Globo prepara série de comédia sobre quarentena com casais reais
A rede Globo pretende aproveitar casais e famílias da vida real para fazer uma série de comédia sobre “amores possíveis” em tempos de quarentena. Cada um dos quatro episódios da nova série será protagonizado por uma dupla: Taís Araújo e Lázaro Ramos; Luisa Arraes e Caio Blat; Fabiula Nascimento e Emilio Dantas; Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. “A ideia veio de uma urgência de fazer alguma coisa, de trabalhar, de contar histórias”, contou o diretor Jorge Furtado ao UOL. A ideia, no caso, foi de criar textos para aproveitar atores que são casados ou, no caso das Fernandas, mãe e filha que estão vivendo o isolamento social juntas por causa da pandemia de coronavírus. A série também vai usar as casas dos atores como cenário, entregando todo o equipamento de gravação no local e ensinando os intérpretes a como operá-lo. “Eles operam tudo que a gente pede. A câmera que vai para a casa deles é uma câmera muito mais simples, ‘pocket’, do que a gente costuma trabalhar nos estúdios. De um jeito que eles consigam fazer. Eles recebem microfones. Tem que posicionar ‘boom’, lapela, botar refletor, operar a câmera, ajustar tripé, fazer absolutamente tudo, com todos nós aqui, de cada departamento, instruindo”, contou a diretora artística Patrícia Pedrosa, que definiu o projeto como um “reality show da dramaturgia”. Cada episódio foi encomendado a autores diferentes. O protagonizado por Taís Araújo e Lázaro Ramos foi escrito por Alexandre Machado. É o primeiro texto do roteirista desde a morte da mulher e parceira Fernanda Young (1970-2019). Furtado, que é criador de “Mister Brau”, “Sob Pressão” e “Todas as Mulheres do Mundo”, escreveu o capítulo de Luisa Arraes e Caio Blat. Fabiula Nascimento e Emilio Dantas estrelam um episódio escrito por Jô Abdu e Adriana Falcão. E a trama com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres foi escrita por Antônio Prata, Chico Matoso, Furtado e a própria Fernanda Torres. Este último é o único capítulo que contará com uma equipe profissional in loco. É que Fernanda é casada com o cineasta Andrucha Waddington e dois filhos deles, Pedro e Joaquim, também trabalham no meio. Graças a isso, a gravação terá mais gente envolvida no “set” residencial. Cada episódio da série deve ter cerca de 25 minutos e um tom “leve”, com um pouco de drama, mas pegada de comédia. Com título provisório de “Amores Possíveis”, mesmo nome de um filme de Sandra Werneck, com Murilo Benício e Carolina Ferraz, exibido em 2001, a exibição está prevista para as terças-feiras de setembro na Globo.
O Juízo oferece suspense sobrenatural para refletir e deslumbrar
“O Juízo” é uma incursão do cinema brasileiro no gênero suspense, terror. Assim como outras tentativas bem sucedidas realizadas anteriormente, ele contribui para ampliar o alcance do nosso cinema para além dos documentários, comédias e dramas que têm marcado a produção nacional crescente. Considerado um suspense sobrenatural, é, na verdade, um filme que crava na trama as marcas da história brasileira, do extrativismo à escravidão, que deixaram uma dívida que remonta a séculos e está na construção da vergonhosa desigualdade, preconceito e racismo, que vivemos até hoje. Mérito, claro, do talento de escritora da roteirista Fernanda Torres que, infelizmente, não participa do filme de seu marido, Andrucha Waddington, como atriz. Em compensação, Fernanda Montenegro, sua mãe, está lá, brilhante como sempre. O filme tem mesmo uma