Documentário sobre Mussum ganha primeiro trailer
A Elo Company divulgou o trailer de “Mussum, um Filme do Cacildis”, documentário sobre a carreira de Antonio Carlos Bernades Gomes, mais conhecido como o músico e comediante Mussum. Com narração de Lázaro Ramos e trilha sonora do músico Pretinho da Serrinha, o filme pretende mostrar Mussum por diferentes ângulos, como o comediante carismático que roubava as cenas dos Trapalhões, o ex-membro da Força Aérea Brasileira (FAB), o pai dedicado e o integrante do grupo musical Originais do Samba. A direção é de Susanna Lira, especialista em documentários, que tem no currículo “Clara Estrela” (2017), sobre a cantora Clara Nunes, e prêmios por “Positivas” (2009) e ” Torre das Donzelas” (2018), respectivamente no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. O filme entrará em cartaz no dia 4 de abril no “Projeta às 7”, parceria entre a rede Cinemark e a Elo. As sessões acontecerão de segunda à sexta, às 19h, em 20 salas de 19 cidades a preços populares: R$ 6 (meia) e R$ 12 (inteira). Vale lembrar que a história de Mussum também vai virar um filme com atores, estrelado por Ailton Graça com o título de “Mussum, o Filmis” – que ainda não teve data de lançamento divulgada.
O Parque dos Sonhos é a maior das 12 estreias da semana
Doze filmes estreiam nos cinemas nesta quinta (14/3), mas só os quatro americanos chegam em grande circuito. A dica é procurar pelos lançamentos brasileiros. Com maior distribuição, “O Parque dos Sonhos” é novidade também nos Estados Unidos neste fim de semana, onde não há muitas expectativas para seu desempenho, na sombra do fenômeno “Capitã Marvel”. Escrito pela dupla Josh Appelbaum e André Nemec (de “As Tartarugas Ninja”), o longa curiosamente não teve o nome do diretor divulgado. Isto porque Dylan Brown, animador de “Os Incríveis” e diretor do curta “Festa-Sauro Rex” (da franquia “Toy Story”), foi dispensado da função após surgirem denúncias de comportamento inapropriado. E este não foi o único contratempo da produção, que trocou um dos dubladores, Jeffrey Tambor, após ele ser demitido da série “Transparent” sob acusações de assédio. Mas o filme, em si, é inofensivo, com uma mensagem sobre a importância da imaginação, que entretêm as crianças sem cair na condescendência. Alternativa brasileira ao desenho, “Sobre Rodas” é uma opção infantil de temas mais complexos, pronta há dois anos sem encontrar espaço no mercado. Primeiro longa de ficção de Mauro D’Addio, a dramatização da amizade de um menino deficiente e uma garota determinada, que pegam a estrada numa jornada de aventuras em busca de um pai ausente, foi premiado no Festival do Rio e na versão infantil do Festival de Toronto (no Canadá) em 2017. O segundo lançamento brasileiro que chama atenção é para um público bem diferente. O terror “Mal Nosso” é uma porrada visceral que supera limitações de orçamento com uma proposta bastante ousada, especialmente por ser trabalho de diretor-roteirista iniciante, numa história que combina trama sobrenatural com “torture porn” brutal – no que lembra o último Zé do Caixão, “Encarnação do Demônio” (2008). Curiosamente, a maioria dos críticos nacionais desconjurou. Só que o longa foi exibido em vários festivais internacionais – venceu o Macabro, do México – e converteu a imprensa mundial, virando objeto de culto. O prestigioso site Eye of Film, por exemplo, disse que Samuel Galli é um diretor “para ser acompanhado”. Além disso, todas as críticas compiladas no site Rotten Tomatoes (sem nota) são elogiosas. Em compensação, o terror americano “Maligno”, que também chega aos cinemas, recebeu apenas 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. Com a mesma premissa de “Sobrenatural” (Insidious), o filme do menino possuído por uma entidade maligna é o pior lançamento da semana. Os demais títulos americanos em grande circuito são “Suprema”, que mostra a juventude da advogada Ruth Bader Ginsburg (Felicity Jones), importante figura histórica do feminismo – e hoje juíza da Suprema Corte – , e o mais recente thriller de Liam Neeson, “Vingança a Sangue Frio” – remake do suspense nórdico “O Cidadão do Ano” (2014) – , que teve seu lançamento ofuscado nos Estados Unidos por uma entrevista polêmica do ator. Ambos foram elogiados pela crítica americana, ganhando mais de 70% de aprovação. De fato, “Vingança a Sangue Frio” foi considerado um dos melhores thrillers de toda a fase vingativa de Neeson – isto é, desde “Busca Implacável” (2008). A programação se completa com o novo projeto de arte de Jean-Luc Godard – não vamos chamar de filme, porque moleques do YouTube fazem similar, apesar do prêmio simbólico conferido pelo Festival de Cannes – , dois filmes argentinos e três documentários brasileiros. Desta relação, a produção argentina que não tem Ricardo Darín (enfim uma), “As Filhas do Fogo” ganha destaque por apresentar erotismo lésbico