Hugh Jackson tem problemas com o filho em trailer dramático
A Sony Pictures Classics divulgou o trailer completo de “The Son”, novo drama de Florian Zeller, que venceu o Oscar por “Meu Pai” no ano passado. Após lidar com a demência na Terceira Idade em “Meu Pai”, o novo longa escrito e dirigido por Zeller explora a depressão na adolescência. A trama gira em torno de um executivo chamado Peter, que tem sua vida com a nova parceira Emma e seu bebê recém-nascido abalada pela reaparição da ex-esposa com seu filho adolescente. O jovem está perturbado, distante e com raiva, faltando à escola há meses. Enquanto Peter se esforça para ser um pai melhor, procurando ajudar seu filho, o peso da condição de Nicholas coloca a família em um rumo perigoso. O elenco de “The Son” destaca Hugh Jackman (“Logan”), Laura Dern (“História de um Casamento”), Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”), Zen McGrath (“Marcas do Passado”) e Anthony Hopkins, que venceu o Oscar por “O Pai” e retoma a parceria com o diretor francês num personagem criado especialmente para ele no filme – isto é, que não existia no roteiro teatral. Os filmes do pai e do filho formam uma trilogia escrita por Zeller para o teatro. O terceiro título se chama “The Mother”, que ainda não tem adaptação cinematográfica prevista. “The Son” teve première mundial no recente Festival de Veneza, mas não empolgou a crítica como o filme anterior. O lançamento comercial está marcado para 11 de novembro nos EUA e ainda não há previsão para o Brasil.
Os Banshees de Inisherin: Performance premiada de Colin Farrell ganha novo trailer
A 20th Century Studios divulgou um novo trailer legendado de “Os Banshees de Inisherin”, dramédia estrelada por Colin Farrell e Brendan Gleeson, e dirigida por Martin McDonagh, numa reunião dos protagonistas e do cineasta do ótimo “Na Mira do Chefe” (2008). A prévia apresenta muito do humor sombrio característico de McDonagh, com diálogos rápidos e desnorteantes. Mas o clima aos poucos vai se tornando mais pesado. A trama se passa em 1923, quando um sujeito mais velho (Gleeson) subitamente para de conversar com o seu antigo amigo (Farrell) na ilha fictícia de Inisherin, sem lhe oferecer uma explicação para isso. A decisão acaba gerando consequências para ambos. Aplaudida por 14 minutos no Festival de Veneza, a produção conquistou os troféus de Melhor Roteiro (para McDonagh) e Melhor Ator (para Farrell) no evento cinematográfico italiano e impressionantes 100% de aprovação (com 80 resenhas) no agregador de críticas Rotten Tomatoes. “Os Banshees de Inisherin” é o primeiro filme dirigido por McDonagh desde que foi indicado ao Oscar por “Três Anúncios para um Crime” (2017) e seu elenco ainda conta com Barry Keoghan (“Os Eternos”) e Kerry Condon (“Better Call Saul”). A estreia vai acontecer nesta sexta (21/10) nos EUA e apenas em 2 de fevereiro nos cinemas brasileiros.
Para Olivia Wilde, fofocas sobre “Não se Preocupe, Querida” complementam filme
A atriz e diretora Olivia Wilde abordou o circo montado em torno dos bastidores de seu novo filme, “Não se Preocupe, Querida”, durante participação no programa “The Late Show with Stephen Colbert” de quarta-feira (21/9). Ao ser questionada sobre os “relatos de brigas, análises de linguagem corporal, exposição de mensagens privadas, narrativas e contra-narrativas”, ela afirmou que as fofocas complementam o filme, servindo como metáforas perfeitas para ilustrar a mensagem exibida nas telas. “É meio irônico, porque tudo isso é realmente do que [o filme] se trata”, ela explicou. “O filme é sobre as narrativas que nos alimentam e se escolhemos aceitá-las ou questionar suas fontes. E como você disse, houve mensagens privadas que foram divulgadas sem contexto para tentar fazer uma situação parecer algo que não era.” A mensagem a que ela se refere foi a gravação de uma videochamada vazada por Shia LaBeouf para provar que não tinha sido demitido do filme como Wilde afirmou. No vídeo, Wilde implora para o ator ficar no filme, mesmo sabendo que a sua presença deixava a atriz Florence Pugh desconfortável. “No início do processo de fazer o filme, como diretora, tentei mediar uma situação entre as pessoas para tentar ver se elas poderiam trabalhar juntas e felizes”, explicou Wilde sobre a polêmica. “Uma vez que ficou claro que não era uma relação de trabalho sustentável, recebi um ultimato. Escolhi minha atriz, o que estou muito feliz por ter feito. Na época, eu fiquei chateada por não termos conseguido fazer isso funcionar? Claro. Mas uma informação que veio à tona mais tarde me deixou confiante de que tomamos a decisão certa. Absolutamente.” Quando Colbert pressionou por uma definição sobre a demissão ou não de LaBeouf, ela foi mais clara. “Tivemos que substituir Shia. Ele é um ator fantástico, mas não ia funcionar”, disse Wilde. “E você sabe, quando ele me deu o ultimato, ou ele ou Florence [Pugh], eu escolhi Florence. Então, ele sentiu que estava se afastando e eu senti que estávamos seguindo em frente sem ele. A diferença é uma questão de semântica”. O apresentador ainda quis saber se Harry Styles cuspiu em Chris Pine durante a