Rapper Travis Scott anuncia lançamento surpresa de filme e disco inédito
O rapper Travis Scott surpreendeu seus fãs com o anúncio do lançamento de um filme, “Circus Maximus”, e também de seu quarto álbum de estúdio, “Utopia”. Ambos vão estrear nesta semana, com o filme chegando aos cinemas dos EUA na quinta-feira (27/7) e o álbum na sexta (28/7). Ele divulgou um trailer do longa em suas redes sociais. Filme surpresa “Circus Maximus” promete levar o público a uma “odisseia visual alucinante ao redor do mundo, entrelaçada pelos sons que fazem tremer os alto-falantes com seu tão esperado álbum ‘Utopia'”, de acordo com a descrição oficial do longa, no site da rede de cinemas AMC. “O filme é uma jornada surreal e psicodélica, que une um coletivo de cineastas visionários de todo o mundo em uma exploração caleidoscópica da experiência humana e do poder das paisagens sonoras”, completa o texto. A obra foi escrita e dirigida por Scott em parceria com diretores famosos, incluindo Gaspar Noé (“Climax”), Nicolas Winding Refn (“Drive”), Harmony Korine (“Spring Breakers”), Valdimar Jóhannsson (“Lamb”) e Kahlil Joseph (“Lemonade”). Foi filmado em cinco países, incluindo Islândia, Dinamarca, França, Nigéria e Itália. E tudo indica que será uma coleção de clipes – também chamada de “álbum visual” – ao estilo de “Lemonade” e “Black Is King”, de Beyoncé. O novo álbum Além de vir acompanhado por um filme, “Utopia” terá um grande lançamento, com um concerto transmitido ao vivo em frente às Pirâmides de Gizé, no Egito. Este é o primeiro grande projeto de Scott desde o notório Festival de Música Astroworld de 2021 em Houston, onde o excesso de público resultou na morte de oito espectadores. Mas o rapper está trabalhando no disco há pelo menos três anos: Scott anunciou oficialmente seu título em 2020, no segundo aniversário do lançamento de seu terceiro álbum, “Astroworld”. Para promover “Utopia”, Scott lançou um single principal, “K-Pop”, com Bad Bunny e The Weeknd, em 21 de julho. No Instagram, o rapper ainda compartilhou cinco capas de álbuns para “Utopia”, todas apresentando homens negros usando lentes de contato brancas, enquanto seguram maços de dinheiro. Mais um filme surpresa Além dos novos filme e álbum, Scott também planeja lançar outro filme surpresa no Festival de Veneza 2023: “Aggro Dr1ft”, dirigido pelo colaborador de “Circus Maximus” Harmony Korine. Com de 80 minutos de direção, o filme traz Scott e o ator espanhol Jordi Mollà (“Jack Ryan”) nos papéis principais, mas não há nenhuma outra informação sobre seu conteúdo. Tanto “Aggro Dr1ft” quanto “Circus Maximus” tem produção da A24. CIRCUS MAXIMUSIN THEATRES JULY 27Ahhhhhhhhhhhh FINALLLYYY HEAR SEE U IN UTOPIA!!!!Tickets https://t.co/IAE55veLSR pic.twitter.com/EWtDVFeAju — TRAVIS SCOTT (@trvisXX) July 25, 2023 CIRCUS MAXIMUS JULY 27th pic.twitter.com/KJWBVYebh5 — TRAVIS SCOTT (@trvisXX) July 25, 2023
Festival de Veneza aposta em polêmicas com filmes de Polanski e Woody Allen
O 80º Festival de Veneza, que ocorrerá de 30 de agosto a 9 de setembro, anunciou uma seleção de filmes que promete atrair a atenção internacional, mas também gerar controvérsias. Entre os filmes selecionados estão obras de diretores que foram recentemente “cancelados” por denúncias de abusos sexuais: Roman Polanski, Woody Allen e Luc Besson. Diretores polêmicos Polanski, que fugiu dos EUA em 1978 após ser condenado por agressão sexual a uma adolescente, apresentará seu novo filme, “The Palace”, fora da competição. Woody Allen traz “Coup de Chance”, e Luc Besson estreará “DogMan” na competição. Todos os três cineastas foram alvo de alegações de abuso e, no contexto do movimento #MeToo, de campanhas de cancelamento online. No entanto, apenas Polanski foi acusado formalmente de um crime. Woody Allen foi considerado inocente das alegações de abuso de sua filha adotiva nos anos 1990 e os tribunais franceses rejeitaram repetidamente as acusações contra Besson, inclusive recentemente descartando um caso envolvendo uma suposta agressão a uma atriz belga. Alberto Barbera, diretor do festival, defendeu a escolha de incluir Polanski na programação oficial. “O caso Polanski [tem sido] debatido há 50 anos. Não entendo por que não se pode distinguir entre as responsabilidades do homem e as do artista”, disse ele. “Polanski tem 90 anos, é um dos poucos mestres em atividade, fez um filme extraordinário… Pode ser o último filme de sua carreira, embora eu espero que ele faça como [Joaquim] de Oliveira, que fez filmes até os 105 anos. Eu me posiciono firmemente entre aqueles