Séries: 10 lançamentos para a maratona de fim de semana
A semana marca a volta de várias séries populares ao streaming. Mas, apesar disso, a grande expectativa é causada pela estreia de uma nova atração misteriosa dos criadores de “Dark”. Entre os destaques da programação, também há suspenses adolescentes, comédia sombria, drama de época, animação adulta, hip-hop e até Papai Noel. Confira abaixo 10 opções para maratonar no sofá. | 1899 | NETFLIX A nova série de terror dos criadores de “Dark” é basicamente “Lost” no “Titanic”. Tudo se passa durante uma viagem transatlântica do fim do século 19, que sofre um desvio para realizar o salvamento de outra embarcação. Mas ao chegar no suposto naufrágio, situações sobrenaturais começam a se manifestar, assombrando passageiros e a tripulação no oceano sombrio. Segundo a mesma lógica labiríntica de “Dark”, os produtores e roteiristas alemães Baran Bo Odar e Jantje Friese acrescentam cada vez mais perguntas conforme os episódios se desenvolvem, sem responder à maioria e encerrando a temporada num gancho para uma futura resolução. Como prova do prestígio conquistado pelos produtores com sua série anterior, o elenco reúne uma impressionante coleção de talentos internacionais, com destaque para os britânicos Emily Beecham (Melhor Atriz em Cannes pelo terror biológico “Little Joe”), Aneurin Barnard (“Dunkirk”) e Rosalie Craig (“Truth Seekers”), o português José Pimentão (da série da Amazon “Filhas da Lei”), o franco-camaronês Yann Gael (“Loro”), a francesa Mathilde Ollivier (“Operação Overlord”), o alemão Andreas Pietschmann (de “Dark”), o espanhol Miguel Bernardeau (“Elite”), o polonês Maciej Musial (“The Witcher”) e os dinamarqueses Lucas Lynggaard Tønnesen, Clara Rosager (ambos de “The Rain”) e Maria Erwolter (“O Ritual”), além da chinesa estreante Isabella Wei. | DISQUE AMIGA PARA MATAR 3 | NETFLIX O final da atração, que pode marcar a despedida de Christina Applegate (“Up All Night”) das séries, traz a atriz como Jen, uma viúva aparentemente certinha, mas com problemas de gerenciamento de raiva. Depois que seu marido morre em um acidente, ela desenvolve uma amizade com Judy (Cardellini), uma mulher de espírito livre que conheceu num grupo de apoio. Mas quando se tornam amigas improváveis, Judy revela um grande segredo. James Marsden (“Westworld”) também fez parte do elenco nas duas primeiras temporadas, até ter um destino trágico, que acaba envolvendo as duas amigas numa investigação do FBI. Agora, elas tentam fazer de tudo para evitar serem presas. A 3ª temporada ainda mostra como a produção incorporou os problemas de saúde de Applegate à trama, usando um acidente de carro para explicar suas dificuldades para se locomover e o visível aumento de peso. A atriz foi diagnosticada com esclerose múltipla e fez um grande esforço para completar as gravações. “Disque Amiga Para Matar” ainda voltou a reuni-la com o comediante Will Ferrell e o cineasta Adam McKay, que foram, respectivamente, seu coprotagonista e diretor na comédia de cinema “O Âncora” (2004). Os dois produzem a comédia, que foi criada por Liz Feldman (“Duas Garotas em Apuros”). | ELITE 6 | NETFLIX O novo ano escolar em Las Encinas começa tentando encobrir os desastres e tragédias do passado recente. Mas os problemas nas suas salas de aula são sistêmicos: racismo, sexismo, abuso doméstico e LGBTfobia, entre outros temas polêmicos, que são abordados nos novos capítulos. A série perdeu vários integrantes do elenco nos últimos dois anos – a maioria dos personagens originais se formou, mas também houve morte. As mais recentes baixas são Samuel (Itzan Escamilla), Omar (Omar Ayuso), Rebeka (Claudia Salas) e Cayetana (Georgina Amorós). Por isso, o elenco foi reforçado. O principal destaque é Ana Bokesa (“La que se Avecina”), primeira atriz negra da atração em cinco anos. Anteriormente, a série de adolescentes brancos chegou a trazer Sergio Momo (Yeray) e Leïti Sène (Malik), mas os primeiros atores negros, que surgiram na 3ª temporada, foram rapidamente dispensados, sem retornar mais. Outras novidades incluem Carmen Arrufat (“Todos Mentem”), Álvaro de Juana (“HIT”), Ander Puig (“Ser o No Ser”), Álex Pastrana (“Bem-Vindo ao Éden”) e a estreante Ana Bokesa. Eles se juntam aos “novatos” do quinto ano, como o brasileiro André Lamoglia (“Juacas”) e a argentina Valentina Zenere (“Sou Luna”). | A VIDA SEXUAL DAS UNIVERSITÁRIAS 2 | HBO MAX Criada por Mindy Kaling (“Projeto Mindy” e “Eu Nunca…”) em parceria com o roteirista Justin Noble (“Brooklyn Nine-Nine”), a série gira em torno de quatro colegas de quarto, que passam a conviver em meio à tensão sexual e situações constrangedoras da faculdade. Nos novos episódios, as garotas estão cada vez mais amigas e animadas em meio a festas, vizinhos descamisados e até strippers masculinos. O elenco central destaca as atrizes Pauline Chalamet (a irmã de Timothée Chalamet), Amrit Kaur, Renée Rapp e Alyah Chanelle Scott. Sem experiências prévias, elas se tornaram rapidamente conhecidas com a atração, que atingiu 96% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. | UM DE NÓS ESTÁ MENTINDO 2 | NETFLIX A primeira produção em inglês do criador de “Elite”, Darío Madrona, é uma adaptação do best-seller homônimo de Karen M. McManus sobre um grupo de estudantes suspeitos de homicídio. O suspense começa com cinco estudantes passando juntos uma tarde de detenção em sua escola – como no clássico “O Clube dos Cinco” (1985). No entanto, no fim do dia, um deles está morto e os investigadores policiais acreditam que a morte não foi acidental. Juntando-se para resolver o crime e se livrarem das suspeitas, eles acabam descobrindo o responsável, que termina a 1ª temporada assassinado, deixando a culpa por uma morte de verdade em suas consciências. Na 2ª temporada, eles tentam manter as aparências, mas quando “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” encontra “Pretty Little Liars”, começam a receber mensagens ameaçadoras no celular ameaçando expor seus segredos. O jovem elenco inclui Annalisa Cochrane (“Cobra Kai”), Marianly Tejada (“The Purge”), Chibuikem Uche (“A Guerra do Amanhã”) e Cooper van Grootel (“Mystery Road”), | LE MONDE DE DEMAIN | NETFLIX A minissérie dramática conta a história da chegada do hip-hop na França e a formação da famosa banda de rap francesa NTM, fazendo um retrato da cena musical e da vida no país europeu nos anos 1980. A criação é de David Elkaim, Vicente Poymiro (ambos da minissérie “Desaparecido para Sempre”) e Hélier Cisterne (“Vandal”). | RIVERDALE 6 | NETFLIX A 6ª temporada marca uma guinada bizarra em “Riverdale”. Após vários flertes, a série finalmente abraçou o sobrenatural, com direito a participações do diabo, de la llorona e da bruxinha Sabrina Spellman (Kiernan Shipka), num crossover com “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Mas isso é apenas o aperitivo de uma narrativa de proporções apocalípticas, que culmina na aparição de super-heróis e na descoberta do metaverso. Absolutamente estranha no multiverso da loucura, esta é também uma das temporadas mais criativas e divertidas da série baseada nos quadrinhos da Archie Comics. | MEU PAPAI (AINDA) É NOEL | DISNEY+ Depois de virar trilogia, o clássico natalino “Meu Papai é Noel” (1994) vira série. Assim como nos filmes, a produção é estrelada por Tim Allen na pele de Scott Calvin, um homem que se vê obrigado a assumir o posto de Papai Noel após causar um acidente com o Bom Velhinho real. Devia ser um arranjo provisório, mas, como mostraram as continuações, a substituição acabou valendo para todos os Natais. Só que agora ele quer se aposentar e parte em busca de um substituto para, finalmente, após quase 30 anos, passar um Natal inteiro com a família. Claro que o plano dá errado, especialmente devido às piadas divisivas escritas por Jack Burditt, criador da sitcom “Last Man Standing”, que também foi estrelada por Tim Allen. Allen é um conservador assumido, assim como Burditt, e a série tende a mostrar um Papai Noel que, apesar de totalmente vermelho, prefere sempre curvas à direita da realidade. | MASTERS OF SEX | PARAMOUNT+ A série sobre os pioneiros da pesquisa sexual científica estreia completa em streaming, com as quatro temporadas produzidas de 2013 a 2016. Desenvolvida por Michelle Ashford (“O Soldado que Não Existiu”), traz Michael Sheen (“Belas Maldições”) e Lizzy Caplan (“Castle Rock”) como William Masters e Virginia Johnson, o casal que organizou secretamente uma revolucionária pesquisa sobre comportamento sexual entre os anos 1950 e 1960 – foram eles os terapeutas que identificaram os quatro estágios do ato sexual e desmistificaram muitas informações equivocadas sobre o orgasmo feminino. Com uma recriação primorosa de época, a trama vai dos comportados anos 1950 aos descabelados 1970, impressionando com figurino, cenografia, fotografia e também por uma coleção de cineastas renomados atrás de suas câmeras. Para dar ideia, a lista de diretores que assina os episódios inclui, entre outros, John Madden (“Shakespeare Apaixonado”), Michael Apted (“007 – O Mundo Não é o Bastante”), Miguel Sapochnik (“Game of Thrones”), Dean Parisot (“Heróis Fora de Órbita”) e Karyn Kusama (“Garota Infernal”). | DEPARTAMENTO DE CONSPIRAÇÕES 2 | NETFLIX A nova série animada de Alex Hirsch, criador de “Gravity Falls”, acompanha o trabalho da Cognito, uma divisão do Departamento de Conspirações dos EUA formada pelos poucos humanos que sabem que alienígenas reptilianos existem, mas o pouso na lua foi fake. Liderada por Reagan Ridley, uma cientista antissocial que precisa lutar contra seu desejo de dominar o mundo, a Cognito se dedica a manter a verdade secreta e… incognita. Na 2ª temporada, Reagan tem pela frente um conflito incontornável contra seu maior inimigo: seu pai Randy Ridley, que assumiu o controle da Cognito e, ao contrário dela, não luta contra seu desejo de dominar o mundo. O elenco de dubladores é liderado por Lizzy Caplan (“Masters of Sex”) como Reagan, Christian Slater (“Mr. Robot”) como seu pai, e também inclui Clark Duke (“Greek”), Tisha Campbell (“Dr. Ken”), Chris Diamantopoulos (“Made for Love”) e Brett Gelman (“Stranger Things”).
Estreias: 10 séries para retomar ou descobrir em streaming
A programação da semana traz novas temporadas de séries aguardadas, novas produções e até a disponibilização de uma série clássica inédita em streaming. Confira abaixo 10 sugestões, voltadas a diferentes públicos, que se destacam na avalanche de lançamentos do período. | THE CROWN 5 | NETFLIX A 5ª temporada de “The Crown” chega ao streaming acompanhada de acusações de sensacionalismo. Mas na prática não explora as polêmicas verídicas desse período da monarquia, marcado pela infidelidade do Príncipe Charles, que levou ao fim de seu casamento com a Princesa Diana, além de ignorar completamente as ligações criminosas do Príncipe Andrew com pedófilos e traficantes (hoje) condenados. Em vez disso, valoriza mais uma vez a devoção da Rainha Elizabeth II, como tem feito desde seu primeiro capítulo, e apresenta um retrato bastante positivo do atual Rei Charles como um nobre progressista. Os novos episódios se concentram na crise criada pela indiscrição de Charles, que teve uma bizarra conversa íntima com a amante – e atual rainha consorte Camilla Parker Bowles – vazada para a imprensa, bem como no comportamento de Diana, que estimularia a impressão de ser vista como outsider na família real. A nova fase também marca uma mudança completa no elenco, com Imelda Staunton (a Dolores Umbridge da saga “Harry Potter”) assumindo o protagonismo como última intérprete da rainha Elizabeth II, após Claire Foy (nos dois primeiros anos) e Olivia Colman (3ª e 4ª temporadas). O resto do elenco também foi alterado para refletir a passagem do tempo, trazendo Jonathan Pryce (“Game of Thrones”) como o príncipe Philip, Lesley Manville (de “Trama Fantasma”) como a princesa Margaret, Dominic West (“The Affair”) como o príncipe Charles, Elizabeth Debicki (“Tenet”) como a princesa Diana, Olivia Williams (“Meu Pai”) como Camilla Parker Bowles, Claudia Harrison (“Humans”) como a Princesa Anne, Jonny Lee Miller (“Elementary”) como o primeiro ministro John Major e Khalid Abdalla (“O Caçador de Pipas”) como Dodi Al-Fayed. | WARRIOR NUN 2 | NETFLIX A ordem das noviças rebeldes retoma sua luta contra o anjo do mal e suas criaturas das trevas em novos capítulos concebidos por Simon Barry, responsável pela cultuada série sci-fi canadense “Continuum” e a menos incensada “Ghost Wars”. Baseada nos quadrinhos “Warrior Nun Areala”, de Ben Dunn, publicados desde 1994 em estilo mangá, a atração virou febre quando foi lançada pela Netflix há dois anos. A pandemia, porém, adiou os planos de produção do segundo ano, criando um longo hiato entre os episódios. Além de lutas marciais muito bem coreografadas e uma trama cheia de reviravoltas, a série também reúne um grupo promissor de atrizes europeias e americanas, como a portuguesa Alba Baptista (de “Linhas de Sangue”) em seu primeiro papel em inglês, Toya Turner (vista em “Chicago Med”), Lorena Andrea (“House on Elm Lake”), a estreante Kristina Tonteri-Young (que rouba as cenas com seu kung fu) e a mais experiente Olivia Delcán (da série espanhola “Vis a Vis”), nos papéis das jovens freiras guerreiras. O elenco ainda inclui o português Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”), a holandesa Thekla Reuten (“Operação Red Sparrow”), o francês Tristán Ulloa (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), a italiana Sylvia De Fanti (“Medici: Mestres de Florença”) e o inglês William Miller (o vilão McCreary em “The 100”), numa produção que é gravada em cenários deslumbrantes da Espanha. | MYTHIC QUEST 3 | APPLE TV+ Uma das melhores sitcoms da atualidade também é das menos incensadas. Semelhante a “The Office” e “Brooklyn Nine-Nine”, a série é uma comédia de local de trabalho, que acompanha o proprietário de uma empresa bem-sucedida de videogame e sua equipe problemática, enquanto lutam para manter o sucesso de seu jogo principal. O criador da série, Rob McElhnney (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), vive o proprietário em eterno embate com a personagem de Charlotte Nicdao (“Content”). O ótimo elenco também inclui F. Murray Abraham (“The White Lotus”), Danny Pudi (“Community”), Imani Hakim (“Todo Mundo Odeia o Chris”), Jessie Ennis (“Alma da Festa”), David Hornsby (“Good Girls”), Naomi Ekperigin (“De Férias da Família”), Caitlin McGee (“Home Economics”) e a atriz de videogames Ashly Burch (“Critical Role”), além do fortão Joe Manganiello (“Magic Mike”), que entrou no elenco nesta 3ª temporada. | CATARINA, A GRANDE | GLOBOPLAY A minissérie britânica traz a atriz Helen Mirren (“A Rainha”) no papel-título. Especialista em interpretar rainhas, ela dá vida na produção à imperatriz Catarina da Rússia, uma das mulheres mais poderosas da História. A trama explora tanto a expansão do império russo no século 18 quanto a vida amorosa da monarca em sua fase mais madura, com destaque para seu caso com Grigori Potemkin, vivido na produção por Jason Clarke (“Cemitério Maldito”). Vale lembrar que a juventude de Catarina está sendo coberta por outra série, “The Great”, estrelada por Elle Fanning numa chave cômica. A produção volta a reunir Mirren com o roteirista Nigel Williams, autor da minissérie “Elizabeth I”, que rendeu o Emmy para a atriz em 2006. A direção está a cargo de Philip Martin (da série “The Crown”). | MULHERES DO MOVIMENTO | GLOBOPLAY Baseado em fatos reais, a minissérie dramatiza a história de Emmett Till, adolescente negro de 14 anos, que em 1955 viajou de sua casa em Chicago para visitar familiares no Mississippi. Acostumado com a cidade grande, ele não sabe que os negros do Sul não podem interagir com mulheres brancas e acaba morto por isso. Os assassinos são presos e julgados, mas o júri branco se recusa a condená-los. Revoltada com essa Justiça racista, sua mãe se torna uma poderosa voz de protesto social nos EUA, levantando ativistas em todo o país. Criada por Marissa Jo Cerar (roteirista de “The Handmaid’s Tale”), a atração tem direção de Gina Prince-Bythewood (“A Mulher Rei”), que também produz os episódios em parceria com o rapper Jay-Z e o astro Will Smith (“King Richard: Criando Campeãs”). Já o elenco destaca Adrienne Warren (de “A Mulher Rei”) como Mamie Till-Mobley e o jovem Cedric Joe (“Space Jam: Um Novo Legado”) na pele de Emmett Till. Vale apontar que esta mesma história está sendo levada aos cinemas no filme “Till”, de Chinonye Chukwu (“Clemência”), com estreia prevista para janeiro nos EUA. | VIDA DE CASAL | AMAZON PRIME VIDEO A comédia traz o apresentador James Corden (“A Festa de Formatura”) e a atriz Sally Hawkins (“A Forma da Água”) como irmãos. Corden vive um chef que descobre segredos chocantes sobre sua esposa grávida (Melia Kreiling, de “Salvation”) e procura respostas com a ajuda de seu cunhado (Colin Morgan, de “Humans”). Mas nisso se depara com os problemas do casamento de sua irmã. Os seis episódios são escritos por Jez Butterworth (roteirista de “Ford vs. Ferrari”), produzidos por James Richardson (“Britannia”) e dirigidos por Stephanie Laing (“Perfeita pra Você”). | A TAÇA É NUESTRA | STAR+ Em clima de Copa do Mundo, a série apresenta a história de um torcedor argentino (Joaquín Furriel, de “Vosso Reino”), que após investir todas as suas economias para viajar com seu filho para a Copa do Mundo, vê a seleção argentina ser desclassificada por uma sanção nas eliminatórias. Revoltado, ele resolve reunir um grupo prestes a perder seus empregos para fazer justiça com as próprias mãos, dando início a um plano mirabolante para roubar o troféu oficial da FIFA, em sua turnê promocional pela Argentina, e assim defender a honra do país. Criada por Gabriel Nicoli (“El Grito de las Mariposas”), a produção conta com a participação de conhecidos craques da seleção argentina, como Sergio Goycochea, Oscar Ruggeri e Maximiliano Rodriguez, além de cronistas esportivos e atores como Benjamín Amadeo (“Entre Laços”), Carla Quevedo (“O Segredo dos Seus Olhos”) e Javier Gómez (“Luis Miguel: A Série”). | NO MUNDO DA LUNA | HBO MAX A nova comédia brasileira é uma sitcom jornalística com um toque sobrenatural, que traz Marina Moschen (“Deus Salve o Rei”) em seu primeiro papel como protagonista. Ela interpreta a Luna do título, uma jornalista recém-formado que vem de uma família cigana. Para conseguir seu primeiro emprego e entrar na profissão, a jovem acaba aceitando fazer a sessão de horóscopo de um portal de notícias, usando cartas do baralho de sua família. Só que as cartas, com séculos de História, começam a falar com ela. Literalmente. A atração adapta o livro homônimo de Carina Rissi (autora do filme “Procura-se”) e conta com direção geral de Roberto d’Ávila (“Eliana em O Segredo dos Golfinhos”). A estreia acontece no domingo (13/11). | THE KINGDOM | MUBI A plataforma MUBI está disponibilizando as duas primeiras temporadas da série clássica de terror, iniciada na década de 1990 pelo cineasta Lars von Trier (“Ninfomaníaca”), antes de lançar a nova leva da produção, que foi retomada neste ano pelo diretor. Além de produzir, Von Trier assina a maioria dos roteiros e direção dos episódios. “The Kingdom” é ambientada em um hospital construído em cima das antigas lagoas de branqueamento (cheias de químicas da indústria têxtil) em Copenhague, onde o mal se enraizou. As primeiras temporadas foram exibidas em 1994 e 1997, e acompanharam os médicos se convencendo, por meio de eventos estranhos e inexplicáveis, de que o lugar era assombrado. A 3ª temporada vai chegar em 27 de novembro, trazendo respostas para as questões não resolvidas da série, além de apresentar um esforço final para impedir o hospital de se transformar em ruínas. | ZOOTOPIA+ | DISNEY+ A série animada traz seis episódios curtos centrados nos personagens do longa de 2016. Nos moldes de uma antologia, cada episódio apresenta diferentes membros da sociedade dos animais, como os talentosos tigres dançarinos, a popstar Gazelle, a dupla Flecha e Priscilla, que são as preguiças que trabalham no Departamento de Trânsito, a família da policial Judy Hopps e Fru Fru, filha do Mr. Big, líder dos musaranhos do crime organizado de Zootopia. O elenco de dubladores é o mesmo do filme, incluindo Ginnifer Goodwin como Judy Hopp, Kristen Bell como Priscilla, Idris Elba como o Chefe Bogo da polícia, Maurice LaMarche como Mr. Big e a cantora colombiana Shakira como Gazelle. Vale lembrar que a produção original arrecadou US$ 1,02 bilhão nas bilheterias e venceu o Oscar de Melhor Animação em 2017.