première no Festival de Veneza, como se espalhou nas redes sociais. “Acho que é um exemplo perfeito de, tipo, as pessoas procurando drama em qualquer lugar que puderem”, respondeu a diretora, dando sua interpretação sobre a popularidade do boato. “Pra deixar claro: Harry não cuspiu em Chris”, completou. Além dessas fofocas, também circularam relatos de desavenças entre Florence Pugh e Wilde, que aparentemente não se falaram durante a première do filme em Veneza. Não há imagens das duas próximas no tapete vermelho e elas se sentaram o mais distante possível para assistir ao filme em sua primeira sessão pública. Pugh também não participou da entrevista coletiva com o resto do elenco, supostamente por não encontrar voo à tempo da Hungria, onde estava filmando “Duna 2”. Seu colega de “Duna 2”, Timothée Chalamet, não teve o mesmo problema para prestigiar a première de “Bones and All” em Veneza. A versão que corre é que Florence Pugh teria se afastado da divulgação do longa por ter se desentendido com Olivia Wilde no caso de LaBeouf. Além disso, a substituição de LaBeouf por Harry Styles também virou problema para a atriz, já que a diretora começou a namorar o cantor durante as filmagens. A situação teria se tornado duplamente desconfortável. Além das visitas do então marido de Wilde, o ator Jason Sudeikis (o Ted Lasso), que levava as crianças para o set – a filha da diretora faz parte do elenco – , Pugh teve que encenar cenas quentes com o namorado de sua “chefe”. O climão foi descrito no final de julho pelo site Page Six e tanto o estúdio New Line, responsável pela produção, quanto representantes de Pugh se recusaram a comentar a descrição. Eles também não desmentiram. Questionada por Colbert sobre o acúmulo de controvérsias, e se era “particularmente frustrante ter pessoas falando sobre muitas coisas que não o filme em si”, Wilde preferiu brincar. “Ah, eles estão?” “Não se Preocupe, Querida” estreou nesta quinta (22/9) no Brasil, um dia antes de chegar aos cinemas dos EUA. Veja abaixo a íntegra da entrevista de Stephen Colbert com Olivia Wilde, que inclui conversas sobre muitos outros temas.
Festival de Veneza premia Cate Blanchett e Colin Farrell
O Festival de Veneza se encerrou neste sábado (10/9) com a premiação de “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras, com o Leão de Ouro. O filme é o primeiro documentário a receber as principais honras do festival. A obra acompanha a vida da artista Nan Goldin e sua campanha contra a família Sackler, dinastia farmacêutica que foi a grande responsável pela epidemia de opioides. Poitras, que já tem um Oscar por seu documentário sobre Edward Snowden, “Cidadãoquatro”, dedicou o prêmio a Goldin. Apesar da falta de astros para celebrar o prêmio principal, Hollywood esteve bem representada na entrega de troféus, com as conquistas da Coppa Volpi para a australiana Cate Blanchett, eleita a melhor atriz pelo trabalho em “Tár”, de Todd Field, e o irlandês Colin Farrell, melhor ator por “The Banshees of Inisherin”, de Martin McDonagh – que também foi premiado pelo roteiro. Os dois foram muito elogiados pela crítica por seus desempenhos. Blanchett, no papel de uma maestrina em crise, e Farrell, enfrentando ódio de um amigo em sua pequena vila, saem de Veneza com indicações ao Oscar praticamente garantidas. Mas também houve uma grande torcida por Brenda Fraser, por “A Baleia” Além deles, Taylor Russell, estrela da série “Perdidos no Espaço”, ganhou o troféu de Melhor Atriz Jovem por sua atuação como uma garota canibal em “Bones and All”, de Luca Guadagnino. Guadagnino também conquistou o Leão de Prata de Melhor Diretor. A Biennale ainda destacou com o Prêmio Especial do Júri o filme iraniano “No Bears”, do diretor Jafar Panahi, que se encontra preso por protestar contra o governo de seu país. Apesar de sua ausência no evento, o cineasta foi aplaudido longamente após o anúncio de seu prêmio. Panahi foi preso em 11 de julho ao chegar ao tribunal de Teerã para acompanhar o caso de outro diretor de cinema premiado, Mohammad Rasulof, que tinha sido preso três dias antes, junto com seu parceiro Mostafa Aleahmad. Segundo um porta-voz do sistema judiciário iraniano, Panahi cumpre uma pena aplicada em 2010, quando foi condenado a 6 anos de prisão e 20 anos de proibição para trabalhar com cinema, por “propaganda contra o governo” – apesar de ter cumprido todos os 6 anos em prisão domiciliar. “Saint Omer”, primeiro longa-metragem de ficção da documentarista francesa Alice Diop, ganhou o prêmio O Grande Prêmio do Júri e o prêmio Leão do Futuro de melhor filme de estreia. No drama jurídico, Diop narra o julgamento de uma mãe franco-senegalesa que cometeu infanticídio. O Júri do 79º Festival Internacional de Cinema de Veneza foi presidido pela atriz americana Julianne Moore. Confira abaixo um resumo dos principais prêmios. Lista completa dos principais vencedores da competição. Leão de Ouro: “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras Grande Prêmio do Júri: “Saint Omer”, de Alice Diop Prêmio Especial do Júri: “No Bears”, de Jafar Panahi Leão de Prata de Melhor Diretor: Luca Guadagnino, por “Bones and All” Melhor Ator Jovem: Taylor Russell, por “Bones and All” Melhor Atriz: Cate Blanchett, por “Tár” Melhor Ator: Colin Farrell, por “The Banshees of Inisherin” Melhor Roteiro: Martin McDonagh, por “The Banshees of Inisherin”
