Cássio Pereira dos Santos, diretor de “Valentina”, morre aos 42 anos
O cineasta Cássio Pereira dos Santos, diretor do longa “Valentina”, morreu na sexta-feira (30/9), aos 42 anos. A informação foi confirmada hoje pela atriz Guta Stresser, que trabalhou com o cineasta. “É com muito pesar que nos despedimos desse pequeno gigante, Cássio Pereira dos Santos, diretor de ‘Valentina’ e de outros filmes, todos com a marca desse diretor generoso, talentoso e assertivo”, anunciou a artista em seu Instagram. Na postagem, Guta Stresser se despediu do amigo e confessou que ele fará falta. “Um coração enorme, deixa a nós todos, que trabalhamos com ele, e a sua família tão querida, meio órfãos e atônitos. (…) Força e carinho para sua família e para nós todos do lado de cá”, escreveu. O diretor estava em sua casa em Uberlândia, Minas Gerais, e até o momento não há informações sobre a causa da morte. Nascido em 1980 em Patos de Minas, Cássio estudou cinema na Universidade de Brasília (UnB) e iniciou sua carreira na capital brasileira, primeiro como assistente de produção e assistente de edição em comerciais de TV, curtas e vídeos institucionais para governo. Também atuou como produtor na TV Escola, canal do Ministério da Educação, onde acompanhou licitações e supervisionou a produção de séries documentais para televisão. Sua experiência com direção começou como assistente no documentário de 2003 sobre Dom Helder Camara, de Erika Bauer. E a partir daí passou a dirigir curtas-metragens. Fez oito, entre 2004 e 2018, sendo premiado por “A Menina-Espantalho” (2008) no Festival de Brasília e por “Marina Não Vai à Praia” (2014) no Cine Ceará. Lançado em 2020, “Valentina” foi seu primeiro e único longa-metragem, “um retrato esperançoso e inspirador das dificuldades da vida real enfrentadas por uma jovem que busca abraçar quem ela é”, de acordo com a sinopse oficial. O filme conta a história de uma jovem trans que se muda para o interior de Minas com a mãe, Márcia (Guta Stresser), para um recomeço. Com receio de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu nome social. No entanto, a menina e a mãe começam a enfrentar dilemas quando a escola começa a exigir, de forma injusta, a assinatura do pai ausente (Rômulo Braga) para realizar a matrícula. A obra colecionou aclamação mundial. “Valentina” fez sua première no Outfest Los Angeles, onde a atriz Thiessa Woinbackk recebeu o Grande Prêmio de Melhor Interpretação. A primeira exibição nacional aconteceu na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que consagrou o longa como Melhor Filme na escolha do público, além de render uma menção honrosa do júri para a atriz Thiessa Woinbackk. Em seguida, o longa venceu o Festival Mix Brasil, premiado duplamente como Melhor Filme, tanto pelo júri quanto pelo público, além de render prêmios de Melhor Roteiro para Cássio e Interpretação para Thiessa. Foram, ao todo 22 troféus conquistados pela produção, inclusive no exterior, em festivais da América do Norte e Europa, que garantiu a “Valentina” distribuição em cinemas da Espanha, Suécia e Japão, e também pela Netflix. Ele estava trabalhando em seu segundo longa. Em 2021, recebeu o Prêmio Paradiso do TorinoFilmLab, da Italia, e foi selecionado pelo programa Berlinale Talents, do Festival de Berlim, para desenvolver o filme “Temporada de Fogo”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Maria Augusta L Stresser (@gutastresser)
Filme sobre vida de Mauricio de Sousa ganha primeiras fotos
O filme sobre a vida de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, ganhou as primeiras fotos. Reveladas no Twitter da Bruxa Vivi, personagem do quadrinista, uma das imagens mostra o produtor teatral Mauro Sousa no papel do pai, enquanto a outra retrata a infância de Mauricio. Inspirado na autobiografia “Mauricio – A História Que Não Está no Gibi” (lançada em 2017), o filme tem direção de Pedro Vasconcelos (de “Fala Sério, Mãe!”) e é uma produção da Disney. Assim como o livro, o filme fará um longo passeio pela história de Maurício, indo desde a infância humilde em Mogi das Cruzes, quando ele descobriu a paixão pelos quadrinhos após encontrar um gibi em uma lata de lixo, passando pela época em que atuou como repórter policial, o início da carreira de desenhista, o lançamento da tirinha de Bidu, a inspiração nos filhos para criar novos personagens, o estouro da Mônica e assim por diante, até os dias atuais, com o sucesso de seu próprio estúdio, Maurício de Sousa Produções, que além de quadrinhos produz séries e filmes baseados em seus personagens. Ainda não há previsão de estreia para o filme, que foi batizado de “Mauricio de Sousa – O Realizador de Sonhos”. Primeira imagem oficial do filme biográfico de Mauricio de Sousa, pela Disney. Mauro Sousa será o intérprete do pai no longa. pic.twitter.com/LzHJRF6SBR — Bruxa Vivi ᛡ (@bruxaviviane) September 30, 2022 Mais uma imagem oficial do filme "Mauricio de Sousa – O Realizador de Sonhos". pic.twitter.com/Zc7pYEslgr — Bruxa Vivi ᛡ (@bruxaviviane) September 30, 2022
