Robbie Coltrane, o Hagrid de “Harry Potter”, morre aos 72 anos
O ator Robbie Coltrane, conhecido pelas novas gerações por interpretar o personagem Hagrid na franquia “Harry Potter”, morreu nesta sexta (14/10), aos 72 anos. Além do seu papel na franquia baseada nos livros de JK Rowling, Coltrane também fez participações em dois filmes de James Bond e no terror “Do Inferno” (2001), estrelado por Johnny Depp. Robbie Coltrane era o nome artístico de Anthony Robert McMillan, nascido em 30 de março de 1950, em Glasgow, na Escócia. Filho de um médico e uma professora, ele se formou na escola de arte de Glasgow, e continuou a estudar arte na Moray House College of Education, em Edimburgo. Sua estreia nas telas aconteceu em 1979, quando participou de um episódio do teleatro “Play for Today”. No ano seguinte, apareceu pela primeira vez no cinema com figurante da sci-fi dramática “A Morte ao Vivo”, clássico visionário de Bertrand Tavernier. Seguiram-se várias outras participações pequenas em filmes de sucesso ou cultuados, como “Flash Gordon” (1980), “Krull” (1983), “Férias Frustradas II” (1985) e “Henrique V” (1989), além de vários programas humorísticos, como “A Kick Up the Eighties” (1984), “Alfresco” (1984) e “Tutti Frutti” (1987). Mas foi só nos anos 1990 que ele conseguiu virar protagonista. Isto aconteceu na série “Cracker”, seu primeiro grande papel, onde Coltrane deu vida ao Dr Edward “Fitz” Fitzgerald, um psicólogo criminal antissocial e desagradável, mas com um dom único para resolver crimes. O papel rendeu a Coltrane o prêmio BAFTA. “Cracker” durou três temporadas, exibidas entre 1993 e 1995 no canal britânico ITV, e depois disso o ator foi direto enfrentar James Bond. Em 1995, Coltrane interpretou Valentin Zukovsky em “007 Contra GoldenEye” (1995), que marcou a estreia de Pierce Brosnan no papel do espião britânico. O personagem fez tanto sucesso que se tornou um dos poucos vilões a aparecer em mais de um filme de Bond, voltando em “007 – O Mundo Não é o Bastante” (1999). Sua carreira tomou outro rumo com a chegada do novo século. Em 2001, ele teve papel de destaque em “Do Inferno”, adaptação de uma famosa história em quadrinhos de Alan Moore sobre os assassinatos de Jack, o Estripador. E, claro, estrelou o filme que definiria sua carreira: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Em “Harry Potter”, Coltrane interpretou Hagrid, um meio-gigante que trabalha como guarda-caça da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e que foi um dos principais aliados do personagem-título na sua batalha contra Voldemort. Com sua inocência e seu jeito desengonçado, Hagrid conquistou uma geração inteira de fãs. Ele apareceu em todos os oito filmes da franquia, além de ter emprestado a voz para o personagem em alguns curtas-metragens. Embora a franquia “Harry Potter” lhe tenha mantido ocupado, Coltrane ainda encontrou tempo para participar de filmes como “Van Helsing – O Caçador de Monstros” (2004), no qual interpretou o monstro Mr. Hyde, “Alex Rider Contra o Tempo” (2006), no papel de Primeiro-Ministro, e na adaptação do clássico “Grandes Esperanças” (2012) em que dividiu a tela com alguns dos seus colegas de “Harry Potter”, como Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter. Seus últimos créditos foram nas séries “National Treasure” (2016) e “Urban Myths” (2020), na qual interpretou o cineasta Orson Welles (diretor de “Cidadão Kane”). Robbie Coltrane já estava doente há dois anos, mas ele ainda participou do reencontro de “Harry Potter”, produzido pelo serviço de streaming HBO Max. Sua fala, ao final do especial, foi premonitória. “O legado dos filmes é que a geração dos meus filhos vai mostrá-los para os seus filhos. Então você poderá estar assistindo aos filmes daqui a 50 anos, facilmente”, disse ele. “Eu não vou estar por aqui, infelizmente. Mas Hagrid vai estar, sim”, completou. Daniel Radcliffe homenageou o colega ao lembrá-lo como “uma das pessoas mais engraçadas que conheci”. “Ele costumava nos manter rindo o tempo inteiro quando éramos crianças no set”, disse o intérprete de Harry Potter num comunicado. “Tenho lembranças especialmente boas dele mantendo nosso ânimo em ‘Prisioneiro de Azkaban’, quando ficamos todos escondidos de uma chuva torrencial por horas na cabana de Hagrid e ele contava histórias e piadas para manter o moral alto. Eu me sinto incrivelmente sortudo por ter conhecido e trabalhado com ele e muito triste por ele ter falecido. Ele era um ator incrível e um homem adorável”.
