Estreias: “Sandman”, “Verônica” e as principais séries pra ver em streaming
A aguardada estreia de “Sandman”, adaptação de quadrinhos que fãs esperam ver desde os anos 1980, e duas produções nacionais, “Boa Noite, Verônica 2” e “Rensga Hits!”, são as séries que tendem a mobilizar maiores atenções neste fim de semana. Mas os destaques da programação do streaming ainda incluem animações para adultos e documentários sobre festivais de rock, entre outras opções. Confira abaixo as sugestões para maratonar. | SANDMAN | NETFLIX A adaptação dos famosos quadrinhos criados por Neil Gaiman nos anos 1980 foi um sonho alimentado pelos fãs durante anos. E agora o Sonho ganha carne, osso e interpretação de Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”). Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressiona por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o eterno conhecido como Sonho é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. A narrativa é tão rica e ampla que os primeiros episódios parecem filmes diferentes entre si. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – eternos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que quadrinhos eram sinônimo de super-heróis. A ironia é que a situação não é muito diferente agora, com o lançamento da série num mercado cada vez mais dominado por adaptações de super-heróis. | BOM DIA, VERÔNICA 2 | NETFLIX A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. O vilão interpretado por Reynaldo Gianecchini abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha, vivida por Klara Castanho. Quando a atriz revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com sua participação na trama. Mas as cenas de assédio à sua personagem não incluem agressões. Os novos episódios também revelam que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. | RENSGA HITS | GLOBOPLAY Depois do recorde de audiência em sua “première” na Globo, os primeiros quatro episódios chegam ao streaming. Com clima de novela das sete, a atração escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”) aborda o universo das mulheres da música sertaneja. A trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Além disso, há participações da apresentadora Rafa Kalimann e da cantora Naiara Azevedo. | CANDY | STAR+ A minissérie de “true crime” estrelada por Jessica Biel (“The Sinner”) conta a história verídica da dona de casa crente Candy Montgomery, que chocou os EUA em 1980 ao assassinar à machadadas sua vizinha e amiga de igreja Betty Gore. Criada por Robin Veith e Nick Antosca, que trabalharam juntos na premiada minissérie de “true crime” “The Act”, a trama acompanha o julgamento da personagem do título e flashbacks de seu relacionamento com Gore, interpretada por Melanie Lynskey (“Yellowjackets”), enquanto revela o que motivou crime tão bárbaro. | NINGUÉM MANDOU SE METER COM A GENTE | NETFLIX A série teen britânica gira em torno de um trio de cheerleaders em uma escola particular chique, que resolve reviver o clube anti-bullying de seus ex-colegas de classe para combater as injustiças e expor os valentões de sua escola. A produção é derivada de “Get Even”, também disponível na Netflix, apresentando uma história independente com novos personagens, mas com a mesma premissa da atração original de 2020. Ambas foram criadas por Holly Phillips (“Nearly Famous”) e são inspiradas nos livros da franquia “Don’t Get Mad”, de Gretchen McNeil. | PUSHING DAISIES | HBO MAX Pela primeira vez em streaming, a série vencedora de sete Emmys traz sua história completa (22 episódios de duas temporadas) para encantar quem nunca a viu e matar as saudades de quem amou sua narrativa peculiar. Apresentada como um “conto de fadas forense”, com um visual colorido, único e deslumbrante entre 2007 e 2009, “Pushing Daisies” girava em torno do dom especial de Ned (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), um confeiteiro que descobre ser capaz de trazer mortos de volta à vida com um simples toque. Porém, ele logo descobre que há consequências para o uso desse dom excepcional. Se ele tocar a pessoa que reviveu pela segunda vez, essa pessoa morre instantaneamente e não pode mais ser ressuscitada. Além disso, se ele deixar um morto reviver por mais de 60 segundos, outra pessoa nas proximidades acaba morrendo em seguida em seu lugar. Com a ajuda de um detetive particular (Chi McBride, de “Havaí Cinco-0”), ele passa a capitalizar esse dom revivendo mortos por alguns segundos para desvendar assassinatos. Até que descobre que Charlotte “Chuck” Charles (Anna Friel, de “Marcella”), a paixão da sua infância, morreu de repente. Ao sucumbir ao impulso de ressuscitá-la, Ned dá início a mais platônica das relações televisivas, pois tocá-la novamente seria fatal. Para piorar, ela se torna sua companheira inseparável, querendo ajudar a desvendar crimes, enquanto se esconde de suas tias, que poderiam morrer de susto ao descobrir que ela foi ressuscitada. Além desses personagens, ainda há outros coadjuvantes esquisitos e maravilhosos, como a garçonete Olive Snook, vivida por Kristin Chenoweth, vencedora do Emmy pelo papel. A repercussão crítica da atração consagrou o showrunner Bryan Fuller, que se tornou um dos roteiristas-produtores mais requisitados da TV americana, vindo a criar posteriormente “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “Deuses Americanos” (American Gods). Mas muito do tom de “Pushing Daisies” se deve à direção de Barry Sonnenfeld, que comandou os episódios inaugurais com a excentricidade lúdica de seus dois filmes de “A Família Addams”. | HARVEY BIRDMAN: ATTORNEY AT LAW | HBO MAX Bem antes da Mulher-Hulk, outro super-herói marcou época como advogado na televisão. Lançado no ano 2000, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman: Attorney at Law) se tornou um dos desenhos mais cultuados do Adult Swim por resgatar, em tom de paródia, o protagonista da série animada “Homem-Pássaro”, criada em 1967 por Alex Toth (criador também de “Space Ghost” e “Os Herculóides”). Na atração, o super-herói retorna como um advogado sério em histórias nonsense, defendendo clientes sem tirar a máscara e as asas nas sessões formais de julgamentos. Mas o que mais chama atenção é ver personagens do estúdio Hannah-Barbera, como Peter Potamos, Capitão Caverna, Salsicha e Scooby-Doo, Manda-Chuva, Fred Flintstone, Catatau e o Dr. Benton Quest (o pai de Jonny Quest) como clientes, enquanto Harvey enfrenta os vilões de seus desenhos clássicos como advogados rivais nos tribunais. As quatro temporadas (todas disponíveis) de “Harvey, o Advogado” também destacaram a coadjuvante Birdgirl, personagem obscura (vista num único episódio) do desenho de 1967, que recentemente ganhou série própria, com duas temporadas já lançadas na HBO Max. | BOB’S BURGUER 12 & THE GREAT NORTH 2 | STAR+ Duas vezes vencedora do Emmy de Melhor Série Animada, “Bob’s Burgers” é exibida desde 2011 e acompanha Bob Belcher, sua esposa