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  • Filme

    Sean Penn está filmando documentário sobre jornalista assassinado na embaixada saudita da Turquia

    5 de dezembro de 2018 /

    O ator Sean Penn está filmando um documentário sobre o jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado há dois meses no consulado da Arábia Saudita na Turquia. Ele viajou para Istambul, onde foi flagrado pela mídia turca registrando imagens diante da porta do consulado, onde o repórter, crítico do governo saudita e colaborador do jornal Washington Post, foi morto em 2 de outubro. Vídeos do ator conversando com um cinegrafista no local podem ser vistos abaixo. O assassinato de Khashoggi causou uma onda de indignação mundial e manchou a imagem da Arábia Saudita. O príncipe herdeiro Mohamed ben Salman nega qualquer envolvimento no crime. Mas investigações da CIA teriam confirmado que ele foi o mandante. Nesta quarta-feira, o procurador-geral da Turquia pediu a detenção de duas pessoas próximas a Mohamed ben Salman, suspeitas de participação no assassinato de Jamal Khashoggi. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan solicitou diversas vezes, em vão, a extradição dos suspeitos detidos pela Arábia Saudita, que insiste que o julgamento deve acontecer em seu território. No mês passado, o procurador-geral saudita anunciou acusações contra 11 pessoas e pediu a pena de morte para cinco réus.

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  • Música

    Mini-documentário de Camila Cabello revela drama da participação de Anitta em seu show em São Paulo

    30 de novembro de 2018 /

    A cantora Camila Cabello publicou em seu canal no YouTube um mini-documentário sobre os bastidores de seu show em São Paulo, que aconteceu em outubro, com grande destaque para a participação de Anitta. O vídeo já abre com Camila dançando “Vai Malandra” pelo chamado “Beco do Batman” na Vila Madalena – aparentemente, único “ponto turístico” da capital paulistana, conforme atestam as assessorias preguiçosas de gravadoras e estúdios. E segue, com câmera selfie na mão, registrando com muito bom humor detalhes que, na verdade, foram momentos de tensão. Camila conta que a parceria com Anitta quase não aconteceu, devido ao atraso no voo que a trazia do Rio – onde Anitta fez um show no mesmo dia – e o trânsito paulistano. “Eu tinha de ter algum brasileiro no meu show e não pensei duas vezes: Anitta. Eu convidei bem cedo, dois ou três meses antes. Foi ótimo, até a gente notar que talvez ela não chegasse. Seu avião atrasou e ela quase não chegou ao show”, explicou a cantora. Como Anitta não participou da passagem do som nem de um ensaio que poderiam improvisar nos camarins, ela gravou um vídeo mostrando a coreografia do show e enviou por celular para a brasileira. As duas só se viram no palco. E deu certo. O show, primeiro solo de Camila no país, foi um sucesso e a cantora saiu amando ainda mais o Brasil. Com oito minutos de duração, o vídeo dirigido por Rahul Bhatt (filho do veterano cineasta indiano Mahesh Bhatt) revela outras curiosidades, ao apresentar Camila bem à vontade. A principal: a simpatia da cantora cubana. A ex-Fith Harmony não tem nada de diva. E por isso consegue se divertir mesmo sob estresse, encontrando soluções criativas para superar as crises, como o atraso de Anitta, sem perder o humor. Ela brinca o tempo todo, a ponto de zoar a si mesma. Vantagens de ter apenas 21 anos. Por outro lado, é bem bizarra sua confissão sobre o detalhe que ela considera mais importante para fazer um bom show: depilação! Veja abaixo.

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  • Filme

    Suspense As Viúvas salva a programação de cinema da semana

    29 de novembro de 2018 /

    Os cinemas exibem três ótimas estreias nesta quinta (29/11). Mas é bem mais fácil ser convencido a pagar para ver um filme ruim, considerando a distribuição ostensiva e o investimento em marketing das outras opções, candidatas à “consagração” entre as piores obras do ano. No plural. Melhor lançamento hollywoodiano da semana, “As Viúvas” (Widows) é o primeiro thriller do britânico Steve McQueen, diretor do filme vencedor do Oscar “12 Anos de Escravidão”, que combina elementos dramáticos e suspense tenso com trama de filmes de assalto e gângsteres. Mas o que realmente impressiona é o elenco grandioso, encabeçado por Viola Davis, vencedora do Oscar por “Um Limite entre Nós” (Fences). O longa é uma adaptação da série britânica “As Damas de Ouro” (Widows), criada por Lynda La Plante (série “Prime Suspect”) em 1983, sobre viúvas de ladrões que resolvem seguir os passos dos seus maridos, realizando um assalto que eles não conseguiram fazer. A adaptação foi transposta para os Estados Unidos e escrita pela romancista Gillian Flynn, autora do best-seller “Garota Exemplar”, resultando em 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes, uma das maiores notas para um thriller em 2018. Além de Viola Davis, as viúvas incluem Michelle Rodriguez (franquia “Velozes e Furiosos”), Elizabeth Debicki (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”) e a estrela da Broadway Cynthia Erivo em seu primeiro grande papel cinematográfico. Mas o elenco ainda inclui Liam Neeson (“Perseguição Implacável”), Colin Farrell (“O Estranho que Nós Amamos”), Robert Duvall (“O Juiz”), Daniel Kaluuya (“Corra!”), Jacki Weaver (“Artista do Desastre”), Brian Tyree Henry (série “Atlanta”), Jon Bernthal (série “O Justiceiro”), Manuel Garcia-Rulfo (“Sete Homens e um Destino”), Garret Dillahunt (série “Fear the Walking Dead”) e Carrie Coon (série “The Leftovers”). Surpresa entre as habituais comédias bobas americanas, “De Repente uma Família” (Instant Family) também é muito melhor que sua premissa sugere, ao trazer Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) e Rose Byrne (“Vizinhos”) como pais adotivos de três crianças crescidas. A obra é uma combinação de doçura e trapalhadas que visam divertir, derreter corações e inspirar, e se baseia na vida do diretor e roteirista Sean Anders (também de “Pai em Dose Dupla”), que adotou três crianças com sua esposa e resolveu usar a experiência como base para a história. Na trama, o casal formado pelos protagonistas se muda para uma casa grande e percebe a falta de crianças em suas vidas. Ao visitarem um lar público de menores abandonados, eles conhecem Lizzy (Isabela Moner, de “Transformers: O Último Cavaleiro”), uma adolescente que lhes impressiona pela atitude. Mas quando decidem adotá-la, descobrem que ela vem “agregada” com dois irmãos pequenos. As adaptações não são fáceis, geram crises de ambos os lados, mas no final compensam, já que, com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes, tem uma das melhores notas de comédia americana do ano. Por fim, “Utøya – 22 de Julho”, vencedor do prêmio de Melhor Fotografia no European Awards (o Oscar Europeu), é uma porrada disponível para poucos. Com lançamento limitado, o filme do norueguês Erik Poppe não está em exibição na maioria as cidades. Mas é uma experiência inesquecível, que reflete, com uma estética quase documental, de câmera na mão, o desespero de 500 adolescentes no acampamento de verão da ilha norueguesa de Utøya, em 2011, quando um terrorista de extrema direita começou a lhes matar. Baseado em fatos verídicos, o filme cria imagens poderosas que refletem o mundo atual como poucas obras, escancarando a realidade criada pelo extremismo, a xenofobia, o ódio político, a intolerância e a facilidade que existe para se adquirir armas para atos violentos. O resto é por sua conta e risco. Cheque os trailers e sinopses abaixo. As Viúvas | EUA | Thriller Um assalto frustrado faz com que Harry Rawlins (Liam Neeson) e sua gangue sejam mortos pela polícia e o dinheiro que roubaram destruído pelas chamas. Isto faz com que a viúva de Harry, Veronica (Viola Davis), seja cobrada para que a quantia roubada seja devolvida. Pressionada, ela encontra um caderno de anotações de Harry que prevê em detalhes aquele que seria seu próximo golpe. Veronica então decide realizar o roubo, tendo a ajuda das demais viúvas dos mortos no assalto frustrado. De Repente uma Família | EUA | Comédia O jovem casal Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) decide adotar uma criança, e resolve participar de encontros com jovens sem lar. O casal se apaixona pela pré-adolescente Lizzie (Isabela Moner), uma garota de temperamento forte, e decide adotá-la. Mas Lizzie tem dois irmãos menores, que se mudam com ela. Logo, Pete e Ellie se veem com três crianças barulhentas e indisciplinadas, que mudam as suas vidas por completo. Utøya – 22 de Julho | Noruega | Suspense No pior dia da história norueguesa moderna, Kaja (Andrea Berntzen) se diverte com sua irmã mais nova Emilie (Elli Rhiannon Müller Osbourne) 12 minutos antes do atentado no acampamento de verão na ilha Utøya. Foi o segundo ataque terrorista de Anders Behring Breivik em menos de duas horas, totalizando 77 mortes. Kaja representa o pânico, medo e desespero dos 500 jovens de Utøya enquanto busca sua irmã na floresta. Robin Hood: A Origem | EUA | Aventura A origem da famosa lenda sobre o ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres. Robin Hood (Taron Egerton) volta das Cruzadas e surpreende-se ao encontrar a Floresta Sherwood repleta de corrupção e maldade. Unindo-se a um bando de foras da lei, ele próprio resolve acertar as coisas. Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro | Brasil | Comédia Um grupo de três youtubers que se dizem especialistas em seres sobrenaturais decidem conquistar o reconhecimento do público de uma vez por todas. Para isso, eles traçam um plano para capturar um ser conhecido por todos. Trata-se do espírito de uma mulher de cabelos claros que morreu de modo desconhecido e que assombra os banheiros das escolas de todo o país: a loura do banheiro. Cadáver | EUA | Terror Megan Reed (Shay Mitchell) é uma policial reformada que tem lutado contra os vícios. Ela está prestando serviços comunitários em um hospital, como um pagamento para o tratamento que a deixou sóbria. Entretanto, a história se torna macabra depois que um cadáver misterioso é encontrado no local. Um Homem Comum | Sérvia, EUA | Suspense Um conhecido criminoso de guerra (Ben Kingsley) passa sua vida fugindo das autoridades internacionais. Quando ele é deslocado para um novo esconderijo, começa a se relacionar com sua empregada Tanja (Hera Hilmar), e descobre que ela é, na verdade, uma agente contratada para protegê-lo. À medida em que a busca por ele é intensificada, o General percebe que ela é a única pessoa em quem pode confiar. A Excêntrica Família de Gaspard | França | Comédia Ao receber um convite inesperado para o casamento do pai, Gaspard decide viajar até o zoológico administrado por sua família, depois de anos afastado. Ele pede para Laura, uma jovem exuberante, acompanhá-lo no evento, como se fosse sua namorada. Mas o que promete ser uma reunião familiar conturbada para Gaspard é, na realidade, uma oportunidade única de reviver os momentos incríveis de sua infância, ao lado dos animais que o viram crescer