Diários revelam que Alan Rickman quase desistiu de “Harry Potter”
O ator Alan Rickman, imortalizado pela sua icônica atuação como Severo Snape nos filmes de “Harry Potter”, quase desistiu do papel quando a franquia ainda estava no início. A revelação foi feita por meio da divulgação de diversas postagens do diário pessoal do ator, publicadas pelo jornal The Guardian. Rickman, que morreu em 2016, fez diversas anotações no seu diário sobre como se dedicou ao papel de Snape, mas também como não gostava da ideia de ficar preso a uma franquia por tanto tempo. Além disso, suas opiniões sobre alguns dos filmes não eram das melhores. Em 2001, depois de estreia de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, ele escreveu que o “filme só deve ser visto em uma tela grande. Ele adquire uma escala e profundidade que combinam com a horrenda trilha sonora de John Williams. A festa depois no Savoy foi muito mais divertida.” No ano seguinte, logo após o lançamento de “Harry Potter e a Câmara Secreta” (2002), o ator escreveu que tinha tido uma reunião com seu empresário. “Reiterando, chega de Harry Potter. Eles nem querem ouvir sobre isso”, escreveu ele. Apesar das suas reservas, Rickman continuou a interpretar o papel. E quando foi diagnosticado com câncer de próstata, ele decidiu levar o personagem até o fim. “Finalmente, sim para o Harry Potter 5”, escreveu ele. “A sensação não é nem para cima nem para baixo. O argumento que vence é aquele que diz: ‘Vá até o fim. É a sua história.’” A reação dos fãs ajudaram Rickman a mudar de opinião. Ele disse que se sentiu como um Beatle durante a première de “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (2004). E na estreia do último filme da franquia, “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2” (2011), o ator escreveu um relato sobre a reação animada do público (e sobre a sua própria opinião sobre o filme). “Para a praça Trafalgar – que leva uma hora. Uma vez lá, tapetes vermelhos em todos os lugares. Uma tela, uma plataforma, um entrevistador e milhares gritando e cantando, ‘Snape, Snape, Severo Snape…’ O tapete serpenteia até a praça Leicester para o filme às 20h. Achei [o filme] inquietante de assistir – ele tem que mudar de andamento no meio do caminho para contar a história de Snape e a câmera perde a concentração. O público, no entanto, muito feliz”, descreveu ele. O ator também afirmou que ficou feliz com o fim da história do seu personagem. “Snape morre heroicamente e Potter o descreve para seus filhos como um dos homens mais corajosos que ele já conheceu e chama seu filho de Alvo Severo”, contou Rickman, pouco depois do lançamento do último livro escrito por J.K. Rowling. As anotações dos diários de Alan Rickman serão compiladas e publicadas no formato de um livro, intitulado “Madly, Deeply: The Diaries of Alan Rickman”, cujo lançamento está agendado para 18 de outubro.