As 10 melhores séries de outubro
Com cada vez mais séries lançadas todas as semanas nos diversos serviços de streaming em operação no Brasil, não há maratona de sofá que dê conta de acompanhar o ritmo do mercado. A seleção abaixo é um lembrete para reforçar produções que merecem atenção e que podem estar passando batidas entre a enxurrada de títulos recentes. O destaque é uma produção grandiosa de sci-fi, mas em meio às tramas de fantasia – e terror – destacam-se também séries dramáticas baseadas em histórias reais e títulos bastante representativos do novo humor britânico. Confira abaixo o Top 10 com os trailers de cada destaque. | PERIFÉRICOS | AMAZON PRIME VIDEO A série sci-fi produzida pelos criadores de “Westworld” traz Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como uma mulher desiludida dos EUA rural, que não vê futuro em sua vida. Até que o futuro chega pelas mãos de seu irmão, vivido por Jack Reynor (“Midsommar”): um novo simulador beta de realidade virtual. A princípio impressionada com o realismo das imagens do aparelho que o irmão foi contratado para testar, ela logo muda de ideia ao perceber que pode ser ferida de verdade ao usar o aparelho perigoso. Na verdade, o que os irmãos pensam ser uma simulação do ciberespaço revela-se uma conexão real com o futuro, possibilitada por uma tecnologia de outra época. A trama é baseada no best-seller homônimo de William Gibson, criador do movimento cyberpunk, e lida com linhas temporais diferentes e como um contato com o futuro pode influenciar o presente e impactar a História. A adaptação foi feita por Scott B. Smith, escritor dos livros que viraram o suspense “Um Plano Simples” (1998) e o terror “As Ruínas” (2008), com Jonathan Nolan e Lisa Joy (os criadores de “Westworld”) atuando como produtores por meio de sua empresa Kilter Films. A série é o primeiro fruto de um contrato fechado pelo casal com a Amazon para desenvolver novas atrações exclusivas. Para completar, o primeiro episódio tem direção do cineasta Vincenzo Natali (“Cubo”, “Splice – A Nova Espécie”). | O CLUBE DA MEIA-NOITE | NETFLIX A nova série de terror desenvolvida pelo cineasta Mike Flanagan, responsável pelas minisséries “A Maldição da Residência Hill”, “A Maldição da Mansão Bly” e “A Missa da Meia-Noite”, começa como um drama juvenil de doença, antes de sofrer uma reviravolta tensa e sobrenatural e se tornar uma das melhores do diretor – usando o horror como forma de ilustrar as piores coisas que podem se manifestar contra alguém. A trama gira em torno de um grupo de adolescentes com doenças terminais, que se reúne todo dia à meia-noite na clínica em que estão internados para contar histórias de terror. Essas histórias ganham vida nos episódios, mas há um fio narrativo que se sobrepõe. No espírito desses encontros, o grupo decide firmar um pacto sinistro: o primeiro deles que morrer deve tentar se comunicar com os amigos que sobreviveram. Pois assim que essa morte ocorre, coisas estranhas começam a acontecer. A produção adapta o livro homônimo de Christopher Pike com um elenco repleto de atores jovens, com destaque para Iman Benson (“Alexa & Katie”), Aya Furukawa (“O Clube das Babás”) e Igby Rigney (“Missa da Meia-Noite”), além dos adultos Zach Gilford (também de “Missa da Meia-Noite”) e a sumida Heather Langenkamp (a eterna Nancy de “A Hora do Pesadelo”) como um médico e uma enfermeira do hospital. | OS WINCHESTERS | HBO MAX Prólogo de “Supernatural”, a nova série semanal de terror conta a história dos pais de Sam e Dean, os irmãos Winchester do programa original. Enquanto Mary Campbell é apresentada como uma jovem de 19 anos que tem lutado contra as forças das trevas desde a infância, John Winchester é um veterano da Guerra do Vietnã que até recentemente desconhecia a existência de demônios. Os personagens principais são interpretados por Meg Donnelly (“American Housewife”) e Drake Rodger (“Not Alone”). “The Winchesters” é comandada pelo showrunner Robbie Thompson, que foi co-produtor executivo de “Supernatural”, e conta com produção de Jensen Ackles, o Dean, que também participa como narrador da história. Outra curiosidade do elenco é a escalação de Tom Welling (o Clark Kent de “Smallville”) como Samuel Campbell, o pai de Mary, originalmente interpretado por Mitch Pileggi em “Supernatural”. Samuel é um caçador veterano e autoritário que ensinou a Mary tudo o que sabe, mas só surge na tela a partir do episódio sete. | TRÊS IRMÃS | NETFLIX Esta adaptação muito – mas muito – livre de “Adoráveis Mulheres”, clássico literário de Louisa May Alcott (levado às telas por Greta Gerwig em 2019), é um drama contemporâneo e capitalista sobre a luta de três irmãs para sair da pobreza, que surpreende com reviravoltas inesperadas. Vivendo uma vida sem luxos e enfrentando os desperdícios da mãe perdulária, as duas irmãs mais velhas da família Oh se esforçam para dar à mais nova e de inclinação artística um futuro melhor. Mas enquanto uma perde o emprego e se entrega ao álcool, a outra se envolve num perigoso esquema de peculato depois que um suicídio inesperado a deixa com 2 bilhões de won (em torno de R$ 7,3 milhões), conduzindo as irmãs a um enfrentamento com a família mais rica do país. As irmãs são vividas por Kim Go-eun (“O Rei Eterno”), Nam Ji-Hyun (“O Túnel”) e Park Ji-hu (“All of Us Are Dead”), e a trama é assinada pela premiada roteirista Jeong Seo-kyeong, parceira do diretor Park Chan-wook em cinco filmes, incluindo “Lady Vingança”, “A Criada” e o recente “Decision to Leave”. | RECOMEÇO | NETFLIX Na minissérie dramática, Zoë Saldaña (“Guardiões da Galáxia”) vive uma americana que se apaixona por um chef (o novato Eugenio Mastrandrea) enquanto estuda na Itália. O enredo romântico leva os dois a construírem uma vida nos Estados Unidos. Mas aí acontece a reviravolta tradicional do gênero – veja-se toda a prateleira de obras de Nicholas Sparks – , que envolve doença e a necessidade de seguir em frente. A diferença em relação aos vários exemplares similares é que essa história é real. A atração adapta um best-seller escrito pela também atriz Tembi Locke (das séries “Eureka” e “The Magician”) com base em sua própria vida. A adaptação é assinada pela irmã de Tambi, a roteirista Attica Locke, que escreveu episódios de “Empire” e da minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us), e é produzida pela própria Zoë Saldaña em parceria com Reese Witherspoon (de “Big Little Lies”). | A INUNDAÇÃO DO MILÊNIO | NETFLIX Baseada numa inundação real de 1997, a série polonesa de catástrofe acompanha os esforços para impedir que a capital da Baixa Silésia seja sepultada pelo avanço das águas. Mas quando os políticos tomam a decisão de salvar a cidade, as vilas e campos ao redor são entregues à própria sorte. Os criadores Kasper Bajon (de “A Saída”, também disponível na Netflix) e Kinga Krzemińska apresentam em detalhes as histórias das pessoas envolvidas na tragédia, encarregados da emergência e vítimas, criando um retrato convincente e imensamente envolvente da comunidade durante seis episódios. | SOM NA FAIXA | NETFLIX A indústria digital e seus “killer apps” têm rendido várias minisséries reveladoras, mas nenhuma tão focada quanto esta produção sueca, que oferece um relato acurado de como uma pequena empresa de Estocolmo revolucionou a indústria musical com a ideia de lançar uma plataforma (não pirata) de música por assinatura. Trata-se da história do Spotify. Com roteiro de Christian Spurrier (“Silent Witness”) e direção de Per-Olav Sørensen (“Royalteen”), a trama poderia se centrar apenas em Daniel Ek (Edvin Endre, de “Fartblinda”), que, frustrado por não ser considerado bom o suficiente para trabalhar no Google, acabou criando o Spotify. Em vez disso, divide seu protagonismo com outros profissionais que, de uma forma ou outra, imaginaram a resposta às preces das gravadoras durante a crise sem precedentes que ameaçou acabar com a indústria fonográfica no começo do século 21. | BRASSIC 3 | HBO MAX Uma das comédias britânicas mais populares da atualidade e maior sucesso do canal pago Sky em sete anos, “Brassic” segue a vida de Vinnie O’Neill (Joe Gilgun, de “Preacher”) e seus amigos na cidade fictícia de Hawley, no norte da Inglaterra. O grupo comete vários crimes para manter dinheiro no bolso, mas à medida que envelhecem e se tornam conhecidos dos guardas da prisão local, alguns começam a se perguntar se não existe outra forma de ganhar a vida – até surgir a ideia de outro golpe infalível. A boa audiência da série fez crescer o número de episódios a partir da 3ª estreia – de seis para oito capítulos – e já garantiu renovação até seu quinto ano de produção. Além de estrelar, Gilgun é cocriador da série com Danny Brocklehurst (“Shameless”) e foi indicado pelo papel, por dois anos seguidos, ao BAFTA TV (o Emmy britânico) como Melhor Ator de Comédia do Reino Unido. | OS FORA DA LEI | HBO MAX Criada por Stephen Merchant (co-criador de “The Office”) e Elgin James (criador de “Mayans M.C.”), a comédia britânica segue sete estranhos de diferentes estilos de vida que são forçados a cumprir uma sentença de serviços comunitários em Bristol, na Inglaterra. E durante a limpeza de uma casa abandonada e caindo aos pedaços, encontram uma fortuna em dinheiro escondido – que pertence a um perigoso criminoso. Todos têm planos para o dinheiro, inclusive o verdadeiro dono, o que os transforma em alvos. O elenco fantástico inclui o próprio Merchant, Eleanor Tomlinson (“The Nevers”), Darren Boyd (“Spy”), Rhianne Barreto (“Hanna”), Gamba Cole (“Guerrilha”) e o veterano Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), entre outros. Um detalhe interessante é que, além de obter muitas críticas positivas, “The Outlaws” virou notícia no Reino Unido devido a um episódio em que os personagens precisam pintar de branco alguns muros grafitados e acabam apagando uma obra de arte de ninguém menos que Banksy, para valer – melhor ainda: o desenho teria sido supostamente criado pelo próprio Banksy para este fim. A rede BBC já produziu uma 2ª temporada, ainda inédita no Brasil. | DERRY GIRLS 3 | NETFLIX Uma das melhores séries britânicas recentes chega ao fim. As duas primeiras temporadas tem “apenas” 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, destacando a irreverência das atrizes Saoirse-Monica Jackson, Louisa Harland, Nicola Coughlan e Jamie-Lee O’Donnell, além do “Derry Boy” Jamie-Lee O’Donnell, como adolescentes do começo dos anos 1990 na Irlanda do Norte. A trama acompanha seus cotidianos na escola, casa e ruas da cidade que batiza a produção. Como a comédia é uma história de amadurecimento, a história termina com os cinco adolescentes virando lentamente adultas… mas muito lentamente, enquanto a própria Irlanda do Norte amadurece, encerrando um período de confrontos entre católicos e protestantes, para entrar em uma fase mais esperançosa.
