Spirit Awards: “Oscar indie” também é adiado para abril
A premiação do Film Independent Spirit Awards, considerada o Oscar do cinema independente americano, também mudou de data. A cerimônia que tradicionalmente é realizada na praia de Santa Mônica, um dia antes do Oscar, vai continuar a acontecer desta forma. Só que, em vez de fevereiro, será realizada em 24 de abril, um dia antes da data escolhida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao adiar sua premiação. “O Film Independent Spirit Awards será realizado no sábado, 24 de abril de 2021”, disse Josh Welsh, presidente da Film Independent, em comunicado divulgado nesta terça (16/6). “Além disso, reconheceremos os filmes lançados entre 1 de janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021, refletindo os desafios únicos que o mundo do cinema e o mundo estão enfrentando atualmente”. No ano passado, os Spirit Awards consagraram “A Despedida”, de Lulu Wang, como Melhor Filme, e “Fora de Série”, de Olivia Wilde, como Melhor Filme de Estreia. Conheça outros vencedores da edição deste ano do Spirit Awards neste link.
Lynn Shelton (1965 – 2020)
A cineasta Lynn Shelton, conhecida por trabalhos no cinema indie americano e por ter assinado a recente minissérie “Little Fires Everywhere”, morreu na sexta-feira (15/5) em Los Angeles devido a complicações de um distúrbio sanguíneo. Ela tinha 54 anos. Um dos novos talentos emergentes do cinema independente americano dos anos 2000, a diretora se projetou com o “O Dia da Transa” (2009), premiado nos festivais de Sundance, Cannes, Deauville e vencedor do troféu John Cassavettes na principal premiação indie dos EUA, o Spirit Awards. O curioso é que ela só começou a carreira depois de ouvir a diretora francesa Claire Denis revelar, em 2003, que tinha 40 anos quando dirigiu seu primeiro longa-metragem. Na ocasião, Shelton tinha mais de 30 e percebeu que não estava velha para aprender a filmar. Ela escreveu e dirigiu oito longas-metragens ao longo de 14 anos, iniciando com “We Go Way Back”, drama adolescente que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival Slamdance de 2006, seguido por “Bilhantismo Natural”, que lhe rendeu o prêmio “Alguém pra Prestar Ação” no Independent Spirit Awards em 2008. Em seguida, veio “O Dia da Transa” (Humpday), que fez sua carreira decolar. O filme também inaugurou sua parceria com o ator Mark Duplass, que voltaria em outras produções, e se tornou um divisor cultural sobre a representação da sexualidade masculina através de uma lente feminina. Seus filmes seguintes foram conquistando orçamento e público maiores. Duplass voltou em “A Irmã da sua Irmã” (2011), mas para contracenar com uma atriz famosa de Hollywood, Emily Blunt, enquanto “Encalhados” (Laggies, 2014) juntou Keira Knightley, Chloë Grace Moretz e Sam Rockwell. Entre os dois, ela ainda fez “Touchy Feely” (2013), com Rosemarie DeWitt, Ellen Page, Allison Janney e outros. A carreira indie foi colocada de lado por convites para dirigir séries de prestígio. Ela comandou, entre outros, episódios de “Mad Men”, “New Girl”, “Projeto Mindy”, “Fresh Off the Boat”, “The Good Place”, “Santa Clarita Diet”, “GLOW”, “Dickinson”, “The Morning Show” e metade da minissérie “Little Fires Everywhere” (Pequenos Incêndios por Toda Parte), encerrada há menos de um mês. No ano passado, lançou seu último filme, “Sword of Trust” (2019), estrelado por Marc Maron (de “GLOW”), no papel de um proprietário de loja de penhores que obtém uma espada capaz de provar que foi o Sul que venceu a Guerra Civil dos EUA. Ela também teve um papel no filme como a ex-namorada de Maron e iniciou um relacionamento com o ator fora das telas. Os dois estavam escrevendo um roteiro juntos para um próximo filme da Shelton no momento de sua morte.
