Estreias: “Sintonia” e mais séries pra maratonar no fim de semana
A volta de “Sintonia” é o principal destaque da programação da Netflix nesta semana, que também traz produções das franquias “Resident Evil” e “Kung Fu Panda”. Por sinal, a série animada do Panda é uma das atrações recomendadas para as crianças aproveitarem nas férias. Mas os adultos dispõem de mais novidades, a começar por uma produção russa da Globoplay proibidíssima para menores, sobre o mundo das camgirls. Tem também Lucy Hale caçando serial killer na HBO Max e uma seleção de desenhos. Preste atenção: três das quatro séries animadas disponibilizadas não são para as crianças. Confira abaixo as 10 séries mais interessantes da semana, com trailers e mais detalhes. | SINTONIA # 3 | NETFLIX A série brasileira mais vista da Netflix volta a acompanhar os destinos de três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da fé religiosa. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes. Na 3ª temporada, MC Doni (Jottapê) se torna cada vez mais popular, Rita (Bruna Mascarenhas) se engaja na política e Nando (Christian Malheiros), foragido desde o desfecho da temporada passada, vê o cerco fechar a sua volta. A atração é produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, e escrita por Guilherme Quintella (também roteirista de “Insânia”). | RESIDENT EVIL: A SÉRIE # 1 | NETFLIX A primeira série live-action passada no universo dos jogos da Capcom é uma das adaptações mais fieis, apesar de apresentar uma história inédita na franquia, centrada nas filhas do vilão Albert Wesker, personagem do game original de 1996, que manipula os eventos por trás da saga. Mas vale apontar que a produção dividiu opiniões, dando saudades dos filmes estrelados por Milla Jovovich. A trama se desenvolve em duas cronologias paralelas. Uma parte é história de origem e acompanha as irmãs Jade e Billie Wesker aos 14 anos, quando se mudam para New Raccoon City e descobrem que o pai pode estar escondendo segredos sombrios capazes de destruir o mundo. Já a segunda parte se passa em Londres, 15 anos depois, quando o apocalipse de Wesker reduziu a população da Terra a menos de 15 milhões de habitantes – e a mais de 6 bilhões de monstros: pessoas e animais infectados pelo T-vírus. É neste mundo que Jade, agora com 30 anos, luta para sobreviver, enquanto é assombrada por segredos do passado que envolvem a irmã e o pai. Destaque do elenco, Lance Reddick, que integrou as séries “Lost”, “Fringe” e a franquia “John Wick”, é o primeiro ator negro a interpretar Albert Wesker, enquanto Ella Balinska (“As Panteras”) e Tamara Smart (de “Clube do Terror”) vivem as versões adulta e adolescente de Jade. | RAGDOLL # 1 | HBO MAX A nova série de Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”) é um produção britânica de suspense. Muito suspense. Desenvolvida pelo roteirista-produtor Freddy Syborn (“Fluentes no Amor”), a atração gira em torno da investigação do assassinato de seis pessoas, que foram esquartejadas e costuradas na forma de um corpo grotesco – apelidado de “Ragdoll” (boneca de retalhos na tradução). Para complicar, o assassino provoca a polícia enviando uma lista de suas próximas vítimas. E o nome de um dos detetives encarregados do caso, Nathan Rose, é uma delas. Hale interpreta a nova recruta da unidade policial, a detetive Emily Baxter, que vai trabalha no caso com o detetive Nathan Rose (Henry Lloyd-Hughes, o Sherlock de “Os Irregulares de Baker Street”, da Netflix). | HAPPY END # 1 | GLOBOPLAY A série russa é a melhor surpresa da semana. Chegou sem alarde com conteúdo ousadíssimo e totalmente impróprio para menores. A trama acompanha uma jovem que decide viver como camgirl em acordo com seu namorado especialista em TI. Mas suas expectativas logo entram em colisão, conforme o comércio do sexo começa a evoluir e abrir um novo mundo para a garota. Com muita nudez, mas também humor e um enredo envolvente, a série é uma criação do cineasta Evgeniy Sangadzhiev (“Deixando o Afeganistão”) e destaca em seu elenco a corajosa Lena Tronina, já conhecida das produções de streaming por “Montanha da Morte: O Incidente na Passagem Dyatlov” (HBO Max). | UM PASSO DE CADA VEZ | APPLE TV+ A produção infantil acompanha um menino com perna postiça, que após estudar a vida inteira em casa, tem que ir para a escola. Desenvolvida por Matt Fleckenstein, criador de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn” e roteirista de “iCarly”, a série é inspirada no livro de memórias do esquiador paralímpico Josh Sundquist. A trama apresenta Josh (interpretado por Logan Marmino) como uma criança 12 anos de idade, três anos depois de perder a perna para um câncer. | UMA ADVOGADA EXTRAORDINÁRIA # 1 | NETFLIX Já imaginou como seria “The Good Doctor” se a série fosse com advogados? Pois a nova produção sul-coreana da Netflix gira em torno de Woo Young-woo, uma advogada com transtorno do espectro autista (TEA), recém contratada por um grande escritório de advocacia. Ela tem um QI altíssimo de 164, memória excepcional e uma maneira criativa de pensar, mas sofre com baixa inteligência emocional e poucas habilidades sociais. Como resultado, muitos a enxergam como uma pessoa esquisita, gerando alguns entraves em sua vida. O papel da advogada Woo é desempenhado por Park Eun-bin, uma conhecida atriz de doramas que brilhou recentemente na série de época “O Rei de Porcelana” (The King’s Affection), também disponível na Netflix. | SOLAR OPPOSITES # 3 | STAR+ Desenvolvida por Justin Roiland (co-criador de “Rick & Morty”), a atração animada acompanha uma família alienígena que escapou da explosão de seu mundo e vive refugiada nos subúrbios dos EUA, divididos entre achar que a Terra é horrível e impressionante. Enquanto dois deles só veem a poluição, o consumismo grosseiro e a fragilidade humana, os outros dois amam os seres humanos e toda a sua TV, junk food e coisas divertidas. O elenco de vozes destaca o próprio Roiland, Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Mary Mack (dubladora de “Golan the Insatiable”) e Sean Giambrone (“The Goldberg”) como os alienígenas, além de vários astros famosos como coadjuvantes, entre eles Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”), Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”), Amanda Leighton (“This Is Us”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Echo Kellum (“Arrow”) e Jason Mantzoukas (“The Good Place”). A série já está renovada para a 4ª temporada. | BIRDGIRL # 2 | HBO MAX A série animada do Adult Swim chega à 2ª temporada explorando situações cada vez mais surreais. Reciclagem adulta de personagens dos anos 1960 da produtora Hanna-Barbera, a trama acompanha as modernas aventuras empresariais da Birdgirl (ou Garota Pássaro), personagem que era uma simples coadjuvante, introduzida num episódio de 1967 do desenho do “Homem-Pássaro” (Birdman). O visual é o mesmo da época, concebido pelo mestre Alex Toth, que também criou Space Ghost e, claro, o Homem-Pássaro. Quase esquecida, a heroína foi resgatada numa das primeiras paródias do Adult Swim, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman, Attorney at Law), lançada