Hugh Jackman tem recepção “de Oscar” no Festival de Veneza
O ator Hugh Jackman (“O Rei do Show”) arrancou elogios da crítica na première do seu novo filme, “The Son”, no Festival de Veneza. Os comentários entusiasmados apontam que esse pode ser o “filme de Oscar” do ator. Além dele, Laura Dern (“Jurassic World: Domínio”) também foi muito reverenciada após a sessão do filme, com o elenco e o diretor Florian Zeller aplaudidos de pé por 10 minutos pelo público presente. Visivelmente emocionado, Jackman abraçou o jovem Zen McGrath (“Marcas do Passado”), que interpreta seu filho, em meio à ovação. O filme, que conta uma tragédia familiar angustiante, também gerou suspiros audíveis dos espectadores durante uma determinada cena dramática. O próprio ator parece ter percebido a possibilidade do Oscar quando leu o roteiro, afirmando que foi “uma sensação como um fogo no meu estômago, foi uma compulsão”, disse ele, durante a coletiva de imprensa nessa quarta (7/9). “Um sentimento que você raramente tem como ator: este papel é para você e você deve interpretá-lo”, completou. A trama do filme gira em torno de Peter, um sujeito que vive uma vida agitada com a nova parceira e seu bebê. Mas a rotina dele é abalada pela chegada da ex-esposa com seu filho adolescente, Nicholas. O jovem está perturbado, distante e com raiva, faltando à escola há meses. Enquanto Peter se esforça para ser um pai melhor, procurando ajudar seu filho, o peso da condição de Nicholas coloca a família em um rumo perigoso. Segundo o crítico Clayton Davis, do site Variety, “o que torna seu desempenho ainda mais impressionante é que, para a maior parte de ‘The Son’, Jackman é meticulosamente reservado, internalizando a frustração de um homem que busca uma solução rápida para os problemas de saúde mental profundamente enraizados de seu filho”. Jackman apontou que o seu trabalho no filme foi tão profundo que mudou a maneira como ele encara a própria paternidade. “Por muitos e muitos anos como pai, meu trabalho era parecer forte e confiável, e nunca parecer preocupado, porque não queria sobrecarregar meus filhos”, disse ele. “Mas desde que estrelei este filme eu mudei minha abordagem. Compartilho mais minhas vulnerabilidades com meus filhos de 17 e 22 anos e vejo o alívio deles quando faço isso.” A relação entre pai e filho não é estranha ao diretor Florian Zeller, responsável pelo drama “Meu Pai” (2020), que rendeu o Oscar de Melhor Ator para Anthony Hopkins. “Todos nós compartilhamos o mesmo dilema”, disse Zeller. “É tão difícil tomar a decisão certa como pai. Nessa situação, eles tomam a decisão errada pensando que podem consertar tudo sozinhos. Mas há um momento em que não há problema em aceitar o fato de você ser impotente.” Segundo Jackman, “o filme realmente mostra como as pessoas ficam isoladas, principalmente em torno de problemas de saúde mental. Há uma vergonha, há uma culpa, há um desejo intenso de consertar as coisas. De entender e ter empatia com as pessoas ao seu redor, se colocar no lugar delas e ter honestidade. Espero que o filme inicie diálogos, espero que o filme nos lembre de nunca nos preocuparmos sozinhos.” O elenco ainda conta com Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”) e Anthony Hopkins, que retoma a parceria de “Meu Pai” com o diretor francês. Curiosamente, o personagem de Hopkins foi criado especialmente para ele no filme, pois não existia no roteiro teatral. É que os filmes do pai e do filho formam uma trilogia escrita por Zeller para o teatro. O terceiro título se chama “The Mother”, que ainda não tem adaptação cinematográfica prevista. “Depois de nossa jornada em ‘Meu Pai’, eu não poderia fazer outro filme sem Anthony”, disse o diretor anteriormente, explicando a inclusão de um avô na sua história. Após passar por Veneza, “The Son” terá sua première norte-americana na segunda-feira (12/9) no Festival de Toronto, antes de ser lançado em 11 de novembro nos EUA. Ainda não há previsão de estreia no Brasil. Veja abaixo um trecho da reação do público e a emoção de Jackman na première. #TheSon receives an emotional 10 minute standing ovation at its #VeniceFilmFestival World Premiere. pic.twitter.com/pnae0HVWOr — Sony Pictures Classics (@sonyclassics) September 7, 2022
É oficial: “Harry Styles não cuspiu em Chris Pine”
