Cena pós-créditos de “Ms. Marvel” foi feita por diretora de “As Marvels”
A cena pós-créditos da 1ª temporada de “Ms. Marvel” não foi gravada pelos diretores da série, a dupla Bilall Fallah e Adil El Arbi (de “Bad Boys para Sempre”). Em entrevista ao site ComicBook, El Arbi revelou que o momento em que Carol Danvers (Brie Larson) aparece no quarto de Kamala Khan (Iman Vellani) foi realizada por Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”), que vai dirigir “As Marvels”. “Ela também não sabia que estava dirigindo aquela cena para ser incluída na nossa série. É meio assim que Kevin Feige opera. Todo mundo trabalha separadamente, e sempre há momentos em que fazemos coisas que não sabemos onde vão parar. Ele sempre nos diz a mesma coisa: ‘Só se foque nisso'”, comentou. El Arbi revelou que ele e seu parceiro de direção perguntaram continuamente para Feige, durante as filmagens, se Carol Danvers/Capitã Marvel poderia fazer uma aparição na série. “Ele sempre nos dizia: ‘Não se preocupe com isso, vocês vão ver’. Só descobrimos tudo quando estávamos editando a versão final do episódio. Do nada, depois dos créditos, ela aparecia”, completou. Logo após esta cena, um texto avisa para não deixar dúvidas sobre o gancho: “Ms. Marvel voltará em em ‘As Marvels'”. Além do retorno de Brie Larson como Carol Danvers/Capitã Marvel e Iman Vellani como Kamala Khan/Ms. Marvel, “As Marvels” também contará com Samuel L. Jackson repetindo seu papel de Nick Fury e Teyonah Parris como a Monica Rambeau de “WandaVision”. O filme tem roteiro de Megan McDonnell (da equipe de “WandaVision”) e estreia marcada apenas para 27 julho de 2023 no Brasil. O último episódio da 1ª temporada de “Ms. Marvel” foi disponibilizado na quarta passada (13/7) na Disney+.
“Thor: Amor e Trovão” segue como filme mais visto do Brasil
“Thor: Amor e Trovão” manteve a liderança das bilheterias nos cinemas brasileiros pelo segundo fim de semana consecutivo, ao registrar um público de 825 mil pessoas e uma renda de R$ 17,7 milhões, segundo dados da Comscore. “Minions 2: A Origem de Gru” também repetiu o 2º lugar, com 622 mil espectadores e arrecadação de R$ 12 milhões, apesar da estreia recente de “Elvis”. Com distribuição muito menor, pela monopolização dos cinemas pelos dois títulos anteriores, o musical sobre o Rei do Rock foi apenas o 3º filme mais assistido, com 198 mil pagantes. O ranking também registrou “O Telefone Preto” em 4º lugar. O detalhe é que o terror só será lançado oficialmente na quinta-feira (21/7). Sua presença entre os títulos mais vistos da semana só comprova que as distribuidoras não seguem seus próprios calendários, fazendo “pré-estreias” pagas que, na prática, significam uma estreia convencional antecipada. Ao todo, 1,84 milhão de pessoas compareceram aos cinemas do Brasil entre quinta e domingo (17/7), o que rendeu mais de R$ 39 milhões em bilheteria. Confira o Top 10 abaixo. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 14-17/71. #Thor #LoveAndThunder 2. #MINIONS2 3. #Elvis 4. #OTelefonePreto (pré estreia)5. #TopGunMaverick 6.#JurassicWorldDominio 7. #Lightyear 8. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 9. #CrimesoftheFuture 10.#OAcontecimento — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) July 18, 2022
Bilheteria: “Thor: Amor e Trovão” mantém liderança e chega a US$ 500 milhões
