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    Festival de Berlim reconhece oficialmente que seu fundador era nazista

    30 de setembro de 2020 /

    A direção do Festival Internacional de Cinema de Berlim reconheceu, pela primeira vez, que Alfred Bauer, primeiro diretor do festival, era nazista. Ele atuou como conselheiro do Reichsfilmintendanz, órgão criado por Joseph Goebbels em 1942 para controlar a produção cinematográfica na Alemanha. Em fevereiro deste ano, a Berlinale encomendou um estudo ao Instituto Leibniz de História Contemporânea, após a mídia alemã revelar a atuação de Bauer junto ao regime nazista. Segundo um comunicado divulgado pelo festival nesta quarta-feira, a pesquisa comprovou que Bauer se juntou a várias organizações nacionalistas a partir de 1933, tendo se tornado membro oficial do Partido Nazista em 1937. Além disso, o comunicado afirma que, após o fim da 2ª Guerra Mundial, Bauer tentou ocultar sua participação no governo de Adolf Hitler por meio de declarações “deliberadamente falsas” e “meias-verdades”. Depois de censurar o cinema alemão, adequando-o à máquina de propaganda comandada por Goebbels, ele fundou festival, criado, ironicamente, como parte do processo de reconstrução da identidade alemã, sendo responsável pelas edições que aconteceram entre 1951 e 1976. Bauer lançou o evento como “uma mostra do mundo livre”. “As novas descobertas, agora cientificamente pesquisadas, sobre as responsabilidades de Alfred Bauer no Reichsfilmintendanz e seu comportamento no processo de desnazificação são surpreendentes. No entanto, eles constituem um elemento importante no processo de lidar com o passado nazista de instituições culturais que foram fundadas após 1945”, disse a diretora executiva da Berlinale, Mariette Rissenbeek. O festival decidiu abolir o prêmio que leva o nome de Bauer. A partir de 2021, o troféu será transformado em um Grande Prêmio do Júri, integrando a lista de Ursos de Pratas entregues aos melhores filmes.

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    Jirí Menzel (1938 – 2020)

    6 de setembro de 2020 /

    O cineasta tcheco Jirí Menzel, vencedor do Oscar e de vários festivais internacionais, morreu no sábado (5/9), aos 82 anos, após uma longa doença. A morte foi anunciada por sua esposa, Olga, que postou a notícia no Instagram e no Facebook na noite de domingo. Ele conquistou o Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira pela história agridoce da ocupação nazista de “Trens Estreitamente Vigiados” (1966), seu primeiro longa como diretor, após diversos curtas e papéis, como ator, em clássicos do cinema tcheco – entre eles, “O Acusado” e “Coragem para Todos os Dias” (ambos de 1964). Menzel foi uma figura importante da new wave tcheca, ao lado de outros diretores que romperam fronteiras, como Milos Forman e Vera Chytilova, enfrentando o regime soviético com propostas estéticas e conteúdo ousados. Seu filme seguinte, a comédia “Um Verão Caprichoso” (1968), venceu o Festival de Karlovy Vary, o mais importante festival de cinema do Leste Europeu, mas o terceiro, “Andorinhas por um Fio”(1969), foi banido pelo governo e só lançado em 1990, após a queda do regime comunista. Passado no final dos anos 1940, “Andorinhas por um Fio” causou polêmica ao mostrar o tratamento dado a “elementos burgueses” suspeitos (artistas e professores), que eram forçados a trabalhar num ferro-velho como reabilitação. Ao finalmente ser exibido para o público e a crítica, 21 após sua filmagem original, venceu o Urso de Ouro do Festival de Berlim. O filme era uma adaptação de um livro do romancista tcheco Bohumil Hrabal, também autor do livro em que “Trens Estreitamente Vigiados” tinha se baseado, e que ganhou uma terceira adaptação do diretor, “Shortcuts” (1981), agraciada com um prêmio especial do Festival de Veneza. O cineasta era seguidamente premiado por sua capacidade de filmar interpretações irônicas da vida e satirizar figuras de autoridade. Não por acaso, ainda voltou a ser indicado ao Oscar pela comédia de humor negro “My Sweet Little Village” (1985), foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Montreal por “The End of Old Times” (1989) e ganhou consagração nacional por seu penúltimo filme, “I Served the King of England” (2006), que após láureas nos festivais de Berlim, Sofia e outros, venceu quatro Leões Tchecos (o Oscar da República Tcheca), incluindo Melhor Filme e Diretor. Ao fim da vida, também ganhou o Leão Tcheco por sua contribuição artística, foi homenageado pela carreira em Karlovy Vary, recebeu a Medalha de Mérito, a Ordem Francesa das Artes e Literatura e vários outros prêmios internacionais. O último filme que dirigiu, “Don Juans”, foi exibido em 2013, mas ele continuou ligado ao cinema até 2018, quando interpretou um papel em “O Intérprete” (2018). Em meio as filmagens, adoeceu, precisou sofrer uma cirurgia no cérebro e nunca mais se recuperou. Além de dirigir clássicos indiscutíveis do cinema europeu, Jirí Menzel desempenhou cerca de 80 papéis no cinema e na televisão e, ao contrário de muitos compatriotas que foram para o exílio após a Primavera de Praga, manteve sua carreira baseada em seu país natal até o fim.