que no debate distinguem [entre] a responsabilidade do homem e a do artista.” Filmes descancelados “The Palace”, de Polanski, é descrito como uma comédia negra ambientada em um luxuoso hotel suíço na véspera de Ano Novo em 1999. O elenco inclui John Cleese, Luca Barbareschi, Oliver Masucci, Fanny Ardant e Mickey Rourke. Já “Coup de Chance”, de Allen, é o primeiro filme do diretor em francês. Nos últimos anos, Allen encontrou dificuldades para garantir financiamento nos EUA para seus filmes, após as alegações de abuso de sua filha adotiva, Dylan Farrow, ressurgirem na era pós-#MeToo. No entanto, distribuidores europeus continuaram a apoiá-lo. O novo filme, que será lançado na França em 27 de setembro, inclui um elenco de estrelas francesas, incluindo Lou de Laage, Valerie Lemercier, Melvil Poupaud e Niels Schneider. “DogMan”, de Besson, marca o retorno do diretor ao cinema, após se afastar por quatro anos para lidar com acusações de assédio e estupro. O drama, que traz Caleb Landry Jones como um jovem marcado pela vida, que encontra sua salvação através do amor por seus cães, foi um sucesso de pré-vendas para a Kinology no European Film Market em Berlim em fevereiro, vendendo seus direitos de exibição para quase todo o mundo. Cinema brasileiro A programação do Festival de Veneza também exibe o longa-metragem brasileiro “Sem Coração”, que fará sua estreia mundial na mostra paralela Horizonte. O filme é uma coprodução oficial entre Brasil, França e Itália, dirigido e escrito por Nara Normande e Tião, e produzido por Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho (Cinemascópio), Justin Pechberty, Damien Megherbi (Les Valseurs), Nadia Trevisan, Alberto Fasulo (Itália) e pela Vitrine Filmes. “Sem Coração” se passa no verão de 1996, no litoral de Alagoas, e acompanha Tamara, que está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Ela ouve falar de uma adolescente apelidada de “Sem Coração” por causa de uma cicatriz que tem no peito. Ao longo do verão, Tamara sente uma atração crescente por essa menina misteriosa. O filme foi rodado em locações no litoral de Alagoas, entre setembro e outubro de 2022. Presença de grandes cineastas Outros destaques do festival são “The Killer”, de David Fincher, que traz Michael Fassbender como um assassino frio que começa a desenvolver uma consciência, e “Maestro”, de Bradley Cooper, um drama sobre o grande maestro Leonard Bernstein. Ambos são lançamentos da Netflix, que também está competindo pelo Leão do Ouro com “El Conde”, do chileno Pablo Larrain, que retrata o ditador Augusto Pinochet como um vampiro. A lista de cineastas americanos ainda inclui Ava DuVernay, que traz “Origin”, sobre o sistema de hierarquia que moldou os EUA, Sofia Coppola, que apresenta a cinebiografia “Priscilla”, cinebiografia de Priscilla Presley, e Michael Mann, que entra na disputa com o drama de corrida “Ferrari”, com Adam Driver no papel de Enzo Ferrari, o fundador da famosa marca de carros. O festival também mostrará a estreia do diretor mexicano Michel Franco em inglês, com “Memory”, um filme ambientado em Nova York e estrelado por Jessica Chastain e Peter Sarsgaard, além de novos filmes do diretor japonês de “Drive My Car”, Ryûsuke Hamaguchi, chamado “Evil Does Not Exist”, e do grego Yorgos Lanthimos, a ficção científica surrealista “Poor Things”, estrelado por Emma Stone. Seleção europeia A Itália também marca forte presença com seis títulos na competição, liderados pelo filme de abertura “Comandante”, um épico anti-guerra ambicioso estrelado pelo ator italiano Pierfrancesco Favino. Outros destaques italianos incluem “Io Capitano”, de Matteo Garrone, sobre a jornada homérica de dois jovens africanos que deixam Dakar para chegar à Europa, e “Finalmente L’alba”, de Saverio Costanzo, ambientado na Cinecittà durante os anos 1950, quando as famosas instalações de cinema eram conhecidas como a “Hollywood no Tibre”. Da França, vem o já mencionado “Dogman”, de Luc Besson, e “The Beast”, uma sci-fi de Bertrand Bonello que traz Léa Seydoux como uma jovem atormentada que decide purificar seu DNA em uma máquina, que a levará em uma jornada por uma série de vidas passadas. Outros filmes notáveis incluem os poloneses “The Green Border”, de Agnieszka Holland, sobre a crise humanitária desencadeada pelo presidente bielorrusso Lukaschenko, que em 2021 abriu a fronteira da Bielorrússia com a Polônia para migrantes, e “Kobieta Z”, da dupla de diretores Małgorzata Szumowska e Michał Englert. O Festival de Veneza de 2023 acontecerá de 30 de agosto a 9 de setembro.