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  • Música,  Série

    Ariana Grande vai estrelar série documental no YouTube. Veja o trailer

    28 de novembro de 2018 /

    O YouTube Premium divulgou o trailer de uma série documental sobre a cantora Ariana Grande. Intitulada “Dangerous Woman Diaries”, a série vai acompanhar os bastidores da turnê do disco “Dangerous Woman” e as gravações do novo álbum, “Sweetener”, além de mostrar cenas da One Love Manchester, apresentação beneficente que ajudou vítimas do ataque terrorista ocorrido durante um show da cantora em Manchester, no Reino Unido. Entretanto, a série não deve se aprofundar na intimidade da cantora. As câmeras foram proibidas de invadir sua vida pessoal, que frequentou a mídia este ano graças ao seu noivado com o comediante Pete Davidson , e à morte do ex-namorado Mac Miller. Em compensação, a atração inclui performances ao vivo de sucessos como “Focus”, “Into You”, “Touch It”, “Side to Side”, “One Last Time” e “Dangerous Woman”. Com direção de Alfredo Flores, que assinou vários dos videoclipes da estrela, a série terá quatro episódios e já estreia nesta quinta-feira (29/11). O YouTube Premium disponibilizará os próximos capítulos semanalmente, sempre às quintas.

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  • Filme

    Green Book e Nasce uma Estrela são consagrados na primeira premiação de melhores do ano da crítica americana

    28 de novembro de 2018 /

    A National Board of Review deu a largada na temporada de premiações por parte da crítica americana. A mais antiga associação de críticos, cinéfilos e acadêmicos dos Estados Unidos, que em 1930 inaugurou o hoje tradicional costume de criar listas de melhores do ano, divulgou sua seleção de melhores do ano de 2018. E “Green Book”, que ganhou o subtítulo “O Guia” para o lançamento no Brasil, venceu como Melhor Filme e Ator (Viggo Mortensen), após conquistar o Festival de Toronto em setembro. O drama de época dirigido por Peter Farrelly também foi premiado nos festivais de Boston, Denver, Austin, Nova Orleans, Filadélfia, Saint Louis, Virginia e muitos outros nos Estados Unidos, mostrando força para encarar a concorrência em sua jornada rumo ao Oscar. Mas houve surpresas. Os críticos adoraram “Nasce uma Estrela”, a ponto de considerar Bradley Cooper o Melhor Diretor, Sam Elliott o Melhor Ator Coadjuvante e Lady Gaga a Melhor Atriz do ano. Com três vitórias, foi o filme mais premiado desta edição do NBR. “Se a Rua Beale Falasse”, novo drama de Barry Jenkins (o diretor de “Moonlight”), também se saiu bem, conquistando prêmios de Melhor Roteiro Adaptado (para o próprio Jenkins) e Atriz Coadjuvante (Regina King). Já a neozelandesa Thomasin McKenzie, de apenas 17 anos, foi considerada a intérprete revelação do ano por seu desempenho em “Não Deixe Rastros”, dirigido por Debra Granik – que lançou ao estrelato outra jovem, chamada Jennifer Lawrence, em seu filme anterior “Inverno da Alma” (2010). Esta é a segunda premiação importante da temporada, após os Gotham Awards. E as duas premiações só tiveram dois resultados em comum. Repetindo suas consagrações no prêmio do cinema independente, o veterano Paul Shrader (roteirista de “Taxi Driver”) foi reconhecido pelo Roteiro Original de “First Reformed”, assim como o novato Bo Burnham na categoria de Melhor Diretor Estreante por “Oitava Série”. De resto, “Os Incríveis 2” foi a Melhor Animação, o documentário da juiza Ruth Bader Ginsburg, “RBG”, conquistou sua categoria, o polonês “Guerra Fria” foi votado o Melhor Filme Estrangeiro e os atores asiáticos-americanos de “Podres de Ricos” levaram o prêmio politicamente correto de Melhor Elenco. Confira abaixo a lista completa dos melhores do ano do National Board of Review Melhor Filme “Green Book: O Guia” Melhor Diretor Bradley Cooper (“Nasce Uma Estrela”) Melhor Ator Viggo Mortensen (“Green Book: O Guia”) Melhor Atriz Lady Gaga (“Nasce Uma Estrela”) Melhor Ator Coadjuvante Sam Elliott (“Nasce Uma Estrela”) Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Roteiro Original Paul Schrader (“First Reformed”) Melhor Roteiro Adaptado Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”) Atriz Revelação Thomasin McKenzie (“Não Deixe Rastros”) Melhor Estreia na Direção Bo Burnham (“Oitava Série”) Melhor Filme Estrangeiro “Guerra Fria” (Polônia) Melhor Animação “Os Incríveis 2” Melhor Documentário “RBG” Melhor Elenco “Podres de Ricos”