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    Festival de Berlim extingue distinção de gênero na premiação de melhores intérpretes

    24 de agosto de 2020 /

    Além de confirmar sua realização em fevereiro, a organização do Festival de Berlim anunciou que, a partir de sua edição de 2021, o evento não terá mais prêmios de atuação divididos por categorias de gênero. Ou seja, a edição do ano que vem não contará com os Ursos de Prata de Melhor Atriz e Melhor Ator. Em vez disso, serão premiadas as categorias de Melhor Performance Principal e Melhor Performance Coadjuvante. “Acreditamos que não separar os prêmios na área de atuação por gênero sinaliza para uma consciência mais sensível ao gênero na indústria cinematográfica”, disseram Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian, diretores da Berlinale, em comunicado conjunto. Na edição de 2020 do festival, a última a contar com prêmios de gênero, a atriz alemã Paula Beer, em “Undine”, e o ator italiano Elio Germano, em “Hidden Away”, levaram os Ursos de Prata. A Berlinale, como o evento também é conhecido, está sendo planejada para ocorrer em salas cinematográficas, apesar da pandemia de covid-19. O festival acontecerá de 11 a 21 de fevereiro e seguirá as diretrizes de saúde vigentes para que a maior segurança possível seja garantida a todos os convidados, reforçaram os organizadores em comunicado. Já o European Film Market (EFM), a grande feira de negócios internacionais de cinema, que ocorre simultaneamente à mostra de filmes, terá um modelo híbrido com participações virtuais e presenciais. Em tom otimista, Rissenbeek e Chatrian disseram estar “satisfeitos que festivais com público fisicamente presente já estejam, aos poucos, voltando a ocorrer em todo o mundo”.

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    Festival de Berlim é confirmado para fevereiro de 2021

    24 de agosto de 2020 /

    Os organizadores do Festival de Cinema de Berlim afirmaram que o evento de 2021 vai acontecer em fevereiro, conforme planejado, apesar da pandemia de covid-19. A confirmação da Berlinale, como também é conhecida, acompanha a reabertura do comércio e os cinemas na Alemanha. O evento, inclusive está sendo planejado para ocorrer em salas cinematográficas, enquanto um modelo híbrido com participações virtuais e presenciais será destinado ao European Film Market (EFM), a grande feira de negócios internacionais de cinema, que ocorrerá simultaneamente. O festival acontecerá de 11 a 21 de fevereiro e seguirá as diretrizes de saúde vigentes para que a maior segurança possível seja garantida a todos os convidados, reforçaram os organizadores em comunicado. “Ajustes na estrutura do festival, na programação dos filmes e no número total de filmes convidados serão definidos pela direção do festival nas próximas semanas”, acrescentaram. Um dos maiores eventos do setor na Europa, o Festival de Berlim normalmente atrai em torno de 480 mil pessoas, entre cineastas, estrelas de cinema e fãs, à capital alemã. Em 2020, o evento também aconteceu normalmente, antes da prevenção contra a pandemia obrigar o fechamento dos cinemas. O filme brasileiro “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Souza, foi um dos premiados do evento, que consagrou o drama iraniano “There Is No Evil”, de Mohammad Rasoulof, com o Urso de Ouro.