característica familiar. Joaquim Torres Waddington, filho do diretor e da roteirista, estreia no cinema como ator neste filme. Para além das relações familiares, o elenco tem Felipe Camargo, Carol Castro e Criolo, em papeis centrais e o grande Lima Duarte em participação especial. O que mais entusiasma em “O Juízo” nem é a sua história, muito boa, ou seu superelenco, mas seu apuro visual. Enquadramentos belíssimos, do alto, na água, nos caminhos molhados (o filme é quase todo passado na chuva), nos ambientes de uma fazenda, supostamente mineira, na verdade filmada no Estado do Rio. Uma fotografia esmaecida, esfumaçada, escurecida, concretiza uma narrativa que remete a trevas, com grande beleza e explora também com eficiência a luminosidade do fogo. Ótimo trabalho do diretor de fotografia Azul Serra. Destaque também para a direção de arte de Rafael Targat. Um trabalho de equipe muito bem coordenado por Andrucha Waddington. O enredo remete a uma família, Augusto (Felipe Camargo), Tereza (Carol Castro) e o filho Marinho (Joaquim Torres Waddington), que vão em busca de colocar a vida em ordem, resolvendo problemas econômicos e do alcoolismo de Augusto, assumindo morar numa fazenda isolada e abandonada, herdada do avô. A propriedade, porém, traz o carma de uma traição, envolvendo um homem escravizado, Couraça (Criolo) e sua filha, uma dívida ancestral. Diamantes estão envolvidos na história, colocando a cobiça como parte integrante e trágica da narrativa. Mais suspense que terror, fantasmagórico, mas realista e indutor de reflexão, “O Juízo” é um filme que se vê com prazer, com destaque para o esmero visual, que merece ser apreciado com atenção.
O Juízo: Terror que junta a família de Fernanda Montenegro ganha primeiro trailer
A Paris Filmes divulgou três fotos oficiais, o pôster e o trailer do filme “O Juízo”, terror escrito por Fernanda Torres (“Os Normais”) e estrelado por sua mãe, Fernanda Montenegro (“A Vida Invisível”). A direção também é por conta da família, assinada por Andrucha Waddington (“Sob Pressão”), marido e genro das Fernandas. Para completar, o elenco inclui Joaquim Torres Waddington, filho do casal responsável pela produção e neto de Montenegro, que estreia como ator aos 16 anos. O longa narra a história de um acerto de contas que leva 200 anos para se concretizar. Um conflito sobrenatural que remonta ao tempo da escravidão. O elenco também inclui Felipe Camargo (“Ponte Aérea”), Lima Duarte (“Família Vende Tudo”), Carol Castro (“Um Suburbano Sortudo”), Fernando Eiras (“Nise: O Coração da Loucura”), Kênia Bárbara (“3%”) e o rapper Criolo (“Jonas”). “O Juízo” conta a história de Augusto Menezes (Felipe Camargo) que está em crise no casamento com Tereza (Carol Castro). Na esperança de colocar sua vida nos eixos, depois de perder o emprego na cidade e sofrer com o alcoolismo, decide mudar-se com a mulher e o filho Marinho (Joaquim Torres Waddington) para uma fazenda herdada do avô. Mas a propriedade carrega uma história de traição e vingança que pode custar mais caro a Augusto e sua família do que ele imaginava. No longa, Criolo e Kênia Bárbara vivem Couraça e Ana, escravos determinados a se vingar dos antepassados de Augusto, que os traíram no passado. Fernanda Montenegro interpreta a espírita Marta Amarantes e Fernando Eiras, o psiquiatra Doutor Lauro, enquanto Lima Duarte vive um joalheiro chamado Costa Breves. Rodado numa fazenda na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais, o filme tem estreia marcada para o dia 12 de dezembro.