Rivais: Greve dos atores tira filme de Zendaya do Festival de Veneza
O drama esportivo “Rivais” (Challengers), dirigido pelo italiano Luca Guadagnino (“Me Chame pelo Seu Nome”), não vai mais abrir o Festival de Veneza. O longa estrelado por Zendaya (“Duna”) foi adiado para abril de 2024 devido à grade dos atores de Hollywood. A produção da MGM e da Warner Bros. seria responsável pela abertura do festival italiano, consagrado como um dos principais eventos do cinema e palco de divulgação para grandes produções. Apesar de não concorrer na competição, “Rivais” faria sua estreia no primeiro dia do festival, que começa em 30 de agosto. O longa traz Zendaya como Tashi Duncan, uma tenista prodígio que se tornou uma renomada treinadora, implacável dentro e fora das quadras. Ela é casada com o campeão Art (Mike Faist, de “West Side Story”), que lida com uma série de derrotas nos últimos anos. Enquanto busca uma redenção para o marido no esporte, uma reviravolta surpreendente acontece quando ele é desafiado pelo fracassado Patrick (Josh O’Conner, de “The Crown”), ex-melhor amigo de Tashi e que também já foi seu namorado. A história complexa do trio é apresentada desde seus relacionamentos ainda jovens até o presente, onde todos precisam lidar com uma rivalidade histórica. Nos cinemas dos Estados Unidos, o longa recebeu uma classificação indicativa para maiores (R-Rated). Impacto da greve e filme substituto Com a greve dos atores decretada no dia 13 de julho, os astros de Hollywood não podem participar de qualquer atividade promocional. Diante da situação, as participações em eventos como festivais, premières e premiações estão sendo canceladas – enquanto as filmagens das novas produções são paralisadas. Dessa forma, a MGM e a Warner Bros. tomaram a decisão de cancelar a estreia de “Rivais”, evitando realizar a divulgação do filme sem a participação do elenco. Em resposta a renúncia, o Festival de Veneza anunciou como substituto o italiano “Comandante”, longa dirigido por Edoardo De Angelis (“Maradona: Conquista de um Sonho”) sobre a 2ª Guerra Mundial. O filme acompanha o comandante de um submarino italiano que, depois de salvar 26 belgas de um naufrágio, se vê forçado, pelo excesso de pessoal, a navegar pela superfície da água por três dias, fiando visível para as forças inimigas e colocando em perigo sua vida e a de seus homens.
Filme de Zendaya vai abrir o Festival de Veneza 2023
O filme “Rivais” (Challengers), dirigido pelo italiano Luca Guadagnino (“Me Chame pelo Seu Nome”), vai abrir o Festival de Veneza de 2023. A organização informou que a première mundial vai acontecer em 30 de agosto, inaugurando a 80ª edição do evento, mas a exibição acontecerá fora de competição. Estrelado por Zendaya (“Duna”), o longa acompanha a história de três jogadores de tênis que se envolvem em um triângulo amoroso enquanto enfrentam as tensões do mundo esportivo. O elenco ainda conta com Mike Faist (“West Side Story”) e Josh O’Conner (“The Crown”). Na trama, Zendaya interpreta Tashi Duncan, uma tenista prodígio que se tornou uma renomada treinadora, implacável dentro e fora das quadras. Ela é casada com o campeão Art (Mike Faist), que lida com uma série de derrotas nos últimos anos. Enquanto busca uma redenção para o marido no esporte, uma reviravolta surpreendente acontece quando ele é desafiado pelo fracassado Patrick (Josh O’Conner), ex-melhor amigo de Tashi e que também já foi seu namorado. A história complexa do trio é apresentada desde seus relacionamentos ainda jovens até o presente, onde todos precisam lidar com uma rivalidade histórica. É importante mencionar que o longa recebeu uma classificação indicativa para maiores (R-Rated) nos cinemas dos Estados Unidos. Preparação intensa para viver a personagem Diante do desafio de interpretar uma atleta profissional do tênis, Zendaya teve um treinamento bastante intenso para a personagem. Em entrevista para a Variety, o diretor revelou que a atriz treinou o esporte por três meses com Brad Gilbert, ex-atleta e técnico de tênis profissional. “Editamos o filme e, na verdade, quase não usamos nenhuma de suas dublês. Ela é muito boa”, declarou Guadagnino. Além disso, o diretor e Zendaya atuam como produtores ao lado de Amy Pascal e Rachel O’Connor, de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (2021). O roteiro é assinado por Justin Kuritzkes (“Ticklish”), enquanto a trilha sonora do longa-metragem é composta por Trent Reznor e Atticus Ross, vencedores do Oscar pelas trilhas de “A Rede Social” (2010) e “Soul” (2020). “Rivais” tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 14 de setembro. Veja a seguir o trailer da produção.