“Thor: Amor e Trovão” manteve o 1º lugar nas bilheterias pelo segundo fim de semana, faturando US$ 46 milhões em vendas de ingressos nos EUA e Canadá, muito à frente do 2º colocado. O valor representa uma queda de 68% em relação à estreia, replicando o que aconteceu com o lançamento anterior da Marvel, “Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura”, que caiu 67% em seu segundo fim de semana nas bilheterias domésticas. Com isso, o quarto “Thor” atingiu um total de US$ 233 milhões na América do Norte e chegou a quase US$ 500 milhões mundiais – está com US$ 497,8 milhões, segundo o Box Office Mojo, que chegou a informar US$ 720 milhões no domingo (17/7), numa grande discrepância de valores. “Minions 2 – A Origem de Gru” ficou em 2º lugar na América do Norte com US$ 26 milhões. Enorme sucesso, a animação já soma US$ 262,5 milhões no mercado interno e US$ 532,7 milhões mundiais, disparando como a maior bilheteria infantil desde o advento da covid-19. A estreia de “Um Lugar Bem Longe Daqui” ficou em 3º lugar com US$ 17 milhões, abaixo das expectativas do mercado e do próprio estúdio Sony. Um dos maiores problemas para o drama romântico, orçado em US$ 24 milhões e baseado num best-seller de Delia Owens, foram as críticas negativas. A produção teve apenas 37% de aprovação no Rotten Tomatoes, que agrega as principais críticas publicadas em inglês. O filme, que inclui uma música inédita de Taylor Swift, só vai estrear em 1 de setembro no Brasil. O fim de semana ainda marcou um segundo lançamento amplo, a animação infantil da Paramount “O Lendário Cão Guerreiro”, que não conseguiu despertar o interesse do grande público, abrindo em 6º lugar com apenas US$ 6,25 milhões. Considerado medíocre pela crítica, teve 54% de aprovação no Rotten Tomatoes e estreia no Brasil em 25 de agosto, com dublagem de Paulo Vieira. Enquanto isso, “Top Gun: Maverick” continua com desempenho impressionante em 4º lugar, arrecadando US$ 12 milhões nos EUA, onde já ultrapassou a marca de US$ 600 milhões. Sua queda no fim de semana foi de apenas 23%. O Top 5 se completa com “Elvis”, que faturou US$ 7,6 milhões entre sexta e domingo (17/7), elevando sua bilheteria doméstica para US$ 106 milhões e o acumulado mundial para US$ 185,6 milhões.
Estreias: “Sintonia” e mais séries pra maratonar no fim de semana
A volta de “Sintonia” é o principal destaque da programação da Netflix nesta semana, que também traz produções das franquias “Resident Evil” e “Kung Fu Panda”. Por sinal, a série animada do Panda é uma das atrações recomendadas para as crianças aproveitarem nas férias. Mas os adultos dispõem de mais novidades, a começar por uma produção russa da Globoplay proibidíssima para menores, sobre o mundo das camgirls. Tem também Lucy Hale caçando serial killer na HBO Max e uma seleção de desenhos. Preste atenção: três das quatro séries animadas disponibilizadas não são para as crianças. Confira abaixo as 10 séries mais interessantes da semana, com trailers e mais detalhes. | SINTONIA # 3 | NETFLIX A série brasileira mais vista da Netflix volta a acompanhar os destinos de três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da fé religiosa. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes. Na 3ª temporada, MC Doni (Jottapê) se torna cada vez mais popular, Rita (Bruna Mascarenhas) se engaja na política e Nando (Christian Malheiros), foragido desde o desfecho da temporada passada, vê o cerco fechar a sua volta. A atração é produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, e escrita por Guilherme Quintella (também roteirista de “Insânia”). | RESIDENT EVIL: A SÉRIE # 1 | NETFLIX A primeira série live-action passada no universo dos jogos da Capcom é uma das adaptações mais fieis, apesar de apresentar uma história inédita na franquia, centrada nas filhas do vilão Albert Wesker, personagem do game original de 1996, que manipula os eventos por trás da saga. Mas vale apontar que a produção dividiu opiniões, dando saudades dos filmes estrelados por Milla Jovovich. A trama se desenvolve em duas cronologias paralelas. Uma parte é história de origem e acompanha as irmãs Jade e Billie Wesker aos 14 anos, quando se mudam para New Raccoon City e descobrem que o pai