Chitãozinho celebra estreia de novo filme como “ator”
O cantor Chitãozinho, da dupla com Xororó, aprovou sua participação no filme “Sistema Bruto”, que estreou nos cinemas na quinta-feira (29/9). Durante a pré-estreia do longa, o artista contou que foi uma experiência diferente atuar no projeto e gostou do resultado. “Foi muito especial participar do filme ‘Sistema Bruto’. O cinema é diferente do que estou acostumado, eu acho divertido. É a segunda vez que faço participação em um filme do Gui Pereira, gosto muito do trabalho e falar de sertanejo tem tudo a ver comigo também”, disse ele, que foi na première do filme no início da semana com sua esposa e os três filhos. Além de ter dirigido Chitãozinho em seu filme anterior, “Coração de Cowboy” (2018), Gui Pereira também comandou em 2011 o clipe de “Coisa de Amigo”, da dupla Chitãozinho & Xororó. Por sinal, vale lembrar que Chitãozinho & Xororó tem um disco chamado “Aqui o Sistema É Bruto”, lançado em 2004. O filme “Sistema Bruto” acompanha duas amigas interioranas apaixonadas por adrenalina que, durante uma noitada sertaneja, fazem uma aposta com seus amigos e decidem participar de uma competição de corridas de caminhonetes. E Chitãozinho não foi o único cantor famoso escalado no elenco da produção. A lista de convidados desse universo inclui ainda César Menotti e Fabiano, Guilherme e Santiago, Lauana Prado, Gian e Giovani, Yasmin Santos, Rionegro e Solimões, sem esquecer Bruna Viola, que vive uma das protagonistas – junto com a atriz Bruna Altieri. Confira o trailer da produção abaixo.
Carla Diaz mostra treino de equitação para novo filme
A atriz Carla Diaz publicou vídeos e fotos no Instagram de seu treino de equitação para as filmagens de “Rodeio Rock”, no qual interpreta a personagem Lulli. “A construção de personagem não para, por mais que já estejamos gravando, todos os dias descubro mais um pouquinho da Lulli e aprendo junto com ela também. Esse é o universo que eu tanto amo. Cresci atuando, e todos os dias tenho a oportunidade de me apaixonar ainda mais”, escreveu a participante do “BBB 21” na legenda. A trama ainda não foi divulgada, mas a atriz fará par romântico com Lucas Lucco. O detalhe é que ele interpretará dois personagens, Hero e Sandro. Esse será o segundo trabalho de Lucco no cinema, que antes atuou em “Rúcula com Tomate Seco” (2017), além de ter aparecido em novelas como “Malhação” (2015) e “Sol Nascente” (2017). A comédia romântica está sendo dirigida por Marcelo Antunez, de “Até que a Sorte nos Separe 3” (2015) e “Polícia Federal: A Lei é para Todos” (2017). Ainda não há previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carla Diaz (@carladiaz)
Ator de “Cidade de Deus” virou sem teto
Nem todo o elenco de “Cidade de Deus” seguiu carreira no cinema e na TV. Rubens Sabino da Silva, que viveu Neguinho – aquele que escuta a frase: “Dadinho é o c*, meu nome agora é Zé Pequeno, p*” – vive atualmente em situação de rua. “Eu virei um morador de rua famoso, mas não rico, enquanto Cidade de Deus arrecadou milhões. Na época, ganhei um cachê de R$ 5 mil. Com a nota do contador, passou pra R$ 4,5 mil”, ele contou para o jornal Extra. Mas quando participou das filmagens aos 18 anos, ele já vivia sem teto. Cerca de um ano após a estreia do longa, foi preso após roubar a bolsa de uma mulher no ônibus. Na entrevista, ele confessou se arrepender. “Depois que fui preso, a produção de ‘Cidade de Deus’ me embarcou para Belém do Pará e fiquei três anos internado num centro de recuperação. Como é que um ator assiste à premiação do Oscar de um filme de que ele é um dos principais dentro de uma clínica de reabilitação?”, contou. Rubens revelou que assistiu à festa, que aconteceu no Rio de Janeiro, pela televisão: “Era pra ser o auge da minha vida. Eu me fechei pra tudo, não tenho contato com mais ninguém do elenco”. Ele foi encontrado na Cracolândia de São Paulo em 2015 e atualmente anda por várias cidades do Rio, São Paulo, Minas e Sul do país. “Às vezes, vou para lugares distantes, achando que ninguém vai me reconhecer. Eu não tenho casa, minha morada é o mundo”, concluiu. “Cidade de Deus” teve 4 indicações ao Oscar em 2004: Melhor Diretor (Fernando Meirelles), Melhor Roteiro Adaptado (Bráulio Montovani), Melhor Edição (Daniel Rezende) e Melhor Fotografia (César Charlone). O longa venceu 74 prêmios, incluindo o BAFTA Awards (o Oscar britânico) de Melhor Edição. Além disso, projetou vários atores que hoje são famosos, como Leandro Firmino, Jonathan Haagensen, Douglas Silva, Alexandre Rodrigues e até Seu Jorge e Alice Braga em suas estreias no cinema. Lembre abaixo a famosa cena de Rubens em “Cidade de Deus”.