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    Filme brasileiro Cidade Pássaro ganha estreia internacional na Netflix

    29 de julho de 2020 /

    O drama brasileiro “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, ganhou lançamento internacional na Netflix nesta quarta (29/7). Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano, o filme é a produção nacional mais elogiada de 2020 até o momento. Mas o público brasileiro precisará esperar mais que o resto do planeta para conhecê-la. Como os distribuidores ainda planejam uma estreia cinematográfica, o filme só chegará por aqui no final do ano. Rodado em São Paulo e protagonizado por dois atores nigerianos, “Cidade Pássaro” conta a história de Amadi (OC Ukeje), imigrante que desembarca na capital paulista em busca de seu irmão Ikenna (Chukwudi Iwuji), o primogênito de uma família da etnia Igbo. Enquanto procura seu irmão, que mentiu sobre sua vida no Brasil, Amadi conhece uma comunidade de imigrantes na cidade. O elenco conta também com Indira Nascimento (“3%”), no papel de Emília, que passa a ser a ligação de Amadi com os brasileiros. OC Ukeje é um ator de destaque em Nollywood, a indústria cinematográfica do pais, com papéis em mais de 30 filmes, enquanto Chukwudi Iwuji já se projetou em produções americanas, aparecendo em “Designated Survivor” e na premiada minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us). Com o título internacional de “Shine Your Eyes”, o filme atingiu 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. São apenas sete críticas computadas, mas os elogios entusiasmados da imprensa mundial foram decisivos para a Netflix querer a produção – chamada de “estreia brilhante” pelo The Hollywood Reporter. “Cidade Pássaro” é o primeiro longa de ficção dirigido por Matias Mariani, mas ele tem longa trajetória como produtor e já dirigiu um par de documentários, entre eles “A Vida Privada dos Hipopótamos” (2014), sobre os animais de estimação do traficante Pablo Escobar. O novo longa é uma produção da Primo Filmes (“O Cheiro do Ralo”) e Tabuleiro Filmes (“Diamante, o Bailarina”), em associação com a Taiga Filmes (“Histórias que só Existem quando Lembradas”) e coprodução internacional com MPM Films (“O Cavalo de Turin”) e February Films (“O Hospedeiro”). A distribuição no Brasil será feita pela Vitrine Filmes. Confira abaixo o trailer do drama de Mariani.

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    Suzana Amaral (1932 – 2020)

    25 de junho de 2020 /

    A cineasta Suzana Amaral, diretora do clássico “A Hora da Estrela” (1985), premiado em Berlim, morreu na tarde desta quinta-feira (25/6) em São Paulo. Segundo a família, a causa da morte não foi relacionada à covid-19. “Minha mãe deixa legado em várias áreas, sobretudo no cinema. Suzana veio e trouxe para o cinema brasileiro uma nova linguagem, uma poética que era só dela — com muita influência do cinema alemão. Ela também deixa um legado na sua ética como professora, além de ter sido uma mãe maravilhosa”, disse a filha Flávia ao jornal Folha de S. Paulo. Neste momento delicado para o cinema brasileiro, continua Flávia, “que ela seja uma bandeira para que se salve o cinema nacional, bem como todas as áreas da cultura, que estão tão vilipendiadas nos nossos dias”. Há registros na imprensa do nascimento de Suzana em 1928 e 1932, mas ela dizia em entrevistas que não gostava de falar qual era sua idade. “Ela era muito danada [com relação à idade], até o último momento”, afirmou Flávia. Fica, então, assinalada sua data preferida de nascimento, 1932. Suzana Amaral nasceu em São Paulo e só decidiu virar cineasta depois de ser mãe de nove filhos. Ela entrou na Escola de Comunicação Social e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) em 1968 e fez sua estreia como diretora no último ano do curso, em 1971, com os curtas “Sua Majestade Piolim” sobre o famoso palhaço Piolim, e “Semana de 22”, um panorama da Semana de Arte Moderna. Foram mais de 35 anos de carreira, mas apenas três longas de ficção. Todos adaptações de obras literárias. O primeiro foi “A Hora da Estrela”, baseado no texto original com mesmo nome de Clarice Lispector. A obra marcou época com a performance da então desconhecida Marcelia Cartaxo, que venceu o Urso de Prata de Melhor Atriz. Suzana também recebeu dois prêmios paralelos de direção (o OCIC e o C.I.C.A.E. Award) e seguiu colecionando reconhecimentos, no Festival de Havana e de Brasília – onde conquistou tudo: Melhor Filme, Direção, Atriz, Ator (José Dumont), Fotografia, Edição… O longa seguinte só foi lançado 16 anos depois. Baseado na obra homônima de Autran Dourado, “Uma Vida em Segredo” chegou às telas em 2001 lançando outra atriz, Sabrina Greve. Que também foi premiada por sua performance, vencendo o troféu de Melhor Atriz nos festivais de Brasília e Cine Ceará. Suzana ainda levou o troféu de Melhor Filme no festival cearense E, finalmente em 2009, saiu “Hotel Atlântico”, com roteiro adaptado de um romance de João Gilberto Noll, estrelado pelo já conhecido Júlio Andrade. Venceu o prêmio de Melhor Filme do Festival de Lima, no Peru. Ela também dirigiu dezenas de documentários e programas para a TV Cultura, sem esquecer uma minissérie portuguesa, “Procura-se”, em 1993. Em uma entrevista concedida à Fundação Casper Líbero em 2016, a diretora foi questionada porque só tinha feito três longas em toda a carreira. Ela respondeu: “Porque faltou dinheiro. Faltou apoio e grana”. Vítima de um AVC há cerca de um ano, Suzana estava com a saúde fragilizada desde então.