pode estar escondendo segredos sombrios capazes de destruir o mundo. Já a segunda parte se passa em Londres, 15 anos depois, quando o apocalipse de Wesker reduziu a população da Terra a menos de 15 milhões de habitantes – e a mais de 6 bilhões de monstros: pessoas e animais infectados pelo T-vírus. É neste mundo que Jade, agora com 30 anos, luta para sobreviver, enquanto é assombrada por segredos do passado que envolvem a irmã e o pai. Destaque do elenco, Lance Reddick, que integrou as séries “Lost”, “Fringe” e a franquia “John Wick”, é o primeiro ator negro a interpretar Albert Wesker, enquanto Ella Balinska (“As Panteras”) e Tamara Smart (de “Clube do Terror”) vivem as versões adulta e adolescente de Jade. | RAGDOLL # 1 | HBO MAX A nova série de Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”) é um produção britânica de suspense. Muito suspense. Desenvolvida pelo roteirista-produtor Freddy Syborn (“Fluentes no Amor”), a atração gira em torno da investigação do assassinato de seis pessoas, que foram esquartejadas e costuradas na forma de um corpo grotesco – apelidado de “Ragdoll” (boneca de retalhos na tradução). Para complicar, o assassino provoca a polícia enviando uma lista de suas próximas vítimas. E o nome de um dos detetives encarregados do caso, Nathan Rose, é uma delas. Hale interpreta a nova recruta da unidade policial, a detetive Emily Baxter, que vai trabalha no caso com o detetive Nathan Rose (Henry Lloyd-Hughes, o Sherlock de “Os Irregulares de Baker Street”, da Netflix). | HAPPY END # 1 | GLOBOPLAY A série russa é a melhor surpresa da semana. Chegou sem alarde com conteúdo ousadíssimo e totalmente impróprio para menores. A trama acompanha uma jovem que decide viver como camgirl em acordo com seu namorado especialista em TI. Mas suas expectativas logo entram em colisão, conforme o comércio do sexo começa a evoluir e abrir um novo mundo para a garota. Com muita nudez, mas também humor e um enredo envolvente, a série é uma criação do cineasta Evgeniy Sangadzhiev (“Deixando o Afeganistão”) e destaca em seu elenco a corajosa Lena Tronina, já conhecida das produções de streaming por “Montanha da Morte: O Incidente na Passagem Dyatlov” (HBO Max). | UM PASSO DE CADA VEZ | APPLE TV+ A produção infantil acompanha um menino com perna postiça, que após estudar a vida inteira em casa, tem que ir para a escola. Desenvolvida por Matt Fleckenstein, criador de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn” e roteirista de “iCarly”, a série é inspirada no livro de memórias do esquiador paralímpico Josh Sundquist. A trama apresenta Josh (interpretado por Logan Marmino) como uma criança 12 anos de idade, três anos depois de perder a perna para um câncer. | UMA ADVOGADA EXTRAORDINÁRIA # 1 | NETFLIX Já imaginou como seria “The Good Doctor” se a série fosse com advogados? Pois a nova produção sul-coreana da Netflix gira em torno de Woo Young-woo, uma advogada com transtorno do espectro autista (TEA), recém contratada por um grande escritório de advocacia. Ela tem um QI altíssimo de 164, memória excepcional e uma maneira criativa de pensar, mas sofre com baixa inteligência emocional e poucas habilidades sociais. Como resultado, muitos a enxergam como uma pessoa esquisita, gerando alguns entraves em sua vida. O papel da advogada Woo é desempenhado por Park Eun-bin, uma conhecida atriz de doramas que brilhou recentemente na série de época “O Rei de Porcelana” (The King’s Affection), também disponível na Netflix. | SOLAR OPPOSITES # 3 | STAR+ Desenvolvida por Justin Roiland (co-criador de “Rick & Morty”), a atração animada acompanha uma família alienígena que escapou da explosão de seu mundo e vive refugiada nos subúrbios dos EUA, divididos entre achar que a Terra é horrível e impressionante. Enquanto dois