J.K. Rowling cria nova polêmica com livro que busca culpar canceladores por assassinato
A escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, criou nova polêmica nas livrarias. Seu segundo livro consecutivo a mirar ativistas transexuais, “The Ink Black Heart”, gira em torno do assassinato de uma artista cancelada por transfobia. Lançado na terça (30/8) nos EUA, a obra é um novo livro de mistério do personagem Cormoran Strike, que Rowling escreve sob o pseudônimo Robert Galbraith. Na trama, Strike investiga a morte de Edie Ledwell, uma criadora de um cartoon popular que é chamada de racista, transfóbica e capacitista nas redes sociais após fazer uma piada sobre uma minhoca intersexo. Ela recebe ameaças e vai à polícia, que nega ajuda. Depois, é encontrada morta. Embora seja evidente a relação entre as críticas sofridas pela personagem e o que acontece com a própria escritora, desde que começou a militar contra transexuais em 2019, Rowling diz que qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Numa entrevista ao programa do jornalista Graham Norton, ela jurou que escreveu “The Ink Black Heart” antes de ser acusada de transfobia. “Eu escrevi o livro antes de certas coisas acontecerem comigo na internet. Eu disse ao meu marido: ‘Eu acho que todo mundo vai ver isso como uma resposta ao que aconteceu comigo’, mas genuinamente não é”, disse a autora. Na entrevista, J.K. Rowling afirma que teve a ideia para a história cerca de três anos atrás – o que coincide exatamente com a data de quando ela começou a defender pontos de vistas transfóbicos e ser execrada por ex-fãs e até integrantes dos filmes de “Harry Potter”. Em sua crítica, a revista Rolling Stone afirmou que Rowling “tem um objetivo claro em focar nos ‘guerreiros da justiça social’ e sugere que Ledwell foi vítima de uma campanha de ódio magistralmente tramada e politicamente alimentada contra ela”. “The Ink Black Heart” é o sexto volume na série de romances policiais de J.K. Rowling e deve ser lançado no Brasil até o fim do ano pela editora Rocco. No quinto livro, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), a escritora já tinha dado vazão a seus devaneios contra transexuais, criando um assassino em série — um homem cis — que vestia roupas femininas para matar mulheres. Antes de lançar este livro, ela se declarou preocupada com a chance de transexuais abusarem sexualmente de mulheres cisgênero em banheiros. De acordo com a avaliação de Jake Kerridge, crítico do jornal britânico The Telegaph, o livro reforçava essa mensagem com a seguinte moral da história: “nunca confie em um homem de vestido”. Rowling assina essa coleção de livros de crimes como Robert Galbraith, que era o nome de um psiquiatra norte-americano famoso por experimentar, na década de 1950, a terapia de conversão sexual. O verdadeiro Galbraith chegou a afirmar ter convertido com sucesso um paciente homossexual.
J.K. Rowling diz porque não foi à reunião de “Harry Potter” na HBO Max: “Não quis”
A ausência de J.K. Rowling, escritora que criou Harry Potter, do especial de reencontro dos filmes da franquia chamou muita atenção quando “Harry Potter: De Volta a Hogwarts” foi exibido em janeiro passado na HBO Max. Não faltaram especulações sobre o motivo, com muitos lembrando que Rowling se desentendeu com os principais intérpretes da saga e foi rejeitada até por comunidades de fãs de “Harry Potter” por suas opiniões transfóbicas, disfarçadas de feminismo, nas redes sociais. De forma pública, o trio de atores centrais da franquia, Daniel Radcliffe, Emily Watson e Rupert Grint renegaram falas da criadora de seus personagens, colocando-se ao lado das pessoas transexuais. Sem querer aprofundar a polêmica, Rowling contou que não houve restrição à seu nome por parte da Warner Bros., apesar do clima que o encontro com os atores pudesse criar. Mas ela pesou os prós e contras e decidiu, por conta própria, não participar. “Eu fui convidada e decidi que não queria fazer aquilo”, disse. “Eu pensei que se tratava, verdadeiramente, de um evento mais sobre os filmes do que sobre os livros. Era sobre isso aquele aniversário”, contou a escritora, numa participação na Virgin Radio, da Inglaterra, neste fim de semana. Ela ainda acrescentou: “Ninguém me disse para não [ir]… Me pediram para participar e decidi não ir”. Foi a primeira vez que a escritora falou abertamente sobre sua ausência. Na época em que o programa foi divulgado, fontes ligadas à autora falaram à revista Entertainment Weekly que ela considerava o uso de suas falas de arquivo como suficientes e “adequadas para o programa”. Na atração, ela aparece apenas em gravações feitas na época do lançamento dos filmes. Durante a entrevista de rádio, Rowling também foi perguntada sobre sua relação com o elenco de Harry Potter. Ela também saiu pela tangente, afirmando que mantém contato com alguns. “Eu tenho uma relação com eles. Com alguns é mais próxima do que com outros. É sempre assim, você conhece alguns melhor do que outros”, afirmou.
