrir que ele se aliou com as forças das trevas. O ator morreu de câncer de pâncreas em janeiro de 2014, aos 69 anos. | DAVE LEGENO | Você talvez não reconheça o nome de Dave Legeno, mas certamente vai se lembrar de seu papel na franquia, o lobisomem Fenrir Greyback, que chamava atenção por seu visual sombrio. Ele apareceu nos três últimos filmes da saga, além de ter emprestado sua voz para os games baseados nos filmes. Legeno morreu em julho de 2014, aos 50 anos. Seu corpo foi encontrado numa região conhecida como Vale da Morte, no deserto do Mojave, na Califórnia. É possível que a causa da morte tenha sido insolação e desidatração. | ROBERT KNOX | Robert Knox interpretou o personagem Marcus Belby, um aluno da casa Corvinal, no filme “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” (2009). Ele foi morto antes mesmo do lançamento do filme, em 2008, aos 18 anos, por um sujeito que apareceu na porta de um bar portando duas facas e ameaçou as pessoas que bebiam na calçada. Belby morreu de forma trágica, enquanto tentava defender seu irmão mais novo.
Robbie Coltrane, o Hagrid de “Harry Potter”, morre aos 72 anos
O ator Robbie Coltrane, conhecido pelas novas gerações por interpretar o personagem Hagrid na franquia “Harry Potter”, morreu nesta sexta (14/10), aos 72 anos. Além do seu papel na franquia baseada nos livros de JK Rowling, Coltrane também fez participações em dois filmes de James Bond e no terror “Do Inferno” (2001), estrelado por Johnny Depp. Robbie Coltrane era o nome artístico de Anthony Robert McMillan, nascido em 30 de março de 1950, em Glasgow, na Escócia. Filho de um médico e uma professora, ele se formou na escola de arte de Glasgow, e continuou a estudar arte na Moray House College of Education, em Edimburgo. Sua estreia nas telas aconteceu em 1979, quando participou de um episódio do teleatro “Play for Today”. No ano seguinte, apareceu pela primeira vez no cinema com figurante da sci-fi dramática “A Morte ao Vivo”, clássico visionário de Bertrand Tavernier. Seguiram-se várias outras participações pequenas em filmes de sucesso ou cultuados, como “Flash Gordon” (1980), “Krull” (1983), “Férias Frustradas II” (1985) e “Henrique V” (1989), além de vários programas humorísticos, como “A Kick Up the Eighties” (1984), “Alfresco” (1984) e “Tutti Frutti” (1987). Mas foi só nos anos 1990 que ele conseguiu virar protagonista. Isto aconteceu na série “Cracker”, seu primeiro grande papel, onde Coltrane deu vida ao Dr Edward “Fitz” Fitzgerald, um psicólogo criminal antissocial e desagradável, mas com um dom único para resolver crimes. O papel rendeu a Coltrane o prêmio BAFTA. “Cracker” durou três temporadas, exibidas entre 1993 e 1995 no canal britânico ITV, e depois disso o ator foi direto enfrentar James Bond. Em 1995, Coltrane interpretou Valentin Zukovsky em “007 Contra GoldenEye” (1995), que marcou a estreia de Pierce Brosnan no papel do espião britânico. O personagem fez tanto sucesso que se tornou um dos poucos vilões a aparecer em mais de um filme de Bond, voltando em “007 – O Mundo Não é o Bastante” (1999). Sua carreira tomou outro rumo com a chegada do novo século. Em 2001, ele teve papel de destaque em “Do Inferno”, adaptação de uma famosa história em quadrinhos de Alan Moore sobre os assassinatos de Jack, o Estripador. E, claro, estrelou o filme que definiria sua carreira: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Em “Harry Potter”, Coltrane interpretou Hagrid, um meio-gigante que trabalha como guarda-caça da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e que foi um dos principais aliados do personagem-título na sua batalha contra Voldemort. Com sua inocência e seu jeito desengonçado, Hagrid conquistou uma geração inteira de fãs. Ele apareceu em todos os oito filmes da franquia, além de ter emprestado a voz para o personagem em alguns curtas-metragens. Embora a franquia “Harry Potter” lhe tenha mantido ocupado, Coltrane ainda encontrou tempo para participar de filmes como “Van Helsing – O Caçador de Monstros” (2004), no qual interpretou o monstro Mr. Hyde, “Alex Rider Contra o Tempo” (2006), no papel de Primeiro-Ministro, e na adaptação do clássico “Grandes Esperanças” (2012) em que dividiu a tela com alguns dos