em 2000, que mostrava o Homem-Pássaro como advogado. “Birdgirl” é um spin-off daquela série, que acompanha Judy Ken Sebben, a Birdgirl, após assumir o controle da empresa de seu falecido pai. Só que o trabalho de CEO se transforma numa luta contra o mal. Isto porque a empresa que ela assume tem uma agenda maligna, obtendo seu lucro de desmatamento de florestas, envenenamento de populações e de altas tarifas de hospitais infantis. Diante do problema, Birdgirl resolve juntar um novo grupo de super-heróis para enfrentar sua mais importante missão: acabar com tudo o que a torna rica. A série foi desenvolvida por Erik Ritcher e Michael Ouweleen, criadores de “Harvey, o Advogado”, e destaca um trabalho brilhante de Paget Brewster (a Emily Prentiss de “Criminal Minds”) como a voz da heroína. | FARZAR # 1 | NETFLIX A nova série animada adulta de ficção científica não poupa violência, robôs, alienígenas bizarros, piadas sexuais, genitália, escatologia e um mundo em guerra, onde o grande herói é na verdade um aproveitador interessado no poder. Na trama, após libertar o planeta Farzar do malvado alienígena Bazarack, o egoísta guerreiro Renzo casou-se com a rainha idosa daquele mundo para se tornar o novo Czar. Anos depois, quando o planeta fica novamente sob ataque de alienígenas devoradores de gente, seu filho ingênuo e menos brilhante, Príncipe Fichael, acredita que deve seguir a tradição e liderar a resistência. Só que ao liderar uma equipe contra a invasão, Fichael começa a descobrir que nem tudo é o que parece e ele pode estar vivendo uma mentira. “Farzar” é uma criação da dupla Roger Black e Waco O’Guin, criadores das divertidamente infames “Brickleberry” e “Paradise PD” (esta também lançada na Netflix). | KUNG FU PANDA: O CAVALEIRO DRAGÃO # 1 | NETFLIX A primeira série baseada na franquia de cinema traz o comediante Jack Black (“Jumanji: Próxima Fase”) de volta ao papel-título, após dublar o panda Po em três filmes e também em curtas. O último trabalho do ator na animação tinha sido em 2016, no longa “Kung Fu Panda 3”. A trama é uma nova aventura com personagens inéditos. Para evitar que um misterioso par de doninhas roube uma coleção de quatro armas poderosas, que podem destruir o mundo, Po se alia a uma ursa britânica (dublada em inglês pela cantora Rita Ora) e embarca em uma jornada ao redor do mundo atrás de redenção e justiça.
Estreias: “O Peso do Talento” e mais filmes pra ver em casa
As novas estreias em streaming e nas locadoras digitais oferecem uma farta seleção de astros para levar pra casa no fim de semana. Mas por mais que a parceria entre Tilda Swinton e sua filha seja favorita da crítica, não tem como superar Nicolas Cage interpretando Nicolas Cage. Farta em gêneros, a seleção de títulos tem comédia de ação, romance, drama premiado, zumbis, animação e distopia brasileira. Confira abaixo 10 sugestões, com trailers e informações, para programar o cinema em casa. | O PESO DO TALENTO | VIVO PLAY, VOD* A comédia de ação é uma sátira à carreira do astro Nicolas Cage. No filme, ele é um ator falido e sem ofertas de trabalho, chamado Nick Cage, que se vê forçado a aceitar o convite para uma aparição paga na festa de um fã milionário espanhol. Só que o personagem interpretado por Pedro Pascal (“The Mandalorian”) comanda um cartel de drogas e a ida à festa acaba virando uma oportunidade para a CIA convencer Cage a virar espião. A situação se complica por o ator começar a demonstrar sintomas de esquizofrenia, confrontando uma versão de si mesmo dos anos 1990, e pela chegada surpresa de sua ex-mulher e filha, trazidas pelo milionário para uma reconciliação. Com as vidas de quem ama em risco, Cage decide assumir sua própria lenda, canalizando seus personagens mais icônicos para o papel mais importante de sua vida: do herói capaz de salvar seus entes queridos do fogo cruzado. Dirigido por Tom Gormican, que também escreveu o roteiro com Kevin Ettan, seu parceiro criativo na série “Ghosted”, o longa ainda inclui Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) como empresário de Cage e Tiffany Haddish (“Rainhas do Crime”) como uma agente da CIA. | THE SOUVENIR: PART II | VIVO TV, VOD* A continuação da obra-prima de Joanna Hogg é outra produção sublime, com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e considerada pelo Círculo dos Críticos de Londres o Melhor Filme Britânico do ano. Passada nos anos 1980, a história é baseada na vida da diretora e encontra a jovem protagonista, uma estudante de cinema chamada Julie, após as consequências trágicas de um relacionamento tóxico, usando seu filme de formatura para traduzir seu desencanto em arte. O elenco destaca Honor Swinton Byrne, filha de Tilda Swinton, no papel principal, e a própria Tilda como mãe da personagem, além de Richard Ayoade (“The IT Crowd”), Charlie Heaton (“Stranger Things”), Alice McMillan (“Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime”) e Jaygann Ayeh (“Vestido Maldito”). | PERSUASÃO | NETFLIX Adaptação do romance homônimo de Jane Austen, o drama acompanha um triângulo amoroso multirracial formado por Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Henry Golding (“Podres de Ricos”) e Cosmo Jarvis (“Lady Macbeth”). “Persuasão” foi o último romance completo de Austen, publicado em 1817, logo após sua morte. A trama acompanha Anne Elliot (Johnson), uma mulher inconformada, que foi convencida a dispensar o cortejador Frederick Wentworth (Jarvis) por ser pobre. Agora, com sua família esnobe à beira da falência, ela descobre que Wentworth retornou rico em busca de uma esposa. Mas há complicações. A história do romance já teve várias adaptações para a televisão e o teatro, mas esta é a primeira descrita como uma “abordagem moderna e espirituosa”. Ou seja, trata-se de uma produção sob o filtro incolor de “Bridgerton”, que transforma a aristocracia inglesa do começo do século 19, antigamente conhecida como exemplo de “orgulho e preconceito”, em padrão de integração racial rara de se ver até nos dias de hoje – que o diga Meghan Markle. A adaptação é assinada por Ronald Bass, o roteirista veterano de “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, e a novata Alice Victoria Winslow (“Seratonin”), e marca a estreia da diretora de teatro Carrie Cracknell à frente de um longa-metragem. | FLEE – NENHUM LUGAR PARA CHAMAR DE LAR | VOD* O criativo documentário do dinamarquês Jonas Poher Rasmussen (“Searching for Bill”) narra, via animação, a história real de um refugiado chamado Amin. Na véspera de seu casamento gay, ele revela o seu passado oculto pela primeira vez, contando como chegou ainda menor na Dinamarca, fugindo sozinho do Afeganistão. O relato ganha vida via desenho animado, num resultado tão impressionante que fez História no Oscar 2022, como o primeiro longa indicado simultaneamente nas categorias de Melhor Filme Internacional, Animação e Documentário. “Flee” não conquistou o Oscar, mas venceu 82 outros prêmios internacionais desde sua première como Melhor Documentário do Festival de Sundance em janeiro de 2021, incluindo os troféus de Melhor Documentário e Animação entregues pela Academia Europeia de Cinema. | BEAVIS