Estreias: As 10 melhores séries que chegam ao streaming
A volta de séries bastante esperadas se destaca na programação das plataformas digitais. Mas também chamam atenção as novas produções que mostram o lado sombrio do futebol, às vésperas da Copa do Mundo do Catar. Confira abaixo as 10 séries de maior impacto na programação de streaming da semana. | MANIFEST 4 | NETFLIX A primeira parte do final de “Manifest” começa finalmente a responder os mistérios relacionados aos passageiros do voo 828. A série acompanha os passageiros de um avião, que após ficar cinco anos desaparecido, aterrissa em seu destino como se nada tivesse acontecido. Os passageiros estão exatamente como eram, sem que o tempo tivesse avançado para eles, o que chama atenção do governo, da mídia e afeta as famílias que os consideravam mortos. Para completar, os viajantes ainda precisam lidar com um efeito colateral inesperado de seu desaparecimento: passam a ouvir “chamados” para fazer determinadas coisas. Segundo os produtores, entre eles o célebre cineasta Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”), a trama foi inspirada pelo desaparecimento misterioso do voo 370 da Malaysia Airlines, mas a premissa também sugere influência de “Lost” e “The 4400”. A Netflix salvou a série do cancelamento na TV aberta e encomendou 20 capítulos inéditos para finalizar a trama, dos quais metade chegam nesta sexta (4/11). E todo o elenco original está de volta para o desfecho, com destaque para Josh Dallas (o Príncipe Encantado de “Once Upon a Time”), Melissa Roxburgh (série “Valor”), Parveen Kaur (série “Beyond”), Luna Blaise (série “Fresh Off the Boat”), J.R. Ramirez (série “Jessica Jones”), Matt Long (“Helix”), Daryl Edwards (“Demolidor”) e Holly Taylor (“The Americans”). Já Athena Karkanis (série “Zoo”) e o menino Jack Messina (“Maravilhosa Sra. Maisel”), integrantes das três temporadas originais, não vão voltar devido aos fatos vistos no final do último capítulo exibido. | WHITE LOTUS 2 | HBO MAX Originalmente concebida como minissérie, a atração volta para uma nova temporada após vencer o Emmy e se tornar um grande sucesso. Os novos episódios apresentam um novo grupo de hóspedes numa unidade diferente da rede fictícia de hotéis The White Lotus. Desta vez, a trama vai acompanhar turistas americanos de férias na Itália. Apesar das mudanças, o elenco vai trazer de volta Jennifer Coolidge, que também venceu o Emmy no papel de Tanya McQuoid. Ela agora estará em férias na Sicília, onde vai encontrar os novos personagens vividos por Aubrey Plaza (“Legion”), Michael Imperioli (“Família Soprano”), F. Murray Abraham (“Homeland”), Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Theo James (“A Mulher do Viajante no Tempo”), Haley Lu Richardson (“A Cinco Passos de Você”), Will Sharpe (“Giri/Haji”), Adam DiMarco (“A Ordem”), Meghann Fahy (“The Bold Type”) e Leo Woodall (“Cherry – Inocência Perdida”), entre outros. A produção continua a cargo do criador Mike White (“Escola do Rock”), que somou às vitórias da série mais dois Emmys – de Melhor Roteiro e Direção. | LIGAÇÕES PERIGOSAS | LIONSGATE+ A série baseada no clássico literário de Choderlos de Laclos é um prólogo que explora o começo do relacionamento doentio entre a Marquesa de Merteuil e o Visconde de Valmont, que se conheceram como jovens amantes apaixonados em Paris às vésperas da Revolução Francesa. A trama explora a decadência da nobreza na Paris pré-revolucionária, mostrando as habilidades de sedução e manipulação do casal em sua escalada social. A obra original já teve diversas adaptações, sendo a mais bem-sucedida o filme dirigido por Stephen Frears em 1988, estrelado por Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeiffer, que venceu três Oscars. Também houve versões contemporâneas, como “Segundas Intenções” (1999), com Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe e Reese Whitherspoon, e até uma versão brasileira, exibida como minissérie na Rede Globo. A produção atual foi desenvolvida por Harriet Warner (criadora de “Tell Me Your Secrets”) e destaca no elenco Alice Englert (“Dezesseis Luas”) e Nicholas Denton (“Glitch”) como os notórios amantes, além de Lesley Manville (“Trama Fantasma”) e Carice Van Houten (“Game of Thrones”) como nobres envolvidas na ascensão da futura marquesa. | JOGO DA CORRUPÇÃO | AMAZON PRIME VIDEO “Jogo da Corrupção” é, na verdade, a 2ª temporada de “El Presidente”, criada pelo roteirista argentino Armando Bó, que venceu o Oscar pelo filme “Birdman” (2014). Em sua 1ª temporada, a série abordou o começo do escândalo conhecido como “FIFA Gate”, expondo falcatruas da Federação Argentina e de dirigentes chilenos de futebol. Já os novos episódios focarão nos desdobramentos da corrução futebolística no Brasil, por meio da ascensão de João Havelange ao comando da FIFA. A produção destaca o ator português Albano Jerónimo (“The One”) e os brasileiros Maria Fernanda Cândido (“O Traidor”) e Eduardo Moscovis (“Boa Dia, Verônica”) em papéis centrais. Jerónimo vive Havelange, Maria Fernanda interpreta sua esposa, Anna Maria Havelange, e Moscovis é o bicheiro Castor de Andrade, que inspirou o recente documentário “Doutor Castor”, lançado em fevereiro pela Globoplay. Além deles, Leo Cidade (“Cinderela Pop”) e Polliana Aleixo (“Em Família”) vivem o casal Havelange na juventude e o colombiano Andrés Parra retoma seu papel da 1ª temporada como o ex-dirigente de futebol chileno Sergio Jadue, pivô do “FIFA Gate”, que volta transformado em narrador e elemento cômico dos novos episódios. | GOL CONTRA | NETFLIX O título da série colombiana se refere ao gol contra de Ándres Escobar, que eliminou a seleção da Colômbia na Copa do Mundo de 1994. Mas também é uma metáfora para o relacionamento perigoso entre futebol e narcotráfico na época de Pablo Escobar. A série acompanha a carreira de Ándres Escobar de 1987 a 1994, período em que foi considerado um dos maiores zagueiros colombianos. Ele fazia parte de uma geração de ouro da Colômbia, formada também pelo folclórico goleiro Higuita, Asprilla, Rincón e Valderrama, e foi campeão da Copa Libertadores por seu time, o Atlético Nacional. Dez dias após fazer o gol contra que deu a vitória aos Estados Unidos no Mundial, encerrando o sonho da Colômbia conquistar sua primeira Copa, ele foi assassinado com um tiro disparado à queima-roupa por um traficante. Desenvolvida pela dupla Pablo Gonzalez e C.S. Prince (que também criaram “O Maior Assalto” na Netflix), a produção é estrelada por Juan Pablo Urrego (“MalaYerba”) como o zagueiro azarado. | GARCÍA! | HBO MAX A primeira produção original espanhola da HBO Max adapta os quadrinhos homônimos de Santiago García e Luis Bustos, que satirizam o Capitão América. A trama se passa numa versão distópica da Espanha atual, dividida e à beira do caos político, onde uma repórter investigativa (Veki Velilla, de “Yrreal”) descobre uma conspiração de décadas: a existência de um superagente criado em um laboratório na década de 1950 pelos serviços secretos fascistas do general Franco e preservado criogenicamente. Depois de 60 anos congelado em sono profundo, García (Francisco Ortiz, de “El Cid”), o supersoldado com incrível força física e programado para obedecer ordens sem questionar, é acordado pela repórter e se vê desorientado e confuso em uma Espanha que mudou tanto que ele não consegue mais reconhecer. A série foi desenvolvida por Sara Antuña (“Atrapada”) e Carlos de Pando (“O Ministério do Tempo”) e conta com direção do cineasta Eugenio Mira (“Toque de Mestre”). | YOUNG ROYALS 2 | NETFLIX A série gay adolescente acompanha a história do jovem príncipe sueco Wilhelm (Edvin Ryding), que vai estudar em um internato da alta sociedade após se meter em confusões que prejudicaram a imagem da realeza. Ao chegar à escola de elite, ele é apresentado a Simon (Omar Rudberg), um dos integrantes do coral do colégio, e logo amizade entre os dois ganha profundidade romântica, mas diversas barreiras impedem que eles fiquem juntos. A 2ª temporada se passa em meio à difícil e dolorida separação do casal, após Wilhelm se tornar o próximo na linha de sucessão ao trono e ser forçado a escolher o dever sobre o amor. Mas o vazamento de um vídeo de sexo e rejeição ao conservadorismo acaba fazendo com que os dois tentem encontrar uma forma de permanecerem juntos. | REBOOT | STAR+ A nova comédia de Steve Levitan, o criador de “Modern Family” (2009-2020), satiriza a crescente inclinação da indústria televisiva para reviver programas de sucesso do passado. A trama gira em torno do revival de uma sitcom dos anos 2000, acompanhando a reunião do elenco e os bastidores da produção. Sem se ver desde o fim do programa, o reencontro dos atores gera momentos constrangedores. Mas a maior ênfase fica por conta do choque cultural entre a equipe de novos roteiristas, contratados para atualizar a série, e o criador da atração, refletindo as mudanças sociais e culturais dos últimos 20 anos. O elenco destaca Keegan-Michael Key (“Schmigadoon!”), Johnny Knoxville (“Jackass Para Sempre”) e Judy Greer (“Homem-Formiga”) como as antigas estrelas da sitcom, Calum Worthy (“The Act”) como um ex-ator mirim, Paul Reiser (“Stranger Things”) como o criador do programa, Rachel Bloom (“Crazy Ex-Girlfriend”) como a nova roteirista visionária e Krista Marie Yu (“Last Man Standing”) como vice-presidente de Comédia da Hulu (plataforma que exibe a série nos EUA). | THE MOSQUITO COAST 2 | APPLE TV+ A 2ª temporada adere melhor ao filme homônimo, ao acompanhar a família dos protagonistas na floresta da Guatemala, mas dividida entre abraçar o plano do pai idealista, que quer viver num paraíso tropical, ou escapar do perceptível inferno. A história é baseada no romance de Paul Theroux, publicado em 1981, mas sua 1ª temporada resultou muito diferente da adaptação cinematográfica de 1986, que foi estrelada por Harrison Ford. No filme, a motivação para o protagonista conduzir sua família para as florestas da América Latina era a desilusão com os Estados Unidos e o desejo de criar uma utopia. Já na série, ele está literalmente em fuga dos EUA, situação que alimenta tensão, suspense e problemas na dinâmica familiar. E esta não é a única mudança. O filho mais velho virou uma garota. Apesar disso, o ator principal, Justin Theroux (“The Leftovers”), é sobrinho do escritor do livro. O resto do elenco destaca Melissa George (“30 Dias de Noite”) como sua esposa e os jovens Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”) e Logan Polish (“Sonhando Alto”) como seus filhos. A adaptação está a cargo do produtor-roteirista Neil Cross (criador da série “Luther”) em parceria com Tom Bissell (“Artista do Desastre”). Eles coproduzem a atração com o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), que assinou a direção dos dois primeiros episódios. O que, por sinal, resultou num visual extremamente cinematográfico. | FLORDELIS: QUESTIONA OU ADORA | GLOBOPLAY A série documental de true crime conta a história da ex-deputada Flordelis, acusada de mandar matar seu marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado a tiros na porta de casa, em Niterói, em junho de 2019. Em seis capítulos, a produção parte do crime que desestabilizou a família de 55 filhos adotivos do casal, para contar a trajetória da mulher pobre da favela do Jacarezinho, no Rio, que virou liderança evangélica aliada ao presidente Jair Bolsonaro. O título “Questiona ou Adora” é inspirado num dos sermões da pastora — que tinha sua própria Igreja, o Ministério Flordelis, com cinco filiais — e no título de um de seus CDs como cantora gospel. A proliferação de seus filhos adotivos também é explorada pela produção, que mostra como ela era considerada altruísta por abrigar dezenas de crianças. Só que vários filhos e uma neta também são acusados de envolvimento no assassinato do marido de Flordelis. Outro detalhe bizarro é que, antes de virar marido, Anderson foi um dos filhos de criação de Flordelis e também seu genro, já que namorou um das filhas biológicas da pastora. Cheia de reviravoltas e surpresas, a história é contada pela equipe de jornalismo da Globo, numa produção que chega ao streaming na véspera do julgamento do crime – marcado para começar na segunda-feira (7/11) em Niterói, Rio de Janeiro.
Estreias de séries sombrias se destacam na véspera do Halloween
Séries de terror, suspense e temática sobrenatural dominam a relação de lançamentos em streaming no fim de semana que antecede o Halloween. Mas a lista também têm comédias de humor sombrio e uma animação para adultos. Confira abaixo 10 séries e temporadas novas para maratonar. | O GABINETE DE CURIOSIDADES DE GUILLERMO DEL TORO | NETFLIX A nova série de terror em formato de antologia, concebida pelo diretor vencedor do Oscar por “A Forma da Água”, tem oito episódios, cada um com histórias, elencos e diretores distintos, e seguindo tendências diferentes do terror, do gótico clássico à fantasia mística. A qualidade varia – metade dos episódios é muito boa, a outra nem tanto – , refletindo a lista dos selecionados pelo cineasta para escrever e dirigir os episódios. São nomes bem conhecidos dos fãs do gênero, como Panos Cosmatos (“Mandy: Sede de Vingança”), Jennifer Kent (“O Babadook”), Vincenzo Natali (criador da franquia “Cubo”), Ana Lily Amirpour (“Garota Sombria Caminha pela Noite”), David Prior (“O Mensageiro dos Últimos Dias”), Keith Thomas (do remake de “Chamas da Vingança”) e até Catherine Hardwicke (“Crepúsculo”), além de Guillermo Navarro, diretor de fotografia dos filmes de Del Toro. O elenco é outro atrativo. Os episódios contam com atuações de Rupert Grint (“Harry Potter”), Andrew Lincoln (“The Walking Dead”), Sofia Boutella (“A Múmia”), Essie Davis (“O Babadook”), F. Murray Abraham (“Homeland”), Ben Barnes (“Sombra e Ossos”), Crispin Glover (“Deuses Americanos/American Gods”), Tim Blake Nelson (“Watchmen”) e Peter Weller (o RoboCop original), entre outros. | O FILHO BASTARDO DO DIABO | NETFLIX A adaptação da franquia literária “Half Bad”, de Sally Green, é uma boa surpresa para quem estava sentindo falta de um “Harry Potter” para adultos, como a saudosa “The Magicians/Escola de Magia” – isto é, encantamentos e poções combinados com palavrões e sexo. Jay Lycurgo (“Titãs”) vive um jovem bruxo com uma história sombria, nascido da união de membros de clãs rivais, cujo potencial mágico é complicado por uma profecia assustadora. Seu pai é o bruxo mais poderoso do mundo e, aparentemente, um maníaco genocida que matou vários integrantes do clã de sua mãe em uma reunião de paz. Como sua mãe morreu no parto, ele virou um pária, mas isso não impede outra bruxa adolescente e um trouxa hedonista de se interessarem por sua companhia – e mais – , ajudando-o a escapar quando as facções decidem intervir em seu destino. A produção é de Joe Barton (criador do thriller “Giri/Haji”), o elenco também destaca Nadia Parkes (“The Spanish Princess”) e Emilien Vekemans (“Instituto Voltaire”), e a trilha sonora – outro ponto alto do projeto – vem da banda Let’s Eat Grandma. | A HORA DO DIABO | AMAZON PRIME VIDEO O suspense britânico tem linhas do tempo paralelas e transversais, e explora como o distanciamento é capaz de tornar as memórias confusas e levar ficção a ser lembrada como fato. Isto é o que acontece com uma mulher que toda noite acorda infalivelmente às 3h33, a hora do diabo do título. A história da insônia estranha da mãe solteira, vivida por Jessica Raine (“Becoming Elizabeth”), e a falta de empatia de seu filho, gradualmente começa a convergir com o destino de outro personagem, vivido por Peter Capaldi (“Doctor Who”), um nômade recluso movido por uma obsessão assassina, que se torna o principal alvo de uma caçada policial liderada pelo detetive interpretado por Nikesh Patel (“Quatro Casamentos e Um Funeral”). A série tem produção de Steven Moffat, criador de “Sherlock”, e consegue manter um estado constante de alta tensão com o uso de sombras e ângulos sinistros. | MOTHERLAND: FORT SALEM 3 | STAR+ A série de Eliot Laurence (que também criou “Claws”) se passa numa realidade alternativa, onde as bruxas de Salem não foram exterminadas no final do século 17. Elas interromperam a caçada implacável com uma proposta irrecusável: lutar pela independência dos EUA em troca do fim de sua perseguição. Séculos depois, representam a força armada mais perigosa do país, responsáveis pela supremacia americana no cenário internacional. Mas a situação muda quando uma antiga organização de caçadores de bruxas trama para desacreditá-las e passa a influenciar o governo. A conclusão da série apresenta uma operação de guerrilha levada adiante por bruxas subversivas. Injustiçadas e incriminadas pelo governo americano, representantes de diferentes facções sobrenaturais se juntam para contra-atacar e expor a conspiração que coloca o mundo em risco. Apesar de reunir muitos personagens, as protagonistas são quatro jovens recrutas do exército de bruxas – as carismáticas Taylor Hickson (“Deadly Class”), Jessica Sutton (“A Barraca do Beijo”), Ashley Nicole Williams (“No Way Out”) e a norueguesa Amalia Holm (“Exposta”) – , que a série apresentou desde os treinamentos iniciais até os combates decisivos contra os inimigos, e que também chamaram atenção pela forma como representaram uma moralidade alternativa, inspirada na cultura arcana. | WISTING | HBO MAX Série mais cara produzida na Noruega, o suspense policial é baseado nos livros de Jørn Lier Horst, em que o detetive viúvo William Wisting (Sven Nordin, de “Rápidos e Perigosos”) lidera uma investigação de assassinato com a colaboração do FBI, já que o suspeito é um serial killer caçado nos EUA. Isto permite a participação de Carrie-Anne Moss (“Matrix”) como uma detetive americana, que precisa intervir quando a filha de Wisting se torna uma das vítimas. Metade da temporada inaugural gira em torno deste caso, enquanto a segunda parte traz Wisting como suspeito de adulteração de provas. As histórias são diferentes porque baseadas em livros distintos. A série adaptou mais obras do noir nórdico de Horst na 2ª e 3ª temporadas, ainda inéditas no Brasil. | PAGAN PEAK 2 | HBO MAX Outro suspense passado em cenários congelados, a série alemã acompanha uma dupla de policiais da Áustria e da Alemanha que precisa trabalhar junta nas montanhas da fronteira entre os dois países para caçar assassinos que se inspiram em lendas germânicas. Na 1ª temporada, o criminoso era um mascarado que se autodenominava Krampus (o Papai Noel do mal) e matava para punir malvados por seus pecados. Na 2ª, é um serial killer que caça e tortura vítimas do sexo feminino na floresta da região. Criada pelos alemães Cyrill Boss e Philipp Stennert (roteiristas de “O Segredo da Mansão Crocodilo”) e com produção da equipe de “Dark”, a série traz como protagonistas Julia Jentsch (“Edukators: Os Educadores”) e Nicholas Ofczarek (“Mulheres Divinas”). | OS FORA DA LEI | HBO MAX Criada por Stephen Merchant (co-criador de “The Office”) e Elgin James (criador de “Mayans M.C.”), a comédia britânica segue sete estranhos de diferentes estilos de vida que são forçados a cumprir uma sentença de serviços comunitários em Bristol, na Inglaterra. E durante a limpeza de uma casa abandonada e caindo aos pedaços, encontram uma fortuna em dinheiro escondido – que pertence a um perigoso criminoso. Todos têm planos para o dinheiro, inclusive o verdadeiro dono, o que os transforma em alvos. O elenco fantástico inclui o próprio Merchant, Eleanor Tomlinson (“The Nevers”), Darren Boyd (“Spy”), Rhianne Barreto (“Hanna”), Gamba Cole (“Guerrilha”) e o veterano Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), entre outros. Um detalhe interessante é que, além de obter muitas críticas positivas, “The Outlaws” virou notícia no Reino Unido devido a um episódio em que os personagens precisam pintar de branco alguns muros grafitados e acabam apagando uma obra de arte de ninguém menos que Banksy, para valer – melhor ainda: o desenho teria sido supostamente criado pelo próprio Banksy para este fim. A rede BBC já produziu uma 2ª temporada, ainda inédita no Brasil. | BRASSIC 3 | HBO MAX Uma das comédias britânicas mais populares da atualidade e maior sucesso do canal pago Sky em sete anos, “Brassic” segue a vida de Vinnie O’Neill (Joe Gilgun, de “Preacher”) e seus amigos na cidade fictícia de Hawley, no norte da Inglaterra. O grupo comete vários crimes para manter dinheiro no bolso, mas à medida que envelhecem e se tornam conhecidos dos guardas da prisão local, alguns começam a se perguntar se não existe outra forma de ganhar a vida – até surgir a ideia de outro golpe infalível. Sua boa audiência fez crescer o número de episódios a partir da 3ª estreia – de seis para oito capítulos – e garantiu renovação até seu quinto ano de produção. Além de estrelar, Gilgun é cocriador da série com Danny Brocklehurst (“Shameless”) e foi indicado por dois anos seguidos ao BAFTA TV (o Emmy britânico) como Melhor Ator de Comédia do Reino Unido. | MEU QUERIDO ZELADOR | STAR+ A comédia de humor sombrio traz Guillermo Francella (“O Clã”) no papel-título, um veterano zelador do prédio de uma empresa proeminente, que descobre os planos da diretoria para demiti-lo e decide se vingar antes disso. Muito divertida, a produção foi desenvolvida pela dupla de cineastas argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat, responsáveis pelos ótimos filmes “Cidadão Ilustre” (2016) e “Concorrência Oficial” (2021). | BIG MOUTH 6 | NETFLIX Criada pelos roteiristas Nick Kroll (criador do “Kroll Show”), Andrew Goldberg (“Uma Família da Pesada/Family Guy”), Mark Levin e Jennifer Flackett (ambos de “Viagem ao Centro da Terra – O Filme”), “Big Mouth” é uma série protagonizada por adolescentes e monstros. Mas são monstros simbólicos, hormonais, que se manifestam como vozes da consciência dos personagens centrais, jovens passando pelas mudanças físicas e biológicas da puberdade. Na nova temporada, os dramas de pais e filhos ganham destaque equivalente, assim como as crises de um casal de monstros hormonais, em meio ao nascimento de seu primogênito. O elenco de dubladores originais inclui John Mulaney (série “Mulaney”), Maya Rudolph (série “Up All Night”), Jason Mantzoukas (“Como Ser Solteira”), Jordan Peele (humorístico “Key and Peele”), Fred Armisen (humorístico “Portlandia”) e Jenny Slate (a voz da Arlequina em “Lego Batman: O Filme”).