Diretor de “La La Land” presidirá júri do Festival de Veneza
O diretor Damien Chazelle, responsável pelos filmes “Whiplash” (2014), “La La Land” (2016), “O Primeiro Homem” (2018) e “Babilônia” (2022), será o presidente do júri oficial do 80º Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece entre 30 de agosto e 9 de setembro. “Durante dez dias do ano, esta cidade das artes, de Tintoretto e Titian e Veronese, se torna uma cidade de cinema, e me sinto humilde e encantado por ser convidado para liderar o júri deste ano. Mal posso esperar para descobrir uma nova safra de grandes filmes no 80º Festival de Cinema de Veneza”, disse Chazelle. Chazelle abriu o Festival de Veneza duas vezes. Primeiro, com “La La Land” em 2016, e em 2018 com “O Primeiro Homem”. “La La Land” recebeu 14 indicações ao Oscar, vencendo seis, incluindo Melhor Diretor. Damien Chazelle foi o diretor mais jovem a ganhar o prêmio. “O Primeiro Homem”, estrelado por Ryan Gosling e Claire Foy, recebeu quatro Oscars. O júri de Chazelle concederá o Leão de Ouro de Melhor Filme, além dos demais troféus da mostra competitiva. No ano passado, a cineasta americana Laura Poitras recebeu o Leão de Ouro com o seu documentário sobre Nan Goldin, “All the Beauty and the Bloodshed”. Além de Chazelle, mais dois cineastas foram anunciados à frente de outros prêmios do evento. A cineasta francesa Alice Diop será a presidente do prêmio Luigi De Laurentiis de Veneza para estreias em longa-metragem. No ano passado, Diop lançou em Veneza seu primeiro filme de longa-metragem de ficção, “Saint Omer”, que recebeu o Grande Prêmio do Júri (Leão de Prata) e também o Luigi De Laurentiis (conhecido ainda como Leão do Futuro). O filme foi selecionado como a escolha oficial da França para o 95º Oscar e conquistou o César de melhor estreia, além do Prêmio Jean Vigo. “Que grande honra, que grande alegria ter sido escolhida para presidir o prêmio Luigi De Laurentiis de Veneza para um filme de estreia, em um festival que me acolheu e ofereceu tanto no ano passado”, disse Diop. “Estou feliz em passar o bastão este ano e trabalhar para ver uma nova voz surgir na paisagem cinematográfica que o Festival de Veneza sempre buscou renovar”. Já o diretor italiano Jonas Carpignano vai liderar o júri da categoria Horizontes, que exibe filmes experimentais e de vanguarda. Carpignano estreou com “Mediterrânea” (2015), que foi exibido na Semana da Crítica em Cannes e posteriormente indicado a três Spirit Awards, além de ter rendido ao cineasta o prêmio de Diretor Revelação no Gotham Awards. Dois anos depois, o seu segundo filme “Ciganos da Ciambra” (2017) foi selecionado para representar a Itália no Oscar. Em 2021, “A Chiara”, sua obra mais recente, foi exibida na Quinzena em Cannes, onde levou o prêmio Europa Cinemas Label. “É uma tremenda honra para mim presidir o júri de Horizontes este ano, e sou muito grato ao Festival de Cinema de Veneza por este privilégio”, disse Carpignano. “Ano após ano, a rica e audaciosa seleção de Horizontes nos oferece uma imersão profunda no mundo do cinema. Mal posso esperar para viver as emoções e experimentar as diversas realidades que conheceremos nos cinemas do Lido. Ter a oportunidade de ver alguns dos melhores filmes do ano em um dos lugares mais bonitos do mundo é algo realmente especial.”