AND BUTT-HEAD DO THE UNIVERSE | PARAMOUNT+ O longa animado, que marca a volta da icônica dupla da MTV dos anos 1990, mostra Beavis e Butt-head numa missão espacial. De alguma forma, os metaleiros desocupados viraram astronautas. Mas graças a um acidente, eles logo voltam para a Terra. Só que no futuro – mais especificamente, em 2022 – , quando passam a ser caçados pelas agências de segurança dos EUA e versões satíricas do Vigia (visto em “What If…?”), numa alusão ao metaverso da Marvel. O criador da série original de Beavis & Butt-head, Mike Judge, é o responsável por toda essa confusão. Ele retorna como diretor, roteirista e dublador dos personagens. | BASTARDOZ | NETFLIX O curioso terror de zumbis com contexto histórico se passa durante a Guerra Civil Espanhola, quando revolucionários comunistas e militares fascistas, inimigos declarados, precisam unir suas forças para enfrentar uma horda de criaturas criadas numa experiência nazista. A direção é da dupla Alberto de Toro (do terror “O Páramo”, também disponível na Netflix), e Javier Ruiz Caldera (da comédia “Formatura Fantasma”). | A BOA MÃE | CLARO TV+, VOD* A personagem do título é uma mulher que trabalha como faxineira e cuida de sua pequena família em um conjunto habitacional no norte de Marselha. Ela está preocupada com seu neto, preso há vários meses por roubo, e aguarda seu julgamento com um misto de esperança e ansiedade, enquanto toca seu cotidiano e arruma dinheiro para pagar o advogado. Premiado no Festival de Cannes do ano passado, o segundo longa dirigido pela atriz francesa Hafsia Herzi (“A Fonte das Mulheres”) concentra-se na interpretação de Halima Benhamed, que nunca tinha atuado antes na vida – ela foi acompanhar a filha no teste de elenco e acabou escalada pela diretora no papel principal. E todos na trama dependem dela, que faz tudo pelos filhos, desde conseguir drogas até manter a casa em ordem e com comida, enquanto cada vez mais pessoas se aproveitam de sua boa vontade – numa representação da maternidade. | A DEUSA DOS VAGALUMES | CLARO TV+, VOD* Uma história de revolta juvenil passada numa cidade rural de Quebec, no Canadá, durante o auge da era grunge. A personagem central é uma adolescente que entra em crise com a família em meio a sua fase de descobertas – sexo, drogas e rock’n’roll. Adaptado do romance best-seller de Geneviève Pettersen, o filme tem direção de Anaïs Barbeau-Lavalette, premiada no Festival de Berlim por “Inch’Allah” (2012). | A MULHER DO COVEIRO | CLARO TV+, VOD* Primeiro filme submetido pela Somália para disputar um Oscar, o filme dramático acompanha um coveiro em busca de arrecadar dinheiro para o transplante de rim desesperadamente necessário para sua amada esposa, cada vez mais doente. Pela falta de tradição cinematográfica no país, a produção é finlandesa e destaca a estreia de artistas somalis radicados na Finlândia, o cineasta Khadar Ayderus Ahmed e o ator Omar Abdi, que venceram diversos prêmios internacionais pelo trabalho. Ao todo, o filme conquistou 23 prêmios em festivais, inclusive no Festival de Toronto do ano passado. | MEDIDA PROVISÓRIA | GLOBOPLAY A estreia de Lázaro Ramos como diretor já passou pelo cinema, pelas locadoras digitais e agora chega ao streaming por assinatura. A trama distópica se passa num futuro não muito distante, em que uma nova lei do governo federal de direita manda deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. Com a desculpa de se tratar de uma reparação histórica, a iniciativa também visa acabar de vez com o racismo no Brasil, deixando o país só com brancos. Aplaudido pela crítica mundial, o filme foi comparado a “Corra!” e “The Handmaid’s Tale” nos EUA, atingindo 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Mas apesar de exibido e premiado em festivais internacionais desde 2020, levou dois anos para chegar ao Brasil por enfrentar dificuldades envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema – problema semelhante ao que também atrasou “Marighella”, de Wagner Moura, outro filme politizado com protagonista negro. Atacado por bolsonaristas, acabou tendo sua mensagem reforçada. O elenco destaca Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”), Seu Jorge (“Marighella”), Taís Araújo (“O Roubo da Taça”), Mariana Xavier (“Minha Mãe É uma Peça”), Adriana Esteves (“Benzinho”), Luís Miranda (“Crô em Família”), Renata Sorrah (“Árido Movie”), Jéssica Ellen (“Três Verões”) e o rapper Emicida. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Série da “Turma da Mônica” ganha primeiro teaser
A Globoplay divulgou o primeiro teaser da série live-action da “Turma da Mônica”. A prévia é bastante curta e traz apenas detalhes dos personagens. A atração é comandada por Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta com os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). As gravações também aconteceram nas mesmas locações dos filmes, em Poços de Caldas, Minas Gerais. Entre as novidades estão a integração de Milena (Emilly Nayara) na Turma, após ser introduzida em “Turma da Mônica: Lições”, e a chegada de Carminha, vivida por Luiza Gattai (que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), e sua mãe Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”). Intitulada “Turma da Mônica – A Série”, a atração vai chegar à plataforma de streaming Globoplay em dez dias: em 21 de julho.
“Turma da Mônica – A Série” ganha data de estreia
O diretor Daniel Rezende divulgou nas redes sociais a data de estreia da série live-action da “Turma da Mônica”. Intitulada “Turma da Mônica – A Série”, a atração vai chegar à plataforma de streaming Globoplay em dez dias: em 21 de julho. O anúncio foi acompanhado pelo compartilhamento de uma foto inédita dos bastidores da produção. A atração é comandada por Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta com os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). As gravações também aconteceram nas mesmas locações dos filmes, em Poços de Caldas, Minas Gerais. Entre as novidades da produção estão a integração de Milena (Emilly Nayara) na Turma, após ser introduzida em “Turma da Mônica: Lições”, e a chegada de Carminha, vivida por Luiza Gattai (que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), e sua mãe Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”). View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Daniel Rezende (@danirez)
Dani-se: GNT cancela programa de Dani Calabresa
O canal pago GNT cancelou o humorístico “Dani-se”, comandado por Dani Calabresa, após duas temporadas e 20 episódios. “‘Dani-se’ contou com duas temporadas inéditas, que estão disponíveis no Globoplay + Canais. No momento, não há previsão de estreia de uma nova temporada na TV”, diz uma nota envia à imprensa pelo GNT O programa estreou em março do ano passado, mas não teve muita repercussão entre o público e a crítica, tanto que a humorista chamou mais atenção ao participar de um quadro do “BBB 22”. Ao contrário de Calabresa, seu colega de “BBB 22”, Paulo Vieira, capitalizou seu bom desempenho no reality show com a produção de um novo programa, “Avisa lá Que eu Vou”, que também virou quadro no “Fantástico”.