seus colegas de “Harry Potter”, como Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter. Seus últimos créditos foram nas séries “National Treasure” (2016) e “Urban Myths” (2020), na qual interpretou o cineasta Orson Welles (diretor de “Cidadão Kane”). Robbie Coltrane já estava doente há dois anos, mas ele ainda participou do reencontro de “Harry Potter”, produzido pelo serviço de streaming HBO Max. Sua fala, ao final do especial, foi premonitória. “O legado dos filmes é que a geração dos meus filhos vai mostrá-los para os seus filhos. Então você poderá estar assistindo aos filmes daqui a 50 anos, facilmente”, disse ele. “Eu não vou estar por aqui, infelizmente. Mas Hagrid vai estar, sim”, completou. Daniel Radcliffe homenageou o colega ao lembrá-lo como “uma das pessoas mais engraçadas que conheci”. “Ele costumava nos manter rindo o tempo inteiro quando éramos crianças no set”, disse o intérprete de Harry Potter num comunicado. “Tenho lembranças especialmente boas dele mantendo nosso ânimo em ‘Prisioneiro de Azkaban’, quando ficamos todos escondidos de uma chuva torrencial por horas na cabana de Hagrid e ele contava histórias e piadas para manter o moral alto. Eu me sinto incrivelmente sortudo por ter conhecido e trabalhado com ele e muito triste por ele ter falecido. Ele era um ator incrível e um homem adorável”.
Diários revelam que Alan Rickman quase desistiu de “Harry Potter”
O ator Alan Rickman, imortalizado pela sua icônica atuação como Severo Snape nos filmes de “Harry Potter”, quase desistiu do papel quando a franquia ainda estava no início. A revelação foi feita por meio da divulgação de diversas postagens do diário pessoal do ator, publicadas pelo jornal The Guardian. Rickman, que morreu em 2016, fez diversas anotações no seu diário sobre como se dedicou ao papel de Snape, mas também como não gostava da ideia de ficar preso a uma franquia por tanto tempo. Além disso, suas opiniões sobre alguns dos filmes não eram das melhores. Em 2001, depois de estreia de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, ele escreveu que o “filme só deve ser visto em uma tela grande. Ele adquire uma escala e profundidade que combinam com a horrenda trilha sonora de John Williams. A festa depois no Savoy foi muito mais divertida.” No ano seguinte, logo após o lançamento de “Harry Potter e a Câmara Secreta” (2002), o ator escreveu que tinha tido uma reunião com seu empresário. “Reiterando, chega de Harry Potter. Eles nem querem ouvir sobre isso”, escreveu ele. Apesar das suas reservas, Rickman continuou a interpretar o papel. E quando foi diagnosticado com câncer de próstata, ele decidiu levar o personagem até o fim. “Finalmente, sim para o Harry Potter 5”, escreveu ele. “A sensação não é nem para cima nem para baixo. O argumento que vence é aquele que diz: ‘Vá até o fim. É a sua história.’” A reação dos fãs ajudaram Rickman a mudar de opinião. Ele disse que se sentiu como um Beatle durante a première de “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (2004). E na estreia do último filme da franquia, “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2” (2011), o ator escreveu um relato sobre a reação animada do público (e sobre a sua própria opinião sobre o filme). “Para a praça Trafalgar – que leva uma hora. Uma vez lá, tapetes vermelhos em todos os lugares. Uma tela, uma plataforma, um entrevistador e milhares gritando e cantando, ‘Snape, Snape, Severo Snape…’ O tapete serpenteia até a praça Leicester para o filme às 20h. Achei [o filme] inquietante de assistir – ele tem que mudar de andamento no meio do caminho para contar a história de Snape e a câmera perde a concentração. O público, no entanto, muito feliz”, descreveu ele. O ator também afirmou que ficou feliz com o fim da história do seu personagem. “Snape morre heroicamente e Potter o descreve para seus filhos como um dos homens mais corajosos que ele já conheceu e chama seu filho de Alvo Severo”, contou Rickman, pouco depois do lançamento do último livro escrito por J.K. Rowling. As anotações dos diários de Alan Rickman serão compiladas e publicadas no formato de um livro, intitulado “Madly, Deeply: The Diaries of Alan Rickman”, cujo lançamento está agendado para 18 de outubro.