deles só veem a poluição, o consumismo grosseiro e a fragilidade humana, os outros dois amam os seres humanos e toda a sua TV, junk food e coisas divertidas. O elenco de vozes destaca o próprio Roiland, Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Mary Mack (dubladora de “Golan the Insatiable”) e Sean Giambrone (“The Goldberg”) como os alienígenas, além de vários astros famosos como coadjuvantes, entre eles Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”), Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”), Amanda Leighton (“This Is Us”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Echo Kellum (“Arrow”) e Jason Mantzoukas (“The Good Place”). A série já está renovada para a 4ª temporada. | BIRDGIRL # 2 | HBO MAX A série animada do Adult Swim chega à 2ª temporada explorando situações cada vez mais surreais. Reciclagem adulta de personagens dos anos 1960 da produtora Hanna-Barbera, a trama acompanha as modernas aventuras empresariais da Birdgirl (ou Garota Pássaro), personagem que era uma simples coadjuvante, introduzida num episódio de 1967 do desenho do “Homem-Pássaro” (Birdman). O visual é o mesmo da época, concebido pelo mestre Alex Toth, que também criou Space Ghost e, claro, o Homem-Pássaro. Quase esquecida, a heroína foi resgatada numa das primeiras paródias do Adult Swim, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman, Attorney at Law), lançada em 2000, que mostrava o Homem-Pássaro como advogado. “Birdgirl” é um spin-off daquela série, que acompanha Judy Ken Sebben, a Birdgirl, após assumir o controle da empresa de seu falecido pai. Só que o trabalho de CEO se transforma numa luta contra o mal. Isto porque a empresa que ela assume tem uma agenda maligna, obtendo seu lucro de desmatamento de florestas, envenenamento de populações e de altas tarifas de hospitais infantis. Diante do problema, Birdgirl resolve juntar um novo grupo de super-heróis para enfrentar sua mais importante missão: acabar com tudo o que a torna rica. A série foi desenvolvida por Erik Ritcher e Michael Ouweleen, criadores de “Harvey, o Advogado”, e destaca um trabalho brilhante de Paget Brewster (a Emily Prentiss de “Criminal Minds”) como a voz da heroína. | FARZAR # 1 | NETFLIX A nova série animada adulta de ficção científica não poupa violência, robôs, alienígenas bizarros, piadas sexuais, genitália, escatologia e um mundo em guerra, onde o grande herói é na verdade um aproveitador interessado no poder. Na trama, após libertar o planeta Farzar do malvado alienígena Bazarack, o egoísta guerreiro Renzo casou-se com a rainha idosa daquele mundo para se tornar o novo Czar. Anos depois, quando o planeta fica novamente sob ataque de alienígenas devoradores de gente, seu filho ingênuo e menos brilhante, Príncipe Fichael, acredita que deve seguir a tradição e liderar a resistência. Só que ao liderar uma equipe contra a invasão, Fichael começa a descobrir que nem tudo é o que parece e ele pode estar vivendo uma mentira. “Farzar” é uma criação da dupla Roger Black e Waco O’Guin, criadores das divertidamente infames “Brickleberry” e “Paradise PD” (esta também lançada na Netflix). | KUNG FU PANDA: O CAVALEIRO DRAGÃO # 1 | NETFLIX A primeira série baseada na franquia de cinema traz o comediante Jack Black (“Jumanji: Próxima Fase”) de volta ao papel-título, após dublar o panda Po em três filmes e também em curtas. O último trabalho do ator na animação tinha sido em 2016, no longa “Kung Fu Panda 3”. A trama é uma nova aventura com personagens inéditos. Para evitar que um misterioso par de doninhas roube uma coleção de quatro armas poderosas, que podem destruir o mundo, Po se alia a uma ursa britânica (dublada em inglês pela cantora Rita Ora) e embarca em uma jornada ao redor do mundo atrás de redenção e justiça.