Terror “Sorria” é a maior estreia nos cinemas
A programação de estreias desta quinta (29/9) destaca o terror “Sorria” e o thriller “A Queda”. As duas produções americanas de baixo orçamento tem a distribuição mais ampla, chegando em cerca de 650 e 430 salas respectivamente. Mas o que chama atenção na lista de lançamentos é a quantidade de produções nacionais. São seis filmes brasileiros, incluindo “Duetto”, com o astro italiano de “365 Dias”, que tem o maior alcance, exibido em mais de 100 telas. Confira abaixo todos filmes que chegam aos cinemas. | SORRIA | O primeiro longa de Parker Finn tem clara inspiração no terror asiático contemporâneo (“Espíritos”, “O Chamado”), mas conta uma história original, onde sorrisos são prenúncios de pavor. A trama acompanha uma terapeuta (Sosie Bacon, a filha de Kevin Bacon) amaldiçoada após testemunhar o suicídio de uma paciente, que dizia não suportar mais ver sorrisos horripilantes em pessoas aleatórias ao seu redor. Quando a própria médica começa a ver os sorrisos, descobre que outros que tiveram as mesmas visões morreram após uma semana. Bastante elogiado pela forma efetiva como usa trauma para conceber sua fantasia sobrenatural, o filme tem 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A QUEDA | O thriller de sobrevivência acompanha duas jovens presas no alto de uma torre de metal há 600 metros de altura. As duas são amigas que costumam escalar juntas grande alturas e, após vivenciarem um drama numa de suas experiências recentes, tentam se reconectar com o que mais amam com uma escalada simples numa torre de TV remota e abandonada, com mais de 600 metros de altura, localizada no meio do deserto. Elas só não contavam que ficariam presas e isoladas naquele lugar sem sinal de celular, água ou pessoas por perto. O elenco destaca Grace Caroline Currey (de “Shazam!”) e Virginia Gardner (de “Fugitivos da Marvel”), além de Jeffrey Dean Morgan (“The Walking Dead”). Já a direção é de Scott Mann (“O Sequestro do Ônibus 657”) e os produtores são os mesmos de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”, que também acompanhou garotas em perigo por aventura arriscada. Sucesso de crítica, a produção atingiu 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. | DUETTO | O drama de Vicente Amorim (“A Princesa da Yakusa”, “Santo”) se passa na Itália no ano de 1965. Depois da trágica morte de seu pai em um acidente de carro, a jovem Cora (Luisa Arraes) viaja com a avó (Marieta Severo) para a cidade natal na família, na Apúlia. Entre o passado familiar e histórias da cidadezinha italiana, a adolescente brasileira acaba conhecendo um controverso cantor italiano, vivido por ninguém menos que Michele Morrone, da trilogia “365 Dias”. | SISTEMA BRUTO | O segundo filme de Gui Pereira (“Coração de Cowboy”), especialista em produções sertanejas, acompanha duas amigas interioranas apaixonadas por adrenalina. Durante uma festa de música sertaneja, elas fazem uma aposta com seus amigos e decidem participar de uma competição de corridas de caminhonetes. Além das cenas de velocidade, o filme destaca vários cantores famosos, como César Menotti e Fabiano, Chitãozinho, Guilherme e Santiago, Lauana Prado, Gian e Giovani, Yasmin Santos, Rionegro e Solimões, sem esquecer Bruna Viola, que vive uma das protagonistas. | LIMA BARRETO, AO TERCEIRO DIA | A produção alegórica de Luiz Antônio Pilar (“Mojubá”) se passa nos três últimos dias da internação do escritor Lima Barreto em um manicômio. Sofrendo com depressão e alcoolismo, ele relembra sua vida como jovem autor enquanto escreve “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, uma de suas principais obras. Aos 42 anos, o artista fantasia sobre os personagens que criou e tem alucinações constantes que a todo instante o remetem à sua juventude. As duas versões de Lima Barreto também se confrontam com os personagens do romance, que ganham vida e aparecem em cena de forma fantasiosa e caricata. Roteiro e direção de arte foram premiados no festival Cine-PE, de Recife. | MUDANÇA | A mudança do título se refere ao fim da ditadura militar, com a eleição de Tancredo Neves pelo voto indireto em 1985. Com os ventos da democracia soprando ao fundo, um pai e um filho tocam a vida. Enquanto o pai espera uma promoção, o filho quer apenas que o tempo passe. Mas como tem sido regra nos dramas do professor gaúcho Fabiano de Souza (“Nós Duas Descendo a Escada”), o tempo passa devagar durante a projeção. | NO OUTRO ENCONTRO VOCÊ | A primeira ficção de André Bushatsky (“A História do Homem Henry Sobel”) é um psicodrama, que acompanha quatro amigos isolados no sítio da família de dois deles. Após a morte da mãe, o pai dos dois colocou a casa a venda. Assim, os últimos dias do ano tornam-se os últimos na casa onde os irmãos e o casal de amigos decidem espairecer. Mas espairecer é tudo o que não fazem, confrontando o passado enquanto fingem não ver o próprio fracasso presente. | OS ESCRAVOS DE JÓ | O cearense Rosemberg Cariry (“Corisco & Dadá”) filma um romance complexo entre dois estudantes, o adotado Samuel e a imigrante palestina Yasmina, na cidade de Ouro Preto. No entanto, eles têm que vencer muitas distâncias, dificuldades e preconceitos para afirmarem o seu amor. Referências ao “Livro de Jó” e “Édipo Rei” cruzam os caminhos dos dois jovens, arrastando-os para um inesperado destino. | KOMPROMAT – O DOSSIÊ RUSSO | Baseado numa história real, o suspense de Jérôme Salle (“A Odisséia de Jacques”) acompanha um diplomata francês que se vê incriminado num complô do FSB, o serviço secreto russo. Acusado de pedofilia com provas plantadas, ele recebe a informação de que passará décadas na prisão e decide arriscar uma fuga espetacular, perseguido pelas autoridades russas. O filme ficou por duas semanas consecutivas em 1ª lugar nas bilheterias da França. | MI IUBITA, MEU AMOR | Primeiro longa dirigido pela atriz francesa Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), o filme também é estrelado por ela, quase irreconhecível de cabelo bem curto. Na trama, sua personagem vai comemorar a despedida de solteira na Romênia com algumas amigas. Mas tem o carro roubado e acaba sorrida por um jovem romeno, que oferece ao grupo abrigo com sua família. Depois desse começo negativo, o verão sofre uma reviravolta apaixonante, fazendo a protagonista questionar seus planos de casamento na França. | ENNIO, O MAESTRO | A carreira do lendário compositor Ennio Morricone, duas vezes vencedor do Oscar e autor de mais de 500 trilhas sonoras, é homenageada neste documentário com entrevistas e depoimentos de artistas e diretores com quem trabalhou, como Quentin Tarantino e Clint Eastwood, e admiradores como Bruce Springsteen e John Williams. Incluindo uma entrevista exclusiva do maestro, que faleceu em 2020, o filme tem direção de Giuseppe Tornatore, o último grande parceiro do compositor – Morricone musicou todos os longas de Tornatore desde o célebre “Cinema Paradiso” (1988).
Diretor da “Turma da Mônica” vai filmar livro de Valter Hugo Mãe
O diretor Daniel Rezende vai dar um tempo nos filmes e série da “Turma da Mônica” para comandar a adaptação para os cinemas de “O Filho de Mil Homens”, best-seller do escritor português Valter Hugo Mãe. “‘O Filho de Mil Homens’ é uma história sobre felicidade e amor, ainda que aborde temáticas como machismo, homofobia, intolerância, preconceito e discriminação. Uma fábula atemporal e inspiradora, em que os excluídos ganham protagonismo e nos mostram que apenas aqueles que conseguem se libertar da couraça repressora das convenções sociais são capazes de amar de verdade. Um filme que precisa ser feito”, escreveu Rezende em seu Instagram. A trama acompanha Crisóstomo, um pescador de 40 anos, que deseja ser pai e então decide buscar o que lhe falta: um filho. Ao encontrar o jovem Camilo, de 14 anos, ele acaba mudando a vida de pessoas excluídas e formando uma família nada convencional. O livro foi lançado em 2011 e está disponível no Brasil, junto outras obras de Valter Hugo Mãe, pela Biblioteca Azul. . O filme terá produção de Biônica Filmes e Barry Company. Em estágio inicial, ainda não tem elenco definido nem previsão de lançamento. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Daniel Rezende (@danirez)
Carga Máxima: Netflix revela bastidores de seu primeiro filme brasileiro de ação
A Netflix divulgou um vídeo de bastidores de “Carga Máxima”, seu primeiro filme de ação brasileiro. Revelada no Tudum, a prévia traz depoimentos e mostra os efeitos práticos da produção, em meio a muitas cenas de velocidade e perigo, “com um jeito brasileiro de fazer isso”. Na trama, Thiago Martins (“Amor de Mãe”) vive um piloto de Fórmula Truck (corrida de caminhões) que começa a dirigir para uma quadrilha de roubo de cargas a fim de manter sua equipe. Após ser perseguido pela polícia e mal escapar vivo, ele tenta desistir e passa a ser perseguido também pelos bandidos. O elenco ainda destaca Sheron Menezzes (“Novo Mundo”) como outra piloto, além de Raphael Logam (“Impuros”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Evandro Mesquita (“Depois a Louca Sou Eu”) e Paulo Vilhena (“Turma da Mônica: Laços”). O roteiro é de Leandro Soares (“Vai que Cola”) e a direção de Tomás Portella (“Impuros”). Sem data de estreia marcada, o filme é esperado ainda para este ano.
Depois do Universo: Primeiro filme de Giulia Be ganha trailer
A Netflix anunciou o trailer de “Depois do Universo”, primeiro filme da cantora Giulia Be e estreia brasileira de Henry Zaga. Apesar de ter nascido no Brasil, como comprova o nome de batismo Henrique Gonzaga, ele só tinha feito produções americanas, como as séries “13 Reasons Why”, “Quem É Você, Alasca?” e o filme “Os Novos Mutantes”, entre outros. “Depois do Universo” conta a história da talentosa pianista Nina (Be), que precisa superar os desafios de lidar com o lúpus, uma doença autoimune que pode atacar qualquer parte do corpo – o rim, no caso da jovem. Durante o tratamento, seu pessimismo é superado por uma forte conexão com Gabriel (Zaga), um dos médicos da equipe que a atende e que irá ajudá-la a enfrentar suas inseguranças na luta para se apresentar nos palcos junto de uma grande orquestra de São Paulo. O filme tem roteiro e direção de Diego Freitas (“O Segredo de Davi”) e seu elenco também inclui os atores João Miguel, Othon Bastos, Rita Assemany, Leo Bahia, Viviane Araújo, Isabel Fillardis, Adriana Lessa, Denise Del Vecchio e João Côrtes. A estreia está marcada para o dia 27 de outubro.