Premiado nos festivais de Sundance e Berlim, Never Rarely Sometimes Always terá lançamento digital
Aclamado pela crítica, o drama indie “Never Rarely Sometimes Always”, que foi premiado nos festivais de Sundance e Berlim, terá lançamento digital em 3 de abril. O filme chegou a ter uma estreia limitada em Nova York e Los Angeles no dia 13 de março, pouco antes da pandemia de coronavírus obrigar o fechamento dos cinemas. Mas a segunda etapa de distribuição, mais ampla, nunca saiu do papel. A Focus Features vai disponibilizar o filme para locação digital nos EUA por US$ 19,99 por um período de visualização de 48 horas. O valor é o mesmo cobrado por outros lançamentos que estavam em cartaz quando os cinemas fecharam, como “Homem-Invisível”, “Aves de Rapina”, “Bloodshot” e “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, que também chegaram ou estão chegando no comércio digital. Com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, a obra escrita e dirigida por Eliza Hittman (da série “13 Reasons Why”) traz Sidney Flanigan como uma garota grávida que parte do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York, em busca de auxílio médico para interromper uma gravidez não planejada. Sua única ajuda nessa jornada é sua prima igualmente adolescente, vivida por Talia Ryder. As duas atrizes principais são estreantes em longa-metragem. E não são as únicas estreias notáveis da produção, que traz a cantora Sharon Van Etten em seu primeiro filme. Entre os atores de maior experiência, os destaques são Ryan Eggold (“New Amsterdam”) e Théodore Pellerin (“Boy Erased”). Confira abaixo um trailer da produção.
Never Rarely Sometimes Always: Drama indie premiado no Festival de Berlim ganha novo trailer
A Focus Features divulgou o pôster e o segundo trailer de “Never Rarely Sometimes Always”, drama vencedor do Festival de Sundance, que no sábado passado (29/2) também foi consagrado com o Grande Prêmio do Júri do Festival de Berlim. A prévia capricha no drama, ao acompanhar duas primas adolescentes que partem do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York, em busca de auxílio médico para interromper uma gravidez não planejada. Escrito e dirigido por Eliza Hittman (da série “13 Reasons Why”), “Never Rarely Sometimes Always” traz Sidney Flanigan como a garota grávida e Talia Ryder como sua prima. Ambas são estreantes em longa-metragem e o elenco ainda inclui outra estreante notável: a cantora Sharon Van Etten, em seu primeiro filme. Entre os atores de maior experiência, os destaques são de Ryan Eggold (“New Amsterdam”) e Théodore Pellerin (“Boy Erased”). O filme tem estreia comercial marcada para sexta-feira (13/3) nos cinemas norte-americanos e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.
Never Rarely Sometimes Always: Drama indie com a cantora Sharon Van Etten ganha primeiro trailer
A Focus Features divulgou o primeiro trailer de “Never Rarely Sometimes Always”, filme selecionado para o Festival de Sundance 2020. A prévia capricha no drama, ao acompanhar duas primas adolescentes, que partem do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York, em busca de auxílio médico para interromper uma gravidez não planejada. Escrito e dirigido por Eliza Hittman (da série “13 Reasons Why”), “Never Rarely Sometimes Always” traz Sidney Flanigan como a garota grávida e Talia Ryder como sua prima. Ambas são estreantes em longa-metragem. O elenco também inclui, em sua estreia cinematográfica, a cantora Sharon Van Etten, além dos atores Ryan Eggold (“New Amsterdam”) e Théodore Pellerin (“Boy Erased”). A première vai acontecer em 24 de janeiro no Festival de Sundance (EUA) e a estreia comercial está marcada para 13 de março nos cinemas norte-americanos. Não há previsão para o lançamento no Brasil.