explícito e nada convencional. Obviamente, não é para todos. Confira abaixo todos os trailers e sinopses das estreias desta quinta. E não esqueça de prestar atenção nos três documentários da lista, instigantes em suas propostas diferenciadas. O Parque dos Sonhos | EUA | Animação A jovem otimista e sonhadora June encontra escondido na floresta um parque de diversões chamado Wonderland, que é cheio de passeios e animais que falam. O único problema é que o parque está confuso e desorganizado. June logo descobre que o parque veio de sua imaginação e que ela é a única que pode deixar o lugar mágico de novo. Sobre Rodas | Brasil | Aventura Lucas (Cauã Martins) é um menino que chega a uma nova escola depois de sofrer um acidente que o colocou em uma cadeira de rodas. Lá, ele se torna amigo de Laís (Lara Boldorini), uma colega de classe que sonha em conhecer o pai que a abandonou. Juntos, os dois iniciam uma jornada inesperada e decidem fugir de casa quando a jovem descobre o possível paradeiro do pai. Suprema | EUA | Drama Ruth Bader Ginsburg (Felicity Jones) se formou em direito nas instituições mais prestigiosas do país: Harvard e Columbia, sempre como primeira aluna de sua turma. Mesmo assim, ela enfrentou o machismo dos anos 1950 e 1960 quando tentou encontrar emprego, sendo recusada pelos principais escritórios de advocacia. Na função de professora, ela se especializou em direito relacionado ao gênero, decidindo atacar o Estado norte-americano para derrubar centenas de leis que permitem a discriminação às mulheres. Anos mais tarde, ela se tornou uma das primeiras juízas da Suprema Corte dos Estados Unidos. Vingança a Sangue Frio | EUA | Suspense Nels (Liam Neeson), um tranquilo homem de família que dirige um caminhão removedor de neve, vê seu mundo virado de cabeça para baixo quando seu filho é morto por um poderoso traficante de drogas. Impulsionado pelo desejo de vingança e sem nada para perder, ele fará tudo o que por preciso para destruir o cartel. Maligno | EUA | Terror Preocupada com o repentino comportamento estranho e violento de seu filho Miles (Jackson Robert Scott), Sarah (Taylor Schilling) inicia uma investigação por conta própria para entender o que está acontecendo. Mas o que ela descobre é que alguma espécie de força sobrenatural está agindo sobre ele, influenciando cada vez mais suas ações. Mal Nosso | EUA | Terror A história de Arthur (Ademir Esteves), um exorcista que usa a internet para contratar Charles (Ricardo Casella), um serial killer que precisa proteger sua filha Michele (Luara Pepita) de uma possessão demoníaca. Um Amor Inesperado | Argentina | Comédia Marcos (Ricardo Darín) e Ana (Mercedes Morán) estão casados há 25 anos e seu relacionamento já não está mais funcionando. Quando seu filho deixa a Argentina para estudar fora, os dois decidem se divorciar. Porém, a vida de solteiro não é tão fácil quanto eles esperavam e Marcos acaba chamando Ana para sair com ele novamente As Filhas do Fogo | Argentina | Drama Insatisfeitas com suas próprias vidas, três mulheres independentes se encontram por acaso, bem longes de suas casas, e começam a se relacionar de maneira poliamorosa. Quando percebem que estão livres daquilo que acreditam ser regras sociais possessivas, elas decidem formar um grupo cujo propósito é libertar outras mulheres que estejam passando pelos mesmos problemas. Imagem e Palavra | França | Arte Godard parte de montagens de imagens para refletir sobre aspectos do cinema e do mundo. Colando cenas de filmes, de reportagens, de vídeos caseiros e mesmo de desenhos, o cineasta aborda as funções do tempo e do espaço, utilizando em particular o caso das imagens sobre o mundo árabe de como são percebidas pelo mundo ocidental. Eleições | Brasil | Documentário A rotina do ensino médio da Escola Estadual Doutor Alarico da Silveira, localizada no centro de São Paulo, é alterada por conta das eleições do grêmio estudantil que se aproximam. Durante este período é possível identificar como as consequências do processo eleitoral afetam as relações entre os alunos, assim como as eleições presidenciais, em proporções bem maiores, conseguem alterar a atmosfera de um país. Elegia de um Crime | Brasil | Documentário Em fevereiro de 2011, a mãe do diretor Cristiano Burlan foi assassinada em Uberlândia pelo parceiro. Isabel Burlan da Silva teve sua trajetória marcada pela violência e pela pobreza, assim como todo o resto da família. Este é o terceiro filme da série “Trilogia do Luto”, os anteriores abordavam a morte do pai e do irmão de Burlan. Aqui, ele busca reconstruir a imagem e a vida da mãe. Pastor Cláudio | Brasil | Documentário Um encontro histórico entre duas figuras pessoalmente antagônicas: o bispo evangélico Cláudio Guerra, responsável por assassinar e incinerar os opositores à ditadura militar brasileira, e Eduardo Passos, um psicólogo e ativista dos Direitos Humanos.