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  • Filme

    Estreias da semana destacam Infiltrado na Klan e dramas brasileiros

    22 de novembro de 2018 /

    O novo filme de Spike Lee é a principal estreia internacional da programação de cinema, que ainda destaca três lançamentos nacionais entre os 11 títulos distribuídos nesta quinta (22/11). “Infiltrado na Klan” chega no Brasil mais de três meses após seu lançamento nos Estados Unidos, onde o filme já está disponível em Bluray. O longa venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2018 e tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas também gerou polêmica, ao ser acusado de inventar fatos para retratar a policia americana de uma forma mais positiva. Filmado com os maneirismos que costumam marcar as obras de Spike Lee, embaralha momentos dramáticos com comédia e atropela desenvolvimento de personagens para contar uma história inacreditável, ainda que supostamente verídica. Passado nos anos 1970, acompanha Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”), o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs, que decidiu combater o preconceito indo direto na fonte, passando a ligar para os chefes da Ku Klux Klan como se fosse um branco racista. Entretanto, para se infiltrar na organização, ele teve que contar com a ajuda de um policial branco, já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. Mas precisava ser o “policial certo”: um judeu (vivido por Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”) com motivos para odiar neonazistas. A dupla consegue penetrar na perigosa organização e a principal sacada do filme é demonstrar como o discurso de extrema direita é persuasivo e similar aos slogans adotados por Donald Trump, como “America first” (que significa colocar os interesses dos Estados Unidos acima dos demais países). Por sinal, o melhor do filme não foi dirigido por Lee. São imagens documentais dos confrontos recentes entre supremacistas brancos e grupos antirracistas em Charlottesville, acompanhadas pelo discurso de Trump sobre a existência de “algumas boas pessoas” entre os racistas. Uma paulada, que encerra o longa de forma atordoante. As três ficções brasileiras que integram as indicações da semana são bem diferentes entre si. O drama “A Voz do Silêncio” rendeu a André Ristum (“O Outro Lado do Paraíso”) o prêmio de Melhor Direção no Festival de Gramado 2018 e é de uma tristeza só, acompanhando desgraças em diversas histórias entrelaçadas na cidade de São Paulo. O elenco destaca Marieta Severo (“A Grande Família”). “Sequestro Relâmpago” traz Marina Ruy Barbosa (novela “Deus Salve o Rei”) sofrendo o crime do título. Dois ladrões a abordam com o objetivo de obrigá-la a sacar dinheiro num caixa eletrônico. Mas como a ação ocorre após às 22h, horário que impede grandes saques, os criminosos resolvem ficar com a vítima até o amanhecer para pegar uma quantia maior. Sidney Santiago Kuanza (série “A Vida Secreta dos Casais”) e Daniel Rocha (novela “A Lei do Amor”) vivem os bandidos e o filme ainda conta com participações especiais do rapper Projota (“Carcereiros”) e da cantora Linn da Quebrada (“Corpo Elétrico”). Roteiro e direção são da premiada cineasta Tata Amaral (“Hoje”), que busca embutir crítica social, humor, drama e suspense na trama – acarretando em tropeço no ritmo, queda em clichês e perda de tensão. Já “O Segredo de Davi” é que o personagem do título é um serial killer. E o elemento mais forte do terror nacional é o olhar penetrante de Nicolas Prattes (de “Malhação” e “O Tempo Não Para”), acima da média em sua estreia em tela grande, como um estudante de cinema que gosta de gravar assassinatos e publicar os vídeos na deep web. Escrito e dirigido pelo também estreante Diego Freitas, equilibra roteiro imperfeito com um padrão de qualidade técnica internacional, deixando dúvidas se é promissor ou apenas genérico, ao ecoar detalhes de várias produções do gênero – de “Morte ao Vivo” (1996), de Alejandro Amenábar, à série “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”. Os demais lançamentos não valem o preço da pipoca, entre eles o filme de maior distribuição da semana, o terror “Parque do Inferno”, que aposta no revival dos serial killers mascarados, após o sucesso do novo “Halloween”. É de dar medo no pior sentido: velhos filmes ruins desse subgênero, que teve seu auge nos anos 1980, são muito melhores que este. A lista inclui outro rescaldo da era dos VHS: “Refém do Jogo”, espécie de versão futebolística de “Morte Súbita” (1995), em que Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) tem seu dia de Jean-Claude Van Damme. Completam a programação mais cinco filmes, três deles documentários, com distribuição e apelos mais limitados. Cheque os trailers e sinopses abaixo. Infiltrado na Klan | EUA | Policial Em 1978, Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas, e quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou um dos líderes da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas. A Voz do Silêncio | Brasil | Drama O passar dos anos é impiedoso para todos. No filme, sete personagens aparentemente comuns conduzem suas vidas buscando, cada um, aquilo que acredita lhe trazer satisfação pessoal. Mas, mesmo com vidas distintas e distantes, eles se aproximam pela maneira como orientam suas existências com base em preocupações mundanas. Sequestro Relâmpago | Brasil | Drama Matheus (Sidney Santiago) e Japonês (Daniel Rocha) são dois jovens que não são amigos, mas que se juntam para realizar uma série de sequestros na noite de São Paulo. A primeira vítima é Isabel (Marina Ruy Barbosa), uma jovem de 21 anos que está saindo de um bar. Os três estão nervosos. Quando encontram o primeiro caixa eletrônico às 22h, ele está quebrado. Os dois percebem que não conseguirão usar outro caixa-eletrônico antes da manhã do dia seguinte. Mantendo Isabel refém, eles dirigem de um lado pro outro pela noite, decidindo o que fazer com ela. O Segredo de Davi | Brasil | Terror O tímido estudante de cinema Davi (Nicolas Prattes) esconde um passado sombrio. Ele acaba se transformando num serial killer que fica famoso por filmar as vítimas e colocar na internet. À medida que as mortes acontecem, o seu segredo fica ainda mais ameaçado. Parque do Inferno | EUA | Terror Durante a noite de Halloween, um grupo de amigos começa a ser perseguido por um assassino mascarado em um parque de diversões temático. O mais terrível é que todas as atrocidades cometidas pelo criminoso são praticadas na frente do público alienado presente no local. Eles acreditam que tudo faz parte do “show”, ignorando os pedidos de socorro dos jovens. Refém do Jogo | EUA | Ação Durante a final de um grande evento esportivo, um grupo de bandidos sequestra um estádio lotado e mantém as pessoas oprimidas por meio da violência. É quando um homem, que durante anos serviu ao serviço militar, usará seus recursos com a ajuda de alguns militantes para salvar a todos. Po | EUA | Drama Patrick (Julian Feder), mais conhecido como Po, é uma criança com traços de autismo que sofre com o recente falecimento da mãe. Esta situação faz com que ele constantemente mergulhe em um mundo imaginário, onde é apenas um garoto sem preocupações rodeado por amigos. Quem tenta ajudá-lo a superar este momento é seu pai, David (Christopher Gorham), que precisa se dividir entre a criação do filho e o trabalho, extremamente exigente. O Colar de Coralina | Brasil | Drama A menina Aninha, futura poeta e doceira, é uma criança considerada feia, frágil, desajeitada e oprimida por praticamente todos que a cercam. Ela encontra no jogo da amarelinha um meio de superar os próprios limites e, na imaginação, uma fuga do meio opressivo em que vive. Sua infância, marcada pela rejeição, é relembrada na vida adulta por sua ligação afetiva e trágica com o prato azul-pombinho, último de uma coleção de noventa e duas peças, pertencente à sua bisavó Antônia. Excelentíssimos | Brasil | Documentário Retrato da democracia brasileira em um momento frágil de polarização política no Congresso Nacional, acompanhada durante quatro meses por uma equipe de filmagem. Processos que permitem cerca de 600 pessoas influenciar nas decisões do país, legisladores corruptos que se transformam em delatores, uma presidente que defende seu mandato com um pedaço de papel e falcões que traçam sua subida ao poder enquanto multidões cantam e protestam. O Fantástico Patinho Feio | Brasil | Documentário Nos anos 1960, quatro jovens de Brasília decidiram construir um carro para competir na segunda maior corrida do país, os 500 km de Brasília. Pilotando contra outros 33 veículos, a maioria de grandes marcas internacionais, eles largaram em último lugar mas conseguiram terminar a corrida na segunda posição. SLAM: Voz de Levante | Brasil | Documentário Documentário sobre uma atividade cada vez mais comum no país nos últimos anos: as Poetry Slams. Essas batalhas de poesia performáticas atraem ouvintes de diferentes realidades sociais e vivências. A produção ainda viaja para os Estados Unidos, local onde o Slam nasceu e depois se expandiu rapidamente para o mundo todo.

