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    Filme de terror LGBTQIA+ vence Mostra de Tiradentes

    2 de fevereiro de 2020 /

    A 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes premiou o filme de terror cearense “Canto dos Ossos”, da dupla Petrus de Bairros e Jorge Polo, como melhor longa-metragem da sua seção competitiva, a mostra Aurora, em cerimônia realizada na noite de sábado (1/2) na cidade mineira que lhe batiza. O filme vencedor acompanha um grupo de jovens LGBTQIA+ envolvidos com a presença de “vampiros” que sobrevivem através das gerações. Poderia ser um divertido trash. Mas, nas palavras do júri, parece algo bem mais intelectual, acadêmico e chato: o filme “aposta na imaginação como potência gestada coletivamente e acolhe seu caráter disjuntivo”. Como é que é? Sério, a justificativa do júri para o prêmio ainda inclui uma aulinha básica sobre o que pode nos dizer um filme: “Um filme pode nos dizer coisas pela metade, pode errar ou exagerar e, no entanto, pode, à sua maneira, revelar epifanias que nos oferecem o intempestivo cristal de um segmento de tempo, de gesto, de susto privilegiado”. Academicismo ululante, que todo bom estudante de Humanas trata de esquecer quando sai da faculdade para lidar com o resto da humanidade. A eleição de “Yãmiyhex: As Mulheres-Espírito”, de Sueli Maxacali e Isael Maxacali, como melhor longa da mostra paralela Olhos Livres, também inspirou o júri a adjetivar “a delirante efervescência da terra, a estética do estar, um manifesto de atravessamentos”, num jorro de crítica onanista do qual é preciso desviar para não ficar melecado. A diretora Sueli Maxacali foi muito mais efetiva ao dizer simplesmente: “Esse filme é importante para mostrar nossa realidade a vocês”, referindo-se à temática indígena, mas também ao fato de o longa ter sido rodado por nativos brasileiros e mostrar a força das mulheres nas aldeias. A mensagem precisa ser clara para ter potência. Não é por acaso que Tiradentes é o mais universitário dos festivais brasileiros, o único que expõe tema anual, sem deixar a crítica pensar por si mesma. Mas tem seu valor, ao revelar novas gerações de cineastas independentes, ainda que prefira premiar temáticas à realizações. Sobre isto, o júri também premiou o curta carioca “Egum”, de Yuri Costa, de temática racial. Já os vencedores do voto popular foram obras dirigidas por mulheres e com personagens femininas fortes: o longa baiano “Até o Fim”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa e curta potiguar “A Parteira”, de Catarina Doolan. Confira abaixo a lista completa de premiados. Júri oficial Melhor longa-metragem: “Canto dos Ossos”, de Petrus de Bairros e Jorge Polo Melhor curta-metragem: “Egum”, de Yuri Costa Júri popular Melhor longa-metragem: “Até o Fim”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa Melhor curta-metragem: “A Parteira”, de Catarina Doolan Prêmios paralelos Melhor longa-metragem da Mostra Olhos Livres: “Yãmiyhex: As Mulheres-Espírito”, de Sueli Maxacali e Isael Maxacali Prêmio Canal Brasil de Curtas: “Perifericu”, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira Prêmio Helena Ignez para destaque feminino: Lílis Soares, diretora de fotografia do longa “Um Dia com Jerusa” e dos curtas “Ilhas de Calor” e “Minha História É Outra”.

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    Filmes sobre Suzane Von Richthofen ganham primeiros vídeos

    31 de janeiro de 2020 /

    A Galeria Distribuidora divulgou dois vídeos de “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”, filmes com narrativas paralelas sobre o caso Von Richthofen. Um dos vídeos é uma montagem com os pôsteres individuais de cada obra e o outro, com cenas da prisão e julgamento do casal, serve de teaser para o primeiro trailer, que será disponibilizado na segunda-feira (31/1). Os filmes abordam a história a partir de diferentes perspectivas: pela ótica de Suzane Von Richthofen e na versão de Daniel Cravinhos. Os dois foram condenados pelo assassinato dos pais de Suzane. O elenco destaca a atriz Carla Diaz (da novelinha “Rebeldes”) como Suzane e Leonardo Bittencourt (da novelinha “Malhação”) no papel de Daniel, além de Vera Zimmermann (“Os Dez Mandamentos: O Filme”) e Allan Souza Lima (“A Cabeça de Gumercindo Saraiva”). Os longas têm direção de Mauricio Eça (“Carrossel: O Filme”) e roteiros escritos por Raphael Montes (“Praça Paris”) em parceria com Ilana Casoy, criminóloga que é considerada a maior especialista em serial killers do Brasil. A estreia está marcada para 2 de abril. Confira o cartaz teaser dos filmes A MENINA QUE MATOU OS PAIS e O MENINO QUE MATOU MEUS PAIS, que contará a história de um dos crimes mais famosos do país. DIA 02 DE ABRIL NOS CINEMAS! @galeriadistribuidora @santaritafilmes#ameninaquematouospais #omeninoquematoumeuspais pic.twitter.com/SsjaTZKMCQ — Galeria Distribuidora (@GaleriaDistrib) January 31, 2020

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    Estreias: Bad Boys para Sempre é o maior lançamento da semana