Liliana Cavani e Tony Leung serão homenageados no Festival de Veneza
A cineasta Liliana Cavani (“O Porteiro da Noite”) e o ator Tony Leung Chiu-wai (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) vão ser homenageados na próxima edição do Festival de Veneza. A dupla vai receber o Leão de Ouro em reconhecimento às suas carreiras. Cavani não é estranha ao festival. Vários dos seus filmes já foram exibidos em Veneza, como “Galileo” (1968), “Os Canibais” (1970), “Gestos de Amor” (1993) e “O Retorno do Talentoso Ripley” (2002). “Uma das protagonistas mais emblemáticas do Novo Cinema Italiano dos anos 1960, cujo trabalho abrange mais de 60 anos de história do showbusiness, Liliana Cavani é uma artista versátil que frequenta a televisão, o teatro e a ópera com o mesmo espírito não convencional e fermento intelectual que tornaram seus filmes famosos”, disse Alberto Barbera, diretor do Festival, em comunicado. “Sua mentalidade sempre foi não conformista, livre de preconceitos ideológicos e desvinculada de qualquer tipo de lavagem cerebral; é impulsionada pela busca constante por uma verdade oculta nos cantos mais recônditos e misteriosos da alma humana, até o limite da espiritualidade”, continuou ele. “Os personagens de seus filmes estão situados em um contexto histórico que mostra uma tensão existencial em relação à mudança, jovens em busca de respostas para questões importantes, personagens complexos e problemáticos que refletem o conflito não resolvido entre o indivíduo e a sociedade”. E Tony Leung Chiu-wai estrelou filmes consagrados como “Amor à Flor da Pele” (2000), “Conflitos Internos” (2002), “2046: Os Segredos do Amor” (2004). Ele também estrelou três filmes premiados no festival: “c” (1989), “Entre a Inocência e o Crime” (1995) e “Desejo e Perigo” (2007). Falando sobre o ator, Barbera disse que “Tony Leung é um intérprete carismático cursando uma carreira excepcional e transnacional que evoluiu em paralelo com a expansão da circulação global dos filmes. Não só os papéis de Tony Leung abrangem uma grande variedade de gêneros, mas também fazem a ponte entre televisão, cultura popular e cinema de arte em diferentes latitudes”. “Reconhecido como um dos principais atores de sua geração, mantendo a incrível versatilidade que o transformou em estrela do cinema em Hong Kong na década de 1980, ele alcançou um perfil único como uma estrela pan-asiática e global, confirmando sua presença em culturas de tela em constante mudança, desconstruindo a ideia tradicional do estrelato masculino e trazendo sensibilidade convincente para todos os seus papéis”, completou ele. A 80ª edição do Festival de Veneza vai acontecer entre 30 de agosto e 9 de setembro na cidade italiana.
Um Filho: Drama com Hugh Jackman ganha trailer nacional
A Diamond Films Brasil divulgou o trailer nacional de “Um Filho” (The Son), drama estrelado por Hugh Jackman (“Logan”), que vai chegar aos cinemas brasileiros em 16 de fevereiro. “Um Filho” é o novo longa do diretor Florian Zeller, que venceu o Oscar por “Meu Pai” no ano passado. Após lidar com a demência na Terceira Idade em “Meu Pai”, a nova produção explora a depressão na adolescência. Ambos os filmes são baseados em peças do cineasta. A trama gira em torno de um executivo chamado Peter, que tem sua vida com a nova parceira Emma e seu bebê recém-nascido abalada pela reaparição da ex-esposa com seu filho adolescente. O jovem está perturbado, distante e com raiva, faltando à escola há meses. Enquanto Peter se esforça para ser um pai melhor, procurando ajudar seu filho, o peso da condição de Nicholas coloca a família em um rumo perigoso. Além de Jackman no papel de pai, o elenco da produção conta com Laura Dern (“História de um Casamento”), Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”), Zen McGrath (“Marcas do Passado”) e Anthony Hopkins, que venceu o Oscar por “O Pai” e retoma a parceria com o diretor francês num personagem criado especialmente para ele no filme – isto é, que não existia no roteiro teatral. Os filmes do pai e do filho formam uma trilogia escrita por Zeller para o teatro. O terceiro, “The Mother”, ainda não tem adaptação cinematográfica prevista. “Um Filho” teve première mundial no Festival de Veneza, mas não empolgou a crítica como o filme anterior. O lançamento comercial aconteceu em 11 de novembro nos EUA, quando atingiu apenas 42% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, afastando qualquer ambição na temporada de premiações desse fim de ano.