Criador de “La Brea” revela novidades da 2ª temporada
O criador de “La Brea”, David Appelbaum revelou a principal novidade da 2ª temporada da série, que quebrou o recorde de audiência da “Tela Quente” no Brasil e virou a atração internacional mais vista da Globoplay. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, ele contou que parte dos próximos episódios vai se passar no ano de 1988. “A próxima temporada continuará focada na trama vivida em 10 mil anos A.C.”, contou Appelbaum. “Contudo, nós não iremos mais estar na Los Angeles atual. Ao invés disso, vamos contar a história da Los Angeles de 1988.” O showrunner espera que essa mudança ajude a revitalizar a atração. “Acredito que isso irá acrescentar uma nova camada de diversão e apresentar uma nova rede de intrigas aos episódios. Será algo que irá surpreender o público.” A referência a 1988 diz respeito ao final da temporada inaugural, quando um portal para este período se abre no passado e os personagens Josh (Jack Martin), Riley (Veronica St. Clair) e Lilly (Chloe De Los Santos) desaparecem em seu interior. Além disso, os novos episódios vão mostrar Izzy (Zyra Gorecki) chegando ao mundo pré-histórico, mas num lugar distante, onde hoje existe Seattle. Sua chegada também abre novas aventuras na trama. “Na essência, a série é sobre uma família dividida tentando se reconciliar. Queremos trazer esse mesmo espírito para a 2ª temporada, mas em um contexto totalmente novo”, ele explicou, aludindo ao modo como a trama será contada, com personagens espalhados pelo tempo e o espaço. “A história é um passeio emocionante de ação e aventura, mas também é crucial que façamos uma trama profundamente emocional”, continuou. “Encontrar esse equilíbrio foi um dos principais objetivos quando traçamos a 2ª temporada.” “La Brea” é a primeira série criada por David Appelbaum (produtor-roteirista de “O Mentalista” e “NCIS: New Orleans”). Lançada em setembro do ano passado nos Estados Unidos, também se tornou uma das maiores estreias da temporada da TV aberta americana, além de bater o recorde de audiência da plataforma Peacock. Mas apesar da repercussão positiva, que lhe rendeu uma rápida renovação para 2ª temporada, sua mistura de trama de catástrofe com aventura clássica de Júlio Verne/Edgar Rice Burroughs não apeteceu a crítica, ficando com apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama começa com a abertura de um buraco gigante em Los Angeles, que engole várias pessoas. Mas em vez de morrerem, as vítimas da catástrofe vão parar no centro da Terra com criaturas pré-históricas – ou pelo menos é o que imaginam, antes de perceberem pistas sobre o verdadeiro segredo daquele lugar. Ao mesmo tempo, na superfície, um pai e uma filha lutam para reencontrar o resto de sua família, tragada para o interior do buraco, e descobrem que não foi a primeira vez que esse fenômeno aconteceu. Em sua busca, acabam encontrando uma forma de viajar até o local onde seus entes queridos foram parar. A produção reúne em seu elenco Natalie Zea (“Justified”), Eoin Macken (“Plantão Noturno”), Nicholas Gonzalez (“The Good Doctor”), Jon Seda (“Chicago P.D.”), Karina Logue (“NCIS: Los Angeles”), Catherine Dent (“Agents of SHIELD”), Angel Parker (“Fugitivos da Marvel/Runaways”), Jag Bal (“The Romeo Section”), Ione Skye (“Camping”), Chiké Okonkwo (“O Nascimento de Uma Nação”), Chloe de los Santos (“Tidelands”), Josh McKenzie (“Entre Segredos e Mentiras”) e os adolescentes Jack Martin, Zyra Gorecki e Veronica St. Clair em seus primeiros papéis. A 2ª temporada tem estreia marcada para 27 de setembro nos EUA, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Cissa Guimarães será juíza na série “A Divisão”
Cissa Guimarães vai retomar a carreira de atriz nas telas, após uma década dedicada ao teatro e à função de apresentadora. Ela viverá uma das personagens centrais da 4ª temporada da série “A Divisão”, do Globoplay, que começou a ser gravada recentemente. Seu último trabalho como atriz na TV tinha sido na novela “Salve Jorge”, em 2012. “Estou feito criança, um pinto no lixo”, disse ela à coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo. “Fiquei nervosa quando fui convidada, senti um frio na barriga. E isso foi ótimo, me fez me sentir humana. Como atriz, fiquei nos últimos dez anos fazendo teatro e com muita saudade do audiovisual, que é algo completamente diferente. Mas a vida foi me levando por outros caminhos. É muito bom estar de volta agora. Além disso, estou muito orgulhosa de poder trabalhar com o José Junior (criador da série), que é alguém de quem acompanho o trabalho há anos”, acrescentou. A elogiada série policial retrata a Divisão Antissequestro do Rio na década de 1990, foi criada por José Júnior, um dos fundadores da ONG AfroReggae, e tem episódios dirigidos pelo cineasta Vicente Amorim (“Motorrad”) e, a partir da nova temporada, Heitor Dhalia (“Serra Pelada”). Os episódios são estrelados por Silvio Guindane (“3%”) e Erom Cordeiro (“1 Contra Todos”) e trazem vários artistas convidados – até Dudu Nobre vai aparecer na 4ª temporada – para viver situações de sequestro. Em sua participação, Cissa vai interpretar uma juíza muito rigorosa que tem o filho sequestrado. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com o desespero da situação, a personagem se vê num embate com a equipe da Divisão Antissequestro (DAS) por conta dos métodos utilizados para tentar solucionar o crime. “A personagem tem um conflito muito interessante entre o que está dentro da lei e o que é preciso fazer para salvar o seu filho. Para mim, que sou uma pessoa mais do humor, é um desafio enorme. É algo que me tira completamente do lugar”, completou. Ainda não há previsão de estreia para os novos capítulos, que começaram a ser gravados em maio.