    30 de janeiro de 2020 /

    O revival da franquia “Bad Boys”, que retorna aos cinemas após 17 anos, é estreia mais ampla da semana, com lançamento em mil telas. Há duas semanas em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte, “Bad Boys para Sempre” volta a juntar Will Smith e Martin Lawrence como uma dupla de policiais do departamento de narcóticos de Miami e se revela o melhor filme da trilogia, iniciada em 1995. Muita ação, humor e estilo garantem a diversão, com 77% de aprovação no Rotten Tomatoes. A programação também destaca “Judy”, filme que deve render o Oscar de Melhor Atriz a Renee Zellwegger – após vencer o Globo de Ouro, o SAG Awards (prêmio do Sindicato dos Atores) e o Critics Choice, entre outros reconhecimentos. No filme, ela interpreta a famosa atriz Judy Garland (de “O Mágico de Oz” e “Nasce uma Estrela”) em seus últimos dias. É um filmaço, graças à interpretação incontestável da atriz. Para o lançamento nacional, porém, o título original “Judy”, dissílabo com quatro letras, ganhou um subtítulo enorme e desnecessário. Entre os filmes de menor visibilidade, vale a pena descobrir o suspense dramático “Açúcar”, que denuncia o racismo social brasileiro, encontrando paralelos entre as relações raciais atuais e a época da escravatura. Com Maeve Jinkins (“Boi Neon”) no papel principal, uma sinhazinha recém-chegada da capital que não vê que os tempos mudaram em torno do canavial da família, o filme de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira (respectivamente, diretora e roteirista de “Amor, Plástico e Barulho”) venceu o prêmio da crítica no festival Festin de Lisboa. Já a opção para evitar é o terror “Os Órfãos”, um dos piores trabalhos do gênero nos últimos anos. Vai arriscar? Saiba mais sobre a roubada aqui. Confira abaixo outros detalhes das estreias da semana com todos os títulos, sinopses e trailers. Bad Boys para Sempre | EUA | Ação Terceiro episódio das histórias dos policiais Burnett (Martin Lawrence) e Lowrey (Will Smith), que devem encontrar e prender os mais perigosos traficantes de drogas de Miami. Judy – Muito Além do Arco-Íris | EUA | Drama Inverno de 1968. Com a carreira em baixa, Judy Garland (Renée Zellweger) aceita estrelar uma turnê em Londres, por mais que tal trabalho a mantenha afastada dos filhos menores. Ao chegar ela enfrenta a solidão e os conhecidos problemas com álcool e remédios, compensando o que deu errado em sua vida pessoal com a dedicação no palco. Os Órfãos | EUA | Terror Kate (Mackenzie Davis) é uma jovem professora contratada para trabalhar como governanta na mansão de uma família rica. Na casa, localizada em Essex, Londres, vive Flora (Brooklynn Prince) e Miles (Finn Wolfhard), irmãos órfãos que perderam ambos os pais em um acidente próximo à casa. No entanto, ela logo percebe que no local existem outros moradores, não necessariamente vivos. Açúcar | Brasil | Drama Bethânia Wanderley (Maeve Jinkings) não gosta do cenário rural da Zona da Mata, mas precisa voltar ao lugar onde nasceu, um decadente engenho de cana-de-açúcar, para impedir que os antigos trabalhadores do canavial tomem conta das terras. Confrontada pelo líder da associação, Zé (José Maria Alvez), e pot Alessandra (Dandara de Morais), que passa a ser faxineira da casa para vigiar a sinhazinha, Bethânia terá que lidar com o seu passado e os seus preconceitos. E Agora? A Mamãe Saiu de Férias! | Brasil | Comédia Giulia (Valentina Lodovini) é uma mãe que abandonou a carreira para se dedicar aos seus três filhos. Carlo (Fabio De Luigi) é marido de Giulia mas, diferente dela, não tem tempo para a família e passa mais tempo no trabalho do que em casa. Tudo muda quando Giulia, cansada da monotonia de sua vida, decide sair de férias por dez dias, deixando Carlo sozinho com as crianças. Testemunha Invisível | Itália | Suspense Adriano Doria (Riccardo Scamarcio) é o empresário do ano em Milão. Ele dirige uma BMW, usa um Rolex extravagante, tem uma adorável esposa e filha e, também, uma bela amante. Mas agora ele está em prisão domiciliar, acusado de assassinato após ser flagrado em um quarto de hotel com a amante morta, cujo corpo estava coberto de dinheiro. Com Amor, Van Gogh – O Sonho Impossível | Polônia | Documentário O documentário detalha minuciosamente a jornada que levou dois cineastas apaixonados a alcançar seu sonho impossível, criando o primeiro longa-metragem totalmente pintado do mundo, “Com Amor, Van Gogh”, lançado em 2017.

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    Festival de Berlim 2020: Cinema brasileiro tem participação recorde, com 19 filmes selecionados