Ex-namorados, Fábio Assunção e Maria Ribeiro viverão amantes em nova série
Fábio Assunção (“Entre Idas e Vindas”) e Maria Ribeiro (“Como Nossos Pais”) vão estrelar a série “Todas as Mulheres do Mundo”, baseada no filme homônimo de Domingos de Oliveira. Ex-namorados, os dois participarão de um triângulo amoroso que envolve ainda o protagonista da história, interpretado por Emílio Dantas (“O Paciente: O Caso Tancredo Neves”). Na versão desenvolvida para a Globo, Ruy (Fábio Assunção), que é casado, se envolve com Renata (Maria Ribeiro), sua colega de trabalho num escritório de arquitetura. Insatisfeita com a relação, ela começa a fingir que está de namorico com Paulo (Emílio Dantas), que, sem querer, acaba formando um triângulo amoroso com os dois arquitetos. O filme original de 1966 se passava numa época em que homens se orgulhavam em ser cafajestes e mulherengos. O Paulo da comédia clássica era vivido por Paulo José, um boa vida que um dia encontra Maria Alice e fica tão impressionado que passa a acreditar que ela era a síntese de todas as mulheres do mundo – daí o título. A partir daí, ele encara o dilema de se atirar na relação e virar monogâmico ou continuar a correr atrás de mulheres diferentes. A trama não tinha personagens chamados Ruy e Renata, mas a mulher icônica era Leila Diniz. A nova Maria Alice será vivida por Sophie Charlotte, que Domingos de Oliveira dirigiu em seu último filme, “BR 716” (2016). A adaptação de “Todas as Mulheres do Mundo” está a cargo do cineasta Jorge Furtado (“O Homem que Copiava”) e o elenco também inclui Fernanda Torres (“Sob Pressão”), Matheus Nachtergaele (“Cine Holliúdy”), Lilia Cabral (“Divã”), Felipe Camargo (“O Rastro”), Floriano Peixoto (“Carandiru”), além de Maria Mariana (“Confissões de Adolescente”) e Priscilla Rozenbaum (“Infância”), respectivamente filha e viúva de Domingos de Oliveira. As gravações da série começaram na quinta-feira (12/9) em Araras, interior do Rio de Janeiro, com direção de Patrícia Pedrosa (“Mister Brau”, “Shippados”).
Série brasileira Sob Pressão é renovada para a 3ª temporada
A Globo renovou a série médica “Sob Pressão”, protagonizada por Marjorie Estiano e Júlio Andrade. O detalhe é que a atração, que ainda não estreou a sua 2ª temporada, foi renovada para seu terceiro ano de produção, que será exibido em 2019. De acordo com o colunista Flávio Ricco, do Uol, a 3ª temporada terá mais 14 episódios, com direção de Andrucha Waddington (diretor também do filme que originou a série) e trará o cineasta Jorge Furtado (“Real Beleza”) à frente da equipe de autores. Já o segundo ano de “Sob Pressão”, que está todo gravado, entrará no ar em breve, abordando temas como adoção, questões de gênero e corrupção no sistema de saúde. A principal novidade será a entrada de Fernanda Torres (“Os Normais”) no elenco. A participação marcará uma nova parceria entre a atriz e seu marido, o diretor Andrucha Waddington, responsável pela produção – ele dirigiu Fernanda em seu melhor filme, “Casa de Areia” (2005), e em “Gêmeas” (1999). Ela entrará na trama como a nova diretora do hospital, cheia de boas intenções, e que se vê induzida a entrar em esquemas de corrupção com a justificativa de fazer o local funcionar melhor.
Fernanda Torres entra em Sob Pressão, que lidará com corrupção na 2ª temporada
A 2ª temporada de “Sob Pressão” terá uma mudança importante no elenco, que a ajudará a enfrentar o tema principal dos próximos capítulos: a corrupção na saúde pública nacional. Segundo a coluna de Flávio Ricco no UOL, a atriz Fernanda Torres será a nova diretora do hospital em que se passa a trama. Ela vai ocupar o lugar de Samuel, personagem de Stepan Nercessian – o ator negocia um programa na Band. Essa informação, porém, ainda não foi confirmada pela Globo nem pela produtora Conspiração Filmes. A participação marcará uma nova parceria entre a atriz e seu marido, o diretor Andrucha Waddington, responsável pela produção – ele dirigiu Fernanda em seu melhor filme, “Casa de Areia” (2005), e em “Gêmeas” (1999). Ela entrará na trama como uma diretora cheia de boas intenções, mas que acaba tendo que entrar em esquemas de corrupção com a justificativa de fazer o local funcionar melhor. Além de Fernanda, o elenco da série estrelada por Julio Andrade e Marjorie Estiano terá outras novidades, como Humberto Carrão, que viverá Henrique, um cirurgião ortopedista, e Julia Shimura, no papel de Keiko, uma enfermeira. As gravações devem ser concluídas em 5 de junho, visando uma estreia para logo depois da Copa do Mundo.