“Westworld”, “The Umbrella Academy” e as séries da semana
A programação da semana está movimentada com vários gêneros e opções. Há desde super-heróis, ação e sci-fi até drama histórico, comédias e documentário pop. Com destaque para os aguardados retornos de “The Umbrella Academy” e “Westworld”, sem esquecer do final de “Killing Eve”, a lista também traz estreias variadas, com candidatos a novos favoritos para acompanhar. Confira abaixo as 10 melhores novidades disponíveis nas plataformas de streaming. | WESTWORLD # 4 | HBO MAX A 4ª temporada retoma os mistérios da premiada sci-fi em clima apocalíptico, a partir deste domingo (26/6). Bem diferente de tudo que veio antes, a trama é culminação da luta entre androides e humanos, e envolve um plano de extermínio levado adiante por Charlotte (Tessa Thompson) – a principal antagonista após a morte de Dolores (Evan Rachel Wood) – com ajuda da versão androide do Homem de Preto (Ed Harris) e insetos de laboratório capazes de colocar a humanidade sob seu controle, invertendo a premissa original da série. Alguns anos se passaram desde a última temporada, tempo suficiente para que Caleb (Aaron Paul) tenha se casado e virado pai, mas principalmente para que os parques temáticos fossem reabertos – agora com um passeio pela era do jazz e dos gângsteres (anos 1930), que serve, como metatexto, de crítica à cultura dos reboots. Mas depois de deter Dolores, Maeve (Thandiwe Newton) está alerta e pronta para enfrentar a nova ameaça. Só que nada é realmente o que parece. Entre outros detalhes, Evan Rachel Wood reaparece como uma nova personagem, envolvida em segredos obscuros e stalkeada por Teddy (James Marsden), ambos em participações enigmáticas. São tantos personagens e jornadas que Bernard (Jeffrey Wright) e Ashley (Luke Hemsworth) só ressurgem no 3º episódio, junto com uma força de “resistência” no deserto. Ainda mais intrincada que o costume, a trama começa a encaixar a partir do 4º capítulo, quando uma reviravolta explica o papel de Aurora Perrineau (“Prodigal Son”) – e é uma guinada estilo “Matrix”, ou a sequência de “Matrix” que os fãs gostariam de ter visto. Certamente, com um episódio liberado por semana, pode ser cansativo esperar até lá. Mas não seria “Westworld” se não fosse lento e cerebral. Entre as novidades do elenco, destacam-se ainda Ariana DeBose (vencedora do Oscar por “Amor, Sublime Amor”) e Daniel Wu (“Into the Badlands”). | THE UMBRELLA ACADEMY # 3 | NETFLIX Partindo da cena que encerrou a temporada passada, os heróis interpretados por Elliot Page, Tom Hopper, David Castañeda, Emmy Raver-Lampman, Robert Sheehan e Aidan Gallagher voltam dos anos 1960 para se deparar com um presente completamente diferente do que lembravam – e com uma nova equipe de heróis instalada em sua residência: a Sparrow Academy. Os integrantes da Academia Umbrella logo percebem que criaram um paradoxo ao viajar no tempo e, só para variar, tornaram-se novamente responsáveis por eventos cataclísmicos que irão acabar com o mundo – pela terceira vez. A série é baseada nos quadrinhos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá (publicados no Brasil como “A Academia Umbrella”), e entre brigas com a Academia rival e planos para salvar o mundo, os novos episódios também mostram a transformação da personagem Vanya em Viktor, refletindo a transição sexual de Elliot Page. | LA CASA DE PAPEL: COREIA # 1 | NETFLIX Os algoritmos da Netflix tiveram um orgasmo com esse projeto: um remake da segunda série não falada em inglês mais popular da plataforma no idioma da primeira série mais popular. A adaptação tenta se diferenciar do original espanhol por introduz elementos políticos e contexto totalmente coreanos, ao se passar após uma imaginária unificação das Coreias. Replicando o que aconteceu na unificação da Alemanha, o fim das fronteiras mantiveram os antigos norte-coreanos pobres, enquanto os milionários do Sul se tornaram mais ricos. O desejo de ajuste de contas move o novo Professor e seu grupo, que resolvem tomar posse da fortuna do país num grande assalto. Em vez das célebres máscaras de Salvador Dali, os coreanos também adotam um disfarce diferente: Yangban, um dos 12 personagens tradicionais das máscaras usadas em celebrações de ruas pela população pobre coreana desde o século 12. Yangban representa um aristocrata que costuma ser objeto de zombaria na dança com máscaras. Muito apropriado, já que os ladrões pretendem atacar o sistema que sustenta os mais ricos. Os roteiros da adaptação são assinados por Ryu Yong-jae (“Invasão Zumbi 2: Península”) e o elenco destaca alguns artistas conhecidos: Yoo Ji-tae (“Oldboy”) como o Professor, Park Hae-soo (“Round 6”) como Berlim, Jeon Jong-seo (“Em Chamas”) como Tóquio e a sumida Kim Yunjin (de “Lost”) como Woo Jin, a versão sul-coreana da inspetora Raquel. | AMERICAN CRIME STORY: IMPEACHMENT # 3 | STAR+ Depois de explorar o julgamento de O.J. Simpson e o assassinato de Gianni Versace, a nova temporada da série de antologia de Ryan Murphy cobre o processo de Impeachment do ex-presidente Bill Clinton. Os capítulos mostram como o escândalo envolvendo Clinton e a estagiária Monica Lewinsky vazou na mídia e a forma como foi usado para tentar derrubar o presidente, jogando nova luz sobre os bastidores da polêmica. A trama é baseada num best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor que já tinha inspirado a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e destaca um irreconhecível Clive Owen (“Projeto Gemini”) como Clinton, Beanie Feldstein (“Fora de Série”) idêntica à Monica Lewinsky, Sarah Paulson (“American Horror Story”) como Linda Tripp, a mulher que gravou telefonemas em que Lewinsky admitia o caso com Clinton, Annaleigh Ashford (“Masters of Sex”) como Paula Jones, que processou o ex-presidente por assédio sexual, e Edie Falco (“Nurse Jackie”) como Hillary Clinton. A equipe ainda inclui a própria Monica Lewinsky, creditada como coprodutora. | KILLING EVE # 4 | GLOBOPLAY Lançada em 2018, a série criada por Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) se tornou o maior sucesso e a produção mais premiada da BBC America após o fim de “Orphan Black”. Mas chega ao final com a pior avaliação de sua trajetória – apenas 55% no Rotten Tomatoes. Muitos criticaram o desfecho, mas o grande vilão foi o hiato de dois anos desde a 3ª temporada. A produção acompanha Eve Polastri (Sandra Oh), uma agente secreta britânica que persegue Villanelle (Jodie Comer), assassina profissional de um cartel internacional, e aos poucos passa a desenvolver uma estranha obsessão por ela. Até que, inesperadamente, começa a ser correspondida de forma doentia. O jogo de gato e rato vira uma brincadeira perigosa entre duas gatas. | CHLOE # 1 | AMAZON PRIME VIDEO A minissérie britânica de suspense acompanha a história de Becky Green, uma stalker digital obcecada em acompanhar as redes sociais de sua antiga amiga de infância Chloe Fairbourne. A vida encantadora de Chloe, o marido adorável e o círculo de amigos bem-sucedidos estão sempre a um clique de distância, num grande contraste com a própria vida de Becky cuidando da mãe, que foi diagnosticada com demência precoce. Até que Chloe morre de repente, deixando a stalker em crise de abstinência. Inconformada, ela quer continuar seguindo a vida – ou melhor, a morte – da falecida. Para isso, assume