J.K. Rowling cria nova polêmica com livro que busca culpar canceladores por assassinato
A escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, criou nova polêmica nas livrarias. Seu segundo livro consecutivo a mirar ativistas transexuais, “The Ink Black Heart”, gira em torno do assassinato de uma artista cancelada por transfobia. Lançado na terça (30/8) nos EUA, a obra é um novo livro de mistério do personagem Cormoran Strike, que Rowling escreve sob o pseudônimo Robert Galbraith. Na trama, Strike investiga a morte de Edie Ledwell, uma criadora de um cartoon popular que é chamada de racista, transfóbica e capacitista nas redes sociais após fazer uma piada sobre uma minhoca intersexo. Ela recebe ameaças e vai à polícia, que nega ajuda. Depois, é encontrada morta. Embora seja evidente a relação entre as críticas sofridas pela personagem e o que acontece com a própria escritora, desde que começou a militar contra transexuais em 2019, Rowling diz que qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Numa entrevista ao programa do jornalista Graham Norton, ela jurou que escreveu “The Ink Black Heart” antes de ser acusada de transfobia. “Eu escrevi o livro antes de certas coisas acontecerem comigo na internet. Eu disse ao meu marido: ‘Eu acho que todo mundo vai ver isso como uma resposta ao que aconteceu comigo’, mas genuinamente não é”, disse a autora. Na entrevista, J.K. Rowling afirma que teve a ideia para a história cerca de três anos atrás – o que coincide exatamente com a data de quando ela começou a defender pontos de vistas transfóbicos e ser execrada por ex-fãs e até integrantes dos filmes de “Harry Potter”. Em sua crítica, a revista Rolling Stone afirmou que Rowling “tem um objetivo claro em focar nos ‘guerreiros da justiça social’ e sugere que Ledwell foi vítima de uma campanha de ódio magistralmente tramada e politicamente alimentada contra ela”. “The Ink Black Heart” é o sexto volume na série de romances policiais de J.K. Rowling e deve ser lançado no Brasil até o fim do ano pela editora Rocco. No quinto livro, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), a escritora já tinha dado vazão a seus devaneios contra transexuais, criando um assassino em série — um homem cis — que vestia roupas femininas para matar mulheres. Antes de lançar este livro, ela se declarou preocupada com a chance de transexuais abusarem sexualmente de mulheres cisgênero em banheiros. De acordo com a avaliação de Jake Kerridge, crítico do jornal britânico The Telegaph, o livro reforçava essa mensagem com a seguinte moral da história: “nunca confie em um homem de vestido”. Rowling assina essa coleção de livros de crimes como Robert Galbraith, que era o nome de um psiquiatra norte-americano famoso por experimentar, na década de 1950, a terapia de conversão sexual. O verdadeiro Galbraith chegou a afirmar ter convertido com sucesso um paciente homossexual.