Estreias: As 10 melhores séries da semana
A série sobre Sílvio Santos concentra as atenções na semana, apesar da lista de estreias ser fortemente marcada pelo terror com o lançamento de quatro títulos. Há também a volta épica de “Bárbaros” e a estreia da sci-fi “Periféricos” com Chloë Grace Moretz. Confira abaixo as 10 melhores séries para maratonar ou começar a acompanhar nesta semana. | O REI DA TV | STAR+ A minissérie sobre a vida de Sílvio Santos é divulgada como uma produção para quem gosta e quem não gosta de Sílvio Santos. Na obra, ele aparece diferente do personagem que tem sido apresentado ao público há décadas, como um homem ambicioso capaz de tomar decisões questionáveis por trás das câmeras. Sem compromisso de ser uma produção documental, a trama mistura fatos reais com extrapolações (ficção) e não tem aprovação da família Abravanel. O gancho é uma crise de Silvio Santos, após perder a voz ao vivo e descobrir um problema de saúde que poderia afastá-lo da TV. Esse momento vulnerável (e verídico) é o pano de fundo para apresentar a trajetória do apresentador, de uma forma que é, ao mesmo tempo, reverente e ousada. Cobrindo desde a juventude de Senor Abravanel como camelô nas ruas do Rio de Janeiro, os episódios exploram sua relação inicial com os carnês do Baú da Felicidade e seguem sua escalada para chegar à TV, ao mesmo tempo em que registram seus dias mais recentes como dono de canal televisivo. Na fase madura, ele é interpretado por José Rubens Chachá (“Bom Dia, Verônica”), enquanto Mariano Mattos Martins (“Hebe: A Estrela do Brasil”) vive o apresentador na juventude. A direção é de Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”). | PERIFÉRICOS | AMAZON PRIME VIDEO A série sci-fi produzida pelos criadores de “Westworld” traz Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como uma mulher desiludida dos EUA rural, que não vê futuro em sua vida. Até que o futuro chega pelas mãos de seu irmão, vivido por Jack Reynor (“Midsommar”): um novo simulador beta de realidade virtual. Impressionada com o realismo das imagens do aparelho que o irmão foi contratado para testar, ela logo muda de ideia ao perceber que pode ser ferida de verdade ao usar o aparelho perigoso. Na verdade, o que os irmãos pensam ser uma simulação do ciberespaço revela-se uma conexão real com o futuro, possibilitada por uma tecnologia de outra época. A trama é baseada no best-seller homônimo de William Gibson, criador do movimento cyberpunk, e lida com linhas temporais diferentes e como um contato com o futuro pode influenciar o presente e impactar a História. A adaptação foi feita por Scott B. Smith, escritor dos livros que viraram o suspense “Um Plano Simples” (1998) e o terror “As Ruínas” (2008), com Jonathan Nolan e Lisa Joy (os criadores de “Westworld”) atuando como produtores por meio de sua empresa Kilter Films. A série é o primeiro fruto de um contrato fechado pelo casal com a Amazon para desenvolver novas atrações exclusivas. Para completar, o primeiro episódio tem direção do cineasta Vincenzo Natali (“Cubo”, “Splice – A Nova Espécie”) | BÁRBAROS 2 | NETFLIX No estilo das batalhas épicas de “Vikings”, a série alemã que se passa na época do Império Romano e conta como tribos guerreiras rivais formaram uma aliança estratégica para enfrentar as legiões invasoras e ocasionar a maior derrota já sofrida por Roma. A série é estrelada pelo austríaco Laurence Rupp (“Os Sonhados”) no papel histórico de Arminius, um bárbaro criado pelos romanos e que usou seu conhecimento militar dos rivais para se tornar um lendário herói germânico. Ele foi capaz de unir as tribos rivais para a batalha sangrenta, que forçou Roma a fugir da Germânia. A 2ª temporada explora a vingança romana, numa tentativa de retomar as terras além do rio Reno. Um ano após sua derrota, os romanos retornam liderados por Flavus (Daniel Donskoy), enquanto as tribos vencedoras buscam se fortalecer com novos aliados. Há traições, reviravoltas e muitas batalhas. A série tem produção executiva de Andreas Heckmann (“Out of Control”) em parceria com Arne Nolting e Jan Martin Scharf, os produtores-roteiristas da versão alemã da série hospitalar adolescente “The Red Band Society”, e direção de Steve Saint Leger, que comandou a sci-fi “Sequestro no Espaço” e vários episódios de “Vikings”. | OS WINCHESTERS | HBO MAX Prólogo de “Supernatural”, a nova série semanal de terror conta a história dos pais de Sam e Dean, os irmãos Winchester do programa original. Enquanto Mary Campbell é apresentada como uma jovem de 19 anos que tem lutado contra as forças das trevas desde a infância, John Winchester é um veterano da Guerra do Vietnã que até recentemente desconhecia a existência de demônios. Os personagens principais são interpretados por Meg Donnelly (“American Housewife”) e Drake Rodger (“Not Alone”). “The Winchesters” é comandada pelo showrunner Robbie Thompson, que foi co-produtor executivo de “Supernatural”, e conta com produção de Jensen Ackles, o Dean, que também participa como narrador da história. Outra curiosidade do elenco é a escalação de Tom Welling (o Clark Kent de “Smallville”) como Samuel Campbell, o pai de Mary, originalmente interpretado por Mitch Pileggi em “Supernatural”. Samuel é um caçador veterano e autoritário que ensinou a Mary tudo o que sabe, mas só vai aparecer a partir do episódio sete. | DEIXA ELA ENTRAR | PARAMOUNT+ O livro do sueco John Ajvide Lindqvist já rendeu dois filmes: a adaptação original “Deixa Ela Entrar” (2008) e o remake hollywoodiano “Deixe-me Entrar” (2010), estrelado por Chloe Moretz e assinado por Matt Reeves (do novo “Batman”). Por ser uma história já bem conhecida, ela passou por grande transformação para virar série, ficando quase irreconhecível. Na produção de Andrew Hinderaker, roteirista de “Penny Dreadful” e criador de “Away”, a vampira mirim e sua família são latinos, e o menininho loiro que se torna o melhor amigo da predadora é interpretado por um adolescente negro, Ian Foreman (“Merry Wish-Mas”). O que permanece é a história do menino que, vítima de bullying de seus colegas de classe, encontra conforto na amizade com a garotinha estranha que acaba de se mudar para seu prédio. O detalhe é que a menina é uma vampira muito velha, embora aparente ter a mesma idade que ele, e sua chegada coincide com uma série de assassinatos sangrentos, que começaram a abalar a população local. A série enfatiza o relacionamento da vampira mirim com sua família, trazendo o ator mexicano Demián Bichir (“Mundo em Caos”) como o pai e a brasileira Fernanda Andrade (“A Filha do Mal”) como a mãe – personagem que não aparece nos filmes. Já a menina é vivida por Madison Taylor Baez, a jovem Selena de “Selena: A Série”. | AMERICAN HORROR STORY: NYC | STAR+ A 11ª temporada da série de antologia se passa em Nova York durante 1981, quando um serial killer espreita a comunidade gay – a trama é supostamente baseada nos ataques de um psicopata real, batizado de The Last Call Killer por escolher suas vítimas entre os frequentadores de bares gays. Nos dois primeiros episódios disponibilizados, os fãs da série vão encontrar telefonemas assustadores, drogas, sequestro, tortura, desmembramento, assassinato, erupções cutâneas bizarras e um monte de festas noturnas. E, claro, vários habitués da produção, como Denis O’Hare (integrante da série desde o primeiro episódio, de 2011), Zachary Quinto (que participou entre 2011 e 2013), Billie Lourd (entre 2017 e 2021), Leslie Grossman (também de 2017 a 2021), Isaac Powell (em 2021) e Patti LuPone (em 2013). Há também outros colaboradores recorrentes do produtor Ryan Murphy, como Sandra Bernhard (“Pose”), Joe Mantello (“Hollywood” e “The Normal Heart”) e Charlie Carver (“Ratched”). O destaque, porém, coube a Russell Tovey (“Looking”), que trabalha com o criador de “AHS” pela primeira vez. Ele vive um detetive enrustido que é a única esperança para a comunidade LGBTQIAP+, porque o resto dos policiais não pode se importar menos se alguém está matando gays. | CHUCKY 2 | STAR+ “Chucky” está de volta para aterrorizar os sobreviventes da 1ª temporada e implantar um plano maligno de terror de plástico. Na trama, o personagem-título encontrou suas novas vítimas ao ser adquirido numa venda de garagem pelo jovem Jake (Zackary Arthur, de “Transparent”), adolescente gay que sofre bullying. Inesperadamente, Chucky demonstra empatia pela situação do jovem, mas da forma mais sangrenta possível. Porém Jake e seus amigos acabam incriminados e enviados para um internato católico com regras rígidas. Paralelamente, o plano do brinquedo começa a ganhar vidas (plural) com a volta de Tiffany, a noiva de Chucky, e um exército de brinquedos assassinos com facas de açougueiro. A versão seriada de “Chucky” foi desenvolvida por Don Mancini, o criador do personagem, que escreveu o roteiro do primeiro “Brinquedo Assassino” em 1988 e desde então explora a franquia sem parar – assinou seis continuações e dirigiu três longas do monstro de plástico. Além de escrever os roteiros e produzir os episódios, Mancini também dirigiu o capítulo inaugural da série. O elenco da atração ainda destaca Jennifer Tilly, protagonista de “A Noiva de Chucky”, e recupera a dublagem clássica de Chucky, feita pelo ator Brad Dourif, num contraponto ao remake recente em que o boneco foi dublado por Mark Hamill (o Luke Skywalker). | SAGRADA FAMÍLIA | NETFLIX O novo suspense espanhol de Manolo Caro, criador de “A Casa das Flores”, tem como o tema a maternidade em todas as suas manifestações amorosas e às vezes assassinas. Os episódios se passam do final dos anos 90 ao início dos anos 2000, e acompanham uma família que se muda para Madri, na Espanha, para deixar seu passado para trás. Mas a medida que começam a formar diferentes relacionamentos com seus novos vizinhos, o segredo perturbador que tentam esconder ameaça vir à tona. O elenco é formado por vários conhecidos de séries espanholas, incluindo duas integrantes de “La Casa de Papel”, Najwa Nimri e Alba Flores. | RECOMEÇO | NETFLIX A minissérie dramática estrelada pela atriz Zoë Saldaña (“Guardiões da Galáxia”) começa como uma história romântica. A estrela vive uma americana que se apaixona por um chef (o novato Eugenio Mastrandrea) enquanto estuda na Itália. Posteriormente, ela constrói uma vida com ele nos Estados Unidos. Mas então vem a reviravolta tradicional do gênero – veja-se toda a prateleira de obras de Nicholas Sparks – , que envolve doença e a necessidade de seguir em frente. A diferença em relação aos vários exemplares similares é que essa história é real. A atração adapta um best-seller escrito pela também atriz Tembi Locke (das séries “Eureka” e “The Magician”) com base em sua própria vida. A adaptação é assinada pela irmã de Tambi, a roteirista Attica Locke, que escreveu episódios de “Empire” e da minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us), e é produzida pela própria Zoë Saldaña em parceria com Reese Witherspoon (de “Big Little Lies”). | EXCEPTION | NETFLIX o anime de terror espacial mistura animação tradicional e 3D. Passado num futuro distante, após a humanidade ter sido expulsa da Terra, a trama segue uma equipe de reconhecimento enviada para procurar um planeta adequado para terraformação. Toda a tripulação é criada através de uma impressora 3D biológica. Porém, o mau funcionamento do sistema faz com que um dos membros surja em um estado deformado e passe a enfrentar os demais tripulantes. Escrito por Hirotaka Adachi, também conhecido como Otsuichi (“Ultraman Jîdo”), a produção destaca uma trilha sonora de Ryuichi Sakamoto, veterano compositor japonês que venceu o Oscar por seu trabalho em “O Último Imperador” (1987) – e mais recentemente compôs a trilha de “O Regresso” (2015).