Um representante de Chris Pine negou veementemente que o ator foi cuspido por Harry Styles na première de “Não se Preocupe, Querida” no Festival de Veneza. Um vídeo do momento viralizou nas redes sociais, gerando protestos contra o cantor. “Esta é uma história ridícula, uma fabricação completa e o resultado de uma estranha ilusão online que claramente engana e permite especulações tolas”, disse o representante em um comunicado divulgado nesta terça-feira (6/9). “Só para deixar claro, Harry Styles NÃO cuspiu em Chris Pine. Não há nada além de respeito entre esses dois homens e qualquer sugestão de outra forma é uma tentativa descarada de criar um drama que simplesmente não existe”, completa o texto. O comunicado foi emitido depois que as imagens do vídeo, em que Styles supostamente cuspiu em Pine ao sentar para a sessão do filme do Festival de Veneza, gerou milhões de visualizações no Twitter e em outros sites de mídia social. Depois disso, um vídeo mostrando a cena de outro ângulo confirma que o “spitgate” foi realmente ilusão de ótica. O suposto incidente foi apenas uma das muitas controvérsias que a diretora Olivia Wilde e seu elenco tiveram que se defender durante passagem de “Não se Preocupe, Querida” por Veneza. Wilde, em particular, teve que responder a perguntas sobre a ausência de sua estrela principal, Florence Pugh, da entrevista coletiva do filme, após boatos de conflitos durantes as filmagens. Oficialmente, ela não conseguiu chegar à tempo, porque teve problemas para conseguir um voo de Budapeste, na Hungria, onde está filmando “Duna: Parte 2”. Mas Timothée Chalamet, protagonista de “Duna”, não se atrasou nenhum segundo da agenda completa de divulgação de seu novo filme em Veneza. Assim como o vídeo da agora reconhecida falsa cuspida, vários registros mostraram o distanciamento entre Wilde e Pugh, que ficaram distantes e não se falaram durante a première. Pugh também foi a primeira a sair da sessão, encerrando precocemente os aplausos do público, que ajudariam muito a promoção do filme, tendo em vista que a crítica o odiou – está com 43% de aprovação no Rotten Tomatoes, subindo um pouco dos 39% das críticas iniciais. Have you guys seen this? Lmao!!!#ChrisPine #HarryStyles #HarryStylesSpits #HarryStylesSpitsOnChrisPine pic.twitter.com/VEuR2bdijA — Crystal D Mayfield (@CrystalDMay1983) September 6, 2022 Let’s take another look from a different angle for check is that true did Harry Styles spit on Chris Pine???Check Full Video🤓👇https://t.co/5EQheMWH61#DontWorryDarling#HarryStyles#SpitGate#OliviaWilde#ChrisPine pic.twitter.com/6U6JgeaUch — Virals blogs (@ViralsBlogs) September 6, 2022
Première de “Não Se Preocupe, Querida” teve beijo e “cuspe” de Harry Styles em colegas
Um beijo de Harry Styles no ator Nick Kroll, colega de elenco de “Não Se Preocupe, Querida”, viralizou nas redes sociais na noite de segunda-feira (3/9). O selão foi para comemorar a recepção positiva do filme, durante os aplausos do público na première do Festival de Veneza. A diretora de “Não Se Preocupe, Querida”, Olivia Wilde, que também é namorada de Styles, estava presente no evento, assim como outros integrantes do elenco. Rapidamente a iniciativa espontânea do cantor agitou a internet, gerando as reações mais variadas possíveis. Mas não foi a única coisa que aconteceu nessa sessão de gala, que se provou capaz de render tantos rumores como a produção do próprio filme. Aparentemente, Harry Styles também cuspiu em Chris Pine, ao se sentar para assistir a projeção. Pine ficou entre ele e Olivia Wilde no cinema, e, de acordo com os usuários do Twitter, recebeu uma cuspida sutil, flagrada por celulares. Na imagem, Pine parece olhar para as mãos após ser atingido sem acreditar, enquanto Styles não lhe dirige o olhar. Para completar, Florence Pugh, que supostamente estaria brigada com Wilde por problemas nos bastidores das filmagens, sentou-se o mais distante possível da diretora. A atriz, que não compareceu à entrevista coletiva com o resto do elenco, alegando dificuldades para conseguir voo da Hungria – onde está filmando “Duna: Parte Dois” – também foi responsável por interromper os aplausos ao filme. O público tinha começado a aplaudir o final de “Não Se Preocupe, Querida” quando Pugh resolveu ir embora, fazendo com que os outros atores a seguissem e a ovação fosse interrompida de forma precoce, após quatro minutos. Mesmo com todo esse drama, o filme não agradou à crítica, que o qualificou com apenas 39% de aprovação no Rotten Tomatoes. Veja abaixo os vídeos com as cenas mais comentadas e algumas reações do Twitter. Harry Styles kisses Nick Kroll during the standing ovation for #DontWorryDarling. #Venezia79 pic.twitter.com/xqVPtOjwFT — Ramin Setoodeh (@RaminSetoodeh) September 5, 2022 Florence Pugh refuses to make eye contact with Olivia Wilde during the 4-minute #Venezia79 standing ovation for #DontWorryDarling. pic.twitter.com/Xi6lJyZHbj — Ramin Setoodeh (@RaminSetoodeh) September 5, 2022 NO F*CKING WAY. It looks as if Harry Styles just spit on Chris Pine’s lap?! What is going on here?! The press tour for DON’T WORRY DARLING has been an absolute mess. They all seem to f*cking hate each other. pic.twitter.com/SpJC6IL1Yn — Jesabel (@JesabelRaay) September 6, 2022 de TUDO o que eu esperava hoje, Harry Styles dando selinho num cara não era nem uma possibilidade, e eu amei — Lana • FITF 👁 (@lana28t) September 5, 2022 se alguém me dissesse em 2015 que viu harry styles e nick kroll dando selinho eu ia chamar a pessoa de maluca https://t.co/nkBmIAR4kY — reibe (@findmytom) September 5, 2022 simplesmente harry styles sendo o homem mais gostoso e elegante metendo um selinhocom um sorriso enorme em forma de comprimento — ѕυє 📖: verity (@ltminyard) September 