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  • Filme,  Música

    Documentário “perdido” de Aretha Franklin filmado por Sydney Pollack há 46 anos ganha primeiro trailer

    21 de novembro de 2018 /

    O falecimento de Aretha Franklin em agosto passado continua inspirando uma série de homenagens e projetos. E entre as produções, surge agora o primeiro trailer de um documentário inédito, mas lendário. “Amazing Grace” foi filmado em 1972 pelo famoso cineasta Sydney Pollack (1934–2008), responsável por clássicos de Hollywood como “A Noite dos Desesperados” (1969), “Mais Forte que a Vingança” (1972), “Três Dias do Condor” (1975), “Tootsie” (1982), “Entre Dois Amores” (1985) e muitos outros. O filme registra a célebre gravação do disco homônimo, que se tornou o maior campeão de vendas da história da música gospel. Pollack levou uma equipe de filmagens para registrar o show da cantora na Igreja Batista New Missionary, em Los Angeles, flagrando o fervor do público diante de uma Aretha divina, no auge de seu talento, aos 29 anos de idade. É o mesmo show que virou o disco “Amazing Grace”. Mas o filme não refletiu o êxito do lançamento musical, ficando no limbo por 46 anos, a ponto de ser considerado “perdido”, arquivado em lugar desconhecido, devido a uma série de problemas legais e técnicos. Redescoberto, teve sua primeira exibição pública na semana passada, durante o Festival AFI, em Los Angeles, e a reação de pública e crítica foi arrebatadora. A produção agora terá lançamento limitado, a partir da próxima sexta (23/11) na Califórnia, para se qualificar e buscar um indicação ao Oscar. Caso consiga, seria a oitava e primeira póstuma de Pollack, que venceu os Oscars de Melhor Filme e Melhor Direção por “Entre Dois Amores”.

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  • Filme

    Drama brasileiro Sócrates é indicado ao Spirit Awards, o “Oscar” do cinema indie americano

    16 de novembro de 2018 /

    O Spirit Awards, principal prêmio do cinema independente americano, considerado o Oscar indie, divulgou sua lista de indicações aos troféus de melhores do ano. E o drama brasileiro “Sócrates”, longa de estreia do diretor Alex Moratto, apareceu listado em três categorias. O destaque ficou para o jovem ator Christian Malheiros, que apesar de ser estreante concorre com Joaquin Phoenix (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”), Ethan Hawke (“First Reformed”), John Cho (“Buscando”) e Daveed Diggs (“Ponto Cego”) ao troféu de Melhor Ator. “Sócrates” também foi indicado na categoria de Diretor Revelação e no prêmio especial John Cassavetes, dedicado a produções com orçamento inferior a US$ 500 mil. Focado num jovem negro homossexual de 15 anos, morador da periferia de Santos, que precisa sobreviver sozinho após a morte da mãe, “Sócrates” foi rodado por apenas US$ 20 mil, mas impressionou a crítica norte-americana ao passar por festivais como Los Angeles e Montreal, e acabou premiado no Rio, Mostra de São Paulo, Woodstock (EUA) e Thessaloniki (Grécia). “É um filme muito pessoal para mim. Escrevi o roteiro após a morte da minha mãe. Foi algo muito importante para mim, algo que precisei expressar muito”, afirmou Moratto em entrevista durante a Mostra de São Paulo. Como se sabe, infelizmente “Socrates” não poderá aproveitar esse impulso para tentar o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O Ministério da Cultura deixou a Academia Brasileira de Cinema indicar “O Grande Circo Místico” como candidato do país ao Oscar da categoria. Nem vem ao caso, mas nunca é demais lembrar que “O Grande Circo Místico”, do veterano Cacá Diegues, teve recepção oposta ao do filme do estreante Moratto, destruído pela crítica norte-americana e premiado em… lugar algum. Os filmes com mais indicações ao Spirit foram “We the Animals”, “Oitava Série”, “First Reformed” e “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”, com quatro cada um. A lista também inclui o terror “Hereditário”, o drama “Se a Rua Beale Falasse”, que é o novo filme do diretor Barry Jenkins (de “Moonlight”), e até “O Conto”, exibido na TV pela HBO. E já traz um resultado: o remake de “Suspiria”, de Luca Guadagnino, será homenageado com o troféu Robert Altman, dedicado ao melhor conjunto de elenco e diretor do ano. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 23 de fevereiro, na praia de Santa Monica, na Califórnia, um dia antes da apresentação dos vencedores do Oscar. Confira abaixo a lista de indicados nas principais categorias do Spirit Awards. Melhor Filme “Oitava Série” “First Reformed” “Se a Rua Beale Falasse” “Não Deixe Rastros” “Você Nunca Esteve Realmente Aqui” Melhor Filme de Estreia “Hereditário” “Sorry to Bother You” “O Conto” “We the Animals” “Vida Selvagem” Melhor Diretor Debra Granik (“Não Deixe Rastros”) Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”) Tamara Jenkins (“Mais uma Chance”) Lynne Ramsay (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Paul Schrader (“First Reformed”) Melhor Roteiro Richard Glatzer, Rebecca Lenkiewicz e Wash Westmoreland (“Colette”) Nicole Holofcener e Jeff Whitty (“Poderia me Perdoar?”) Tamara Jenkins (“Mais uma Chance”) Boots Riley (“Sorry to Bother You”) Paul Schrader (“First Reformed”) Melhor Atriz Glenn Close (“A Esposa”) Toni Collette (“Hereditário) Elsie Fisher (“Oitava Série”) Regina Hall (“Support the Girls”) Helena Howard (“Madeline’s Madeline”) Carey Mulligan (“Vida Selvagem”) Melhor Ator Joaquin Phoenix (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Christian Malheiros (“Sócrates”) Ethan Hawke (“First Reformed”) John Cho (“Buscando…”) Daveed Diggs (“Ponto cego”) Diretor Revelação Alex Moratto (“Sócrates”) Ioana Uricaru (“Lemonade”) Jeremiah Zagar (“We the Animals”) Roteirista Revelação Bo Burnham (“Oitava Série”) Christina Choe (“Nancy”) Cory Finley (“Puro-Sangue”) Jennifer Fox (“O Conto”) Quinn Shephard & Laurie Shephard (“Blame”) Melhor Fotografia Ashley Connor (“Madeline’s Madeline”) Diego Garcia (“Wildlife”) Benjamin Loeb (“Mandy”) Sayombhu Mukdeeprom (“Suspiria”) Zak Mulligan (“We the Animals”) Melhor Edição Joe Bini (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Keiko Deguchi, Brian A. Kates e Jeremiah Zagar (“We the Animals”) Luke Dunkley, Nick Fenton, Chris Gill e Julian Hart (“American Animals”) Anne Fabini, Alex Hall e Gary Levy (“O Conto”) Nick Houy (“Mid90s Melhor Filme Internacional “Em Chamas” (Coreia do Sul) “A Favorita” (Reino Unido) “Feliz como Lázaro” (Itália) “Roma” (México) “Assunto de Família” (Japão) Melhor Documentário “Hale County This Morning, This Evening” “Minding the Gap” “Of Fathers and Sons” “On Her Shoulders” “Shirkers” “Won’t You Be My Neighbor?” Prêmio John Cassavetes (melhor filme com orçamento inferior a US$ 500 mil) “A Bread Factory” “En el Séptimo Día” “Never Goin’ Back” “Sócrates” “Thunder Road” Prêmio Robert Altman (melhor conjunto de elenco e diretor) “Suspiria” Prêmio Mais Verdade que a Ficção Alexandria Bombach (“On Her Shoulders”) Bing Liu (“Minding the Gap”) RaMell Ross (“Hale County This Morning, This Evening”) Prêmio Piaget de Produção Jonathan Duffy e Kelly Williams Gabrielle Nadig Shrihari Sathe Prêmio Bonnie Debra Granik Tamara Jenkins Karyn Kusama

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  • Filme

    Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald e candidatos ao Oscar de Filme Estrangeiro chegam aos cinemas