Iman Vallani surtou ao descobrir ligação de Ms. Marvel com os X-Men
Spoiler! Spoiler! Além de trazer brevemente Brie Larson como “Capitã Marvel” nas cenas pós-créditos, o último episódio de “Ms. Marvel”, disponibilizado na quarta (13/7) na Disney+, também trouxe à tona a palavra “mutação” para explicar a origem dos poderes de Kamala Khan. Mais que isso. Para deixar claro o que mutantes significam na Marvel, quando Bruno (Matt Lintz) fala a palavra mágica, a trilha muda rapidamente para incluir acordes da série animada clássica dos X-Men. Totalmente aleatória, a explicação muda a trajetória de Ms. Marvel, que possui gens inumanos nos quadrinhos. Mas foi comemorada pela atriz Iman Vellani, que disse ter gritado no momento em que leu o roteiro e descobriu que sua personagem é uma mutante. “Eu surtei imediatamente. Enviei um e-mail para Kevin Feige [presidente do Marvel Studios] todo escrito com letras maiúsculas. Estava honrada, estava enlouquecendo”, afirmou Vellani em entrevista ao site oficial da Marvel. “Essa é a maior negócio do mundo e o fato disso acontecer na nossa série é uma loucura”, completou a intérprete da Ms. Marvel. Nas redes sociais, Vellani ainda compartilhou um vídeo onde afirma que está ansiosa para ver a reação dos fãs ao descobrir toda a história de Kamala. Ela aposta que o público também vai pirar quando ouvir essa revelação. “As pessoas vão perder a cabeça. Eles vão perder tudo. Eu perdi. É realmente um grande negócio”, disse na entrevista pra Marvel. Toda essa excitação se deve ao fato de Kamala Khan ter virado a primeira mutante confirmada do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), sem considerar as variantes do multiverso, abrindo caminho para a chegada dos X-Men. Veja abaixo a cena mencionada.
“Ms. Marvel” introduz filme “As Marvels” em cena pós-créditos
O final da série “Ms. Marvel”, disponibilizado nesta quarta (13/7) na Disney+, inclui um gancho para o filme “As Marvels”. Uma cena pós-créditos traz a jovem Kamala Khan (Iman Vellani) sugada para dentro do armário de seu quarto, para em seu lugar emergir a Capitã Marvel (Brie Larson), bastante preocupada ao reparar onde está. Para não deixar dúvidas, um texto avisa em seguida: “Ms. Marvel voltará em em ‘As Marvels'”. Apesar desse gancho, as aparências podem enganar. Nos quadrinhos, Kamala Khan também é capaz de mudar de aparência e, logo que descobre esse poder, transforma-se numa versão da Capitã Marvel. Considerando que, no episódio final a heroína descobriu ser capaz de aumentar de tamanho, a transformação poderia explicar o que houve. Mas a dúvida vai levar um ano para ser esclarecida. “As Marvels” tem estreia marcada apenas para 27 julho de 2023 no Brasil. Além do retorno de Brie Larson como Carol Danvers/Capitã Marvel e Iman Vellani como Kamala Khan/Ms. Marvel, “As Marvels” também contará com Samuel L. Jackson repetindo seu papel de Nick Fury e Teyonah Parris como a Monica Rambeau de “WandaVision”. O filme tem roteiro de Megan McDonnell (da equipe de “WandaVision”) e direção de Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”).
Astro de “Han Solo” entra na série “Coração de Ferro”, da Marvel
O ator Alden Ehrenreich, que viveu Han Solo em “Han Solo: Uma História Star Wars”, entrou no elenco de “Coração de Ferro” (Iron Heart), nova série do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) em desenvolvimento para a Disney+. Embora seu papel não tenha sido divulgado, o site Deadline afirma que sua importância na história será considerável. Ele se junta a Dominique Thorne (“Judas e o Messias Negro”), intérprete da personagem Riri Williams/Coração de Ferro, além de Anthony Ramos (“Em um Bairro de Nova York”), Manny Montana (“Good Girls”) e o menino Harper Anthony (“Vulture City”). Nos quadrinhos, a inventora genial Riri Williams desenvolve a armadura mais avançada desde a criação do Homem de Ferro por Tony Stark. Personagem recente, ela foi criada pelo roteirista Brian Michael Bendis e o artista brasileiro Mike Deodato em 2015 como possível substituta do Homem de Ferro – que, vale lembrar, não morreu nos quadrinhos. A primeira aparição da heroína vai acontecer no filme “Pantera Negra – Wakanda Forever”, que chega aos cinemas brasileiros em 10 de novembro. Já a série ainda não tem previsão de estreia, mas deve chegar em 2023. O desenvolvimento da produção está a cargo de Chinaka Hodge, roteirista da série “Expresso do Amanhã”(Snowpiercer).