10 séries novas pra maratonar no fim de semana
Com “Dahmer: O Canibal Americano” ainda escalando a lista das séries mais vistas, a Netflix lançou outra produção tensa de Ryan Murphy, igualmente baseada em fatos reais e no estilo pouco sutil que caracterizam as obras do produtor. E, desta vez, os críticos gostaram mais. Há outro bom suspense na seleção, mas a variedade de opções inclui até romance e a história imperdível da criação do Spotify. Confira abaixo 10 sugestões para maratonar no fim de semana. | BEM-VINDOS À VIZINHANÇA | NETFLIX O novo suspense de Ryan Murphy (“Dahmer: O Canibal Americano”) é inspirado na famosa casa “Watcher” em Nova Jersey. Um casal comprou o imóvel colonial holandês de 1905 por quase US$ 1,4 milhão em 2014, mas foram forçados a abandonar sua nova casa por causa de cartas arrepiantes de alguém que se autodenominava “O Vigia” e que afirmava ter “vigiado” a casa por décadas. “Eu sou o Vigia. Traga-me seu sangue jovem”, dizia uma das notas. A produção marca a volta de Naomi Watts (“Goodnight Mommy”) à Netflix após a experiência frustrada de “Gypsy” – cancelada com apenas uma temporada em 2017 – e seu segundo trabalho consecutivo com Bobby Cannavale (“Mr. Robot”) – os dois acabaram de filmar “This Is the Night” do diretor James DeMonaco (o criador da franquia “Uma Noite de Crime”). Segundo a sinopse oficial, Dean (Cannavale) e Nora Brannock (Watts) acabaram de comprar a casa dos seus sonhos no idílico subúrbio de Westfield, em Nova Jersey. Mas logo depois de gastarem todas as suas economias para fechar o negócio, eles percebem que o bairro não é nada acolhedor. Há uma mulher mais velha e excêntrica chamada Pearl (Mia Farrow, de “O Ex-Namorado da Minha Mulher”) e seu irmão Jasper (Terry Kinney, de “Billions”) que se infiltram na casa dos Brannock e se escondem no elevador. Há também Karen (Coolidge), a corretora de imóveis e uma velha conhecida de Nora, que os faz sentir como se não pertencessem àquele lugar. Além disso, o bairro ainda conta com os vizinhos intrometidos Mitch (Richard Kind, de “tick, tick… BOOM!”) e Mo (Margo Martindale, de “The Americans”), que não respeitam os limites da propriedade. Mas a vida do casal principal só vira mesmo um inferno quando as cartas sinistras começam a chegar, aterrorizando os Brannocks ao ponto de ruptura, à medida que os segredos sinistros do bairro se espalham. | SOM NA FAIXA | NETFLIX A indústria digital e seus “killer apps” têm rendido várias minisséries reveladoras, mas nenhuma tão focada quanto esta produção sueca, que oferece um relato acurado de como uma pequena empresa de Estocolmo revolucionou a indústria musical com a ideia de lançar uma plataforma (não pirata) de música por assinatura. Trata-se da história do Spotify. Com roteiro de Christian Spurrier (“Silent Witness”) e direção de Per-Olav Sørensen (“Royalteen”), a trama poderia se centrar apenas em Daniel Ek (Edvin Endre, de “Fartblinda”), que, frustrado por não ser considerado bom o suficiente para trabalhar no Google, acabou criando o Spotify. Em vez disso, divide seu protagonismo com outros profissionais que, de uma forma ou outra, imaginaram a resposta às preces das gravadoras durante a crise sem precedentes que ameaçou acabar com a indústria fonográfica no começo do século 21. Brilhante. | ANGELYNE – POR TRÁS DO ÍCONE DE HOLLYWOOD | GLOBOPLAY Outra minissérie baseada em fatos mais estranhos que a ficção, “Angelyne” homenageia a primeira pessoa que se tornou uma celebridade sem ter nada a mostrar, além de sua vontade de ser famosa. A verdadeira Angelyne ganhou a mídia com um plano ousado nos anos 1980, décadas antes das redes sociais e dos reality shows, ao espalhar outdoors em Los Angeles com sua figura curvilínea. A curiosidade em torno de sua presença nos pôsteres gigantes fez com que ela fosse entrevistada por vários programas de TV, o que lhe rendeu a fama tão desejada. Produzida por Sam Esmail (“Mr. Robot”) e estrelada por sua esposa Emmy Rossum (“Shameless”), a série escrita por Nancy Oliver (roteirista-produtora de “True Blood”) e também traz Martin Freeman (“Pantera Negra”), Alex Karpovsky (“Girls”), Hamish Linklater (“Missa da Meia-Noite”), Charlie Rowe (“Rocketman”), Lukas Gage (“Euphoria”), Michael Angarano (“Minx”), Molly Ephraim (“Perry Mason”) e David Krumholtz (“The Deuce”). | DAS BOOT 3 | LIONSGATE+ Aclamada pela crítica, a série é inspirada no filme “O Barco: Inferno no Mar” (1981) e acompanha a tripulação de um submarino alemão durante a 2ª Guerra Mundial. A 3ª temporada apresenta um capitão britânico que decide agir com crueldade no enfrentamento com os submarinos, após receber a notícia da morte de seu filho em batalha, uma fortuna em ouro contrabandeado, a entrada em cena da marinha japonesa e o ressurgimento do antigo capitão do “barco” em Lisboa, com um plano para encerrar a guerra. Elogiada e com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, a série é considerada tão boa quanto o filme original, além de ampliar a história que virou cult e consagrou o recentemente falecido diretor Wolfgang Petersen nos anos 1980. Os 10 novos episódios foram dirigidos por Dennis Gansel (do cultuado filme “A Onda”) e Hans Steinbichler (“O Diário de Anne Frank”), e a série encontra-se renovada para a 4ª temporada. | SANDITON 2 | GLOBOPLAY A minissérie de época virou série e garantiu mais temporadas graças à aclamação pública, mas a atriz Rose Williams (de “Reign/Reinado”) perdeu seu par romântico. O ator Theo James (“Divergente”) não retorna, devido a problemas de agenda. Assim, quando Charlotte Heywood (Williams) decide passar um novo verão no pitoresco resort costeiro de Sanditon, ela encontra novos galãs, graças à instalação de uma guarnição militar na região. A produção é baseada no último romance não finalizado de Jane Austen (1775—1817), mais famosa escritora romântica de todos os tempos, autora de “Orgulho e Preconceito” e “Emma”, entre outros clássicos, que escreveu os 11 primeiros capítulos meses antes de sua morte em 1817, mas não concluiu a trama. A adaptação foi desenvolvida por Andrew Davies, responsável pela versão da BBC de “Guerra e Paz”. Mas seu final abrupto, como o romance inacabado, dividiu opiniões em 2019, originando uma campanha de fãs por uma 2ª temporada, que acabou não sendo realizada da forma como os defensores do casal original gostariam. Os roteiros dos novos capítulos foram escritor por Justin Young (“Death in Paradise”), que teve que imaginar como continuar a história para além do que foi escrito por Austen. E não apenas para uma 2ª temporada. A série já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção. | AS BORBOLETAS NEGRAS | NETFLIX O suspense francês dos cineastas Bruno Merle (“O Príncipe Esquecido”) e Olivier Abbou (“Estranhos em Casa”) acompanha um escritor contratado para escrever as memórias de um humilde aposentado. Mas o que começa como o relato de uma história de amor dos anos 1970 vira a confissão de um serial killer, com direito a inspiração no estilo sangrento do “giallo”, os filmes de psicopata do cinema italiano. O elenco destaca Niels Arestrup (“O Profeta”), Nicolas Duvauchelle (“Polissia”), Alyzée Costes (“Os Pequenos Crimes de Agatha Christie”) e Alice Belaïdi (“Se Eu Fosse um Homem”). | BIG SHOT 2 | DISNEY+ O drama esportivo que leva John Stamos (“Fuller House”) de volta à “high school” traz o ator como um famoso treinador de basquete, que, por causa do comportamento temperamental, é demitido de seu emprego cobiçado e acaba virando professor de educação física numa escola particular para meninas – onde estuda sua filha (Sophia Mitri Schloss, de “The Kicks”). Sua chegada colide com a dinâmica das meninas, mas não demora e o mau humor cede lugar à compreensão, ajudando as garotas a formar um time altamente competitivo. A grande novidade da 2ª temporada é a mudança de status da escola, que deixa de ser exclusivamente feminina para abrir suas portas para garotos, o que cria uma série de novos problemas para o treinador e sua equipe. Criada por David E. Kelley (“Big Little Lies”) e Dean Lorey (“Harley Quinn”), a série ainda conta com Jessalyn Gilsig (“Glee”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Monique A. Green (“I Am the Night”), Tiana Le (“No Good Nick”), Sophia Mitri Schloss (“The Kicks”) e a estreante Tish Custodio. | ANOMALIA | NETFLIX A comédia sci-fi sul-coreana acompanha uma jovem que acredita que seu namorado foi abduzido por alienígenas. Ela se junta a uma entusiasta da ufologia para investigar o desaparecimento misterioso dele e acaba se deparando com uma reviravolta atrás da outra. Enquanto a história da amizade das duas protagonistas, que eram amigas de infância, é explicada em flashbacks, a trama do presente investe na dúvida, se os homenzinhos verdes são alucinação ou se a verdade está lá fora. Criada por Jin Han-sae (“Extracurricular”), a produção é estrelada por Jeon Yeo-bin (“Vicenzo”) e a cantora Im Jin-Ah (do grupo de K-pop Orange Caramel). | SHANTARAM | APPLE TV+ A série estrelada por Charlie Hunnam (“Sons of Anarchy”) era para ser um filme estrelado e produzido por Johnny Depp, mas essa encarnação nunca saiu do papel. Mas talvez a duração de um filme tornasse a adaptação do best-seller de Gregory David Roberts mais ágil. A trama complexa, cheia de reviravoltas e que demora a ganhar ritmo é sobre a jornada de um homem chamado Lin, que ao fugir de uma prisão australiana se reinventa como médico nas favelas de Bombaim, na Índia, nos anos 1980. Ele acaba se envolvendo com um chefe da máfia local (Alexander Siddig, de “Gotham”) e, eventualmente, usa suas habilidades de tráfico de armas e falsificação para lutar contra as tropas russas invasoras no Afeganistão. Paralelamente, ele se apaixona por uma mulher enigmática e intrigante chamada Karla (Antonia Desplat, de “Carta ao Rei”) e deve escolher entre liberdade ou amor e as complicações que vêm com essa escolha. A produção ambiciosa tem roteiro de Eric Warren Singer (“Trapaça!”), direção do cineasta Justin Kurzel (“Assassin’s Creed”) e ainda conta com o produtor-roteirista Steve Lightfoot (“O Justiceiro”) como showrunner. | O MENINO MALUQUINHO | NETFLIX A adaptação do personagem de Ziraldo é a segunda série brasileira de animação da Netflix – que há quatro anos lançou “Super Drags” para um público mais velho. “O Menino Maluquinho” foi originalmente um livro infantil de mesmo nome publicado em 1980, que se tornou um fenômeno de vendas e inspirou o lançamento de histórias em quadrinhos do personagem, publicadas pelas editoras Abril e Globo de 1989 até 2007. As histórias giram em torno de uma criança alegre e sapeca – ou, como descreve o primeiro parágrafo do livro original, “um menino que tinha o olho maior que a barriga, fogo no rabo e vento nos pés”. Cheio de imaginação, o personagem adora aprontar e viver aventuras com os amigos, e diferencia-se por usar um panelão na cabeça, como se fosse um capacete ou chapéu. Antes da série da Netflix, “O Menino Maluquinho” já tinha ganhado duas adaptações live-action para o cinema. A adaptação ficou a cargo de Carina Schulze e Arnaldo Branco (ambos de “Juacas”), com direção de Beto Gomez (“Oswaldo”) e Michele Massagli (“Clube da Anittinha”).
Estreias: Terror da Netflix e novas séries pra maratonar
O mês do Halloween já começou em clima de terror com o lançamento de “O Clube da Meia-Noite”, nova incursão no gênero do diretor de “A Maldição da Residência Hill”, que já se estabelece como uma das melhores produções sobrenaturais em 2022. Há também a volta dos zumbis de “The Walking Dead” e da antologia “Creepshow”. A programação também inclui a nova temporada de “Grey’s Anatomy” e outros dramas tensos, mas também comédias leves, com direito até a humor político brasileiro, além de uma atração inspirada nos quadrinhos da DC Comics e uma série documental sobre o canibal Jeffrey Dahmer para quem quiser conhecer o verdadeiro serial killer da minissérie recém-lançada pela Netflix. Confira abaixo as melhores novidades para colocar na fila do fim de semana. | O CLUBE DA MEIA-NOITE | NETFLIX A nova série de terror desenvolvida pelo cineasta Mike Flanagan, responsável pelas minisséries “A Maldição da Residência Hill”, “A Maldição da Mansão Bly” e “A Missa da Meia-Noite”, começa como um drama juvenil de doença, antes de sofrer uma reviravolta tensa e sobrenatural e se tornar uma das melhores do diretor – usando o horror como forma de ilustrar as piores coisas que podem se manifestar contra alguém. A trama gira em torno de um grupo de adolescentes com doenças terminais, que se reúne todo dia à meia-noite na clínica em que estão internados para contar histórias de terror. Essas histórias ganham vida nos episódios, mas há um fio narrativo que se sobrepõe. No espírito desses encontros, o grupo decide firmar um pacto sinistro: o primeiro deles que morrer deve tentar se comunicar com os amigos que sobreviveram. Pois assim que essa morte ocorre, coisas estranhas começam a acontecer. A produção adapta o livro homônimo de Christopher Pike com um elenco repleto de atores jovens, com destaque para Iman Benson (“Alexa & Katie”), Aya Furukawa (“O Clube das Babás”) e Igby Rigney (“Missa da Meia-Noite”), além dos adultos Zach Gilford (também de “Missa da Meia-Noite”) e a sumida Heather Langenkamp (a eterna Nancy de “A Hora do Pesadelo”) como um médico e uma enfermeira do hospital. | THE WALKING DEAD | STAR+ A reta final da série começa com intrigas políticas e o avanço de uma horda de zumbis em direção à Commonwealth (Império na tradução dos quadrinhos nacionais). A expectativa para esta Parte 3 da 11ª e última temporada é de um desfecho para os sobreviventes de Alexandria, que devem travar uma guerra contra as tropas da Governadora Pamela Milton pelo controle da Commonwealth e enfrentar a invasão dos mortos-vivos na comunidade até então protegida. Mas os episódios semanais, que se encerram em 20 de novembro, não representarão o fim do universo da série, que continuará em “Fear the Walking Dead” e em vários spin-offs novos, centrados em Maggie, Negan, Daryl e até em Rick e Michonne. | CREEPSHOW 3 | STAR+ Baseado no filme de George A. Romero de 1982 com o mesmo nome, “Creepshow” é uma antologia de terror, que conta histórias diferentes a cada episódio. A série tem produção de um dos mais conhecidos discípulos de Romero: Greg Nicotero, diretor, produtor e responsável pela maquiagem dos zumbis de “The Walking Dead”. Nicotero tem forte ligação com o original. Foi durante uma visita ao set da produção que ele conheceu o seu mentor Tom Savini, de quem virou assistente de maquiagem no clássico de zumbis “Dia dos Mortos” (1985), dirigido por Romero. Ele também trabalhou nos efeitos de “Creepshow 2”, antes de virar um mestre da maquiagem de terror. Cada episódio reúne duas histórias e Nicotero dirige três delas na 3ª temporada, que também conta com capítulos assinados pelos diretores Joe Lynch (“Um Dia de Caos”), John Harrison (do clássico “Contos da Escuridão”), Axelle Carolyn (“A Mansão”), Rusty Cundieff (“Contos Macabros”) e até um segmento animado de Jeffrey F. January (também de “The Walking Dead”). | TRÊS IRMÃS | NETFLIX Esta adaptação muito – mas muito – livre de “Adoráveis Mulheres”, clássico literário de Louisa May Alcott levado às telas por Greta Gerwig em 2019, é um drama contemporâneo e capitalista envolvente sobre a luta das três irmãs do título para sair da pobreza, que surpreende com reviravoltas inesperadas graças ao talento da premiada roteirista Jeong Seo-kyeong, parceira do diretor Park Chan-wook em cinco filmes, incluindo “Lady Vingança”, “A Criada” e o recente “Decision to Leave”. Vivendo uma vida sem luxos e enfrentando os desperdícios da mãe perdulária, as duas irmãs mais velhas da família Oh se esforçam para dar à mais nova e de inclinação artística um futuro melhor. Mas enquanto uma perde o emprego e se entrega ao álcool, a outra se envolve num perigoso esquema de peculato depois que um suicídio inesperado a deixa com 2 bilhões de won (em torno de R$ 7,3 milhões), conduzindo as irmãs a um enfrentamento com a família mais rica do país. As três irmãs são vividas por Kim Go-eun (“O Rei Eterno”), Nam Ji-Hyun (“O Túnel”) e Park Ji-hu (“All of Us Are Dead”). | A INUNDAÇÃO DO MILÊNIO | NETFLIX Baseada numa inundação real de 1997, a série polonesa de catástrofe acompanha os esforços para impedir que a capital da Baixa Silésia seja sepultada pelo avanço das águas. Mas quando os políticos tomam a decisão de salvar a cidade, as vilas e campos ao redor são entregues à própria sorte. Os criadores Kasper Bajon (de “A Saída”, também disponível na Netflix) e Kinga Krzemińska apresentam em detalhes as histórias das pessoas envolvidas na tragédia, encarregados da emergência e vítimas, criando um retrato convincente e imensamente envolvente da comunidade durante seis episódios. | DERRY GIRLS 3 | NETFLIX Uma das melhores séries britânicas recentes chega ao fim. As duas primeiras temporadas tem “apenas” 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, destacando a irreverência das atrizes Saoirse-Monica Jackson, Louisa Harland, Nicola Coughlan e Jamie-Lee O’Donnell, além do “Derry Boy” Jamie-Lee O’Donnell, como adolescentes do começo dos anos 1990 na Irlanda do Norte. A trama acompanha seus cotidianos na escola, casa e ruas da cidade que batiza a produção. Como a comédia é uma história de amadurecimento, a história termina com os cinco adolescentes virando lentamente adultos… muito lentamente, enquanto a própria Irlanda do Norte amadurece, encerrando um período de confrontos entre católicos e protestantes, para entrar em uma fase mais esperançosa. | ELEITA | AMAZON PRIME VIDEO A nova série de comédia nacional estreia em clima de eleições. Na trama, Clarice Falcão (“Shippados”) interpreta Fefê, uma influenciadora digital que decide se candidatar a governadora do Rio de Janeiro “na zoeira” e acaba vencendo a eleição. Isto acontece porque a política virou um circo e o resultado desse cenário caótico é a eleição de uma executiva mais sem noção que a Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus) de “Veep”. O elenco de “Eleita” conta também com Bella Camero (“Marighella”), Diogo Vilela (“Detetives do Prédio Azul 2”), Luciana Paes (“3%”), Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) e Luis Lobianco (“Vai que Cola”), entre outros. Além de estrelar, Clarice Falcão ajudou a escrever os episódios, ao lado de Célio Porto (“Desculpe o Transtorno”), Matheus Torreão (“Mister Brau”) e Rafael Spinola (“A Divisão”). A direção geral é da cineasta Carolina Jabor (“Aos Teus Olhos”). | PENNYWORTH 3 | HBO MAX A série que acompanha a juventude de Alfred Pennyworth (interpretado por Jack Bannon) avança no tempo na 3ª temporada para mostrar o futuro mordomo de Batman numa trama psicodélica do final dos anos 1960, enfrentando uma droga capaz de controlar mentes, além de supervilões. Desenvolvida por Bruno Heller, criador de “Gotham”, a produção iniciou sua trama na Inglaterra do começo dos anos 1960, mas terá um salto de cinco anos nos novos episódios, que assumem maior influência de 007 – ou melhor, das paródias de 007 da época. Até as invenções do jovem Lucius Fox (Simon Manyonda) ganham equivalência aos gadgets de Q. | GREY’S ANATOMY 18 & STATION 19 5 | STAR+ Os novos episódios de “Grey’s Anatomy” e “Station 19” chegam juntos ao streaming, e de forma apropriada, porque as duas séries compartilham um crossover tenso, que envolve um acidente e o destino do Dr. Owen Hunt (Kevin McKidd) em jogo. Os episódios que se juntam são os de número 9 – a história do capítulo anterior de “GA” deixa um gancho que segue em “S19” antes de voltar para “GA”. A 18ª temporada “Grey’s Anatomy” também marcou a exibição do 400º episódio da duradoura atração médica. Entre os destaques da trama, incluem-se um reencontro espiritual entre Meredith (Ellen Pompeo) e sua mãe, Ellis Grey (Kate Burton), que morreu na 3ª temporada, e a despedida de três atores do elenco fixo: Richard Flood, intérprete do Dr. Cormac Hayes, Greg Germann, intérprete do Dr. Tom Koracick, e Jesse Williams, que viveu o cirurgião Jackson Avery por 12 temporadas. Sem esquecer do retorno da Dra. Addison Montgomer (Kate Walsh), que no passado estrelou seu próprio spin-off, “Private Practice”. | CONVERSANDO COM UM SERIAL KILLER: O CANIBAL DE MILWAUKEE | NETFLIX Aproveitando o sucesso de “Dahmer: Um Canibal Americano”, a Netflix está disponibilizando uma nova minissérie da franquia “Conversando com um Serial Killer”. Depois de Ted Bundy e do “Palhaço Assassino” John Wayne Gacy, o terceiro volume é centrado no “Canibal de Milwakee”, ninguém menos que Jeffrey Dahmer, e traz o próprio confessando seus crimes hediondos em entrevistas que revelam sua mente doentia. Dirigida pelo veterano de documentários Joe Berlinger, mentor da coleção documental sobre os serial killers, a série apresenta trechos de cerca de 30 horas de entrevistas em áudio “nunca antes ouvidas” entre Dahmer e sua equipe de defesa, respondendo perguntas sobre sua motivação, impunidade e a responsabilidade da polícia em seus crimes. A produção ecoa a história da série de ficção produzida por Ryan Murphy (“American Horror Story”), que se tornou um fenômeno do streaming.