“Animais Fantásticos 3” escondeu sexualidade de Dumbledore em estreia na China
A exibição de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” na China cortou todas as referências à homossexualidade de Dumbledore (Jude Law), incluindo um diálogo do filme. A diferença entre as edições foi revelada por um jornal australiano. A solicitação dos cortes foi feita pelo governo chinês e acatado pela Warner. Em comunicado enviado à imprensa dos EUA, o estúdio justificou a atitude explicando que, mesmo com a edição, história e “espírito” de “Os Segredos de Dumbledore” permaneceriam os mesmos. Só que não. A relação entre Dumbledore era muito mais que amizade com o vilão Grindelwald (Mads Mikkelsen) e o conflito se dá também no coração do futuro mentor de Harry Potter. Em “Animais Fantásticos 3”, Dumbledore assume para Grindelwald que “estava apaixonado por você” e relembra o passado dos dois como “o verão no qual Gerardo e eu nos apaixonamos”, ao comentar sua relação com o vilão para Newt (Eddie Redmayne) e seus aliados. Na prática, a Warner devolveu Dumbledore para o armário, lembrando a época muito antiga em que alguns galãs de Hollywood recebiam a recomendação de esconder do público e da mídia que eram gays. “Como estúdio, estamos comprometidos em proteger a integridade de todos os filmes que lançamos, e isso se estende a circunstâncias que exigem cortes sutis para responder com sensibilidade a uma variedade de fatores do mercado. Nossa esperança é lançar nossos filmes em todo o mundo conforme idealizado por seus criadores, mas historicamente enfrentamos pequenas edições feitas em mercados locais”, explicou o comunicado da Warner. “No caso de ‘Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore’, um corte de seis segundos foi solicitado, e a Warner Bros. aceitou essas mudanças para cumprir os requisitos locais, mas o espírito do filme permanece intacto. Queremos que o público em todo o mundo veja e aproveite esse filme, e é importante para nós que o público chinês tenha a oportunidade de experimentá-lo também, mesmo com essas pequenas edições”, completa o texto. “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” estreou na China na última sexta (8/4), onde rendeu cerca de US$ 10 milhões em seu primeiro fim de semana. O valor representa um declínio notável em relação aos antecessores da franquia no país, mas reflete o fechamento de metade do parque exibidor do país devido a uma nova onda de covid-19. Em comparação, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” de 2016 abriu com US$ 40 milhões e “Os Crimes de Grindelwald” estreou com US$ 36 milhões na China. No Brasil, o terceiro longa da franquia spin-off de Harry Potter estreia nos cinemas nesta quinta-feira (14/4).
“Animais Fantásticos 3” estreia com US$ 58 milhões em todo o mundo
“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” estreou no mercado internacional com US$ 58 milhões em seu primeiro fim de semana de exibição em 22 países. A produção da Warner Bros., que chega na quinta-feira (14/4) ao Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA, teve seu faturamento inaugural puxado pelo mercado chinês, onde rendeu US$ 10 milhões. O valor representa um declínio notável em relação aos antecessores da franquia na China, mas contabiliza o fechamento de metade do parque exibidor do país devido a uma nova onda de covid-19. Em comparação, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” de 2016 começou com US$ 40 milhões e “Os Crimes de Grindelwald” estreou com US$ 36 milhões na China. As demais bilheterias de destaque incluem a Alemanha com US$ 9,4 milhões, o Japão com US$ 8,6 milhões, o Reino Unido com US$ 8 milhões e a Austrália com US$ 3,9 milhões. O filme anterior, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, arrecadou US$ 191 milhões em sua estreia internacional de 2018. Dirigido pelo veterano de “Harry Potter” David Yates, “Os Segredos de Dumbledore” tem um orçamento de US$ 200 milhões e precisa fazer ao menos o que o filme anterior rendeu para se pagar. Apesar da popularidade em torno de “Harry Potter”, a saga de “Animais Fantásticos”, escrita pela criadora do bruxinho, JK Rowling, como prólogo de seu universo mágico, não foi capaz de recapturar a mesma magia nas bilheterias. “Animais Fantásticos e Onde Habitam” foi um sucesso comercial, gerando mais de US$ 800 milhões nas bilheterias globais. No entanto, a continuação caiu para US$ 654 milhões em todo o mundo, a menor venda de ingressos para um filme baseado em criações de Rowling. Embora US$ 650 milhões não seja pouco, o investimento em novas continuações pode ser reconsiderado se “Os Segredos de Dumbledore” ficar abaixo disso. Para complicar, as críticas à produção não foram as mais positivas – soma atualmente 59% de aprovação no portal Rotten Tomatoes com 90 resenhas avaliadas. Uma das críticas mais incisivas foi publicada pelo site The Daily Beast, que foi taxativo ao declarar que “essa exploração superficial de propriedade intelectual é um lembrete de que todas as coisas boas chegam ao fim”.