    29 de janeiro de 2020 /

    A participação brasileira no Festival de Berlim deste ano é recorde. A organização do evento alemão anunciou nada mesmo que 19 filmes com produção nacional. Destes, apenas quatro trazem o Brasil na condição de parceiro minoritário, entre eles o documentário “Nardjes A.”, dirigido pelo brasileiro Karim Ainouz (“A Vida Invisível”), que registra protestos civis na Argélia. A maioria dos filmes será exibido em seções paralelas à mostra principal, mas o país também está na disputa do Urso de Ouro com “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”). A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas. Os dois também assinam o roteiro, que se passa na década seguinte à Abolição da Escravatura, no fim do século 19, e acompanha a trajetória de duas famílias: uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. A expectativa agora é ver se a participação recorde também produz premiação recorde. Até então, a maior consagração do cinema brasileiro em Berlim aconteceu em 2018, com a conquista de cinco prêmios paralelos – de favoritos da crítica e do público – , mas não troféus oficiais. O Brasil já venceu duas vezes o Urso de Ouro, premiação principal do festival, com “Central do Brasil” (1998) e “Tropa de Elite” (2008). Confira abaixo a lista de filmes brasileiros selecionados para o evento, que vai acontecer entre 20 de fevereiro e 1º de março na capital da Alemanha. LONGAS MAJORITÁRIOS BRASILEIROS “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, coprodução da Dezenove Som e Imagem e Filmes do Caixote com a França (competitição do Urso de Ouro) “Alice Junior”, direção de Gil Baroni, produção da Beija Flor Filmes (mostra Generation) “Cidade Pássaro”, direção de Matias Mariani, produção da Primo Filmes”, coprodução com França (mostra Panorama) “Irmã”, direção de Luciana Mazeto e Vinicius Lopes, produção da Pátio Vazio (mostra Generation) “Luz nos Trópicos”, direção de Paula Gaitán, produção da Aruac e Pique-Bandeira (mostra Forum) “Meu Nome É Bagdá”, direção de Caru Alves de Souza, produção da Manjericão Filmes (mostra Generation) “O Reflexo do Lago”, direção de Fernando Segtowick, produção da Marahu Filmes (mostra Panorama) “Vento Seco”, direção de Daniel Nolasco, produção da Panaceia Filmes (mostra Panorama) “Vil, Má”, direção de Gustavo Vinagre, produção da Carneiro Verde e Avoa Filmes (mostra Forum) CURTAS/MÉDIAS “(Outros) Fundamentos”, direção de Aline Motta (mostra Forum Expanded) “Apiyemiyeki?”, direção de Ana Vaz em coprodução com França, Holanda e Portugal (mostra Forum Expanded) “Jogos Dirigidos”, direção de Jonathas de Andrade (mostra Forum Expanded) “Letter From A Guarani Woman In Search Of Her Land Without Evil”, de Patricia Ferreira (mostra Forum Expanded) “Rã”, direção de Julia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti, produção da Gato do Parque (mostra Panorama) “Vaga Carne”, direção de Grace Passô e Ricardo Alves Jr, produção da Grãos da Imagem (mostra Forum Expanded) COPRODUÇÕES MINORITÁRIAS “Chico Ventana Tambien Quisiera Ter Un Submarino”, direção de Alex Piperno (Uruguai), coprodução brasileira Desvia (mostra Forum) “Los Conductos”, direção de Camilo Restrepo (Colômbia), coprodução brasileira If You Hold a Stone (mostra Encounters) “Nardjes A.”, direção de Karim Ainouz (Brasil), coprodução com Argélia, França e Alemanha (mostra Panorama) “Un Crimen Común”, direção de Francisco Márquez (Argentina)”, coprodução brasileira Multiverso (mostra Panorama)

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    Festival de Berlim 2020: Terror brasileiro vai disputar o Urso de Ouro

    29 de janeiro de 2020 /

    A organização do Festival de Berlim 2020 divulgou nesta quarta-feira (29/1) a lista dos filmes selecionados para disputar o Urso de Ouro, principal prêmio do evento. E um terror brasileiro entrou na relação seletíssima da mostra competitiva. “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”), vai representar o Brasil no evento principal do festival. A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas. Os dois também assinam o roteiro, que se passa na década seguinte à Abolição da Escravatura, no fim do século 19, e acompanha a trajetória de duas famílias: uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. A trama reflete os fantasmas da escravidão, em mais de um sentido. Ainda sem data de estreia no Brasil, “Todos os Mortos” vai tentar repetir as vitórias de “Central do Brasil” (1998) e “Tropa de Elite” (2008) no famoso festival alemão, onde concorrerá com outros 17 títulos – de diretores como o americano Abel Ferrara (“Siberia”), o taiwanês Tsai Ming-Liang (“Rizi”), o francês Philippe Garrel (“Le Sel des Larmes”), o cambojano Rithy Panh (“Irradiés”) e a britânica Sally Potter (“The Roads Not Taken”). Além da mostra principal, o cinema brasileiro também está representado nas seções paralelas do festival, atingindo uma participação recorde, com mais 18 filmes selecionados, entre eles “Meu Nome é Bagdá”, de Caru Alves Souza, “Cidade Pássaro”, coprodução com a França de Matias Mariani, “Apiyemiyekî”, coprodução com França e Holanda dirigida por Ana Vaz, e “Nardjes A.”, documentário franco-alemão do diretor Karim Aïnouz (do premiado “Vida Invisível”). Confira a lista nacional completa aqui. A 20ª edição do Festival de Berlim vai acontecer entre 20 de fevereiro e 1º de março.

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    Netflix anuncia comédia estrelada por Maísa Silva

    28 de janeiro de 2020 /

    A Netflix anunciou a produção do filme que vai marcar a estreia de Maísa Silva em streaming. O anúncio foi feito nesta terça (28/1), no Tudum Festival em São Paulo, e via vídeo nas redes sociais. O teaser é uma encenação em que a jovem atriz tenta entrar na personagem do longa e se acalmar diante da expectativa das filmagens. Ao colocar uma trilha de mediação no celular, acaba ouvindo conselhos da escritora Thalita Rebouças, autora do roteiro. Intitulada “Um Pai no Meio do Caminho”, a comédia também ganhou sinopse: “Vicenza (Maísa) está completando 18 anos. Ela foi criada em uma comunidade hippie em meio a natureza e a única coisa que não está em harmonia na vida de Vicenza é que ela não sabe quem é seu pai. Ao partir em busca de seu verdadeiro pai, ela acaba encontrando dois!”. A premissa sugere mais uma Sessão da Tarde tipicamente americana com atores brasileiros, tendência dominante das produções adolescentes do Brasil. A produção será a terceira história de Rebouças estrelada por Maísa – após “Tudo Por Um PopStar” e “Ela Disse, Ele Disse”. E o primeiro de três longas que a atriz negociou protagonizar pelos próximos três anos na Netflix. Thalita Rebouças, por sua vez, também assina na plataforma o vindouro “Quem Nunca?”, sobre três adolescentes que vão a um acampamento escolar depois de fazer um pacto de permanecerem solteiras, mas as coisas se complicam quando ex-namorados aparecem – sim, lembra um reality da MTV. No vídeo em que fala de “Um Pai no Meio do Caminho”, Maísa também adiantou o elenco da produção, que inclui os atores “Du” Moscovis (“O Doutrinador”), Marcelo Médici (“Vai que Cola”), a celebridade de rede social Thaynara OG e a cantora Fafá de Belem. Ela não disse, mas aparentemente quem assina a direção é Cris D’Amato, que já fez uma adaptação de Thalita Rebouças, “É Fada!”. O nome da diretora não é citado em nenhum material de divulgação. “Um Pai no Meio do Caminho” ainda não tem previsão de estreia.