Deixando Neverland pode ganhar sequência com novas acusações contra Michael Jackson
O documentário “Deixando Neverland” (Leaving Neverland), que está dando o que falar por conta de suas acusações de pedofilia contra Michael Jackson, pode ganhar uma continuação. Em entrevista à revista Variety, o diretor Dan Reed disse que voltaria prontamente ao caso se outras supostas vítimas do cantor o procurassem para falar publicamente sobre o assunto. Ele chega a citar dois casos notórios, envolvendo Jordan Chandler e Gavin Arvizo, os meninos cujas famílias levaram Michael Jackson ao tribunal, em 1993 e 2003, respectivamente. No primeiro caso, Jackson firmou um acordo milionário para que a acusação fosse retirada. Já no segundo processo, o cantor foi inocentado pela justiça. Em “Deixando Neverland”, são outros dois homens que denunciam fatos de sua convivência com Michael Jackson na infância, James Safechuck e Wade Robson. “Se Jordan Chandler se apresentasse, eu sentaria e conversaria com ele da mesma forma que eu fiz com Wade (Robson) e James (Safechuck), e acho que esse seria o coração de um filme muito interessante sobre essa história, e a mesma coisa vale para Gavin”, afirmou o cineasta. Ao contrário do que aconteceu com Wade e Safechuck, Chandler e Arvizo tiveram seus casos levados à tona quando Michael Jackson ainda estava vivo, e tiveram grande cobertura da imprensa, o que renderia uma abordagem diferente de “Deixando Neverland”s. “Eu com certeza usaria as entrevistas que já gravei com investigadores desses casos — os procuradores e todas as pessoas que fizeram parte desse drama de forma mais ampla — , e assim você não estaria trancado em um quarto com os Safechucks e os Robsons. Eu contaria a história do ponto de vista de Jordan e Gavin, mas também pelos olhos de todos os outros participantes”, detalhou Reed. Uma das maiores audiências de documentário da HBO, o filme será exibido em duas partes no Brasil nos dias 16 e 17 de março.
Capitã Marvel é a única estreia ampla desta semana nos cinemas
Único lançamento amplo desta quinta (7/3), “Capitã Marvel” é o primeiro filme de super-herói do ano, e sua estreia vira a página do Oscar na programação dos cinemas. Com marketing intenso e distribuição ostensiva, o longa estrelado por Brie Larson deve se tornar um fenômeno cultural como “Pantera Negra” e “Mulher-Maravilha”. Não lhe faltam ação, diversão e efeitos em doses cavalares, além de ser exatamente o que se espera da Marvel. A jornada heroica que ecoa tantas outras, desta vez se diferencia por empoderar a primeira super-heroína do estúdio. Não se trata somente de um episódio intermediário, para se consumir entre “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, mas um capítulo vibrante da complexa “guerra cultural” travada no mundo real, entre defensores da diversidade e opressores. “Capitã Marvel” é também o único filme americano da programação desta semana, que tem até filme africano, “Yomeddine – Em Busca de um Lar”, representante do Egito na disputa por uma vaga no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A lista de estreias ainda inclui o português “Raiva”, que contrasta uma fotografia belíssima em preto-e-branco com uma história sobre a miséria, o italiano “O Rei de Roma”, sátira à hipocrisia da classe política corrupta, o documentário “Diários de Classe”, sobre três mulheres – uma trans, uma ex-presidiária e uma doméstica – que tentam mudar de vida ao aprender a ler e escrever, e o drama brasileiro “O Último Trago”, vencedor de três troféus no Festival de Brasília. Dentre todos, o destaque do circuito limitado é o outra produção nacional, o suspense “Albatroz”. Não se trata de uma obra exatamente “fácil”. Mas foi escrita por Bráulio Mantovani, autor de “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, que consegue dar um mínimo de coerência ao emaranhado de questionamento moral, sentimento de culpa e delírio da trama. Alexandre Nero (“João, o Maestro”) vive um fotógrafo que flagra um ato terrorista em Jerusalém, mas em vez de ajudar a vítima, apenas fotografa, o que lhe rende fama e patrulhamento. O detalhe é que essa informação vem fragmentada, junto do sumiço de sua mulher após um acidente de carro, a volta da ex com desejo de vingança e até um flerte com a ficção científica. Totalmente inesperado, tende a dividir opiniões – e aplausos pela ousadia. A direção é de Daniel Augusto, de “Não Pare na Pista”, sobre o escritor Paulo Coelho. Para saber mais sobre os filmes, confira abaixo os trailers e as sinopses de todos os lançamentos. Capitã Marvel | EUA | Super-Heróis Aventura sobre Carol Danvers, que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos, tornando-se a mais poderosa entre os super-heróis de todo o mundo. Albatroz | Brasil | Suspense O fotógrafo Simão (Alexandre Nero), casado com Catarina (Maria Flor), uma compositora de jingles publicitários, se apaixona pela atriz judia Renée (Camila Morgado), com quem viaja a Jerusalém. Lá ele acaba registrando um atentado terrorista, o que lhe torna mundialmente famoso. Mas, ao mesmo tempo, surgem críticas