A Baleia: Trailer destaca elogios à atuação de Brendan Fraser
O estúdio indie A24 divulgou um novo trailer de “A Baleia” (The Whale), que destaca os elogios da crítica à performance do ator Brendan Fraser. Conhecido por interpretar o protagonista galã da franquia “A Múmia”, ele surge completamente transformado em cena, como um homem com obesidade mórbida, que tenta se reconectar tardiamente com a filha. Fraser foi fortemente aplaudido na première mundial do longa no Festival de Veneza, onde chegou a ser considerado favorito a prêmio, mas acabou perdendo a Coppa Volpi para Colin Farrell em “Os Banshees de Inisherin”. Nesta semana, o ator foi indicado ao Globo de Ouro e ao Critics Choice por seu desempenho. Seu personagem é um professor que ganhou o apelido de baleia ao atingir o peso de 272 quilos. Sofrendo com compulsão alimentar, ele enfrenta todo o tipo de dificuldades e rejeições, inclusive da filha adolescente, interpretada por Sadie Sink (“Stranger Things”). Já em cartaz nos EUA, o filme só terá lançamento em 9 de fevereiro no Brasil – e até agora não possui nenhum vídeo nacional.
Trailer destaca transformação física de Brendan Fraser
O estúdio indie A24 divulgou o pôster e o trailer de “The Whale” (A Baleia), novo filme de Darren Aronofsky (“Mãe”). A prévia destaca o ator Brendan Fraser, que ficou conhecido por interpretar o protagonista galã da franquia “A Múmia”, como um homem com obesidade mórbida, acompanhado por textos elogiosos da crítica a sua interpretação. Fraser foi fortemente aplaudido na première mundial do longa em setembro passado, emocionando-se em sua participação no Festival de Veneza, onde chegou a ser considerado favorito a prêmio, mas acabou perdendo a Coppa Volpi de Melhor Ator para Colin Farrell em “Os Banshees de Inisherin”. Seu personagem é um professor de inglês que ganhou o apelido de baleia ao pesar 272 quilos. Sofrendo com compulsão alimentar, ele enfrenta todo o tipo de dificuldades, inclusive com a filha adolescente, interpretada por Sadie Sink (“Stranger Things”). Para interpretar o papel, o ator também precisou engordar, embora a interpretação conte com efeitos de maquiagem. Ele já vinha aparecendo com quilos a mais na série “Patrulha do Destino”, da HBO Max. A estreia vai acontecer em 9 de dezembro nos EUA, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Hugh Jackson tem problemas com o filho em trailer dramático
A Sony Pictures Classics divulgou o trailer completo de “The Son”, novo drama de Florian Zeller, que venceu o Oscar por “Meu Pai” no ano passado. Após lidar com a demência na Terceira Idade em “Meu Pai”, o novo longa escrito e dirigido por Zeller explora a depressão na adolescência. A trama gira em torno de um executivo chamado Peter, que tem sua vida com a nova parceira Emma e seu bebê recém-nascido abalada pela reaparição da ex-esposa com seu filho adolescente. O jovem está perturbado, distante e com raiva, faltando à escola há meses. Enquanto Peter se esforça para ser um pai melhor, procurando ajudar seu filho, o peso da condição de Nicholas coloca a família em um rumo perigoso. O elenco de “The Son” destaca Hugh Jackman (“Logan”), Laura Dern (“História de um Casamento”), Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”), Zen McGrath (“Marcas do Passado”) e Anthony Hopkins, que venceu o Oscar por “O Pai” e retoma a parceria com o diretor francês num personagem criado especialmente para ele no filme – isto é, que não existia no roteiro teatral. Os filmes do pai e do filho formam uma trilogia escrita por Zeller para o teatro. O terceiro título se chama “The Mother”, que ainda não tem adaptação cinematográfica prevista. “The Son” teve première mundial no recente Festival de Veneza, mas não empolgou a crítica como o filme anterior. O lançamento comercial está marcado para 11 de novembro nos EUA e ainda não há previsão para o Brasil.