Fernanda Torres revela que sua mãe, Fernanda Montenegro, recebe ameaças de morte no Facebook
A atriz Fernanda Torres (série “Os Normais”) revelou que sua mãe, a mais premiada atriz do Brasil, Fernanda Montenegro (indicada ao Oscar por “Central do Brasil”), vem sofrendo ataque de haters no Facebook, inclusive com ameaças de morte. O caso foi trazido à tona durante entrevista no programa “Conversa com Bial” exibido na noite de quinta-feira (9/11). O motivo dos ataques foi um post contra a censura artística, publicado em setembro. As ameaças foram denunciadas à rede social, que nada fez sobre o caso alegando que as mensagens não “ferem os padrões da comunidade”. “Se você pagar um peitinho, a nudez no Facebook é totalmente vilanizada, mas pode postar metralhadora, ameaça de morte, xingar do que for que não fere ‘os padrões da comunidade’. Daqui a pouco, vão dizer que vão matar e vão matar. A questão é moral, ética, educacional… A internet e o Google vão continuar lavando as mãos?”, questionou. Ela acredita que ainda não se tem ideia da dimensão poder da rede. “O Facebook é um alienígena e está sendo usado para eleger o [Donald] Trump, por exemplo”, comentou a atriz, que foi casada com o apresentador Pedro Bial nos anos 1980.
Veja 12 vídeos de Filhos da Pátria, série de comédia sobre o Brasil Imperial
A Globo disponibilizou 12 vídeos da nova série de comédia “Filhos da Pátria”, passada no Brasil Imperial. O material apresenta cada um dos personagens centrais, trailers e os bastidores da trama, que trata das repercussões da Independência do Brasil na vida da família de um funcionário público, além de demonstrar que o país sempre foi um país de corruptos. A série é estrelada por Alexandre Nero (novela “A Regra do Jogo”) e Fernanda Torres (série “Tapas & Beijos”) como os patriarcas da família Bulhosa e pais dos personagens de Johnny Massaro (“A Frente Fria que a Chuva Traz”) e Lara Tremouroux (novela “Babilônia”). O elenco ainda inclui Matheus Nachtergaele (“Trinta”), Jéssica Ellen (minissérie “Justiça”), Flávio Bauraqui (“Nise: O Coração da Loucura”) Serjão Loroza (“Giovanni Improtta”), Adriano Garib (série “Magnifica 70”) e Marcos Caruso (“O Escaravelho do Diabo”). Criada por Bruno Mazzeo (“Muita Calma Nessa Hora”) e com direção de Mauricio Farias (“Vai que Dá Certo”), a série já está disponível no Globo Play e estreia nesta terça (19/9) na TV aberta.