5, 2022 Arrumando motivos pra cancelar Harry Styles da cabeça já que ele não tem defeitos publicamente https://t.co/qVuLhaDlO4 — bigger than mylla 🛰// ENTROU NA ERA REPUTATION (@lonjusti) September 6, 2022 O Harry Styles e o Chris Pine em Veneza. pic.twitter.com/qwEI0xgIPU — m. (@wokestaroyco) September 6, 2022 to só vocês achando que harry styles CUSPIRIA publicamente em alguém logo ele sabe pic.twitter.com/QFsLU37D2l — mafe lula da silva (@twoghostsmom) September 6, 2022 No one: Harry Styles: pic.twitter.com/LYHwfJGL56 — B.W. Carlin (@BaileyCarlin) September 6, 2022 Imagine Olivia Wilde and Harry Styles having a Malcolm & Marie moment after their Don't Worry Darling Venice premiere. pic.twitter.com/Td0FlizMM8 — Elliott Bullock II (@Elliott_Bull2) September 6, 2022 Who the fuck does Harry styles think he is spitting on one of my all time favorite actors!!?? — Y🤏 (@Y35498359) September 6, 2022 “the world doesn’t revolve around harry styles”the world: pic.twitter.com/FuEdPQvDP8 — CHOWWW 🏡 (@kissyyhrry) September 5, 2022 pic.twitter.com/GZ8Io222TE — v (@ViralMaterials) September 5, 2022 Florence pugh avoiding from olivia wilde at all costs pic.twitter.com/LjmWLOuvJK — ۟ (@signthenamehere) September 6, 2022 queria entender essa fofoca do Harry e da Florence pugh, estou perdidinha — 𝖒𝖎𝖑𝖊𝖓𝖝 (@bannwartzzz) September 6, 2022 FLORENCE PUGH PUSHED OLIVIA WILDE INTO THE VENICE CANAL???? — grace 17 (@graceshouse) September 6, 2022
Filme do diretor de “3 Anúncios para um Crime” é aplaudido por 14 minutos em Veneza
O filme “The Banshees of Inisherin”, novo trabalho do cineasta Martin McDonagh (vencedor do Oscar por “Três Anúncios para um Crime”), foi aplaudido de pé por 14 minutos ao final da sua exibição no Festival de Veneza. A trama se passa em 1923, na época da Guerra Civil Irlandesa, quando um sujeito mais velho (Brendan Gleeson, da franquia “Harry Potter”) subitamente para de conversar com o seu antigo amigo (Colin Farrell, da “Batman”) na ilha fictícia de Inisherin, sem lhe oferecer uma explicação para isso. A decisão acaba gerando consequências para ambos. “Fico feliz em ver a amizade masculina como algo valioso no momento em que o reajuste das relações de todos com todos está sendo reconsiderado”, disse Gleeson, durante a entrevista coletiva nesta segunda (5/9). “A valorização da amizade masculina de um bromance para mim é muito profunda e pertinente agora.” Farrell foi ainda mais longe, dizendo que o filme contrapõe o mundo contemporâneo, dizendo que a “era da informação” em que vivemos tem um lado negativo, pois ela “nos afasta da intimidade necessária e dos interesses que são necessários para existirmos”. “Conversar, compartilhar pensamentos e sentimentos uns com os outros é o contrário desse mundo tão rápido em fazer julgamentos dos outros, somos tão rápidos em cancelar as pessoas, agora com essa cultura do cancelamento e todas essas coisas. Mas realmente ter uma conversa e uma troca de ideias de tal maneira que você esteja aberto a mudar de opinião, isso é uma coisa linda. Acho que isso nunca vai morrer, mesmo que tenha sido um pouco suplantado pela tecnologia.” “The Banshees of Inisherin” marcou um reencontro de Farrell e Gleeson com o diretor, 14 anos depois que os três trabalharam juntos em “Na Mira do Chefe” (2008). Farrell ainda participou do filme seguinte de McDonagh, “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012). “Não consigo imaginar rejeitar qualquer coisa que ele escreva porque ele é um escritor tão extraordinário”, disse Farrell a respeito do trabalho de McDonagh. “Sempre fico tão profundamente emocionado e psicologicamente tocado com os mundos que ele cria e os personagens que ele projeta.” Gleeson também disse que o tempo que ele passou com McDonagh e Farrell filmando “Na Mira do Chefe” foi “criativo e pessoalmente revigorante” e que ele sempre esperou pela oportunidade de repetir essa experiência. Ao contrário do trabalho anterior do trio, que foi filmado na Bélgica, este novo filme foi rodado na Irlanda, algo que agradou muito o diretor. “Fazer algo na Irlanda foi majestoso, especialmente o oeste da Irlanda. Era um sonho meu”, disse ele. “Toda a área onde filmamos era para onde eu viajava quando criança para visitar parentes. É de onde meu pai veio.” O elenco de “The Banshees of Inisherin” conta ainda com Barry Keoghan (“Os Eternos”) e Kerry Condon (“Better Call Saul”). O filme chega aos cinemas americanos em 21 de outubro, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por The Banshees of Inisherin (@banshees_movie) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Searchlight Pictures Italia (@searchlightpicturesit) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Searchlight Pictures Italia (@searchlightpicturesit)
Olivia Wilde barra polêmicas de “Não se Preocupe, Querida” no Festival de Veneza