Larissa Manoela vai brigar por namorado com Giovanna Rispoli
Larissa Manoela vai estrelar mais uma história de Thalita Rebouças. Depois de “Fala Sério, Mãe!” e “Lulli”, ela vai se juntar à Giovanna Rispoli (“Temporada de Verão”) na adaptação do livro “Traição Entre Amigas”, que contará com direção do veterano Bruno Barreto (“O Que é Isso, Companheiro?”). A obra conta a história de Luiza e Penélope, duas garotas bonitas e inteligentes que se conhecem no curso de teatro e se tornam amigas. A primeira é estudante de Psicologia. A outra cursa Jornalismo, mas quer ser atriz. Apesar dos temperamentos diferentes, elas se dão muito bem. Até que Penélope beija o namorado de Luiza depois de uma festa. Além desse projeto, Larissa, que recentemente encerrou a novela “Além da Ilusão”, vai fazer outro filme. Será para a Netflix. Giovanna Rispoli também pode ser vista na série “Temporada de Verão”.
Estreias: 10 filmes novos pra ver em streaming
A lista de filmes novos nas plataformas de assinatura e locação digital tem ação, rock clássico, drama, romance e produções premiadas. Confira abaixo os 10 lançamentos que chamam mais atenção entre as estreias da semana. | LOU | NETFLIX O thriller de ação à moda antiga lembra as produções estreladas pela geração de fortões famosos dos anos 1980. Só que em 2022 o herói veterano, destemido e fodástico é uma mulher: Allison Janney (vencedora do Oscar por “Eu, Tonya”). O resultado é o mesmo, entretém como antigamente. Com direção de Anna Foerster (“Anjos da Noite: Guerras de Sangue”), o longa também destaca Jurnee Smollett (“Lovecraft Country”) como uma mãe desesperada, que pede ajuda à sua vizinha reclusa e misteriosa (Janney) após sua filha ser raptada no lugar isolado onde moram. As duas iniciam uma jornada perigosa e violenta de resgate, enquanto tentam manter seus segredos, incluindo a impressionante habilidade da vizinha para realizar a missão e a verdadeira razão do rapto. | O ALFAIATE | VOD* Vencedor do Oscar por “Ponte dos Espiões” (2015), Mark Rylance interpreta o alfaiate inglês do título, que trabalhava criando ternos exclusivos na famosa Savile Row de Londres, até que uma tragédia pessoal o faz parar em Chicago, operando uma pequena alfaiataria no pior lado da cidade. Lá ele faz roupas elegantes para as únicas pessoas da região que podem pagá-las: gângsteres. Criticado pela filha por não se importar com quem são seus clientes, ele tem um duro despertar quando sua alfaiataria é invadida por criminosos perigosos, um deles baleado e em busca de quem o “costure”, em meio a uma disputa sangrenta de poder. Primeiro longa dirigido por Graham Moore, roteirista vencedor do Oscar por “O Jogo da Imitação”, o thriller também traz em seu elenco Zoey Deutch (“Influencer de Mentira”), Johnny Flynn (“Stardust”) e Dylan O’Brien (“Amor e Monstros”). E atingiu 85% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O CHEF | VOD* Elogiadíssima e eletrizante, a produção britânica traz Stephen Graham (“Venom: Tempo de Carnificina”) como um chef que lida com as pressões da crítica e de funcionários, falta de ingredientes e visitas inesperadas numa noite caótica, tentando manter o controle de seu restaurante. Toda filmada em plano sequência pelo diretor Philip Barantini (“Villain”), ao estilo do filme de guerra “1917”, a obra foi indicada a quatro BAFTAs (o Oscar britânico) e tem impressionantes 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | ATHENA | NETFLIX Premiado no Festival de Veneza, o filme ultraviolento apresenta uma batalha campal entre os moradores de um subúrbio francês, o Athena do título, e tropas de choque da polícia, após a morte acidental de uma criança gerar uma revolta popular. Visualmente impressionante, o filme é uma extensão dos clipes do diretor Roman Gavras, que já tinha abordado a tensão das periferias no clipe “Stress”, da dupla eletrônica Justice, e mostrado seu forte apuro estético em “Gosh”, de Jamie XX. Para seu longa-metragem, o filho do famoso cineasta político Costa-Gavras (“Z”, “Estado de Sítio”, “Os Desaparecidos”) se juntou ao malinês Ladj Ly, autor do roteiro de “Athena”, que venceu uma prateleira de prêmios com seu longa de estreia, “Os Miseráveis” (2019) – também sobre conflito entre polícia e garotos do subúrbio. Opção porrada. | O HOMEM DO JAZZ | NETFLIX O melodrama de época com roteiro, direção e produção de Tyler Perry (“Um Funeral em Família”) narra o romance proibido de Bayou e Leanne (vividos pelos novatos Joshua Boone e Solea Pfeiffer), dois jovens apaixonados que são separados pela mãe dela em nome de um casamento arranjado com um branco rico. Mas ele nunca consegue esquecê-la e a trama abrange 40 anos de segredos e mentiras, um enorme drama familiar e o incrível blues do sudeste dos Estados Unidos. O filme é um novelão de época, que se valoriza com músicas arranjadas e produzidas pelo vencedor do Grammy e indicado ao Oscar Terence Blanchard (“Infiltrado na Klan”) e coreografia da lendária Debbie Allen (“Fama”). | AOS NOSSOS FILHOS | VOD* O filme dirigido pela portuguesa Maria Medeiros (atriz de “Pulp Fiction”) adapta a peça de Laura Castro sobre uma ex-prisioneira política (Marieta Severo) que decide se divorciar (de José de Abreu) e não aceita o desejo da filha lésbica (a própria Laura Castro) de ter um filho com a esposa. A notícia da gravidez gera um embate intenso, em que mãe e filha discordam completamente em suas opiniões sobre família. Paralelamente, há um contraponto com crianças doentes à espera de adoção. O roteiro foi