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    Meu Nome É Bagdá: Filme brasileiro é destaque de festival online espanhol

    4 de junho de 2020 /

    Depois de conquistar o prêmio de Melhor Filme do Júri Internacional na Mostra Generation 14plus do Festival de Berlin deste ano, “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Sousa, foi selecionado para o Films de Dones, o mais importante festival espanhol dedicado a produções dirigidas por mulheres. A trama de “Meu Nome É Bagdá” gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Ela é a única menina a frequentar a pista de skate do bairro. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela se aproxima de Vanessa (Nick Batista), conhecem outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão cinematográfica mudou de ponto de vista para absorver os crescentes questionamentos de gênero. O filme é o único representante do Brasil na mostra principal do evento, que é composta por 16 títulos, vindos de países como Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda e a Turquia. Considerado um dos mais prestigiosos eventos europeus em sua categoria, o festival foi criado na cidade Barcelona em 1993 e sua 28ª edição acontece até 14 de junho de forma digital, por conta da pandemia do covid-19. A programação do Films de Dones 2020 encontra-se disponível no Filmin, uma das plataformas de filmes mais vistas na Espanha e a segunda com maior crescimento na atualidade, depois da Netflix. Clique aqui para acesso direto ao festival online. E veja abaixo o “trailer” do evento.

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    We Are One: Primeiro festival mundial de cinema virtual começa de graça na sexta no YouTube

    26 de maio de 2020 /

    O festival de cinema virtual We Are One divulgou a programação de seu evento, que começa na próxima sexta-feira (29/5) e vai durar dez dias no YouTube. Definido como um festival global, We Are One conta com curadoria dos organizadores dos maiores eventos físicos do gênero em todo o mundo, como os festivais de Cannes, Berlim e Veneza, além de Tribeca, cuja equipe encabeça a iniciativa. A seleção reúne títulos de 35 países e soma mais de 100 produções. Há muitos documentários e curtas criados especialmente para o festival, e uma mistura dos dois, como o curta-documentário “The Yalta Conference Online”, do japonês Koji Fukada. O Festival de Annecy, por sinal, é responsável por uma sessão com curtas animados. E também há uma seleção de longas menos recentes, mas que ainda são inéditos online, caso do drama “Amreeka”, da cineasta palestina Cherien Dabis, que venceu o prêmio da crítica ao ser exibido em Cannes, em 2009. Além da exibição de filmes, a programação inclui palestras e bate-papos com profissionais importantes da indústria cinematográfica, como os mestres Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Guillermo Del Toro, Jane Campion e Bong Joon-ho. “Juntos, fomos capazes de selecionar uma lista atraente de programação que reflete as variações sutis de estilo que tornam cada festival tão especial. Vamos oferecer ao público a oportunidade de não apenas celebrar a arte do cinema, mas as qualidades únicas que tornam cada história que assistimos tão memorável”, disse Jane Rosenthal, fundadora do We Are One e do Festival de Tribeca, em comunicado. Para conferir a programação completa do “We Are One: A Global Film Festival”, clique aqui. O acesso aos filmes será gratuito em todo o mundo. O público só será incentivado a fazer doações como forma de auxiliar o combate à covid-19. Os títulos poderão ser vistos no YouTube (nesta página), a partir de sexta. Veja abaixo um vídeo que apresenta o logotipo do evento.