Documentário da guerra na Síria vence premiação do Cinema Independente Britânico
A principal premiação do cinema independente britânico, British Independent Film Awards (BIFA), consagrou na noite de domingo (1/12) o documentário “For Sama” como melhor filme do ano. O longa dirigido por Waad Al-Kateab e Edward Watts também faturou as categorias de Documentário, Direção e Edição. A grande vitória coloca “For Sama” como favorito ao Oscar de Melhor Documentário. Descrito como uma experiência feminina de guerra, o filme mostra o cotidiano da diretora Waad-Al-Khateab durante os cinco anos que viveu em Aleppo, uma das cidades mais afetadas pela guerra na Síria, onde se apaixonou e teve sua filha Sama, que batiza a obra. O filme com maior número de indicações, “The Personal History of David Copperfield”, de Armando Iannucci (criador da série “Veep”), acabou conquistando a maior quantidade de troféus. Foram cinco estatuetas: Melhor Roteiro (Armando Iannucci e Simon Blackwell), Ator Coadjuvante (Hugh Laurie), Figurino, Cenografia e Casting. Entre os atores principais, os vencedores foram Josh O’Connor (por “Only You”) e Renee Zellweger (por “Judy”). Bastante elogiada por sua interpretação de Judy Garland, a atriz deve receber mais prêmios na temporada, antes de ser indicada ao Oscar. O mesmo também pode ser dito a respeito da produção sul-coreana “Parasita”, que venceu a categoria de Melhor Filme Independente Internacional. O longa de Bong Joon-ho é unanimidade da crítica desde que recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano. A cerimônia do BIFA, realizada em Londres, também prestou homenagem à atriz Kristin Scott Thomas com um prêmio especial por sua carreira. Confira a baixo a lista completa dos prêmios. Melhor Filme Independente Britânico “For Sama” Melhor Direção Waad Al-Kateab e Edward Watts (“For Sama”) Melhor Roteiro Armando Iannucci e Simon Blackwell (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Atriz Renee Zellweger (“Judy”) Melhor Ator Josh O’Connor (“Only You”) Melhor Atriz Coadjuvante Ruthxjiah Bellenea (“The Last Tree”) Melhor Ator Coadjuvante Hugh Laurie (“The Personal History of David Copperfield”) Ator/Atriz Revelação Sam Adewunmi (“The Last Tree”) Diretor Revelação (Douglas Hickox Award) Harry Wootliff (“Only You”) Roteirista Revelação Emma Jane (“Unsworth Animals”) Produtor Revelação Kate Byers e Linn Waite (“Bait”) Melhor Documentário “For Sama” Melhor Filme Independente Internacional “Parasita” (Coreia do Sul) The Raindance Discovery Award “Children of the Snow Land” Melhor Casting Sarah Crowe (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Direção de Fotografia Benjamin Kracun (“Beats”) Melhor Figurino Suzie Harman e Robert Worley (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Edição Chloe Lambourne e Simon Mcmahon (“For Sama”) Melhores Efeitos Visuais Howard Jones (“A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon”) Melhor Maquiagem e Penteado Jeremy Woodhead (“Judy”) Melhor Música Jack Arnold (“Wild Rose”) Melhor Cenografia Cristina Casali (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Som David Bowtle-Mcmillan, Joakim Sundström e Robert Farr (“Beats”) The Richard Harris Award Kristin Scott Thomas
Comédia do criador de Veep lidera indicações ao prêmio do cinema independente britânico
A principal premiação do cinema independente britânico, conhecida pela sigla BIFA (British Independent Film Awards), anunciou os indicados a sua edição deste ano. Destaque da lista, a comédia “The Personal History of David Copperfield”, de Armando Iannucci (criador da série “Veep”), é o filme com mais indicações. A adaptação do romance de Charles Dickens concorre a 11 prêmios, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro, Ator (Dev Patel), Ator e Atriz Coadjuvantes (Hugh Laurie e Tilda Swinton). Logo atrás aparece o drama musical “Wild Rose”, de Tom Harper (“The Aeronauts”), com 10 nomeações. Mas é “Judy”, de Rupert Goold (“A História Verdadeira”), para todos os efeitos uma produção inglesa de baixo orçamento, o filme mais oscarizável da relação, apesar de ter obtida apenas 5 indicações. Renee Zellwegger é favoritíssima ao prêmio de Melhor Atriz por seu retrato de Judy Garland. A 22ª cerimônia do BIFA vai acontecer em 1 de dezembro em Londres. Melhor Filme Independente Britânico Bait For Sama The Personal