negativas por ele ter fotografado em vez de tentar evitar a tragédia. Simão entra em depressão e fica na fronteira entre realidade, sonho e delírio. O Último Trago | Brasil | Drama Uma mulher resgatada à beira da estrada incorpora o espírito de uma guerreira indígena desencadeando uma série de eventos que atravessam os tempos e os espaços. Do sertão nordestino ao litoral, séculos de lutas de dominação e resistência. O Rei de Roma | Itália | Comédia Numa Tempesta (Marco Giallini) é um focado e carismático empresário que, levado por uma gigante necessidade de ser bem sucedido, faz qualquer coisa para fechar um negócio, mesmo que isso o leve a infringir a lei. Depois de uma negociação dar errado, ele é pego pela polícia e condenado a cumprir um ano de serviço social, e fará qualquer coisa para voltar a trabalhar normalmente. Yomeddine – Em Busca de um Lar | Egito, França | Drama Beshay (Rady Gamal) é um coletor de lixo que decide sair do confinamento de uma colônia de leprosos pela primeira vez e embarca em uma jornada ao Egito para procurar sua família. Ele viaja com seu burro e seu aprendiz órfão ao longo do Nilo e, pela primeira vez, fica cara a cara com a maldição de ser um estranho. Raiva | Portugal | Drama Nos remotos campos do Baixo Alentejo, no sul de Portugal, a miséria e a fome assolam a população. Quando dois violentos assassinatos acontecem em uma só noite, um mistério toma o lugar: qual poderia ser a origem desses crimes? Diários de Classe | Brasil | Documentário O cotidiano de três mulheres – uma jovem trans, uma mãe encarcerada e uma empregada doméstica –, estudantes de centros de alfabetização para adultos em Salvador. Embora trilhem caminhos distintos, suas trajetórias coincidem nos preconceitos e injustiças sofridos cotidianamente.
Deixando Neverland registra uma das maiores audiências de documentário da HBO
Em sua estreia na HBO americana, “Deixando Neverland” (Leaving Neverland) registrou a terceira maior audiência para documentários da emissora nos últimos dez anos. A produção dirigida por Dan Reed traz acusações de abuso sexual contra o cantor Michael Jackson, por meio dos testemunhos de Wade Robson e James Safechuck, que eram crianças na época em que os supostos incidentes aconteceram. O primeiro episódio da produção, exibido no domingo (3/3), atraiu 1,29 milhões de telespectadores ao vivo, enquanto o segundo, exibido na segunda, registrou 927 mil. Os números colocam “Leaving Neverland” atrás apenas de dois documentários da HBO: “Going Clear: Scientology and the Prison of Belief” (1,7 milhões de espectadores), investigação do diretor Alex Gibney sobre a polêmica religião da Cientologia; e “Bright Lights: Starring Carrie Fisher and Debbie Reynolds” (1,6 milhões de espectadores), filme sobre a relação entre a estrela de “Star Wars” e sua mãe. A HBO brasileira vai exibir “Deixando Neverland”, também em duas partes, nos dia 16 e 17 de março.
Volta dos Jonas Brothers vai virar documentário da Amazon
O retorno dos Jonas Brothers envolve mais do que apenas uma música nova – e seu respectivo clipe. A boy band, que voltou a se juntar pela primeira vez em seis anos para lançar a música “Sucker”, será tema de um novo documentário da Amazon. Descrito por Jennifer Salke, diretora da Amazon Studios, como um olhar “pessoal pelos bastidores”, o filme vai acompanhar os irmãos Jones em seu reencontro, intimidade e ensaios para a próxima turnê, e promete dar aos fãs uma visão do cotidiano das vidas de Kevin, Nick e Joe – bem como de suas esposas (e uma noiva) famosas. “Ver os irmãos juntos novamente é a notícia que todos esperavam, e mal podemos esperar para compartilhar este especial documental íntimo e envolvente com todos os nossos assinantes”, disse Salke, em comunicado. Ainda não há previsão de estreia para o documentário.
Documentário polêmico sobre Michael Jackson ganha data de estreia no Brasil
O documentário “Deixando Neverland” (Leaving Neverland), que vem causando polêmica desde sua première no Festival de Sundance por apresentar denúncias de abusos sexuais cometidos por Michael Jackson, ganhou data de estreia no Brasil. A primeira parte do filme, que tem quatro horas de duração, vai ao ar na HBO em 16 de março, às 20h, e a segunda, no dia 17, no mesmo horário. Dirigido por Dan Reed, “Deixando Neverland” traz depoimentos de James “Jimmy” Safechuck e Wade Robson, que se tornaram amigos do cantor Michael Jackson quando eram crianças. Agora adultos, eles relatam terem sido abusados sexualmente pelo cantor quando tinham 7 e 10 anos de idade. As entrevistas contêm teor tão explícito que psicólogos ficaram a postos na sessão de Sundance para atender espectadores que se sentissem perturbados. Na ocasião, o filme foi aplaudido de pé pelo público, enquanto fãs do cantor protestavam do lado de fora do cinema. A família de Jackson chamou o documentário de “um assassinato de reputação” e está processando a HBO, que adquiriu seus direitos no festival, numa tentativa de proibir sua exibição. Nos Estados Unidos, o documentário vai ao ar neste domingo (3/3) e na segunda-feira (4/3).