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    Maiores festivais de cinema do mundo vão lançar mostra digital coletiva no YouTube

    27 de abril de 2020 /

    Os maiores festivais de cinema do mundo se juntaram para realizar uma mostra digital, que será exibida pelo Youtube no final de maio. A lista de parceiros conta com os prestigiados festivais de Cannes, Veneza e Berlim, e foram reunidos pelos organizadores do festival de Tribeca, evento nova-iorquino produzido pelo ator Robert De Niro. Intitulado “We Are One: A Global Film Festival” (Nós Somos Um: Um Festival de Cinema Global), o evento do Youtube terá dez dias de duração, de 29 de maio a 7 de junho. O anúncio do evento virtual ainda não deixou claro se os maiores festivais do mundo cederão material inédito. Cannes, que já foi adiado por duas vezes, havia antecipado que não exibiria seus principais filmes online. Já Veneza manteve a data de sua próxima edição marcada para setembro, apesar de a Itália ser um dos países mais afetados pela crise sanitária. Essa incerteza em relação à realização das mostras cinematográficas impulsionou o projeto do YouTube, após o próprio Festival de Tribeca perder sua previsão de realização em 2020. Em vez de criar uma versão online, a produtora de Robert De Niro pensou num evento mais abrangente. A iniciativa foi anunciada no mesmo dia em que o Festival SXSW começa sua versão digital. A tradicional competição de cinema independente realizada no Texas, EUA, foi a primeira cancelada pela pandemia do novo coronavírus, em março passado. Mas sua proposta de edição online recebeu pouca adesão de cineastas. Apenas sete dos 135 longas inscritos no evento aceitaram o acordo de exibição gratuita na Amazon Prime Video. Por conta disso, o SXSW não participa do evento do YouTube, que além dos festivais citados também vai reunir curadoria de outras mostras renomadas, como os festivais de Sundance, Toronto, San Sebastián, Londres, Nova York, Jerusalém, Macau, Marrakech, Mumbai, Guadalajara, Sydney, Tokyo, Locarno e Karlovy Vary. Com apenas um representante mexicano, a América Latina acabou sub-representada, assim como a África. A promessa é de que o festival virtual tenha em seu programa, além de longas de ficção, curtas e documentários, também atrações musicais, de humor, entrevistas e conferências. Todo o material será disponibilizado de graça. O público só será incentivado a fazer doações para a OMS (Organização Mundial da Saúde) como forma de auxiliar o combate à covid-19. A programação completa do We Are One será anunciada nos próximos dias.

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    Never Rarely Sometimes Always: Drama indie premiado no Festival de Berlim ganha novo trailer

    8 de março de 2020 /

    A Focus Features divulgou o pôster e o segundo trailer de “Never Rarely Sometimes Always”, drama vencedor do Festival de Sundance, que no sábado passado (29/2) também foi consagrado com o Grande Prêmio do Júri do Festival de Berlim. A prévia capricha no drama, ao acompanhar duas primas adolescentes que partem do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York, em busca de auxílio médico para interromper uma gravidez não planejada. Escrito e dirigido por Eliza Hittman (da série “13 Reasons Why”), “Never Rarely Sometimes Always” traz Sidney Flanigan como a garota grávida e Talia Ryder como sua prima. Ambas são estreantes em longa-metragem e o elenco ainda inclui outra estreante notável: a cantora Sharon Van Etten, em seu primeiro filme. Entre os atores de maior experiência, os destaques são de Ryan Eggold (“New Amsterdam”) e Théodore Pellerin (“Boy Erased”). O filme tem estreia comercial marcada para sexta-feira (13/3) nos cinemas norte-americanos e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.