e três filhos na missão de manter um restaurante e os membros da família unidos. Entre as histórias da 12ª temporada, os fãs da série vão se deparar com uma epidemia em particular, um novo emprego temporário para Bob, que vai dar a eles muita diversão e problemas às crianças, uma visita estranha ao aeroporto e uma mentira que persegue Bob e Linda após muitos anos. Da mesma equipe de “Bob’s Burgers”, também chega a 2ª temporada de “The Great North”. A série acompanha as aventuras dos Tobin, uma família formada por um pai solteiro e quatro filhos que levam uma vida “comum” no distante e gélido Alasca. A atração é uma criação das irmãs Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que se destacaram escrevendo episódios de “Bob’s Burgers”. Elas também atuam como showrunners da atração, que ainda conta, entre seus produtores, com Loren Bouchard, o criador de “Bob’s Burgers”. | ROCK IN RIO: A HISTÓRIA | GLOBOPLAY A série documental conta a história do festival, que já foi muito importante para a cultura jovem, trazendo artistas que nunca tinham vindo antes ao Brasil numa celebração histórica. Com capítulos divididos por edição do evento, o primeiro é disparado o melhor pela importância representada de seu lançamento em 1985, em meio ao processo de abertura política do Brasil e ao surgimento da melhor geração do rock brasileiro. Da noite de metal com Iron Maiden e Ozzy Osbourne ao new wave de B-52’s e Go-Go’s, passando pelo megashow do Queen, foi um retrato marcante de sua época, até hoje lembrado pelas imagens de Freddie Mercury comandando um coro de centenas de milhares em “Love of My Live” e de Cazuza cantando “pro dia nascer feliz” – que virou um hino das Diretas Já. Seu renascimento em 1991 trouxe Guns ‘N Roses e Faith No More, mas também iniciou seu afastamento do rock, abrindo espaço para o pop excepcional de Prince e George Michael, além de ampliar a inclusão de ritmos brasileiros. A partir dos anos 2000, o Rock in Rio se agigantou ainda mais, virou franquia e foi para Lisboa, virando basicamente um parque temático, em vez de evento musical. Longe da inovação da estreia, passou a montar escalações repetitivas, tornando-se um festival de nostalgia. Uma experiência altamente previsível de velhos artistas conhecidos – Iron Maiden vem pela quinta vez em 2022! – , que só deu o que falar nos últimos tempos por demorar a abrir seu palco para o funk brasileiro. | DESASTRE TOTAL: WOODSTOCK 99 | NETFLIX O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna...
Estreias: “Pretty Little Liars”, “Paper Girls” e as melhores séries da semana
As novidades de séries destacam garotas empoderadas, que encaram serial killer e viajam no tempo: a nova “Pretty Little Liars” e a adaptação de quadrinhos “Paper Girls”. Ambas tiveram 100% de aprovação nas primeiras críticas reunidas pelo agregador Rotten Tomatoes. As demais opções são bem variadas, incluindo até uma minissérie sobre um cadáver: “Santa Evita”, que só não é mais surreal porque se baseia em fatos reais. A lista ainda inclui supervilãs da DC, suspense e muita música, com adolescentes cantores, um grupo de rap feminino e baladas LGBTQIAP+. Saiba mais abaixo, com os trailers dos 10 melhores lançamentos em streaming desta semana. | PRETTY LITTLE LIARS: UM NOVO PECADO | HBO MAX Vinte anos atrás, uma morte sem explicações agitou a cidadezinha de Millwood. Agora, nos dias atuais, cinco garotas adolescentes são atormentadas por um agressor desconhecido por algo que desconhecem e que tem a ver com os segredos de suas mães. A terceira série derivada de “Pretty Little Liars” junta as mensagens anônimas da atração original com um ambientação de terror slasher, bem mais violento que o clima de intriga teen anterior, onde não falta sequer um serial killer mascarado. Refletindo a tendência dos últimos anos, as novas protagonistas são mais diversificadas. O elenco é encabeçado por Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”), além de Mallory Bechtel (“Hereditário”) no papel de gêmeas malvadinhas da escola. Com personalidades bastante distintas, as personagens envolvem rapidamente o espectador, especialmente a cinéfila, que encaixa inúmeras citações a diretores e filmes em suas frases. Para os fãs da primeira versão, o spin-off é imperdível. Mas mesmo quem não viu vai se envolver com a intriga, a tensão e o mistério, enquanto as garotas tentam descobrir quem é A. Vale lembrar que, apesar do sucesso da primeira atração – que durou sete temporadas, de 2010 a 2017 – , a produtora I. Marlene King nunca conseguiu repetir o desempenho com seus spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), ambos cancelados na 1ª temporada. Por isso, “Um Novo Pecado” é o primeiro spin-off sem relação com a equipe original. Em seu lugar está o criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, que produz e assina os roteiros com sua colaboradora de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. E os três primeiros episódios disponibilizados já deixam claro que a série é melhor escrita e possui um orçamento maior que a primeira “Pretty Little Liars”. | PAPER GIRLS | PRIME VIDEO A adaptação dos quadrinhos premiados de Brian K. Vaughan (criador também de “Os Fugitivos”) se passa na manhã seguinte ao Halloween de 1988, quando quatro jornaleiras adolescentes, interpretadas por Riley Lai Nelet (“Altered Carbon”), Sofia Rosinsky (“Fast Layne”), Camryn Jones (“Perpetual Grace, LTD”) e Fina Strazza (“A Mulher Invisível”), fazem um desvio inesperado em sua rota de entrega de jornais, chegando sem querer no futuro – que é 2019 – onde encontram suas versões adultas. Além de serem pegas de surpresa com a situação, elas passam a ser perseguidas pela polícia do tempo, que as considera criminosas pela viagem ilegal. Produção da Legendary Television em associação com a Plan B, empresa de Brad Pitt, a adaptação é assinada por Stephany Folsom, co-roteirista de “Toy Story 4”, que também produz a atração em parceria com os roteiristas Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers (criadores de “Halt and Catch Fire”) e os autores dos quadrinhos. | HARLEY QUINN # 3 | HBO MAX A série animada adulta da Arlequina volta ainda mais imprópria, com violência sanguinária, muitos palavrões e uma cena de sexo entre Batman e a Mulher-Gato que fez a diretoria da DC intervir na produção. O que não foi censurado foi o romance entre Harley e Ivy (a Hera Venenosa). Elas aprofundam o namoro assumido na temporada passada, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da vilã esverdeada de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. | SANTA EVITA | STAR+ A minissérie gira em torno do cadáver da ex-primeira dama argentina Eva Perón, narrando a intrigante história de Evita depois de sua morte por câncer aos 33 anos de idade – que nesta semana completou 70 anos! Adorada pela população argentina, Evita foi embalsamada e velada por milhões de pessoas. Até que a ditadura militar destituiu