J.K. Rowling diz porque não foi à reunião de “Harry Potter” na HBO Max: “Não quis”
A ausência de J.K. Rowling, escritora que criou Harry Potter, do especial de reencontro dos filmes da franquia chamou muita atenção quando “Harry Potter: De Volta a Hogwarts” foi exibido em janeiro passado na HBO Max. Não faltaram especulações sobre o motivo, com muitos lembrando que Rowling se desentendeu com os principais intérpretes da saga e foi rejeitada até por comunidades de fãs de “Harry Potter” por suas opiniões transfóbicas, disfarçadas de feminismo, nas redes sociais. De forma pública, o trio de atores centrais da franquia, Daniel Radcliffe, Emily Watson e Rupert Grint renegaram falas da criadora de seus personagens, colocando-se ao lado das pessoas transexuais. Sem querer aprofundar a polêmica, Rowling contou que não houve restrição à seu nome por parte da Warner Bros., apesar do clima que o encontro com os atores pudesse criar. Mas ela pesou os prós e contras e decidiu, por conta própria, não participar. “Eu fui convidada e decidi que não queria fazer aquilo”, disse. “Eu pensei que se tratava, verdadeiramente, de um evento mais sobre os filmes do que sobre os livros. Era sobre isso aquele aniversário”, contou a escritora, numa participação na Virgin Radio, da Inglaterra, neste fim de semana. Ela ainda acrescentou: “Ninguém me disse para não [ir]… Me pediram para participar e decidi não ir”. Foi a primeira vez que a escritora falou abertamente sobre sua ausência. Na época em que o programa foi divulgado, fontes ligadas à autora falaram à revista Entertainment Weekly que ela considerava o uso de suas falas de arquivo como suficientes e “adequadas para o programa”. Na atração, ela aparece apenas em gravações feitas na época do lançamento dos filmes. Durante a entrevista de rádio, Rowling também foi perguntada sobre sua relação com o elenco de Harry Potter. Ela também saiu pela tangente, afirmando que mantém contato com alguns. “Eu tenho uma relação com eles. Com alguns é mais próxima do que com outros. É sempre assim, você conhece alguns melhor do que outros”, afirmou.
“Animais Fantásticos 3” escondeu sexualidade de Dumbledore em estreia na China
A exibição de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” na China cortou todas as referências à homossexualidade de Dumbledore (Jude Law), incluindo um diálogo do filme. A diferença entre as edições foi revelada por um jornal australiano. A solicitação dos cortes foi feita pelo governo chinês e acatado pela Warner. Em comunicado enviado à imprensa dos EUA, o estúdio justificou a atitude explicando que, mesmo com a edição, história e “espírito” de “Os Segredos de Dumbledore” permaneceriam os mesmos. Só que não. A relação entre Dumbledore era muito mais que amizade com o vilão Grindelwald (Mads Mikkelsen) e o conflito se dá também no coração do futuro mentor de Harry Potter. Em “Animais Fantásticos 3”, Dumbledore assume para Grindelwald que “estava apaixonado por você” e relembra o passado dos dois como “o verão no qual Gerardo e eu nos apaixonamos”, ao comentar sua relação com o vilão para Newt (Eddie Redmayne) e seus aliados. Na prática, a Warner devolveu Dumbledore para o armário, lembrando a época muito antiga em que alguns galãs de Hollywood recebiam a recomendação de esconder do público e da mídia que eram gays. “Como estúdio, estamos comprometidos em proteger a integridade de todos os filmes que lançamos, e isso se estende a circunstâncias que exigem cortes sutis para responder com sensibilidade a uma variedade de fatores do mercado. Nossa esperança é lançar nossos filmes em todo o mundo conforme idealizado por seus criadores, mas historicamente enfrentamos pequenas edições feitas em mercados locais”, explicou o comunicado da Warner. “No caso de ‘Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore’, um corte de seis segundos foi solicitado, e a Warner Bros. aceitou essas mudanças para cumprir os requisitos locais, mas o espírito do filme permanece intacto. Queremos que o público em todo o mundo veja e aproveite esse filme, e é importante para nós que o público chinês tenha a oportunidade de experimentá-lo também, mesmo com essas pequenas edições”, completa o texto. “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” estreou na China na última sexta (8/4), onde rendeu cerca de US$ 10 milhões em seu primeiro fim de semana. O valor representa um declínio notável em relação aos antecessores da franquia no país, mas reflete o fechamento de metade do parque exibidor do país devido a uma nova onda de covid-19. Em comparação, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” de 2016 abriu com US$ 40 milhões e “Os Crimes de Grindelwald” estreou com US$ 36 milhões na China. No Brasil, o terceiro longa da franquia spin-off de Harry Potter estreia nos cinemas nesta quinta-feira (14/4).