Dumbledore admite amar Grindelwald em vídeo de “Animais Fantásticos 3”
A Warner Bros. divulgou um novo comercial de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, que traz Albus Dumbledore (Jude Law) confessando seu amor ao vilão Gellert Grindelwald (ou Gerardo na tradução nacional), que no terceiro filme da saga é vivido por Mads Mikkelsen (“Doutor Estranho”). A cena materializa pela primeira vez a inclinação sexual do futuro diretor da escola de magia de Harry Potter, que até então só tinha sido comentada em posts e entrevistas da escritora J.K. Rowling. Ela mesma assina o roteiro do filme, que é novamente dirigido por David Yates e volta a trazer vários atores dos dois longas anteriores, como Eddie Redmayne (Newt Scamander), Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander), Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks), Victoria Yeates (Bunty) e William Nadylam (Yusuf Kama). Além disso, o elenco recebeu reforços, como a atriz brasileira Maria Fernanda Cândido (“O Traidor”), Richard Coyle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) e o próprio Mikkelsen, que assumiu o lugar de Johnny Depp no elenco, afastado após um julgamento tumultuado que confirmou sua agressão à então esposa Amber Heard (“Aquaman”). O terceiro “Animais Fantásticos” tem previsão de lançamento em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
JK Rowling volta a atacar direitos de transexuais
A escritora britânica JK Rowling, criadora de “Harry Potter”, não abre mão de ser rotulada como transfóbica. Quando os fãs começam a esquecer suas declarações mais polêmicas, ela volta a carga para lembrar a todos que é contra os direitos de pessoas transexuais. Na segunda-feira (7/3), Rowling entrou em conflito com a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, depois que um Projeto de Lei de Reforma do Reconhecimento de Gênero foi apresentado na semana passada em Holyrood, o parlamento escocês. A mudança legislativa visa simplificar a burocracia para o reconhecimento de gênero de pessoas transexuais, independente de relatórios médicos ou provas de uma transição. “Vários grupos de mulheres apresentaram evidências de boa fonte ao governo de Nicola Sturgeon sobre as prováveis consequências negativas dessa legislação para mulheres e meninas, especialmente as mais vulneráveis. Tudo foi ignorado”, escreveu Rowling em sua conta no Twitter. “Se a legislação for aprovada e essas consequências ocorrerem como resultado, não podem fingir que não foram avisados”, acrescentou. Uma fã com pseudônimo de personagem de quadrinhos questionou a escritora se ela queria mesmo ver seu legado morrer nesta “colina”, uma forma de se referir a batalha em inglês. “Sim, querida. Vou ficar aqui nesta colina, defendendo o direito de mulheres e meninas falarem sobre si mesmas, seus corpos e suas vidas da maneira que bem entenderem. Você se preocupa com seu legado, eu me preocupo com o meu”, Rowling respondeu. A primeira-ministra da Escócia também lamentou a posição da escritora. Em entrevista no programa de rádio “The World at One” da BBC Radio 4, ela afirmou que discordava “fundamentalmente” da oposição de Rowling ao Projeto de Reforma do Reconhecimento de Gênero sob a alegação de que ameaçaria mulheres vulneráveis. A legislação proposta “não dá mais direitos às pessoas trans, não dá às pessoas trans um único direito adicional que elas não têm agora. Nem tira das mulheres nenhum dos direitos atuais existentes que as mulheres têm sob a lei de igualdade”, argumentou Sturgeon. Rowling subiu na colina da intransigência em junho de 2020, quando tuitou pela primeira vez sobre um artigo de opinião a respeito de “pessoas que menstruam” e zombou do texto por não usar a palavra “mulheres”. O tuite gerou uma reação, já que mulheres transexuais não menstruam, o que levou a autora a se defender e elaborar seus pontos de vista em um ensaio, onde se declarou claramente contra os direitos dos transexuais, explorando a descrição mais sensacionalista e preconceituosa possível, reduzindo mulheres trans a estupradores em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. A declaração foi confrontada por ninguém menos que Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que viveu a primeira super-heroína transexual da TV. Ela se tornou conhecida aos 15 anos de idade por enfrentar o mesmo preconceito defendido por Rowling, sendo constantemente humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e todas as escolas americanas foram proibidas de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. Sem argumentos para discutir com Maines, Rowling foi adiante, escrevendo um livro sobre um assassino travesti, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), lançado no ano passado dentro da coleção de mistérios do detetive Cormoran Strike. Rowling também defendeu uma pesquisadora demitida após protestar contra mudanças de leis britânicas que passaram a reconhecer os direitos de pessoas transexuais, escrevendo no Twitter que “homens não podem se transformar em mulheres”. Esta postura transfóbica, disfarçada de feminismo, criou atrito até com os atores Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, que renegaram os argumentos da criadora de “Harry Potter”, colocando-se ao lado das pessoas