Perón do poder e decidiu sequestrar o cadáver da ex-primeira dama para que não se convertesse em objeto de culto. Mesmo assim, seu cadáver se multiplicou, por meio de réplicas, e deu origem a um número incrível de incidentes, vividos por militares do Serviço de Inteligência do Exército Argentino. Alguns fatos parecem comédia, mas aconteceram de verdade. A adaptação está a cargo das autoras e atrizes argentinas Marcela Guerty e Pamela Rementería (criadoras de “O Homem da Sua Vida”, que ganhou remake brasileiro na HBO), e traz a atriz uruguaia Natalia Oreiro (de “Infância Clandestina” e ex-Paquita da versão em espanhol do Xou da Xuxa”) no papel-título, acompanhada pelo argentino Darío Grandinetti (“Vermelho Sol”) no papel do ex-presidente Juan Domingo Perón, e o conterrâneo Ernesto Alterio (“Narcos: Mexico”) como o coronel Moori Koenig, que, trabalhando no serviço diplomático na Alemanha, recebe o corpo ao qual deve dar sumiço, apenas para vê-lo ser roubado e reaparecer nos lugares mais inacreditáveis. A série tem direção do argentino Alejandro Maci (criador da versão argentina de “Em Terapia”) e do colombiano Rodrigo García (“Últimos Dias no Deserto”), que é filho do escritor Gabriel García Márquez. Além disso, tem fotografia de Félix Monti (“O Segredo dos Seus Olhos”, “O Quatrilho”), que é o melhor cinematógrafo da Argentina, e produção a cargo da estrela mexicana Salma Hayek (“Frida”). | UNCOUPLED | NETFLIX Gay assumido, Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) teve poucas chances de interpretar um homossexual na carreira. A série remedia a situação, mostrando-o como um homem que, após 17 anos de relacionamento, é abandonado pelo marido e precisa lidar com a repentina vida de solteiro. Ele logo descobre que isto não é o fim do mundo, mas sofre alguns choques geracionais ao tentar se inserir na agitada vida noturna da cidade de Nova York. Criada por Jeffrey Richman (roteirista-produtor de “Modern Family”) e Darren Star (criador de “Sex and the City” e “Emily in Paris”), a produção combina diálogo espirituoso com drama emocional e também inclui em seu elenco Marcia Gay Harden (“The Morning Show”), Tisha Campbell (“Empire”), Emerson Brooks (“Do Fundo do Mar 3”), Colin Hanlon (“The Good Fight”), Iván Amaro Bullón (“A Maravilhosa Sra. Maisel”) e Jay Santiago (“New Amsterdam”), entre outros. | QUEER AS FOLK | STARZPLAY A produção que retoma o título da série gay clássica estreia no domingo (31/7) em streaming, acompanhando um novo grupo diversificado de amigos da cena LGBTQIAP+ de Nova Orleans, cujas vidas são transformadas após uma tragédia. A estreia registra um massacre promovido por um atirador homofóbico num clube gay, com direito a mortos e feridos. É impactante. Mas apesar dessa densidade, há muitos momentos leves na produção, que destaca personagens adoráveis e carrega muita ressonância cultural. Esta é a segunda vez que o título da série britânica de 1999, criada por Russel T. Davies (também responsável pelo revival de “Doctor Who”), é usado numa adaptação para o público dos Estados Unidos. Um ano após a estreia da atração original, Ron Cowen e Daniel Lipman fizeram uma versão ambientada em Pittsburgh para o canal pago Showtime, que pegou as histórias passadas na Inglaterra e as expandiu ao longo de cinco temporadas, entre 2000 e 2005. O remake acabou se tornando o primeiro drama da TV americana protagonizado por homens gays, o que ajudou a inaugurar uma nova era de programação, abrindo caminho para inúmeras séries LGBTQIA+. A nova versão foi desenvolvida por Stephen Dunn (“Little America”) e reúne um grande elenco, formado por Jesse James Keitel (“Big Sky”), Johnny Sibilly (“Hacks”), Fin Argus (“Agents of SHIELD”), Devin Way (“Grey’s Anatomy”), Ryan O’Connell (“Special”), Lukas Gage (“The White Lotus”), Chris Renfro (“Two Dollar Therapy”), Armand Fields (“Work in Progress”), Megan Stalter (“Hacks”) e os veteranos Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Kim Cattrall (“Sex and the City”) e Ed Begley Jr. (“Young Sheldon”). | MALDITO RAP | HBO MAX A nova criação de Issa Rae (“Insecure”) acompanha duas amigas (Aida Osman e KaMillion) que se reconectam depois de muito tempo e decidem começar um grupo de rap em Miami. Para isso, recebem a ajuda providencial de outra mulher talentosa (Jonica Booth) que aceita dar um rumo aos negócios. Mas enquanto uma quer usar o rap para conscientizar as pessoas e deixar sua marca, a outra está mais disposta a rebolar e ser sensual para vender discos. O impasse rende ótimas discussões sobre o papel das mulheres no rap, sem romper a amizade das duas, especialmente quando a opção é voltar para suas vidas como camareira de hotel e como mãe solteira. Apesar de ser uma obra de ficção, os primeiros episódios evocam a trajetória real do grupo de rap City Girls, que ficou conhecido em 2018 por ter uma integrante presa logo depois do lançamento da primeira música. E não se trata de acaso – as rappers Yung Miami e JT, do duo de Miami, são produtoras da atração. | HIGH SCHOOL MUSICAL: A SÉRIE: O MUSICAL # 3 | DISNEY+ A 3ª temporada leva os personagens para um acampamento de verão ao estilo de “Camp Rock”, onde os Wildcats aceitam o desafio de produzir um musical baseado na animação “Frozen”. Os novos episódios contam com participação especial de Corbin Bleu, que viveu Chad nos filmes originais da franquia, e Jesse Tyler Ferguson (o Mitchell de “Modern Family”) interpretando um amigo da família de Nini (Olivia Rodrigo). Por sinal, a leva de capítulos também marca a despedida de Olivia Rodrigo da série, numa participação bem pequena. | REBELDE # 2 | NETFLIX A 2ª temporada traz um novo diretor musical à Elite Way School, que decide mudar tudo. Em vez de bandas, ele passa a incentivar carreiras individuais. Os grupos são desmanchados para que os alunos lutem entre si para chegar ao estrelato, fazendo com que a amizade dos protagonistas seja colocada em jogo. Para compensar o clima ruim na escola e ensaios tumultuados, há muito romance e beijos. Mas também um assassinato, demonstrando a influência de “Elite” no reboot da antiga novela latina. A série atualiza o universo da produção mexicana homônima de 2004 com a brasileira Giovanna Grigio (“As Five”), o argentino Franco Masini (“Riviera”), o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, como o cantor Sergio Mayer Mori, Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”), Alejandro Puente (“El Club”), Andrea Chaparro (“Não Foi Minha Culpa: México”) e Lizeth Selene (“APPortados”) – que, além de atuar, também cantam músicas originais e releituras de “clássicos” do grupo RBD. As novidades da 2ª temporada incluem Flavio Medina (“Narcos: Mexico”) como o diretor e dois novos alunos: a cantora Alaide e o jovem compositor Saak, parceiro musical de Danna Paola (de “Elite”), que estreiam como atores. | SURFACE | APPLE TV+ Criada por Veronica West (“Alta Fidelidade”), a trama de suspense gira em torno de uma mulher...