“Animais Fantásticos 3” estreia com US$ 58 milhões em todo o mundo
“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” estreou no mercado internacional com US$ 58 milhões em seu primeiro fim de semana de exibição em 22 países. A produção da Warner Bros., que chega na quinta-feira (14/4) ao Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA, teve seu faturamento inaugural puxado pelo mercado chinês, onde rendeu US$ 10 milhões. O valor representa um declínio notável em relação aos antecessores da franquia na China, mas contabiliza o fechamento de metade do parque exibidor do país devido a uma nova onda de covid-19. Em comparação, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” de 2016 começou com US$ 40 milhões e “Os Crimes de Grindelwald” estreou com US$ 36 milhões na China. As demais bilheterias de destaque incluem a Alemanha com US$ 9,4 milhões, o Japão com US$ 8,6 milhões, o Reino Unido com US$ 8 milhões e a Austrália com US$ 3,9 milhões. O filme anterior, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, arrecadou US$ 191 milhões em sua estreia internacional de 2018. Dirigido pelo veterano de “Harry Potter” David Yates, “Os Segredos de Dumbledore” tem um orçamento de US$ 200 milhões e precisa fazer ao menos o que o filme anterior rendeu para se pagar. Apesar da popularidade em torno de “Harry Potter”, a saga de “Animais Fantásticos”, escrita pela criadora do bruxinho, JK Rowling, como prólogo de seu universo mágico, não foi capaz de recapturar a mesma magia nas bilheterias. “Animais Fantásticos e Onde Habitam” foi um sucesso comercial, gerando mais de US$ 800 milhões nas bilheterias globais. No entanto, a continuação caiu para US$ 654 milhões em todo o mundo, a menor venda de ingressos para um filme baseado em criações de Rowling. Embora US$ 650 milhões não seja pouco, o investimento em novas continuações pode ser reconsiderado se “Os Segredos de Dumbledore” ficar abaixo disso. Para complicar, as críticas à produção não foram as mais positivas – soma atualmente 59% de aprovação no portal Rotten Tomatoes com 90 resenhas avaliadas. Uma das críticas mais incisivas foi publicada pelo site The Daily Beast, que foi taxativo ao declarar que “essa exploração superficial de propriedade intelectual é um lembrete de que todas as coisas boas chegam ao fim”.
Dumbledore admite amar Grindelwald em vídeo de “Animais Fantásticos 3”
A Warner Bros. divulgou um novo comercial de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, que traz Albus Dumbledore (Jude Law) confessando seu amor ao vilão Gellert Grindelwald (ou Gerardo na tradução nacional), que no terceiro filme da saga é vivido por Mads Mikkelsen (“Doutor Estranho”). A cena materializa pela primeira vez a inclinação sexual do futuro diretor da escola de magia de Harry Potter, que até então só tinha sido comentada em posts e entrevistas da escritora J.K. Rowling. Ela mesma assina o roteiro do filme, que é novamente dirigido por David Yates e volta a trazer vários atores dos dois longas anteriores, como Eddie Redmayne (Newt Scamander), Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander), Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks), Victoria Yeates (Bunty) e William Nadylam (Yusuf Kama). Além disso, o elenco recebeu reforços, como a atriz brasileira Maria Fernanda Cândido (“O Traidor”), Richard Coyle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) e o próprio Mikkelsen, que assumiu o lugar de Johnny Depp no elenco, afastado após um julgamento tumultuado que confirmou sua agressão à então esposa Amber Heard (“Aquaman”). O terceiro “Animais Fantásticos” tem previsão de lançamento em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
JK Rowling volta a atacar direitos de transexuais