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    Gabriel Medina vira Filme. Veja o trailer do documentário da Globoplay

    28 de janeiro de 2020 /

    A Globoplay vai lançar um documentário sobre o surfista Gabriel Medina. Um teaser de “Gabriel Medina – O Filme” foi compartilhado pelo surfista em seu Instagram, acompanhando desde sua infância na praia de Maresias, no litoral paulista, até sua consagração como campeão mundial do esporte. Ao lado do vídeo, ele escreveu: “Conheci o surfe aos 7 anos de idade. Assim que subi na prancha, veio o sonho: ser campeão mundial. De lá pra cá, passei a maior parte da minha vida dentro d’agua atrás do maior objetivo da minha vida. Mas nunca foi fácil. Todos conhecem o Gabriel Medina de hoje, mas poucos sabem das coisas que passei pra chegar até aqui. Consegui realizar meu sonho, e agora to muito feliz de poder compartilhar com vocês minha história e trajetória de vida!”. Nos comentários, amigos do craque o elogiaram e vibraram com a novidade. “Ansioso pra ver no cinema”, brincou Nakagima, surfista amigo de Gabriel. “Gabriel Medina. De Maresias. Um cara do bem! Te amo, irmão!”, escreveu o cantor de pagode Thiaguinho. Coprodução da Globo com o canal pago Off, especializado em esportes radicais, o documentário tem direção de Henrique Daniel, que já tinha acompanhado o surfista na série “Mundo Medina”, do Off, em suas viagens ao redor do mundo. A estreia vai acontecer já nesta sexta (31/1) na plataforma da Globoplay. Ver essa foto no Instagram Conheci o surfe aos 7 anos de idade. Assim que subi na prancha, veio o sonho: ser campeão mundial. . De lá pra cá, passei a maior parte da minha vida dentro d’agua atrás do maior objetivo da minha vida. Mas nunca foi fácil. . Todos conhecem o Gabriel Medina de hoje, mas poucos sabem das coisas que passei pra chegar até aqui. Consegui realizar meu sonho, e agora to muito feliz de poder compartilhar com vocês minha história e trajetória de vida! . Dia 31/01 no @globoplay ! . Um filme de @hdanielstudio . #GabrielMedinaNoGloboPlay Uma publicação compartilhada por G. Medina (@gabrielmedina) em 23 de Jan, 2020 às 5:06 PST

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    Petra Costa compartilha fotos de encontros com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio

    28 de janeiro de 2020 /

    A diretora brasileira Petra Costa postou no Instagram fotos em que aparece confraternizando com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. O encontro com os astros de “Era Uma Vez em… Hollywood” aconteceu durante o tradicional almoço de confraternização dos indicados ao Oscar 2020. Petra concorre ao prêmio da Academia pelo documentário “Democracia em Vertigem”. Ela fez mistério em relação ao assunto conversado com Pitt. Ao lado da foto, em que os dois aparecem gesticulando, escreveu: “Adivinha do que falávamos?”. Um seguidor da cineasta arriscou que “foi golpe”, já que essa é a narrativa do filme sobre o Impeachment de Dilma. Mas também teve quem apostasse na futilidade, sobre a volta de Brad e Jennifer Aniston, que já foram casados e estão atualmente amiguinhos. Mas vale lembrar que, além de ator, Brad Pitt é um produtor muito ativo, dono da Plan B, que já venceu dois Oscars de Melhor Filme com “12 Anos de Escravidão” e “Moonlight”. A cineasta foi mais direta ao falar sobre o encontro com DiCaprio, que posou para a foto, ao lado dela, da produtora britânica de seu filme, Joanna Natasegara, e de sua convidada especial, a líder indígena Sonia Guajajara. “Com Leonardo DiCaprio falamos da Amazônia e agradecemos ele por tudo que ele tem feito”, Petra escreveu. Anteriormente, ela tinha dito para seus seguidores no Twitter que, se tivesse a oportunidade de encontrar DiCaprio nos eventos do Oscar, pretendia dizer um “thank you” e pedir desculpas pelos ataques que ele recebeu de Jair Bolsonaro. “Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a Leonardo DiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia”. Ela também postou fotos com as documentaristas indicadas ao Oscar e com os integrantes de sua “mesa”, que incluíram um segundo convidado: o produtor Lawrence Bender, que trabalhou com Quentin Tarantino de “Cãos de Aluguel” a “Bastardos Inglórios”. Um contato importante em Hollywood e sinal de provável encaminhamento de seu próximo trabalho. “Democracia em Vertigem” é considerado o maior azarão na categoria de Documentário do Oscar, já que é o único filme na disputa sem premiação prévia importante. Mesmo assim, a direita brasileira acredita que sua provável derrota deva ser comemorada. Trata-se de (outra) estupidez ideológica. Petra não precisa da estatueta. A simples indicação já foi um, digamos, “golpe” enorme para a carreira da cineasta, que se tornou mundialmente conhecida e agora tem acesso a todos os nomes citados. Mesmo quem questiona a narrativa de “Democracia em Vertigem” admite o enorme talento e capacidade técnica da cineasta. E Hollywood também parece ter percebido isso. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Ver essa foto no Instagram Adivinha do que falávamos? Guess what we were talking about? #oscarnomineeluncheon #theedgeofdemocracy #democraciaemvertigem #bradpitt Styling @andersonrodriguez Beleza @romuloflores Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 27 de Jan, 2020 às 11:30 PST Ver essa foto no Instagram Que dia ♥️ gratidão imensa por todos que plantaram esse filme conosco 🌱 Fomos no almoço do Oscar (foto 2) com nossos produtores Joanna Natasegara, Shane Boris, Tiago Pavan e nossos convidados de honra, Sonia Guajajara (a incrível líder indigena) e Lawrence Bender produtor entre outras obras primas de Reservoir Dogs. Com @leonardodicaprio falamos da Amazônia e agradecemos ele por tudo que ele tem feito. E a última fotinho com todas as diretoras nomeadas na categoria de melhor documentário celebrando a força das mulheres 👊🏾 Julia Reichert, @waadalkateab and @tamarakotevska ****** What a day ♥️ gratitude to all who planted this film with us 🌱 We went to the Oscar lunch (photo 2) with our producers Joanna Natasegara, Shane Boris, Tiago Pavan and our guests of honor, Sonia Guajajara (the incredible indigenous leader) and Lawrence Bender producer, among other masterpieces, of Reservoir Dogs. With @leonardodicaprio we talked about the Amazon rainforest, we thank him for everything he has done. And the last photo with all the directors nominated in the category of best documentary celebrating the strength of women 👊🏾 Julia Reichert, @waadalkateab and @tamarakotevska Styling @andersonrodriguez make @romuloflores #democraciaemvertigem #theedgeofdemocracy Thank you @heartofj @glenn.silber @pameladyates @juliapacetti @cressly300 Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 28 de Jan, 2020 às 8:57 PST