Assassinato de Daniella Perez e Turma da Mônica são principais séries da semana
A programação de séries destaca duas atrações brasileiras. Tanto a atração documental sobre o assassinato de Daniella Perez quando a adaptação da Turma da Mônica estreiam em streaming nesta quinta (21/7). Há também uma série de true crime argentina, comédias sobrenaturais sul-coreanas e diferentes produções americanas – a maioria, disponível a partir de sexta. Confira abaixo as 10 melhores novidades entre as séries de streaming, numa seleção de lançamentos para acompanhar nesta semana. | PACTO BRUTAL: O ASSASSINATO DA DANIELLA PEREZ | HBO MAX A série documental de cinco episódios sobre o caso da atriz Daniella Perez, que foi assassinada em 1992, traz depoimentos doloridos da mãe da atriz, a autora Gloria Perez, do marido dela, Raul Gazolla, além de amigos – até Roberto Carlos! – e especialistas que estiveram envolvidos nas investigações. A morte brutal da estrela da Globo foi um dos crimes mais célebres do Brasil e em mais de um sentido, já que os envolvidos eram celebridades conhecidas. Maior estrela da telenovela “De Corpo e Alma”, escrita por sua mãe, Daniella foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. Seu corpo foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de arma branca. Segundo o processo, a motivação do crime foi o fato de Guilherme acreditar que seu papel na novela estava diminuindo por culpa da atriz. “Eu sempre quis contar essa história da forma como ela aconteceu. A Dani estava bem na carreira. A vida parecida uma estrada linda, aberta. A gente só via coisas boas no horizonte. Mas, de repente, tudo isso explodiu. Foi sugado. A verdade é uma só, as versões são muitas”, resume Gloria Perez, cujo relato norteia a narrativa. Ela gravou mais de 20 horas de depoimento para a série documental e, segundo relatos, a equipe de bastidores chorou durante as gravações. Com direção de Tatiana Issa (“Dzi Croquettes”) e Guto Barra (“Yves Saint-Laurent: My Marrakesh”), que também assina o roteiro, o projeto foi idealizado por Issa, que começou a carreira como atriz e era próxima de Daniella. Em 1992, ano do assassinato, ela atuava na novela “Deus nos Acuda” com Gazolla. | TURMA DA MÔNICA: A SÉRIE | GLOBOPLAY Continuação dos filmes da “Turma da Mônica”, a série volta a reunir os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Milena (Emilly Nayara), que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. Só que os personagens não são mais crianças – com Mônica e Magali descobrindo o batom – , mas, segundo Cebolinha, também não viraram ainda adolescentes. Quem vem para atualizar o mundinho deles é Carminha Frufru (Luiza Gattai, que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), uma menina mais ligada nas expectativas da sociedade, que “chega chegando” no bairro do Limoeiro. E junto com ela vem um mistério, com direito à referência de uma cena famosa do terror “Carrie, a Estranha” (1976) – em versão de banho de lama, em vez de sangue. A atração é comandada por Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta ainda com os personagens Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), e Feitoso Araújo, o Capitão Feio, encarnado por Fernando Caruso (“Vai que Cola”). | MARÍA MARTA, O ASSASSINATO NO COUNTRY CLUBE | HBO MAX Atração do filão true crime, a série dramatiza o caso da argentina María Marta García Belsunce, achada morta pelo marido no banheiro de sua casa, num condomínio de luxo de Buenos Aires, em 2002. O que a princípio parecia um acidente doméstico, tornou-se um dos crimes mais emblemáticos da história da Argentina. A investigação já foi narrada na série documental “Quem Matou María Marta?”, lançada em 2020 na Netflix. Já a versão com atores inclui duas personagens que fazem um blog para ajudar o acusado – e o espectador a se situar na trama. Já que, quando todos acham que o crime foi resolvido, surgem novas dúvidas. A série foi desenvolvida por Martín Méndez (“Maradona: Conquista de um Sonho”), dirigida por Daniela Goggi (“A Linha Vermelha do Destino”) e destaca em seu elenco Laura Novoa e Jorge Marrale (ambos de “Papa Francisco, Conquistando Corações”), como María Marta e seu marido, além de Mike Amigorena (“Limbo… Até eu Decidir”), Nicolás Francella (“A Grande Dama de Cinema”), Carlos Belloso (“A Odisseia dos Tontos”), Muriel Santa Ana (“Mamãe Foi Viajar”), Valeria Lois (“Muito Louca”), Guillermo Arengo (“Santa Evita”) e Ana Celentano (“Farol das Orcas”). | ANIMAL KINGDOM 6 | HBO MAX Uma das 10 séries mais assistidas da TV paga americana, a trama chega a sua 6ª e última temporada após perder alguns integrantes importantes de seu elenco nos últimos dois anos. Inspirada no filme “Reino Animal” (2010), de David Michôd, a série acompanhando a rotina de uma família de criminosos, que no começo era comandada pela matriarca Smurf (a veterana Ellen Barkin). Para compensar a saída trágica de cena dos personagens de Barkin e de Scott Speedman, a 4ª temporada ainda acrescentou Emily Deschanel em seu primeiro papel desde o fim de “Bones” (onde viveu a personagem-título por 12 temporadas). Mas ela também não sobreviveu ao conflito intenso da trama criminal, que chega ao fim com a família Cody disputando o legado de