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    Disney anuncia planos para conteúdo internacional em sua plataforma de streaming

    25 de junho de 2019 /

    A Disney confirmou os planos de produção de conteúdo internacional para sua plataforma de streaming ao anunciar o novo executivo que será responsável pelo setor. Não bastasse mirar num mercado explorado até aqui apenas pela Netflix em grande escala, a contratação acirrou o clima de guerra entre as duas empresas, porque o escolhido para potencializar o mercado internacional da Disney+ (Disney Plus) é Matt Brodlie, ex-diretor da divisão de Filmes Originais da Netflix. Brodlie foi quem definiu as estratégias bem-sucedidas de filmes da plataforma, enfatizando produções sci-fi e comédias românticas para adolescentes, o que serve sob medida para o projeto da Disney+ (Disney Plus). Além disso, ele foi responsável por convencer Alfonso Cuarón a lançar “Roma” em streaming. “À medida que procuramos lançar a Disney+ (Disney Plus) além dos EUA nos próximos anos, Matt terá um papel fundamental na execução de nossa estratégia de conteúdo”, disse Ricky Strauss, presidente de Conteúdo e Marketing do Disney+ (Disney Plus), em comunicado. “Ele é um executivo comprovado com os instintos criativos e a experiência correta para ajudar a tornar a Disney+ (Disney Plus) um lugar onde talentos podem criar conteúdo original e de alta qualidade para o público em todo o mundo. Estamos muito felizes em tê-lo em nosso time.” O novo executivo da Disney, que terá o cargo oficial de vice-presidente senior de Desenvolvimento de Conteúdo Internacional, também se disse empolgado por entrar no começo do projeto. “Estou animado com esta oportunidade de ingressar na Disney+ (Disney Plus) neste momento crucial e espero trabalhar de forma colaborativa com as equipes de todo o mundo para criar um entretenimento premium que seja relevante e duradouro”, acrescentou Brodlie. Os planos de internacionalização da Disney+ (Disney Plus) são ótima notícia para os produtores brasileiros, que em breve verão aumentar o leque de opções de plataformas para novos projetos.

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  • Filme

    Diretores de Vingadores: Ultimato revelam as “cenas” extras do relançamento do filme

    25 de junho de 2019 /

    Os irmãos Russo divulgaram no Instagram os conteúdos da nova versão de “Vingadores: Ultimato”, que voltará aos cinemas um pouco mais longo no último fim de semana de junho. Infelizmente, o material descrito passa longe de ser empolgante. Consiste numa nova abertura, em que Anthony Russo apresenta o filme, e um novo fecho com prévia de “Homem-Aranha: Longe de Casa”. De inédito e exclusivo mesmo apenas uma única cena “deletada”, e ainda por cima “inacabada” (conforme descrição), após os créditos – e que também será incluída na edição em DVD e Blu-Ray do filme. Rumores indicam que a cena envolverá o Hulk. Também há informações sobre uma homenagem especial a Stan Lee, que não foi citada no post. Em compensação, o post afirma que o lançamento será global. Entretanto, a Disney ainda não divulgou detalhes sobre a exibição da nova versão no Brasil. Com o material precário acrescentado, a Disney assume que o relançamento é um caça-níquel, feito à toque de caixa registradora para juntar mais alguns trocados ao montante bilionário da produção e assim tirar de “Avatar” o título de maior bilheteria mundial de cinema em todos os tempos. O filme dos super-heróis da Marvel está atualmente com US$ 2,750 bilhões de arrecadação, enquanto a sci-fi de James Cameron tem US$ 2,788 bilhões. A diferença é de “apenas” US$ 38 milhões. O relançamento de “Vingadores: Ultimato” também ganhou um pôster horroroso, que ilustra a mensagem dos diretores no Instagram. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram See #AvengersEndgame on the big screen one more time before it leaves theaters… Act fast to get your hands on this exclusive poster (at select theaters while supplies last), see a special intro from Anthony, an unfinished deleted scene, and a special sneak peek from #SpiderManFarFromHome. Get your tickets now through the link in bio for this GLOBAL RELEASE! Uma publicação compartilhada por The Russo Brothers (@therussobrothers) em 25 de Jun, 2019 às 10:38 PDT

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  • Filme

    Diretora de Para Todos os Garotos que Já Amei vai filmar fábula encantada para a Disney+ (Disney Plus)