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    Diretor vencedor do Festival de Berlim é condenado à prisão no Irã

    4 de março de 2020 /

    O Irã resolveu comemorar a vitória de “There Is No Evil” no Festival de Berlim, no fim de semana passado, de forma característica dos regimes autoritários. O diretor Mohammad Rasoulof, premiado com o Urso de Ouro, recebeu ordem de prisão. Rasoulof estava proibido de filmar e com mobilidade restrita. Tanto que não pôde viajar a Berlim para participar do festival. Na premiação, foi representado por sua filha, Baran Rasoulof, que atua em “There Is No Evil”. O Urso de Ouro não foi sua primeira consagração internacional. Em 2011, ele foi considerado o Melhor Diretor do Festival de Cannes pelo filme “Goodbye”. Mas esta vitória lhe rendeu uma condenação de prisão domiciliar e a proibição de filmar por 20 anos por fazer “propaganda anti-regime”. A nova sentença da justiça iraniana é mais dura, pois troca sua prisão domiciliar por pena na cadeia. Ele foi condenado a um ano de prisão em regime fechado, segundo informaram seus advogados à imprensa internacional. Rasoulof não se entregará às autoridades e recorrerá da ordem, especialmente devido ao atual surto de coronavírus no Irã, disseram os advogados. As autoridades já enviaram 54 mil presos para casa temporariamente, em uma tentativa de impedir que o vírus se espalhasse pelo sistema penal do país. Até o momento, não houve nenhuma notificação oficial da mídia estatal sobre a condenação de Rasoulof, nem nenhum comentário das autoridades judiciais do país. Considerado um dos maiores diretores iranianos da atualidade, Rasoulof é também um dos mais censurados. Ele jamais teve seus filmes exibidos em seu país.

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    Drama iraniano filmado em segredo por preso político vence Festival de Berlim

    29 de fevereiro de 2020 /

    O filme “There Is No Evil”, do iraniano Mohammad Rasoulof, venceu o Urso de Ouro do 70º Festival de Berlim, em uma edição de forte caráter político. O júri presidido pelo ator britânico Jeremy Irons concedeu o prêmio máximo à obra de Rasoulof, que alinha histórias protagonizadas por militares encarregados de executar condenados pelo estado. O longa foi filmado em segredo, porque o diretor é considerado preso político e está supostamente proibido de filmar. Rasoulof, inclusive, cumpre prisão domiciliar devido a seu longa anterior, “Lerd”, que denunciou a corrupção no Irã e foi premiado em Cannes em 2017. O governo iraniano considerou o filme um “perigo para a segurança nacional” e peça de “propaganda contra o regime islâmico”. Para piorar seu caso, ele é reincidente, pois também foi condenado por “Manuscritos não Queimam”, igualmente premiado em Cannes em 2013. Foi nesta ocasião que foi proibido de filmar por 20 anos. “There Is No Evil” já é seu segundo filme desde esta proibição. “Gostaria que ele estivesse aqui. Muito obrigado a toda esta equipe incrível que arriscou sua vida para estar no filme”, disse o produtor Farzad Pak ao receber o troféu, junto da filha do diretor, Baran Rasoulof, que também atuou no longa. Favorito da crítica presente no festival, “Never Rarely Sometimes Always”, da americana Eliza Hittman, que causou comoção ao defender o direito ao aborto, levou o Grande Prêmio do Júri, considerado o 2º lugar da premiação. O drama de duas adolescentes do interior da Pensilvânia que viajam a Nova York para terminar uma gravidez indesejada já havia sido premiado em Sundance, em janeiro, e ainda deve dar muito o que falar ao longo do ano. A onda sul-coreana que impulsionou “O Parasita” durante sua trajetória vitoriosa de Cannes ao Oscar continuou em Berlim na premiação de Hong Sang-soo como Melhor Diretor por “The Woman Who Ran”, sobre encontros de uma jovem casada com amigas do passado. O Urso de Prata de Melhor Atriz foi conquistado pela alemã Paula Beer, por “Undine”, de Christian Petzold, que vive uma guia de turismo de Berlim numa história de amor relacionada ao mito das sereias, enquanto a estatueta prateada de Melhor Ator ficou com o italiano Elio Germano por “Hidden Away” (Volevo Nascordermi), de Giorgio Diritti, no qual interpreta um pintor com problemas físicos e psicológicos. A Itália também levou o troféu de Melhor Roteiro, vencido pelos irmãos Damiano e Fabio D’Innocenzo por “Favolacce”, que eles também dirigiram. “Irradieted”, do cambojano Rithy Panhm, foi eleito o Melhor Documentário da seleção oficial. O único candidato brasileiro na mostra competitiva, “Todos os Mortos”, não recebeu nenhuma menção. O trabalho dos diretores Marco Dutra e Caetano Gotardo foi recebido com frieza pela crítica internacional. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Urso de Ouro – Melhor Filme “There Is No Evil”, de Mohammad Rasoulof – Irã Grande Prêmio do Júri “Never Rarely Sometimes Always”, de Eliza Hittman – EUA Melhor Direção Hong Sang-soo, por “The Woman Who Ran” – Coreia do Sul Melhor Atriz Paula Beer, por “Undine” – Alemanha Melhor Ator Elio Germano, por “Hidden Away” (Volevo Nascordermi) – Itália Melhor Roteiro “Favolacce”, de Damiano D’Innocenzo e Fabio D’Innocenzo – Itália Melhor Contribuição Artística Fotografia de “DAU. Natasha”, de Ilya Khrzhanovskiy e Jekaterina Oertel – Rússia Prêmio Especial da 70º Berlinale “Effacer l’Historique”, de Benoìt Delépine e Gustave Kervern – França Melhor Documentário “Irradiated”, de Rithy Panh – Camboja