    15 de novembro de 2018 /

    “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é a maior estreia da semana, que ainda destaca dois candidatos à indicações no Oscar 2019 na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira: o brasileiro “O Grande Circo Místico” e o sul-coreano “Em Chamas”. A lista também traz dramas premiados, como “Sueño Florianópolis”, consagrado no Festival de Karlovy Vary, e “Rota Selvagem”, indicado ao BIFA e premiado no Festival de Veneza. São 15 estreias ao todo, a maioria em circuito limitado. A nova fantasia criada por J.K. Rowling, autora de “Harry Potter”, também estreia neste fim de semana nos Estados Unidos. E não está sendo bem-recebida pela crítica americana, ao registrar a nota mais baixa de todos os filmes do universo de Harry Potter, com média de 54% de aprovação no Rotten Tomatoes – medíocre. Anteriormente, o filme pior avaliado dos bruxos de Hogwarts era “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, com 74% em 2016. O que diferencia os dois longas da nova saga, além da ausência de Harry Potter e a participação de novos personagens, são os roteiros escritos por J.K. Rowling, a escritora que criou Harry Potter na literatura. Os filmes do bruxinho foram todos adaptados por roteiristas profissionais, e embora fãs lamentassem cortes de diversas passagens, tinham um ritmo bastante ágil. Já “Os Crimes de Grindelwald” é repleto de cenas descartáveis com personagens secundários, que não levam a lugar algum em termos narrativos. Os detalhismos que os fãs adoravam nos livros travam a história no cinema. E para frustrar ainda mais as expectativas, a aventura é interrompida num cliffhanger, prevendo continuar no próximo capítulo. Nisto, lembra quadrinhos. De fato, há mais personagens em cena que nos gibis dos X-Men. E, sim, o maior crime de Grindelwald é plagiar Magneto. Igualmente derivativo, “O Grande Circo Místico” não é, nem de longe, o melhor filme brasileiro do ano. Mas foi o escolhido pela Academia Brasileira de Cinema (ABC) para representar o país na disputa por uma vaga no Oscar. Exibido apenas fora de competição em festivais, foi destruído pela crítica internacional, que o considerou ultrapassado, em especial no tratamento das personagens femininas. Isto deve ter sido entendido como elogio pelo comitê da ABC que viu em seu aspecto antiquado um apelo nostálgico. Primeiro longa dirigido por Cacá Diegues em 12 anos – desde “O Maior Amor do Mundo” (2006) – , conta os feitos e desventuras dos membros de uma companhia circense ao longo de um século, com inspiração no espetáculo musical dos anos 1980 e no disco homônimo de Chico Buarque e Edu Lobo. Só com menos empolgação que “O Rei do Show”. Sem tanta pretensão, “Sueño Florianópolis” é uma comédia de férias que venceu o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio da Crítica do Festival de Karlovy Vary, na República Checa, principal evento cinematográfico do Leste Europeu e um dos mais importantes do antigo continente – atrás dos tradicionais festivais de Cannes, Veneza e Berlim. Filmado em Santa Catarina, com atores brasileiros e direção da argentina Ana Katz (de “Minha Amiga do Parque”), seu humor irreverente questiona convenções sociais sobre família. A trama acompanha um casal argentino em crise que, na década de 1990, viaja com seus filhos adolescentes até Florianópolis de férias. O casal é vivido por Gustavo Garzón (“O Cidadão Ilustre”) e Mercedes Morán (“Neruda”), mas o elenco também destaca Marco Ricca (“Chatô, o Rei do Brasil”) e Andréa Beltrão (“Sob Pressão”). Mais sensível da lista, “A Rota Selvagem”, do diretor inglês Andrew Haigh (“45 Anos”), tem 90% de aprovação no Rotten Tomatoes e apresenta uma história emotiva sem clichês de melodrama, que evidencia o talento precoce de Charlie Plummer (de “Todo o Dinheiro do Mundo”), premiado por seu desempenho no Festival de Veneza. Ele vive um adolescente pobre que arranja trabalho cuidando de um velho cavalo de corridas, com quem desenvolve uma ligação especial. O dono do cavalo e sua jóquei acabam se tornando sua família adotiva. Mas tudo muda quando o menino descobre que o animal será sacrificado. Ele joga o emprego para cima para fugir com o amigo, mudando o rumo do filme para um emocionante road movie de fuga. Concorre a quatro prêmios no BIFA, a premiação do cinema indie britânico. Para completar os principais destaques, “Em Chamas”, candidato da Coreia do Sul ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, venceu o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Dirigido por Lee Chang-dong (do ótimo “Poesia”) e com participação do ator Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”), subverte expectativas como um estudo de personagens que complica um triângulo amoroso com um jogo de verdades e mentiras. Entre a vasta lista de estreias, ainda vale conferir o russo “Verão”, de Kirill Serebrennikov (“O Estudante”). Filmado em belíssimo preto e branco, recria a cena roqueira russa dos anos 1980, centrando sua trama em dois roqueiros do período, que viveram um triângulo romântico. O mais jovem, Viktor Tsoi, virou figura cultuadíssima ao fundar a banda Kino, a mais importante do rock soviético. A banda ganhou projeção internacional ao aparecer no filme “Assa” (1987) e acabou três anos depois, quando Viktor morreu num acidente de carro. Além destes, o drama indie americano “O Quebra-Cabeças” traz uma história de empoderamento e despertar feminino que, embora repita o tema de “O Despertar de Rita” (1983), continua atual. 82% no Rotten Tomatoes. Tem mais. Confira abaixo as sinopses e veja os trailers para conhecer todas as estreias da semana, inclusive as menos cotadas. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald | EUA | Fantasia Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre magos sangue puro e seres não-mágicos. O Grande Circo Místico | Brasil | Drama Em meio ao universo de uma tradicional família austríaca, que é dona do Grande Circo Knieps, nasceu um improvável romance entre um aristocrata e uma acrobata. Este é o retrato dos 100 anos de existência do Grande Circo e das cinco gerações do clã à frente do espetáculo e suas histórias fantásticas. Sueño Florianópolis | Brasil | Comédia No verão de 1990 o casal Lucrecia (Mercedes Morán) e Pedro (Gustavo Garzón) tem 22 anos de casamento e estão prestes a se divorciar. Porém, antes de tomar essa decisão, eles resolvem viajar com seus dois filhos adolescentes de Buenos Aires para Florianópolis em um velho carro sem ar condicionado. A Rota Selvagem | EUA | Drama Charley (Charlie Plummer) é um menino de 15 anos que vive com o pai solteiro em Portland, Oregon. Na procura pela tia desaparecida há muitos anos, Charley consegue um emprego de verão como treinador de cavalos e acaba fazendo amizade com um cavalo de corrida chamado Lean on Pete. Em Chamas | Coreia do Sul | Suspense Durante um dia normal de trabalho como entregador, Jong-soo (Yoo Ah-In) reencontra Hae-mi (Jeon Jong-seo), uma antiga amiga que vivia no mesmo bairro que ele. A jovem está com uma viagem marcada para o exterior e pede para Jong-soo cuidar de seu gato de estimação enquanto está longe. Hae-mi volta para casa na companhia de Ben (Steven Yeun), um jovem misterioso que conheceu na África. No entanto, o forasteiro tem um hobby peculiar, que está prestes a ser revelado aos amigos. Verão | Rússia | Drama No verão de 1981, o rock underground chegava na Rússia Soviética, mais precisamente em Leningrado, onde hoje localiza-se a cidade de São Petersburgo. Sob a influência de artistas internacionais, como Led Zeppelin e David Bowie, o rock vibrava na cidade, marcando o nascimento de uma nova geração de artistas independentes. O jovem Viktor Tsoi (Teo Yoo) ganhou fama internacional e tornou-se o primeiro grande representante russo do gênero. Além da música, ele também ficou conhecido pelas polêmicas relacionadas a sua vida pessoal, como o triângulo amoroso que viveu junto com o seu mentor musical, Mike, e a esposa dele, Natasha. O Quebra-Cabeça | EUA | Drama Agnes (Kelly Macdonald) é uma mãe suburbana na casa dos 40 anos que tem todo o seu tempo consumido e dedicado ao cuidado dos homens da sua família. Quando ela descobre o dom de montar quebra-cabeças, seu mundo muda completamente e, escondida dos parentes, ela passa a se preparar para uma competição fazendo dupla com um excêntrico especialista no assunto (Irrfan Khan). Tudo Acaba em Festa | Brasil | Comédia Vlad (Marcos Veras) é um dos funcionários do setor de Recursos Humanos de sua empresa. Com o fim do ano se aproximando, ele se torna o responsável por organizar a “festa da firma”, uma festa de fim de ano para levantar o moral do quadro de funcionários, abalado profundamente por causa de uma sequência de demissões. Determinado a provar seu valor para sua ex-namorada, ele aceita o desafio. Tudo começa bem, mas as coisas acabam saindo do controle de Vlad, que terá que fazer o possível e o impossível para resolver todos os problemas e fazer a festa dar certo. Um Segredo em Paris | França | Comédia Uma mulher de 27 anos sonha com um futuro como escritora, mas é atormentada pela dúvida e pela incerteza. Ela se muda para Paris onde algo mágico acontece e acaba se conectando com um misantropo de 76 anos, que dirige uma livraria. Porém, quando um segredo do homem é revelado, a relação deles pode se tornar algo muito distinto. Entrevista com Deus | EUA | Drama Paul (Brenton Thwaites) é um jornalista ambicioso em busca de sucesso profissional através de alguma grande matéria. Depois de uma extensa procura, ele topa de frente com um homem que pode lhe dar a melhor entrevista de vida: ele diz ser Deus e promete responder a qualquer pergunta de Paul em uma conversa única. Torre – Um Dia Brilhante | Polônia | Suspense Mula (Anna Krotoska) mora com seu marido, sua mãe enferma e filha Nina (Laila Hennessy) em uma casa de campo. No final de semana antes da Primeira Comunhão da menina, sua família vem visitar, com sua irmã mais nova, Kaja (Małgorzata Szczerbowska), que desapareceu de repente há 6 anos. Kaja é a mãe biológica da Nina e Mula teme que ela possa querer levar a filha embora. Porém, há um motivo totalmente distinto pelo qual Kaja veio para casa em primeiro lugar. Carvana | Documentário | Brasil Os 60 anos de carreira do inconfundível Hugo Carvana narrados por ele mesmo. A história do jovem estudante de teatro, que iniciou sua carreia no cinema através de pequenos papéis nas icônicas chanchadas e se consagrou como ator no Cinema Novo, é contada através de imagens raras disponibilizadas por artistas como Lulu de Barros e Glauber Rocha. Filme Paisagem – Um Olhar Sobre Roberto Burle Marx | Documentário | Brasil Os 60 anos de carreira do inconfundível Hugo Carvana narrados por ele mesmo. A história do jovem estudante de teatro, que iniciou sua carreia no cinema através de pequenos papéis nas icônicas chanchadas e se consagrou como ator no Cinema Novo, é contada através de imagens raras disponibilizadas por artistas como Lulu de Barros e Glauber Rocha. Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos | Documentário | Brasil Uma investigação afetiva sobre a obra, a trajetória e o impacto da Super Oara – ou Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos -, uma verdadeira big band sertaneja que marcou os bailes de Pernambuco e que ainda se apresenta nos dias de hoje em datas comemorativas. BTS – Burn the Stage: The Movie | Documentário | Coreia do Sul Depoimentos e entrevistas exclusivas revelam a longa trajetória da banda sul-coreana BTS, um dos maiores sucessos atuais do K-pop que conseguiu se consolidar como um expoente do gênero na cultura mainstream. Através desses materiais adquirimos uma perspectiva íntima do grupo durante a turnê Wings. Os sonhos, as...