premiado no Festival de Cinema LGBTQIAP+ de Milão. | O TIO CANIBAL | VOD* O trash sanguinolento de rock horror acompanha uma banda punk prestes a embarcar em sua primeira turnê. Como eles não têm carro, aceitam a proposta de um caipira roqueiro e boa praça, que não só oferece sua van para a viagem como acaba se juntando a eles como roadie. O único problema é que o bom velhinho também é um canibal. Se não tomar seu remédio antes da meia-noite, ele vira um pesadelo ambulante. O terrir indie tem roteiro e direção de Matthew John Lawrence – que venceu vários prêmios com seus curtas de terror no circuito dos festivais de cine fantástico – e agradou em cheio a crítica especializada no gênero – tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas apenas com resenhas de blogs de terror. | FLAG DAY | VOD* O novo filme dirigido e estrelado por Sean Penn (“O Gênio e o Louco”) é uma produção em família, em que ele dirige e contracena com seus filhos adultos, Dylan e Hopper Penn, frutos de seu matrimônio com Robin Wright (de “House of Cards”). Aos 28 anos, Dylan (que foi figurante em “Elvis & Nixon”) tem o maior destaque de sua carreira como protagonista da trama, uma filha com dificuldades para superar o legado carinhoso, mas sombrio do pai, um vigarista procurado pela polícia – e interpretado pelo próprio Sean Penn. O elenco também incluiu, entre outros, Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Ultimato”) e Katheryn Winnick (a Lagertha de “Vikings”). Mas o drama não empolgou, atingindo apenas 40% de aprovação da crítica. Não deixa de ser um progresso comparado ao trabalho anterior de Penn atrás das câmaras, “A Última Fronteira” (2016), que agradou míseros 8%. | SIDNEY | APPLE TV+ O documentário exalta o legado e a história do primeiro ator negro a vencer o Oscar, que sempre fugiu dos clichês racistas de Hollywood e nunca interpretou um personagem subserviente. Produzido pela apresentadora Oprah Winfrey, o filme intercala imagens históricas com depoimentos de vários astros negros, como Denzel Washington, Halle Berry, Spike Lee e Morgan Freeman, emocionados ao falar do ídolo, além do próprio Poitier, em conversa registrada pouco antes de sua morte em janeiro deste ano. Com uma carreira repleta de papéis marcantes, a trajetória do imigrante pobre das Bahamas que virou estrela de Hollywood se confunde com a luta pelos direitos civis nos EUA. A luta racial esteve presente em sua filmografia desde o primeiro papel, em “O Ódio é Cego” (1950), como um médico negro que precisa tratar de dois irmãos racistas. E seus filmes mais lembrados dão lições sobre o tema, todos lançados em 1967: “Adivinhe Quem vem para Jantar”, em que viveu o noivo da filha de brancos supostamente liberais, “Ao Mestre, com Carinho”, no papel de um professor que conquista o respeito de adolescentes brancos rebeldes de Londres, e “No Calor da Noite”, no qual deu vida ao detetive policial Virgil Tibbs, investigando um assassinato numa região racista do sul dos EUA. Este filme entrou para a História por mostrá-lo retribuindo um tapa num racista. Foi a primeira vez que um negro estapeou um branco racista no cinema. Além disso, no auge de sua popularidade, ele ainda decidiu virar diretor, dirigindo oito filmes entre 1972 e 1990. Um dos mais simbólicos, “Dezembro Ardente” (1973), foi motivado pelo desejo simples de viver um romance com uma mulher negra nas telas, algo que nunca tinha feito em sua longa e prestigiosa carreira, porque, até então, Hollywood não estava interessada em mostrar romances entre casais negros. | TRAVELIN’ BAND: CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL AT THE ROYAL ALBERT HALL | NETFLIX A lendária performance de 1970 do Creedence Clearwater Revival no Royal Albert Hall de Londres materializa-se pela primeira vez num documentário primoroso, que mostra a banda liderada por John Fogerty na melhor fase da carreira. Dirigido por Bob Smeaton (da minissérie “The Beatles Anthology”), o filme combina as performances ao vivo de clássicos como “Fortunate Son”, “Proud Mary” e “Bad Moon Rising” com entrevistas de bastidores e uma breve história da banda, com uma grande variedade de imagens inéditas. O lançamento em streaming marca a única filmagem da formação original do CCR a ser disponibilizada na íntegra para os fãs. Os shows da Inglaterra aconteceram nos dias 14 e 15 de abril de 1970 – poucos dias depois que os Beatles anunciaram sua separação – e fizeram parte da primeira turnê europeia do quarteto, que incluiu paradas na Holanda, Alemanha, França e Dinamarca. O grupo estava simplesmente no auge, vindo de Woodstock e com cinco singles no Top 10 dos EUA no ano anterior. Mas o detalhe mais significativo é que o show do Albert Hall ficou conhecido pelos admiradores da banda por ter originado um dos maiores equívocos da história do rock. Em 1980, a gravadora do CCR disponibilizou um disco ao vivo chamado “The Royal Albert Hall Concert”, que virou um fenômeno de vendas mundial. Só que, na verdade, seu conteúdo era um show gravado em Oakland, na Califórnia. Anos após o vexame, o álbum foi relançado com novo título: “The Concert”. E o verdadeiro show do Royal Albert Hall, que tinha sido realmente gravado em alta fidelidade, permaneceu inédito em disco por mais de cinco décadas. Agora, junto com o documentário, o concerto inglês finalmente vai virar disco, com áudio restaurado e remasterizado, numa edição dupla de vinil, acompanhada pelo Blu-ray do filme, CD de hits e diversos outros materiais para colecionadores.