Smurf. David Michôd, que escreveu e dirigiu o filme original, participa da produção, mas o projeto é do roteirista Jonathan Lisco (de “Southland”), com supervisão de John Wells (responsável também pelo remake de “Shameless”). | VIRGIN RIVER 4 | NETFLIX O sucesso romântico do streaming, estrelado por Martin Henderson (ex-“Grey’s Anatomy”) e Alexandra Breckenridge (ex-“American Horror Story”), chega a sua 4ª temporada grávido, mas sem a menor pressa de dar à luz. Criada por Sue Tenney (que também criou “A Bruxa do Bem” e escreveu “Sétimo Céu”), a série conta a história de Mel Monroe (Breckenridge), uma jovem que vai trabalhar como parteira e enfermeira na cidade-título do seriado. Em pouco tempo, ela se adapta ao novo lar e se reconcilia consigo mesma, e neste processo encontra o amor com um morador local, Jack (Henderson). Mas como essa novela tem que durar vários capítulos, esse amor é marcado por inevitáveis idas e vindas e uma passagem de tempo muito muito lenta. O casal já enfrentou inúmeras reviravoltas e o terceiro ano terminou com Mel grávida. No entanto, a trama deixou em dúvida quem é o pai da criança, situação que deve causar mais tensão até ser resolvida na nova temporada. Não sem antes apresentar novas complicações, porque a série foi renovada para o quinto ano e precisa continuar prendendo a atenção até o final feliz. | VENDA SUA CASA ASSOMBRADA | NETFLIX O terrir sobrenatural sul-coreano gira em torno de Hong Ji A, uma mulher que herdou de sua mãe a capacidade de realizar exorcismos e a Imobiliária Daebak. Um dia, ela cruza com um vigarista especializado em exorcismos fraudulentos, que lhe faz uma proposta: vender casas assombradas por espíritos vingativos a preços baixos, após uma limpeza espiritual, e assim faturar com o que ninguém lucraria, porque nenhuma outra corretora possui os talentos de Hong Ji A. O elenco destaca Jang Na-ra (“Oh My Baby”) e Jung Yong-hwa (“Golpe de Sorte”). | ALQUIMIA DAS ALMAS | NETFLIX A comédia de fantasia combina drama de época, romance, intrigas políticas, artes marciais e bruxaria. Passada num país fictício da era feudal, acompanha uma feiticeira e guerreira poderosa presa no corpo de uma mulher frágil, que para sobreviver se torna serva de um jovem lorde incompreendido, a quem ensina a lutar. Extremamente bem-sucedida na Coreia do Sul, a produção traz a marca das irmãs Hong, criadoras de vários K-Dramas de romance e fantasia, como “Hotel del Luna”, “A Korean Odyssey” e “Master’s Sun”. O elenco traz Jung So-Min (“Porque Esta é a Minha Primeira Vida”) e Lee Jae-Wook (“Memórias de Alhambra”) nos papéis principais. | TRYING 3 | APPLE TV+ A primeira série britânica da Apple TV+ é uma dramédia sobre adoção. Rafe Spall (“Jurassic World 2: Reino Ameaçado”) e Esther Smith (“Cuckoo”) vivem um casal que não consegue conceber filhos e resolve adotar duas crianças. Mas existem obstáculos que podem ser intransponíveis. Mesmo quando tudo parece tudo resolvido, novas ameaças burocráticas surgem na 3ª temporada. Além de suas interações com a equipe responsável pelo sistema de adoção, os episódios mostram os amigos disfuncionais, família maluca e vidas caóticas do casal. Criada por Andy Wolton (“O Incrível Mundo de Gumball”), “Trying” ainda destaca em seu elenco a atriz Imelda Staunton (da franquia “Harry Potter” e da série “The Crown”) como uma excêntrica assistente social. | JURASSIC WORLD: ACAMPAMENTO JURÁSSICO 5 | NETFLIX A última aventura da série – e até onde se sabe da franquia – derivada de “Jurassic World” acompanha os personagens em sua derradeira tentativa de fuga. Afinal, escapar da Ilha Nublar não foi o fim da aventura, apenas uma mudança de nível, acumulando mais ataques de dinossauros e… robôs! A série iniciou em meio aos acontecimentos do filme “Jurassic World” de 2015 e acompanha um grupo de seis adolescentes que se veem perdidos em meio à fuga dos dinossauros no parque temático. Mas conforme a ação continua, os jovens acabam testemunhando segredos de bastidores e experiências genéticas de uma empresa rival em ilhas vizinhas, lideradas pelo pai de um deles. E tudo se conecta com os filmes, culminando na trama de “Jurassic World: Domínio”. A animação foi desenvolvida por Scott Kreamer (“Kung Fu Panda: Lendas do Dragão Guerreiro”) e Lane Lueras (“Star vs. As Forças do Mal”), e conta com produção de Steven Spielberg e Colin Trevorrow, respectivamente diretores de “Jurassic Park” (1993) e “Jurassic World” (2015). | PRIMAL 2 | HBO MAX A série pré-histórica, altamente estilizada, é a nova criação animada de Genndy Tartakovsky, pai de “O Laboratório de Dexter” e “Samurai Jack”, além de diretor de “Star Wars: Clone Wars” e “Hotel Transilvânia”. Mas, diferente das atrações anteriores, a produção é adulta e inclui muita violência. Os personagens centrais são um Neanderthal e um Tiranossauro (chamados Spear e Fang nos créditos) que lutam para sobreviver contra a fauna e as pessoas perigosas que vivem em seu mundo anacrônico. Embora muito diferentes, eles compartilham uma jornada de “amigos”, após serem unidos pela mesma tragédia – ambos tiveram as famílias mortas por criaturas selvagens. A 2ª temporada chega após a produção vencer cinco prêmios no Emmy, incluindo Melhor Série Animada no ano passado.