    25 de junho de 2019 /

    A Disney contratou a diretora Susan Johnson, do sucesso da Netflix “Para Todos os Garotos que Já Amei”, para comandar um novo filme de fábula encantada do estúdio. Todos os detalhes da produção, como o título e a premissa, estão sendo mantidos em sigilo. Mas a obra será lançada pelo serviço de streaming Disney+ (Disney Plus). O que põe mais lenha na fogueira da rivalidade entre a Netflix e a Disney. Segundo apurou o site Deadline, o roteiro foi escrito pela estreante em longas Cat Vask (do curta “Grrl Scouts”) e a produção estaria negociando com os atores Olivia Cooke (“Bates Motel”, “Jogador Nº 1”) e Lakeith Stanfield (Atlanta, Corra!) para interpretar o casal principal da trama. A produção se junta a outras produções infantis exclusivas já anunciados para a plataforma, como a versão live-action de “A Dama e o Vagabundo” e uma comédia em que Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) interpreta a filha do Papai Noel. Divulgação

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  • Filme

    Estreia de Toy Story 4 leva quase 2 milhões de pessoas aos cinemas no Brasil

    24 de junho de 2019 /

    “Toy Story 4” estreou em 1º lugar nas bilheterias do Brasil, levando quase 2 milhões de espectadores aos cinemas no final de semana. Com todo esse público, o longa arrecadou R$ 34,9 milhões entre quinta e domingo (23/6). O desempenho excepcional tirou “Aladdin” do topo do ranking, deixando a fábula live-action em 2º lugar após um mês em cartaz, com R$ 5,8 milhões arrecadados. O detalhe é que ambas são produções da Disney, que confirma sua hegemonia no mercado cinematográfico. Só nos últimos quadro dias, o estúdio arrecadou mais de R$ 40 milhões no Brasil com os dois lançamentos. E vale lembrar que, desde a estreia, “Aladdin” já acumula R$ 73,6 milhões em bilheteria e público de 4,3 milhões de pessoas. Impressionante. O resto do Top 5 nacional tem “MIB: Homens de Preto – Internacional” (R$ 4,1 milhões), “X-Men: Fênix Negra” (R$ 2,7 milhões) e “Rocketman” (R$ 1,5 milhão). Os dados são da consultoria comScore.

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  • Filme

    Happy e Tia May viram casal em novo comercial de Homem-Aranha: Longe de Casa

    24 de junho de 2019 /

    A Sony divulgou um novo comercial de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que mostra o que acontece quando o Homem-Aranha fica muito tempo “longe de casa”. A prévia mostra cenas de flerte entre Happy Hogan (Jon Favreau) e a Tia May (Marisa Tomei), que surpreendem Peter Parker (Tom Holland) e o deixam bastante desconfortável. Novamente escrito por Erik Sommers e Chris McKenna, e com direção de Jon Watts, responsáveis pelo filme anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia em 4 de julho no Brasil, dois dias depois do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Descendentes 3 ganha trailer dublado e data de estreia no Brasil

    24 de junho de 2019 /

    O Disney Channel divulgou a versão dublada em português do trailer de “Descendentes 3”, que revela a data de estreia nacional do novo telefilme com os filhos reformados dos vilões clássicos das fábulas encantadas. A prévia dá detalhes da trama, ao mostrar Mal (filha de Malévola) pedida em casamento por Ben (filho da Bela e da Fera) e a volta da maldição da Bela Adormecida. Para impedir que a população do reino de Auradon caia em sono eterno, Mal reúne seus amigos para ir atrás do vilão Hades e obter um objeto mágico capaz de reverter a maldição. Além de Dove Cameron como Mal, Cameron Boyce, Sofia Carson, Booboo Stewart e Mitchell Hope também retornam na continuação, repetindo seus papéis como Carlos, Evie, Jay e Ben, enquanto Cheyenne Jackson (de “American Horror Story”) veste uma peruca púrpura new wave para encarnar Hades. Para completar, Kenny Ortega também retorna como diretor. A estreia vai acontecer em 9 de agosto no Brasil, uma semana após a exibição nos Estados Unidos.