A entrevista coletiva de “Não se Preocupe, Querida” gerou muita expectativa nessa segunda (5/9), no Festival de Veneza, devido às diversas polêmicas de bastidores da produção, que vieram à tona recentemente. Entretanto, a cineasta Olivia Wilde (“Fora de Série”) tratou de barrar os comentários, logo que surgiu a primeira questão sobre a ausência de Florence Pugh (“Viúva Negra”) na divulgação do filme. “Em relação a todas essas fofocas e barulhos intermináveis dos tabloides por aí, a internet se alimenta sozinha. Não sinto necessidade de contribuir para isso. Já está suficientemente bem nutrida”, disse Wilde, sem entrar em muitos detalhes. As “fofocas e barulhos” incluem a saída tumultuada de Shia LaBeouf (“Ninfomaníaca”) da produção e a notícia de que Wilde e a protagonista Florence Pugh haviam se desentendido, depois que Wilde começou um relacionamento romântico com o cantor/ator Harry Styles (“Dunkirk”) durante as filmagens. Depois disso, surgiram outros rumores de que Pugh havia recebido um terço do salário de Styles. As polêmicas aumentaram quando ficou claro que Pugh não participaria da rodada de perguntas e respostas. O motivo alegado oficialmente foi o horário do voo de Budapeste, na Hungria, onde ela está filmando “Duna – Parte 2”, que só lhe permitiria chegar mais tarde, apenas para participar da première. Questionada, Wilde afirmou: “Florence é uma força; estamos muito agradecidos por ela ser capaz de ir à estreia hoje à noite, apesar de estar em produção.” Durante a coletiva, Harry Styles aproveitou para relativizar a importância das fofocas da internet. “Há muitos lados negativos na internet”, disse ele, “e eles são bastante óbvios para qualquer um ver. Mas é sempre importante lembrar que há coisas positivas acontecendo no mundo por causa disso também.” Uma pergunta sobre Shia LaBeouf chegou a ser barrada pela organização. O site The Hollywood Reporter tentou fazer uma pergunta sobre a saída do ator da produção, mas o moderador não permitiu, alegando que Olivia Wilde “já havia respondido” esses questionamentos ao falar dos “ruídos da Internet”. Entretanto, o tema não é fofoca. Em uma entrevista anterior, Wilde disse que precisou demitir o ator por causa da sua “energia combativa” e para manter Pugh “segura”. E foi retrucada por LaBeouf, que afirmou que foi ele quem desistiu de estrelar o filme. E para provar, vazou um vídeo de uma ligação feita por Wilde implorando para ele ficar no filme, mesmo sabendo que a sua presença deixava Pugh desconfortável. Mas se as polêmicas de bastidores geraram desconversas, os temas abordados no seu filme animaram bastante a diretora durante o encontro com a imprensa. Ela afirmou que, apesar de (parecer) se passar na década de 1950, “infelizmente, o filme é muito atemporal”. “Acho que nunca haverá um momento em que a ideia de controlar o corpo de alguém não seja algo que mereça ser combatido”, apontou. A fala de Wilde também se refere à polêmica decisão da Suprema Corte dos EUA de reverter a lei federal que garantia o direito ao aborto. “Pensamos muito nas gerações de mulheres que vieram antes da nossa, mas, infelizmente, também na geração de mulheres de agora – em termos de autonomia corporal. Foi uma grande parte do motivo pelo qual queríamos contar a história”, disse ela. “Você sabe, nós começamos a escrever este filme na era de tornar a ‘América Grande Novamente’”, disse ela, referindo-se ao slogan da campanha presidencial de Donald Trump. “E nós estávamos realmente questionando o que exatamente isso significa? Acho que também com este filme, você tem que lembrar que tudo é uma metáfora. Você sabe, o paradoxo da vitória é que tudo o que é belo também é sinistro. E isso é planejado.” No final do dia, Florence Pugh apareceu no tapete vermelho da première, sorrindo bastante e abraçando todo o elenco. E teve até beijo entusiasmado de Harry Styles em Nick Kroll (“Nossa Bandeira é a Morte”), que também faz parte do elenco da produção. “Não Se Preocupe, Querida” se passa num subúrbio isolado do deserto da Califórnia. Entretanto, a aparente vida perfeita naquele local tem uma condição: o segredo absoluto do trabalho dos maridos. Ninguém fala sobre o misterioso Projeto Vitória, que estaria “mudando o mundo”. Mas sinais de que algo está errado são cada vez mais evidentes, com pesadelos, apagões e coincidências marcando a vida das esposas. E quando a personagem de Pugh começa a questionar tudo, não é apenas seu casamento com Styles que fica em risco. O elenco de “Não Se Preocupe, Querida” ainda conta com Chris Pine (“Mulher-Maravilha”), Gemma Chan (“Eternos”), Kiki Layne (“Um Príncipe em Nova York 2”) e a própria Olivia Wilde. A estreia no Brasil está marcada para o dia 22 de setembro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Don't Worry Darling (@dontworrydarling) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Warner Bros. Pictures (@wbpictures) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por e🪩 (@ballerinarrrry)
Brendan Fraser chora com aplausos para “A Baleia” no Festival de Veneza