Estreias: “Sintonia” e mais séries pra maratonar no fim de semana
A volta de “Sintonia” é o principal destaque da programação da Netflix nesta semana, que também traz produções das franquias “Resident Evil” e “Kung Fu Panda”. Por sinal, a série animada do Panda é uma das atrações recomendadas para as crianças aproveitarem nas férias. Mas os adultos dispõem de mais novidades, a começar por uma produção russa da Globoplay proibidíssima para menores, sobre o mundo das camgirls. Tem também Lucy Hale caçando serial killer na HBO Max e uma seleção de desenhos. Preste atenção: três das quatro séries animadas disponibilizadas não são para as crianças. Confira abaixo as 10 séries mais interessantes da semana, com trailers e mais detalhes. | SINTONIA # 3 | NETFLIX A série brasileira mais vista da Netflix volta a acompanhar os destinos de três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da fé religiosa. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes. Na 3ª temporada, MC Doni (Jottapê) se torna cada vez mais popular, Rita (Bruna Mascarenhas) se engaja na política e Nando (Christian Malheiros), foragido desde o desfecho da temporada passada, vê o cerco fechar a sua volta. A atração é produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, e escrita por Guilherme Quintella (também roteirista de “Insânia”). | RESIDENT EVIL: A SÉRIE # 1 | NETFLIX A primeira série live-action passada no universo dos jogos da Capcom é uma das adaptações mais fieis, apesar de apresentar uma história inédita na franquia, centrada nas filhas do vilão Albert Wesker, personagem do game original de 1996, que manipula os eventos por trás da saga. Mas vale apontar que a produção dividiu opiniões, dando saudades dos filmes estrelados por Milla Jovovich. A trama se desenvolve em duas cronologias paralelas. Uma parte é história de origem e acompanha as irmãs Jade e Billie Wesker aos 14 anos, quando se mudam para New Raccoon City e descobrem que o pai pode estar escondendo segredos sombrios capazes de destruir o mundo. Já a segunda parte se passa em Londres, 15 anos depois, quando o apocalipse de Wesker reduziu a população da Terra a menos de 15 milhões de habitantes – e a mais de 6 bilhões de monstros: pessoas e animais infectados pelo T-vírus. É neste mundo que Jade, agora com 30 anos, luta para sobreviver, enquanto é assombrada por segredos do passado que envolvem a irmã e o pai. Destaque do elenco, Lance Reddick, que integrou as séries “Lost”, “Fringe” e a franquia “John Wick”, é o primeiro ator negro a interpretar Albert Wesker, enquanto Ella Balinska (“As Panteras”) e Tamara Smart (de “Clube do Terror”) vivem as versões adulta e adolescente de Jade. | RAGDOLL # 1 | HBO MAX A nova série de Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”) é um produção britânica de suspense. Muito suspense. Desenvolvida pelo roteirista-produtor Freddy Syborn (“Fluentes no Amor”), a atração gira em torno da investigação do assassinato de seis pessoas, que foram esquartejadas e costuradas na forma de um corpo grotesco – apelidado de “Ragdoll” (boneca de retalhos na tradução). Para complicar, o assassino provoca a polícia enviando uma lista de suas próximas vítimas. E o nome de um dos detetives encarregados do caso, Nathan Rose, é uma delas. Hale interpreta a nova recruta da unidade policial, a detetive Emily Baxter, que vai trabalha no caso com o detetive Nathan Rose (Henry Lloyd-Hughes, o Sherlock de “Os Irregulares de Baker Street”, da Netflix). | HAPPY END # 1 | GLOBOPLAY A série russa é a melhor surpresa da semana. Chegou sem alarde com conteúdo ousadíssimo e totalmente impróprio para menores. A trama acompanha uma jovem que decide viver como camgirl em acordo com seu namorado especialista em TI. Mas suas expectativas logo entram em colisão, conforme o comércio do sexo começa a evoluir e abrir um novo mundo para a garota. Com muita nudez, mas também humor e um enredo envolvente, a série é uma criação do cineasta Evgeniy Sangadzhiev (“Deixando o Afeganistão”) e destaca em seu elenco a corajosa Lena Tronina, já conhecida das produções de streaming por “Montanha da Morte: O Incidente na Passagem Dyatlov” (HBO Max). | UM PASSO DE CADA VEZ | APPLE TV+ A produção infantil acompanha um menino com perna postiça, que após estudar a vida inteira em casa, tem que ir para a escola. Desenvolvida por Matt Fleckenstein, criador de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn” e roteirista de “iCarly”, a série é inspirada no livro de memórias do esquiador paralímpico Josh Sundquist. A trama apresenta Josh (interpretado por Logan Marmino) como uma criança 12 anos de idade, três anos depois de perder a perna para um câncer. | UMA ADVOGADA EXTRAORDINÁRIA # 1 | NETFLIX Já imaginou como seria “The Good Doctor” se a série fosse com advogados? Pois a nova produção sul-coreana da Netflix gira em torno de Woo Young-woo, uma advogada com transtorno do espectro autista (TEA), recém contratada por um grande escritório de advocacia. Ela tem um QI altíssimo de 164, memória excepcional e uma maneira criativa de pensar, mas sofre com baixa inteligência emocional e poucas habilidades sociais. Como resultado, muitos a enxergam como uma pessoa esquisita, gerando alguns entraves em sua vida. O papel da advogada Woo é desempenhado por Park Eun-bin, uma conhecida atriz de doramas que brilhou recentemente na série de época “O Rei de Porcelana” (The King’s Affection), também disponível na Netflix. | SOLAR OPPOSITES # 3 | STAR+ Desenvolvida por Justin Roiland (co-criador de “Rick & Morty”), a atração animada acompanha uma família alienígena que escapou da explosão de seu mundo e vive refugiada nos subúrbios dos EUA, divididos entre achar que a Terra é horrível e impressionante. Enquanto dois deles só veem a poluição, o consumismo grosseiro e a fragilidade humana, os outros dois amam os seres humanos e toda a sua TV, junk food e coisas divertidas. O elenco de vozes destaca o próprio Roiland, Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Mary Mack (dubladora de “Golan the Insatiable”) e Sean Giambrone (“The Goldberg”) como os alienígenas, além de vários astros famosos como coadjuvantes, entre eles Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”), Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”), Amanda Leighton (“This Is Us”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Echo Kellum (“Arrow”) e Jason Mantzoukas (“The Good Place”). A série já está renovada para a 4ª temporada. | BIRDGIRL # 2 | HBO MAX A série animada do Adult Swim chega à 2ª temporada explorando situações cada vez mais surreais. Reciclagem adulta de personagens dos anos 1960 da produtora Hanna-Barbera, a trama acompanha as modernas aventuras empresariais da Birdgirl (ou Garota Pássaro), personagem que era uma simples coadjuvante, introduzida num episódio de 1967 do desenho do “Homem-Pássaro” (Birdman). O visual é o mesmo da época, concebido pelo mestre Alex Toth, que também criou Space Ghost e, claro, o Homem-Pássaro. Quase esquecida, a heroína foi resgatada numa das primeiras paródias do Adult Swim, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman, Attorney at Law), lançada em 2000, que mostrava o Homem-Pássaro como advogado. “Birdgirl” é um spin-off daquela série, que acompanha Judy Ken Sebben, a Birdgirl, após assumir o controle da empresa de seu falecido pai. Só que o trabalho de CEO se transforma numa luta contra o mal. Isto porque a empresa que ela assume tem uma agenda maligna, obtendo seu lucro de desmatamento de florestas, envenenamento de populações e de altas tarifas de hospitais infantis. Diante do problema, Birdgirl resolve juntar um novo grupo de super-heróis para enfrentar sua mais importante missão: acabar com tudo o que a torna rica. A série foi desenvolvida por Erik Ritcher e Michael Ouweleen, criadores de “Harvey, o Advogado”, e destaca um trabalho brilhante de Paget Brewster (a Emily Prentiss de “Criminal Minds”) como a voz da heroína. | FARZAR # 1 | NETFLIX A nova série animada adulta de ficção científica não poupa violência, robôs, alienígenas bizarros, piadas sexuais, genitália, escatologia e um mundo em guerra, onde o grande herói é na verdade um aproveitador interessado no poder. Na trama, após libertar o planeta Farzar do malvado alienígena Bazarack, o egoísta guerreiro Renzo casou-se com a rainha idosa daquele mundo para se tornar o novo Czar. Anos depois, quando o planeta fica novamente sob ataque de alienígenas devoradores de gente, seu filho ingênuo e menos brilhante, Príncipe Fichael, acredita que deve seguir a tradição e liderar a resistência. Só que ao liderar uma equipe contra a invasão, Fichael começa a descobrir que nem tudo é o que parece e ele pode estar vivendo uma mentira. “Farzar” é uma criação da dupla Roger Black e Waco O’Guin, criadores das divertidamente infames “Brickleberry” e “Paradise PD” (esta também lançada na Netflix). | KUNG FU PANDA: O CAVALEIRO DRAGÃO # 1 | NETFLIX A primeira série baseada na franquia de cinema traz o comediante Jack Black (“Jumanji: Próxima Fase”) de volta ao papel-título, após dublar o panda Po em três filmes e também em curtas. O último trabalho do ator na animação tinha sido em 2016, no longa “Kung Fu Panda 3”. A trama é uma nova aventura com personagens inéditos. Para evitar que um misterioso par de doninhas roube uma coleção de quatro armas poderosas, que podem destruir o mundo, Po se alia a uma ursa britânica (dublada em inglês pela cantora Rita Ora) e embarca em uma jornada ao redor do mundo atrás de redenção e justiça.