Filhos da Pátria: Série de comédia sobre o Brasil Imperial ganha primeiras fotos
Os atores Alexandre Nero (novela “A Regra do Jogo”) e Fernanda Torres (série “Tapas & Beijos”) vão estrelar uma nova série de comédia da Globo, “Filhos da Pátria”. As primeiras fotos do casal, caracterizado como seus personagens, foram divulgadas pela emissora carioca. Criada por Bruno Mazzeo (“Muita Calma Nessa Hora”), a atração é ambientada no século 19 e traz Nero como o português Geraldo Bulhosa, que trabalha no Paço Imperial intermediando as relações entre Brasil e Portugal. Segundo a sinopse, Geraldo é “um homem de bem, solícito, prestativo por natureza”, mas após a proclamação da independência do Brasil ele se sentirá ameaçado de perder o emprego e precisará lidar com “novos esquemas” que tomam conta do ambiente de trabalho. Por sua vez, Fernanda Torres viverá Maria Teresa, uma “alpinista social” do século 19. Classista e materialista, ela é obcecada pelos bons modos da alta sociedade e sonha com o dia em que o marido aproveitará seu prestígio para crescer profissionalmente. Geraldo e Maria Teresa são pais de um casal, Geraldinho (Johnny Massaro) e Catarina (Lara Tremouroux), e formam uma família de classe média durante o Brasil Imperial. “Filhos da Pátria” também tem no elenco Matheus Nachtergaele, Marcos Caruso, Jéssica Ellen, Serjão Loroza, Flávio Bauraqui, Leticia Isnard, Karine Teles, Saulo Laranjeira, Adriano Garib e Felipe Rocha. A direção é de Mauricio Farias (“Vai que Dá Certo”) e a estreia acontece no Globo Play em agosto e na TV em setembro.
Fernanda Montenegro vai estrelar filme de terror escrito pela filha
A veterana atriz Fernanda Montenegro (“Central do Brasil”) começou a filmar um filme de terror em família. A autora do roteiro é sua filha, a também atriz Fernanda Torres (“Os Normais”), e a direção é de seu genro, Andrucha Waddington (“Os Penetras”). Para completar, seu colega de cena será seu neto Joaquim, de 16 anos, que vai estrear como ator. O elenco também inclui Felipe Camargo (“Ponte Aérea”), Lima Duarte (“Família Vende Tudo”), Carol Castro (“Um Suburbano Sortudo”), Fernando Eiras (“Nise: O Coração da Loucura”) e o rapper Criolo (“Jonas”). Segundo Waddington, trata-se de um terror sobrenatural que conta uma história vingança de 200 anos. Um conflito que remonta ao tempo da escravidão. “É um filme sobre a história do Brasil, como ‘Casa de Areia’”, ele contou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, referindo-se a seu melhor trabalho, também estrelado por Fernanda Montenegro em 2005. Intitulado “O Juizo”, o filme começou a ser rodado neste fim de semana e as filmagens devem durar até o fim em dezembro, numa fazenda na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. A produção foi acelerada por conta de um atraso no cronograma da cinebiografia do Chacrinha, que seria o próximo filme do diretor. Para não ficar parado, ele tomou um empréstimo bancário e marcou um “retiro de terror” com a família. O filme mais recente de Andrucha Waddington, o drama médico “Sob Pressão”, entrou em cartaz nos cinemas na quinta-feira (17/11). E em janeiro estreia seu próximo trabalho, a comédia “Os Penetras: Quem Dá Mais?”.
Série Os Normais pode voltar a ser produzida
A onda de remakes continua forte na Globo e, segundo o site F5, uma ala da emissora está em campanha pela volta de “Os Normais”, que saiu do ar em 2003, quando ainda tinha muita audiência. Mas se “Os Normais” voltasse, não seria exatamente um remake. A ideia defendida é uma continuação com os mesmos protagonistas, para uma série de dez episódios inéditos, mostrando o que aconteceu com Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres), quase 15 anos após saírem do ar. Caso o projeto saia do papel, ele visaria ocupar os finais das noites de domingo no segundo semestre de 2017. Até agora, a Globo deu sinal verde para novas versões de “Os Trapalhões”, “Cassino do Chacrinha” e “Sítio do Picapau Amarelo” para as tardes de domingo, além de aproveitar o sucesso do remake de “Escolinha do Professor Raimundo”, com a produção de uma nova temporada da atração.