Estreias de cinema vão da diversão leve de Cinderela Pop ao drama pesado de um cineasta suicida
Entre os 11 filmes que estreiam nesta quinta (28/2), “Cinderela Pop” ganhou a maior distribuição. O segundo longa protagonizado por Maisa Silva, a adolescente mais popular do Brasil, também é (como “Tudo por um Pop Star”) adaptação de um best-seller infantil, no qual Cinderela é uma DJ. Nessa variação da fábula, ela deixa o ídolo teen chamado Prince apaixonado, enquanto enfrenta uma madrasta malvada. O diretor é o mesmo de “Tudo por um Pop Star”, Bruno Garotti, que começa a dominar o filão. O mesmo público infantil também é disputado pelo filme de cachorrinho “A Caminho de Casa”, que tem direção de um especialista em filmes de bichos fofinhos: Charles Martin Smith, ator do clássico “Os Intocáveis” (1987) que encontrou nova vocação com “Bud, o Cão Amigo” (1997) e “Winter, o Golfinho” (2011). A premissa é a mesma do clássico “A Força do Coração” (1943), em que Lassie tenta voltar para casa após ser separada de seus donos, cruzando um país. Os shoppings também recebem dois suspenses com atores famosos, que são alimentados por um mistério fora das telas: como eles toparam esses projetos? “Calmaria” volta a reunir os protagonistas de “Interestelar” (2014), Matthew McConaughey e Anne Hathaway, num pseudo-noir que só parece existir para dar vontade de ver um noir de verdade. “Crimes Obscuros” tem a curiosidade de trazer Jim Carrey num papel dramático e numa produção europeia. Ambos foram destruídos pela crítica americana – o primeiro com 21% e o segundo com impressionantes 0% no Rotten Tomatoes. Para encurtar, há uma estreia que merece maior atenção. Trata-se do drama chinês “Um Elefante Sentado Quieto”, que chega em circuito limitado após ser premiado no Festival de Berlim do ano passado. O primeiro e único longa do diretor Hu Bo tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, apesar de suas quase quatro horas de duração. É longo. E lento. E sem sorrisos. Uma jornada deprimente pelas margens da vida na China moderna, seguindo múltiplos personagens em uma cidade industrial, todos vítimas do egoísmo de outras pessoas. O tom sombrio reflete o estado de espírito do próprio diretor, que se matou após terminar o longa, aos 29 anos de idade. “Um Elefante Sentado Quieto” é seu epitáfio. A lista também inclui mais dois terrores ruins, duas comédias europeias medianas e dois documentários sobre ditaduras. Os trailers e as sinopses podem ser conferidos abaixo. Cinderela Pop | Brasil | Comédia Cintia Dorella (Maisa Silva) é uma adolescente que descobre uma traição no casamento dos pais. Descrente no amor, ela vai morar na casa da tia e passa a trabalhar como DJ, se tornando a Cinderela Pop. Mas ela não esperava que um príncipe encantado pudesse fazê-la se apaixonar. A Caminho de Casa | EUA | Aventura Bella é uma cadelinha especial que vive com Lucas, um estudante de medicina veterinária que trabalha como voluntário em um hospital local. Um dia ela é encontrada pelo Controle de Animais na rua e acaba sendo levada para um abrigo a 400 milhas de distância de seu dono. No entanto, Bella, uma cachorra extremamente leal e corajosa, decide iniciar sozinha uma longa jornada de volta para a casa, emocionando a todos que cruzam o seu caminho. Calmaria | EUA | Suspense O capitão de um barco de pesca (Matthew McConaughey) tem um passado misterioso que está prestes a vir à tona. Vivendo em uma pequena ilha do Caribe, sua vida assume um caminho que pode não ser tudo o que parece. Quando sua ex-mulher (Anne Hathaway) retorna e faz um pedido inusitado e perigoso, ele começa a questionar tudo à sua volta. Crimes Obscuros | EUA | Suspense O policial Tadek (Jim Carrey) investiga um caso de assassinato não resolvido e encontra semelhanças do crime em um livro do artista polonês Krystov Kozlow (Marton Csokas). Ele começa a investigar a vida do escritor e da sua namorada, uma mulher misteriosa (Charlotte Gainsbourg) que trabalha num sex club. Sua obsessão aumenta e Tadek fica cada vez mais atormentado, adentrando num submundo de sexo, mentiras e corrupção. Não Olhe | Reino Unido | Terror Uma jovem solitária de 18 anos não encontra suporte familiar e nem amigos para que possa desabafar sobre os problemas de sua vida. Cansada, ela começa a conversar com o próprio reflexo no espelho apenas para externalizar sua angústia, mas rapidamente descobre que está trocando de lugar com uma espécie de clone que tenta convencê-la a tomar atitudes vingativas. A Maldição da Freira | Reino Unido | Terror O capitão de um barco de pesca (Matthew McConaughey) tem um passado misterioso que está prestes a vir à tona. Vivendo em uma pequena ilha do Caribe, sua vida assume um caminho que pode não ser tudo o que parece. Quando sua ex-mulher (Anne Hathaway) retorna e faz um pedido inusitado e perigoso, ele começa a questionar