Os Banshees de Inisherin: Performance premiada de Colin Farrell ganha novo trailer
A 20th Century Studios divulgou um novo trailer legendado de “Os Banshees de Inisherin”, dramédia estrelada por Colin Farrell e Brendan Gleeson, e dirigida por Martin McDonagh, numa reunião dos protagonistas e do cineasta do ótimo “Na Mira do Chefe” (2008). A prévia apresenta muito do humor sombrio característico de McDonagh, com diálogos rápidos e desnorteantes. Mas o clima aos poucos vai se tornando mais pesado. A trama se passa em 1923, quando um sujeito mais velho (Gleeson) subitamente para de conversar com o seu antigo amigo (Farrell) na ilha fictícia de Inisherin, sem lhe oferecer uma explicação para isso. A decisão acaba gerando consequências para ambos. Aplaudida por 14 minutos no Festival de Veneza, a produção conquistou os troféus de Melhor Roteiro (para McDonagh) e Melhor Ator (para Farrell) no evento cinematográfico italiano e impressionantes 100% de aprovação (com 80 resenhas) no agregador de críticas Rotten Tomatoes. “Os Banshees de Inisherin” é o primeiro filme dirigido por McDonagh desde que foi indicado ao Oscar por “Três Anúncios para um Crime” (2017) e seu elenco ainda conta com Barry Keoghan (“Os Eternos”) e Kerry Condon (“Better Call Saul”). A estreia vai acontecer nesta sexta (21/10) nos EUA e apenas em 2 de fevereiro nos cinemas brasileiros.
Para Olivia Wilde, fofocas sobre “Não se Preocupe, Querida” complementam filme
A atriz e diretora Olivia Wilde abordou o circo montado em torno dos bastidores de seu novo filme, “Não se Preocupe, Querida”, durante participação no programa “The Late Show with Stephen Colbert” de quarta-feira (21/9). Ao ser questionada sobre os “relatos de brigas, análises de linguagem corporal, exposição de mensagens privadas, narrativas e contra-narrativas”, ela afirmou que as fofocas complementam o filme, servindo como metáforas perfeitas para ilustrar a mensagem exibida nas telas. “É meio irônico, porque tudo isso é realmente do que [o filme] se trata”, ela explicou. “O filme é sobre as narrativas que nos alimentam e se escolhemos aceitá-las ou questionar suas fontes. E como você disse, houve mensagens privadas que foram divulgadas sem contexto para tentar fazer uma situação parecer algo que não era.” A mensagem a que ela se refere foi a gravação de uma videochamada vazada por Shia LaBeouf para provar que não tinha sido demitido do filme como Wilde afirmou. No vídeo, Wilde implora para o ator ficar no filme, mesmo sabendo que a sua presença deixava a atriz Florence Pugh desconfortável. “No início do processo de fazer o filme, como diretora, tentei mediar uma situação entre as pessoas para tentar ver se elas poderiam trabalhar juntas e felizes”, explicou Wilde sobre a polêmica. “Uma vez que ficou claro que não era uma relação de trabalho sustentável, recebi um ultimato. Escolhi minha atriz, o que estou muito feliz por ter feito. Na época, eu fiquei chateada por não termos conseguido fazer isso funcionar? Claro. Mas uma informação que veio à tona mais tarde me deixou confiante de que tomamos a decisão certa. Absolutamente.” Quando Colbert pressionou por uma definição sobre a demissão ou não de LaBeouf, ela foi mais clara. “Tivemos que substituir Shia. Ele é um ator fantástico, mas não ia funcionar”, disse Wilde. “E você sabe, quando ele me deu o ultimato, ou ele ou Florence [Pugh], eu escolhi Florence. Então, ele sentiu que estava se afastando e eu senti que estávamos seguindo em frente sem ele. A diferença é uma questão de semântica”. O apresentador ainda quis saber se Harry Styles cuspiu em Chris Pine durante a première no Festival de Veneza, como se espalhou nas redes sociais. “Acho que é um exemplo perfeito de, tipo, as pessoas procurando drama em qualquer lugar que puderem”, respondeu a diretora, dando sua interpretação sobre a popularidade do boato. “Pra deixar claro: Harry não cuspiu em Chris”, completou. Além dessas fofocas, também circularam relatos de desavenças entre Florence Pugh e Wilde, que aparentemente não se falaram durante a première do filme em Veneza. Não há imagens das duas próximas no tapete vermelho e elas se sentaram o mais distante possível para assistir ao filme em sua primeira sessão pública. Pugh também não participou da entrevista coletiva com o resto do elenco, supostamente por não encontrar voo à tempo da Hungria, onde estava filmando “Duna 2”. Seu colega de “Duna 2”, Timothée Chalamet, não teve o mesmo problema para prestigiar a première de “Bones and All” em Veneza. A versão que corre é que Florence Pugh teria se afastado da divulgação do longa por ter se desentendido com Olivia Wilde no caso de LaBeouf. Além disso, a substituição de LaBeouf por Harry Styles também virou problema para a atriz, já que a diretora começou a namorar o cantor durante as filmagens. A situação teria se tornado duplamente desconfortável. Além das visitas do então marido de Wilde, o ator Jason Sudeikis (o Ted Lasso), que levava as crianças para o set – a filha da diretora faz parte do elenco – , Pugh teve que encenar cenas quentes com o namorado de sua “chefe”. O climão foi descrito no final de julho pelo site Page Six e tanto o estúdio New Line, responsável pela produção, quanto representantes de Pugh se recusaram a comentar a descrição. Eles também não desmentiram. Questionada por Colbert sobre o acúmulo de controvérsias, e se era “particularmente frustrante ter pessoas falando sobre muitas coisas que não o filme em si”, Wilde preferiu brincar. “Ah, eles estão?” “Não se Preocupe, Querida” estreou nesta quinta (22/9) no Brasil, um dia antes de chegar aos cinemas dos EUA. Veja abaixo a íntegra da entrevista de Stephen Colbert com Olivia Wilde, que inclui conversas sobre muitos outros temas.