Séries da Star+ batem recorde no Emmy 2022
As séries da plataforma americana Hulu, que são disponibilizadas no Brasil pela Star+, tiveram o melhor desempenho de sua História no Emmy, atingindo um recorde de 58 indicações. A relação foi revelada nesta terça-feira (12/7) pela Academia de Televisão. O número representa mais que o dobro da maior quantidade de nomeações já conquistada pelo streaming adulto da Disney: 27, em 2018. No ano passado, a Hulu teve 26 indicações. As atrações com maior destaque foram a comédia “Only Murders in the Building”, com 17 indicações, e as minisséries “Dopesick”, com 14, “Pam & Tommy”, com 10, e “The Dropout”, com 5. Todas estão disponíveis na Star+. “Sempre tivemos uma estratégia de curadoria e diversificação. A excelência em geral sempre foi muito importante”, disse Craig Erwich, presidente da ABC Entertainment & Hulu Originals, em comunicado. “Mas acho que este ano é a culminação da estratégia e de toda a organização trabalhando incrivelmente bem em conjunto”. Na contagem geral, as produções da Hulu só perderam para atrações da HBO/HBO Max (130 indicações) e Netflix (105), estabelecendo-se como terceira força criativa do streaming. Com esse desempenho, a Hulu deixou de ser o “patinho feio” da Walt Disney Company, pulando à frente de sua plataforma irmã – e bem mais rica – , a Disney+ (34) – que, inclusive, ficou atrás da Apple TV+ (51) em indicações. A conquista é um belo cartão de visita para Dana Walden, ex-executiva da Fox que, após a fusão com a Disney, passou a comandar a divisão das séries da empresa. Pelo resultado de seu trabalho, principalmente na renovação da programação da Hulu onde teve maior autonomia, ela foi promovida a Presidente Geral de Entretenimento do conglomerado no mês passado.
Emmy: Marvel soma 19 indicações e Chadwick Boseman vai disputar prêmio póstumo
O MCU, sigla em inglês que identifica o Universo Cinematográfico da Marvel, obteve 19 indicações em seu segundo ano de presença no Emmy, divididas entre “Cavaleiro da Lua” (oito indicações), “Loki” (seis), “What If…?” (três) e “Gavião Arqueiro” (dois). A relação foi revelada nesta terça-feira (12/7) pela Academia de Televisão. Mas uma indicação chama mais atenção que qualquer outra: o falecido ator Chadwick Boseman vai disputar postumamente o Emmy de Melhor Dublagem por seu último trabalho, como a voz de T’Challa na primeira série animada do Marvel Studios, “What If…?”. Falecido em agosto de 2020, aos 43 anos, ele também disputou o Oscar de Melhor Ator após a morte, pelo filme “A Voz Suprema do Blues” (2020). Boseman vai enfrentar na categoria o outro único ator do MCU indicado ao Emmy 2022: F. Murray Abraham, que deu voz ao deus Khonshu em “Cavaleiro da Lua”. As demais nomeações da Marvel foram todas técnicas – ou, como prefere a Academia de Televisão, criativas – , como dublês, fotografia, figurino, etc. O desempenho é bastante inferior ao do ano passado, quando o MCU conquistou 28 indicações e, graças a “WandaVision”, apareceu em categorias de prestígio como Melhor Minissérie, Ator, Atriz e Atriz Coadjuvante.
Disney anuncia três produções com membros do BTS
A Walt Disney Company e o estúdio sul-coreano Hybe anunciaram uma nova parceria de conteúdo global nesta segunda-feira (11/7) que renderá cinco títulos originais para os serviços de streaming da Disney, incluindo três projetos com membros do BTS, o grupo mais popular do K-pop. Os projetos com os cantores do BTS incluem o documentário “BTS: Permission to Dance on Stage – LA”, que registra uma apresentação ao vivo no Sofi Stadium de Los Angeles em novembro passado, o reality “In the Soup: Friendcation”, que acompanha uma viagem surpresa com um elenco repleto de estrelas, incluindo V do BTS e a atriz Woo-shik Choi (de “Parasita”), e a série documental “BTS Monuments: Beyond the Star”, que promete um “acesso sem precedentes a uma vasta biblioteca de músicas e imagens nos últimos novos anos da banda”, apresentando “o cotidiano, pensamentos e planos dos membros do BTS, enquanto se preparam para seu segundo capítulo”, de acordo com comunicado. “Esta colaboração representa nossa ambição criativa: trabalhar com criadores de conteúdo icônicos e grandes estrelas da Ásia para que seu talento possa ser apreciado pelo público de várias maneiras. Acreditamos que esses novos títulos cativarão os consumidores em todo o mundo e esperamos introduzir mais conteúdo musical em nosso serviço”, disse Jessica Kam-Engle, diretora de conteúdo da Disney, sobre a parceria. A empresa disse anteriormente que lançaria mais de 20 títulos sul-coreanos neste ano em streaming, incluindo pelo menos 12 produções originais. O título original sul-coreano mais popular da Disney até o momento é a série “Snowdrop”, disponibilizada na Star+ e estrelada por Jisoo, membro do grupo feminino de K-pop Blackpink. O BTS comunicou no início deste mês que pretende se focar em projetos solo. O estúdio Hybe esclareceu que se trata de um hiato e que, apesar do interesse em empreendimentos individuais, os sete membros do BTS continuariam a participar de atividades em grupo.