tudo à sua volta. Um Elefante Sentado Quieto | China | Drama Sob o céu escuro de uma pequena cidade no norte da China, o individualismo marca várias histórias paralelas. Wei Bu, um garoto de 16 anos, envolve-se numa briga na escola que provoca o acidente de um colega, filho de uma família poderosa. Logo, ele precisa descobrir um meio de fugir. A melhor amiga dele, Huang Ling, está em apuros após o vazamento de um vídeo íntimo envolvendo o vice-diretor da escola. O avô de Wei Bu mora com a filha, mas sofre pressão para abandonar o seu próprio apartamento e se mudar para um asilo, deixando mais espaço aos outros moradores. Yu Cheng dorme com a esposa de seu melhor amigo, mas quando o caso é descoberto, este se joga de uma janela e se mata. À medida que as histórias se cruzam em um único dia, eles ouvem falar da cidade vizinha de Manzhouli, onde haveria um elefante sentado, imóvel, por algum motivo misterioso. A Casa de Veraneio | França | Comédia Após a morte de seu irmão, a cineasta Anna (Valeria Bruni Tedeschi) decide unir-se ao restante de sua família para passar férias em uma mansão de verão na Côte d’Azur. Apesar da linda paisagem, a mulher precisa lidar com um término recente e com os desafios de seu novo filme enquanto o isolamento das pessoas ao seu redor as leva a externalizar uma série de sentimentos até então reprimidos. Made in Italy | Itália | Comédia Riko (Stefano Accorsi) é um homem sem sorte que, insatisfeito com seu trabalho e com uma sociedade que não o representa, está passando por dificuldades em manter sua família. A única coisa que salva os seus dias são seus amigos, que propõem uma viagem para Roma para tirá-lo da pressão dessa pequena crise existencial. O Silêncio dos Outros | Espanha | Documentário Em 1977, o parlamento espanhol aprovou uma Lei de Anistia que garantia a liberdade de todos os presos políticos e a proibição do julgamento de qualquer ato criminoso ocorrido durante a ditadura de Francisco Franco no país. O Franquismo assombrou a Espanha durante 38 anos deixando um imenso número de vítimas e parentes sem respostas. Os cineastas Almudena Carracedo e Robert Bahar foram atrás desses sobreviventes e, durante um período de 6 anos, entrevistaram pessoas como José Galantes, que hoje em dia vive muito próximo de seu torturador, e Maria Martín, que até hoje não conseguiu ter acesso aos restos mortais de seu pai, morto durante o regime. Tá Rindo de Quê? | Espanha | Documentário Mesmo diante de toda a brutalidade e truculência da ditadura militar no Brasil, muitos artistas apresentavam-se como resistência utilizando do talento e da criatividade para driblar as imposições da censura na época. Fornecendo para a população uma espécie de válvula de escape, diversos humoristas foram ameaçados e perseguidos em detrimento de piadas e quadros televisivos.
Premiação do Oscar 2019 vira festa de rock, Netflix e super-heróis
A cerimônia do Oscar 2019
Spirit Awards 2019: Confira os vídeos dos melhores momentos da premiação do cinema indie dos EUA
A consagração de “Se a Rua Beale Falasse” no Spirit Awards 2019 não foi transmitida para o Brasil. Mas o Film Independent, organização responsável pela premiação que é considerada o “Oscar do cinema independente”, disponibilizou os principais momentos do evento no YouTube. Sem preocupação com limite de tempo para os agradecimentos, já que foi exibido por um canal pago indie (IFC) nos Estados Unidos, a cerimônia teve de tudo, de vencedor agradecendo por carta (Ethan Hawke, Melhor Ator, ausente) até cachorro no palco, levado pela atriz Glenn Close. Mas os destaques foram mesmo os discursos. E o melhor deles pertenceu ao cineasta Barry Jenkins, vencedor do troféu de Melhor Direção pelo grande campeão da tarde. Ao subir no palco para agradecer o reconhecimento por seu trabalho em “Se a Rua Beale Falasse”, ele soltou um inacreditável “Eu não vou mentir, não queria ter vencido este prêmio”. Após revelar que torcia pela vitória de uma das três cineastas femininas com quem disputava, disse que gostaria que mais mulheres fosse contratadas para equipes técnicas de filmes, e passou a agradecer e elogiar todos os membros femininos de sua equipe. Lembrou, ainda, que uma de suas concorrentes, Tamara Jenkins (“Mais uma Chance”), lhe deu muito atenção e orientação quando ele era apenas um cineasta aspirante sem nada para mostrar, e isso o ajudou muito a começar. O agradecimento final foi para a produtora Megan Ellison, do estúdio Annapurna, lembrando que são poucos os produtores que investem em filmes de cineastas negros, e que eles eram capazes de fazer grandes obras se encontrassem maior apoio financeiro. Confira abaixo os principais momentos da premiação, que aconteceu na tarde deste sábado (23/2), com apresentação da atriz Aubrey Plaza (“Legion”), numa tenda montada na praia de Santa Monica, na Califórnia. Abertura: Film Independent Spirit Awards 2019 Monólogo de Abertura: Aubrey Plaza Melhor Filme: “Se a Rua Beale Falasse” Melhor Direção: Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Atriz: Glenn Close (“A Esposa”) Melhor Ator: Ethan Hawke (“No Coração da Escuridão”) Melhor Atriz Coadjuvante: Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Ator Coadjuvante: Richard E. Grant (“Poderia Me Perdoar?”) Melhor Roteiro: Nicole Holofcener e Jeff Whitty (“Poderia me Perdoar?”) Melhor Fotografia: Sayombhu Mukdeeprom (“Suspiria”) Melhor Edição: Joe Bini (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhor Documentário: “Won’t You Be My Neighbor?” Prêmio Robert Altman (melhor conjunto de elenco e diretor): “Suspiria” Melhor Filme Internacional: “Roma” (México) Melhor Filme de Estreia: “Sorry to Bother You” Roteirista Revelação: Bo Burnham (“Oitava Série”) Prêmio John Cassavetes (melhor filme feito por menos de US$ 500 mil): “En el Séptimo Día” Prêmio Bonnie de Cineasta Feminina: Debra Granik (“Não Deixe Rastros”) Número Musical: Shangela
Spirit Awards 2019: Se a Rua Beale Falasse é o grande vencedor do “Oscar indie”
O Spirit Awards 2019 consagrou o filme “Se a Rua Beale Falasse”, do cineasta Barry Jenkins. Considerado o “Oscar do cinema independente”, o evento da premiação aconteceu durante a tarde de sábado (23/2), com apresentação da atriz Aubrey Plaza (“Legion”), em tendas montadas na praia de Santa Monica, na Califórnia. Descontraída, graças ao clima de praia, a festa premiou até diretor brasileiro. O grande vencedor da cerimônia, “Se a Rua Beale Falasse”, amealhou três Spirit Awards, mais que qualquer outro longa. Além de ser considerado o Melhor Filme independente do ano, rendeu troféus de Melhor Direção para Jenkins e de Melhor Atriz Coadjuvante para Regina King. A conquista aconteceu dois anos após Jenkins levar uma coleção de Spirit Awards por “Moonlight” – melhor filme, direção, roteiro, etc. Na ocasião, o Spirit serviu de esquenta para o Oscar, vencido por “Moonlight”. Mas isto não se repetirá em 2019. A comparação demonstra como tudo mudou rápido em dois anos. Desde a vitória de “Moonlight”, a rede ABC reclamou que sua transmissão do Oscar estava com cada vez menos audiência e pressionou a Academia por mudanças na premiação. Em 2019, os filmes independentes das cerimônias anteriores foram substituídos por indicações a blockbusters. Por conta disso, “Se a Rua Beale Falasse” nem sequer foi indicado ao Oscar de Melhor Filme – disputa apenas as estatuetas de Roteiro Adaptado (de Jenkins), Trilha Sonora (Nicholas Britell) e Atriz Coadjuvante (King). Jenkins tampouco foi indicado por sua direção. O vencedor do Spirit de Melhor Ator foi outro esnobado pela Academia. Ethan Hawke recebeu o troféu por “No Coração da Escuridão”, em que vive um padre atormentado, mas não está entre os indicados ao Oscar. Por outro lado, a Melhor Atriz, Glenn Close, é favorita ao prêmio da Academia por “A Esposa”. A premiação de intérpretes do Spirit Awards ainda destacou Richard E. Grant como Melhor Ator Coadjuvante por “Poderia Me Perdoar?”. Favorito ao Oscar 2019, “Roma”, de Alfonso Cuarón, só disputava um prêmio. E venceu na categoria de Melhor Filme Internacional. Já a vitória brasileira aconteceu na categoria de “Someone to Watch” (alguém para prestar atenção), prêmio equivalente a Diretor Revelação do ano, que reconheceu Alex Moratto por seu longa de estreia, “Sócrates”. Moratto superou a romena Ioana Uricaru (por “Lemonade”) e o americano Jeremiah Zagar (“We the Animals”) com sua obra sobre um jovem negro homossexual de 15 anos, morador da periferia de Santos, que precisa sobreviver sozinho após a morte da mãe. Rodado por apenas US$ 20 mil, “Sócrates” impressionou a crítica norte-americana ao passar por festivais como Los Angeles e Montreal, e acabou premiado no Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Woodstock (EUA) e Thessaloniki (Grécia). O filme ainda disputava os troféus John Cassavetes, dedicado a produções com orçamento inferior a US$ 500 mil – vencido por “En el Séptimo Día”, de Jim McKay – e de Melhor Ator, graças à interpretação do adolescente Christian Malheiro. Outros longas indies com destaque ao longo do ano passado, como “Oitava Série”, “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”, “Não Deixe Rastros”, “Sorry to Bother You” e “Suspiria”, também compensaram o esquecimento da Academia com o reconhecimento do Spirit Awards. Confira abaixo a lista completa dos vencedores da principal premiação do cinema indie dos Estados Unidos. Melhor Filme “Se a Rua Beale Falasse” Melhor Direção Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Roteiro Nicole Holofcener e Jeff Whitty (“Poderia me Perdoar?”) Melhor Atriz Glenn Close (“A Esposa”) Melhor Ator Ethan Hawke (“No Coração da Escuridão”) Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Ator