A escritora britânica JK Rowling, criadora de “Harry Potter”, não abre mão de ser rotulada como transfóbica. Quando os fãs começam a esquecer suas declarações mais polêmicas, ela volta a carga para lembrar a todos que é contra os direitos de pessoas transexuais. Na segunda-feira (7/3), Rowling entrou em conflito com a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, depois que um Projeto de Lei de Reforma do Reconhecimento de Gênero foi apresentado na semana passada em Holyrood, o parlamento escocês. A mudança legislativa visa simplificar a burocracia para o reconhecimento de gênero de pessoas transexuais, independente de relatórios médicos ou provas de uma transição. “Vários grupos de mulheres apresentaram evidências de boa fonte ao governo de Nicola Sturgeon sobre as prováveis consequências negativas dessa legislação para mulheres e meninas, especialmente as mais vulneráveis. Tudo foi ignorado”, escreveu Rowling em sua conta no Twitter. “Se a legislação for aprovada e essas consequências ocorrerem como resultado, não podem fingir que não foram avisados”, acrescentou. Uma fã com pseudônimo de personagem de quadrinhos questionou a escritora se ela queria mesmo ver seu legado morrer nesta “colina”, uma forma de se referir a batalha em inglês. “Sim, querida. Vou ficar aqui nesta colina, defendendo o direito de mulheres e meninas falarem sobre si mesmas, seus corpos e suas vidas da maneira que bem entenderem. Você se preocupa com seu legado, eu me preocupo com o meu”, Rowling respondeu. A primeira-ministra da Escócia também lamentou a posição da escritora. Em entrevista no programa de rádio “The World at One” da BBC Radio 4, ela afirmou que discordava “fundamentalmente” da oposição de Rowling ao Projeto de Reforma do Reconhecimento de Gênero sob a alegação de que ameaçaria mulheres vulneráveis. A legislação proposta “não dá mais direitos às pessoas trans, não dá às pessoas trans um único direito adicional que elas não têm agora. Nem tira das mulheres nenhum dos direitos atuais existentes que as mulheres têm sob a lei de igualdade”, argumentou Sturgeon. Rowling subiu na colina da intransigência em junho de 2020, quando tuitou pela primeira vez sobre um artigo de opinião a respeito de “pessoas que menstruam” e zombou do texto por não usar a palavra “mulheres”. O tuite gerou uma reação, já que mulheres transexuais não menstruam, o que levou a autora a se defender e elaborar seus pontos de vista em um ensaio, onde se declarou claramente contra os direitos dos transexuais, explorando a descrição mais sensacionalista e preconceituosa possível, reduzindo mulheres trans a estupradores em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. A declaração foi confrontada por ninguém menos que Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que viveu a primeira super-heroína transexual da TV. Ela se tornou conhecida aos 15 anos de idade por enfrentar o mesmo preconceito defendido por Rowling, sendo constantemente humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e todas as escolas americanas foram proibidas de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. Sem argumentos para discutir com Maines, Rowling foi adiante, escrevendo um livro sobre um assassino travesti, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), lançado no ano passado dentro da coleção de mistérios do detetive Cormoran Strike. Rowling também defendeu uma pesquisadora demitida após protestar contra mudanças de leis britânicas que passaram a reconhecer os direitos de pessoas transexuais, escrevendo no Twitter que “homens não podem se transformar em mulheres”. Esta postura transfóbica, disfarçada de feminismo, criou atrito até com os atores Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, que renegaram os argumentos da criadora de “Harry Potter”, colocando-se ao lado das pessoas transexuais. Daniel Radcliffe chegou a tuitar um pedido de desculpas em seu nome para a comunidade trans. Embora não tenha comentado as críticas dos intérpretes de “Harry Potter”, ela apagou um elogio a Stephen King nas redes sociais após escritor defender mulheres trans. Foi além: devolveu um prêmio humanitário que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F. Kennedy após Kerry Kennedy, filha do célebre político americano, manifestar sua “profunda decepção” com os comentário transfóbicos. Por “acaso”, ela também não apareceu no recente reencontro com o elenco dos filmes de “Harry Potter”, disponibilizado pela HBO Max, após ser rejeitada até por comunidades de fãs da franquia. Oficialmente, ela teria dito que as imagens de arquivo seriam suficientes. and those consequences ensue as a result, the @SNP govt can’t pretend it wasn’t warned. 2/2 — J.K. Rowling (@jk_rowling) March 7, 2022 Yes, sweetheart. I'm staying right here on this hill, defending the right of women and girls to talk about themselves, their bodies and their lives in any way they damn well please. You worry about your legacy, I'll worry about mine 😉 https://t.co/wLekwpMQEe — J.K. Rowling (@jk_rowling) March 8, 2022