History of David Copperfield The Souvenir Wild Rose Melhor Direção Waad Al-Kateab, Edward Watts, For Sama Oliver Hermanus, Moffie Joanna Hogg, The Souvenir Mark Jenkin, Bait Asif Kapadia, Diego Maradona Melhor Atriz Jessie Buckley, Wild Rose Holliday Grainger, Animals Sally Hawkins, Eternal Beauty Vicky Knight, Dirty God Renee Zellweger, Judy Melhor Ator Sam Adewunmi, The Last Tree Tom Burke, The Souvenir Kris Hitchen, Sorry We Missed You Josh O’Connor, Only You Dev Patel, The Personal History of David Copperfield Melhor Roteiro Joanna Hogg, The Souvenir Armando Iannucci, Simon Blackwell, The Personal History of David Copperfield Paul Laverty, Sorry We Missed You Peter Strickland, In Fabric Nicole Taylor, Wild Rose Melhor Atriz Coadjuvante Jessica Barden, Scarborough Ruthxjiah Bellenea, The Last Tree Elizabeth Debicki, Vita & Virginia Tilda Swinton, The Personal History of David Copperfield Julie Walters, Wild Rose Melhor Ator Coadjuvante Chiwetel Ejiofor, The Boy Who Harnessed the Wind Hugh Laurie, The Personal History of David Copperfield Edlison Manuel, Olbera Núñez, Yuli – The Carlos Acosta Story Peter Mullan, The Vanishing Bluey Robinson, Dirty God Diretor Revelação (Douglas Hickox Award) Will Becher, Richard Phelan, A Shaun The Sheep Movie: Farmageddon Fyzal Boulifa, Lynn + Lucy Ninian Doff, Boyz in the Wood Chiwetel Ejiofor, The Boy Who Harnessed the Wind Harry Wootliff, Only You Produtor Revelação Finn Bruce, Tucked Kate Byers, Linn Waite, Bait Joy Gharoro-Akpojotor, Blue Story [Also Produced by Damian Jones] Becky Read, Three Identical Strangers [Also Produced by Grace Hughes-Hallett] Jack Sidey, Moffie [Also Produced by Eric Abraham] Roteirista Revelação Kieran Hurley, Beats Lisa Owens, Days of the Bagnold Summer Nicole Taylor, Wild Rose Emma Jane, Unsworth Animals Harry Wootliff, Only You Ator/Atriz Revelação Sam Adewunmi, The Last Tree Vicky Knight, Dirty God Lorn Macdonald, Beats Roxanne Scrimshaw, Lynn + Lucy Honor Swinton Byrne, The Souvenir Melhor Documentário Coup 53, Taghi Amirani, Walter Murch, Paul Zaentz Diego Maradona, Asif Kapadia, James Gay-Rees, Paul Martin For Sama, Waad Al-Kateab, Edward Watts Seahorse, Jeanie Finlay, Andrea Cornwell Tell Me Who I Am, Ed Perkins, Simon Chinn The Raindance Discovery Award A Bump Along the Way, Shelly Love Children of the Snow Land, Zara Balfour, Marcus Stephenson, Mark Hakansson Here for Life, Andrea Luka Zimmerman, Adrian Jackson, James Lingwood, Michael Morris, Cressida Day Muscle, Gerard Johnson, Matthew James Wilkinson, Richard Wylie, Ed Barratt The Street, Zed Nelson Melhor Filme Independente Internacional Ash Is Purest White Marriage Story Monos Parasite Portrait of a Lady on Fire Melhor Elenco Shaheen Baig, In Fabric Shaheen Baig, Aisha Bywaters, The Last Tree Kahleen Crawford, Caroline Stewart, Only You Kahleen Crawford, Wild Rose Sarah Crowe, The Personal History of David Copperfield Melhor Direção de Fotografia Ole Bratt Birkeland, Judy Benjamin Kracun, Beats Zac Nicholson, The Personal History of David Copperfield Jamie D Ramsay, Moffie Ari Wegner, In Fabric Melhor Figurino Suzie Harman, Robert Worley, The Personal History of David Copperfield Anna Mary Scott Robbins, Wild Rose Grace Snell, The Souvenir Jany Temime, Judy Jo Thompson, In Fabric Melhor Edição Mick Audsley, Peter Lambert, The Personal History of David Copperfield Mark Jenkin, Bait Chris King, Diego Maradona Chloe Lambourne, Simon Mcmahon, For Sama Helle Le Fevre, The Souvenir Melhores Efeitos Visuais Howard Jones, A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon Paul Mann, In Fabric Andy Quinn, The Boy Who Harnessed the Wind Melhor Maquiagem e Penteado Morten Jacobsen, Rogier Samuels, Lindelotte Van Der Meer, Dirty God Karen Hartley-Thomas, The Personal History of David Copperfield Emma Scott, In Fabric Jody Williams, Wild Rose Jeremy Woodhead, Judy Melhor Música Jack Arnold, Wild Rose Cavern Of Anti-Matter, In Fabric Nainita Desai, For Sama Antonio Pinto, Diego Maradona Jd Twitch, Penelope Trappes, Stephen Hindman, Beats Melhor Cenografia Cristina Casali, The Personal History of David Copperfield Stéphane Collonge, The Souvenir Kave Quinn, Judy Anne Seibel, The White Crow Paki Smith, In Fabric Melhor Som Anna My Bertmark, Jonathan Seale, Jules Woods, Gwen David Bowtle-Mcmillan, Joakim Sundström, Robert Farr, Beats Stephen Griffiths, Tim Cavagin, Max Walsh, Andy Shelley, Diego Maradona Lee Walpole, Colin Nicholson, Stuart Hilliker, Wild Rose Martin Pavey, In Fabric