“A Mulher Rei” e “Não se Preocupe, Querida” chegam aos cinemas
A programação de cinema desta quinta (22/9) registra estreias fortes, com destaque para “A Mulher Rei”, protagonizado por Viola Davis, que tem o lançamento mais amplo em 900 salas, e “Não se Preocupe, Querida”, estrelado por Florence Pugh e o cantor Harry Styles. Davis veio ao Brasil promover seu filme, chamando atenção até no “Fantástico”, enquanto o outro longa tem o chamariz de Styles e de muitas fofocas de bastidores – o cantor começou a namorar a diretora Olivia Wilde durante as filmagens, supostamente criando um climão. O circuito também recebe o filme “Eike – Tudo ou Nada”, sobre o ex-bilionário brasileiro Eike Batista, e o relançamento de “Avatar”, além de sete estreias limitadas – incluindo a adaptação de “O Livro dos Prazeres”, de Clarice Lispector. Confira abaixo todos os 11 títulos que chegam às telas. | A MULHER REI | O épico de ação traz Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) como líder de um exército de guerreiras africanas do século 19 – que foram a inspiração real das guerreiras Dora Milaje dos quadrinhos e filmes do “Pantera Negra”. Durante dois séculos, as Agojie defenderam o Reino de Daomé, uma das nações africanas mais poderosas da era moderna, contra os colonizadores franceses e as tribos vizinhas que tentavam invadir o país, escravizar seu povo e destruir tudo o que representavam. O filme tem direção de Gina Prince-Bythewood (“The Old Guard”) e se concentra na relação da general Nanisca (Davis) e uma guerreira ambiciosa, Nawi (Thuso Mbedu, de “The Underground Railroad”), enquanto lutam lado a lado contra as forças coloniais. O elenco ainda destaca Lashana Lynch (“007 – Sem Tempo Para Morrer”), a cantora Angélique Kidjo (“Arranjo de Natal”), Hero Fiennes Tiffin (“After”) e John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como o rei de Daomé. Elogiadíssimo, atingiu 95% de aprovação entre a crítica do Rotten Tomatoes e um raro A+ entre o público americano no CinemaScore, além de ter liderado as bilheterias em sua estreia nos EUA no fim de semana passado. | NÃO SE PREOCUPE QUERIDA | O segundo longa dirigido por Olivia Wilde (após “Fora de Série”) tem uma ambientação similar a do clássico “As Esposas de Stepford” (1975), com esposas levando vidas domésticas confortáveis num subúrbio isolado do deserto da Califórnia. Entretanto, a aparente vida perfeita dos casais e seus vizinhos tem uma condição: o segredo absoluto do trabalho dos maridos. Ninguém fala sobre o misterioso Projeto Vitória, que estaria “mudando o mundo”. Mas sinais de que algo está errado são cada vez mais evidentes, com pesadelos, apagões e coincidências marcando a vida das mulheres. E quando a personagem de Florence Pugh (“Viúva Negra”) começa a questionar tudo, não é apenas seu casamento com Harry Styles (“Dunkirk”) que fica em risco. O elenco ainda destaca Chris Pine (“Mulher-Maravilha”), Gemma Chan (“Eternos”), Nick Kroll (“Nossa Bandeira é a Morte”), Kiki Layne (“Um Príncipe em Nova York 2”) e a própria Olivia Wilde. Apesar do talento envolvido, a produção tem dado mais o que falar por seus bastidores, de supostas brigas e intrigas, que pelo resultado apresentado na tela. A crítica americana torceu o nariz, fazendo o longa atingir apenas 35% de aprovação no Rotten Tomatoes. | EIKE – TUDO OU NADA | A dramatização da ascensão e queda do empresário Eike Batista, ex-bilionário que já foi o homem mais rico do Brasil e o sétimo mais rico do mundo, percorre os altos e baixos de sua trajetória, incluindo a criação da petroleira OGX e os escândalos que o fizeram perder a fortuna. Conhecido principalmente por papéis em humorísticos, Nelson Freitas (“Socorro, Virei uma Garota!”) surpreende no papel principal. Ele é o grande achado do filme, ao aparecer transformado em cena — quase uma encarnação de Eike. Carol Castro (“Maldivas”) como Luma de Oliveira é outro ponto alto. Entretanto, o roteiro entrega uma produção ingênua, sem o cinismo e a crítica contundente que o personagem merecia. Baseado no livro homônimo da jornalista Malu Gaspar, o filme é assinado em dupla por Andradina Azevedo e Dida Andrade (“30 Anos Blues”). | AVATAR | A superprodução de maior bilheteria de todos os tempos volta aos cinemas com cenas inéditas. A já bem conhecida trama acompanha a colonização de Pandora, lua habitado pelos Na’vi, uma raça humanoide de cultura totalmente desconhecida, que intriga cientistas, mas atrapalha planos de militares. O relançamento é parte da campanha de recordação da franquia, preparando