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    Guerra Cultural: Escola de Cinema Darcy Ribeiro recebe notificação de despejo do governo

    27 de janeiro de 2020 /

    A Escola de Cinema Darcy Ribeiro (ECDR), no Rio de Janeiro, está sendo ameaçada de despejo pelo governo Bolsonaro. Responsável por ceder o imóvel há 20 anos, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, estatal presidida pelo General Floriano Peixoto Vieira Neto, nomeado por Jair Bolsonaro, enviou uma notificação extrajudicial na sexta-feira (24/1) pedindo a sua devolução. Desde julho de 2019, a diretoria da escola negociava a permanência no edifício que serve de sede para a escola, no Centro do Rio. Mas as tratativas tomaram um rumo inesperado. Referência na formação e produção audiovisual, além da preservação de arquivos cinematográficos, a escola foi declarada Patrimônio Histórico Cultural Imaterial em 2018. Nas últimas duas décadas, ela formou 20 mil alunos para a indústria do cinema e da televisão, entre roteiristas, diretores, produtores, montadores, editores e outras funções técnicas. A instituição também mantém acervos de personalidades como o diretor Joaquim Pedro de Andrade e o ator José Wilker. Em nota, a diretoria dos Correios afirmou que está avaliando “todo o seu patrimônio imobiliário” visando sua sustentabilidade financeira e também ressaltou que, desde 2000, cede o prédio sem contrapartidas. Também por meio de comunicado, publicado em seu site, a escola lembra que o espaço estava abandonado e se encontrava em “estágio avançado de deterioração” quando teve o seu uso cedido. Desde então, a instituição teria feito inúmeros investimentos para restaurar e adequar o edifício às funções educacionais. Atualmente, a escola funciona em cinco pavimentos, onde foram construídas diversas ilhas de edição, além de um estúdio, uma biblioteca, uma filmoteca e uma sala para exibição de filmes. “Sair de lá representaria um prejuízo sem tamanho”, disse ao jornal O Globo a produtora de cinema Renata Magalhães, presidente do Instituto Brasileiro de Audiovisual (IBAV), que gerencia a escola. “A ECDR é um instituto sem fins lucrativos, que faz trabalho social e oferece cursos a preços acessíveis, muitos deles subsidiados”, acrescentou. De acordo com ela, a antiga direção dos Correios chegou a planejar a doação da totalidade do prédio à ECDR durante o governo Temer. O governo Bolsonaro, porém, tem postura diferente e bem conhecida, de desmonte cultural. O presidente mandou cortar todos os patrocínios de estatais para a Cultura, situação que pode enquadrar a ECDR. Além disso, há planos de privatização para os Correios, que podem incluir o prédio da escola como ativo. “Pedir a devolução do imóvel é uma decisão burra do atual presidente dos Correios porque o espaço tem mais valor como uma escola funcionando do que vazio”, avalia Magalhães. “O órgão precisa entender a importância de uma instituição que abriga pessoas do Brasil inteiro”. Também em depoimento para O Globo, o produtor de cinema Luiz Carlos Barreto destacou que o mercado do audiovisual brasileiro “melhorou muito” com a criação da escola. “Ela é diferente de outros cursos universitários porque forma uma mão de obra de técnicos fundamentais para a indústria”, apontou o produtor, fundador da L.C. Barreto Produções. “Nossa produtora sempre contrata muitos profissionais saídos de lá”. Barreto espera que a ameaça de despejo seja uma questão técnica mais do que política. Mas o fato é que a ação de desmonte cultural – e, no caso, também educacional – do governo continua sua escalada destruidora com essa decisão.

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    Favorito ao Oscar, 1917 é a principal estreia de cinema da semana