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    Synonymes provoca com renúncia extrema ao patriotismo

    29 de fevereiro de 2020 /

    Grande vencedor do Festival de Berlim de 2019, “Synonymes”, de Nadav Lapid, é uma dessas obras que provocam reações distintas na audiência, muitas vezes reações de dúvida sobre o que acabaram de ver ou sobre o quanto gostaram ou não gostaram do filme. Trata-se do terceiro longa-metragem de Lapid, que se inspirou em sua própria experiência de israelense morando em Paris para construir uma história sobre renúncia extrema ao patriotismo e reconstrução da própria identidade, ou de uma nova identidade. A crítica à Israel vai além de questões relacionados ao exército israelense e ao tratamento dado aos palestinos. Em entrevista à revista Cinema Scope, Lapid diz declarar guerra à própria essência da alma israelense. Por isso, seu personagem quer esquecer todo o seu passado. Mas, ao mesmo tempo, o diretor apresenta um outro judeu que vive em Paris e que provoca passageiros no metrô cantando o hino de Israel, acreditando que todos os europeus são antissemitas. Já chama a atenção o modo como começa “Synonymes”, ao apresentar o protagonista, o jovem Yoav (o estreante Tom Mercier), nu em um grande apartamento, e tendo suas roupas roubadas. É como se Yoav tivesse sido jogado em uma pátria totalmente estranha de para-quedas e sem roupas. Ele corre nu pelo prédio, com frio, desesperado, tentando se aquecer depois na banheira, e quase morrendo de frio. Um detalhe: essa cena foi a primeira gravada por Tom Mercier, e deixou Lapid e sua equipe impressionados com a performance do ator. A estrutura da obra é uma sucessão de grandes cenas sem uma coesão muito visível, quase como se fosse uma excelente coleção de esquetes. Nesse sentido, é quase possível selecionar de maneira aleatória uma ou outra cena, de modo a apreciá-la separadamente. Algumas são muito empolgantes, como a passagem na danceteria, ao som de “Pump Up the Jam”, do Technotronic. Ver esta cena no cinema, com o som no talo, é uma experiência singular e muito divertida. Ao contrário de outras tantas, que adentram de maneira intensa a mente confusa de Yoav, e fazem aumentar a admiração pelo trabalho essencialmente cinematográfico do cineasta. A tentativa do personagem de se livrar do passado, claro, é inútil, já que várias memórias costumam assombrá-lo. Mesmo quando ele tenta falar apenas em francês, há quem queira que ele diga algo em hebraico. A propósito, a cena de Yoav declamando a letra da Marselhesa é outro momento de intensidade, de destaque dessa dicotomia agressividade/sensibilidade do protagonista. Assim, por mais que ele tente se tornar menos israelense, mais ele percebe que é israelense. Até a cena final fantástica. Um dado curioso aproxima “Synonymes” do Brasil atual: Israel conta com uma ministra da cultura de extrema direita, que criticou o filme sem entender se se tratava ou não de uma obra anti-israelense. Por outro lado, quando o filme venceu o Urso de Ouro, todos os jornais do país celebrara o feito, criando saia-justa com o governo.

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