Jennifer Lawrence vai voltar ao cinema independente em novo filme
A atriz Jennifer Lawrence encerrou seu período sabático e escolheu o seu próximo filme, após mais de um ano longe dos sets. Ela vai estrelar um drama ainda sem título da diretora Lila Neugebauer, que tem carreira prestigiada no teatro e fará sua estreia em longas-metragens. Outra estreante, Elizabeth Sanders, assina o roteiro, sobre o qual nada se sabe. A produção é do estúdio independente A24, portanto representa uma volta às origens para Lawrence, que começou a chamar atenção com o drama indie “Inverno da Alma” (2010). Este filme venceu o Festival de Sundance e rendeu a primeira indicação ao Oscar para a atriz, então com 19 anos de idade, e desde então ela só fez outro drama indie, “Loucamente Apaixonados” (2011), virando estrela de projetos de grandes estúdios. Por sua vez, a produtora A24 é conhecida por títulos premiados como “Moonlight: Sob a Luz do Luar” e “Hereditário”. O projeto misterioso será o primeiro filme com o qual Lawrence se compromete oficialmente desde “X-Men: Fênix Negra”, filmado entre o final de 2017 e o começo de 2018. Extra-oficialmente, ela também está envolvida no projeto de “Bad Blood”, próximo filme do diretor Adam McKay (“Vice”), que ainda não cronograma de produção. Lawrence se tornou a estrela mais requisitada da sua geração, porque, com apenas 28 anos de idade, já tem um Oscar de Melhor Atriz no currículo – por “O Lado Bom da Vida” (2012) – e outras três indicações – por “Inverno da Alma” (2010), “Trapaça” (2013) e “Joy: O Nome do Sucesso” (2015). Graças a este prestígio, pôde se dar o luxo de dar uma pausa de um ano da carreira, sem prejudicar seu status.
Seymour Cassel (1935 – 2019)
O ator Seymour Cassel, que foi um importante parceiro do diretores John Cassavetes e Wes Anderson, morreu nesta segunda-feira (8/4) aos 84 anos, por complicações do mal de Alzheimer. A carreira de Cassell começou no final dos anos 1950, quando respondeu a um anúncio nos jornais de Los Angeles para trabalhar como assistente de produção no filme “Sombras” (1958), de John Cassavetes. Forjando amizade com o diretor, Cassel acabou ganhando também um papel de figurante no longa, que deu início a uma e produtiva parceria. Dez anos depois, em 1968, Cassel recebeu sua primeira e única indicação ao Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante por “Faces”, outro filme dirigido por Cassavetes. Após esse marco na carreira, Cassavetes lhe deu maior destaque em “Assim Falou o Amor” (1971), como protagonista num papel criado especialmente para ele – contracenando com a esposa do diretor, Gene Rowlands. Com a fama, passou a atuar cada vez mais, sendo disputado por diretores renomados, ainda que sempre para papéis de coadjuvante. Seu rosto inconfundível deu vida a muitas figuras de autoridade, de gângsteres a chefes da polícia e empresários. Sua impressionante filmografia inclui mais de cem filmes, entre eles alguns clássicos como “Os Assassinos” (1964) e “Meu Nome é Coogan” (1968), ambos de Don Siegel, “O Último Magnata” (1976), de Elia Kazan, “Comboio” (1978), de Sam Peckinpah, “Colors – As Cores da Violência” (1988), de Dennis Hopper, “Track 29” (1988), de Nicolas Roeg, “Dick Tracy” (1990) de Warren Beatty, e “Proposta Indecente” (1993), de Adrian Lyne, em esquecer os filmes de Cassavetes – “Canção da Esperança” (1961), “A Morte de Um Bookmaker Chinês” (1976), “Noite de Estreia” (1977) e “Amantes” (1984). Após a morte precoce de Cassavetes em 1989, aos 59 anos, Cassel só foi firmar nova parceria em 1998, ao participar de “Três é Demais”, de Wes Anderson. Depois disso, entrou na confraria de atores com quem o cineasta costuma trabalhar, atuando em “Os Excêntricos Tenembaums” (2001) e “A Vida Marinha de Steve Zissou” (2004). Ele também apareceu em muitas séries desde os anos 1960, como “Além da Imaginação”, “O Fugitivo”, “Batman”, “Viagem ao Fundo do Mar”, “Os Invasores”, “Galeria do Terror”, “Matlock”, “Star Trek: A Nova Geração” e até às mais recentes “Plantão Médico” e “Flight of the Conchords”. Cassel seguiu trabalhando até 2015, mas sem o mesmo sucesso. O último filme que completou foi “Silver Case”, lançado direto em VOD.