As 10 melhores séries de setembro
Com cada vez mais séries lançadas todas as semanas nos diversos serviços de streaming em operação no Brasil, nem os campeões das maratonas de sofá conseguem acompanhar o ritmo do mercado. A seleção abaixo é um lembrete para reforçar produções que merecem mais atenção entre a enxurrada de títulos recentes. Um detalhe interessante na seleção é a quantidade de séries épicas e grandiosas foram lançadas em setembro, com muitos efeitos visuais e/ou reconstituições apuradas de época – sejam passadas numa galáxia muito distante ou no Império Romano. Confira abaixo o Top 10 com os trailers de cada destaque. | STAR WARS: ANDOR | DISNEY+ A mais madura e melhor das séries “Star Wars” registra um clima intenso de suspense de espionagem, mais até do que de aventura espacial, e o mérito é do roteiro envolvente de Tony Gilroy, que escreveu “Rogue One”, filme que introduziu o personagem Cassian Andor, e também assinou a franquia de Jason Bourne. A trama é um prólogo que resgata três personagens de “Rogue One” (2016), que também foi o melhor filme de “Star Wars” desde a trilogia original. Além do personagem-título, vivido por Diego Luna, há a líder da resistência Mon Mothma, interpretada por Genevive O’Reilly, e o rebelde Saw Gerrera, vivido por Forest Whitaker. Juntos, eles representam a semente da rebelião contra o Império, após o colapso da República no filme “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005). O início da formação da Aliança Rebelde tem direção de Toby Haynes, que assinou o episódio “USS Callister”, de “Black Mirror”, vencedor do Emmy em 2018. E o elenco também inclui Adria Arjona (“Esquadrão 6”), Stellan Skarsgard (vencedor do Globo de Ouro por “Chernobyl”), Kyle Soller (da série “Poldark”), Denise Gough (“Colette”) e Alex Lawther (“The End of the F***ing World”). | O SENHOR DOS ANÉIS: OS ANÉIS DO PODER | AMAZON PRIME VIDEO A série mais cara da história da televisão, que teria custado mais de US$ 750 milhões – fala-se em US$ 1 bilhão – para ser produzida, é um espetáculo visual deslumbrante, que combina locações de tirar o fôlego na Nova Zelândia com efeitos de computação impressionantes para materializar uma fantasia tão envolvente quanto os filmes de Peter Jackson. A trama inédita, concebida pela dupla Patrick McKay e J.D. Payne (de “Star Trek: Discovery”), acompanha um grupo de personagens, novos e familiares, que precisam se unir para confrontar o ressurgimento do mal na Terra Média. Liderando os personagens está a jovem Galadriel (Morfydd Clark), que ao pressentir o perigo inicia uma jornada que apresenta a forja dos Anéis de Poder, o surgimento de Sauron e a aliança entre homens e elfos. Os dois primeiros episódios, dirigidos por J.A. Bayona (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), mapeiam os diferentes povoados, incluindo vilas de anões e pés-peludos, para explicar quem são os novos personagens e suas motivações. Cada núcleo tem seus próprios dramas, conflitos e aventuras, que precisam entrar em rota de convergência. São pelo menos 20 personagens, interpretados por nomes como Peter Mullan (“Westworld”), Benjamin Walker (“Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”), Cynthia Addai-Robinson (“Spartacus”), Maxim Baldry (“Years and Years”), Markella Kavenagh (“Picnic at Hanging Rock”), Trystan Gravelle (“A Descoberta das Bruxas”), Augustus Prew (“The Morning Show”), Charles Edwards (“The Crown”), Lenny Henry (“The Witcher”), Simon Merrells (“Spartacus”) e Joseph Mawle (“Game of Thrones”), entre outros. Com uma narrativa de fôlego, materializada com o que existe de mais avançado em efeitos, e uma equipe técnica de dar inveja em muito blockbuster, o resultado é uma fotografia, figurino e cenografia para vencer tudo no Emmy 2023. É realmente o maior épico já feito para a telinha. Mas não veja na telinha. Veja na maior Smart TV possível. | THE OLD MAN | STAR+ A primeira série da carreira de Jeff Bridges, vencedor do Oscar por “Coração Louco” (2009), é baseada no livro homônimo de Thomas Perry e traz Bridges como o velho do título, um ex-agente da CIA chamado Dan Chase, aposentado e em reclusão há décadas, que precisa desenferrujar suas habilidades quando um assassino de aluguel aparece para perturbar sua paz. Obrigado a encarar seu passado e seus erros, ele sai de seu esconderijo para ajustar contas contra aqueles que sabem o que ele fez e que tentam matá-lo. Elogiadíssima, a série estreou com 96% de aprovação da crítica nos EUA, na média do Rotten Tomatoes. A equipe fantástica da produção inclui o diretor Jon Watts (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), os roteiristas Robert Levine e Jonathan E. Steinberg (cocriadores da ótima série de piratas “Black Sails”), e um elenco formado por feras como Bridges, John Lithgow (vencedor do Emmy por “The Crown” e “Dexter”), Amy Brenneman (indicada ao Emmy por “Judging Amy”), Faran Tahir (“Homem de Ferro”) e Alia Shawkat (“Search Party”). Vale lembrar que, antes das gravações, o ator enfrentou um tratamento contra o câncer e durante a produção ainda ficou mal ao pegar covid-19. Mas isso não o impediu de gravar seu trabalho com mais cenas de ação, repleto de tiroteios, colisões de carros e violência ao estilo dos thrillers tradicionais de Liam Neeson. | THE HANDMAID’S TALE 5 | PARAMOUNT+ Baseada no livro homônimo de Margaret Atwood, lançado no Brasil como “O Conto da Aia”, a série mostra um futuro distópico, onde a extrema direita assume o poder e cria um governo, Gilead, que usa a Bíblia como base para retirar todos os direitos das mulheres e executar homossexuais. Mas June (Elisabeth Moss), uma mulher aprisionada e usada como “aia” por um dos líderes do governo para se reproduzir, inicia uma rebelião que ameaça a estabilidade do patriarcado. A 5ª temporada da série premiada explora o acirramento da rivalidade entre June e Serena (Yvonne Strahovski) após o assassinato do Comandante Waterford (Joseph Fiennes). Enquanto a viúva aproveita a tragédia para reunir seguidores em pleno Canadá, a ex-aia faz planos para voltar a Gilead como parte de uma guerrilha, visando derrubar de vez o governo extremista. Só que ela também se torna alvo da vingança dos fundamentalistas. A série foi recentemente renovada para sua 6ª temporada, que também será a última. | COBRA KAI 5 | NETFLIX A 5ª temporada mostra Terry Silver (Thomas Ian Griffith) expandindo o império Cobra Kai para tornar seu estilo impiedoso de artes marciais ainda mais dominante. A trama também traz de volta o vilão Mike Barnes (Sean Kanan), visto em “Karatê Kid III”. E mesmo diante do inimigo comum, os ex-rivais Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) não conseguem sequer fazer seus alunos se entenderem. Alimentada pela nostalgia da década de 1980, “Cobra Kai” foi criada por Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”) e segue os personagens clássicos de “Karatê Kid” mais de 30 anos após os eventos da franquia original. Além dos citados, a lista de personagens clássicos inclui ainda Lucille (Randee Heller) e Chozen (Yuji Okumoto), do primeiro e do segundo filme. | THE SERPENT QUEEN | LIONSGATE+ A nova minissérie de Rainhas históricas da Lionsgate+ (ex-Starzplay) traz Samantha Morton, que reinou entre os mortos-vivos como Alpha na série “The Walking Dead”, no papel de Catarina de Médici, uma das mulheres mais influentes – e cruéis – que já usou uma coroa. Casando-se ainda adolescente na corte francesa do século 16, ela logo perde a inocência e, com sua inteligência e determinação, domina o esporte sangrento que é a monarquia melhor do que ninguém, governando a França por 50 anos. “The Serpent Queen” foi desenvolvida pelo roteirista Justin Haythe (“Operação Red Sparrow”), tem direção de Stacie Passon (“Os Segredos do Castelo”) e conta com produção do cineasta Francis Lawrence (da franquia “Jogos Vorazes”). | DOMINA | HBO MAX Quem gosta de épicos históricos precisa acompanhar a série britânica, gravada na Itália, sobre Livia Drusilla, a primeira Imperatriz de Roma. E o bom da produção original da Sky chegar pela HBO Max é que ela pode ser encarada como sequência dos eventos da premiada série “Roma” (2005–2007), da HBO. Criada e escrita por Simon Burke (“Fortitude”) e dirigida pela cineasta australiana Claire McCarthy (“Ophelia”), a história segue o percurso de Livia, dos tempos de jovem ingênua que vê o seu mundo desmoronar após o assassinato de Júlio César, até seu segundo casamento com o sobrinho de César, Caio Otávio – que vai à guerra contra Marco Antônio para inaugurar o Império Romano – , impulsionada por um desejo profundo de vingar a família e assegurar o poder para seus filhos. O elenco central destaca a polonesa Kasia Smutniak (“Devils”) como Livia e o inglês Matthew McNulty (“The Terror”) como Caio, mais conhecido como o futuro imperador Otávio Augusto. O elenco também inclui Liam Cunningham (“Game Of Thrones”), Isabella Rossellini (“Joy: O Nome do Sucesso”), Christine Bottomley (“The End of the F***ing World”), Colette Tchantcho (“The Witcher”), Ben Batt (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Enzo Cilenti (“Free Fire”) e Claire Forlani (“A Cinco Passos de Você”). Detalhe: já está renovada para a 2ª temporada. | DAHMER: UM CANIBAL AMERICANO | NETFLIX A minissérie sobre os crimes do serial killer canibal Jeffrey Dahmer é uma espécie de reprise temática de “The Assassination of Gianni Versace – American Horror Story”. Ambas são produzidas por Ryan Murphy (também de “American Horror Story”), têm a mesma estrutura narrativa e moral da história. Na atração exibida em 2018, um serial killer foi capaz de matar o dono da grife Versace por causa da homofobia da polícia, que não se dedicou a capturar o assassino que “só” matava gays. Na nova produção, o racismo é o componente primordial para a impunidade do Dahmer durar décadas. Baseada na história real do psicopata, a série mostra como Dahmer, um dos mais famosos serial killers dos EUA, conseguiu assassinar e esquartejar 17 homens e garotos entre 1978 e 1991 sem ser pego, muitas vezes, inclusive, contando com a ajuda da política e do sistema de Justiça dos EUA por conta de seu privilégio branco. Bem apessoado, sempre recebia pedidos de desculpas quando policiais eram chamados por sua vizinha negra, que suspeitava dos crimes. O elenco destaca Evan Peters (“American Horror Story”) como Dahmer e Niecy Nash (“Claws”) como a vizinha, além de Penelope Ann Miller (“American Crime”), Shaun J. Brown (“Future Man”), Colin Ford (“Daybreak”) e o veterano Richard Jenkins (“A Forma da Água”). | PISTOL | STAR+ A minissérie sobre a banda Sex Pistols tem direção de Danny Boyle (“Trainspotting”) e faz uma recriação detalhista da época do nascimento do punk rock. Mas divide opiniões por ser baseada em “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro de Steve Jones, que acaba dando mais destaque para o guitarrista que o incendiário empresário Malcolm McLaren e o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), verdadeiros mentores da banda. A trama destaca a trupe punk original, que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood (então namorada de McClaren), e recria shows históricos e lendas conhecidas, como a substituição do baixista Glen Matlock por Sid Vicious, que não sabia tocar seu instrumento. O roteiro é assinado por Craig Pearce (“Moulin Rouge!”) e Frank Cottrell Boyce (responsável por outra obra deste período: o filme “A Festa Nunca Termina”), e o elenco inclui Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Paul Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock, Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious, Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”) como McLaren e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. | ROTA 66 – A POLÍCIA QUE MATA | GLOBOPLAY A trama de “true crime”...