transexuais. Daniel Radcliffe chegou a tuitar um pedido de desculpas em seu nome para a comunidade trans. Embora não tenha comentado as críticas dos intérpretes de “Harry Potter”, ela apagou um elogio a Stephen King nas redes sociais após escritor defender mulheres trans. Foi além: devolveu um prêmio humanitário que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F. Kennedy após Kerry Kennedy, filha do célebre político americano, manifestar sua “profunda decepção” com os comentário transfóbicos. Por “acaso”, ela também não apareceu no recente reencontro com o elenco dos filmes de “Harry Potter”, disponibilizado pela HBO Max, após ser rejeitada até por comunidades de fãs da franquia. Oficialmente, ela teria dito que as imagens de arquivo seriam suficientes. and those consequences ensue as a result, the @SNP govt can’t pretend it wasn’t warned. 2/2 — J.K. Rowling (@jk_rowling) March 7, 2022 Yes, sweetheart. I'm staying right here on this hill, defending the right of women and girls to talk about themselves, their bodies and their lives in any way they damn well please. You worry about your legacy, I'll worry about mine 😉 https://t.co/wLekwpMQEe — J.K. Rowling (@jk_rowling) March 8, 2022
Maria Fernanda Cândido é bruxa brasileira no trailer de “Animais Fantásticos 3”
A Warner Bros. divulgou um novo trailer legendado de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”. A prévia apresenta muitas cenas de ação e efeitos visuais, a estreia de Mads Mikkelsen (“Doutor Estranho”) no papel de Gellert Grindelwald e a primeira aparição da atriz Maria Fernanda Cândido (“O Traidor”) de varinha em punho, interpretando uma bruxa brasileira. No filme, ela interpreta Vicência Santos, candidata ao cargo de Chefe Suprema da Confederação Internacional dos Bruxos. Mas, como diz o título, o maior destaque do novo longa é Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga “Harry Potter”, que nos filmes de “Animais Fantásticos” é interpretado por Jude Law. Personagens que estiveram nos dois filmes anteriores também voltarão para o terceiro longa, como Eddie Redmayne (Newt Scamander), Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander), Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks), Victoria Yeates (“A Descoberta das Bruxas”) e William Nadylam (“Stillwater – Em Busca da Verdade”). Além disso, o elenco recebeu reforços, como a atriz brasileira e Richard Coyle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). Novamente dirigido por David Yates, o terceiro “Animais Fantásticos” tem previsão de lançamento em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
Pôsteres de “Animais Fantásticos 3” destacam Maria Fernanda Cândido
A Warner Bros. divulgou uma coleção de 20 pôsteres americanos com os personagens de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”. As artes chamam atenção por incluírem a atriz brasileira Maria Fernanda Cândido (“O Traidor”), que apenas em dezembro passado oficializou sua presença no terceiro filme da franquia que serve de prólogo a “Harry Potter”. No filme, ela interpreta Vicência Santos, candidata ao cargo de Chefe Suprema da Confederação Internacional dos Bruxos. Além disso, parte da história deve se passar no Rio (cenográfico) de 1930, após os primeiros filmes se situarem na cidade Nova York em 1926, e em Paris no ano de 1927. Como diz o título, o novo longa vai destacar Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga “Harry Potter”, que nos filmes de “Animais Fantásticos” é interpretado por Jude Law. Personagens que estiveram nos dois filmes anteriores também voltarão para o terceiro longa, como Eddie Redmayne (Newt Scamander), Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander), Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks), Victoria Yeates (“A Descoberta das Bruxas”) e William Nadylam (“Stillwater – Em Busca da Verdade”). Mas Johnny Depp foi substituído por Mads Mikkelsen (“Doutor Estranho”) no papel de Gellert Grindelwald. Além disso, o elenco recebeu reforços, como a atriz brasileira e Richard Coyle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). Novamente dirigido por David Yates, o filme tem previsão de lançamento em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
“Harry Potter: De Volta a Hogwarts” vira maior estreia da HBO Max na América Latina
O especial “Harry Potter: De Volta a Hogwarts” virou a estreia mais assistida da HBO Max em toda a América Latina. A informação é da própria plataforma de streaming, que celebrou o feito sem revelar os números da produção. “Os filmes da saga [Harry Potter] já são alguns dos títulos mais queridos por nossos usuários na América Latina, e é graças a eles que em poucos dias este especial se tornou a estreia mais assistida da região, posicionando a América Latina como uma meca dos fãs de Harry Potter no mundo”, disse Luis Durán, gerente geral da HBO Max para a região, em comunicado. “Harry Potter: De Volta a Hogwarts” celebrou os 20 anos de lançamento de “Harry Potter e A Pedra Filosofal”, primeiro longa da franquia, com a reunião dos principais atores dos filmes do bruxinho, com destaque para trio protagonista, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger) e Rupert Grint (Ron Weasley), numa confraternização repleta de momentos divertidos e emotivos.