Oscar sem indies premia igualmente os grandes estúdios de Hollywood
Lembra quando filmes independentes venciam o Oscar? A vitória de “Moonlight” há dois anos marcou o auge e o fim de uma era. Em 2019, a Academia barrou os indies de sua competição, resultado num vencedor controvertido e uma premiação bem diferente do Spirit Awards, considerado o “Oscar do cinema independente”. A decisão de não incluir títulos que a crítica e outras instituições consideraram os melhores do ano, para dar mais espaço aos filmes medianos dos grandes estúdios, teve impacto na distribuição dos prêmios. Sem a concorrência “desleal” de A24, 30West e outras, que se acostumaram a ter a qualidade seus filmes de arte reconhecidos, Disney, Fox, Universal e Netflix dividiram igualmente as estatuetas douradas entre si. Cada estúdio ficou com quatro ouros. Os quatro troféus da Disney correspondem aos prêmios técnicos de “Pantera Negra” e ao curta animado “Bao”. A Universal foi impulsionada pelas três vitórias de “Green Book”, inclusive como Melhor Filme, e completou sua lista com a vitória de Efeitos Visuais de “O Primeiro Homem”. A Netflix somou três Oscars de “Roma” e a estatueta de Melhor Documentário em Curta-metragem por “Period. End of Sentence.” Já os quatro da Fox se devem todos a “Bohemian Rhapsody”. Mas vale reparar que, se Marvel e Pixar são contados como Disney, a Fox também pode calcular as vitórias da Fox Searchlight, sua “divisão indie”. Assim, saiu-se melhor que os demais, ao somar mais dois Oscars – de Melhor Atriz (Olivia Colman por “A Favorita”) e Curta (“Skin”). Tem mais. A Fox também é dona da NatGeo, produtora do Melhor Documentário: “Free Solo”. Do mesmo modo, a vitória de Spike Lee pelo roteiro de “Infiltrado na Klan” poderia entrar na conta da Universal, já que o filme foi lançado pela Focus Features, a “divisão indie” do estúdio. Apenas uma produtora 100% indie conseguiu penetrar nessa festa exclusiva de gigantes milionários, a Annapurna, com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de Regina King, por “Se a Rua Beale Falasse”, e de Melhor Maquiagem para “Vice”. Esta multiplicação da supremacia dos dólares sobre a arte do cinema seria ainda mais impactante se a Disney já tivesse consumado sua aquisição da Fox. Quando se soma as vitórias da Disney e da Fox, o resultado são 11 estatuetas para o conglomerado do CEO Bob Iger – deixando apenas outras 13 para serem divididas por seus rivais. Nada mal para o estúdio que tradicionalmente só era lembrado nas categorias de Melhor Animação e Canção, e que sempre preferiu fazer blockbusters a filmes de arte.
Spirit Awards 2019: Aubrey Plaza é possuída pelo “espírito independente” em vídeo da abertura da premiação indie
Os Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente americano, vai entregar na noite deste sábado (23/2) seus troféus anuais aos melhores filmes e talentos que se destacaram em 2018 às margens de Hollywood. Responsável pelo evento, a organização Film Independent já liberou em seu canal no YouTube a abertura da cerimônia. Trata-se de um vídeo pré-gravado em que a atriz Aubrey Plaza (“Legion”), apresentadora da noite, reúne suas colegas para realizar um ritual visando conjurar o tal espírito independente que batiza o troféu, além de banir as energias negativas, continuações, remakes e reboots do Spirit Awards. Neste ponto, Brian Tyree Henry (“Atlanta”) entra em cena para lembrar à atriz que os dois acabam de trabalhar juntos no remake de “Brinquedo Assassino”. O visual de seita satânica era uma dica, mas logo fica claro que o ritual não é new age. É magia negra braba, com sacrifício humano. A vítima é Finn Wolfhard (“Stranger Things”), parido por algarismos da Netflix, segundo Plaza, que embora garanta não ser virgem, vira alvo de um faca dourada, criada a partir do Oscar derretido de Marcia Gay Harden (por “Pollock”). Não falta sangue, enquanto Christina Ricci (“Amaldiçoados”) disputa o título de mais endemoniada, superando as demais colegas – que incluem Rosanna Arquette (“A Grande Escolha”) e Marisa Tomei (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). O vídeo de humor negro termina com Henry saindo de mansinho, já que é o único negro e aposta que levará a culpa. E com Aubrey finalmente possuída, mas não exatamente pelo espírito independente, anunciando o começo da premiação com voz de demônio. Toda esta descrição foi necessária porque – infelizmente – o vídeo não tem legendas. Veja abaixo.