    23 de janeiro de 2020 /

    O grande favorito ao Oscar 2020 finalmente estreia no Brasil. Vencedor do Globo de Ouro e do prêmio do Sindicato dos Produtores dos EUA, “1917” é o principal destaque da programação de cinema desta semana. Dirigido pelo inglês Sam Mendes (“007 Contra Spectre”), que vem vencendo todos os prêmios possíveis por seu trabalho, o longa conquistou 89% de aprovação no Rotten Tomatoes e disputa 10 Oscars, dominando as categorias técnicas pela destreza cinematográfica com que apresenta sua narrativa num plano contínuo – isto é, com a ilusão de que o filme não tem cortes. Este truque também faz com que a ação aconteça em tempo real, transportando o público para as trincheiras do front europeu da 1ª Guerra Mundial. Repleto de explosões, correrias, desabamentos, saltos impossíveis e coragem diante da morte certa, “1917” acompanha dois soldados britânicos encarregados de enfrentar bombas e o tiroteio inimigo para entregar uma mensagem que pode salvar milhares de vidas, inclusive a de um irmão deles. O elenco é encabeçado por George McKay (“Capitão Fantástico”) e Dean-Charles Chapman (“Game of Thrones”), como os dois soldados da sinopse. Seu comandante é vivido por Colin Firth (vencedor do Oscar por “O Discurso do Rei”) e ainda há participações de Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”), Mark Strong (“Shazam!”) e Richard Madden (outro de “Game of Thrones”). Também indicado ao Oscar, “Um Lindo Dia na Vizinhança” tem como destaque a participação de Tom Hanks, que concorre como Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação de Fred Rogers, apresentador de programa infantil que durante décadas ensinou o público a ser mais otimista e feliz. O drama gira em torno de uma entrevista que um jornalista cínico (Matthew Rhys, de “The Americans”) precisa realizar com a famosa celebridade, no fim dos anos 1980, e tem 95% de aprovação no RT. O lançamento com maior distribuição, porém, não é nenhum dos dois, mas a animação “Um Espião Animal”, que vai chegar a mais de 500 cinemas sem seu principal atrativo: as vozes originais de Will Smith (“Esquadrão Suicida”) e Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). A aposta é que crianças não se importam com a dublagem americana – embora o estúdio tenha pago uma fortuna por esse detalhe descartável. Ao transformar Will Smith num pombo, o estúdio Blue Sky – de “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando” – ainda mantém sua tradição de lançar animações de animais falantes. A média é de 76% no RT. Há ainda outra opção que utiliza animação, “O Filme do Bruno Aleixo”, produção híbrida portuguesa, com passagens live-action e humor surreal. Bruno Aleixo é um personagem animado muito popular em Portugal, ativo na internet e na TV do país há cerca de 12 anos. O cachorro-urso de pelúcia resolve que, após ter seu programa de TV, deve estrelar seu próprio filme e decide consultar seus amigos sobre como transformar sua vida numa cinebiografia, o que serve de mote para a criação de esquetes engraçados. Como não foi lançado nos EUA, não tem cotação no RT, mas atingiu nota 8,2 do público no IMDb. O circuito limitado também traz o elogiadíssimo “Antologia da Cidade Fantasma”, considerado o melhor filme do canadense Denis Côté (“Vic+Flo Viram um Urso”). Apesar da premissa de terror sobrenatural, a história é apresentada como um drama. Numa cidadezinha em que nada acontece, um acidente de carro fatal inicia um ciclo de perturbações. Pessoas estranhas começam a aparecer ao redor da cidade, observando os moradores à distância, em cada vez maior número, e o tempo parece não passar como deveria. Altamente atmosférico, conquistou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Quem preferir terror mais tradicional, pode ainda sofrer “A Maldição de Mary”, pior filme da carreira do ator Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de Uma Nação”), com apenas 4% no RT. Três filmes nacionais completam a programação, com destaque para a inversão realizada em “A Divisão”. Na contramão da recente mania de transformar filmes em minisséries da Globo, com enxertos de cenas extras, “A Divisão” leva para o cinema a série homônima, disponibilizada em cinco episódios na Globo Play, cortando cerca de 1 hora de sua narrativa. Para completar, o documentário “Adoniran – Meu Nome é João Rubinato” foi o filme de abertura do festival É Tudo Verdade de dois anos atrás. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos os títulos, suas sinopses e trailers. 1917 | EUA | Guerra Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a 1ª Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar mais de 1300 colegas de batalhão. Um Lindo Dia na Vizinhança | EUA | Drama Fred Rogers (Tom Hanks) foi o criador do Mister Rogers’ Neighborhood, um programa infantil de TV muito popular que durou décadas, desde os anos 1960, nos Estados Unidos. Em 1998, Tom Junod (Matthew Rhys), até então um cínico jornalista investigativo, aceitou escrever o perfil de Rogers para a revista Esquire. Durante as entrevistas para a matéria, Junod mudou não só sua visão em relação ao seu entrevistado como também sua visão de mundo, iniciando uma inspiradora amizade com o apresentador. Um Espião Animal | EUA | Animação Quando um evento inesperado acontece, Lance Sterling (voz de Will Smith), o melhor espião do mundo, precisa unir forças com o inventor Walter (voz de Tom Holland) para salvar o dia. O Filme do Bruno Aleixo | Portugal | Comédia Bruno Aleixo é alguma coisa entre um cachorro e um urso de pelúcia. O personagem de animação português que ganhou fama por uma web-série de comédia chamada “Os Conselhos que Vos Deixo” ganha seu próprio filme. Na obra cômica, ao decidir criar a própria autobiografia, Bruno procura inspiração entre amigos para escrever o texto. Antologia da Cidade Fantasma | Canadá | Drama Em uma pequena e distante cidade do interior do Canadá, um homem morre em um acidente de carro sob circunstâncias misteriosas. Enquanto os poucos habitantes do local permanecem relutantes em debater as possíveis causas da tragédia, a família do falecido e o prefeito Smallwood começam a perceber estranhos e atípicos eventos que mudam suas concepções de realidade. A Possessão de Mary | EUA | Terror David (Gary Oldman) é um capitão de colarinho azul que luta para melhorar a vida de sua família. Estranhamente atraído por um navio abandonado que está em leilão, David impulsivamente compra o barco, acreditando que será o bilhete de sua família para a felicidade e a prosperidade. Mas logo depois que eles embarcam em sua jornada inaugural, eventos estranhos e assustadores começam a aterrorizar David e sua família, fazendo com que se voltem um contra o outro e duvidem de sua própria sanidade. A Divisão | Brasil | Drama No Rio de Janeiro da década de 1990, uma onda de sequestros assola a cidade maravilhosa. Quando o secretário de segurança e o chefe da polícia encarregam três policiais corruptos de tirar a cidade dessa situação, a Delegacia Antissequestro precisa entrar em ação para enfrentar o repetitivo número de casos envolvendo sequestros e mudar o cenário carioca. O Melhor Verão das Nossas Vidas | Brasil | Comédia Três melhores amigas são aprovadas para participar da final de um famoso festival de música. Porém, elas descobrem que estão de recuperação na escola e precisam arranjar uma maneira de comparecer ao festival em Guarujá sem que seus pais descubram. Adoniran – Meu Nome é João Rubinato | Brasil | Documentário Adoniran Barbosa, autor de sucessos como “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”, carrega o título de maior sambista paulista de todos os tempos. A cidade de São Paulo era a personagem principal de suas canções e radionovelas. Através de imagens de arquivos raras e nunca vistas antes, o compositor e cantor paulistano, que faleceu em 1982, é redescoberto pelo público.