uma nova identidade e se infiltra no cotidiano invejável dos amigos mais próximos da falecida, espantando-se ao descobrir que o mundo real de Chloe não era nada instagramável. O contraste levanta suspeitas, mas, para descobrir mais, Becky precisa ousar e mentir muito, arriscando-se a se perder em seu próprio jogo. Criada por Alice Seabright (roteirista e diretora de “Sex Education”), a minissérie é estrelada por Erin Doherty (a Princesa Anne de “The Crown”) como Becky e Poppy Gilbert (“Fique Comigo”) como Chloe. | PLAYERS # 1 | PARAMONT+ Sátira do universo competitivo dos jogadores de LoL (League of Legends), a série é apresentada como uma falso documentário, que revela os bastidores de uma equipe de eSports. Em crise, a equipe precisa lidar com o choque de egos entre seus astros: o ex-campeão em decadência e o novato recém-chegado de 17 anos, considerado um prodígio dos jogos. A série é uma criação de Tony Yacenda e Dan Perrault, que usaram a mesma técnica de falso documentário na sátira “American Vandal”, da Netflix, e o elenco inclui vários rostos desconhecidos para dar a impressão de que as gravações são factuais – incluindo os protagonistas Misha Brooks e Da’Jour Jones como o veterano Creamcheese o prodígio Organizm. | FORTUNA # 1 | APPLE TV+ Maya Rudolph (“Missão Madrinha de Casamento”) vive uma bilionária mimada e extravagante, que tem sua vida virada do avesso ao descobrir a amante de duas décadas do marido. Ridicularizada pelas publicações de fofoca e sem saber como lidar com o divórcio, ela faz uma segunda descoberta: tem uma fundação beneficente em plena atividade no seu nome. A partir daí, decide provar que é mais que uma ricaça alienada, reinventando-se como filantropa. Criada por Alan Yang (“Little America”) e Matt Hubbard (“30 Rock”), “Fortuna” (Loot) é uma sátira da ostentação dos ricaços. Além de Rudolph, destaca ainda Michaela Jaé “MJ” Rodriguez em seu primeiro papel após “Pose”, como a gerente da fundação. | HOMEM X ABELHA: A BATALHA # 1 | NETFLIX Rowan Atkinson volta a estrelar uma série de humor físico, lembrando seu papel mais famoso, Mr. Bean. O ator vive o homem do título, que trava uma batalha destrutiva contra um inseto, enquanto cuida de uma mansão de luxo. O resultado deste conflito vai parar na Justiça. Criada por Atkinson e a equipe de sua franquia “Johnny English” – o roteirista William Davies e o diretor David Kerr – , a premissa é simples e leva a imaginar como foi estendida numa série de 10 episódios. A resposta é simples: cada capítulo dura em torno de 10 minutos cada. O que remete ao tamanho das produções da falida plataforma Quibi (do slogan dos “10 minutos ou menos”). Vista numa maratona, a atração tem tamanho de um filme de 90 minutos. | MENUDO: SEMPRE JOVENS # 1 | HBO MAX Os meninos que cantavam “Não se Reprima” nos anos 1980 contam tudo, desde o estresse causado pela rotatividade das formações aos assédios sexuais e até estupros que sofreram quando eram adolescentes. Mesmo para quem não sabe quem foi Menudo ou seu integrante mais famoso, Rick Martin, o registro documental da época é fascinante, ao desvendar como era a vida da primeira boy band do mundo, fabricada por um empresário de Porto Rico. A direção é de Ángel Manuel Soto, que está à frente da vindoura adaptação de quadrinhos “Besouro Azul”, e de Kristofer Ríos (de “Havana Skate Days”).
Dudu Nobre vai participar da série “A Divisão”
O cantor Dudu Nobre fará participação como ele mesmo na 3ª temporada de “A Divisão”, série da plataforma Globoplay. Ele aparecerá na gravadora do personagem vivido por Marcelo Adnet. Apesar das participações do sambista e do humorista, a trama é bastante dramática: Adnet viverá um empresário da indústria musical que é sequestrado. A elogiada série policial retrata a Divisão Antissequestro do Rio na década de 1990 e é estrelada por Silvio Guindane (“3%”) e Erom Cordeiro (“1 Contra Todos”). Também exibida como filme, “A Divisão” foi criada e produzida por José Júnior, um dos fundadores da ONG AfroReggae, e tem episódios dirigidos pelo cineasta Vicente Amorim (“Motorrad”) – responsável pela versão cinematográfica do projeto. A partir da próxima temporada, a atração também contará com o diretor Heitor Dhalia (“Serra Pelada”). Ainda não há previsão de estreia para os novos capítulos, que começaram a ser gravados em maio.
Série sobre a banda Secos & Molhados não vai mais acontecer
Com roteiros prontos e elenco escalado, a série da Globoplay sobre a banda Secos & Molhados não vai mais acontecer. Isto porque a primeira coisa que deveria ser feita não foi providenciada. A Globo esbarrou na questão dos direitos autorais. Há diferentes versões sobre o que faltou. Há algumas semanas circula que a produção da série foi anunciada antes da autorização dos direitos musicais. Agora, somou-se a isso a informação de que um dos envolvidos com a história decidiu não autorizar a adaptação de sua vida para a produção. Os trabalhos já estavam em fase de ensaio com Gabriel Leone (“Dom”) no papel de Ney Matogrosso, Mauricio Destri (“Os Dias Eram Assim”) como João Ricardo e Caio Horowitz (“Lov3”) como Gérson Conrad – o trio Secos & Molhados. Gabriel e Ney, inclusive, teriam se encontrado para falar do projeto, que tinha produção da O2 e seria inspirado no livro e “Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados”, de Miguel de Almeida.
Cafu vai voltar a jogar futebol em série da Globoplay
Capitão do pentacampeonato mundial e ídolo do São Paulo FC, Cafu vai voltar a entrar em campo, agora na ficção. Ele demonstrou seu talento como jogador de futebol numa participação especial na série “O Jogo que Mudou a História”, atualmente em produção na Globoplay. As primeiras imagens foram disponibilizada na internet – veja abaixo. Apesar do título, a atração narra a escalada do tráfico no Rio. Na trama, duas comunidades vizinhas fictícias, Padre Nosso e Parada Geral, vivem um momento de grande rivalidade e violência entre os moradores. Para piorar, os times das duas localidades são finalistas num campeonato de futebol. O personagem de Cafu é o capitão da equipe da Padre Nosso. Além de Cafu, que estreou como ator no filme “Eu Sou Brasileiro” (2019), os times contam com participação de outros atletas da vida real, como Djalminha, Grafite, Odvan e o ex-goleiro da Seleção Brasileira Carlos Germano. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, eles jogaram uma partida de verdade para as gravações. O elenco de “O Jogo que Mudou a História” é grandioso e ainda inclui, entre outros, Raphael Logam (“Impuros”), Alli Willow (atriz franco-americana de “Bacurau”), Jonathan Azevedo (“Verdades Secretas 2”), Marcelo Serrado (“Galeria Futuro”), Dandara Mariana (“A Força do Querer”), Vanessa Giacomo (“Filhas de Eva”), Bukassa Kabengele (“Pacificado”), Júlio Andrade (“Sob Pressão”), o ex-BBB Babu Santana (“Tim Maia”) e emerson D’Alvaro, que chamou atenção em abril passado ao viver o Exu da Sapucaí, principal destaque da escola de samba Grande Rio, campeã do carnaval carioca deste ano. A trama desenvolvida pela equipe de “Arcanjo Renegado”, o roteirista José Júnior e o diretor Heitor Dhalia, mostrará o surgimento das grandes facções criminosas entre os anos de 1977 e 1989, e ainda fará crossover com outra atração da Globoplay, incluindo personagens de “A Divisão” e “Arcanjo Renegado”. Ainda não há previsão de estreia.