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    Semana concorrida tem O Grinch, Chacrinha, Millennium e Operação Overlord nos cinemas

    8 de novembro de 2018 /

    A programação cinematográfica desta quinta (7/11) está concorridíssima. São quatro estreias com muita divulgação, que disputam espaço num mercado saturado. Três delas chegam aos cinemas brasileiros um dia antes dos Estados Unidos. A quarta é um grande título nacional. E cada uma atrapalha a distribuição da outra. Como resultado, nenhuma tem aquela estreia de blockbuster, em mais de mil telas. O que chega em mais salas tem pouco mais da metade desse alcance. Os demais dividem-se em 200 salas cada. O lançamento mais amplo é “O Grinch”, nova animação sobre a criatura que odeia o Natal. O personagem, que conta com dublagem original do inglês Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”), ganhou a entonação baiana de Lázaro Ramos no Brasil. Mais identificado com produções adultas, o ator faz sua primeira dublagem de desenho internacional e finalmente poderá mostrar um de seus filmes para os filhos. O desenho inspirado na criação de Dr. Seuss tem uma abordagem de “malvado favorito”, explorando o mau-humor e maldades cotidianas do personagem-título, que na verdade tem um bom coração, apesar de querer acabar com o Natal. Por sinal, a nova versão foi escrita pela dupla de “Meu Malvado Favorito”, Ken Daurio e Cinco Paul, que chegam a sua terceira adaptação de personagens de Dr. Seuss – após as animações “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” (2012) e “Horton e o Mundo Dos Quem!” (2008). A crítica norte-americana achou melhor que o filme estrelado por Jim Carrey em 2000 – 63% de aprovação no Rotten Tomatoes. Já o melhor passatempo, disparado, é “Operação Overlord”. Trata-se de um terror dos bons, com 90% no Rotten Tomatoes e elogios rasgados. Com roteiro de Billy Ray (“Jogos Vorazes”) e Mark L. Smith (“O Regresso”), e direção de Julius Avery (“Sangue Jovem”), o filme acompanha um grupo de soldados americanos durante a 2ª Guerra Mundial, que, ao invadir uma vila francesa ocupada por nazistas, depara-se com uma experiência de cientista louco: a transformação de soldados em mutantes deformados para lutar na guerra. A história sugere um filme B despretensioso e até é reminiscente de “O Exército das Trevas” (Frankenstein’s Army, 2013), mas o orçamento generoso e a direção que enfatiza o suspense e a tensão fazem toda a diferença. A produção é de J.J. Abrams (“Super 8”, “Star Wars: O Despertar da Força”), o Spielberg da atual geração. O terceiro título top americano é “Millennium: A Garota na Teia de Aranha”. Repleto de cenas de ação, com explosões, tiroteios e perseguições motorizadas, o filme é um reboot acelerado da franquia “Millennium”, que, entretanto, não atinge o mesmo patamar de prestígio de “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres” (2011), dirigido por David Fincher e indicado a cinco Oscars. Teve só 54% de aprovação. A trama leva em conta o filme anterior, mas não é uma continuação direta e ainda por cima troca todo o elenco. Difícil imaginar, mas Claire Foy, a intérprete da Rainha Elizabeth II na série “The Crown”, é quem vive a hacker punk bissexual justiceira Lisbeth Salander, papel interpretado por Rooney Mara no filme anterior. E convence, ao menos fisicamente. Também é grande a transformação do jornalista Mikael Blomkvist, coprotagonista da franquia literária. O papel que foi de Daniel Craig se tornou difícil de identificar, após sofrer rejuvenescimento pela escalação do sueco Sverrir Gudnason (“Borg vs. McEnroe”). Mas o principal problema da produção é outro. Como se sabe, o escritor sueco Stieg Larsson escreveu três livros de suspense centrados na parceria entre Blomkvist e Salander, publicados após sua morte em 2005. Mas a trilogia fez tanto sucesso que seus herdeiros decidiram estender a franquia, convidando outros autores a criar histórias com os personagens. “A Garota na Teia de Aranha”, escrito por David Lagercrantz, é o quarto livro. A trilogia original chegou a ser inteiramente filmada na Suécia, lançando ao estrelato mundial seus intérpretes, os suecos Michael Nyqvist e Noomi Rapace. Foi este sucesso que inspirou a Sony a produzir a primeira versão hollywoodiana, mas, apesar de premiado e elogiado pela crítica, o remake de 2011 teve fraco desempenho internacional, porque, obviamente, o mencionado sucesso dos filmes originais já era indicação de que o público-alvo tinha visto as adaptações suecas no cinema e o remake era só uma reprise. “A Garota na Teia de Aranha” era o único dos livros da franquia que nunca foi filmado. E como também virou best-seller, reviveu o interesse da Sony nos personagens. Assim, o estúdio decidiu pular “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”, continuações imediadas da trama adaptada no filme de Fincher, para evitar investir em novo remake. O responsável pela adaptação foram os roteiristas Steven Knight (“Aliados”) e Jay Basu (“Monstros 2: Continente Sombrio”), e a direção ficou a cargo do cineasta uruguaio Fede Alvarez (“O Homem nas Trevas”). Fechando as maiores distribuições, o principal lançamento nacional é “Chacrinha: O Velho Guerreiro”, cinebiografia do famoso apresentador da TV brasileira, que se divide entre o início da carreira de Abelardo Barbosa, quando é interpretado pelo comediante Eduardo Sterblitch, e o final, na pele de Stepan Nercessian. A parte agitada é encarnada por Nercessian, e traz o Velho Guerreiro mergulhado em polêmicas, enquanto é criticado por ser mulherengo, intransigente e surtado. Há cenas de piti, a briga com Boni (diretor da Globo) que levou à sua demissão e a crise no casamento por conta de seu caso com a cantora Clara Nunes – o que por muitos anos foi tratado como fofoca. Logicamente, este não é o fim, pois cinebiografias só terminam quando o personagem do título dá a volta por cima. No caso de Chacrinha, foi uma volta à TV. Além do filme, Nercessian também desempenhou o papel do apresentador nos palcos, em “Chacrinha, o Musical”, e num especial televisivo exibido pela rede Globo em setembro passado, em comemoração ao centenário de Abelardo Barbosa. E, por coincidência ou não, os dois intérpretes do personagem ainda trabalharam juntos nos filmes