O ator Brendan Fraser foi às lágrimas na première de “A Baleia” (The Whale), após o filme receber sete minutos de aplausos do público no Festival de Veneza na noite de sábado (4/9). Visivelmente emocionado, ele foi cercado pelo público do festival com pedidos de autógrafos e abraços. A recepção da crítica também exaltou o trabalho do ator, que já foi um dos mais bem-pagos dos anos 1990, na época da franquia “A Múmia”, mas vinha trabalhando mais na TV que no cinema nos últimos anos. Falando na entrevista coletiva do filme no início do dia, Fraser disse que estava “ansioso para ver se este filme causará uma profunda impressão em todos, tanto quanto causou em mim”. Em “A Baleia”, ele vive Charlie, o professor de 270 quilos que não sai de casa e tenta se reconciliar com a filha adolescente, interpretada por Sadie Sink (de “Stranger Things”). O filme inteiro se passa dentro do apartamento de Charlie, que tem muita dificuldade de levantar-se e movimentar-se pela casa. Para viver o personagem, o ator ganhou peso, mas seu tamanho desproporcional foi resultado de muita maquiagem prostética e um traje especial. Fraser confessou até que teve que reaprender a andar com o peso do “corpo” postiça. “Sentia vertigem quando o traje era removido. Tenho empatia por quem tem um corpo assim. É preciso ser uma pessoa forte fisicamente e mentalmente”, apontou. Falando à imprensa internacional, o diretor Darren Aronofsky contou ter passado dez anos tentando encontrar o ator certo para o papel, incluindo alguns grandes astros. “Nada funcionou”, disse Aronofsky, até ver o trailer de uma produção que Fraser rodou no Brasil, chamada “12 Horas Até o Amanhecer” (2006). “Na hora, uma luz se acendeu”, disse ele. Para confirmar, Aronofsky decidiu colocar Brendan Fraser para fazer uma leitura com Sadie Sink, que já tinha sido escalada – porque o cineasta a considera sua “atriz jovem favorita”. “Ver os dois juntos me deixou arrepiado”, disse o diretor. A personagem de Sink é uma adolescente revoltada chamada Ellie, que se surpreende ao reencontrar o pai e ver, além de sua gordura, que ele é um homem bondoso e amoroso. “Na primeira cena, Ellie tem muito a dizer, pois na sua cabeça Charlie é um vilão”, disse a atriz. “Ela não esperava alguém que gosta dela, que demonstra cuidado. Não esperava um pai amoroso. Cada cena é uma batalha. Ellie recebe provas de que está errada, mas não quer estar, porque não costuma estar errada em relação às pessoas.” Essa diferença de visões foi que inspirou Aronofsky a querer filmar a peça original de Samuel D. Hunter. “O cinismo está vivo no filme, mas em guerra com a visão de Charlie”, explicou. “Essa é a razão pela qual eu quis fazer o filme. É a mensagem mais importante para colocar no mundo agora. Todos estamos nos apoiando no cinismo e no lado sombrio, e não precisamos disso.” Após sua estreia em Veneza, “A Baleia” será exibido no Festival de Toronto, no Canadá, antes de seu lançamento comercial nos EUA em 9 de dezembro. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil. Veja abaixo toda a emoção de Fraser ao receber o reconhecimento do público. Ver a Brendan Fraser llorar por la ovación de 6 minutos que recibió por su última película y recordar que ha luchado contra la depresión, sobrepeso, la muerte de su mamá, lesiones, divorcio, un abuso por parte de un periodista y que logró regresar… 👏🏻pic.twitter.com/tZ1YhWz32q — Mario Mojica Cuello (@mariomojc) September 4, 2022
Novo filme de Cate Blanchett é aplaudido de pé no Festival de Veneza
O novo filme de Cate Blanchett (“O Beco do Pesadelo”) foi aplaudido de pé por seis minutos após sua première mundial no Festival de Veneza, na noite de quinta (1/9). Intitulada “Tár”, a obra marca o retorno do cineasta Todd Field 16 anos após o lançamento do seu filme anterior, “Pecados Íntimos” (2006). Na trama, Blanchett interpreta Lydia Tár, uma maestrina gay e tirânica que se tornou a primeira mulher a conduzir uma grande orquestra alemã, mas se encontra na mira de um escândalo do movimento #MeToo. Durante a coletiva de imprensa, Blanchett disse que o papel “parecia urgente e inegável”, mas afirmou que nem pensou no gênero ou na sexualidade da sua personagem. “Eu amo isso no filme. É um retrato muito humano. E acho que amadurecemos o suficiente como espécie para que isso [sexualidade] não seja uma manchete ou uma questão. Achei isso muito emocionante.” “Embora haja muitos tópicos quentes que surgem neste filme, o filme não é sobre nenhuma dessas coisas”, disse ela, referindo-se à temática do #MeToo. “São dispositivos de enredo. O filme foi feito na época em que vivemos. Há muitas coisas explosivas nos filmes – não quero soar muito arrogante – mas é muito mais existencial.” O diretor, que também escreveu o roteiro, explicou que o papel “não foi escrito com Cate Blanchett em mente, foi escrito para Cate Blanchett”. Como preparação para o papel, Blanchett aprendeu sozinha a falar alemão, a tocar piano e a conduzir uma orquestra. Toda essa dedicação deve gerar frutos. As críticas do filme destacam o trabalho da atriz, muitas deles apontando que ela deve conseguir a sua oitava indicação ao Oscar – e, possivelmente, a sua terceira vitória depois de “O Aviador” (2005) e “Blue Jasmine” (2014). O elenco ainda conta com Nina Hoss (“Minha Irmã”), Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), Julian Glover (“Game of Thrones”), Mark Strong (“Shazam!”) e Allan Corduner (“Homeland”). “Tár” ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Assista ao trailer do filme.