“Thor: Amor e Trovão” leva quase 2 milhões de brasileiros aos cinemas
Em cartaz na maioria dos cinemas do país, “Thor: Amor e Trovão” foi visto por quase 2 milhões de brasileiros em seus primeiros dias de exibição. A todo, foram 1,98 milhões de pessoas, incluindo as sessões de pré-estreia. O desempenho só perde para uma outra abertura da Marvel em 2022: “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, que teve 2,8 milhões de espectadores em seu lançamento. A arrecadação do quarto filme de “Thor” atingiu R$ 35,1 milhões, considerando apenas o fim de semana estendido de quinta a domingo (10/7). O resultado desbancou o título mais visto da semana passada, “Minions 2: A Origem de Gru”, que ficou em 2º lugar com 705 mil espectadores e R$ 14,1 milhões em ingressos vendidos. “Top Gun: Maverick” fecha o Top 3 com pouco mais de 102 mil espectadores e renda de R$ 2,66 milhões. Em cartaz há quase dois meses, o filme de Tom Cruise já se aproxima dos R$ 100 milhões nos cinemas brasileiros. Confira abaixo a lista das 10 maiores bilheterias do fim de semana no Brasil, de acordo com dados da Comscore. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 7-10/Julho:1. #ThorLoveAndThunder #thoramoretrovao 2. #MINIONS2 3. #TopGunMaverick 4. #JurassicWorldDominio 5. #Lightyear 6. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 7. #LolaESeusIrmãos8. #AmigoSecreto9. #SonicMovie2 10.#OsPrimeirosSoldados — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) July 11, 2022
“Amor e Trovão” tem maior estreia de todos os filmes de Thor
“Thor: Amor e Trovão” teve a melhor estreia doméstica da franquia estrelada por Chris Hemsworth, ao abrir com US$ 143 milhões nos EUA e Canadá neste fim de semana. O valor ainda equivale à quarta maior bilheteria de estreia da pandemia, atrás de duas outras produções da Marvel, “Homem-Aranha: Longe de Casa” (US$ 260 milhões) e “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (US$ 187,4 milhões), e de “Jurassic World: Domínio” (US$ 145 milhões). O sucesso se estendeu a todos os países, fazendo trovejar mais US$ 159 milhões nas bilheterias internacionais, o que levou o quarto “Thor” a atingir um início global de US$ 302 milhões. A Coreia do Sul foi o principal mercado do exterior com US$ 15,3 milhões, seguido pelo Reino Unido (US$ 14,8 milhões), Austrália (US$ 13,8 milhões), México (US$ 11,8 milhões) e Índia (US$ 10,3 milhões). Entretanto, como tem sido regra para a Disney desde o fiasco de “Mulan”, os filmes do estúdio seguem vetados na China, país com mais cinemas do mundo. O que mais chama atenção nesses números é que os lançamentos de Thor costumam disputar com os títulos do “Homem-Formiga” as bilheterias mais baixas da Marvel. A exceção tinha sido “Thor: Ragnarok”, que estreou com US$ 122,7 milhões na América do Norte em 2017. O primeiro “Thor” abriu com US$ 65,7 milhões nos EUA em 2011, enquanto o segundo, “Thor: Mundo Sombrio”, fez US$ 85,7 milhões em 2013. Mas o público e os críticos não amaram tanto a nova continuação quanto o filme anterior, dirigido pelo mesmo cineasta, Taika Waititi. “Amor e Trovão” teve aprovação de 68% no Rotten Tomatoes (avaliação da crítica) e nota B+ no CinemaScore (pesquisa com o público), enquanto “Ragnarok” atingiu 93% no Rotten Tomatoes e A- no CinemaScore. Essa diferença poderia ser um entrave no desempenho