Escola inglesa tira nome de J.K. Rowling de seu prédio em crítica à transfobia
Uma escola britânica decidiu rebatizar um de seus prédios para tirar o nome da escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, devido às polêmicas declarações da autora sobre questões de transexualidade, que lhe valeram acusações de transfobia. A Boswells School, em Chelmsford, no leste da Inglaterra, que atende alunos de 11 a 18 anos, explicou que mudou o nome do prédio para homenagear a medalhista de ouro olímpico Kelly Holmes. “Na Boswells School, promovemos uma comunidade escolar inclusiva e democrática, onde estimulamos os alunos a se desenvolverem como cidadãos autoconfiantes e independentes”, disse o diretor da instituição, Stephen Mansell. Os seis edifícios da instituição foram nomeados em homenagem a “destacados cidadãos britânicos”. “No entanto, após os vários pedidos de alunos e funcionários, estamos revisando o nome da nossa casa vermelha ‘Rowling’, à luz dos comentários e opiniões de J.K. Rowling sobre pessoas trans”, explicou. Rowling também não apareceu no recente reencontro com o elenco dos filmes de “Harry Potter”, disponibilizado pela HBO Max, após ser criticada pelos principais intérpretes da saga e rejeitada até por comunidades de fãs de “Harry Potter”. Oficialmente, ela teria dito que as imagens de arquivo seriam suficientes. Mas sua postura transfóbica, disfarçada de feminismo, criou atrito com Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, que renegaram os argumentos da criadora de “Harry Potter”, colocando-se ao lado das pessoas transexuais. A cruzada de Rowling veio à tona há pouco mais de um ano, quando usou o Twitter para criticar uma reportagem que citava “pessoas que menstruam” para designar indivíduos do sexo feminino. “Tenho certeza que costumava existir uma palavra para essas pessoas”, escreveu ela, insinuando que a matéria deveria dizer apenas “mulheres”. Ela fez questão de esquecer que homens trans podem menstruar. Logo em seguida, a escritora acirrou sua campanha, explorando a descrição mais sensacionalista possível, ao considerar transexuais como estupradores em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. A declaração foi confrontada por ninguém menos que Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que viveu a primeira super-heroína transexual da TV. Ela se tornou conhecida aos 15 anos de idade por enfrentar o mesmo preconceito defendido por Rowling, sendo constantemente humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil todas as escolas americanas foram proibidas de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. Inconformada, Rowling foi adiante, escrevendo um livro sobre um assassino travesti, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), lançado no ano passado dentro da coleção de mistérios do detetive Cormoran Strike. Rowling também defendeu uma pesquisadora demitida após protestar contra mudanças de leis britânicas que passaram a reconhecer os direitos de pessoas transexuais, escrevendo no Twitter que “homens não podem se transformar em mulheres”. Embora não tenha comentado as críticas que recebeu dos intérpretes dos filmes de “Harry Potter”, ela apagou um elogio a Stephen King nas redes sociais após escritor defender mulheres trans. Foi além: devolveu um prêmio humanitário que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F. Kennedy após Kerry Kennedy, filha do célebre político americano, manifestar sua “profunda decepção” com os comentário transfóbicos. Daniel Radcliffe chegou a tuitar um pedido de desculpas em seu nome para a comunidade trans.