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  • Filme,  Música

    Trilha do remake de O Rei Leão terá música inédita de Elton John

    24 de junho de 2019 /

    A Disney anunciou que a trilha sonora de “O Rei Leão” será lançada em 11 de julho, pouco mais de uma semana antes do lançamento do filme, e que ela contará com uma canção inédita de Elton John. Intitulada “Never Too Late”, a nova música foi composta por Elton John e Tim Rice, e interpretada pelo cantor junto com um coral africano produzido por Lebo M. As demais faixas são trechos da trilha orquestral de Hans Zimmer e as canções clássicas da animação de 1994, entre elas “Can You Feel the Love Tonight”, que também foi composta por Elton John e Tim Rice e venceu o Oscar de Melhor Canção Original. No remake com computação gráfica, a música ganhou regravação da cantora Beyoncé e do ator Donald Glover, que é conhecido no meio musical como o rapper Childish Gambino. Veja a capa da trilha sonora oficial abaixo. Com direção de Jon Favreau, dos aclamados “Homem de Ferro” (2008) e “Mogli: O Menino Lobo” (2016), “O Rei Leão” chega aos cinemas brasileiros em 18 de julho, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Diretor de Thor: Ragnarok vai dirigir animação de Flash Gordon

    24 de junho de 2019 /

    A Disney vai produzir o primeiro longa-metragem animado do herói espacial “Flash Gordon”. E, segundo o site Deadline, ninguém menos que Taika Waititi, que conquistou os fãs da Marvel com outra aventura espacial, “Thor: Ragnarok”, foi contratado para escrever e dirigir o projeto. Os direitos da produção foram adquiridos pela Disney junto de sua compra do acervo da 20th Century Fox. O lançamento deve se manter com produção da Fox, que há anos tenta encontrar uma abordagem para relançar Flash Gordon no cinema – chegando a cotar Matthew Vaughn (“Kingsman” e “Kick-Ass”) e Julius Avery (“Operação Overlord”) como diretores. Criado pelo gênio dos quadrinhos Alex Raymond em 1934, “Flash Gordon” acompanha um atleta americano, o herói do título, que vai parar com sua namorada e um cientista russo num planeta chamado Mongo, onde alia-se à revolucionários que pretendem derrubar o ditador Ming, um líder sanguinário com planos para a conquista da Terra. Repleto de mulheres fatais, com direito às primeiras minissaias da História, além de naves espaciais, raios laser, homens-leões e homens com asas, a obra de Raymond já foi adaptada em três filmes na época dos seriados de aventura dos anos 1930 e 1940, cujo visual avançado chegou a servir de referência para “Guerra nas Estrelas” (1977) e “O Império Contra-Ataca” (1980). O personagem também ganhou um filme em 1980, que tentou pegar carona justamente no sucesso de “Guerra nas Estrelas”, mas o resultado decepcionou os fãs dos quadrinhos e é mais lembrado por sua trilha sonora, composta pela banda Queen, e por ter virado piada na comédia “Ted” (2012), de Seth MacFarlane.

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    Filmagens de Viúva Negra em Budapeste indicam que filme se passa antes de Os Vingadores

    24 de junho de 2019 /

    A mudança de locação das filmagens de “Viúva Negra” para Budapeste, na Hungria, registrada na semana passada, é um forte indício de que o filme é realmente um prólogo de “Os Vingadores” (2012). A heroína vivida por Scarlett Johansson mencionou uma missão de Budapeste no primeiro longa dos super-heróis. E esse detalhe voltou a ser destaque em “Vingadores: Ultimato”. Pelo que se deduz do contexto das conversas, a missão envolveu a SHIELD e outro Vingador, o Gavião Arqueiro, interpretado por Jeremy Renner. Em “Os Vingadores”, durante a invasão de Nova York, a Viúva Negra disse que a situação lembrava Budapeste. Ao que o Gavião retrucou: “Você e eu lembramos de Budapeste de forma muito diferente”. A referência foi retomada em novo diálogo entre os dois em “Vingadores: Ultimato”, sugerindo que eles tiveram um envolvimento romântico no passado. Além de Scarlett Johansson no papel principal, o longa também terá a atriz inglesa Florence Pugh, que demonstrou suas habilidades de luta no recente “Lutando pela Família” (ainda inédito no Brasil), além de Rachel Weisz (vencedora do Oscar por “O Jardineiro Fiel” e indicada por “A Favorita”), David Harbour (o xerife Hopper de “Stranger Things” e o novo “Hellboy” do cinema), O-T Fagbenle (“The Handmaid’s Tale”) e o recém-anunciado Ray Winstone (“Noé”). “Viúva Negra” tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”), direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) e não possui previsão de estreia. O filme ainda nem sequer foi oficialmente anunciado pela Marvel!