Vídeo de bastidores mostra volta das gravações de “As Five”
A Globoplay divulgou um vídeo para marcar o começo das gravações da 2ª temporada de “As Five”. A prévia mostra os bastidores do início dos trabalhos. As gravações revelam cenas no litoral paulista – que deve estar especialmente frio nesta época do ano. A produção também vai registrar cenas no centro expandido da capital paulista, incluindo a Avenida Paulista, a Rua Augusta e o bairro da Liberdade. Segundo comunicado oficial do Globoplay, os novos episódios vão abordar temas como desigualdade social, racismo, orientação sexual e religião, por meio dos desafios enfrentados pelas cinco amigas do título: Benê (Daphne Bozaski), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti) e Tina (Ana Hikari). “A trama se desenvolve a partir dos conflitos característicos da nova fase das protagonistas. Questões como as incertezas referentes à vida profissional e os aprendizados que chegam com as experiências da juventude somadas às vivências de hoje são retratadas”, diz o comunicado. A série juvenil desenvolvida por Cao Hamburger é derivada de “Malhação: Viva a Diferença”, atração premiada com o Emmy Kids Internacional. Só que os temas são bem mais adultos, ao mostrar o que aconteceu com as “Five”, as cinco protagonistas da história original, após cada uma seguir um rumo diferente no final da história exibida entre entre 2017 e 2018 – e recentemente reprisada na rede Globo. A série é escrita por Luna Grimberg, Maiara de Paula e Maíra Motta, com Vitor Brandt, Íris Junges, Thays Berbe e Thais Fujinaga, tem direção artística de Fabrício Mamberti e direção geral de Dainara Toffoli. Foi nesse site aqui que pediram os bastidores da 2ª temporada de #AsFive? 🤨 Cheguei com os mimos! 💚 pic.twitter.com/ctsri1TuhK — globoplay (@globoplay) June 14, 2022
“Ms. Marvel”, “Peaky Blinders” e as séries da semana
As plataformas de streaming colocam o dedo na ferida nesta semana. Afinal, os destaques são uma nova série da Marvel, que com sua premissa divertida consegue tirar o sono de racistas surtados com o mundo atual, e o final da espetacular “Peaky Blinders”, que deixa claro seu enfrentamento contra fascistas. Entretenimento também convida à reflexão. A lista de estreias ainda destaca produções para o público geek, fãs de cinema de arte, estudiosos de História e a audiência televisiva mais tradicional, que gosta de dramas médicos e tramas policiais. Mas vale chamar atenção especial para “Intimidade”, série pouco divulgada da Netflix, com tema extremamente atual e, como diz a imprensa espanhola, necessário. Confira abaixo os 10 melhores lançamentos da programação de séries. | MS. MARVEL | DISNEY+ A primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) arrancou elogios até de Malala Yousafzay, que aos 17 anos se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz – por sua luta pelo direito à educação de meninas paquistanesas. Apresentada como uma comédia adolescente, a história de Kamala Khan também é a mais fofa e adorável das séries já produzidas pela Marvel. Sem supervilões e ameaças mundiais – ao menos na estreia – , “Ms. Marvel” chegou na Disney+ como uma grande homenagem aos fãs dos super-heróis, dando a Iman Vellani, a novata de 18 anos que foi selecionada entre várias candidatas, o papel da fangirl definitiva. Na trama, Kamala Khan é uma adolescente geek obcecada pela Capitã Marvel, que sofre bullying na escola e repressão na família muçulmana tradicional, mas não abre mão de seus sonhos, mostrando enorme talento artístico para desenhar, criar vídeos e até fantasias de cosplay. Para incrementar uma dessas fantasias, ela decide usar um velho bracelete largado entre as lembranças encaixotadas de sua família, que de repente lhe confere superpoderes. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção conta com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (diretores do blockbuster “Bad Boys Para Sempre” e do vindouro filme da “Batgirl”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois Oscars de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). Novos episódios são disponibilizados todas as quartas na plataforma Disney+. | PEAKY BLINDERS | NETFLIX A grandiosa e épica produção britânica chega ao final numa 6ª temporada repleta de violência, explosões, mortes e vinganças, além de boinas, roupas masculinas impecáveis, rock contemporâneo, visual espetacular e luta contra o fascismo. Embora chegue apenas nesta sexta (10/6) na Netflix, a reta final da produção foi exibida no Reino Unido entre 27 de fevereiro e 3 de abril, e o episódio de estreia atingiu a maior audiência de toda a série ao mostrar o destino de Polly Shelby, personagem da atriz Helen McCrory, que morreu em abril do ano passado devido a um câncer de mama. O final teve praticamente a mesma audiência e ainda rendeu comoção nacional. “Peaky Blinders” se baseia livremente em fatos reais para contar como Thomas Shelby (Cillian Murphy), um veterano da 1º Guerra Mundial, transformou sua família e amigos numa perigosa gangue de rua dos anos 1920 e, pouco a pouco, estabeleceu uma reputação de ser um homem tão perigoso quando respeitável, ampliando sua influência por todo o Reino Unido. Não contente em conquistar seu bairro, ele expandiu seus negócios ilícitos até os EUA e virou político, sendo eleito para o parlamento britânico. Mas também conquistou inimigos à sua altura, entre gangues e políticos rivais, além do IRA, grupo terrorista que luta pela independência da Irlanda. Desde sua estreia em 2013, a série criada por Steven Knight recebeu críticas elogiosíssimas, mas só virou um enorme fenômeno ao começar a ser transmitida na Netflix. Entre os prêmios conquistados, estão o BAFTA TV (o Emmy britânico) de Melhor Série Dramática do Reino Unido em 2018. | FOR ALL MANKIND | APPLE TV+ Em sua 3ª temporada, a ousada sci-fi da Apple TV+ chega aos anos 1990 com uma nova corrida espacial, desta vez rumo ao planeta Marte. Desenvolvida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, a atração explora uma linha temporal alternativa da história, que leva a Guerra Fria até o espaço com consequências dramáticas. Na realidade da série, os astronautas soviéticos foram os primeiros a pousar na Lua e a trama imagina o impacto deste feito na corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. A 1ª temporada concentrou-se principalmente numa recriação alternativa dos 1970, com avanços que não existiram na época – como a participação de astronautas femininas nos primeiros voos para a Lua. A 2ª temporada levou a história aos anos 1980, com a criação de uma Força Espacial americana para enfrentar batalhas lunares, e os novos episódios mostram como a competição das duas potências acelerou a conquista de Marte. O protagonista é o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”), que vive um dos principais astronautas da NASA, e o elenco também inclui Michael Dorman (“Patriot”), Wrenn Schmidt (“The Looming Tower”), Jodi Balfour (“The Crown”), Chris Bauer (“True Blood”), Sarah Jones (“Damnation”), Sonya Walger (“Lost”), Shantel VanSanten (“O Atirador”) e