As 10 melhores estreias de séries da semana
A semana de muitas estreias oferece opções de séries bem diferentes, do thriller hollywoodiano de ação “The Old Man” ao musical nacional “O Coro”, passando por produções grandiosas de época, suspenses, comédias, melodramas e até super-heróis. Mas o principal é que Star+, Globoplay e HBO Max se juntam à iniciativa da Netflix de aumentar a vitrine para produções da Europa, América Latina e África, com títulos que encantam e acumulam prêmios – incluindo “Reyka”, indicada ao Emmy Internacional. Confira abaixo 10 dicas para começar a acompanhar ou maratonar neste fim de semana. | THE OLD MAN | STAR+ A primeira série da carreira de Jeff Bridges, vencedor do Oscar por “Coração Louco” (2009), é baseada no livro homônimo de Thomas Perry e traz Bridges como o velho do título, um ex-agente da CIA chamado Dan Chase, aposentado e em reclusão há décadas, que precisa desenferrujar suas habilidades quando um assassino de aluguel aparece para perturbar sua paz. Obrigado a encarar seu passado e seus erros, ele sai de seu esconderijo para ajustar contas contra aqueles que sabem o que ele fez e que tentam matá-lo. Elogiadíssima, a série estreou com 96% de aprovação da crítica nos EUA, na média do Rotten Tomatoes. A equipe fantástica da produção inclui o diretor Jon Watts (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), os roteiristas Robert Levine e Jonathan E. Steinberg (cocriadores da ótima série de piratas “Black Sails”), e um elenco formado por feras como Bridges, John Lithgow (vencedor do Emmy por “The Crown” e “Dexter”), Amy Brenneman (indicada ao Emmy por “Judging Amy”), Faran Tahir (“Homem de Ferro”) e Alia Shawkat (“Search Party”). Vale lembrar que, antes das gravações, o ator enfrentou um tratamento contra o câncer e durante a produção ainda ficou mal ao pegar covid-19. Mas isso não o impediu de gravar seu trabalho com mais cenas de ação, repleto de tiroteios, colisões de carros e violência ao estilo dos thrillers tradicionais de Liam Neeson. | O CORO: SUCESSO AQUI VOU EU | DISNEY+ A série brasileira criada por Miguel Falabella tem a premissa do musical “A Chorus Line”, misturada com “Smash” e melodrama de novela. A diferenciação é a trilha, composta de clássicos da MPB, que são cantados pelo elenco durante as encenações. A trama acompanha um grupo de jovens adultos de diferentes origens, que veem no anúncio de um teste para uma famosa companhia de teatro a chance de correr atrás de sonhos adormecidos e fazer uma carreira teatral. Os aspirantes a cantores-atores que são aprovados na primeira triagem passam a viver um misto de sentimentos: o deslumbramento com o mundo do teatro, a descoberta de novos amores, traições, assombramentos do passado e o medo da rejeição, pois não sabem se serão contratados no final das audições. Além de escrever, dirigir (com Cininha de Paula) e produzir, Falabella também atua na série, aparecendo como o produtor do projeto que será montado na trama. Mas seu papel é menor que a dos jovens aspirantes. O elenco inclui grandes estrelas dos musicais brasileiros, como Karin Hils, que fez os musicais “Mudança de Hábito” e “Donna Summer”, e Sara Sarres, do espetáculo “O Fantasma da Ópera”. Além delas, destacam-se Gabriella Di Grecco, protagonista da série argentina “Bia”, do Disney Channel, além de Daniel Rangel (“Três Verões”), Lilian Valeska (“Malhação”), Guilherme Magon (“Assédio”), Karin Hills (“Pé na Cova”), Jandir Ferrari (“A Vida Secreta dos Casais”), a novata Sara Sarres, Rhener Freitas e a argentina Micaela Diaz (os dois últimos também vem da série “Bia”), entre outros. | REYKA | HBO MAX O suspense policial sul-africano acompanha a personagem-título, que usa seu trauma da adolescência, como vítima de um estuprador sádico, para se tornar uma policial especializada na mente de psicopatas. Mas ao iniciar a caça de um serial killer, ela descobre que precisará encarar antigos demônios. Criada por Rohan Dickson (“Desert Rose”), a série venceu quatro prêmios SAFTAs (o Emmy sul-africano), incluindo o de Melhor Atriz para Kim Engelbrecht (“Raised by Wolves”), intérprete de Reyka, que também concorre ao Emmy Internacional. O elenco ainda inclui Iain Glen (de “Game of Thrones”). | A IMPERATRIZ | NETFLIX Esta é a segunda série do ano sobre Sissi, a adolescente que virou Imperatriz da Áustria e é adorada nos países de língua alemã – e na Hungria – tanto pela modernidade de seu reinado como pelo status de heroína romântica forjado numa trilogia cinematográfica de enorme sucesso nos anos 1950, que catapultou a atriz Romy Schneider ao estrelato mundial. Criada por Katharina Eyssen (“A Garota das Nove Perucas”), a nova série alemã é menos escandalosa que a lançada pela Globoplay e foca no início do romance avassalador da jovem Elisabeth von Wittelsbach, a Sissi (que tinha 16 anos na vida real), e Franz Joseph (então com 23 anos), Imperador da Áustria e Rei da Hungria, Croácia e Boêmia no final do século 19. A trama se foca nas dificuldades impostas para o casamento do Imperador, incluindo a desaprovação da corte e da rainha-mãe, que preferia ver o filho casado com a irmã mais velha da jovem, e seu irmão, que deseja o trono e também a sua futura cunhada. Apesar dessa história de amor ser lendária, o relacionamento conduz a uma sucessão de tragédias típicas de melodramas – e que aconteceram de verdade na vida de Sissi. O elenco traz Devrim Lingnau (“Carmilla”) e Philip Froissant (“Ilha de Segredos”) como o casal central. | GERMINAL – A REVOLUÇÃO | GLOBOPLAY A obra-prima do escritor Émile Zola virou uma minissérie épica de seis episódios, que venceu o prêmio do público do Festival Series Mania. A história se passa no norte da França durante uma greve provocada pela redução dos salários em 1860, e a adaptação manteve o realismo e a extrema politização da obra original, que descreve as condições árduas de vida nos agrupamentos dos mineiros e o princípio da organização política e sindical da classe operária. Zola viveu dois meses com mineiros para conceber a ambientação. Concebida por Julien Lilti (“Hippocrate”), a produção inclui em seu elenco Louis Peres (“Como Virei Super-Herói”), Guillaume Tonquédec (“Delicioso: Da Cozinha para o Mundo”), Alix Poisson (“Les Revenants”) e Thierry Godard (“Atentado em Paris”). | EXPOSTA | HBO MAX A produção norueguesa reflete como o vazamento de uma sex tape afeta a vida de duas adolescentes de uma escola de Ensino Médio. Bastante adulta, ao estilo de “Euphoria”, a produção foi premiada com dois troféus Gullruten (o Emmy norueguês) por sua Fotografia e Edição. Criada pela cineasta Marie Kristiansen (do filme “Exteriors”) tem as jovens Thea Sofie Loch Næss (a Skade de “O Último Reino”) e Amalia Holm (a Scylla de “Motherland: Fort Salem”) como protagonistas. | LIMBO | STAR+ Criada pelos cineastas argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat (dos filmes premiados “Cidadão Ilustre” e “Concorrência Oficial”), a atração dramática acompanha Sofia (Clara Lago, de “O Passageiro”), uma jovem milionária que parece ter tudo: uma vida glamurosa, uma família que satisfaz todos os seus caprichos e grandes amigos que são seus cúmplices em um estilo de vida ousado. Mas tudo muda quando seu pai morre e ela retorna a Buenos Aires, cidade onde nasceu, para enfrentar um intenso legado que inclui o negócio da família, a rivalidade com seus dois irmãos (Mike Amigorena e Esteban Pérez) e a descoberta de um lado desconhecido de seu pai. Motivada a provar que pode ser mais que uma garota mimada, Sofía surpreende a todos ao decidir assumir sua parte nos negócios. | ME CONTE MENTIRAS | STAR+ Produzida pela atriz Emma Roberts (“American Horror Story”) e pela roteirista Meaghan Oppenheimer (criadora de “Queen America”), a série melodramática acompanha um relacionamento tumultuado que se desenrola ao longo de 8 anos, desde que o casal central se conhece na faculdade, arrastando todos a seu redor em consequências devastadoras. Grace Van Patten (“Nove Desconhecidos”) e Jackson White (“Mrs. Fletcher”) são os protagonistas. | VISITORS | HBO MAX A comédia sci-fi francesa acompanha um incidente misterioso numa cidadezinha interiorana, que se tornou palco da colisão de dois discos voadores. E o responsável por investigar o local da queda é um policial sem nenhuma experiência, em seu primeiro dia de trabalho. Criada, dirigida, produzida e estrelada por Simon Astier (“Hero Corp”), a atração é uma homenagem divertida às séries clássicas de ficção científica, com direito inclusive à personagens inspirados em “Arquivo X” – os agentes Muller e Scolla. | LEGENDS OF TOMORROW 7 | NETFLIX A última temporada da série de super-heróis viajantes do tempo traz os personagens menos famosos – e mais divertidos – da DC Comics perdidos na era do jazz. Ao longo dos episódios, enquanto lutam para voltar ao presente, eles resolvem várias pendências dramáticas, trazendo conclusão a muitas histórias. No ar desde 2016, “Legends of Tomorrow” foi a única criação 100% original do Arrowverso, concebida por Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Phil Klemmer a partir da junção de heróis de outras séries que nunca se reuniram num grupo similar nos quadrinhos. A premissa também era inédita. As chamadas “lendas de amanhã” eram coadjuvantes dos quais ninguém daria falta, que aceitavam a missão de realizar atos heroicos que ninguém conheceria, viajando no tempo para impedir manipulações na História e outras anomalias, de forma a preservar a linha temporal. Isto levou os personagens a conhecerem várias figuras históricas importantes, como Helena de Troia, Júlio César, Maria Antonieta, Albert Einstein, Al Capone, Bill Gates e David Bowie, além de participar de eventos históricos como o Festival de Woodstock, o desastre de Chernobyl, as duas guerras mundiais e dar inspiração para George Lucas filmar “Star Wars”. A longevidade da série e o fato de ser a única atração do Arrowverso focada num grupo de heróis também fez com que o elenco fosse bastante flexível. Apenas Caity Lotz, intérprete de Sara Lance (Canário Branco), manteve-se na atração do primeiro ao último episódios. Mas integrantes da tripulação original da nave temporal Waverider também apareceram na reta final, num episódio especial que celebrou a marca de 100 capítulos produzidos. Poderia ser uma despedida adequada, exceto pelo fato de que a temporada termina num cliffhanger e não terá continuação, porque a produção foi cancelada.
Estreias: 10 séries novas pra ver em streaming
A lista de novidades no streaming destaca a série “Star Wars” mais adulta já produzida. Mas a relação também chama atenção para o volume de produções nacionais. Há quatro estreias brasileiras entre as melhores séries, e cada uma de um gênero diferente: policial, drama LGBTQIAP+, terror e romance musical. Confira abaixo os 10 lançamentos que chamam mais atenção na semana. | STAR WARS: ANDOR | DISNEY+ A mais madura e melhor das séries “Star Wars” registra um clima intenso de suspense de espionagem, mais até do que de aventura espacial, e o mérito é do roteiro envolvente de Tony Gilroy, que escreveu “Rogue One”, filme que introduziu o personagem Cassian Andor, e também assinou a franquia de Jason Bourne. A trama é um prólogo que resgata três personagens de “Rogue One” (2016), que também foi o melhor filme de “Star Wars” desde a trilogia original. Além do personagem-título, vivido por Diego Luna, há a líder da resistência Mon Mothma, interpretada por Genevive O’Reilly, e o rebelde Saw Gerrera, vivido por Forest Whitaker. Juntos, eles representam a semente da rebelião contra o Império, após o colapso da República no filme “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005). O início da formação da Aliança Rebelde tem direção de Toby Haynes, que assinou o episódio “USS Callister”, de “Black Mirror”, vencedor do Emmy em 2018. E o elenco também inclui Adria Arjona (“Esquadrão 6”), Stellan Skarsgard (vencedor do Globo de Ouro por “Chernobyl”), Kyle Soller (da série “Poldark”), Denise Gough (“Colette”) e Alex Lawther (“The End of the F***ing World”). | ROTA 66 – A POLÍCIA QUE MATA | GLOBOPLAY A trama de “true crime” é baseada no livro homônimo do jornalista Caco Barcellos, que em 1992, muito antes do movimento “Vidas Negras Importam”, causou furor por apontar ações de extermínio da tropa de elite da PM paulista, a Rota, na periferia de São Paulo, que vitimaram basicamente pessoas negras e pobres. Acompanhando a cobertura do jornalista ao longo de anos, a história mostra a evolução da indignação diante da impunidade e como ele arrisca a própria vida para denunciar o aparente genocídio. Na série, Barcellos é vivido por Humberto Carrão (“Marighella”) e o elenco também destaca Lara Tremouroux (“Medusa”) no papel de uma jornalista, Adriano Garib (“Bom Dia, Verônica”) como um repórter experiente e mentor da dupla principal, além de Aílton Graça (“Carcereiros”), Ariclenes Barroso (“Segunda Chamada”) e Naruna Costa (“Colônia”). Coprodução da Boutique Filmes, a série tem roteiro de Teodoro Poppovic, criador de “Ninguém Tá Olhando” na Netflix, e direção de Philippe Barcinski (“Entre Vales”) e Diego Martins (“Hard”). | MANHÃS DE SETEMBRO 2 | AMAZON PRIME VIDEO Originalmente concebida como minissérie, a atração acompanha Cassandra (interpretada pela cantora Liniker), uma mulher trans que tem sua independência colocada em cheque quando descobre ter um filho, Gersinho (Gustavo Coelho), com uma ex-namorada (Karine Teles). Relutando para não aceitar a condição de pai/mãe, ela inicialmente refuta o filho, mas logo vê sua vida virar de ponta-cabeça ao ver que o menino não tem opções. Depois de agradar público e crítica, a 2ª temporada, vai explorar o reencontro entre Cassandra e seu próprio pai distante, vivido por Seu Jorge (“Marighella”). Outras novidades do elenco dos novos capítulos são as participações de Samantha Schmütz (“Tô Ryca!”) e dos cantores Ney Matogrosso e Mart’nália, que se juntam ao elenco formado ainda pela ex-BBB Linn da Quebrada (“Segunda Chamada”), Thomas Aquino (“Bacurau”), Clodd Dias (“Entrega Para Jezebel”), Gero Camilo (“Carandiru”), o cantor Paulo Miklos (“Califórnia”) e a menina Isabela Ordoñez (“Treze Dias Longe do Sol”). | VALE DOS ESQUECIDOS | HBO MAX A série de terror nacional tem vários ingredientes conhecidos dos fãs do gênero. Um grupo de jovens se perde durante uma caminhada de fim de semana na floresta e busca abrigo em uma vila escondida sob uma névoa constante – e que não está nos mapas. Várias pistas indicam que há algo muito errado naquele lugar. Mas, mesmo depois de “Corra!”, eles seguem tomando o chazinho que lhes é oferecido pelos moradores locais. A ficha só começa a cair quando se veem sem saída e sem comunicação com o resto do mundo. O clima de floresta sombria, enevoada e inspirada por folclore europeu também remete à “Desalma”. Criada por Fábio Mendonça (“O Doutrinador”) e Antônio Tibau (“Maldivas”), a série destaca em seu elenco Caroline Abras (“O Mecanismo”), Daniel Rocha (“Irmãos Freitas”), James Turpin (“Bacurau”), Felipe Velozo (também de “Irmãos Freitas”), Jiddu Pinheiro (“O Animal Cordial”), Julia Ianina (“Reality Z”), Marcos de Andrade (“Aruanas”), Roney Villela (“Novo Mundo”), Juliana Lourenção (“Carcereiros”), Thais Lago (“3%”) e Carolina Mânica (“Rua Augusta”). Detalhe: a estreia está marcada para o domingo (25/9). | SÓ SE FOR POR AMOR | NETFLIX Assim como “Rensga Hits!”, essa série musical se passa no universo sertanejo e é estrelada pela multitalentosa Lucy Alves (“Tempo de Amar”), Felipe Bragança (“Dom”) e a cantora Agnes Nunes, em sua estreia como atriz. Na trama, que se desenrola em Goiás, Deusa (Lucy Alves) e Tadeu (Filipe Bragança) são um casal apaixonado que decide criar uma banda, a Só Se For por Amor. Mas assim que começam a fazer sucesso, Deusa recebe uma proposta de carreira solo. Ao seguirem rumos diferentes, a relação deles sofre abalos, enquanto o grupo procura uma nova vocalista. É quando surge a misteriosa Eva (Agnes Nunes). | CONVERSAS ENTRE AMIGOS | STAR+ A nova minissérie da equipe de “Normal People” é também outra adaptação de um livro de Sally Rooney com roteiros de Alice Birch (“Lady Macbeth”) e direção do cineasta Lenny Abrahamson (“O Quarto de Jack”). A trama examina um quadrilátero romântico interpretado na tela pela estreante Alison Oliver, Sasha Lane (“Utopia”), Jemima Kirke (“Girls”) e Joe Alwyn (“A Longa Caminhada de Billy Lynn”). A protagonista Frances (Alison Oliver) é uma poeta jovem, que, depois de três anos, ainda é a melhor amiga de sua ex-namorada Bobbi (Sasha Lane). As duas são inseparáveis até que, em uma de suas apresentações de poesia em Dublin, adicionam uma terceira mulher na amizade, Melissa (Jemima Kirke), uma escritora mais velha que se apaixona por elas. A convivência com Melissa também inclui seu marido, Nick (Joe Alwyn), um belo ator que inesperadamente balança Frances, apesar dela nunca ter ficado com um homem antes. Após os contatos iniciais, Melissa e Bobbi passam a flertar abertamente, enquanto Nick e Frances começam um caso sério, que testa o vínculo entre todos os personagens. A atração também apresenta uma nova música de Phoebe Bridgers, intitulada “Sidelines”, que é a primeira música original da artista desde seu álbum de 2020, “Punisher”. | MAYANS MC 4 | STAR+ O spin-off de “Sons of Anarchy” vira crossover na 4ª temporada, com um confronto entre as duas gangues motoqueiros, resgatando alguns personagens da atração anterior. Além disso, os novos episódios ainda aproximam a trajetória do protagonista atual, EZ Reyes (J.D. Pardo), da evolução de Jax Teller (Charlie Hunnam) em “Sons of Anarchy”. A temporada também é a segunda gravada sem a participação do produtor-roteirista Kurt Sutter, criador tanto de “Sons of Anarchy” quanto do derivado, que foi demitido pelo canal por conta de “múltiplas denúncias” de comportamento agressivo no set. O produtor reconheceu suas ações em carta aberta ao elenco e produção, descrevendo-se como “um babaca esquentado”. Com sua saída, a série passou a ser comandada pelo cocriador Elgin James, que tem uma trajetória de vida semelhante a dos personagens – ele fundou uma gangue em Boston e cumpriu pena na prisão. Sua estreia como cineasta aconteceu com o sensível e elogiado drama indie “Little Birds” (2011), exibido no Festival de Sundance, e ele também escreveu o roteiro de “Lowriders” (2017), drama sobre a cultura latina de carros envenenados. | DAHMER: UM CANIBAL AMERICANO | NETFLIX A minissérie sobre os crimes do serial killer canibal Jeffrey Dahmer é uma espécie de reprise temática de “The Assassination of Gianni Versace – American Horror Story”. Ambas são produzidas por Ryan Murphy (também de “American Horror Story”), têm a mesma estrutura narrativa e a mesma moral da história. Na atração exibida em 2018, um serial killer foi capaz de matar o dono da grife Versace por causa da homofobia da polícia, que não se dedicou a capturar o assassino que “só” matava gays. Na nova produção, o racismo é o componente primordial para a impunidade do Dahmer durar décadas. Baseada na história real do psicopata, a série mostra como Dahmer, um dos mais famosos serial killers dos EUA, conseguiu assassinar e esquartejar 17 homens e garotos entre 1978 e 1991 sem ser pego, muitas vezes, inclusive, contando com a ajuda da política e do sistema de Justiça dos EUA por conta de seu privilégio branco. Bem apessoado, sempre recebia pedidos de desculpas quando policiais eram chamados por sua vizinha negra, que suspeitava dos crimes. O elenco destaca Evan Peters (“American Horror Story”) como Dahmer e Niecy Nash (“Claws”) como a vizinha, além de Penelope Ann Miller (“American Crime”), Shaun J. Brown (“Future Man”), Colin Ford (“Daybreak”) e o veterano Richard Jenkins (“A Forma da Água”). | DINHEIRO FÁCIL: A SÉRIE 2 | NETFLIX Baseada na trilogia criminal sueca “Dinheiro Fácil” (Snabba Cash), que projetou internacionalmente o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”) e o diretor Daniel Espinosa (“Protegendo o Inimigo”), a série acompanha uma nova personagem da franquia, Leya, uma jovem mãe solteira que tenta entrar na cena das startups e acaba se envolvendo no mundo do crime. A personagem é vivida por Evin Ahmad (da série dinamarquesa “The Rain”), que na 2ª temporada vê o trabalho de sua vida em cheque e precisa novamente apelar para a menos pior das escolhas, fazendo o empreendedorismo e o crime colidirem, e complicando ainda mais sua vida, reviravolta atrás de reviravolta. | BROOKLYN NINE-NINE 8 | NETFLIX A última temporada de “Brooklyn Nine-Nine” (também conhecida como “Lei & Desordem”) assume o tom de despedida e reflete os protestos contra o racismo e a violência policial que tomaram conta dos Estados Unidos durante o movimento “Vidas Negras Importam”. Mas sem nunca perder o bom humor. Criada por Daniel J. Goor (roteirista de “Parks and Recreation”) e Michael Schur (criador de “Parks and Recreation”), a série sobre o cotidiano de uma delegacia de polícia do Brooklyn, em Nova York, marcou época com seu elenco formado por Andy Samberg, Andre Braugher, Melissa Fumero, Terry Crews, Joe Lo Truglio, Stephanie Beatriz, Joel McKinnon Miller e Dirk Blocker.