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  • Série

    Krysten Ritter descarta voltar a viver Jessica Jones em nova série

    24 de junho de 2019 /

    A atriz Krysten Ritter descartou retornar ao papel de Jessica Jones, caso a série da heroína seja resgatada por outro canal ou plataforma. Em entrevista ao site TVLine, ela disse que a 3ª temporada encerrou a história de “Jessica Jones” para ela. “Se acho que vou interpreta-la novamente? Não. Sinto que já fiz o que tinha fazer, sabe? E me sinto muito bem como concluídos as coisas. A porta se fechou de uma forma satisfatória”, disse Ritter. “Jessica Jones” foi a última série da Marvel na Netflix. Os capítulos finais chegaram ao streaming em 14 de junho. E seu final também marcou o fim da parceria, que desandou com o anúncio do projeto da plataforma Disney+ (Disney Plus). Todas as séries da parceria (“Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Punho de Ferro” e “Justiceiro”) foram canceladas como retaliação. Uma cláusula contratual proíbe os personagens de serem reutilizados pela Disney durante um período de dois anos. Mas há rumores de resgate na Disney+ (Disney Plus).

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  • Filme

    Samuel L. Jackson não perdoa erro em pôsteres de Homem-Aranha: Longe de Casa

    24 de junho de 2019 /

    Um erro do material promocional de “Homem-Aranha: Longe de Casa” chamou atenção do olhar crítico do ator Samuel L. Jackson . O intérprete de Nick Fury usou seu Instagram para questionar cartazes colocados lado a lado numa estação de metrô, em que seu personagem aparece com tapa-olho em olhos diferentes. “Uhhhhhhh, que p***a é essa que está acontecendo aqui?”, escreveu Jackson ao postar o erro, originalmente flagrado por um internauta. O ator ainda incluiu uma hashtag indicando que o lado correto era o esquerdo: #letfeyemuthafukkah (“olho esquerdo, filho da p***”, em tradução livre). Jackson interpreta Fury desde 2008, quando o personagem apareceu na cena pós-créditos do primeiro filme da Marvel Studios, “Homem de Ferro”. Mais recentemente, o longa da “Capitã Marvel” mostrou como Fury perdeu o seu olho esquerdo. Ver essa foto no Instagram Uhhhhhhh, What In The Actual FUCK IS GOING ON HERE???!!! #headsgonroll #lefteyemuthafukkah Uma publicação compartilhada por Samuel L Jackson (@samuelljackson) em 23 de Jun, 2019 às 7:03 PDT