Festival de Veneza premia Cate Blanchett e Colin Farrell
O Festival de Veneza se encerrou neste sábado (10/9) com a premiação de “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras, com o Leão de Ouro. O filme é o primeiro documentário a receber as principais honras do festival. A obra acompanha a vida da artista Nan Goldin e sua campanha contra a família Sackler, dinastia farmacêutica que foi a grande responsável pela epidemia de opioides. Poitras, que já tem um Oscar por seu documentário sobre Edward Snowden, “Cidadãoquatro”, dedicou o prêmio a Goldin. Apesar da falta de astros para celebrar o prêmio principal, Hollywood esteve bem representada na entrega de troféus, com as conquistas da Coppa Volpi para a australiana Cate Blanchett, eleita a melhor atriz pelo trabalho em “Tár”, de Todd Field, e o irlandês Colin Farrell, melhor ator por “The Banshees of Inisherin”, de Martin McDonagh – que também foi premiado pelo roteiro. Os dois foram muito elogiados pela crítica por seus desempenhos. Blanchett, no papel de uma maestrina em crise, e Farrell, enfrentando ódio de um amigo em sua pequena vila, saem de Veneza com indicações ao Oscar praticamente garantidas. Mas também houve uma grande torcida por Brenda Fraser, por “A Baleia” Além deles, Taylor Russell, estrela da série “Perdidos no Espaço”, ganhou o troféu de Melhor Atriz Jovem por sua atuação como uma garota canibal em “Bones and All”, de Luca Guadagnino. Guadagnino também conquistou o Leão de Prata de Melhor Diretor. A Biennale ainda destacou com o Prêmio Especial do Júri o filme iraniano “No Bears”, do diretor Jafar Panahi, que se encontra preso por protestar contra o governo de seu país. Apesar de sua ausência no evento, o cineasta foi aplaudido longamente após o anúncio de seu prêmio. Panahi foi preso em 11 de julho ao chegar ao tribunal de Teerã para acompanhar o caso de outro diretor de cinema premiado, Mohammad Rasulof, que tinha sido preso três dias antes, junto com seu parceiro Mostafa Aleahmad. Segundo um porta-voz do sistema judiciário iraniano, Panahi cumpre uma pena aplicada em 2010, quando foi condenado a 6 anos de prisão e 20 anos de proibição para trabalhar com cinema, por “propaganda contra o governo” – apesar de ter cumprido todos os 6 anos em prisão domiciliar. “Saint Omer”, primeiro longa-metragem de ficção da documentarista francesa Alice Diop, ganhou o prêmio O Grande Prêmio do Júri e o prêmio Leão do Futuro de melhor filme de estreia. No drama jurídico, Diop narra o julgamento de uma mãe franco-senegalesa que cometeu infanticídio. O Júri do 79º Festival Internacional de Cinema de Veneza foi presidido pela atriz americana Julianne Moore. Confira abaixo um resumo dos principais prêmios. Lista completa dos principais vencedores da competição. Leão de Ouro: “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras Grande Prêmio do Júri: “Saint Omer”, de Alice Diop Prêmio Especial do Júri: “No Bears”, de Jafar Panahi Leão de Prata de Melhor Diretor: Luca Guadagnino, por “Bones and All” Melhor Ator Jovem: Taylor Russell, por “Bones and All” Melhor Atriz: Cate Blanchett, por “Tár” Melhor Ator: Colin Farrell, por “The Banshees of Inisherin” Melhor Roteiro: Martin McDonagh, por “The Banshees of Inisherin”