Estreias: As 10 melhores séries da semana em streaming
A série espanhola de Bruno Gagliasso, a volta de “The Handmaid’s Tale” e a minissérie sobre uma das monarcas mais cruéis da História são alguns dos destaques da programação de séries da semana. Confira abaixo 10 sugestões de lançamentos para maratonar no fim de semana. | SANTO | NETFLIX Thriller criminal espanhol estrelado por Bruno Gagliasso (“O Sétimo Guardião”), a série gira em torno da investigação de um narcotraficante brasileiro que ninguém nunca viu, mas todos conhecem pelo apelido de Santo, apesar de ser, como demonstram rituais, o oposto do nome: demoníaco – uma personagem mítico ao estilo de Keyser Söze (“Os Suspeitos”). Notícias de que ele está em Madri mobilizam a polícia espanhola e atraem o policial brasileiro Ernesto Cardona (Gagliasso). Ele acaba se juntando a Miguel Millán (Raúl Arévalo, de “Pecados Antigos, Longas Sombras”), formando uma dupla radicalmente oposta, que terá que aprender a colaborar entre si para resolver o caso e manter suas vidas seguras. Criada pelo espanhol Carlos López (“Tempos de Guerra”), “Santo” também é estrelada pelas espanholas Greta Fernández (“O Vazio do Domingo”), Iria del Río (“Elite”), a portuguesa Victoria Guerra (“Variações”) e o brasileiro Gustavo Lipsztein (“Travessia Mortal”), além de trazer o diretor Vicente Amorim (“A Divisão”) atrás das câmeras. | THE HANDMAID’S TALE 5 | PARAMOUNT+ Baseada no livro homônimo de Margaret Atwood, lançado no Brasil como “O Conto da Aia”, a série mostra um futuro distópico, onde a extrema direita assume o poder e cria um governo, Gilead, que usa a Bíblia como base para retirar todos os direitos das mulheres e executar homossexuais. Mas June (Elisabeth Moss), uma mulher aprisionada e usada como “aia” por um dos líderes do governo para se reproduzir, inicia uma rebelião que ameaça a estabilidade do patriarcado. A 5ª temporada da série premiada explora o acirramento da rivalidade entre June e Serena (Yvonne Strahovski) após o assassinato do Comandante Waterford (Joseph Fiennes). Enquanto a viúva aproveita a tragédia para reunir seguidores em pleno Canadá, a ex-aia faz planos para voltar a Gilead como parte de uma guerrilha, visando derrubar de vez o governo extremista. Só que ela também se torna alvo da vingança dos fundamentalistas. A série foi recentemente renovada para sua 6ª temporada, que também será a última. | THE SERPENT QUEEN | STARZPLAY A nova minissérie de Rainhas históricas, que estreia domingo (11/9) na Starzplay, traz Samantha Morton, que reinou entre os mortos-vivos como Alpha na série “The Walking Dead”, no papel de Catarina de Médici, uma das mulheres mais influentes – e cruéis – que já usou uma coroa. Casando-se ainda adolescente na corte francesa do século 16, ela logo perde a inocência e, com sua inteligência e determinação, domina o esporte sangrento que é a monarquia melhor do que ninguém, governando a França por 50 anos. “The Serpent Queen” foi desenvolvida pelo roteirista Justin Haythe (“Operação Red Sparrow”), tem direção de Stacie Passon (“Os Segredos do Castelo”) e conta com produção do cineasta Francis Lawrence (da franquia “Jogos Vorazes”). | HEARTBREAK HIGH: ONDE TUDO ACONTECE | NETFLIX A nova série teen do streaming na verdade é reboot de uma produção australiana dos anos 1990. A prévia passa uma vibe de “Sex Education” australiana, com tensão entre professores e alunos por conta de um mural do sexo que conta quem fez o quê com quem. Para lidar com a situação, a escola decide obrigar os alunos a participarem de um programa educacional sobre sexualidade. Mas a autora da obra (Ayesha Madon, de “The Moth Effect”) tem que encarar as consequências e o ódio dos colegas. Para sua sorte, ela também ganhou fãs com a iniciativa. Criada por Hannah Carroll Chapman (“The Heights”), Ben Gannon (produtor da série original) e Michael Jenkins (da comédia clássica “Loucuras de uma Paixão”), a série reúne em seu elenco vários atores jovens estreantes. | LOS ESPOOKYS 2 | HBO MAX A comédia sobre caça-fantasmas atrapalhados estreia novos episódios após hiato de três anos. O mais curiosos dessa produção é que, apesar do título, da língua espanhola e de ser passada no México, a série é americana. Criada e roteirizada por Fred Armisen (criador-ator de “Moonbase 8”), Ana Fabrega (atriz de “At Home with Amy Sedaris”) e Julio Torres (roteirista do “Saturday Night Live”), “Los Espookys” é ambientada em uma versão bizarra da Cidade do México, cheia de assombrações, e segue um grupo de amigos que transforma seu amor pelo terror em um negócio peculiar. Os três roteiristas também estrelam a série junto com os mexicanos Bernardo Velasco (“Museu”) e Cassandra Ciangherotti (“Escola de Solteiras”). | SOUTH SIDE | HBO MAX A série de comédia de Diallo Riddle e dos irmãos Bashir e Sultan Salahuddin é uma unanimidade crítica nos EUA, com 100% de aprovação em suas duas temporadas produzidas. Passada na área de Englewood, em Chicago, segue dois amigos (Sultan e Kareme Young) que se formaram recentemente na faculdade comunitária e buscam sucesso nos negócios enquanto trabalham em uma loja de aluguel de móveis. Testando várias possibilidades para enriquecer, eles tentam desde um investimento no mercado clandestino de Viagra até barraquinhas de pipoca. Além de ser muito engraçada, a atração chama atenção por seus comentários sociais e a autenticidade de sua encenação da vida periferia, sem cair em clichês. | UM ASSUNTO PRIVADO | AMAZON PRIME VIDEO A nova série espanhola de época da Bambú Producciones (“As Telefonistas”, “Alto Mar”) segue uma aristocrata atrevida com alma de detetive, que se propõe a capturar Um serial killer que há meses assombra a Galícia dos anos 1940. Para isso, conta uma ajuda inestimável: seu fiel mordomo. A farsa divertida de detetive foi criada por Ramón Campos, Teresa Fernández-Valdés e Gema R. Neira, que também criaram a série de mistério “Now and Then”, da Apple TV+. O elenco destaca Aura Garrido (“O Ministério do Tempo”) e o francês Jean Reno (“Destacamento Blood”). | TODA LA SANGRE | STARZPLAY Adaptação do best-seller de Bernardo Esquinca (“Diablero”), o thriller mexicano acompanha um repórter que une forças com um policial e uma antropóloga para solucionar uma série de assassinatos praticados por um serial killer ritualístico, cuja peculiaridade é recriar antigos sacrifícios astecas. O elenco destaca Ana Brenda Contreras (a Cristal de “Dynasty”), Aarón Díaz (da novela “Betty en NY”) e Yoshira Escárrega (“Aqui na Terra”). | FATE: A SAGA WINX 2 | NETFLIX A adaptação live-action do desenho animado italiano “O Clube das Winx” acompanha a jornada de cinco fadas adolescentes em Alfea, um internato mágico que fica em Outro Mundo – literalmente, Outro Mundo é o nome do lugar. Por lá, elas devem aprender a dominar seus poderes enquanto lidam com suas vidas amorosas, novas amizades, rivalidades e monstros que ameaçam suas existências. Desenvolvida por Brian Young (roteirista de “The Vampires Diaries”), a série vai introduzir na 2ª temporada uma nova fada conhecida da animação: Paulina Chávez (“Ashley Garcia: A de Amor”) dará vida à Flora, que é prima da Terra. As demais integrantes do elenco são Abigail Cowen (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Hannah van der Westhuysen (“Grantchester”), Eliot Salt (“Normal People”), Precious Mustapha (“Endeavour”), Elisha Applebaum (“Undercover Hooligan”) e Sadie Soverall (“Rose Interpreta Julie”). | CYBERPUNK: MERCENÁRIOS | NETFLIX O anime se passa no universo do game “Cyberpunk 2077”, estrelado por Keanu Reeves e produzido pela CD Projekt Red, e surpreende por ser melhor que o jogo, que ficou conhecido pelo lançamento caótico, cheio de bugs. A trama acompanha um garoto de rua tentando sobreviver em uma cidade do futuro obcecada por tecnologia e modificação corporal. Tendo tudo a perder, ele opta por permanecer vivo tornando-se um mercenário cyberpunk. Desenvolvida pelo Studio Trigger (“Star Wars: Visions”) e dirigida por Hiroyuki Imaishi (“Kill la Kill”), a adaptação chama atenção pela ultraviolência e o visual extremamente estiloso.
Estreias: “Cobra Kai”, “Evil” e “Rick & Morty” em novas temporadas
As maratonas da semana tem super-heróis, artes marciais, demônios, gângsteres, alienígenas animados e carros falantes. Algumas continuações bastante esperadas, como “Cobra Kai”, “Evil”, “Stargirl” e “Rick & Morty” se juntam à novos títulos numa programação que vai do terror à animação infantil. Confira abaixo as 10 estreias de séries de maior destaque na programação de streaming. | COBRA KAI 5 | NETFLIX A 5ª temporada mostra Terry Silver (Thomas Ian Griffith) expandindo o império Cobra Kai para tornar seu estilo impiedoso de artes marciais ainda mais dominante. A trama também traz de volta o vilão Mike Barnes (Sean Kanan), visto em “Karatê Kid III”. E mesmo diante do inimigo comum, os ex-rivais Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) não conseguem sequer fazer seus alunos se entenderem. Alimentada pela nostalgia da década de 1980, “Cobra Kai” foi criada por Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”) e segue os personagens clássicos de “Karatê Kid” mais de 30 anos após os eventos da franquia original. Além dos citados, a lista de personagens clássicos inclui ainda Lucille (Randee Heller) e Chozen (Yuji Okumoto), do primeiro e do segundo filme. | EVIL 3 | GLOBOPLAY O terror chega à 3ª temporada mostrando que os protagonistas estão longe de se livrar das ameaças que os assombram. Produção do casal Robert e Michelle King (criadores de “The Good Wife” e “The Good Fight”), “Evil” acompanha um funcionário da Igreja Católica encarregado de investigar possessões, que se alia a uma psicóloga forense para distinguir casos reais de surtos psicóticos. A cada episódio, eles são confrontados com casos sobrenaturais, demônios e tentações. Mike Colter (o “Luke Cage”) vive o homem da Igreja, a atriz holandesa Katja Herbers (a Emily de “Westworld”) interpreta a psicóloga e o elenco ainda destaca Aasif Mandvi (“The Brink”) como investigador técnico dos fenômenos, além de Michael Emerson (“Person of Interest”) como um agente do Mal. A série já está renovada para a 4ª temporada. | STARGIRL 3 | HBO MAX A 3ª temporada coloca à prova o idealismo de Courtney Whitmore (Brec Bassinger), a Stargirl. Após heróis e vilões se unirem para derrotar a ameaça de Eclipso, todos tentam conviver em paz, mas aqueles que deveriam ser os heróis não estão muito convencidos do bom comportamento dos ditos vilões. Para complicar ainda mais, as duas adolescentes mais malignas das famílias da Sociedade da Injustiça querem agora entrar para o time da Sociedade da Justiça. E Starman (Joel McHale), que supostamente estava morto, não só sobreviveu ao ataque dos vilões como se mudou para a casa da família da Stargirl, colocando em dúvida o futuro de Courteney como heroína, já que ela herdou seus poderes a partir da “morte” dele. O criador da série é Geoff Johns, que foi quem concebeu “Stargirl” nos quadrinhos da DC Comics. | ENTRE CASAMENTOS | STAR+ A série britânica estrelada por Rosa Salazar (“Alita: Anjo de Combate”) e Gavin Drea (“Vikings: Valhalla”) combina comédia romântica com thriller de mistério. Os dois vivem Katie e Stefan, que se apaixonam em um casamento e começam um caso, apesar de Katie já ter um noivo. Assim, quando chega a hora do casamento de Katie, ao invés da festa terminar com um “felizes para sempre”, acaba com oito pessoas envenenadas na mesa de jantar, incluindo o noivo. Mas ela escapa ilesa. Para a polícia, Stefan, o amante, foi o responsável. Já Stefan acredita que Katie é a culpada. Enquanto tentam provar suas inocências e descobrir a identidade do verdadeiro culpado, os amantes descobrem que ainda são alvos do assassino e resolvem deixar as desconfianças de lado para se aliar. Criada por Oliver Lyttelton (“Cheaters”), a produção tem oito episódios. | ECHOES | NETFLIX Michelle Monaghan (da franquia “Missão: Impossível”) estrela o suspense em papel-duplo, como duas gêmeas idênticas que trocaram secretamente de lugar durante anos. Mas seus segredos começam a desmoronar quando uma delas desaparece. A trama foi desenvolvida por Vanessa Gazy, criadora do mistério teen australiano “Eden”, que também envolve desaparecimento misterioso e está disponível na Globoplay. | NARCO-SANTOS | NETFLIX Essa variação de “Narcos” made in Korea acompanha um empresário coagido a participar de uma missão secreta do governo para prender um traficante coreano, que se passa por pastor e opera na América do Sul. Assim como as tramas latinas de “Narcos”, a história é baseada em crimes reais. A série foi desenvolvida pelo cineasta Yoon Jong-bin (“Gângster sem Nome”) e é estrelada por Ha Jung-woo (“A Criada”), Hwang Jung-min (“Livrai-nos do Mal”), Park Hae-soo (“La Casa de Papel: Coreia”), Jo Woo-jin (“A Fortaleza”) e Yoo Yeon-seok (“Oldboy”). | GIGOLÔ AMERICANO | PARAMOUNT+ A série é baseada no filme homônimo de 1980 sobre um profissional do sexo que se torna suspeito de assassinato. Traz Jon Bernthal (o “Justiceiro” da Marvel) como Julian Kaye, personagem que foi vivido pelo então galã Richard Gere há 40 anos, e começa recriando cenas do filme escrito e dirigido por Paul Schrader, antes de dar um salto de 15 anos para contar a continuação da história, após o protagonista sair da prisão pelo crime em que foi falsamente implicado. Enquanto procura desvendar a conspiração que o colocou na prisão, Julian tenta retomar seu lugar na indústria do sexo, que mudou muito nos últimos anos, envolvendo-se com novas mulheres vorazes, ao mesmo tempo em que tenta reencontrar sua antiga paixão, a ex-cliente Michelle – na série, vivida por Gretchen Mol (“Boardwalk Empire”). A adaptação do filme foi desenvolvida pelo roteirista-produtor David Hollander, um dos principais escritores de “Ray Donovan”, que já tinha lidado com a indústria do sexo no longa “Censura Máxima” (2000). Mas ele foi demitido durante as gravações, após denúncia e investigação de mau comportamento nos sets, deixando o cargo de showrunner nas mãos de Nikki Toscano – que trabalhou em “Revenge”, “Bates Motel” e na recente “The Offer”. Essa confusão pode ter prejudicado a produção, porque a crítica americana achou muito muito ruim – apenas 14% de aprovação no Rotten Tomatoes. | CARROS NA ESTRADA | DISNEY+ A série derivada da franquia “Carros”, da Pixar, acompanha Lightning McQueen e seu melhor amigo Mate numa viagem pelo campo para se encontrarem com a irmã de Mate. Só que pelo caminho vivem muitas aventuras inesperadas, com direito a novos personagens e referências a “Mad Max: Estrada da Fúria”. Os atores Owen Wilson e Larry the Cable Guy, que dublaram os dois personagens centrais nos três filmes da franquia, retornam para reprisar seus papéis na série animada, na versão em inglês. Já a direção é dividida por Steve Purcell (diretor-roteirista de “Valente”), Bobby Podesta (animador de “Carros”) e Brian Fee (diretor-roteirista de “Carros 3”). | CENTRAL PARK 3 | APPLE TV+ A animação acompanha uma família de zeladores que vivem e trabalham no Central Park, em Nova York. Na trama, os Tillerman lutam para salvar o parque nova-iorquino – e o mundo – de planos imobiliários sinistros. E, de quebra, ainda cantam vários números musicais. A produção foi desenvolvida por Loren Bouchard (criador de “Bob’s Burgers”), Nora Smith (roteirista de “Bob’s Burgers”) e o ator Josh Gad (o LeFou de “A Bela e a Fera”). E Gad também é uma das vozes principais, junto com Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”), Leslie Odom Jr. (“Uma Noite em Miami”), Kathryn Hahn (“WandaVision”), Emmy Raver-Lampman (“The Umbrella Academy”) e Kristen Bell (“The Good Place”) – que trocou de personagem após a 1ª temporada, pedindo para ser substituída por uma atriz negra no papel da filha adolescente da família central. | RICK & MORTY 6 | HBO MAX Vencedora do Emmy de Melhor Série Animada dos Estados Unidos, a série criada por Justin Roiland e Dan Harmon (criador também de “Community”) acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, que acabam tendo grande impacto na realidade – também conhecida como cultura pop. Após os eventos explosivos da temporada passada, os novos episódios vão acompanhar o Dr. Rick no Multiverso da Loucura, enquanto o cientista tenta impedir uma versão maligna dele mesmo de criar mais caos na realidade. Tudo isso, enquanto sua família lida com invasões do espaço, ataques de outras dimensões e o ocasional fim do mundo.