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  • Filme

    Toy Story 4 emociona mesmo repetindo situações dos filmes anteriores

    24 de junho de 2019 /

    “Toy Story”, “Toy Story 2” e “3” não são apenas excelentes. São alguns dos melhores filmes já feitos e entregam com perfeição um começo, um meio e um fim como poucas trilogias foram capazes. E o que é “Toy Story 4”? Um novo final? Um novo começo? Precisava mesmo disso? Não fica claro. É tão relevante quanto desnecessário. Uma delícia de assistir, praticamente um complemento, mas não chega à altura dos anteriores. Entretanto, todos amam Woody, Buzz & Cia. É ótimo rever velhos amigos mesmo quando não contam muita novidade. E é exatamente isso que acontece com “Toy Story 4”, um pot-pourri dos melhores momentos e conflitos da (antes considerada) trilogia. Isso é bom e ruim, porque satisfaz quem gosta da saga, mas também é o primeiro dos quatro filmes a não entregar um roteiro desenvolvendo dramas e obstáculos inéditos. O único ponto de Toy Story 4 diferente de tudo que foi mostrado desde 1995 é o seu final. Mas até chegar lá, a história é uma repetição. Divertida, emocionante, mas ainda uma repetição. E fica a pergunta: esse final foi feito para (de novo) encerrar a série pela segunda vez ou para indicar sua reinvenção? Enfim, o tempo se encarregará de responder essa questão. Mas é um final que arrancará lágrimas dos fãs; não na mesma quantidade derramada em “Toy Story 3”, mas vai. Pode não ser o que você queria, porém é honesto com toda a série e demonstra o esforço de “Toy Story 4” em, no mínimo, honrar os anteriores. Até porque era impossível não retomar os temas de aceitação, abandono, lealdade, e existencialismo, amizade e a busca pelo nosso verdadeiro eu e nosso lugar no mundo, que são base da franquia. Tudo isso foi e explorado de alguma forma na trilogia, como a história do brinquedo que não sabe que é um brinquedo (“Toy Story”), a dúvida de Woody sobre se juntar a outros brinquedos e deixar sua criança para trás (“Toy Story 2”) e a fuga de um lugar estranho e ameaçador (“Toy Story 3”), que ressurgem repaginados com Garfinho e outros novos personagens, além de um antiquário tenebroso. Mas não há como negar que tudo é bem amarrado e que a história flui com maestria. Mesmo com seus repetecos, “Toy Story 4” é mágico e envolvente do início ao fim, como um entretenimento de primeira, coisa que às vezes até a própria Pixar se esquece de fazer. Talvez por causa da coragem de sua conclusão. Quando tudo está igual, a Pixar resolve fechar com uma última decisão inesperada, mas que faz todo o sentido depois de tantos anos acompanhando esses brinquedos. Principalmente, porque a franquia sempre foi representada por Woody (voz de Tom Hanks) e Buzz Lightyear (Tim Allen). Mas, no fundo, sempre foi sobre o caubói. Woody dedicou sua vida à Andy e aos amigos; nunca a si próprio. Em “Toy Story 4”, pela primeira vez, veremos Woody fazendo algo para ele mesmo. Ele representa pessoas que você conhece (ou talvez seja você) que abdicam de sonhos e vontades para cuidar dos outros e, num piscar de olhos, a vida já passou. Gostei de ver essa discussão na série, assim como a introdução de novos personagens, como o dublê Duke Caboom (voz de Keanu Reeves) e a dupla Patinho e Coelhinho (Keegan-Michael Key e Jordan Peele). Também é interessante ver a indefesa Betty (Annie Potts) surgindo como uma jedi após cerca de sete anos vivendo nas ruas. Mas é o tal do Garfinho (voz de Tony Hale) que rouba a cena. Um brinquedo que pode ser criado por qualquer criança no mundo, e que se torna mais valioso que qualquer produto caríssimo vendido nas lojas. Ironicamente é o que deve acontecer com o Garfinho, que deve ser vendido a mais de R$ 100,00 nas megastores. Mas voltando ao filme, o personagem se vê como lixo, descartável e recusa sua existência. Se não fosse por Woody, ficaria para sempre numa lata de lixo. Ou seja, a Pixar toca sutilmente no tema do suicídio, mas não se preocupe, porque a abordagem é leve e divertida por incrível que pareça, porque mostra a metáfora por meio de um garfo tosco de plástico e não de uma pessoa. Só que, enquanto temos ótimos personagens principais com muito tempo em cena, incluindo a boneca Gaby Gaby (voz de Christina Hendricks) e seus assustadores bonecos ajudantes, os tradicionais Rex, Cabeça de Batata, Slink e até Jessie se tornam descartáveis na trama. E nunca “Toy Story” tratou seus coadjuvantes de maneira tão pobre. Resta saber se o desfecho de “Toy Story 4” foi uma conclusão mesmo (de novo) ou se foi um (outroz) recomeço. Talvez tenha chegado a hora da Pixar tomar uma decisão radical, porque se continuar a apostar na reprise de situações, o antiquário pode ter uma estante reservada para “Toy Story 5”.