Novela Império e série Doce de Mãe vencem o Emmy Internacional
A rede Globo conquistou dois prêmios importantes na 43ª edição do Emmy Internacional, considerado o Oscar da TV mundial. A cerimônia realizada na noite de segunda-feira (23/11), em Nova York, rendeu a “Doce de Mãe” a estatueta de Melhor Série Comédia e a “Império” o troféu de Melhor Novela. Em seu agradecimento pela conquista de “Império”, o diretor Rogério Gomes, que viajou com o elenco feminino da novela, dedicou o prêmio ao seu mentor, o diretor e produtor Roberto Talma, responsável por clássicos do gênero, como “Saramandaia” (1976), “Que Rei Sou Eu” (1989) e “Rainha da Sucata” (1990), que morreu em abril, aos 65 anos. “Acredito muito no gênero, em novela, e tenho muito orgulho do que faço. Dedico este prêmio ao mestre que se foi no início deste ano, o mestre da teledramaturgia brasileira, um dos maiores diretores que o Brasil teve, e até o mundo, Roberto Talma”, disse Gomes, emocionado. Escrita por Aguinaldo Silva, a história de “Império” girava em torno do personagem do ator Alexandre Nero, um empresário do ramo de joias com um passado humilde e ânsia pelo poder. Sustentando um casamento de aparências, ele mantinha ainda uma relação com uma amante, enquanto via seus filhos disputarem o tão cobiçado título de dono da empresa. Atualmente envolvido nas gravações de “A Regra do Jogo”, atual novela das nove da emissora, Nero não pôde ir à premiação, mas se manifestou em comunicado. “Eu estou muito feliz e satisfeito, foi uma grata surpresa. Toda a equipe se esforçou muito para fazer esta novela. Por isso, acredito que seja uma vitória coletiva. Todos os diretores, produtores, figurinistas, cenógrafos, equipe de caracterização, câmeras, enfim, todo mundo que fez parte desta jornada, que incluiu muitos dias intensos de gravações, é merecedor desta conquista. E, claro, não posso deixar de falar do Aguinaldo Silva, que presenteou a nós e ao público com esta história que conquistou todo o Brasil”. Aguinaldo Silva também se manifestou, definindo “Império” como “uma novela abençoada”, em que tudo funcionou. “‘Império’ provou que uma novela sempre funciona quando é feita com espírito de equipe”, afirmou o dramaturgo. Já “Doce de Mãe” conquistou sua segunda vitória no Emmy, após ter rendido a Fernanda Torres o troféu de Melhor Atriz em 2013. Na época, a produção era um telefilme, ganhando sinal verde para virar uma série após a repercussão do prêmio. Na comédia, ela vive Dona Picucha, uma senhora animada de 85 anos que não quer se tornar dependente de nenhum dos quatro filhos e não vê a idade como impedimento para ser feliz. A própria Fernanda agradeceu ao prêmio, subindo ao palco ao lado dos diretores Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo e a produtora Nora Goulart para classificar a vitória como “o resultado de um conjunto que se somou”. Ela também disputava novamente o troféu de Melhor Atriz, que acabou vencido pela norueguesa Anneke von der Lippe pela tensa série de suspense “Øyevitne”. O Emmy 2015 contou com 40 finalistas de 19 países que concorreram a prêmios em 10 categorias. Ao todo, a rede Globo já soma 14 vitórias na premiação, disputando todo o ano como favorita na categoria de Novelas. Em 2014, o presidente do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho, ainda foi reconhecido com o prêmio de Personalidade Mundial da Televisão. Vencedores do Emmy Internacional 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Série de Drama “Engrenages” (França) Melhor Série de Comédia “Doce de Mãe” (Brasil) Melhor Telefilme ou Minissérie “Soldat Blanc” (França) Melhor Novela “Império” (Brasil) Melhor Documentário “Miners Shot Down” (África do Sul) [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Melhor Ator Maarten Heijmans, por “Ramses” (Holanda) Melhor Atriz Anneke von der Lippe, por “Øyevitne” (Noruega) Melhor Programa de Arte “Illustre & Inconnu: Comment Jacques Jaujard a Sauvé le Louvre” (França) Melhor Programa Americano em Língua Estrangeira “Arrepentidos U.S.” (Estados Unidos) Melhor Programa sem Roteiro “50 Ways to Kill Your Mammy” (Reino Unido) [/symple_column]