Estreias: “Stranger Things” é a série mais esperada da semana
Todas as atenções desta sexta (1/7) estão voltadas para o final de “Stranger Things”. Como acaba a temporada, quem morre, quantas vezes vai tocar Kate Bush? Os fãs estão ansiosos pelas respostas a estas e outras perguntas, prontos para maratonar as quatro horas derradeiras da atração na Netflix, antes de ver o que mais está disponível nesta semana. E há ótimas opções, como a nova temporada de “Only Murders on the Building”, maior sucesso da Star+, e a estreia de “A Lista Terminal”, thriller de ação estrelado por Chris Pratt. Sem esquecer que não estamos listando “The Boys”, mas a série segue arrepiando semanalmente na Amazon. Confira abaixo 9 sugestões para assistir depois da 1ª e absoluta de todas neste fim de semana. | STRANGER THINGS # 4/2 | NETFLIX Depois de quebrar recordes e virar a maior audiência entre todas as séries em inglês da Netflix, “Stranger Things” retorna para os instantes finais de sua temporada, jogando muita expectativa sobre o aguardado confronto entre Onze (ou Eleven, em inglês) e Vecna. Será a luta da super-heroína contra o monstro, como a própria Onze (Millie Bobby Brown) sugeriu no começo da história. Com Kate Bush de volta à trilha sonora, os episódios finais reunirão os jovens protagonistas e conduzirão a um novo mergulho no Mundo Invertido. Mas os detalhes são propositalmente vagos. Entre as descrições adiantadas, o cineasta Shawn Levy (“O Projeto Adam”), produtor e diretor da série, definiu o desfecho como um “soco bem no coração”, enquanto o ator Joseph Quinn, intérprete de Eddie Munson, soltou a palavra “carnificina” e os irmãos Duffer, criadores da atração, confirmaram uma “contagem de corpos” – deixando os fãs preocupados com o destino de seus personagens favoritos, numa temporada que deu uma guinada forte rumo ao terror. Embora restem só mais dois capítulos para completar a história, eles terão tamanho de filmes. O 8º capítulo se estende por cerca de 1 hora e 25 minutos, enquanto o 9º e derradeiro tem quase 2 horas e meia de duração. São, portanto, quase quatro horas de muita tensão. | ONLY MURDERS ON THE BUILDING # 2 | STAR+ A série de comédia traz Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais, que resolvem criar um podcast ao se depararem em seu prédio com um mistério igual aos que amam assistir – o que, por azar, também os transforma nos principais suspeitos do crime. A trama continua na 2ª temporada, quando os três se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, ao mesmo tempo em que surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. Para completar, a trama ainda passa a contar com novas e variadas participações especiais, incluindo a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a atração é a primeira série da carreira do veterano comediante de e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place” – encerrada em 2012 no Disney Channel. | ATLANTA # 3 | STAR+ A premiada criação de Donald Glover retorna após um hiato de quatro anos com uma significativa mudança de locação, passando a acompanhar as confusões de seus personagens pela Europa. A trama gira em torno de Earn (Donald Glover) e seu primo Paper Boy (Brian Tyree Henry), um rapper em ascensão, enquanto navegam pelo mundo da música. Nos novos episódios, eles vão embarcar numa turnê pela Europa, junto dos amigos Darius (Lakeith Stanfield) e Van (Zazie Beetz), tentando se ajustar ao sucesso inesperado. Curiosamente, a vida real espelha o sucesso da ficção, já que o elenco se tornou bastante popular após a estreia em 2016. Desde então, Danny Glover tornou-se ocupadíssimo com filmes, músicas e outros projetos, enquanto Brian Tyree Henry fez “Brinquedo Assassino” e “Corra!”, Zazie Beetz apareceu em “Deadpool 2” e “Coringa”, e Lakeith Stanfield até foi indicado ao Oscar em 2021 por “Judas e o Messias Negro”. A temporada é a penúltima da série. Glover decidiu encerrar seu acordo geral com o canal pago FX para firmar um novo contrato milionário com a Amazon. Por conta disso, as duas temporadas finais foram gravadas simultaneamente, visando dar um encerramento adequado à produção e facilitar a vida dos fãs, que não precisarão esperar anos pelos capítulos finais. | A LISTA TERMINAL # 1 | AMAZON PRIME VIDEO A produção que marca a volta de Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) ao universo das séries – sete anos após o fim de “Parks and Recreation” e o começo de sua bem-sucedida carreira cinematográfica – é um thriller à moda antiga, em que um homem armado faz justiça contra o sistema. Só que seus seis episódios renderiam um filme mediano de duas horas, com a vantagem de eliminar o excesso patriótico e a ideologia embutida de extrema direita. “A Lista Terminal” é baseado no livro de mesmo nome de Jack Carr, foi desenvolvida como série por David DiGilio (criador de “Traveler”) e conta com direção do cineasta Antoine Fuqua, que já trabalhou com Pratt em “Sete Homens e um Destino” (2016). Na trama, o ator vive James Reece, um Navy SEAL que volta para casa após uma missão traumática – seu pelotão caiu numa emboscada inimiga e todos, menos ele, foram assassinados. Conforme tenta se readaptar à vida normal, ele percebe que suas memórias sobre o incidente são conflituosas e começa a buscar evidências de uma suposta conspiração do governo que possa estar tentando incriminá-lo pelo massacre. Logo, seu objetivo se transforma em vingança. O elenco “de cinema” também destaca Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como a esposa de Reece, Taylor Kitsch (“John Carter”) como um ex-SEAL, melhor amigo e aliado do protagonista, Constance Wu (“As Golpistas”) como uma correspondente de guerra sem medo de riscos e o australiano Jai Courtney (o