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  • Filme

    Toy Story 4 massacra Brinquedo Assassino nas bilheterias dos EUA

    23 de junho de 2019 /

    “Toy Story 4” estreou no topo das bilheterias da América do Norte com a arrecadação de US$ 118M (milhões). O valor representa o maior faturamento da franquia e também é o terceiro a superar US$ 100M entre os lançamentos de 2019 nos Estados Unidos e Canadá – após “Capitã Marvel” e “Vingadores: Ultimato”, todos da Disney. O sucesso da animação da Disney/Pixar interrompe uma série de fracassos que lideraram o ranking nas últimas semanas. E volta a alegrar a crítica, que andava ranzinza com a baixa qualidade dos fiascos recentes. “Toy Story 4” atingiu 98% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, o que faz de seu lançamento um dos blocksbusters mais bem avaliados do ano. Para completar, tirou nota A no CinemaScore, em pesquisa de público após as sessões de estreia. Apesar disso, parte do mercado viu o copo meio vazio, por “Toy Story 4” não ter batido recordes ou cumprido expectativas exageradas. Havia projeções de até US$ 200 milhões para sua estreia, o que superaria a bilheteria de “Os Incríveis 2” (US$ 182M), maior abertura entre as animações. Mas o filme não foi lançado em feriadão como é praxe entre os recordistas, nem durante as férias escolares para lotar as sessões diurnas de sexta. O lançamento internacional dobrou a quantia, levando o longa a atingir US$ 238M em todo o mundo. Isto é mais, por exemplo, do que “X-Men: Fênix Negra” e “MIB: Homens de Preto – Internacional” fizeram até agora, com vários dias de vantagem. O remake de “Brinquedo Assassino” abriu em 2º lugar, mas muito distante da arrecadação de “Toy Story 4”. Depois de brincar de matar os brinquedos da Pixar numa coleção de pôsteres de humor negro, Chucky foi massacrado por Woody, Buzz Lightyear e seus amiguinhos de plástico, com uma abertura de apenas US$ 14M. O filme acabou sobrevivendo às críticas mais afiadas, com 60% de aprovação, mas não empolgou o público, rendendo C+ no CinemaScore. A estreia no Brasil está marcada para 22 de agosto. O Top 3 se completa com outro título da Disney, “Aladdin”, que em seu quinto fim de semana em cartaz faturou quase tanto quanto “Brinquedo Assassino”. Mais impressionante ainda é seu feito internacional. O remake live-action estrelado por Will Smith superou os US$ 800 milhões de bilheteria em todo o mundo. No resto do ranking, o desempenho dos filmes que abriram no topo nos últimos fins de semana ajuda a demonstrar que nem sempre estrear entre os primeiros significa sucesso. Após uma semana, “MIB: Homens de Preto – Internacional” caiu do 1º para o 4º lugar. Após dois semanas, “X-Men: Fênix Negra” foi parar em 9º lugar. Após três, “Godzilla II: O Rei dos Monstros” se segura em 8º lugar. Todos esses filmes darão grandes prejuízos para seus estúdios. Em compensação, “John Wick 3: Parabellum” conseguiu subir uma posição em relação à semana passada, aumentando ainda mais seu lucro após seis semanas em cartaz. Para completar o balanço, a programação da América do Norte teve uma estreia ampla que não conseguiu entrar no Top 10. “Anna”, o novo filme de ação do cineasta francês Luc Besson, foi lançado em mais de 2 mil cinemas, rendeu somente US$ 3,5M e ficou em 11º lugar. O lançamento chegou a ser adiado em alguns meses, após Besson ser denunciado por estupro por uma atriz francesa. Ele conseguiu se livrar do processo na Justiça, mas outras atrizes ventilaram novas denúncias de assédio na imprensa. Isso complicou o futuro de Besson. Após quase falir com o fracasso de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, “Anna” pode ser a bomba (25% no Rotten Tomatoes) que faltava para a produtora do cineasta, a EuropaCorp, implodir. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Toy Story 4 Fim de semana: US$ 118M Total EUA e Canadá: US$ 118M Total Mundo: US$ 238M 2. Brinquedo Assassino Fim de semana: US$ 14M Total EUA e Canadá: US$ 14M Total Mundo: US$ 14M 3. Aladdin Fim de semana: US$ 12,2M Total EUA e Canadá: US$ 287,5M Total Mundo: US$ 810,1M 4. MIB: Homens de Preto – Internacional Fim de semana: US$ 10,7M Total EUA e Canadá: US$ 52,6M Total Mundo: US$ 182M 5. Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 Fim de semana: US$ 10,2M Total EUA e Canadá: US$ 117,5M Total Mundo: US$ 194,6M 6. Rocketman Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 77,3M Total Mundo: US$ 153,4M 7. John Wick 3: Parabellum Fim de semana: US$ 4M Total EUA e Canadá: US$ 156M Total Mundo: US$ 289,1M 8. Godzilla II: O Rei dos Monstros Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 102,3M Total Mundo: US$ 349,9M 9. X-Men: Fênix Negra Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA e Canadá: US$ 60,1M Total Mundo: US$ 232,9M 10. Shaft Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 15,9M Total Mundo: US$ US$ 15,9M

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