de “Os Penetras”, que foram dirigidos por Andrucha Waddington, responsável pela cinebiografia atual. Outro lançamento nacional tem destaque na programação. “Todas as Canções de Amor” marca a estreia na ficção da produtora e documentarista Joana Mariani (“A Imagem da Tolerância”) e segue a experiência recente de “Paraíso Perdido”, de usar músicas para contar sua história. Até compartilha um dos atores principais, Júlio Andrade, que volta a demonstrar seus talentos vocais na nova trama – e novamente acompanhado por cantores “de verdade”, desta vez Gilberto Gil. A trama reflete o relacionamento de dois casais que habitaram o mesmo apartamento em tempos distintos, tendo como ligação uma fita K7 com o nome do filme. Ela foi gravada pela personagem de Luiza Mariani (“Um Homem Só”) para o personagem de Júlio Andrade, mas não narra o romance quente do casal e sim o final do relacionamento, com hits famosos como “Baby” (interpretado por Gal Costa), “Codinome Beija-Flor” (Cazuza) e “Você Não Soube Me Amar” (Blitz). As canções evocam uma época em que não havia playlists e as fitas K7 eram o formato possível para se gravar uma coletânea para a pessoa amada. Esta fita sentimental acaba sendo descoberta, anos depois, por um novo casal formado por Marina Ruy Barbosa (novela “Deus Salve o Rei”) e Bruno Gagliasso (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”). Eles se mudam para o antigo apartamento do primeiro par e, assim que passam a tocar as músicas, também começam a refletir seu relacionamento. A cantora Maria Gadú assina a direção musical. Não acabou, mas o restante só chega onde existe “circuito de arte”. Todos têm qualidade, inclusive o terceiro drama brasileiro da programação, “Homem Livre”, primeiro longa de Alvaro Furloni, que envereda pelo suspense psicológico ao acompanhar a paranoia de um ex-presidiário famoso convertido em evangélico (Armando Babaioff, de “Prova de Coragem”). As demais obras de ficção são títulos de prestígio, vencedores de prêmios importantes. Mais intenso da lista, o suspense do italiano “A Garota da Neblina” premiou Donato Carrisi com o David Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Diretor Estreante. Cheio de reviravoltas, acompanha a investigação do desaparecimento de uma adolescente numa comunidade rural pelo sempre excelente Toni Servillo (“A Grande Beleza”). O francês “A Prece” rendeu o prêmio de Melhor Ator a Anthony Bajon (“Rodin”) no Festival de Berlim. Ele vive um jovem viciado que entra num programa religioso para dependentes químicos, indo viver numa montanha onde só é permitido trabalhar e rezar. Mas acaba conhecendo uma garota. A obra tem o realismo de um documentário e direção de Cédric Kahn (“Vida Selvagem”). O mexicano “Museu” reencena um crime célebre e em vários pontos lembra o brasileiro “O Roubo da Taça”, mas não é uma comédia. A trama mostra como dois universitários roubaram tesouros históricos inestimáveis do Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México em 1985. Mas se o assalto foi surpreendentemente fácil, livrar-se das obras provou-se impossível. Gael Garcia Bernal (“Neruda”) é um dos assaltantes do filme de Alonso Ruizpalacios (“Güeros”), que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Berlim. Completam a programação três documentários, com maior destaque para um filme sobre a história do São Paulo Futebol Clube. Abaixo estão as sinopses oficiais e os trailers de todas as estreias da semana. O Grinch | EUA | Animação O Grinch é um ser verde que não suporta o Natal e, todo ano, precisa aturar que os habitantes da cidade vizinha de Quemlândia comemorem a data. Decidido a acabar com a festa, ele resolve invadir os lares dos vizinhos e roubar tudo o que está relacionado ao Natal. Operação Overlord | EUA | Terror Uma tropa de paraquedistas americanos é lançada atrás das linhas inimigas para uma missão crucial na 2ª Guerra Mundial. Mas, quando se aproximam do alvo, percebem que não é só uma simples operação militar e tem mais coisas acontecendo no lugar, que está ocupado por nazistas. Millennium: A Garota na Teia de Aranha | EUA | Suspense Estocolmo, Suécia. Graças às matérias escritas por Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason) para a revista Millennium, Lisbeth Salander (Claire Foy) ficou conhecida como uma espécie de anti-heroína, que ataca homens que agridem mulheres. Apesar da fama repentina, ela se mantém distante da mídia em geral e levando uma vida às escondidas. Um dia, Lisbeth é contratada por Balder (Stephen Merchant) para recuperar um programa de computador chamado Firefall, que dá ao usuário acesso a um imenso arsenal bélico. Balder criou o programa para o governo dos Estados Unidos, mas agora deseja deletá-lo por considerá-lo perigoso demais. Lisbeth aceita a tarefa e consegue roubá-lo da Agência de Segurança Nacional, mas não esperava que um outro grupo, os Aranhas, também estivesse interessado nele. Chacrinha – O Velho Guerreiro | Brasil | Drama A história de José Abelardo Barbosa (Stepan Nercessian) é narrada desde a época de sua juventude, quando fazia faculdade de medicina e larga tudo para se aventurar como locutor em uma rádio. Depois de então, o filme acompanha a transformação de sua vida e a crianção seu alter ego, Chacrinha, o velho guerreiro. Todas as Canções de Amor | Brasil | Drama Chico (Bruno Gagliasso) e Ana (Marina Ruy Barbosa) se mudam para um novo apartamento em São Paulo. Enquanto arrumam as coisas, ela acha um fita K7 e decide escutar. Trata-se de uma mixtape que Clarisse (Luiza Mariani) fez 20 anos antes para seu marido, Daniel (Julio Andrade). Os dois casais, apesar de distanciados pelo tempo, têm muito em comum. Homem Livre | Brasil | Drama Hélio Lotte já foi rodeado de fama e dinheiro, e esteve por muito tempo no centro dos holofotes. Hoje, livre da cadeia após anos preso por um crime brutal, o ex-ídolo do rock só tem uma intenção: ser esquecido. O que ele não imagina é que, ao se abrigar em uma pequena igreja evangélica, partes do seu passado voltarão à tona trazendo mais um acontecimento ruim. A Garota na Névoa | Itália | Suspense Em uma aldeia alpina no norte da Itália, o Detetive Vogel (Toni Servillo) é chamado para investigar o misterioso caso do desaparecimento de Anna Lou, uma menina de 15 anos de...