Coadjuvante Richard E. Grant (“Poderia Me Perdoar?”) Melhor Filme de Estreia “Sorry to Bother You” Diretor Revelação Alex Moratto (“Sócrates”) Roteirista Revelação Bo Burnham (“Oitava Série”) Melhor Fotografia Sayombhu Mukdeeprom (“Suspiria”) Melhor Edição Joe Bini (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhor Filme Internacional “Roma” (México) Melhor Documentário “Won’t You Be My Neighbor?” Prêmio John Cassavetes (melhor filme com orçamento inferior a US$ 500 mil) “En el Séptimo Día” Prêmio Robert Altman (melhor conjunto de elenco e diretor) “Suspiria” Prêmio Mais Verdade que a Ficção Bing Liu (“Minding the Gap”) Prêmio de Produtor Emergente Shrihari Sathe (“Ratos de Praia”) Prêmio Bonnie de Cineasta Feminina Debra Granik (“Não Deixe Rastros”)
Herdeiros de Michael Jackson processam HBO para impedir exibição de documentário polêmico
Os herdeiros de Michael Jackson deram entrada num processo contra o canal pago americano HBO, tentando impedir a exibição do documentário “Leaving Neverland”, que traz acusações de abuso sexual contra o cantor, feitas por dois homens que eram menores de idade na época dos eventos. Os advogados dos responsáveis pelo espólio do rei do pop alegam que “Leaving Neverland” quebra um contrato antigo, assinado pela HBO e por Michael Jackson em 1992. Nele, a emissora se comprometeu a não levar ao ar conteúdos prejudiciais ao cantor. O valor da ação pode passar de US$ 100 milhões, de acordo com a revista Variety. O contrato foi assinado durante as negociações para a HBO transmitir “Michael Jackson Live in Concert in Bucharest: The Dangerous Tour”, gravação de um show do cantor. Ele embutiu uma cláusula que impedia a emissora de exibir material prejudicial ao artista. O processo chamou atenção para o trecho do contrato que diz: “A HBO não deve fazer comentários prejudiciais ao artista ou a qualquer de seus representantes, agentes, e negócios, nem participar de atos que manchem sua reputação ou imagem pública”. A emissora manteve a exibição de “Leaving Neverland”, que segue marcada para 3 e 4 de março nos Estados Unidos. Dirigido por Dan Reed, o documentário traz depoimentos de Wade Robson, James Safechuck e de suas famílias, lembrando quando eles foram convidados a visitar o rancho de Neverland, lar de Jackson. “Ele me disse que se alguém descobrisse o que estávamos fazendo, nós iríamos para a cadeira para o resto de nossas vidas”, afirma Robson no trailer disponibilizado pela HBO, antes de concluir. “Eu quero poder falar a verdade tão alto quanto eu tive que mentir por tanto tempo”. O australiano Wade Robson conheceu Michael Jackson nos bastidores de um show em seu país como prêmio de um concurso em um shopping em que ele imitava o rei do pop. Ele foi convidado a ir ao hotel de Michael após o show e viajar com sua família para os Estados Unidos, hospedando-se no rancho de Neverland. Foi aí que Robson ficou sozinho pela primeira vez com Michael. Já James Safechuck conheceu Michael Jackson após gravar um comercial para a Pepsi junto com o cantor. Os dois ficaram amigos e Michael também o convidou a ir para Neverland. Ambos chegaram a depor a favor do cantor quando ele foi julgado por outra denúncia de abuso de menor, o que gerou a revolta dos administradores do espólio do artista, que chamam os rapazes de “mentirosos” e acusam o filme de mostrar apenas um lado. A família de Jackson definiu o documentário como “linchamento público”, mas o filme foi bastante aplaudido durante sua première mundial, no Festival de Sundance.
Lembro Mais dos Corvos traz monólogo de atriz transexual
“Lembro Mais dos Corvos” é um documentário em forma de monólogo, estimulado por perguntas, realizado da forma mais simples possível. Uma conversa filmada no apartamento de uma pessoa trans. No caso, a atriz e diretora Júlia Katharine. Ela vai falando de si, dirigida por Gustavo Vinagre, num roteiro construído pelos dois. Conta as suas experiências, suas histórias, e como ela preenche suas noites de insônia. O que resulta daí é um retrato corajoso da vida difícil dos transexuais, dos transgêneros, a partir de uma situação particular. Que deve ter muito a ver com a de grande parte de seus pares. O filme é uma oportunidade de penetrar no mundo íntimo de alguém que se apresenta ao espectador com uma experiência de vida bem diferente da habitual, da esperada. Sem medo de parecer ridícula, superficial ou esquisita. Ou melhor, driblando esse medo de modo muito competente, Júlia se expõe e conquista o respeito dos que a assistem. Na mesma sessão que exibe “Lembro Mais dos Corvos”, de 82 minutos de duração, é exibido o curta de 25 minutos “Tea for Two”. Realizado por Júlia Katharine, com Gilda Nomacce, a própria Júlia e Amanda Lyra. Uma ficção concebida e dirigida por uma pessoa trans não deixa de ser uma boa novidade no cinema brasileiro. Merece ser conferida.