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    Guerra Cultural: Séries LGBTQIA+ atacadas por Bolsonaro ficam sem verbas da Ancine

    22 de janeiro de 2020 /

    O edital público com linhas de financiamento para séries LGBTQIA+, que chegou a ser suspenso por intervenção do governo Bolsonaro e precisou de decisão judicial para ser finalizado, publicou seu resultado na terça-feira (21/1). E, sem realmente surpreender ninguém, nenhuma das quatro séries atacadas nominalmente por Bolsonaro, numa live de agosto do ano passado, foi contemplada com a verba da Ancine para sua produção. Aparentemente sem conhecimento do edital, Bolsonaro atacou os projetos de séries “Afronte”, “Transversais”, “Religare Queer” e “Sexo Reverso”, chamando-as de filmes e dizendo que não tinha cabimento produzi-las devido a seus temas, apesar do edital trazer uma linha de crédito específica para produções LGBTQIA+. “Fomos garimpar na Ancine filmes que estavam prontos para captar recurso no mercado”, disse Bolsonaro na live, passando a citar títulos e temas que considerava absurdos. “Um aqui se chama ‘Transversais”, revelou, demonstrando horror ao citar que seu tema era transexualidade. “Conseguimos abortar essa missão aqui”, acrescentou. “Outro filme aqui, ‘Sexo Reverso'”, seguiu, dizendo que o “filme” abordava sexo grupal e oral com índios, concluindo que era “um dinheiro jogado fora”. “Não tem cabimento fazer um filme com esse enredo, né?” Outro nome que ele achou ofensivo foi o do projeto baseado no curta-metragem universitário “Afronte”, de Marcus Azevedo e Bruno Victor, um docudrama sobre a realidade vivida por negros e homossexuais do Distrito Federal. “Mais um filme aí que foi para o saco”, decretou. Ele também lamentou “Religare Queer”, sobre uma “ex-freira lésbica”, que descreveu como um filme com “dez episódios”, ilustrando de forma didática o que é uma pessoa preconceituosa – aquela que ataca o que não entende. “Confesso que não entendi por que gastar dinheiro público com um filme desses”, insistiu na famigerada live, sobre a série. “O que vai agregar?”, afirmou, considerando produções com temática LGBTQIA+ “impróprias”. “Não estou perseguindo ninguém, cada um faça o que bem entender do seu corpo para ser feliz, agora, gastar dinheiro público para fazer esse tipo de filme [sim, é uma série]…” Ao atacar as séries, Bolsonaro frisou que elas estavam prontas para captar recurso no mercado, sugerindo que estavam aprovadas e que precisou intervir para que fossem proibidas. Após esse pronunciamento, o ministro da Cidadania Osmar Terra suspendeu o edital por meio de uma portaria, ação que foi parar na Justiça. Em outubro, a 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro derrubou, em liminar, a portaria que suspendia o edital. Na decisão, a juíza Laura Bastos Carvalho afirmou que a posição do governo trazia indícios de discriminação (leia-se homofobia) e prejuízo à liberdade de expressão (censura). A União apelou e o juiz Alfredo Jara Moura, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve a liminar, mandando a Ancine liberar a verba para as produções. Paralelamente, o MPF-RJ (Ministério Público Federal no Rio de Janeiro) também entrou com ação civil contra o ministro da Cidadania Osmar Terra, que assumiu a responsabilidade pela suspensão. Obrigado a cumprir o edital, o governo, porém, não contemplou nenhum dos filmes que foram alvos explícitos de ordem de censura de Bolsonaro. Censura que o ex-secretário de Cultura Roberto Alvim defendeu como “curadoria”, horas antes de publicar o polêmico vídeo em que evidenciou as “coincidências” de seus pensamentos com a ideologia nazista. “É, no mínimo, muito curioso que todos os quatro projetos que o presidente anunciou publicamente que ‘abortaria’ não estejam contemplados no edital”, disse Émerson Maranhão, diretor de “Tranversais”, ao jornal O Globo. “Ainda mais porque ele mesmo disse serem projetos prontos para captar recursos, caso ele não tivesse conseguido mandá-los ‘para o saco'”. Produtor executivo de “Transversais”, Allan Deberton completou: “É preciso deixar claro que em nenhum momento estamos dizendo que os projetos anunciados como vencedores nas categorias ‘Diversidade de Gênero’ e ‘Sexualidade’ não tenham qualidade. Apenas estranhamos a ausência de todos os projetos ‘garimpados’ por Bolsonaro na Ancine e cuja censura foi anunciada em rede social”. “Isso é uma censura associada a um crime que é a LGBTfobia”, afirmou Kiko Goifman, roteirista e produtor de “Religare Queer”, ao jornal Folha de S. Paulo. Ele afirmou que entrará na Justiça para reverter a decisão. A Ancine disse, via assessoria de imprensa, que não irá se manifestar. A EBC, co-autora do edital, buscou se isentar da decisão, dizendo que “é responsável pelas questões técnicas das produções, a partir de acordo com a Ancine. Questionamentos aos atos decisórios do processo de seleção devem ser direcionados ao órgão gestor, ou seja, à Agência Nacional do Cinema (Ancine)”. Entretanto, a comissão que determinou os contemplados tinha representante da EBC. A comissão de seleção foi composta por Leandro de Sousa Mendes (representante da Ancine), Vancarlos de Oliveira Alves (representante da EBC), Werinton Kermes (da Associação Brasileira de Canais Comunitários) e Ig Carvalho (da Associação Brasileira de Televisão Universitária). Foram contemplados, nas duas categorias, nove projetos. Na linha de “Diversidade de gênero”, entraram “Retrato Íntimo” (BA), “Desobediência de Gênero” (MT), “Destemperadas” (MT), “Tem Saída?” (RJ) e “Violadas e Segregadas” (RS), enquanto na categoria “Sexualidade” foram aprovadas “Transmutação” (PE), “Visto para amar” (TO), “Corpo a Corpo” (SP) e “Vinde Vênus” (PR). Lançado em 13 de março de 2018, o edital tinha mais 12 blocos temáticos, voltados a assuntos como “Sociedade e Meio Ambiente”, “Profissão”, “Animação Infantil” e “Qualidade de Vida”, entre outras, e selecionou mais de 70 projetos para dividir um orçamento total de quase R$ 70 milhões para a produção de séries, provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