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    Série documental da Anitta na Netflix ganha primeiro trailer

    1 de novembro de 2018 /

    A Netflix divulgou o trailer do documentário “Vai Anitta”, que mostra os bastidores agitados do último ano da vida da cantora, quando ela passou de artista mais conhecida do funk brasileiro para estrela pop internacional. A prévia mostra gravações de clipes, shows, camarins e apuros, desde o esgotamento e as dores físicas causadas pela agenda lotada, com direito à injeções para aliviar o sofrimento que afetou seu rebolado, mas também situações engraçadas, como a súbita vontade de fazer xixi no meio da floresta amazônica. O documentário representa mais uma investida de Anitta em outros formatos de entretenimento. Este ano, ela também estreou “Anitta Entrou no Grupo”, seu novo programa no canal Multishow, após comandar o “Música Boa Ao Vivo”, e a recente série animada “Clube da Anittinha”, no canal infantil Gloob. “Vai Anitta” estreia em duas semanas (16/11) em streaming

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    Documentário Las Sandinistas! vence a Mostra de São Paulo 2018

    1 de novembro de 2018 /

    O documentário “Las Sandinistas!”, da americana Jenny Murray, ganhou o Troféu Bandeira Paulista 2018 na 42ª Mostra Internacional de São Paulo, encerrada na noite de quarta (31/11). Retrato de mulheres que lutaram na Revolução Sandinista, na Nicarágua, em 1979, o filme também ganhou o Prêmio do Público na categoria de Melhor Documentário. O Prêmio de Público na categoria ficção internacional ficou com “Cafarnaum”, de Nadine Labaki, sobre um garoto libanês de 12 anos que processa os pais abusivos por lhe darem vida. O júri internacional da Competição Novos Diretores ainda concedeu menção honrosa ao longa brasileiro “Sócrates”, de Alex Moratto, sobre a via-crúcis do personagem-título, que enfrenta pobreza, violência, racismo e homofobia. Já o Prêmio Petrobras de Cinema foi para “Meio Irmão”, de Eliane Coster, e o documentário “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira. O dinheiro da premiação – respectivamente R$ 200 mil e R$ 100 mil – deve ser aplicado na distribuição e lançamento dos títulos nacionais. “Meio Irmão”, que trata dos efeitos de uma agressão homofóbica nas redes sociais, também foi premiada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Mas os críticos que fizeram a cobertura local da Mostra preferiram a comédia romântica “Todas as Canções de Amor”, de Joana Mariani, e como Melhor Filme Internacional o drama “Nuestro Tiempo”, do mexicano Carlos Reygadas.

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    Bohemian Rhapsody é destaque entre estreias que dividem opiniões

    1 de novembro de 2018 /

    A programa de cinema desta quinta (1/11) está repleta de estreias amplas, algumas bastante esperadas e a maioria divisiva. A começar por “Bohemian Rhapsody”, que narra a trajetória da banda Queen, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, retratando a época com grande variedade de figurinos e penteados. A interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury é o grande destaque do longa, embora a versão chapa branca da biografia, produzida pelos músicos da banda, deixe as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e prefira destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen são servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. Não por acaso, o filme dividiu opiniões da crítica, com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas tem expectativa de grande bilheteria em sua estreia na América do Norte, que também acontece neste fim de semana. Com distribuição mais ampla, “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” chega ao Brasil ainda mais cedo, uma semana antes dos Estados Unidos e Canadá. Por coincidência, tanto este quanto o filme do Queen tiveram problemas de bastidores durante sua produção. No caso de “Bohemian Rhapsody”, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já a produção da Disney foi originalmente realizada por Lasse Hallstrom (“Um Porto Seguro”), mas, após a produção, o estúdio convocou Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) para refilmagens extensas. Assim, os dois compartilham os créditos da adaptação da fábula encantada de E.T.A. Hoffmann e do famoso balé de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, realizada com grande elenco – Mackenzie Foy (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), Keira Knightley (“Anna Karenina”), Helen Mirren (“A Dama Dourada”), Morgan Freeman (“Truque de Mestre), etc. O detalhe é que nem esta solução emergencial impediu o filme de ser rejeitado pela crítica. Tem apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho da comédia “Johnny English 3.0” também está nesse nível, com 32%. A diferença é que já fracassou diante do público em sua estreia norte-americana, no fim de semana passado – embora tenha feito sucesso no Reino Unido, seu país de origem. No filme, Rowan Atkinson vive o espião mais atrapalhado do Reino Unido pela terceira vez e precisa lidar com uma autêntica Bond Girl, a ucraniana Olga Kurylenko, estrela de “007 – Quantum of Solace” (2008), que na trama se mostra fatal demais para o eterno Mr. Bean. A nova aventura, por sinal, repete a premissa de “007 – Operação Skyfall” (2012), quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. O plágio é mais ou menos oficial, já que o personagem foi criado pelos roteiristas Neal Purvis e Robert Wade, que escreveram todos os seis últimos filmes de James Bond. Bem-feitinho, mas também divisivo, o filme do super-herói brasileiro “O Doutrinador” chega aos cinemas reforçando paralelos com o clima político atual do Brasil, com apologia à violência armada, atentado contra político, denúncias de corrupção e a sensação de revolta popular que conduziu o país para a extrema direita. Quem achou “O Mecanismo” caricato pode se preparar para ver mais imagens de políticos corruptos com copos de whisky, membros do judiciário que engavetam processos de corrupção e empresários que carregam malas de dinheiro. Entretanto, são cenas que habitam noticiários reais. E entram na trama como combustível para o surgimento de um justiceiro fictício, que nada mais é que a corporificação da raiva dos eleitores que votaram em Bolsonaro. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador foi originalmente concebido em 2008 pelo quadrinista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta generalizada da população. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem polariza opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. O último lançamento controverso da lista, “A Casa que Jack Construiu”, de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), recebeu vaias durante sua première no Festival de Cannes, ocasião em que pelo menos 100 pessoas abandonaram a sessão, revoltadas e enojadas. Mas enquanto parte da crítica o taxou como ofensivo, a outra parte aplaudiu, embora meio constrangida. Mais brutal que “O Anticristo” (2009), mas com estrutura narrativa similar a “Ninfomaníaca” (2013), o filme parte de uma confissão do Jack do título, um serial killer (vivido por Matt Dillon, da série “Wayward Pines”) que rememora assassinatos cometidos por mais de uma década para um homem chamado Verge (vivido por Bruno Ganz, de “O Leitor”). Há quem considere as cenas de violência explícita contra mulheres menos ofensivas que a narração pretensiosa do protagonista, que aborda temas metafísicos e estéticos, julgando-se profundo, num contraste com a banalidade com que ataca suas vítimas – Uma Thurman (“Kill Bill”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), etc. Para ele, os assassinatos são obras de arte. A crítica discordou da tese. O resultado são os mesmos 58% de aprovação de “Bohemiam Rhapsody”, o que significa que o filme tem seus momentos, mas passa longe de ser uma obra prima. Completa a programação um documentário sobre a cantora Elza Soares, em circuito limitado. Confira abaixo os trailers e as sinopses das estreias da semana. Bohemian Rhapsody | EUA | Drama Musical Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos | EUA | Fantasia Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman). Ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino. Johnny English 3.0 | Reino Unido | Comédia Em sua nova aventura, Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso. O Doutrinador | Brasil | Ação Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de “Doutrinador” envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos. A Casa que Jack Construiu | Dinamarca | Suspense Um dia, durante um encontro fortuito na estrada, o arquiteto Jack (Matt Dillon) mata uma mulher. Este evento provoca um prazer inesperado no personagem, que passa a assassinar dezenas de pessoas ao longo de doze anos. Devido ao descaso das autoridades e à indiferença dos habitantes locais, o criminoso não encontra dificuldade em planejar seus crimes, executá-los ao olhar de todos e guardar os cadáveres num grande frigorífico. Tempos mais tarde, ele compartilha os seus casos mais marcantes com o sábio Virgílio (Bruno Ganz) numa jornada rumo ao inferno. My Name Is Now, Elza Soares | Brasil | Documentário Elza Soares, ícone da música brasileira, numa saga que ultrapassa o tempo, espaço, perdas e sucessos. Elza e seu espelho, cara a cara, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, uma fênix, que com a força da natureza transcende e canta gloriosamente.

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