Gotham Awards premia Domando o Destino como Melhor Filme, além de Toni Collette e Ethan Hawke
A primeira grande premiação americana da temporada, o Gotham Awards 2018, anunciou seus vencedores na noite de segunda-feira (26/11), em Nova York. E os resultados trouxeram muitas surpresas, a começar pelo drama “Domando o Destino”, da cineasta chinesa Chloé Zhao, eleito o Melhor Filme. O troféu, dedicado aos melhores do cinema independente, tradicionalmente abre a temporada de premiações da indústria cinematográfica americana e serve para apontar os primeiros favoritos aos prêmios mais cobiçados, entre eles o Oscar. Nos últimos anos, os vencedores do Gotham foram “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015), “Moonlight” (2016) e “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) – três deles também venceram o Oscar de Melhor Filme. Curiosamente, “Domando o Destino” foi lançado em 2017 e disputou o Spirits Award do ano passado – a premiação rival do Gotham – , de onde saiu sem reconhecimento, mas rendeu a contratação da sua diretora pela Marvel – Chloé Zhao vai dirigir o filme dos Eternos. O drama indie acompanha um jovem cowboy que sofre um ferimento na cabeça quase fatal e é proibido de disputar rodeios, o que o leva a uma jornada em busca de uma nova identidade e o que significa ser um homem no coração da América. Elogiadíssimo pela crítica, tem 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o público brasileiro não o verá nos cinemas. Ele -saiu direto em VOD por aqui e está disponível em várias plataformas digitais. O Gotham Awards também reservou surpresas em sua premiação de intérpretes, com a consagração de Toni Collette como Melhor Atriz pelo terror “Hereditário”. Já o Melhor Ator era o favorito, Ethan Hawke, por sua performance em “First Reformed”. “First Reformed”, inédito no Brasil, e “A Favorita”, exibido pela primeira vez no país durante a abertura da Mostra de São Paulo, eram os filmes com mais indicações. Além de premiar Hawke pelo desempenho como um padre que perdeu a fé, “First Reformed” também deu ao veterano cineasta Paul Schrader o troféu de Melhor Roteiro. Já “A Favorita” ficou um troféu especial, em reconhecimento à interpretação de suas três atrizes principais, Emma Stone, Rachel Weisz e Olivia Colman. Entre os trabalhos de estreantes, o grande destaque acabou sendo “Oitava Série”, que venceu os prêmios de Revelação do ano, nas categorias de Direção (Bo Burnham) e Atuação (Elsie Fisher). As demais categorias destacaram o documentário “Won’t You Be My Neighbor?”, sobre o célebre apresentador infantil Fred Rogers, e “Killing Eve” como a Melhor Série que estreou este ano. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme “Domando o Destino” Melhor Documentário “Won’t You Be My Neighbor?” Melhor Ator Ethan Hawke, por “First Reformed” Melhor Atriz Toni Collette, por “Hereditário” Ator/Atriz Revelação Elsie Fisher, por “Oitava Série” Diretor Revelação Bo Burnham, por “Oitava Série” Melhor Roteiro “First Reformed”, de Paul Schrader Melhor Série Estreante “Killing Eve” (BBC America) Prêmio Especial de Melhor Elenco Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz, por “A Favorita”.