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    Procuradoria Federal quer anular projetos e nomeações de Roberto Alvim na secretaria da Cultura

    20 de janeiro de 2020 /

    A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão que integra o Ministério Público Federal, enviou nesta segunda-feira (20/1) à Procuradoria da República no Distrito Federal um pedido de responsabilização administrativa e criminal contra o ex-secretário de Cultura Roberto Alvim. No documento, a procuradora Deborah Duprat pede a nulidade do edital que lançou o Prêmio Nacional das Artes, bem como das nomeações feitas pelo então secretário no período em que esteve no cargo. O documento foi encaminhado a pedido de um grupo de juristas e acadêmicos que querem adoção de medidas contra Alvim pelo vídeo institucional em que demonstrou um projeto de governo nazista para a Cultura. Para Duprat, Alvim deve ser responsabilizado porque não há espaço no Estado brasileiro para citações a regimes autoritários. “O agente público em questão tem, pelo menos, admiração pela perspectiva de arte do nazismo. E como sob o seu cargo se desenvolviam todas as medidas relativas à Cultura, não é demasiado concluir que, no período em que o ocupou, levou para essa área a compreensão estética que tão desabridamente revelou no vídeo”, anotou a procuradora, no processo. Segundo a PFDC, o vídeo do ex-secretário é inconstitucional. “A mera destituição do cargo não é resposta suficiente a uma conduta que atinge os valores estruturantes da Constituição brasileira”, diz o texto. “Suas implicações são tamanhas que é possível concluir que o ex-secretário orientou toda a sua gestão inspirado pelo ideário anunciado. Nesse sentido, as nomeações que realizou devem ser declaradas nulas, porque não é possível conviver com a dúvida de que subsistam, naquela secretaria especial, pessoas que sigam adiante com os mesmos propósitos”, conclui a procuradora. Ainda de acordo com a PFDC, a Lei 8.429, de 1992, estabelece que agentes públicos são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. “A lei diz que constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”, observou Duprat.

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    Globo avisa que Regina Duarte terá contrato suspenso se entrar no governo Bolsonaro

    20 de janeiro de 2020 /

    A rede Globo emitiu um comunicado em que avisa que, se oficializar seu cargo como secretária especial da Cultura do governo Bolsonaro, a atriz Regina Duarte perderá seu longo vínculo profissional com a empresa. “A atriz Regina Duarte tem contrato vigente com a Globo e sabe que, se optar por assumir cargo público, deve pedir a suspensão de seu vínculo com a emissora, como impõe a nossa política interna de conhecimento de todos os colaboradores”, informou a emissora em nota. Regina Duarte está na Globo desde 1969, com uma breve interrupção entre 1984 e 85. São cerca de 50 anos de contrato. Nesta segunda-feira (20/1), a atriz não deixou totalmente claro o seu novo status profissional. Após um encontro com o presidente Jair Bolsonaro, que a convidou para ocupar a Secretaria de Cultura no lugar de Roberto Alvim, demitido por vacilar e deixar claro o projeto nazista do governo para a Cultura, ela disse que faria um período de “teste” no cargo, viajando a Brasília para conhecer a estrutura do órgão. “Estamos noivando”, afirmou. A atriz estreou na Globo justamente numa novela sobre noivado, “Véu de Noiva”, de Janete Clair, dirigida por Daniel Filho. Logo, acumulou papéis românticos de sucesso, em novelas que marcaram época, como “Irmãos Coragem”, “Selva de Pedra”, “Carinhoso”, “Fogo Sobre Terra”, “Sétimo Sentido” e “Minha Doce Namorada”. Esta última lhe rendeu o apelido de “namoradinha do Brasil”. A maior guinada de sua trajetória foi ter feito a pioneira série feminista “Malu Mulher” no começo dos anos 1980, mas ela logo esclareceu que não era feminista nem acreditava na luta da personagem por dignidade e independência. Ela só se afastou da Globo por um breve período, entre 1984 e 1985, quando protagonizou a série “Joana”, de Manoel Carlos, uma produção independente exibida na Manchete e posteriormente no SBT. Voltou ainda em 1985 para ser a protagonista de “Roque Santeiro”, um dos maiores sucessos da TV brasileiro e emendou outros campeões de audiência, como “Vale Tudo”, “Rainha da Sucata” e “Por Amor”. Nos últimos tempos, porém, os papeis de destaque começam a ser mais raros, o que a incomodou, como disse em entrevista de 2017 ao jornal O Globo, por ocasião de seus 70 anos. “Isso me gerou muita frustração no começo, mas eu me acostumei”, afirmou. Bolsonaro já declarou que considera o Grupo Globo seu “inimigo” e chegou a sugerir que pode não renovar a concessão para que a empresa continue a operar seus canais de TV. Após acusar a Globo de praticar “jornalismo sujo”, Bolsonaro registrou sua ameaça num vídeo, divulgado em novembro passado. Ele também já mandou diminuir a verba de publicidade federal destinada ao grupo de comunicação da Globo, teria mandado a Receita Federal passar pente fino no contrato entre a empresa e seus atores mais famosos e há indícios de que séries e filmes do grupo possam ter dificuldades para conseguir incentivos ou acesso à verba do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) – o que agora pode vir a ser decidido por Regina Duarte. Segundo a Veja, Regina Duarte tem salário fixo de R$ 60 mil — e passa para R$ 120 mil quando está no ar em alguma novela.

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