Michael Harney (“Orange Is the New Black”). | IRMA VEP | HBO MAX A minissérie estrelada pela sueca Alicia Vikander, vencedora do Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), é baseada no filme homônimo do francês Olivier Assayas, originalmente lançado em 1996, e tem seus oito episódios escritos e dirigidos pelo próprio cineasta. Na trama, Vikander interpreta Mira, uma estrela de Hollywood desiludida com sua carreira em filmes de super-heróis e enfrentando uma separação recente, que se muda para a França para estrelar um remake do clássico do cinema mudo “Les Vampires”. Aos poucos, porém, as distinções entre atriz e personagem passam a se apagar, graças aos métodos alucinados do diretor à frente do projeto. A atração inclui entre seus produtores Sam Levinson, o criador de “Euphoria”, e ainda traz em seu elenco os atores Tom Sturridge (o “Sandman” da Netflix), Adria Arjona (“Morbius”), Vincent Lacoste (“Amanda”), Byron Bowers (“Personal Shopper”), Fala Chen (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Carrie Brownstein (“Portlandia”), Jeanne Balibar (“Barbara”) e a estreante Devon Ross. | BECOMING ELIZABETH | STARZPLAY A nova superprodução dramática sobre a genealogia da monarquia britânica conta a história da Princesa Elizabeth, antes dela se tornar Elizabeth I, uma das mais poderosas monarcas da História do Reino Unido. Embora não faça parte da mesma franquia, a trama serve de continuação para a trama da saga baseada nos livros da escritora Philippa Gregory, introduzida em “The White Queen”, continuada em “The White Princess” e concluída em “The Spanish Queen” – minisséries também disponíveis na Starzplay. Afinal, Elizabeth é filha de Ana Bolena, por quem seu pai se separou da “rainha espanhola” Catarina de Aragão, a primeira das seis esposas de Henrique VIII. “Becoming Elizabeth” começa justamente com a morte de Henrique VIII e a ascensão do irmão caçula de Elizabeth, Eduardo VI. A série vai mostrar como princesa precisou contar com a morte de dois irmãos e uma prima, que estavam à sua frente na linha sucessória, para virar rainha aos 25 anos. A série foi desenvolvida por Anya Reiss (“Ackley Bridge”), tem direção do cineasta Justin Chadwick (“Amor & Tulipas”) e destaca em seu elenco a alemã Alicia von Rittberg (“Ventos da Liberdade”) como Elizabeth, além de Jamie Blackley (“The Last Kingdom”), Romola Garai (“As Sufragistas”), Alexandra Gilbreath (“Amor & Tulipas”), Jamie Parker (“1917”), Leo Bill (“Taboo”), Oliver Zetterström (“The Romanoffs”) e Bella Ramsey (“Game of Thrones”), entre outros. Estreia no domingo (12/6). | INTIMIDADE | NETFLIX A nova série espanhola da Netflix trata de crimes contra a privacidade numa trama com difamação, assédio, chantagem e pornografia de vingança. Criada por Laura Sarmiento (“Diablero”) e Verónica Fernández (“Longe de Você”), a produção foi inspirada pelo vazamento de dois vídeos sexuais que viraram notícia na Espanha: de uma prefeita que teve a carreira abalada e de uma operária que se suicidou após o tratamento que passou a receber dos colegas em sua fábrica. A trama faz uso de situações similares e acrescenta a história de uma adolescente que tem que lidar com outro vazamento desagradável na escola. O pano de fundo nos três casos é o mesmo: três mulheres de diferentes idades e posições, que veem sua privacidade ruir quando seus ex-parceiros decidem, por diferentes razões, tornar públicas ou ameaçar tornar públicas fotografias e vídeos de natureza sexual. Os críticos espanhóis elogiaram e consideraram a série muito necessária para o país. | PRIMEIRA MORTE | NETFLIX Baseada num conto da escritora Victoria “V.E.” Schwab, a série gira em torno de Juliette, uma vampira adolescente que precisa fazer sua primeira morte. Ela mira numa nova garota na cidade chamada Calliope, sem saber que seu alvo descende de uma família de caçadores de vampiros. Por conta de seus objetivos inconfessos, as duas acabam se aproximando, até um pouco demais para desgosto de suas famílias, que declaram guerra quando elas virarem namoradas. O resultado sugere uma versão de “Romeu e Julieta” com duas Julietas (o nome Juliette não deve ser casual) e, claro, vampiros. A atração é produzida pela atriz Emma Roberts (“American Horror Story”), que adorou a história original, publicada em 2020 pela escritora Victoria “V.E.” Schwab numa antologia de contos de vampiros, e comprou os direitos de adaptação para sua produtora, Belletrist Productions. Além disso, ela convenceu a própria autora a desenvolver a adaptação. Schwab assina os roteiros da série, enquanto Felicia D. Henderson (“The Punisher”) atua como showrunner. Já o elenco destaca Sarah Catherine Hook (“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio”) e Imani Lewis (“Hightown”) como as protagonistas, além de Elizabeth Mitchell (“Lost”, “The Expanse”), Jason R. Moore (“O Justiceiro”), Aubin Wise (“Atlanta”), Will Swenson (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Gracie Dzienny (“Zoo”) e Phillip Mullings Jr. (“American Soul”). | MANAYEK | HBO MAX O título é uma gíria israelense que significa polícia. Nesta produção tensa, um veterano investigador da Divisão de Assuntos Internos prestes a se aposentar esbarra em um caso de corrupção policial onde o principal suspeito é o seu melhor amigo, um oficial condecorado. Criada por Roy Iddan (“Kfula”) e estrelada por Shalom Assayag (“Kfula”), Amos Tamam (“O Espião”) e Liraz Chamami (“Um Jantar Quase Perfeito”), foi considerada a melhor série de 2020 pela Academia de TV de Israel. | DO NADA, GRÁVIDA | NETFLIX Comédia de calamidades dramáticas, a produção dinamarquesa gira em torno de uma médica especialista em fertilidade que descobre estar prestes a entrar na menopausa. Vendo a janela da gravidez se fechar, ela entra em desespero e, num impulso etílico, decide resolver o problema com esperma doado por um ex-namorado, que se encontra armazenado na clínica em que trabalha. Para complicar, ela é apaixonada por esse ex até hoje e percebe que não tem como explicar porque subitamente espera um filho dele. É quando tem uma nova ideia brilhante: transar com dois homens para ninguém ter certeza de quem é o pai da criança. Só que cada decisão equivocada gera apenas mais complicações. A performance da atriz Josephine Park (“Zona de Confronto”) é o maior atrativo da série criada por Nikolaj Feifer (“Banken: New Normal”) e Amalie Næsby Fick (“Sex”). | HOSPITAL NEW AMSTERDAM | GLOBOPLAY A 3ª temporada da atração estrelada por Ryan Eggold (o Tom Keen de “The Blacklist”) foi exibida nos EUA em 2021 e começa em plena pandemia da covid-19. Os capítulos marcaram pelo menos uma baixa significativa no elenco, mas também o início de um novo romance para o Dr. Max Goodwin (Eggold), o diretor médico do hospital Bellevue, em Nova York, que quer restaurar o local, atualmente em situação precária, à sua antiga glória. A série é baseado no livro de memórias do Dr. Eric Manheimer, intitulado “Doze Pacientes: Vida & Morte no Hospital Bellevue”, que foi adaptado por David Schulner (criador da série “Do No Harm”) com consultoria do próprio...