Bumerangue do Esquadrão Suicida) como principal antagonista, além de Jeanne Tripplehorn (“Criminal Minds”), JD Pardo (“Mayans MC”), LaMonica Garrett (“1883”), Stephen Bishop (“Run the World”), Sean Gunn (“Guardiões da Galáxia”) e Patrick Schwarzenegger (“Sol da Meia-Noite”), que é cunhado de Pratt. | THE WALKING DEAD: WORLD BEYOND # 2 | AMAZON PRIME VIDEO A 2ª e derradeira temporada da série derivada de “The Walking Dead” acelera a ação e apresenta a maior ameaça já vista neste universo compartilhado: a Milícia da República Cívica, capaz de destruir comunidades fortificadas ao se fingir de aliada, enquanto busca a cura para a epidemia zumbi. A trama se conecta com a série principal ao revelar o retorno de Jadis (Pollyanna McIntosh), vista pela última vez levando Rick (Andrew Lincoln) de helicóptero para paradeiro desconhecido. Embora os episódios tragam mais perguntas que respostas, a história tem consequências importantes e abre o universo dos zumbis para novas tramas. Além disso, seus personagens devem reaparecer em outras séries da franquia. O elenco destaca Alexa Mansour (“Amizade Desfeita 2: Dark Web”), Aliyah Royale (de “The Red Line”), Nicolas Cantu (visto em “The Good Place”), Hal Cumpston (que estrelou e escreveu o drama indie australiano “Bilched”), Annet Mahendru (a Nina de “The Americans”), o galã Nico Tortorella (da série “Younger”) e a veterana Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”) como líder da Milícia da República Cívica (CRM, na sigla em inglês). | EL REFUGIO # 1 | STARZPLAY Série de ficção-científica chilena com astros mexicanos e produção do premiado cineasta Pablo Larraín (“Spencer”), “El Refugio” valoriza seu pequeno orçamento com uma abordagem de suspense psicológico. Quando fenômenos inexplicáveis começam a acontecer, uma família isolada numa fazenda passa a ficar cada vez mais convencida que está atravessando um evento apocalíptico. A causa, porém, é apresentada em tom de mistério como nos filmes de M. Night Shyamalan. Criada por Julio Rojas (do podcast “Paciente 63”) e Enrique Videla (“La Jauría”), a série destaca Alberto Guerra (“Narcos: México”), Ana Claudia Talancón (“O Crime do Padre Amaro”), Zuria Vega (“A Vingança das Juanas”), Alfredo Castro (“O Clube”) e Diego Escalona (“A Sorte de Loli”), entre outros. | AS CRÔNICAS DE CUCU # 1 | HBO MAX A série de comédia familiar conta a história de imigrantes da República Dominicana que tentam se estabelecer em Miami nos anos 1980, acompanhando o novo emprego do pai, um executivo em ascensão de uma companhia aérea que atende a Flórida e o Caribe. Tudo é narrado pela filha caçula como um flashback de sua infância, ao estilo de produções da TV aberta como “Anos Incríveis”, “Fresh Off the Boat”, “Todo Mundo Odeia o Chris” e “Os Goldbergs”. Mas se a premissa é conhecida, a produção compensa a falta de inovação com personagens envolventes, especialmente as filhas, que descobrem o intrincado mundo das tribos escolares – onde todos se parecem com Madonna, inclusive os meninos – ao se mudarem para os EUA. Criada por Claudia Forestieri (roteirista de “Selena: A Série”), a produção tem um título bem melhor em inglês: “Gordita Chronicles”, que merecia uma tradução mais próxima. O elenco destaca Juan Javier Cardenas (o Dante de “The Walking Dead”) e Diana Maria Riva (“Disque Amiga para Matar”) como os pais, Savannah Nicole Ruiz (“Gentefied”) como a irmã e a estreante Olivia Gonçalves como a Cucu/Gordita do título. | QUEENS # 1 | STAR+ A produção musical “Queens” pode ser considerada um contraponto dramático e afro-americano para “Girls5eva”, mas enquanto a comédia das cantoras brancas foi renovada, o drama das artistas negras durou uma única temporada. A produção gira em torno de quatro ex-integrantes de um grupo vocal feminino que teve curta carreira após estourar nos anos 1990. Convidadas a se apresentarem juntas novamente num grande evento, elas decidem retomar a parceria, mesmo que suas vidas estejam em momentos completamente diferentes. Como curiosidade, pelos menos duas das integrantes realmente fizeram sucesso musical na década de 1990, a rapper Eve e a cantora Brandy (agora, Brandy Norwood). O resto do quarteto inclui Naturi Naughton (da série “Power”) e Nadine Velazquez (“My Name Is Earl”), e o elenco ainda destaca Pepi Sonuga (“Famous in Love”) como uma jovem cantora em ascensão. “Queens” foi criada por Zahir McGhee (roteirista de “Scandal”) e teve seu piloto dirigido pelo cineasta Tim Story (“Tom & Jerry: O Filme”). | GUARDIÕES DA MANSÃO DO TERROR # 1 | NETFLIX Espécie de “Scooby-Doo queer”, a série animada é baseada nos quadrinhos “DeadEndia”, de Hamish Steele, e gira em torno de dois funcionários adolescentes de uma casa assombrada de parque temático, que pode ser um portal para o inferno. Acompanhados por seu cachorro falante, eles enfrentam zumbis, bruxas, apresentadores de game show e outras ameaças. Apesar da premissa familiar, o conteúdo inova por sua abertura à inclusão. Voltada para crianças, a série é o primeiro programa infantil americano a trazer um menino transexual como personagem principal. E com um detalhe: ele não pode perder seu emprego no parque mal-assombrado porque fugiu de casa, após a falta de apoio da família para sua transição. | BAYMAX! # 1 | DISNEY+ A série derivada do longa animado “Operação Big Hero” (vencedor do Oscar em 2015) deixa de lado os super-heróis adolescentes do filme original para se concentrar no dia-a-dia do robô Baymax, trabalhando como um prestativo assistente pessoal nas ruas de San Fransokyo. São apenas seis episódios e bem curtos (10 minutos cada), em que Baymax abandona seu jovem dono Hiro, após ouvir gemidos de dor distantes, para buscar pessoas necessitadas e ajudá-las com seus machucados.