o lançamento de sua continuação, “Avatar: O Caminho da Água”, que é esperada para dezembro. No exterior, a projeção teve direito, inclusive, à cena inédita do segundo filme. | O SEGREDO DE MADELEINE COLLINS | O suspense hichcockiano de Antoine Barraud (“Le Dos Rouge”) traz Virginie Efira (“Benedetta”) como uma mulher com duas identidades. Ela tem dois filhos na França, uma filha na Suíça e um amante em cada um desses lugares. Quando esses dois mundos se conectam por acaso, seus segredos começam a desmoronar. Elogiadíssimo pela crítica internacional, tem 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O PERDÃO | A vida de uma mãe viúva vira de cabeça para baixo quando descobre que seu marido era inocente do crime pelo qual foi executado pela Justiça intransigente de seu país. Empobrecida e tendo que sustentar sozinha sua casa, ela inicia uma batalha contra autoridades cínicas, sofrendo recriminações de vizinhos conservadores por aceitar a visita de um estranho, que diz querer ajudá-la como amigo do marido morto – escondendo seu remorso por ter sido quem causou a morte dele. O excelente drama de Maryam Moghadam e Behtash Sanaeha faz um forte denúncia contra o regime iraniano, tem 89% de aprovação no Rotten Tomatoes e foi premiado nos festivais de Zurique (Suiça) e Valladolid (Espanha). | DESTERRO | Documentarista e roteirista premiada, Maria Clara Escobar (“Os Dias com Ele”) estreia na direção de ficção com este longa, que teve sua première internacional no Festival de Roterdã, na Holanda. A trama gira em torno da angústia existencial de Laura (Carla Kinzo, de “Quanto Eu Era Vivo”), que se sente presa num casamento sem afetividade. Desconfortável, decide largar marido e filho e seguir uma jornada pessoal sem rumo. Na estrada, ela se depara com situações imprevisíveis e outras histórias de vida que vão reconfigurar suas próprias ideias. | O LIVRO DOS PRAZERES | A adaptação da obra de Clarice Lispector acompanha uma professora livre e melancólica, que vive um rotina solitária e monótona, com relacionamentos casuais. Até que se apaixona e começa a enfrentar sua solidão. O livro original é um clássico de 1969. Estrelada por Simone Spoladore, a adaptação é marcada por diálogos poéticos, mas é preciso reconhecer o esforço realizado pela diretora Marcela Lordy (“Turma da Mônica: A Série”) para transformar reflexões existenciais numa trama cinematográfica. | CORDIALMENTE TEUS | O longa de Aimar Labaki (“O Jogo das Decapitações”) é uma antologia que reúne 10 histórias diferentes, de décadas e até séculos distintos, em torno da violência que marca as relações no Brasil. Uma revolta de escravos numa fazenda de café, a tortura de um índio, o sequestro de um embaixador, judeus se escondendo da Inquisição, uma torturada que revê seu torturador na plateia para a qual conta o crime cometido por ele, pai e filho conversando durante a 2ª Guerra, uma viúva que perdeu tudo na Encilhada e é forçada a se casar e perder a liberdade, etc. | OS OSSOS DA SAUDADE | O documentário de bela fotografia traz paisagens marcantes, que ilustram narrações de pessoas de diferentes nacionalidades. Elas compartilham a língua portuguesa e sentimentos de ausência e distância, espalhadas por Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde. É descrito como uma “viagem pelos territórios da memória, da representação e do pertencimento”. | ACAMPAMENTO INTERGALÁCTICO | O filme infantil traz Ronaldo Souza (um pouco velho para esse tipo de papel) e sua irmã num acampamento para crianças, onde descobrem um alienígena malvado com planos malignos. Assim, decidem cantar, dançar e sobreviver a piadas de flatulência para salvar o mundo. A direção é de Fabrício Bittar, do infame “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” (2017).
“Cidade de Deus” pode virar série com novo elenco
Um dos filmes mais famosos do Brasil, “Cidade de Deus”, pode virar série. Segundo o jornal O Globo, produtores estão em negociação com a HBO Max pra realizar uma nova adaptação do romance de Paulo Lins de 1997 que inspirou o filme de 2002. A ideia é fazer uma minissérie com novo elenco e roteiristas. O longa original projetou vários atores que hoje são famosos, como Leandro Firmino, Jonathan Haagensen, Douglas Silva, Alexandre Rodrigues e até Seu Jorge e Alice Braga em suas estreias no cinema. A produção concorreu ao Oscar de 2004 nas categorias de Melhor Diretor (Fernando Meirelles), Melhor Roteiro Adaptado (Bráulio Montovani), Melhor Edição (Daniel Rezende) e Melhor Fotografia (César Charlone).