Gotham Awards: A Favorita e First Reformed lideram indicações ao primeiro grande prêmio de cinema do ano
A primeira grande premiação americana da temporada, o Gotham Awards 2018, anunciou seus indicados. O troféu, dedicado aos melhores do cinema independente, tradicionalmente abre a temporada de premiações da indústria cinematográfica americana e serve para apontar os primeiros favoritos aos prêmios mais cobiçados, entre eles o Oscar. Nos últimos anos, os vencedores do Gotham foram “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015), “Moonlight” (2016) e “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) – três deles também venceram o Oscar de Melhor Filme. A lista de indicados deste ano destaca “First Reformed”, inédito no Brasil, e “A Favorita”, exibido pela primeira vez no país na noite de quarta (17/10), durante a abertura da Mostra de São Paulo. Em “First Reformed”, do veterano Paul Schrader (roteirista de “Taxi Driver”), o ator Ethan Hawke interpreta um padre em crise com sua própria fé, enquanto “A Favorita”, do grego Yorgos Lanthimos (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”), acompanha a luta de duas confidentes (Emma Stone e Rachel Weisz) pela atenção de uma fragilizada Rainha Ana (Olivia Colman). Por sinal, a organização do Gotham Awards resolveu premiar as três atrizes desse filme com um troféu especial, em reconhecimento ao seu desempenho. Mas isso também as tirou da competição do prêmio de Melhor Atriz. Os dois títulos também disputam o prêmio de Melhor Filme com “If Beale Street Could Talk”, de Barry Jenkins (o diretor de “Moonlight”), “Madeline’s Madeline”, de Josephine Decker (diretora de dramas indies inéditos no Brasil) e “Domando o Destino” (The Rider), da chinesa Chloé Zhao, que curiosamente foi lançado em 2017, indicado ao Spirits Award do ano passado – a premiação rival do Gotham – e saiu direto em VOD no Brasil. Quem notou a ausência do badalado “Roma”, de Alfonso Cuarón, talvez não tenha reparado que o filme da Netflix é uma produção mexicana, falada em espanhol, e, portanto, não se qualifica para premiações de melhores filmes dos Estados Unidos. Mas sua intérprete, Yalitza Aparicio, foi lembrada na categoria de Revelação. Os responsáveis pela seleção do Gotham Awards são críticos de cinema, organizadores de festivais e curadores. Por isso, supostamente, não deveria haver muita relação entre o troféu e as consagrações seguintes, feitas por profissionais da indústria. Mas, como revela a coincidência de prêmios, os vencedores do primeiro grande prêmio da temporada acabam chamando atenção para si e passam a aparecer no radar das demais premiações. A entrega do Gotham Awards acontece em 26 de novembro, dando o pontapé inicial para a enxurrada de prêmios que fecha 2018 e abre 2019. Confira abaixo a lista completa de indicados. Melhor Filme “A Favorita” “First Reformed” “If Beale Street Could Talk” “Madeline’s Madeline” “Domando o Destino” Melhor Documentário “Bisbee ’17” “Hale County This Morning, This Evening” “Minding the Gap” “Shirkers” “Won’t You Be My Neighbor?” Melhor Ator Adam Driver, por “Infiltrado na Klan” Ben Foster, por “Leave No Trace” Richard E. Grant, por “Can You Ever Forgive Me?” Ethan Hawke, por “First Reformed” Lakeith Stanfield, por “Sorry to Bother You” Melhor Atriz Glenn Close, por “The Wife” Toni Collette, por “Hereditário” Kathryn Hahn, por “Mais Uma Chance” Regina Hall, por “Support the Girls” Michelle Pfeiffer, por “Where is Kyra?” Ator/Atriz Revelação Yalitza Aparicio, por “Roma” Elsie Fisher, por “Eighth Grade” (A24) Helena Howard, por “Madeline’s Madeline” KiKi Layne, por “If Beale Street Could Talk” Thomasin Harcourt McKenzie, por “Leave No Trace” Diretor Revelação Ari Aster, por “Hereditário” Bo Burnham, por “Eighth Grade” Jennifer Fox, por “O Conto” Crystal Moselle, por “Skate Kitchen” Boots Riley, por “Sorry to Bother You” Melhor Roteiro “A Favorita”, de Deborah Davis e Tony McNamara “First Reformed”, de Paul Schrader “Mais Uma Chance”, de Tamara Jenkins “Support the Girls”, de Andrew Bujalski “Thoroughbreds”, de Cory Finley Melhor Série Estreante “Alias Grace” (Netflix) “The End of the F***ing World” (Netflix) “Killing Eve” (BBC America) “Pose” (FX) “Sharp Objects” (HBO) Prêmio Especial de Melhor Elenco Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz, por “A Favorita”.