futuro da produção, mas a concorrência resolveu ajudar a Marvel e programar apenas lançamentos limitados no próximo fim de semana. Dureza mesmo foi a estreia, tirada de letra. O filme chegou aos cinemas num momento em que vários blockbusters estão cartaz, evidenciando uma recuperação definitiva do mercado. “Minions 2: A Origem de Gru” ficou em 2º lugar na América do Norte com US$ 45,6 milhões. Enorme sucesso, a animação já soma US$ 210,1 milhões no mercado interno e praticamente US$ 400 milhões mundiais, consagrando-se em dois fins de semana como a maior bilheteria infantil desde o advento da covid-19. “Top Gun: Maverick” continuou voando perto do topo com US$ 15,5 milhões. Em 3º lugar, o filme estrelado por Tom Cruise está com um total doméstico de US$ 597,4 milhões e US$ 1,1 bilhão mundiais. Em 4º lugar, a cinebiografia “Elvis” somou mais US$ 11 milhões para chegar neste domingo (10/7) a um total doméstico de US$ 91,2 milhões e US$ 155,1 milhões mundiais. O drama musical estreia no Brasil na quinta-feira (14/7). “Jurassic World: Domínio” fecha o Top 5 com US$ 8,1 milhões e outro desempenho vigoroso: US$ 350,3 na América do Norte e US$ 826,5 milhões em todo o mundo. Com tantos sucessos em cartaz, a receita doméstica do fim de semana deve atingir US$ 235 milhões nos EUA e Canadá – um aumento de 217% em relação ao mesmo período do ano passado, quando “Viúva Negra” chegou aos cinemas. Mas a comparação que realmente revela o estado de remissão atual do mercado é com a era pré-pandêmica. E o valor é apenas 12% inferior ao faturamento saudável de 2019, antes de qualquer quarentena.
Diretor de “O Paradoxo Cloverfield” fará “Capitão América 4”
A Marvel finalmente definiu o diretor de “Capitão América 4”, filme anunciado há 15 meses. O estúdio fechou com o cineasta nigeriano-americano Julius Onah, que é mais conhecido por ter dirigido a sci-fi “O Paradoxo Cloverfield”, de 2018. O roteiro está a cargo de Malcolm Spellman, criador de “Falcão e o Soldado Invernal”, em parceria com Dalan Musson, que também trabalhou na série do Disney+. Não por acaso, a trama de “Capitão América 4” será consequência dos eventos da série, quando o Falcão assumiu o escudo e o título do Capitão América original. Anthony Mackie vai estrelar o longa, reprisando o papel de Sam Wilson, seu personagem do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), que já foi o Falcão e atualmente é o novo Capitão América. Até o momento, nenhum outro integrante do elenco foi confirmado. Também não há previsão para o começo das filmagens nem data de estreia. Onah nasceu em Markurdi, Nigéria, e morou em vários lugares do mundo graças à carreira do pai diplomata, antes de se estabelecer nos EUA. Ele fez mais de 10 curtas entre 2004 e 2012, e seu trabalho de formatura na Escola de Cinema de Universidade de Nova York atraiu Spike Lee como produtor executivo. Os curtas – e um clipe do DJ Avicii – chamaram a atenção do cineasta JJ Abrams, que o contratou para dirigir “O Paradoxo Cloverfield”. Mas a crítica destruiu a produção, lançada de surpresa na Netflix. Demonstrando que o fracasso do filme estava mais ligado ao roteiro que a direção, Onah se consagrou em seu filme seguinte, o drama indie “Luce” (2019), que recebeu três indicações ao Spirit Awards (o Oscar do cinema independente), incluindo Melhor Direção.