Lars von Trier vai pausar carreira para tratar Parkinson
O cineasta dinamarquês Lars von Trier contou nesta quinta-feira (1/9), por videochamada durante o Festival de Veneza, que está se sentindo bem depois de ser diagnosticado com Parkinson, mas reconheceu que levará tempo para se acostumar com os tremores causados pela doença. Por isso, pretende pausar a carreira para se tratar. “Acho que estou indo bem, mas o tremor levará algum tempo para enfrentar”, disse o diretor de 66 anos. “Me sinto um pouco mais estúpido do que costumava ser, então isso diz muito.” Ele participou remotamente da première mundial de sua nova série sobrenatural, “The Kingdom Exodus”, considerada a 3ª temporada de “O Reino” (The Kingdom), produção de terror que ele realizou nos anos 1990. Na entrevista coletiva, disse que, depois desse lançamento, vai dar um tempo para se dedicar ao tratamento, antes de retornar às câmeras. “Vou fazer uma pequena pausa e descobrir o que fazer. Mas eu certamente espero que minha condição melhore. É uma doença que você não pode curar, mas pode trabalhar sobre os sintomas”, explicou “Eu só tenho que me acostumar com isso e não passar vergonha na frente das pessoas. E depois continuar, porque o que mais posso fazer?”, acrescentou. “The Kingdom Exodus” foi exibida no Festival de Veneza como um filme de cinco horas, e será lançada em cinco episódios em duas plataformas de streaming: a Viaplay na Escandinávia e na MUBI no resto do mundo. Ambientada em um hospital construído em cima das antigas lagoas de branqueamento (cheias de químicas da indústria têxtil) em Copenhague, onde o mal se enraizou, a série teve as primeiras temporadas exibidas em 1994 e 1997, e o desfecho vai contar a história de uma sonâmbula chamada Karen (interpretada por Bodil Jørgensen, de “Tempos de Escuridão”) que busca respostas para questões não resolvidas que possam impedir o hospital de cair em ruínas. O elenco ainda conta com Lars Mikkelsen (“House of Cards”), Nikolaj Lie Kaas (“Britannia”), Mikael Persbrandt (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”), Ghita Nørby (“Toscana”), Nicolas Bro (“Loucos Por Justiça”), Søren Pilmark (“Atlantic Crossing”), Peter Mygind (“Borgen”), Udo Kier (“Bacurau”) e Tuva Novotny (“O Último Destino”), além de uma participação especial de Alexander Skarsgård (“O Homem do Norte”). Lars von Trier dirigiu todos os episódios e continuou a trabalhar na pós-produção de “The Kingdom Exodus” mesmo depois de ser diagnosticado com Parkinson.
Olivia Wilde diz que trailer de “Não se Preocupe, Querida” foi censurado
A atriz e cineasta Olivia Wilde revelou que o trailer original de “Não se Preocupe, Querida” preocupou a MPA (Motion Picture Association), entidade responsável pela classificação etária das produções cinematográficas dos EUA. Em entrevista à agência Associated Press antes da estreia de seu filme no Festival de Veneza, a diretora disse que teve cortar cenas do trailer devido à natureza sexual de seu conteúdo. “Teve muita coisa que foi tirada do trailer. A MPA chegou forte e tive que cortar algumas cenas, o que me deixou chateada porque achava que as cenas colocavam o vídeo em outro lugar. Mas, é claro, ainda vivemos em uma sociedade muito puritana”, ela lamentou. As cenas censuradas mostravam o relacionamento sexual entre os personagens de Harry Styles e Florence Pugh. “Acho que a falta de erotismo no cinema americano é algo novo. E quando falamos em prazer feminino, é algo que não vemos quando não estamos tratando de um cinema queer”, acrescentou. Como filmes para o público lésbico nunca são questionados, ela acredita haver problemas de entendimento do que o público está disposto a ver. “O público não é tão puritano quanto as corporações pensam que são. E ainda assim as pessoas ficam chateadas. Quero dizer, as pessoas ficaram chateadas comigo por causa disso”, disse ela. “Acho que é uma prova do filme. Queremos ser provocativos. A ideia não é fazer você se sentir seguro.” “Não se Preocupe, Querida” chega a Veneza na segunda-feira (5/9), após chamar atenção por várias intrigas de bastidores, alimentadas pela saída do ator Shia LaBeouf no começo do projeto, o namoro da diretora com Harry Styles, que levaria ao fim do casamento dela, e o suposto desconforto de Florence Pugh com tudo isso. O segundo longa dirigido por Olivia Wilde se passa num subúrbio isolado do deserto da Califórnia dos anos 1950. Entretanto, a aparente vida perfeita naquele local tem uma condição: o segredo absoluto do trabalho dos maridos. Ninguém fala sobre o misterioso Projeto Vitória, que estaria “mudando o mundo”. Mas sinais de que algo está errado são cada vez mais evidentes, com pesadelos, apagões e coincidências marcando a vida das esposas. E quando a personagem de Pugh começa a a questionar tudo, não é apenas seu casamento com Styles que fica em risco. Após a première mundial no Festival de Veneza, o filme chega aos cinemas do Brasil em 22 de setembro, um dia antes do lançamento nos EUA.