J.K. Rowling volta a fazer comentários transfóbicos no Twitter
A Warner convidou o ator Johnny Depp a “se demitir” de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, após o escândalo da praticada contra sua então esposa, Amber Heard, vir à público. Também demitiu o ator Jamie Waylett da conclusão de “Harry Potter”, após o intérprete de Vincent Crabbe em seis filmes ser pego com maconha. Mas a escritora J.K. Rowling segue sem qualquer tipo de punição e cada vez mais à vontade em sua campanha para espalhar ódio contra a comunidade transexual nas redes sociais. Sete horas antes do estúdio liberar o primeiro trailer de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, a autora do roteiro do filme fez uma nova postagem transfóbica em seu Twitter. O assunto é o de sempre, sua obsessão favorita: atacar a autodeterminação de gênero sexual. Anexando o link de uma reportagem do jornal The Times, sobre uma decisão da polícia britânica de registrar estupros cometidos por criminosos com genitais masculinos como “femininos”, caso este seja o gênero com o qual se identificam, ela ironizou: “Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força. O indivíduo com pênis que estuprou você é uma mulher”. Escolhida a dedo para não encontrar muita resistência entre defensores dos direitos transexuais – um fã de Rowling chegou ao ponto ao dizer que quem defende estupradores não pode estar certo – , a frase não é isolada. Ela integra uma conhecida história de ataques similares da escritora. A cruzada de Rowling veio à tona há pouco mais de um ano, quando também usou o Twitter para criticar uma reportagem que citava “pessoas que menstruam” para designar indivíduos do sexo feminino. “Tenho certeza que costumava existir uma palavra para essas pessoas”, escreveu ela, insinuando que a matéria deveria dizer apenas “mulheres”. Ela fez questão de esquecer que homens trans podem menstruar. Logo em seguida, a escritora acirrou sua campanha, explorando a descrição mais sensacionalista possível, ao considerar transexuais como estupradores em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. A declaração foi confrontada por ninguém menos que Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que viveu a primeira super-heroína transexual da TV. Ela se tornou conhecida aos 15 anos de idade por enfrentar o mesmo preconceito defendido por Rowling, sendo constantemente humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil todas as escolas americanas foram proibidas de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. Inconformada, Rowling foi adiante, escrevendo um livro sobre um assassino travesti, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), lançado no ano passado dentro da coleção de mistérios do detetive Cormoran Strike. Rowling também defendeu uma pesquisadora demitida após protestar contra mudanças de leis britânicas que passaram a reconhecer os direitos de pessoas transexuais, escrevendo no Twitter que “homens não podem se transformar em mulheres”. A agenda assumida de ódio fez o trio de intérpretes principais dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, criticarem suas posições e defenderem a comunidade LGBTQIAP+. Até as maiores comunidades de fãs da franquia a renegaram publicamente, declarando que não mencionariam mais qualquer atividade da escritora que não tivesse a ver com Harry Potter. Ela não se manifestou sobre essas opiniões, mas apagou um elogio a Stephen King nas redes sociais após escritor defender mulheres trans. Foi além: devolveu um prêmio humanitário que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F Kennedy após Kerry Kennedy, filha do célebre político americano, manifestar sua “profunda decepção” com os comentário transfóbicos. A Warner não parece se importar. O único comunicado que o estúdio emitiu juntou uma frase sobre valorização dos “contadores de histórias” que dividem “suas criações conosco” (caso de Rowling) com outra sobre “responsabilidade de mostrar empatia e defender a compreensão de todas as comunidades e pessoas” (LGBTQIAP+ incluídos). E foi isso. Como dizer: peixe vive no mar, gostamos de maçãs. Sem qualquer sentido. “Valorizamos muito nossos contadores de histórias, que dão tanto de si para dividir suas criações conosco. Reconhecemos nossa responsabilidade de mostrar empatia e defender a compreensão de todas as comunidades e pessoas, particularmente aquelas com quem trabalhamos e aqueles que alcançamos com nosso conteúdo”, dia a íntegra do comunicado. Portanto, Rowling segue incentivada e imune a cancelamento. Nunca é demais lembrar que transexuais integram a comunidade com o maior número de vítimas de crimes violentos, nunca o contrário, e os perpetradores desses ataques sempre podem contar com um incentivo a mais. War is Peace.Freedom is Slavery.Ignorance is Strength.The Penised Individual Who Raped You Is a Woman.https://t.co/SyxFnnboM1 — J.K. Rowling (@jk_rowling) December 12, 2021








